25-01-2010

  16:33:59, por Corral   , 1158 palavras  
Categorias: Ensaio

HAITI: A maldiçom branca

Haiti no alma, de Eduardo Galeano

inSurGente.- No primeiro dia deste ano, a liberdade cumpriu dous séculos de vida no mundo. Ninguém se inteirou, ou quase ninguém. Poucos dias depois, o país do aniversário, Haiti, passou a ocupar algum espaço nos meios de comunicaçom; mas nom polo aniversário da liberdade universal, senom porque se desatou ali um banho de sangue que acabou volteando ao presidente Préval.

Haiti foi o primeiro país onde se aboliu a escravatura. No entanto, as enciclopédias mais difundidas e quase todos os textos de educaçom atribuem a Inglaterra essa histórica honra.

É verdade que num bom dia mudou de opiniom o império que tinha sido campeom mundial do tráfico negreiro; mas a aboliçom britânica ocorreu em 1807, três anos após a revoluçom haitiana, e resultou tom pouco convincente que em 1832 Inglaterra tivo que voltar a proibir a escravatura.

Nada tem de novo o negar a Haiti. Desde fai dous séculos, sofre desprezo e castigo. Thomas Jefferson, prócer da liberdade e proprietário de escravos, advertia que de Haiti provia o mau exemplo; e dizia que tinha que confinar a peste nessa ilha. O seu país escutou-no. Os Estados Unidos demorárom sessenta anos em outorgar reconhecimento diplomático à mais livre das naçons.

Enquanto, em Brasil, chamava-se haitianismo ao desordem e à violência. Os donos dos braços negros salvaram-se do haitianismo até 1888. Nesse ano, o Brasil aboliu a escravatura. Foi o último país no mundo.

Haiti voltou a ser um país invisível, até a próxima carnificina. Enquanto esteve nas telas e nas páginas, a princípios deste ano, os meios transmitiram confusom e violência e confirmaram que os haitianos nasceram para fazer bem o mau e para fazer mau o bem.

Desde a revoluçom para cá, Haiti só foi capaz de oferecer tragédias. Era umha colónia próspera e feliz e agora é a naçom mais pobre do hemisfério ocidental. As revoluçons, concluíram alguns especialistas, conduzem ao abismo. E alguns dixérom, e outros sugerírom, que a tendência haitiana ao fratricídio prove da selvagem herança que vem do África.

O mandato dos ancestros. A maldiçom negra, que empurra ao crime e ao caos. Da maldiçom branca, nom se falou.

A Revoluçom Francesa tinha eliminado a escravatura, mas Napoleom tinha-a ressuscitado: Qual foi o regime mais próspero para as colónias? O anterior. Pois, que se restabeleça?. E, para reimplantar a escravatura em Haiti, enviou mais de cinqüenta naves cheias de soldados. Os negros alçados venceram a França e conquistaram a independência nacional e a libertaçom dos escravos. Em 1804, herdaram umha terra arrasada polas devastadoras plantaçons de cana de açúcar e um país queimado pola guerra feroz. E herdaram ?a dívida francesa?. França cobrou cara a humilhaçom infligida a Napoleom Bonaparte.

A pouco de nascer, Haiti tivo que se comprometer a pagar umha indemnizaçom gigantesca, polo dano que tinha feito se liberando. Essa expiaçom do pecado da liberdade custou-lhe 150 milhons de francos ouro. O novo país nasceu estrangulado por esse baraço atada ao pescoço: umha fortuna que actualmente equivaleria a 21,700 milhons de dólares ou a 44 orçamentos totais do Haiti de nossos dias. Bem mais de um século levou o pagamento da dívida, que os interesses de usura iam multiplicando. Em 1938 cumpriu-se, por fim, a redençom final. Para entom, já Haiti pertencia aos bancos dos Estados Unidos.

A mudança desse dineral, França reconheceu oficialmente à nova naçom. Nengum outro país reconheceu-a. Haiti tinha nascido condenada à soidade. Tampouco Simom Bolívar nom a reconheceu, ainda que lhe devia tudo. Barcos, armas e soldados tinha-lhe dado Haiti em 1816, quando Bolívar chegou à ilha, derrotado, e pediu amparo e ajuda. Tudo lhe deu Haiti, com a sozinha condiçom de que liberasse aos escravos, umha ideia que até entom nom se lhe tinha ocorrido. Depois, o prócer triunfou na sua guerra de independência e expressou sua gratitude enviando a Port-au-Prince umha espada de presente. De reconhecimento, nem falar. Em realidade, as colónias espanholas que tinham passado a ser países independentes seguiam tendo escravos, ainda que algumhas tivessem, ademais, leis que o proibiam. Bolívar ditou a sua em 1821, mas a realidade nom se deu por inteirada. Trinta anos depois, em 1851, Colômbia aboliu a escravatura; e Venezuela em 1854.

Em 1915, os marines desembarcaram em Haiti. Ficaram dezanove anos. O primeiro que fizérom foi ocupar a aduana e o escritório de arrecadaçom de impostos. O exército de ocupaçom retivo o salário do presidente haitiano até que se resignou a assinar a liquidaçom do Banco da Naçom, que se converteu em sucursal do Citibank de Nova York.

O presidente e todos os demais negros tinham a entrada proibida nos hotéis, restorantes e clubes exclusivos do poder estrangeiro Os ocupantes nom se atreveram a restabelecer a escravatura, mas impugérom o trabalho forçado para as obras públicas. E mataram muito.

Nom foi fácil apagar os fogos da resistência. O chefe guerrilheiro, Charlemagne Péralte, fincado em cruz contra umha porta, foi exibido, para escarmento, na praça pública. A missom civilizadora concluiu em 1934. Os ocupantes retiraram-se deixando no seu lugar umha Guarda Nacional, fabricada por eles, para exterminar qualquer possível assomo de democracia.

O mesmo fizérom em Nicarágua e na República Dominicana. Algum tempo depois, Duvalier foi o equivalente haitiano de Somoza e de Trujillo.

E assim, de ditadura em ditadura, de promessa em traiçom, se foram somando as desventuras e nos anos. Aristide, o cura rebelde, chegou à presidência em 1991. Durou poucos meses. O governo dos Estados Unidos ajudou a derrubá-lo, levou-lho, submeteu-o a tratamento e umha vez reciclado devolveu-o, em braços dos marines, à presidência. E outra vez ajudou a derrubá-lo, neste ano 2004, e outra vez houvo matança. E outra vez voltaram os marines, que sempre regressam, como a gripe. Mas os experientes internacionais som bem mais devastadores que as tropas invasoras.

País submisso às ordens do Banco Mundial e do Fundo Monetário, Haiti tinha obedecido suas instruçons sem chistar. Pagaram-lhe negando-lhe o pom e a saia. Congelaram-lhe os créditos, apesar de que tinha desmantelado o Estado e tinha liquidado todos os impostos e subsídios que protegiam a produçom nacional. Os camponeses cultivadores de arroz, que eram a maioria, se converteram em mendigos ou balseiros. Muitos foram e seguem indo parar às profundidades do mar Caribe, mas esses náufragos nom som cubanos e raras vezes aparecem nos diários. Agora Haiti importa todo seu arroz desde os Estados Unidos, onde os experientes internacionais, que som gente bastante distraída, se esqueceram de proibir os impostos e subsídios que protegem a produçom nacional.

Na fronteira onde termina a República Dominicana e começa Haiti, há um grande cartaz que adverte: O mau passo. Ao outro lado, está o inferno negro. Sangue e fame, miséria, pestes. Nesse inferno tam temido, todos som escultores. Os haitianos têm o costume de recolher latas e ferros velhos e com antiga mestria, recortando e martelando, as suas maos criam maravilhas que se oferecem nos mercados populares. Haiti é um país arrojado ao lixo-monturo, por eterno castigo a sua dignidade. Ali jaz, como se fosse sucata ou pitada. Mentres, aguarda as maos de sua gente.

20-01-2010

  10:50:11, por Corral   , 231 palavras  
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Para os USA o importante nom som as vidas é o PODER E O CONTROLE de HAITI

Aporrea

O controle de facto do aeroporto de Porto Príncipe, o Palácio de Governo, o Parlamento e demais instalaçons estratégicas da capital Porto Príncipe, indicam que o Presidente de Haiti, René Préval, teria chegado (alguns dizem, inclusive, assinado) um acordo secreto (paralelo a um memorando de entendimento) que entrega o controle do governo haitiano aos Estados Unidos.

Préval teme seu próprio derrube. A situaçom de ingovernabilidade é evidente. O palácio do governo ficou destruído, ao igual que a sede do legislativo. Vários deputados encontram-se desaparecidos. Deste clima de soçobra se agarra EEUU para tomar o controle do um país em ruínas.

A povoaçom abandonada

O mundo inteiro tem-se solidarizado com Haiti. Bem seja movidos pola caridade burguesa ou pola solidariedade proletária, a tragédia foi de tal magnitude que tocou o coraçom dos habitantes do planeta. Nom obstante, a ajuda nom chegou ao povo de Haiti.

O aeroporto, em maos de EEUU, gerou um sistema de controle e acambaramento dos alimentos, o água e toda a ajuda humanitária que acima à ilha.

Fontes que preferem o anonimato som testemunhas que um pequeníssimo percentagem da ajuda internacional chega a Haiti. Muitas vezes, os avions nem sequer podem aterrar no aeroporto de Porto Príncipe porque EEUU nom dá permisso de aterragem, ou se o dá, o outorga quando as condiçons de voo som adversas (horário nocturno, por exemplo, recordemos que nom há luz eléctrica).

  00:50:49, por Corral   , 163 palavras  
Categorias: Ensaio

A "AJUDA" DELES AO HAITI

Resistir.info

O director-geral do FMI acaba de anunciar a sua intenção de mobilizar uma "ajuda" de 100 milhões de dólares para o Haiti. Diz ele que isso será feito através de uma "facilidade ampliada de crédito" . Ou seja, os haitianos terão de devolver tal ajuda, mesmo que estejam debaixo de escombros. E devolver com juros. Com ajudas assim, os haitianos ficam ainda mais desgraçados do que já estavam.

Por outro lado, o controle do aeroporto de Port-au-Prince pela U.S. Air Force já está a prejudicar severamente o Haiti. Os militares americanos proibiram a aterragem de um avião francês que transportava um hospital de campanha e dez equipes de cirurgiões . A ocupação militar do país pelo imperialismo, sob o pretexto da "ajuda humanitária", já é uma situação de facto. Os EUA que não souberam ajudar o seu próprio povo, quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans, arrogam-se agora ao direito de enviar porta-aviões como "ajuda" às vítimas no Haiti. Após um terramoto, uma ocupação militar.

  00:38:17, por Corral   , 1111 palavras  
Categorias: Ensaio

Os pecados do Haiti

por Eduardo Galeano / Resistir.info

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.

O voto e o veto

Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.

Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
? Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.

O álibi demográfico

Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:
? Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.

E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilómetro quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.

Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.

A tradição racista

Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".

O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".

Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".

A humilhação imperdoável

Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.

A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.

O delito da dignidade

Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete nave e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, a modo de perdã por haver cometido o delito da dignidade.

A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

17-01-2010

  22:53:47, por Corral   , 530 palavras  
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O Haiti é um LABORATÓRIO para os militares brasileiros

por Otávio Calegari Jorge

http://resistir.info

A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.

O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.

O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?

LABORATÓRIO CONTRA REBELIÕES NAS FAVELAS

A ONU gasta 500 milhões de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah (United Nations Stabilization Mission in Haiti). Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, o coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.

Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?

Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.

Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah.

A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia ? o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.

A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel ? resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade.

Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem.

Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.

Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis.

13/Janeiro/2010

[*] Investigador da Universidade de Campinas em missão no Haiti.

  20:17:18, por Corral   , 717 palavras  
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Relatório assinala que TERRAMOTO EXPERIMENTAL de Estados Unidos DESVASTOU Haiti

Aporrea / Pátria Grande

17 de Janeiro 2010.-

Um reporte preparado pola Frota Russa do Norte estaria a indicar que o sismo que devastou a Haiti foi o claro resultado dumha prova da Marinha estadunidense por médio dumha das suas armas de terramotos.

A Frota do Norte tem estado monotonizando os movimentos e as actividades navais estadunidenses no Caribe desde 2008 quando os estadunidenses anunciaram a sua intençom de restabelecer a Quarta Frota que tinha sido dissolvida em 1950, ao que Rússia respondeu num ano depois com umha frota Russa encabeçada polo cruzeiro nuclear ?Pedro o Grande?, começando os seus primeiros exercícios nesta regiom desde finais da Guerra Fria.

Desde finais da década de 1970, os Estados Unidos tem avançado enormemente o estado das suas armas de terramotos e, segundo estes relatórios, agora emprega dispositivos que usam umha tecnologia de Pulso, Plasma e Sónico Electromagnético Tesla junto com bombas de ondas de choque.

O relatório compara ademais a experimentaçom da Marinha estadunidense duas destas armas de terramotos na semana passada, quando a prova no Pacífico causou um terramoto de magnitude 6.5 devastando o área ao redor da cidade de Heureca, em Califórnia sem causar mortes, mas com a sua prova no Caribe que causou já, a morte de ao menos 140.000 inocentes.

Segundo indica-o o reporte, é mais que provável que a Marinha estadunidense tenha tido ?conhecimento total? do catastrófico dano que esta prova de terramoto poderia ter potencialmente sobre Haiti e que tinha pré-posicionado ao seu Comandante Delegado do Comando do Sul, o Geral P.K. Keen, na ilha para supervisar os labores de ajuda se fossem necessárias.

Em quanto ao resultado final das provas destas armas por parte dos Estados Unidos, adverte o reporte, está o plano dos Estados Unidos da destruiçom de Irám através de umha série de terramotos desenhados para derrocar a seu actual regime Islâmico.

Segundo o relatório mencionado, o sistema experimentado polos Estados Unidos (projecto HAARP) permitiria ademais criar anomalias climatológicas para provocar inundaçons, secas e furacans.

De acordo a outro relatório coincidente, tem-se dados para estabelecer que o terramoto em Sichuan, China, o 12 de maio de 2008 com umha magnitude de 7.8 Richter, foi criado também pola radiofrequência do HAARP.

Ao existir umha correlaçom entre a actividade sísmica e a Ionosfera, mediante o controle da Radiofrequência induzida por Hipocampos, no marco de HAARP, conclui-se que:

1. Os terramotos nos que a profundidade é linearmente idêntica na mesma falha, se produzem por projecçom linear de freqüências induzidas.

2. A configuraçom de satélites permite gerar projecçons concentradas de freqüências em pontos determinados (Hipocampos).

3- Elaboraram-se um diagrama de sucessom linear respeito dos terramotos denunciados em que casualmente se produziram todos à mesma profundidade

Venezuela o 8 de Janeiro 2010. Profundidade 10 kms.
Honduras o 11 de Janeiro 2010. Profundidade 10 kms.
Haiti o 12 de Janeiro 2010. Profundidade 10 kms.

O resto das réplicas tiveram profundidades de ao redor de 10 kms.

Depois do terramoto, o Pentágono di que o navio hospital USNS Comfort, que se encontrava ancorado em Baltimore, começou a chamar a sua tripulaçom para partir para Haiti, ainda que poderiam decorrer em vários dias até a chegada do navio. O almirante da Armada Mike Mullen, chefe de Estado Maior Conjunto, di que o Exército de Estados Unidos trabalhava preparando a resposta de emergência a este desastre.

Fraser, do Comando Sul (SOUTHCOM), dixo que barcos Cúter da Guarda Costera de Estados Unidos e navios da Armada na regiom se enviárom também para oferecer ajuda ainda que tem fornecimentos de alívio e de helicópteros limitados. O super portavions USS Carl Vinson será enviado da base naval de Norfolk, Virginia, com umha dotaçom completa de avions e helicópteros chegou a Haiti a primeiras horas da tarde do 14 de Janeiro, acrescentou Fraser. Outros grupos adicionais de helicópteros unir-se-iam ao Vinson, declarou.

A Agência de Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), já operava em Haiti dantes do sismo.

O presidente Obama foi informado do terramoto às 5:52 da tarde do 12 de Janeiro e solicitou ao seu pessoal que se assegure de que os empregados da embaixada estejam a salvo e que comecem os preparativos para proporcionar a ajuda humanitária que seja necessária.

De acordo ao reporte russo, o Departamento de Estado, USAID e o Comando Sul dos Estados Unidos começaram o seu trabalho de invasom humanitária ao enviar ao menos 10.000 soldados e mercenários, para controlar, agora em lugar da ONU, o território haitiano depois do devastador terramoto experimental.

  02:25:03, por Corral   , 435 palavras  
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Que procuram as operaçons com o "USA-TERRORISMO" em Ásia, África e Europa ?

Manuel Freitas / Iarnoticias

Na cena mundial há seis processos de inevitável desenlace em curto prazo: A resoluçom social da crise económica global (com epicentro em EEUU e Europa), o ataque militar às usinas iranianas, escalada em Afeganistám com ocupaçom militar de Paquistám, acçons militares contra Sudám, Somália e Iemem, novo conflito armado no Cáucaso ou em Euroásia (como parte do teatro da guerra fria EEUU-Rússia) e um ataque "terrorista" (ou vários) similar ao 11-S em Europa ou EEUU. Em todos os casos, o "terrorismo" (um arma estratégica da guerra de Quarta Geraçom) vai actuar como elemento desencadeante fusionante dos acontecimentos que se avizinham teatro dos conflitos internacionais pola preservaçom do ordem imperial regente.

Nesse sentido, Bin Laden (que nom se sabe exactamente se está vivo ou morto) e Al Qaeda som umha valiosa carta que a CIA e os serviços estadunidenses e europeus sempre se reservam para resolver qualquer "saída" imperial (económica ou militar) que requeira consenso internacional.
O "terrorismo" nom é um objecto diabólico do fundamentalismo islâmico, senom umha ferramenta da Guerra de Quarta Geraçom que a inteligência estadunidense e europeia estám a utilizar (em Ásia, África e Europa) para manter e consolidar a aliança USA-UE no campo das operaçons para derrotar aos talibanes em Afeganistám, ocupar Paquistám, Sudám e Iemem, justificar acçons militares contra Irám dantes de que converta em potencial nuclear, e gerar um possível segundo 11-S para distrair a atençom da crise económica que já derivou (por médio do desemprego) em crise social tanto em EEUU como em Europa.

Dentro desta linha directriz, vam-se demarcar os diferentes acontecimentos de "ameaças" e "descobertas de complô terroristas" que ir-se-am desenvolvendo nos próximos dias tanto em Europa e EEUU como em Ásia Central e a regiom do corno africano.

O ponto "nebuloso" destas operaçons reside em precisar em que momento os estrategas do USA-terrorismo vam implementar o palco de outro atentado real em alta escala (que aparece como inevitável) em objectivos de Europa, Ásia, ou EEUU.

O "alvo", como já se precisou mais acima, seguramente vai estar determinado polo resultado e a avaliaçom dos "teste? as "ameaças" e os "complôs terroristas" que (desde fim de ano) vem anunciado Barak Obama e as potências europeias.

No momento que EEUU decida atacar às usinas nucleares de Teerám, ou lançar operaçons militares em Paquistám, em África ou no Cáucaso, vai precisar imperiosamente de um ou várias atentados terroristas reais para abrandar a resistência dos aliados e conseguir consenso internacional para novas ocupaçons.

Precisamente, essas som as funçons fulcrais que vem cumprindo o "terrorismo islâmico" (como arma de guerra imperial) controlado pola CIA desde o 11-S até aqui.

  01:21:07, por Corral   , 327 palavras  
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O jogo oculto de Washington: EEUU começa um DESEMBARCO MILITAR em HAITI

Manuel Freitas / Iarnoticias

Os objectivos: EEUU começa um desembarco militar em Haiti

Para EEUU a catástrofe de Haiti é um paiol, nom pola ameaça que representaria um possível estouro social para seu sistema de segurança, senom pola localizaçom estratégica que reveste o país devastado dentro de seu dispositivo imperial de controle e domínio em América Central e o Caribe. A decisom de Washington de despregar unidades e tropas especiais e umha frota nuclear (invocando "ajuda humanitária") implica umha virtual ocupaçom militar de Haiti, entre cujos objectivos há um que sobressae nitidamente: Substituir aos Capacetes Azuis da ONU e constituir-se em única autoridade militar com um controle directo sobre o governo de Haiti.

Dantes da segunda-feira EEUU despachará umha frota a Haiti, composta por navios, submarinos, avions e helicópteros (a maioria dotados com poder nuclear), e incrementará a presença militar norte-americana de 1.000 a 10.000 soldados, segundo informou o chefe do Estado Maior Conjunto, almirante Mike Mulhen.

Em outro jogo de peças EEUU (utilizando Haiti) procura afiançar sua hegemonia de potência nuclear no Caribe e em Centroamérica com a vista fixa num objectivo de máxima: Chávez e a sua aliança estratégica militar com o eixo Rússia-China-Irám.

A razom de fundo que parece justificar o desembarco militar: EEUU (na sua condiçom de dono do Pátio Traseiro) procura impor a sua hegemonia de potência nuclear e consolidar seu controle na zona de catástrofe como já o fixo durante o tsunami asiático.

Os objectivos podem ser vários, mas há um que sobressae nitidamente: Substituir aos Capacetes Azuis da ONU e constituir-se em única autoridade militar com um controle directo sobre o governo de Haiti.

a catástrofe haitiana brinda a EEUU a possibilidade de reconverter a Haiti num novo porta avions terrestre para as suas forças de intervençom rápida na convulsa regiom centro americana e caribenha.

A isto (e seguindo umha velha técnica imperial de disfarçar a ocupaçom com umha causa moral) a Casa Branca e o Pentágono chamam graciosamente "missom humanitária em Haiti".

15-01-2010

  21:36:49, por Corral   , 693 palavras  
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Por quê sobreviveu a República Islâmica de Irám?

Rebelión

por Ervand Abrahamian

A Constituiçom da República Islâmica de Irám, com 175 cláusulas, transformou as aspiraçons gerais de bem-estar em promessas específicas que ficaram registadas por escrito. Prometeu eliminar a pobreza, o analfabetismo, a infravivienda e o desemprego. Também se comprometeu a oferecer à populaçom educaçom gratuita, acesso à atençom médica, moradias decentes, pensons de aposentaçom e de invalidez, e seguro por desemprego. A constituiçom declara que o governo tem a obrigaçom legal de proporcionar os serviços mencionados a todos os indivíduos do país. Em resumem, a República Islâmica prometeu criar um Estado do bem-estar em toda a extensom da palavra, no sentido europeu do termo, nom no sentido depreciativo empregado polos americanos.

Nas três décadas decorridas desde a revoluçom, a República Islâmica, apesar da sua pobre imagem no exterior, deu importantes passos para cumprir estas promessas, e fazer dando prioridade aos gastos sociais em frente aos militares, de maneira que ampliou de maneira espectacular os ministérios de Educaçom, Previdência, Agricultura, Trabalho, Moradia, Previdência e Segurança Social. Os gastos militares consumiam ao menos o 18% do produto interno bruto nos últimos anos do Shah, e agora se reduziram ao 4%. O Ministério de Indústria também cresceu devido em grande parte a que, entre 1979 e 1980, o Estado se apropriou de muitas grandes empresas cujos proprietários tinham fugido do país. A alternativa teria sido clausurá-las e provocar um desemprego em massa. Já que a maior parte destas empresas tinha funcionado unicamente devido às subvenciones do antigo regime, o novo regime nom tivo mais remédio que seguir subvencionando-as.

Após três décadas, o regime está cerca de eliminar o analfabetismo entre as geraçons posteriores à revoluçom, reduzindo a percentagem total do 53 ao 15%. A percentagem entre as mulheres diminuiu do 65 ao 20%. O Estado incrementou o número de estudantes de primaria de 4.768.000 a 5.700.000; os de secundária, de 2,1 milhons a mais de 7,6 milhons; os de escolas técnicas, de 201.000 a 509.000 e os universitários, de 154.000 a mais de 1,5 milhons. A percentagem de mulheres dentro da populaçom universitária subiu do 30 ao 62%. Graças aos centros médicos, a expectativa de vida ao nascer aumentou de 56 a 70 anos, e a mortalidade infantil desceu do 10,4 ao 2,5%. Também graças aos centros médicos, a taxa de natalidade caiu desde 32, o seu ponto mais alto, a 21, e a taxa de fertilidade a média de filhos dumha mulher ao longo da sua vida? de 7 a 3. Estima-se que este cairá até os dous filhos por mulher em 2012; em outras palavras, num futuro próximo, Irám estará cerca de atingir um crescimento zero de populaçom.

A República Islâmica de Irám diminuiu o abismo entre a vida urbana e a rural, em parte subindo os preços dos produtos agrícolas se comparamo-los com outros artigos de consumo e em parte introduzindo escolas, centros médicos, estradas, electricidade e água corrente no campo. pola primeira vez na história, os aldeaos podem permitir-se os bens de consumo, incluindo motocicletas e furgonetas De acordo a um economista que, em general, é crítico com o regime, o 80% das famílias rurais dispom de frigorífico, o 77% de televisor e o 76% de cozinha de gás. Umhas 220.000 famílias campesinas receberam ademais 850.000 hectares de terra confiscada à antiga elite. Estas famílias, junto a umhas 660.000 mais que tinham obtido terra durante a primeira Revoluçom Branca, formam umha importante classe camponesa que nom só se beneficiou destes novos serviços sociais, senom também das cooperativas subvencionadas polo Estado e das acavalas proteccionistas. Esta classe camponesa proporciona ao regime umha base social rural.

O regime também abordou os problemas da pobreza nas cidades. Substituiu as choupanas por moradias de renda baixa, arranjou os piores bairros e levou a electricidade, o água e a rede de esgoto aos bairros da classe trabalhadora. Segundo admitiu umha jornalista muito crítica para a política económica do regime, Irám converteu-se num país moderno com poucos signos visíveis de miséria. Ademais, complementou os rendimentos das classes baixas tanto rurais como urbanas com generosos subsídios em forma de alimentos, combustível, gás, electricidade, medicina e transportes públicos. O regime pode que nom tenha erradicado a pobreza nem reduzido significativamente a brecha entre ricos e pobres, mas proporcionou às classes baixas um sistema de ajudas. A pobreza diminuiu até um nível envidiável para tratar-se dum país em desenvolvimento com rendimentos médios.

  08:12:58, por Corral   , 139 palavras  
Categorias: Dezires

José Ignacio Munilla, um travestido CRUEL E PERVERSO

La República

O fundamentalista bispo de Sam Sebastiam, José Ignacio Munilla, assegurou hoje que "existem males maiores" que os que estám a sofrer "os pobres" em Haiti, como "a nossa pobre situaçom espiritual".

Nesses termos expressou-se sobre umha catástrofe que até o momento causou dezenas de milhares de mortos e depois de recomendar a Zapatero evite se acercar a tomar a Comuniom por propugnar a nova lei do aborto.

"Lamentamos muitíssimo o de Haiti", tem concretizou, "mas igual deveríamos, ademais pôr toda nossa solidariedade e recursos económicos com esses pobres, chorar por nós e pola nossa pobre situaçom espiritual".

"Quiçá é um mau maior o que nós estamos a padecer que o que esses inocentes estám a sofrer", sentenciou

O bispo fundamentalista de Sam Sebastiam diz que "há males maiores que o de Haiti, como a nossa situaçom espiritual"

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