22-02-2009

  20:07:59, por Corral   , 846 palavras  
Categorias: Dezires

OBAMA E O SEU PARTIDO SOM PARTE DA SUPERESTRUCTURA POLÍTICA DO IMPERALISMO -II-

Por Luis Arce Borja

Em um relatório (setembro 2008) da Comissom Eleitoral Federal dos Estados Unidos), anota-se que a campanha presidencial de Obama tem sido a mais cara da história eleitoral deste país. Só Obama para sua campanha pessoal arrecadou 471 milhons de dólares, bem mais que a de John McCain que conseguiu a suma de 230 milhons de dólares. A maior parte deste dinheiro proveu de transnacionais como a Microsoft Corporation, a gigante empresa de investimentos Citigroup Inc, a Goldman Sachs que é considerada a mas grande empresa de Wall Street, a JP Morgan Chase & Co, e a Time Warner, um império de meios de comunicaçons dos Estados Unidos.

Raph Nader, advogado norte-americano conhecido por ser um activo opositor das multinacionais, denunciou a imoralidade na campanha eleitoral e na arrecadaçons de fundos. Em umha carta enviada a Barak Obama e publicada o 3 de novembro do 2008, faz saber que o actual presidente negro de EE.UU., recebeu contribuiçons económicas tão enormes que nom têm comparaçons, bem mais que o senador McCain, procedentes de interesses corporativos, de interesses de Wall Street e, o que resulta mais peculiar, de advogados de grandes bufetes corporativos. Nunca dantes um candidato democrata à presidência tinha conseguido tal superioridade sobre seu adversário?.

Na actual crise económica norte-americana e mundial, um presidente negro, cria fantasias e falsas expectativas nos sectores pobres. Há milhons de pessoas, politizadas ou nom, que acham que com a eleiçons de Obama se reivindica historicamente ao escravo negro, ao africano capturado como animal em seu longínquo país e vendido como mercadoria em solo americano. As farsas políticas nom revisam a história da humanidade nem mudam a verdade dos factos actuais. Isso nom funciona assim, pola simples razão que Obama nom é parte nem amigo do povo norte-americano. O pertence à elite política e burocrática deste país, e sua eleiçons nom muda a situaçons de opróbrio e miséria da maioria da populaçons afro americana.

Um presidente negro na Casa Branca, dá-lhe um novo verniz ao sistema político dos Estados Unidos em descomposiçons, cujos representantes som desprezados e odiados no mundo inteiro. Cria-se também umha ilusom de sólida democracia burguesa onde o negro e o alvo, o pobre e o rico, têm os mesmos direitos e as mesmas oportunidades, incluída a de chegar à presença do país mais poderoso da terra. Um Estado imperialista como o norte-americano, nom se transforma de mau em bom sozinho porque seu presidente tem a pele escura. As classes sociais nada têm que ver com a origem étnica nem social. Pode-se ser branco, loiro, negro, chinês, etc. mas isso nom define sua posiçons política em frente ao Estado e à sociedade.

A história da luta social regista centos e milhares de casos de personagens de origem social pobre que têm sido piores que os governantes clássicos saídos do seio das elites e grupos de poder. América Latina é um bom laboratório social onde se verifica que a cor da pele e a origem social, nom tem nengumha influência na tomada de posiçons de umha personagem política.

O Partido Democrata e o Partido Republicano, os dois monopólios da política neste país, fazem parte da estrutura política que manejam os grupos de poder para controlar o Estado norte-americano. O partido de Obama diz-se democrata, mas de seu seio têm saído alguns dos piores governantes dos Estados Unidos. Harry Truman é um deles, e se fez famoso por que foi o responsável polo uso da bomba atómica contra Hiroshima e Nagasaki. Inaugurou o que se conhece como ?doutrina Truman?, cuja essência política foi um feroz anticomunismo que duro 40 anos e se conheceu com o nome da guerra fria.

John Kennedy é outro dos democratas e presidente dos Estados a quem a história oficial o apresentou com ouropéis de um líder amante da paz e a prosperidade do mundo, mas no entanto foi um dos responsáveis pola sangrenta guerra no Vietname e o que ordenou a invasom a Cuba em 1961. Lyndon Johnson (1963-1969 pertenceu também ao partido Democrata, e se encarregou de prosseguir a invasom ianque no Vietname. Bill Clinton (1993-2001) foi apresentando como exemplar democrata norte-americano, mas nom vacilou em ordenar a intervençons militar em Haiti, para sustentar ao fantoche Jean-Bertrand Aristide. Baixo seu mandato presidencial as tropas dos Estados Unidos junto aos da OTAN intervieram na África, na Jugoslávia para faze-la desaparece como entidade política e soberana porque nom precisava ser membro da U.E., e acosso com diversos ataques no Iraque. Para James Petras (28 de novembro 2008), o importante é ?convencer ao povo oprimido, imigrante, que o Partido Democrata nom é a soluçons. É um partido hipócrita que se chama o Partido do Povo, mas recebe o 70% de seu financiamento das grandes multinacionais. É também um partido do grande capital?.

21-02-2009

  23:23:47, por Corral   , 411 palavras  
Categorias: Dezires

OBAMA E O SEU PARTIDO SOM PARTE DA SUPERESTRUCTURA POLÍTICA DO IMPERALISMO -I-

Por Luis Arce Borja

Obama e seu partido som parte da superestructura política do imperialismo, cuja base económica é o sistema de exploraçom imposto por gigantescos monopólios.

Barak Obama tem chegado à presidência dos Estados Unidos rodeado de umha montagem mediática jamais visto na história eleitoral desse país. Isso tem servido para dar novo impulso a essa corrente política bastante de moda que faz do capitalismo e do imperialismo, nom um sistema económico, social político brutal, senom mas bem umha definiçom política abstracta que pode se transformar, por razons aleatória unidas a umha personalidade ou a qualquer outro factor, em um sistema humano, justo e democrático. Desta forma têm surgido os ridículos discursos que falam que o novo presidente norte-americano, é um "raio de esperança para toda a humanidade", ou que a vitória de Barack Obama é um ?canto à esperança de que outro mundo é possível?.

Os exponentes destas ideias, negam a essência reaccionária e criminosa do sistema imperialista mundial, causa directa da fame e a miséria da maioria da populaçom mundial. A versom de que o imperialismo norte-americano, com Obama como representante, pode transitar por um caminho de reformas que favoreçam à humanidade está expressada por intelectuais burgueses, por vulgares revisionistas e por diferentes personalidades públicas e meios de comunicaçom.

O aspecto fundamental que há que tomar em conta na eleiçom presidencial de Obama, é que este tem chegado à Casa Branca com o consentimento e apoio das grandes multinacionais norte-americanas. O é presidente do imperialismo yanqui. Para os grupos de poder resulta umha banalidade tomar em conta a cor da pele ou a origem étnica racial de seus representantes políticos. Para as multinacionais americanas, seleccionar um presidente é a mesma coisa que fazer investimentos no petróleo, na mineira, na finança e em outros ramos do comércio e a produçom.

O importante é que o político negro, alvo, muçulmano, católico, budista, ateu, civil ou militar, defenda seus interesses económicos, e que esteja disposto a incendiar o mundo para que eles consigam grandes ganhos e o controle mundial das riquezas. Nom é umha casualidade que os três maiores jornais estadunidenses, o Washington Post, The Angeles Times e o Chicago Tribune, jungidos às gigantescas transnacionais deste país, desde um início apoiaram sua candidatura presidencial e estivérom na contra do republicano John McCain.

  00:24:43, por Corral   , 166 palavras  
Categorias: Dezires

A QUEBRA INDUSTRIAL E FINANCEIRA DO CAPITALISMO

IAR NOTICIAS

A quebra industrial e financeira do Império capitalista com "casa central" em EEUU e as metrópoles europeias faz-se a cada vez mais patética: Os pacotes de resgate bancário estatal com dinheiro dos impostos (pago por toda a populaçom) nom têm servido de antídoto e têm fracassado estrondosamente como medida para enfrentar a crise mundial, que tem devindo de financeira a recessiva a escala global.

O pessimismo e a "desconfiança" que reinam no sistema financeiro global como produto da crise recessiva e a falta de resultados dos resgates empreendidos polos governos centrais da Europa e EEUU, epicentro do colapso económico que sacode ao planeta desde 2008, voltou a derrubar na terça-feira aos mercados mundiais de capitais.

Quase todas as Carteiras do mundo se desmoronárom arrastadas por baixas generalizadas em acçons de grupos financeiros num palco povoado por relatórios pessimistas sobre novas quebras empresariais e financeiras e possíveis nacionalizaçons bancárias.

20-02-2009

  12:49:02, por Corral   , 271 palavras  
Categorias: Ossiam

FRIOLEIRAS E INANIDADES COMO IDEOLOGIA FOMENTADA.

Ossiam

A futilidade das palestras públicas nos ?mass media? patronais e públicos espanhóis é estarrecedora. Falam de tudo, em tanto em quanto nom se trate de assuntos sérios; foguetes de verbena. É assim que enchem o espaço com morbosidades sobre vidas de personagens públicos ou nom, casamentos de homossexuais, futebol... até âs vezes ousam debater sobre pequenas e médias corrupçons, sempre como algo casual e nom como consubstancia da maridagem estrutural do capitalismo financeiro e os grandes partidos políticos ( PP,CIU, PSOE, PNV, CC),

Porém, nom tratam de como da noite para manhá os ?Bourbons? se converterom numha das grandes fortunas da Europa. Os actuais negócios das famílias González e Aznar, e muito dos ex-ministros do Governo Central, som tabu. Como nascerom os oligarcas do mundo da construçom, os Fadesa, os Florentinos, os Martinsa, e a sua convivência com o mundo da política, som tabu.

E já nom digamos comentar a crise que sacode ao capitalismo, da análise das suas causas reais e estruturais. Como as privatizaçons selvagens que fizerom ricos aos amigos, léa-se testaferros, dos Presidentes do Governo, ou mais ricos aos seus protectores (Cisneros com Galerias Preciados, Villalonga com Telefónica, Banesto para Botin, entrega da Banca Pública aos financeiros privados, etc...) deixarom aos pés dos cavalos a economia espanhola, no seu conjunto, ao arbítrio das transnacionais, disso nom se fala. Hoje este saqueio paga-se com a miseralizaçom das classes populares. Como a eles nom lhes toca!, e ainda tenhem os seus cancerbeiros para os defender, os jornalistas.

  11:41:50, por Corral   , 428 palavras  
Categorias: Ossiam

USA: A TIRANIA PATRONAL

Ossiam

O enorme descrédito das instituiçons políticas representativas que existe em EE.UU., consequência da percepçom generalizada entre as classes populares de que tais instituiçons nom representam os interesses da populaçom senom os dos grupos financeiros, económicos e corporativos que financiam as campanhas eleitorais dos políticos, explica que todos os candidatos das últimas eleiçons tivessem que se apresentar como anti-Washington. Washington representa ?aos olhos da maioria da cidadania- a maridagem da classe política com o que se chama naquele país ?The Corporate Class?, a classe patronal que inclui as grandes empresas do país.

Esta mobilizaçom anti-Washington apresenta-se em formas diferentes. Umha delas é a mobilizaçom dos sindicatos pressionando ao governo Obama para que passe umha lei (ao qual se comprometeu na campanha eleitoral) que facilite a sindicalizaçom dos trabalhadores, um direito muito restringido em EE.UU. devido ao enorme poder da Corporate Class. Segundo as últimas enquisas, nada menos que o 73% da populaçom que trabalha desejaria ter tal Lei. O 68% dos trabalhadores nom sindicalizados desejariam o estar, mas temem o fazer pois nom é infrequente que um trabalhador seja despedido por tentar sindicalizar a seus colegas no posto de trabalho. O despedimento implica nom só a perda do salário senom também a atençom sanitária do trabalhador e de sua família. Hoje o 62% dos cidadãos estadunidenses obtêm sua cobertura sanitária através de sua empresa.

Os empresários negociam (nos altamente descentralizados convénios colectivos) com seus empregados e trabalhadores nom só os salários, senom também a cobertura sanitária, pagando às companhias de seguro sanitário a apólice para a garantia privada. Esta é a proposta de reforma sanitária que têm feito em Espanha os partidos reaccionários, como o PP e o CIU, com o objectivo de facilitar a asseguraçom privada da sanidade (mediante a desgravaçom da garantia privada colectivo).

Em EE.UU. quando um trabalhador perde seu trabalho, perde também sua cobertura sanitária, o qual explica o enorme medo que tem o trabalhador a perder seu posto de trabalho. A disciplina laborar sustenta-se em base a que os benefícios sociais (incluindo os sanitários) os controlam os empresários. Em última instancia, no terror patronal. Daí que as associaçons empresariais se oponham à cobertura sanitária universal (nas que seja o governo o que financie e garanta a cobertura sanitária) pois a sua existência, privar-lhes-ia do poder controlar à força de trabalho.

19-02-2009

  23:25:59, por Corral   , 198 palavras  
Categorias: Ensaio

O CAPITALISMO EM BANCARROTA

IAR.NOTICIAS

A "globalizaçom" (interdependência simultânea dos países dentro do sistema capitalista) conduz a um princípio axiomático provado pola realidade: Bem como as potências centrais (com EEUU à cabeça) som as grandes exportadoras de crise recessiva mundial, os bancos e empresas multinacionais imperiais som os grandes exportadores de desocupaçom em massa a escala global. Ambos factores, conformam o detonante central da bancarrota do sistema capitalista a escala planetária.

Já está demostrado pola prática: Os pacotes de resgate bancário" estatal com dinheiro dos impostos (pago por toda a populaçom) nom têm servido de antídoto e têm fracassado estrondosamente como medida para enfrentar a crise mundial, que tem devindo de financeira a recessiva a escala global.
Os poderosos bancos centrais de EEUU e Europa (os patrões do capitalismo financeiro internacional) fracassaram e mostram-se impotentes para gerar outra alternativa de saída que nom sejam os resovados "planos anti-crises" orientados exclusivamente a "salvar aos bancos" (além de fazer negócios financeiros com a crise) em desmedro dos sectores productivos e sociais que sofrem os efeitos mais letais do descalabro do sistema económico globalizado.

18-02-2009

  09:38:40, por Corral   , 74 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

VENEZUELA: UMA VITÓRIA DE TODOS OS POVOS

resistir.info

Os 54,96% dos venezuelanos que votaram "sim" no referendo de domingo deram o seu apoio à Revolução Bolivariana e ao Socialismo. Foi uma pesada derrota da reacção interna manipulada pela embaixada dos EUA. Esta votação histórica constitui uma bela vitória para todos os povos do mundo. Ela mostra a verdadeira saída para a crise que hoje devasta o apodrecido modo de produção e de distribuição capitalista.

  09:37:23, por Corral   , 88 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

MAIS ATROCIDADES NAZI-SIONISTAS

resistir.info

Além de munições com urânio empobrecido e armas de fósforo, proibidas pelas Convenções de Genebra, revela-se agora que o exército israelense utilizou um novo tipo de armamento em áreas civis densamente povoadas: "flechettes".
Trata-se de dardos de metal com 4 cm de comprimento com quatro aletas atrás. São acondicionadas 5000 a 8000 "flechettes" em cada bomba de 120mm, as quais costumam ser disparadas por tanques. A bomba explode no ar e dispersa as "flechettes" numa área de aproximadamente 300m por 100m.

16-02-2009

  16:01:24, por Corral   , 237 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

OBAMA: CONTINUA E TRIPLICA O NEGÓCIO COM OS "RESGATES" FINANCEIROS DEIXADO POR BUSH

iar.noticias

Tal como sucedeu com o plano anti-crises de Bush, e agora com o plano de resgate financeiro" lançado na terça-feira pela administraçom Obama, o Estado USA (por médio da Reserva Federal e o Tesouro) garante e se faz cargo do "salvatajem" das entidades avariadas ou em emergência financeira e o "deriva" à rede de bancos privados que fazem negócio com os interesses dos créditos e o processo de compras e fusons garantidos pelo Estado. Trata-se de um reciclamento da "borbulha financeira" (no meio da crise recesiva) com o Estado como ferramenta de execuçom.

Obama nom é nada mais que a continuaçom de Bush por outras vias. Diante do fracasso da políticas imperiais de Bush, Obama está obrigado a defender os mesmos interesses imperiais com outras políticas. Nos USA, de facto só existe um partido único com dous jeitos de administrar o Império.

A guerra eleitoral periódica de democratas e republicanos pelo controle da Casa Branca esconde uma feroz concorrência interna das duas caras do lobby judeu ("liberal" com os democratas, e "conservador" com os republicanos), polos negócios e o controle do Estado norte-americano.
Quem controla a Casa Branca a cada quatro anos, controla a sua vez as três ferramentas essenciais para fazer negócios com o Estado norte-americano: O Tesouro, a Reserva Federal e a Secretaria de Defesa (o Pentágono).

  11:20:18, por Corral   , 825 palavras  
Categorias: Ensaio

TERRORISMO NEO-LIBERAL NA INDIA: A maior vaga de suicídios da história

P. Sainath
CounterPunch

182.936 agricultores suicidaram-se na Índia em 1997 e 2007. Cerca de dois terços desses suicídios têm ocorrido em cinco Estados (Índia tem 28 Estados e sete territórios da uniom). Os Grandes 5 [Estados] ? Maharashtra, Karnataka, Andhra Pradesh, Madhya Pradesh e Chattisgarh ? representam só um terço da populaçom do país, mas dois terços dos suicídios de agricultores. A proporçom de agricultores que se matam nesses Estados é bem mais elevada que as taxas de suicídios entre os nom-agricultores. Os suicídios no campo também têm ido aumentando em outros Estados do país.

Esses dados de suicídios som oficiais e tendem a ser imensas subestimaçons, mas som de por si bastante tristes. Os dados de suicídios na Índia som reunidos pelo Buró Nacional de Registos de Crimes (NCRB), uma secçom do Ministério de Assuntos Interiores do governo da Índia. O próprio NCRB nom parece fazer muito dano aos dados. Mas os Estados que os reúnem deixam afora a milhares na definiçom de agricultor? e, portanto, amanham os resultados para os reduzir. Por exemplo, as mulheres que trabalham o campo nom som normalmente aceitadas como agricultoras (por costume, a terra quase nunca está a seus nomes). Fazem a maior parte do trabalho na agricultura ? mas som só ?esposas de agricultores.? Esta classificaçom possibilita que os governos excluam inumeráveis suicídios de mulheres agricultoras. Som registadas como mortes suicidas ? mas nom como ?suicídios de agricultores.? Do mesmo modo, muitos outros grupos, têm sido também excluídos dessa lista.

A taxa de suicídios de agricultores tem piorado particularmente após 2001, quando Índia ia bem avançada pelo enganoso caminho da OMC em agricultura. A quantidade de suicídios de agricultores nos cinco anos ? 1997-2001 ? foi de 78.737 (ou seja uma média de 15.747 por ano). A mesma cifra para os cinco anos 2002-2006 foi de 87.567 (ou seja uma média de 17.513 por ano). Isto é, nos cinco anos seguintes após 2001, um agricultor ? ou agricultora - tirou-se a vida a cada 30 minutos em média. As cifras de 2007 (detalhadas a seguir) colocam também nesse ano, na tendência crescente.
Que têm em comum os suicídios nas granjas? Os que se tiraram a vida estavam profundamente endividados ? os lares camponeses endividados se duplicaram na primeira década das ?reformas económicas? neoliberales, de 26% dos lares agrícolas a um 48,6%. Sabemo-lo por dados do Amostra Estatística Nacional. Mas nos piores Estados, a percentagem de semelhantes lares é bem mais alto. Por exemplo, um 82% de todos os lares agrícolas em Andhra Pradesh estava endividado em 2001-2002. Os que se tiraram a vida eram sobretudo agricultores de cultivos comerciais ? cultivadores de algodom, café, cana de açúcar, amendoins, pimenta, baunilha. (Há menos suicídios entre os agricultores de cultivos para a alimentaçom ? isto é, cultivadores de arroz, trigo, milho, lentejas.)

Quando gigantescas companhias semilheiras deslocam a híbridos baratos e variedades tradicionais mais resistentes com seus próprios produtos, um agricultor de algodom na rede de Monsanto paga bem mais por sementes que o que em algum dia tivesse chegado a imaginar. As variedades locais e híbridos foram deslocados com entusiasta apoio estatal. Em 1991, podia-se comprar um quilo de semente local por só Rs. 7 ou Rs. 9 em Vidarbha, a regiom mais afectada actualmente. Em 2003, pagavam-se Rs. 350 (7 de dólares) por uma carteira com 450 gramas de semente híbrida. Em 2004, os sócios de Monsanto na Índia comercializavam uma carteira de 450 gramas de semente de algodom Bt por entre Rs. 1.650 e Rs. 1.800 (33 a 36 dólares). O preço foi reduzido dramaticamente de um dia ao outro devido à forte intervençom governamental em Andhra Pradesh, onde mudou o governo após as eleiçons de 2004. O preço caiu a cerca de Rs. 900 (18 dólares) ainda muitas vezes superior ao de 1991 ou inclusive de 2003.

De facto, a crise agrária da Índia pode ser resumida em quatro palavras: comercializaçons depredadora do campo. O resultado: A maior deslocaçom em nossa história.

As corporaçons ainda nom controlam directamente a terra de lavradio índia e nom realizam directamente as operaçons quotidianas. Mas controlam todos os demais sectores: insumos, distribuiçom, mercadotecnia, preços, e orientam-se também para o controle da água (que os Estados na Índia se ocupam de privatizar de uma ou outra maneira).

A maior quantidade de suicídios nas granjas sucede no Estado de Maharashtra, sede da Carteira de Valores Mumbai e com sua capital Mumbai [Bombay] onde estom 21 dos 51 multi-milhonarios em dólares da Índia e mais de um quarto dos 100.000 milionários em dólares do país. Mumbai atraiu a atençom global quando terroristas massacrárom a 180 pessoas em um horrível ataque em novembro. Nesse Estado com sua capital Mumbai, tem tido 40.666 suicídios de agricultores desde 1995, que têm recebido muito pouca atençom nos meios.

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