02-10-2006

  22:19:57, por Corral   , 786 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

Legalizam em EEUU a tortura

IAR-B. AIRES

Washington, 28 de setembro. O Senado aprovou hoje a tortura e a anulação do direito fundamental de um acusado de acesso às provas em sua contra para tudo estrangeiro (incluídos imigrantes) que sejam designados "inimigos" pelo presidente de Estados Unidos, convertendo a este país, segundo um ex advogado militar, numa "república bananeira"

. O presidente George W. Bush promulgará esta lei à brevidade, a qual ele e seus aliados consideram uma "ferramenta vital" na luta contra o "terror", cujas medidas, dizem, já evitaram atentados "terroristas" nos últimos anos

A votação desta noite no Senado foi de 65 contra 34 em favor da chamada Lei de Comissões Militares (nome do sistema judicial para "combatentes inimigos ilegais"). Com a prévia aprovação deste projecto na Câmara de Representantes e sua aprovação no Senado esta noite, o presidente Bush e sua governação anotaram-se um triunfo ao legalizar uma série de medidas autorizadas pelo Executivo no curso dos últimos quatro anos como parte da chamada "guerra contra o terror" e que recentemente foram consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte e violadoras das Convenções de Genebra.

Bush realizou uma nom usual visita ao Senado esta manhã para promover a aprovação do projecto, que foi denunciado por visitadores da Organização de Nações Unidas, ex advogados militares, vários legisladores, organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, editorialistas e expertos em lei constitucional e internacional.

A iniciativa de lei outorga um tipo de amnistia para possíveis crimes de guerra cometidos por pessoal estadunidense nos últimos anos (por tortura, encarceramento clandestino, desaparecimentos e outros), redefine pela primeira vez em mais de 50 anos as Convenções de Genebra, autoriza a tortura (oficialmente se chama "técnicas de interrogaçom"), e anula para sempre o direito dos detentos a questionar as razões de seu encarceramento ou seu trato.

Sob o projecto aprovado hoje, o presidente e seus representantes têm o poder de designar a quase qualquer cidadão do mundo, incluídos os imigrantes legais neste país, como "combatente inimigo ilegal" com o qual poderia ser detido indefinidamente sem acesso a um tribunal. A lei também permitirá os "métodos de interrogaçom" que se consideram "permissíveis", ou seja, que é ou não tortura o define o presidente, o qual, ademais, é secreto.

Os tribunais estadunidenses não têm poder para interceder no novo sistema judicial militar para processar aos "combatentes inimigos", só até após que se emita um veredicto. Ninguém poderá apresentar demandas legais contra a governação estadunidense por estes casos com base nas Convenções de Genebra. Provas que são resultado de tortura poderão ser apresentadas nestes processos se o juiz determina que são "confiáveis".

Mas a anulação do direito de habeas corpus, um princípio legal que antecede à Carta Magna do século XIII, que forma a base dos sistemas legais ocidentais e que está consagrado na Constituição de Estados Unidos, não tem precedente. Este conceito estabelece o direito de um prisioneiro de conhecer as razões pelas quais está detento.

John D. Hutson, ex almirante e ex advogado militar uniformado de maior rango da Marinha, argumentou nesta semana ante legisladores que o direito de habeas era fundamental para a identidade estadunidense. "Sem este tipo de protecções, só somos uma república bananeira mais", declarou numa audiência do Comité Judicial do Senado.

Hoje, o director executivo do Centro de Direitos Constitucionais, Vincent Warren, disse que esta legislação "outorga ao presidente o privilégio de reis, lhe permitindo encarcerar a qualquer crítico como suposto 'combatente inimigo', que jamais verá o interior de um tribunal ou terá a oportunidade de questionar sua detenção ou seu trato. Que diríamos se outro país aprovasse uma lei fazendo legal o sequestro de um cidadão estadunidense e sua detenção indefinida?"

Outros advogados assinalaram que o habeas corpus foi suspendido em quatro ocasiões na história deste país, mas só brevemente e em território que era zona de combate.

Esta noite Amnistia Internacional expressou sua desilusom e declarou que a aprovação "põe em dúvida o compromisso de Estados Unidos com os princípios fundamentais de justiça e julgamentos imparciais".

"Nossa democracia é a grande perdedora", opinou hoje o New York Times em seu editorial, ao assinalar como os republicanos e seu presidente, bem como os democratas, estavam por aprovar esta lei por razões eleitorais nesta circunstancia política. Concluiu que os estadunidenses no futuro recordarão que "em 2006, o Congresso aprovou uma lei tiránica que será comparada com os momentos mais baixos de nossa democracia

  22:18:06, por Corral   , 211 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

O EPÍLOGO DAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS

Resistir

Foi uma campanha eleitoral de desalento e apatia.
Os media "de referência" tudo fizeram para esvaziá-la de qualquer conteúdo ideológico, transformando-a num concurso de quermesse sob a batuta de publicitários.
Candidaturas caricaturais a deputado apareceram às pazadas.
A intervenção das seitas religiosas no processo eleitoral foi activíssima, elegendo grandes bancadas.
O debate das questões de fundo foi substituído pelo debate quanto a graus de corrupção dos intervenientes.
A mentalidade do "voto útil" (que acaba por ser inútil) levou ao afunilamento dos votos nos dois candidatos principais.
A ameaça da extinção do programa "Fome Zero", uma chantagem implícita, actuou poderosamente em favor do sr. Lula. Ele continuará a desenvolver a sua arte de servir o capital financeiro ao mesmo tempo que obtem os votos dos pobres que marginaliza.
A falta de cultura política e a ausência de instinto de classe de grande parte do povo brasileiro fizeram o resto.
Na falsa democracia brasileira as mascaradas eleitorais constituem a mise en scène que os directores do FMI apreciam.
Nada mudou no Brasil: continua escravizado aos banqueiros (que financiaram as duas candidaturas, Alckmin & Lula) e à Wall Street. A segunda volta será só um pro forma.

30-09-2006

  00:25:09, por Corral   , 360 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

O NOVO NAZISMO

Rodrigue Tremblay
Traduzido do inglês para Rebelião por Sinfo Fernández

Em setembro de 2000, quando o Pentágono emitiu seu famoso documento estratégico titulado ?Reconstruindo as Defesas de EEUU?, expressava-se a crença em que o tipo de transformação militar que os planificadores estavam a considerar requereria de algum ?acontecimento catastrófico e catalisador?, como um novo Pearl Harbor, para que fora possível lhe vender o plano ao povo estadunidense. Foram ou intuitivos ou afortunados porque, num ano mais tarde, já tinham o ?Novo Pearl Harbor? que estavam a esperar.

O complexo industrial militar precisa guerras, muitas e sucessivas guerras, para prosperar. O equipamento militar velho tem que ser consertado e substituído cada determinado tempo se há uma guerra em marcha. Mas para justificar o enorme custo que supõe ter que desenvolver armas cada vez mais mortíferas, se precisa que tenha um clima constante de temor e vulnerabilidade. Por exemplo, há muitos relatórios, elaborados por observadores internacionais e pessoal médico, a respeito de que os ataques israelenses contra o Líbano e Gaza durante o verão de 2006 facilitaram o uso de ?novas armas feitas em EEUU?. Informou-se que essas armas incluíam bombas de urânio empobrecido, armas de ?energia directa? e armas novas químicas e biológicas. Estas armas não só conseguem que o acto de matar seja mais fácil senão que também deixarão contaminado o médio ambiente com partículas de urânio empobrecido radioactivo durante as próximas décadas.

Mas, para construir um pacto suficientemente forte como para levar a um país democrático pela senda de uma permanente economia de guerra, se precisa uma aliança de interesses entre militaristas, industriais, políticos, aduladores e propagandistas.

Inflamar o patriotismo e o nacionalismo é um velho engano demagógico que se utilizou sempre para dominar as nações. Quando isso sucede, há um claro risco de que a democracia e a liberdade se cheguem a erosionar, e inclusive que desapareçam se esses desenvolvimentos conduzem a uma concentração exacerbada de poder e de corrupção política

29-09-2006

  16:41:22, por Corral   , 784 palavras  
Categorias: Novas

Legalizam em EEUU a tortura

Washington, 28 de setembro. O Senado aprovou hoje a tortura e a anulação do direito fundamental de um acusado de acesso às provas em sua contra para tudo estrangeiro (incluídos imigrantes) que sejam designados "inimigos" pelo presidente de Estados Unidos, convertendo a este país, segundo um ex advogado militar, numa "república bananeira"

. O presidente George W. Bush promulgará esta lei à brevidade, a qual ele e seus aliados consideram uma "ferramenta vital" na luta contra o "terror", cujas medidas, dizem, já evitaram atentados "terroristas" nos últimos anos

A votação desta noite no Senado foi de 65 contra 34 em favor da chamada Lei de Comissões Militares (nome do sistema judicial para "combatentes inimigos ilegais"). Com a prévia aprovação deste projecto na Câmara de Representantes e sua aprovação no Senado esta noite, o presidente Bush e sua governação anotaram-se um triunfo ao legalizar uma série de medidas autorizadas pelo Executivo no curso dos últimos quatro anos como parte da chamada "guerra contra o terror" e que recentemente foram consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte e violadoras das Convenções de Genebra.

Bush realizou uma nom usual visita ao Senado esta manhã para promover a aprovação do projecto, que foi denunciado por visitadores da Organização de Nações Unidas, ex advogados militares, vários legisladores, organizações nacionais e internacionais de direitos humanos, editorialistas e expertos em lei constitucional e internacional.

A iniciativa de lei outorga um tipo de amnistia para possíveis crimes de guerra cometidos por pessoal estadunidense nos últimos anos (por tortura, encarceramento clandestino, desaparecimentos e outros), redefine pela primeira vez em mais de 50 anos as Convenções de Genebra, autoriza a tortura (oficialmente se chama "técnicas de interrogaçom"), e anula para sempre o direito dos detentos a questionar as razões de seu encarceramento ou seu trato.

Sob o projecto aprovado hoje, o presidente e seus representantes têm o poder de designar a quase qualquer cidadão do mundo, incluídos os imigrantes legais neste país, como "combatente inimigo ilegal" com o qual poderia ser detido indefinidamente sem acesso a um tribunal. A lei também permitirá os "métodos de interrogaçom" que se consideram "permissíveis", ou seja, que é ou não tortura o define o presidente, o qual, ademais, é secreto.

Os tribunais estadunidenses não têm poder para interceder no novo sistema judicial militar para processar aos "combatentes inimigos", só até após que se emita um veredicto. Ninguém poderá apresentar demandas legais contra a governação estadunidense por estes casos com base nas Convenções de Genebra. Provas que são resultado de tortura poderão ser apresentadas nestes processos se o juiz determina que são "confiáveis".

Mas a anulação do direito de habeas corpus, um princípio legal que antecede à Carta Magna do século XIII, que forma a base dos sistemas legais ocidentais e que está consagrado na Constituição de Estados Unidos, não tem precedente. Este conceito estabelece o direito de um prisioneiro de conhecer as razões pelas quais está detento.

John D. Hutson, ex almirante e ex advogado militar uniformado de maior rango da Marinha, argumentou nesta semana ante legisladores que o direito de habeas era fundamental para a identidade estadunidense. "Sem este tipo de protecções, só somos uma república bananeira mais", declarou numa audiência do Comité Judicial do Senado.

Hoje, o director executivo do Centro de Direitos Constitucionais, Vincent Warren, disse que esta legislação "outorga ao presidente o privilégio de reis, lhe permitindo encarcerar a qualquer crítico como suposto 'combatente inimigo', que jamais verá o interior de um tribunal ou terá a oportunidade de questionar sua detenção ou seu trato. Que diríamos se outro país aprovasse uma lei fazendo legal o sequestro de um cidadão estadunidense e sua detenção indefinida?"

Outros advogados assinalaram que o habeas corpus foi suspendido em quatro ocasiões na história deste país, mas só brevemente e em território que era zona de combate.

Esta noite Amnistia Internacional expressou sua desilusom e declarou que a aprovação "põe em dúvida o compromisso de Estados Unidos com os princípios fundamentais de justiça e julgamentos imparciais".

"Nossa democracia é a grande perdedora", opinou hoje o New York Times em seu editorial, ao assinalar como os republicanos e seu presidente, bem como os democratas, estavam por aprovar esta lei por razões eleitorais nesta circunstancia política. Concluiu que os estadunidenses no futuro recordarão que "em 2006, o Congresso aprovou uma lei tiránica que será comparada com os momentos mais baixos de nossa democracia."

  16:25:15, por Corral   , 412 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

O NOVO HOLOCAUSTO

Israel matou em 6 anos a 4 mil 248 palestinos, deles 786 meninos

Por: DPA, REUTERS E AFP

Cidade de Gaza, 28 de setembro. Seis anos após o estalido da segunda intifada (o levantamento contra a ocupação israelense), o Escritório Central de Estatística registou a morte de 4 mil 248 palestinos -incluídos 786 meninos- e a destruição de 24 mil 768 casas.

O relatório da entidade dependente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) mostra que a maioria dos decessos ocorreu na faixa de Gaza, com um total de 2 mil 372, e que a destruição de moradias se centrou na localidade de Rafah, na fronteira com Egipto, onde foram destruídas 15 mil 472, isto é, seis de cada 10.

A cifra de feridos suma 23 mil 200 e deles 14 mil 200 resultaram lesionados em Cisjordânia, onde habitam 2 milhões 300 mil pessoas, quase o dobro da população da faixa, de um milhão 300 mil.

O relatório do escritório da ANP cobre desde o 28 de setembro de 2000 até o 30 de junho passado, pelo que não regista umas 250 mortes ocorridas durante a ofensiva israelense Chuva de Verão, iniciada o 28 de junho em represália pela captura de um soldado israelense, que supostamente se acha em Gaza e que os guerrilheiros oferecem a mudança da libertação de presos palestinos em cárceres israelenses.

Segundo requento de AFP, actualizado à quarta-feira 27 na noite, a cifra de falecimentos desde o início da intifada é maior que o requento da ANP e chegou a 5 mil 401 a noite da quarta-feira passada, quando um obus disparado pelo exército israelense destruiu uma casa em Rafah e causou a morte de uma mulher.

Na cidade de Gaza, centos de polícias palestinos voltaram às ruas -após cinco meses de manter acalma-a- para reclamar o pagamento de salários, não adquiridos desde abril, quando assumiu a chefatura de governação Ismail Haniyeh, de Hamas. A escassez de fundos da ANP deve-se à suspensão das transferências de impostos cobrados por Israel aos palestinos, como forma de pressão à governação de Hamas, que ganhou as eleições parlamentares em janeiro passado. As doações da União Européia e Estados Unidos também foram detidas.

Israel e a ANP tensarom suas relações desde a chegada de Hamas e da formação da governação neo-feixista israelense, em abril passado. O premiê Ehud Olmert informou hoje que espera se reunir com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, para relançar o diálogo bilateral.

  00:26:57, por Corral   , 1105 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

A PARTILHA DA PALESTINA POLAS NAÇÕES UNIDAS

ORIGENS DO CONFLITO ENTRE ISRAEL E A PALESTINA

Jews for Justice in the Middle East

Os interessados, para verem a obra toda e links completos devem visitar
http://palestinusurpada.blogspot.com/

Porque razão recomendaram as Nações Unidas a partilha da Palestina entre estado judeu e estado árabe?

??Em Novembro de 1947 os Estados Unidos revelaram-se o mais agressivo proponente da partilha. Fizeram com que a Assembleia Geral adiasse uma votação ?para ganhar tempo e conseguir alinhar certos estados da América Latina com as suas posições?.
Alguns delegados acusaram os Estados Unidos de ?intimidação diplomática? .
Sem a ?pressão violenta? por parte dos EUA junto de governos que não podiam dar-se ao luxo de arriscar-se a sofrer represálias da sua parte, declarou um editorialista anónimo , a resolução nunca teria ?passado?
Referido por John Quigley no seu livro ?Palestine and Israel: A Challenge to Justice?.

Qual era a posição de Truman?

?Lamento muito meus Senhores, mas tenho que corresponder a centenas de milhar que aguardam ansiosamente pelo sucesso do sionismo. Dos meus eleitores não fazem parte centenas de milhar de árabes?
Palavras do Presidente Harry Truman, citado na obra de Abed-Rabbo e Mezvinsky ?Anti-sionismo?, ed. Teikener.

Teria sido justa a partilha da Palestina, para árabes como para judeus?

?A rejeição árabe foi baseada no facto de que, enquanto a população do estado israelita era para ser metade judaica, não chegando os judeus a possuir 10% da área do estado, eram estes que ficavam como sector dominante ? decisão que nenhum povo com respeito por si próprio poderia aceitar sem protesto, para dizer o mínimo?
A acção das Nações Unidas entrou em conflito com os princípios básicos que determinavam a organização mundial, nomeadamente quanto ao direito de todos os povos à auto-determinação.
Ao recusar aos árabes da Palestina, que constituíam uma maioria de dois terços dos habitantes do país, o direito a decidir por si mesmos, as Nações Unidas violaram a sua própria carta constitutiva.?
In: ?Bitter Harvest?, de Sami Hadawi.

Estavam os sionistas preparados para aceitar a partilha de território oferecida em 1947 pelas Nações Unidas?

?Enquanto que a liderança do Yishuv aceitou formalmente a Resolução de Partilha de 1947, vastos sectores da sociedade israelita ? incluindo Ben-Gurion ? ou se opunham à mesma ou se mostravam por ela abertamente contrariados, passando a encarar dali em diante a guerra como oportunidade ideal para expandir as fronteiras do novo estado para além daquelas que tinham sido demarcadas pelas Nações Unidas, à custa dos Palestinos?
In: ?Tikkun?, Março/Abril de 1998, por Benny Morris, historiador israelita.

Posições públicas contra posições privadas sobre esta questão

?Em discussão interna de 1938, declarou David Ben-Gurion que: ?depois de nos termos tornada numa força poderosa, como consequência da formação do nosso estado, aboliremos a ?partilha? e vamo-nos expandir por todo o estado da Palestina.?
Em 1948 Menachem Begin declarou que ?a partilha do território pátrio é ilegal. Nunca será reconhecido. As assinaturas de entidades individuais e colectivas no acordo redigido são inválidas e não vinculam o povo de Israel, no seu todo. E para sempre?!
In: ?The Fateful Triangle?, de Noam Chomsky.

O começo da guerra

?Em Dezembro de 1947, os britânicos anunciaram que se retirariam da Palestina no ano seguinte, a 15 de Maio.
Os palestinos de Jerusalém e Jaffa convocaram uma greve geral contra a ?partilha?. A luta estalou nas ruas de Jerusalém quase imediatamente. Confrontos violentos descambaram numa guerra total.
Durante o fatídico Abril de 1948, oito de treze dos principais ataques militares dos sionistas aos palestinos tiveram lugar em territórios que pertenciam ao estado árabe.?
Publicado pelo ?People Press Palestine Book Project? sob o título: ?Our Roots Are Still Alive?.

Os sionistas desrespeitam as fronteiras da ?partilha?

??Antes do fim do mandato e, por conseguinte antes de existirem possibilidades de qualquer intervenção dos estados árabes, os judeus, aproveitando a sua organização e superioridade militar ocuparam a maior parte das cidades árabes da Palestina, antes de 15 de Maio de 1948. Tiberias foi ocupada a 19 de Abril, Haifa a 22 de Abril, Jaffa a 28, os bairros árabes da Nova Cidade de Jerusalém a 30 de Abril, Beisan a 8 de Maio, Safad a 10 de Maio, Acre a 14?
Em contraste os árabes palestinos não tomaram nenhum dos territórios reservados para o estado israelita, conforme a resolução da ?partilha???
In: ?Palestine, the Arabs and Israel?, de Henry Cattan, autor britânico.

As culpas duma escalada do conflito

?Menahem Begin, líder do Irgun, diz-nos em Jerusalém como noutros locais ?fomos os primeiros a passar da defensiva à ofensiva? Os árabes começaram a fugir aterrorizados? a Hagana (o exército israelita) empreendia ataques com êxito noutras frentes , enquanto que todas as forças israelitas continuavam a avançar por Haifa como faca em manteiga?... Os israelitas argumentavam agora que a guerra da Palestina tinha começado com a entrada das forças árabes na Palestina depois de 15 de Maio de 1948. Porém essa era a segunda fase da guerra; com efeito os israelitas ignoraram os massacres, as expulsões e as usurpações que tinham ocorrido antes daquela data, e que teriam justificado a intervenção de outros estados árabes?
In: ?Bitter Harvest?, de Sami Hadawi.

O massacre de palestinianos de Deir Yassin por soldados judeus

?Durante todo o dia 9 de Abril de 1948, os soldados da Irgun e da LEHI levaram a cabo matanças a sangue frio.
Os atacantes alinharam homens, mulheres e crianças contra os muros e liquidavam-nos a tiro.
A ferocidade dos ataques a Deir Yassin chocou a própria comunidade judaica mundial, semeou o pânico na sociedade árabe e conduziu à fuga de civis desarmados dos seus lares por todo o país?
In: ?The Birth of Israel? de Simha Flapan, autor israelita.

Foi o massacre de Deir Yassin o único do mesmo calibre?

??em 1948 os judeus não somente eram capazes ?de se defender? como o eram de cometer atrocidades. Sem dúvida, de acordo com as informações prestadas pelo antigo director dos arquivos secretos do exército israelita ?em quase todas as localidades ocupadas por nós durante a Guerra da Independência foram cometidos actos definíveis como crimes de guerra, tais como assassinatos, massacres e violações?. Uri Milstein , o autorizado historiador militar da guerra de 1948 vai mais além, afirmando que qualquer escaramuça com árabes acabava num massacre?.
In: ?Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict?, de Norman Finkelstein.

22-09-2006

  20:01:27, por Corral   , 2842 palavras  
Categorias: Novas

QUE TÊM QUE VER OS JUDEUS COM O LOBBY SIONISTA?

Por Rodrigo Guevara y Manuel Freytas

IAR-Noticias

Israel não invadiu nem executou um genocídio militar em Líbano com a religião judia, senão com aviões F-16, mísseis, bombas ácio, helicópteros Apache, tanques Merkava, artilharia pesada, barcos, sistemas informatizados, e uma estratégia e um plano de ataque militar. O lobby judeu que controla Casa Branca e a Reserva Federal não reza nas sinagogas senão na Catedral de Wall Street. Um detalhe a ter em conta, para não confundir a realidade com o mito e o negócio.

A) O mito

O genocídio militar perpetrado por Israel em Líbano pôs novamente de moda a velha discussão sobre o "anti-semitismo" ou o "ódio racial" contra os judeus onde nem os considerados "anti-semitas" se põem de acordo sobre que é Israel e daí é "o povo judeu".

Como sempre, os pontos referenciais do "debate" giram ao redor da "raça" e da "religião" em termos "históricos", sem tocar para nada o envolvimento económico, social, política e cultural dos judeus como colectividade na realidade do mundo do presente.

Neste corte alienado e esnaquiçado da discussão, os próprios críticos de Israel terminam dividindo aos judeus entre "sionistas" e "não sionistas", como se a questão do sionismo fosse uma questão "racial" ou religiosa, e não um sistema de domínio imperial que abarca interactivamente o plano económico, político, social e cultural, superando a questão da raça ou das crenças religiosas.

E por outro lado, e em forma prática, nesta sociedade capitalista de valores individualistas quem se baseia na religião ou na raça para tomar decisões ou conviver em sociedade?

Hezbolá, por exemplo, não lhe propinou uma derrota militar a Israel com a religião islâmica, senão com uma guerra assimétrica, proposta com armas, logística, estruturas operativas, tácticas e estratégias de combate executadas no teatro de operações de Líbano

Israel não invadiu nem executou um genocídio militar em Líbano com a religião judia, senão com aviões F-16, mísseis, bombas ácio, helicópteros Apache, tanques Merkava, artilharia pesada, barcos, sistemas informatizados, e uma estratégia e um plano de ataque militar.

Então Que têm que ver Israel e Hezbolá com uma discussão racial e religiosa?

O curioso, é que são as próprias organizações religiosas islâmicas ("pacifistas" por natureza) que andam "explicando" desde o preconceito religioso que não são "anti-semitas" nem "anti judias, como se as sinagogas judias (e não um sistema mundial de poder que se expressa no económico, no político, no cultural e no militar) fossem o centro do mundo.

Com sozinho olhar com lógica e sentido comum os acontecimentos económicos, políticos e sociais a nível planetário, pode-se comprovar facilmente que o mundo não se maneja com religião senão com pragmatismo realista de causa e efeito.

Em era-a informática, em era-a das comunicações, em era-a da ciência aeroespacial, da robótica e da bio-genética, à religião já não a praticam nem os judeus, cuja maioria só a tem como referência vadia de seu pertence religioso como a têm os católicos, cuja maioria já nem frequenta as igrejas.

Então De que falam quando falam de "anti-semitismo" ou de "anti-judaismo religioso? Em que parámetros referenciais se baseia a condição de "anti-semita"? Quem é anti-semita? Quem critica aos judeus por sua religião ou por sua raça nas sociedades do mundo?

No máximo, aos judeus, como está provado na realidade social de qualquer país, não lhos critica por sua religião ou condição racial senão por sua apego excessivo ao status do dinheiro (também cultivado por outras colectividades) e a integrar estruturas ou hierarquias de poder dentro de um sistema injusto de opressom e de exploração do homem pelo homem, como é o sistema capitalista.

Historicamente, mais que por sua religião, em todos os países e sociedades da terra o judeu sempre esteve identificado na figura do "usureiro" e não do rabino, questão que se reflecte em massa nos chistes de judeus contados até pelos próprios judeus.

Isto é, aos judeus habitualmente não lhos critica por sua religião ou sua raça, senão por seus valores excessivamente "materialistas" que os leva rapidamente a escalar pirámides de poder dentro do sistema capitalista, o que lhes construiu o mito (alentado pelos próprios judeus) de "inteligência superior".

Salvo os grupos minoritários de fanáticos e racistas que só se representam a si mesmos, nas sociedades (salvo o nazismo alemão e algumas excepções) quase nunca teve "perseguição religiosa" do judeu, se não que teve uma associação do judeu com a "pior cara do capitalismo", representada no sistema económico-financeiro especulativo.

Quantos são os grupos de nazistas e fanáticos que perseguem "racialmente" aos judeus pelo mundo, em relação ao conjunto da humanidade? Atingem os dedos de uma mão para contá-los.

É mais, os "nazistas" que ficam, nem sequer são nazistas com "pureza doutrinaria", são lúmpens, marginais alienados do sistema capitalista, uma espécie de "tribo" urbana insignificante e idiota, que não representam um perigo para ninguém, e que habitualmente são utilizados para manter vivo o mito da "perseguição" e o "anti-semitismo

Em definitiva o mito da "perseguição religiosa", só serviu para gerar o mito do "anti-semitismo" como falsa corrente em massa, com a finalidade de tampar o que grupos minoritários de origem judia fazem em realidade: controlar e manejar os mecanismos estratégicos do sistema capitalista que governa o mundo por meio do poder económico

B) O negócio

Quando alguém exercita uma investigação e uma análise estrutural do lobby judeu (e sua rede interactiva de lobbys locais em todos os países), não pesquisa nem analisa as sinagogas, senão os centros de planejamento e de decisão mundial do sistema capitalista que controla as estruturas económico-productivas em todos os países da terra.

O lobby judeu não controla o mundo com a religião: maneja-o com bancos, tras-nacionais, mercados, controle de preços e demanda, monopólio e hegemonia sobre os sistemas económicos-productivos, controle sobre os recursos naturais, controle da rede informativa e de manipulação social, manejo dos valores sociais através da publicidade, a cultura e o consumo estandardizado e globalizado pelos meios de comunicação, e controle financeiro mediante o dólar (a moeda patrom de todas as transacções comerciais e financeiras) etc.

O coração do lobby judeu estadunidense é o poderoso sector financeiro de Wall Street que tem directa implicância e participação na nomeação de servidores públicos finques da governação de EEUU e dos órgãos de controle de política monetária e instituições crediticias (nacional e internacional) com sede em Washington e Nova York.

As principais instituições financeiras do lobby (Goldman Sachs, Morgan Stanley , Lehman Brothers, entre as primeiras cinco) e os principais bancos (Citigroup, JP Morgan and Merrill Lynch, entre os primeiros cinco), influem decisivamente para a nomeação dos titulares da Reserva Federal, o Tesouro, e a secretaria de Comércio, além dos directores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

Um exemplo desta ligaçom é a nomeação, no 2005, de Paul Wolfowitz, ex subsecretário de Defesa, considerado o "cérebro" do lobby judeu de Washington, como titular do Banco Mundial. Outro exemplo destacado, foi a recente nomeação de Henry Paulson, presidente executivo de Goldman Sachs como titular do Tesouro estadunidense.

O ex presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan, como seu actual presidente, Ben Bernanke, foram impostos pelo lobby nova-iorquino dos grandes bancos, financeiras e corporações trasnacionais que se aglutinam no chamado Consenso de Washington, um foro de existência quase invisível desde o qual se lembram normas económicas-financeiras e políticas de regulação de mercados que transcendem as fronteiras de EEUU.

Por meio da utilização política de seu poder financeiro, de sua estratégica posição nos centros de decisão, os grupos financeiros do lobby judeu exercem influência decisiva na política interna e externa de EEUU, além de seu papel dominante no financiamento dos partidos políticos, dos candidatos presidenciais e dos congressistas.

À reunião anual do AIPAC, a mais poderosa instituição sionista do lobby (e não obstante que os judeus só representam menos de 5% dos votos em EEUU) assistem a maioria dos líderes do Congresso, os principais membros da Governação e mais da metade de todos os integrantes do Congresso, que identificam os interesses de Israel com os de EEUU.

Em definitiva, o lobby judeu não representa a nenhuma sinagoga nem expressão racial, senão que é a estrutura que maneja o poder mundial através do controle sobre os centros económicos-financeiros e de decisão estratégica do sistema capitalista expandido como civilização "única".

Antes que pela religião e a raça, o lobby e suas redes se movem por uma ideologia política funcional: o sionismo capitalista-imperial que antepor o mercado, a concentração de riqueza, a "política de negócios", a qualquer filosofia que roce as noções do "bem" ou do "mal" entendidos dentro de parámetros sociais.

O lobby judeu que controla Casa Branca e a Reserva Federal não reza nas sinagogas senão na Catedral de Wall Street, onde a suprema religião são o dólar e os negócios entrelaçados por todo o planeta. Em Wall Street, o templo supremo do dinheiro sem fronteiras, não se reza senão que se cotam anualmente títulos, bonos e acções por mais de 12 biliões de dólares . Quase o equivalente a 2 vezes o PBI anual de 180 países em via de desenvolvimento.

É dinheiro volátil. Reproduzindo-se e concentrando-se a escala planetária. Mas com um ponto de regresso e refúgio preciso: a Reserva Federal norte-americana controlada por grupos minoritários judeus. O capitalismo não tem fronteiras. Mas o dólar, sua moeda patrono, só atende em EEUU, mais precisamente em Nova York, onde reside o patriciado financeiro judeu que sai nos ranking de Forbes ou de Fortune.

Os três principais bancos e as três primeiras instituições financeiras do lobby receberão uma taxa de benefícios superior aos 50.000 milhões de dólares em 2006, equivalente a mais de 35 orçamentos anuais de um país como Bolívia.

As três principais correntes televisivas de EEUU (CNN, ABC, NBC e Fox) , os três principais diários (The Wall Street Journal, The New York Times e The Washington Pós) estão controlados e administrados (através de pacotes accionários ou de famílias) por grupos do lobby judeu, principalmente nova-iorquino.

Assim mesmo como as mais três influentes revistas (Newsweek, Time e The New Yorker), e consórcios hegemónicos de Internet como Time-Warner (fusionado com América on Line) ou Yahoo, estão controlados por gerência e capital judeu que opera a nível de redes e conglomerados entrelaçados com outras empresas.

Colossos do cinema de Hollywood e do espectáculo como The Walt Disney Company, Warner Brothers, Columbia Pictures, Paramount, 20th Century Fox, entre outros, fazem parte desta rede interactiva do capital sionista imperialista.

Conseqüentemente, o sector maioritário hegemónico da informação, a cultura e o espectáculo difundidos a escala em massa (que marcam tendências e valores sociais, e são finques para o controle ideológico e o direccionamento de conduta colectiva) estão em mãos do lobby judeu que, a sua vez, controla os mecanismos básicos do poder económico e político do Império estadunidense.

A combinação do superpoder militar de Estados Unidos com o superpoder económico-financeiro de Wall Street em mãos do lobby judeu, deu como resultante o Império único , cujo rádio de influência e domínio directo abarca a 121 países nos quais Estados Unidos tem presença directa ou influência militar, ou no resto dos países controlados a partir de se apoderar dos seus sistemas económico-productivos.

Tanto as "quatro grandes" contratistas do complexo militar-industrial (Lockheed Martin, Boeing, Raytheon, General Dynamics ), como as "quatro irmãs" ( Exxon-Mobil, Chevron-Texaco, Royal Dutch Shell e BP) que monopolizam a extracção e comercializaçom do petróleo a escala mundial, não falam de religião nem de sinagogas, senão de negócios e de acções que se capitalizam na carteira de Wall Street.

Citigroup, Goldman Sachs, IBM, Microsoft, Coca-Cola, por exemplo, não falam de religião nem de sinagogas: falam de mercados, valores, negócios e utilidades.

Desde Homero Simpson a Spielberg, desde Bill Gates à CNN, desde a mega-indústria da música e o espectáculo de Hollyvood, ao templo mundial das finanças de Wall Street, desde Exxon a Locked Martin, tudo o que se respira no mundo está regulado e controlado pela exclusiva família do lobby judeu ramificada pelo planeta.

Não trata-se de uma afirmação meramente analítica, senão de uma realidade estatística, verificável, e comprobável.

Quando se pesquisa a fundo qualquer sistema económico produtivo de qualquer país da terra, em seu sistema económico-financeiro, nas câmaras industriais, comerciais e de serviços, nos grandes consórcios da comunicação e da cultura, no negócio do entretenimento, quase sempre dominam pacotes accionários controlados por judeus, quem ademais ocupam os postos finques de decisão e gerência.

Quando falamos de lobby judeu, não falámos de religião ou de sinagoga senão de um poder mundial controlado em seus mecanismos decisivos por grupos minoritários de origem judia, e conformado por uma estrutura de estrategas e tecnócratas que operam as redes industriais, tecnológicas, militares, financeiras e mediáticas do capitalismo trasnacional estendido pelos quatro pontos cardinais do planeta

Quando falamos de lobby judeu, falámos de um desenho estratégico de poder mundial , interactivo e totalizado, que se concreta mediante uma rede infinita de associações e vasos comunicantes entre o capital financeiro, industrial e de serviços que converte aos países e governações em gerências de encrave.

Quando falamos de lobby judeu falámos de um poder mundial sionista imperialista que é o dono do Estado de Israel tanto como do Estado norte-americano, e do resto dos Estados com seus recursos naturais e sistemas económico-productivos, singelamente porque controla o capital e os meios de produção que movem a esses países.

A complexa rede de "vasos comunicantes" entre o capitalismo financeiro, tecnológico, industrial, de serviços, informático e comunicacional (controlado maioritariamente por grupos do lobby judeu) revela um grau incrível de concentração, diversificaçom, e interesses comuns das megacorporacions multinacionais que se dividem o planeta como um grande mercado.

A redes do sistema capitalista globalizado, cujas filiais e casas matrizes podem estar em Europa, Ásia, ou em qualquer continente, têm seu terminal em Wall Street ou no Complexo militar-industrial de EEUU, controlado pelo lobby judeu desde Washington e Nova York.

O que queira o comprovar, não tem nada mais que pesquisar a composição accionaria, os níveis gerênciais, e os vasos comunicantes empresariais dos bancos, financeiras, empresas, meios de comunicação (os famosos "monopólios"), que hegemonizam a actividade económico-productiva da maioria dos países do mundo.

E como sucedeu sempre no sistema capitalista, o que controla o sistema económico de um país (a infra-estrutura), também controla à governação e a suas ferramentas administrativas (a superestrutura).

O lobby não somente está na Casa Branca senão que abarca todos os níveis das operações do capitalismo trasnacional, cujo desenho estratégico está na cabeça dos grandes charmans e executivos de bancos e consórcios multinacionais que se sentam no Consenso de Washington e se repartem o planeta como se fosse um pastel.

Quando falámos do lobby judeu, não falámos de religião senão do sistema capitalista, cuja existência e modus operandi de exploração do homem pelo homem escondem os meios de informação, comunicação e cultura, em mãos do lobby judeu, cuja existência se pode verificar em cada país sozinho com pesquisar os pacotes accionários e os níveis gerênciais das empresas que monopolizam o sistema económico-productivo.

Em resumem. Que querem dizer com isso da perseguição racial e religiosa dos judeus?

  19:59:37, por Corral   , 1516 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

O MERCADO: A GRANDE MENTIRA

http://resistir.info

Railroading Economics, de Michael Perelman , é uma acusação a economistas. Mas a acusação não é, felizmente, a repetição habitual acerca de premissas inaceitáveis ou uma prova matemática do erro, tão úteis quanto possam ser. Perelman mostra, aos invés disso, o que economistas aprenderam a partir dos caminhos de ferro: que "com base no mercado, a fixação de preço pelo custo marginal criará o caos, tal como os economistas corporatistas aprenderam um século atrás".

O livro principia com uma descrição de como economistas perceberam a natureza destrutiva das forças de mercado na época em que os caminhos de ferro eram a maior indústria dos EUA. Só esta descrição já vale o preço do livro porque, naturalmente, a lição aplica-se plenamente a produtos farmacêuticos, software e muitas outras indústrias de hoje.
Muitos dos principais economistas daquela época esforçaram-se por lidar com a natureza destrutiva das forças de mercado. A competição, que de acordo com a ciência económica convencional é suposta guiar os negócios para a tomada de decisões que beneficiarão a todos, estava a conduzir negócios à bancarrota e pessoas comuns à pobreza.
Perelman prossegue esta afirmação com a sua acusação ao ensino que hoje se pratica nas salas de aula:
Nunca permitiram que esta lição ficasse estabelecida entre economistas. De facto, os mesmos economistas continuam a ensinar aos seus estudantes que os mercados trabalham em perfeita harmonia, enquanto aconselham os mentores da política a tomarem acções rápidas a fim de porem travões à competição.
Este comportamento de duas caras continua hoje em dia, com eminentes economistas a defenderem o monopólio como a chave para a lucratividade de companhias farmacêuticas e de software ? e pelas mesmas razões que os economistas dos caminhos de ferro reconheceram ? enquanto ensinam os estudantes e o resto de todos nós que a confiança nos mercados produz um mundo melhor para todos.

O Capítulo 1 descreve a transição da antiga economia política para a agora simplesmente chamada ciência económica (economics) ? e porque. Perelman fixa a era da economia política clássica como o período que vai de A riqueza das nações de Adam Smith, em 1776, até cerca de 1830. Ao invés de defender as prerrogativas da coroa, estes economistas tomaram partido pela classe média em ascensão. "Os principais economistas políticos, como Smith e David Ricardo, apelaram a mudanças políticas que fariam a economia conformar-se às normas do mercado, a que os economistas chamavam 'laissez faire' ". E eles sustentaram que os interesses dos negócios coincidiam com aquele da sociedade como um todo.

Karl Marx, em contraste, "... mostrou de forma brilhante como a análise da economia política clássica, construída em torno da análise da produção, podia ser virada para demonstrar como os patrões exploravam seus trabalhadores".

A análise da troca, ao invés da análise da produção, era a chave para refutar Marx. Assim, a profissão da ciência económica voltou-se para um teoria de mercados ao invés do estudo da indústria. Economistas contemporâneos ainda a advogar a fracassada desregulamentação da produção eléctrica etiquetam sua advocacia corrente como o estudo dos mercados de energia e subtilmente ignoram a indústria da energia.

Perelman é mais poderoso quando se volta, no Capítulo 3, para "As ferrovias e o capital fixo". Os caminhos de ferro esclareceram os economistas quanto ao problema do investimento fixo. Grandes investimentos conduzem a redução de custos, levando os rivais tanto a cortarem preços como a efectuarem eles próprios grandes novos investimentos em nova tecnologia. O excesso de capacidade leva a guerra de preços, de modo que os investimentos não podiam ser pagos e seguia-se a bancarrota e o sofrimento.

A descrição do trabalho de Charles Francis Adams Jr., bisneto do presidente John Adams e neto do presidente John Quincy Adams, é tanto sedutora como esclarecedora. Adams estudou caminhos de ferro ao invés de ciência económica. "Fundamentando-se no seu conhecimento íntimo da indústria ferroviária, Adams concluiu que os pressupostos subjacentes da teoria económica convencional não fazem sentido de todo para o entendimento das ferrovias". Perelman avança ao citar a rejeição de Adams das soluções de mercado para chegar a uma "... conclusão que está na base de todo o problema do transporte: a competição e o transporte mais barato possível são totalmente incompatíveis " (ênfase no original de Adams).

Se apenas uma figura de proa publicasse hoje a mesma sentença, substituindo ferrovias por produtos farmacêuticos, software, companhias de aviação e produção eléctrica!

O reconhecimento pelos mais poderosos e respeitados economistas da época do fracasso da competição levou à advocacia do corporatismo ? um mundo de cartéis, trusts e monopólios. Ao mesmo tempo, Perelman enfatiza:
... assim como a opinião pública educada, bem como os economistas corporatistas, estavam a principiar a mudar para aceitar a legitimidade de trusts, cartéis e monopólios, grupos de economistas académicos estavam a forjar uma elegante defesa matemática do mercado que permanece até hoje o núcleo do ensino de ciências económicas. De acordo com o seu sistema de provas panglossianas [1] , os mercados proporcionam o melhor de todos os mundos possíveis. Mesmo muitos dos corporatistas abstractamente ainda aprovavam a teoria económica convencional e obstinadamente ensinavam teoria neoclássica aos seus estudantes.
Esta observação mantem-se verdadeira hoje, com eminências como Larry Summers, ex-secretário do Tesouro e deposto presidente de Harvard, a defenderem o monopólio como o único caminho para os lucros nas indústrias farmacêuticas enquanto fazem genuflexões ao mercado que proporcionaria o melhor dos mundos possíveis. Nada mudou.

Na mesma época em que os principais economistas voltavam-se para o corporatismo para a política pública, os populistas, conta-nos Perelman, consideravam a teoria económica convencional como coisa séria, agarrados à crença de que a competição nivelaria o campo de jogo. Os socialistas, em contraste, estavam mais próximos na análise aos economistas corporatistas, acreditando que
... uma economia capitalista evolui naturalmente para um pequeno número de grandes firmas industriais. ... Os corporatistas diferiam dos socialistas apenas uma consideração fundamental: os socialistas não acreditavam que uma sociedade na qual um grupo possuía a riqueza e um outro trabalhava por salários pudesse sempre produzir um resultado justo e equitativo. Em contraste, os corporatistas ensinavam que se as corporações ao invés dos mercados tivessem o direito de administrar a sociedade, elas actuariam com responsabilidade, proporcionando bons salários juntamente com uma economia forte.
Perelman prossegue ao descrever como os economistas se ajustaram às sucessivas épocas: a do capital financeiro, com a dominância do J. P. Morgan, posteriormente a do "capitalismo previdência" (welfare capitalism"), com os grandes negócios a pagarem melhores salários e a perfilharem a responsabilidade pública, a preparar o caminho para a I Guerra Mundial, seguida pelo planeamento com êxito da economia durante a guerra ? "socialismo de guerra".

O boom pós Segunda Guerra Mundial nos EUA, afirma Perelman, levou a gestão a tornar-se "tranquila, não criativa e complacente". "Esta espécie de financeiros-industrialistas tinha mais em comum com banqueiros conservadores do antigamente do que com a nova ninhada de financeiros agressivos". Ainda assim, economistas eminentes, primeiro Schumpeter e depois Galbraith, louvaram a gestão burocrática e associaram-na ao dinamismo tecnológico. Um período, pensamos, seguido por outro, e o capital financeiro retornou. Perelman assevera:
Hoje, os mercados financeiros já não permitem aos gestores sentarem-se tranquilamente. Agora a gestão deve reagir rápida e decisivamente. Infelizmente, muitas destas decisões violam os interesses de trabalhadores e consumidores, da sociedade como um todo, e mesmo a saúde a longo prazo dos negócios que estes gestores controlam.
As sombras da Enron!
O título do livro tem dois significados. O primeiro, é acerca da teoria económica das ferrovias e outras indústrias modernas capital-intensivas. O segundo significado do título decorre de aprender repetidas vezes que economistas, reconhecendo que o mercado não funciona nas sociedades industriais modernas, no entanto transportam a análise feita para dentro das cabeças de estudantes e mentores políticos. Na sua sombria conclusão intitulada "Para além da competição", Perelman apela ao "fim da teoria económica e o princípio de alguma coisa melhor".

Os argumentos de Perelman são apoiados por 23 páginas de notas de rodapé. O livro leva a um bom entendimento da razão porque os mercados fracassam, e como, sabendo disto, economistas continuam a ensinar a mentira de que o melhor de todos os mundos possíveis fluirá da permissão para que o mercado decida todas as coisas

20-09-2006

  19:02:29, por Corral   , 1516 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

A GRANDE FARSA: O MERCADO

http://resistir.info

Railroading Economics, de Michael Perelman , é uma acusação a economistas. Mas a acusação não é, felizmente, a repetição habitual acerca de premissas inaceitáveis ou uma prova matemática do erro, tão úteis quanto possam ser. Perelman mostra, aos invés disso, o que economistas aprenderam a partir dos caminhos de ferro: que "com base no mercado, a fixação de preço pelo custo marginal criará o caos, tal como os economistas corporatistas aprenderam um século atrás".

O livro principia com uma descrição de como economistas perceberam a natureza destrutiva das forças de mercado na época em que os caminhos de ferro eram a maior indústria dos EUA. Só esta descrição já vale o preço do livro porque, naturalmente, a lição aplica-se plenamente a produtos farmacêuticos, software e muitas outras indústrias de hoje.
Muitos dos principais economistas daquela época esforçaram-se por lidar com a natureza destrutiva das forças de mercado. A competição, que de acordo com a ciência económica convencional é suposta guiar os negócios para a tomada de decisões que beneficiarão a todos, estava a conduzir negócios à bancarrota e pessoas comuns à pobreza.
Perelman prossegue esta afirmação com a sua acusação ao ensino que hoje se pratica nas salas de aula:
Nunca permitiram que esta lição ficasse estabelecida entre economistas. De facto, os mesmos economistas continuam a ensinar aos seus estudantes que os mercados trabalham em perfeita harmonia, enquanto aconselham os mentores da política a tomarem acções rápidas a fim de porem travões à competição.
Este comportamento de duas caras continua hoje em dia, com eminentes economistas a defenderem o monopólio como a chave para a lucratividade de companhias farmacêuticas e de software ? e pelas mesmas razões que os economistas dos caminhos de ferro reconheceram ? enquanto ensinam os estudantes e o resto de todos nós que a confiança nos mercados produz um mundo melhor para todos.

O Capítulo 1 descreve a transição da antiga economia política para a agora simplesmente chamada ciência económica (economics) ? e porque. Perelman fixa a era da economia política clássica como o período que vai de A riqueza das nações de Adam Smith, em 1776, até cerca de 1830. Ao invés de defender as prerrogativas da coroa, estes economistas tomaram partido pela classe média em ascensão. "Os principais economistas políticos, como Smith e David Ricardo, apelaram a mudanças políticas que fariam a economia conformar-se às normas do mercado, a que os economistas chamavam 'laissez faire' ". E eles sustentaram que os interesses dos negócios coincidiam com aquele da sociedade como um todo.

Karl Marx, em contraste, "... mostrou de forma brilhante como a análise da economia política clássica, construída em torno da análise da produção, podia ser virada para demonstrar como os patrões exploravam seus trabalhadores".

A análise da troca, ao invés da análise da produção, era a chave para refutar Marx. Assim, a profissão da ciência económica voltou-se para um teoria de mercados ao invés do estudo da indústria. Economistas contemporâneos ainda a advogar a fracassada desregulamentação da produção eléctrica etiquetam sua advocacia corrente como o estudo dos mercados de energia e subtilmente ignoram a indústria da energia.

Perelman é mais poderoso quando se volta, no Capítulo 3, para "As ferrovias e o capital fixo". Os caminhos de ferro esclareceram os economistas quanto ao problema do investimento fixo. Grandes investimentos conduzem a redução de custos, levando os rivais tanto a cortarem preços como a efectuarem eles próprios grandes novos investimentos em nova tecnologia. O excesso de capacidade leva a guerra de preços, de modo que os investimentos não podiam ser pagos e seguia-se a bancarrota e o sofrimento.

A descrição do trabalho de Charles Francis Adams Jr., bisneto do presidente John Adams e neto do presidente John Quincy Adams, é tanto sedutora como esclarecedora. Adams estudou caminhos de ferro ao invés de ciência económica. "Fundamentando-se no seu conhecimento íntimo da indústria ferroviária, Adams concluiu que os pressupostos subjacentes da teoria económica convencional não fazem sentido de todo para o entendimento das ferrovias". Perelman avança ao citar a rejeição de Adams das soluções de mercado para chegar a uma "... conclusão que está na base de todo o problema do transporte: a competição e o transporte mais barato possível são totalmente incompatíveis " (ênfase no original de Adams).

Se apenas uma figura de proa publicasse hoje a mesma sentença, substituindo ferrovias por produtos farmacêuticos, software, companhias de aviação e produção eléctrica!

O reconhecimento pelos mais poderosos e respeitados economistas da época do fracasso da competição levou à advocacia do corporatismo ? um mundo de cartéis, trusts e monopólios. Ao mesmo tempo, Perelman enfatiza:
... assim como a opinião pública educada, bem como os economistas corporatistas, estavam a principiar a mudar para aceitar a legitimidade de trusts, cartéis e monopólios, grupos de economistas académicos estavam a forjar uma elegante defesa matemática do mercado que permanece até hoje o núcleo do ensino de ciências económicas. De acordo com o seu sistema de provas panglossianas [1] , os mercados proporcionam o melhor de todos os mundos possíveis. Mesmo muitos dos corporatistas abstractamente ainda aprovavam a teoria económica convencional e obstinadamente ensinavam teoria neoclássica aos seus estudantes.
Esta observação mantem-se verdadeira hoje, com eminências como Larry Summers, ex-secretário do Tesouro e deposto presidente de Harvard, a defenderem o monopólio como o único caminho para os lucros nas indústrias farmacêuticas enquanto fazem genuflexões ao mercado que proporcionaria o melhor dos mundos possíveis. Nada mudou.

Na mesma época em que os principais economistas voltavam-se para o corporatismo para a política pública, os populistas, conta-nos Perelman, consideravam a teoria económica convencional como coisa séria, agarrados à crença de que a competição nivelaria o campo de jogo. Os socialistas, em contraste, estavam mais próximos na análise aos economistas corporatistas, acreditando que
... uma economia capitalista evolui naturalmente para um pequeno número de grandes firmas industriais. ... Os corporatistas diferiam dos socialistas apenas uma consideração fundamental: os socialistas não acreditavam que uma sociedade na qual um grupo possuía a riqueza e um outro trabalhava por salários pudesse sempre produzir um resultado justo e equitativo. Em contraste, os corporatistas ensinavam que se as corporações ao invés dos mercados tivessem o direito de administrar a sociedade, elas actuariam com responsabilidade, proporcionando bons salários juntamente com uma economia forte.
Perelman prossegue ao descrever como os economistas se ajustaram às sucessivas épocas: a do capital financeiro, com a dominância do J. P. Morgan, posteriormente a do "capitalismo previdência" (welfare capitalism"), com os grandes negócios a pagarem melhores salários e a perfilharem a responsabilidade pública, a preparar o caminho para a I Guerra Mundial, seguida pelo planeamento com êxito da economia durante a guerra ? "socialismo de guerra".

O boom pós Segunda Guerra Mundial nos EUA, afirma Perelman, levou a gestão a tornar-se "tranquila, não criativa e complacente". "Esta espécie de financeiros-industrialistas tinha mais em comum com banqueiros conservadores do antigamente do que com a nova ninhada de financeiros agressivos". Ainda assim, economistas eminentes, primeiro Schumpeter e depois Galbraith, louvaram a gestão burocrática e associaram-na ao dinamismo tecnológico. Um período, pensamos, seguido por outro, e o capital financeiro retornou. Perelman assevera:
Hoje, os mercados financeiros já não permitem aos gestores sentarem-se tranquilamente. Agora a gestão deve reagir rápida e decisivamente. Infelizmente, muitas destas decisões violam os interesses de trabalhadores e consumidores, da sociedade como um todo, e mesmo a saúde a longo prazo dos negócios que estes gestores controlam.
As sombras da Enron!
O título do livro tem dois significados. O primeiro, é acerca da teoria económica das ferrovias e outras indústrias modernas capital-intensivas. O segundo significado do título decorre de aprender repetidas vezes que economistas, reconhecendo que o mercado não funciona nas sociedades industriais modernas, no entanto transportam a análise feita para dentro das cabeças de estudantes e mentores políticos. Na sua sombria conclusão intitulada "Para além da competição", Perelman apela ao "fim da teoria económica e o princípio de alguma coisa melhor".

Os argumentos de Perelman são apoiados por 23 páginas de notas de rodapé. O livro leva a um bom entendimento da razão porque os mercados fracassam, e como, sabendo disto, economistas continuam a ensinar a mentira de que o melhor de todos os mundos possíveis fluirá da permissão para que o mercado decida todas as coisas

19-09-2006

  00:48:38, por Corral   , 1577 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

ORIGENS DO CONFLITO ENTRE ISRAEL E A PALESTINA-Período do Mandato Britânico ? 1920/1948

ORIGENS DO CONFLITO ENTRE ISRAEL E A PALESTINA

Jews for Justice in the Middle East

Os interessados, para verem a obra toda e links completos devem visitar
http://palestinusurpada.blogspot.com/

Nom quero que altybonsom se encabuje e morra polos ciumes. Mas nom olhou que sempre estes artigos estam na Categoria: Outros-Ensaio. E nunca dixem que fosse meu.

Período do Mandato Britânico ? 1920/1948
...

A ?declaração Balfour? promete uma pátria judaica na Palestina

?A declaração Balfour, feita em Novembro de 1917 pelo Governo Britânico? foi feita
a) por uma potência europeia;
b) a respeito de um território não-europeu;
c) na mais absoluta indiferença quer pela presença quer por desejos expressos da maioria dos nativos ali residentes?..
(de acordo com declarações escritas pelo próprio Balfour em 1919):
??As contradicções de conteúdo da ?Aliança? (tendo prometido a declaração anglo-francesa de 1918 a independência aos árabes das colónias Otomanas como recompensa do seu apoio aos aliados) são ainda mais flagrantes no que toca à nação Palestina independente do que à nação Síria independente. Porque no caso da Palestina nem sequer propomos empreender qualquer consulta popular junto dos residentes naquele território; As quatro potências estão comprometidas perante o sionismo e apenas perante ele, esteja certo ou errado, seja bom ou ruim, esteja baseado em tradição remota ou necessidades apenas actuais e expectativas futuras de maior calibre que o prejuízo de 700 000 árabes que actualmente residem naquele antigo teritório??
In: ?The Question of Palestine?, de Edward Said.

A Palestina: terra desértica antes da chegada dos judeus?

?O alto comissário britânico para a Palestina, John Chancellor recomendou a suspensão total da emigração para a Palestina e a compra de terra, para protecção da agricultura dos árabes. Declarou que ?toda a cultivável se encontra ocupada e que nenhuma parcela da mesma poderia ser vendida a judeus, a menos que se quisesse criar uma classe de agricultores árabes sem terra??
O Ministério das Colónias rejeitou essa recomendação, de acordo com o que nos diz John Quigley na sua obra ?Palestine and Israel: A Challenge to Justice?.

Os sionistas fundadores planeavam coexistir com os Árabes?

Em 1919 a ?Americam King-Crane Commission? passou seis semanas na Síria e na Palestina entrevistando delegações e lendo requerimentos.
No seu relatório podia ler-se: ??os membros da comissão iniciaram o estudo do sionismo tendo inicialmente uma predisposição favorável ao mesmo? Tornou-se porém repetidamente evidente nos seus encontros com os sionistas que estes tinham a intenção de excluir completamente os actuais residentes não judeus da Palestina, através de formas várias de compra??

??Se o princípio da autodeterminação é para pôr em prática, e se os desejos do povo palestiniano são para ser tidos em conta, deve lembrar-se que a população não judaica da Palestina - ou seja, nove décimos da mesma ? estão declaradamente contra o programa sionista. Sujeitar um povo assim determinado a uma imigração ilimitada de judeus , a par com uma pressão financeira e social para que cedam terras, será uma violação grosseira do princípio referido.
??Nenhum dos agentes britânicos contactados pelos membros da Comissão acreditava que o programa sionista pudesse ser levado a cabo a não ser pela força das armas. Pensavam aliás, duma forma geral que, mesmo para lhe dar início, seriam necessários nunca menos de cinquenta mil homens. Por si só esse facto comprova o forte sentido de injustiça que caracterizava o programa sionista. ??
??A pretensão inicial, frequentemente apresentada por representantes sionistas, de que tinham ?o direito? à Palestina com base na ocupação de há dois mil anos, dificilmente pode ser levada a sério..?
Vide: ?The Israel-Arab Reader?, ed. Laquer and Rubin.

Lado a lado ? continuação

??A política de terras dos sionistas foi incorporada na Constituição da Agência Judaica para a Palestina;
??a terra é para ser adquirida como propriedade judaica e o título de posse deve ser registado em nome do Fundo Nacional Judaico, com a finalidade de que o mesmo deve ser conservado como propriedade inalienável do povo judaico??
Essa determinação vai ao ponto de estipular que a Agência deve promover a colonização de tais terras por mão de obra judaica?
O efeito para os árabes desta política sionista de colonização, era de que a terra adquirida pelos judeus como que desaparecia do mapa, cessando de existir para eles no presente e no futuro, fosse para que efeito fosse??

??Os sionistas não ocultaram as suas intenções, tanto que em 1921 o Dr. Eder, membro da Comissão Sionista, declarou desassombradamente em Tribunal que:
- Apenas pode existir uma pátria na Palestina, e terá de ser Judaica, sem igualdade na parceria entre árabes e judeus, mas sim preponderância destes sobre aqueles, logo que seja possível reunir uma quantidade suficientemente numerosa de elementos da mesma raça; ao que acrescentou a pretensão de que apenas aos judeus seria permitido o uso de armas??
In: ?Bitter Harvest?, de Sami Hadawi.

Frente à oposição árabe, terão os sionistas feito diligências para estabelecer ?regras maioritárias? na Palestina?

?É claro que a última coisa que os sionistas desejavam era de que todos os habitantes da Palestina tivessem direitos iguais no governo do território?? Chaim Weizmann tinha inculcado junto de Churchill a ideia de que um governo democrático-representativo teria ditado o insucesso da Pátria Nacional Judaica na Palestina??
?Churchill declarou que:
?- A actual forma de governo continuará por muitos anos. Passo a passo desenvolveremos instituições representativas que conduzam ao pleno auto-governo, mas os filhos dos nossos filhos morrerão antes que isso possa ser uma realidade??
In: ?The Gun and The Olive Branch?, de David Hirst.

A recusa aos árabes de auto-determinação

?Mesmo que ninguém perca a sua terra, o programa sionista era injusto à partida porque recusava direitos políticos à maioria.
Os sionistas, em princípio, não podiam conceder aos povos nativos da região o exercício de direitos políticos, porque isso implicava a condenação da sua empresa??
In: ?Original Sins?, de Benjamin Beit-Hallahmi.

Resistência árabe ao sionismo pré-israelita

??em 1936-39 os árabes da Palestina tentaram uma revolta nacionalista? David Ben-Gurion, eminentemente um realista, reconheceu a natureza da mesma. Em discussões internas referiu que ?na nossa argumentação política exterior minimizamos a importância da oposição que nos é feita pelos árabes?, mas acentuou que ?entre nós não devemos ignorar a verdade?. E a verdade era que ?politicamente nós somos os agressores e eles estão a defender-se? O país é deles, porque o habitam, enquanto que nós queremos vir-nos estabelecer aqui, o que na sua opinião significa que lhe queremos usurpar a sua terra, sem termos sequer entrado ainda??
A revolta foi esmagada pelos britânicos, com brutalidade, de acordo com o que nos diz Noam Chomsky no seu livro ?The fateful Triangle?.

A opinião de Gandhi a respeito do conflito na Palestina, 1938

??a Palestina pertence aos árabes no mesmo sentido que a Inglaterra pertence aos ingleses ou a França aos franceses?
Aquilo que está a acontecer hoje em dia na Palestina não pode ser justificado por nenhum código moral de conduta...
Se os judeus olham para a Palestina como a sua pátria natural, é errado dar entrada ali ao abrigo da protecção armada britânica. Um acto religioso não pode ser perpetrado à ponta das baionetas e à bomba...
Apenas podem estabelecer-se ali se houver boa vontade dos árabes? e, como as coisas se apresentam limitam-se a ser cúmplices dos ingleses na espoliação de um povo que não lhes fez mal nenhum...
Não estou a defender os excessos árabes. Preferia que eles tivessem escolhido a via da não-violência para resistir contra aquilo que eles consideram uma invasão do seu próprio país. De acordo com os modelos normalmente aceites de certo e de errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe em face de infortúnios arrazadores??
Palavras de Mahatma Gandhi, citado em ?A Land of Two Peoples?, ed. Mendes-Flohr.

Qual a percentagem de terra comprada pelos sionistas antes do estabelecimento de Israel?

?...Em 1948, no momento em que Israel se declarou um estado, era proprietário de pouco mais de 6% (seis por cento) da terra da Palestina?
Depois de 1940, quando autoridades mandatárias restringiram a posse da terra pelos judeus a zonas específicas no interior da Palestina, continuou a haver compras (e vendas) dentro dos 65% da área total da Palestina que era exclusiva dos árabes.
Desta forma, quando o plano de partilha foi anunciado em 1947 incluiu terras que estavam ilegalmente na posse de judeus, cuja incorporação no interior das fronteiras do estado judaico foi entendido como ?facto consumado?. E depois de Israel ter anunciado a constituição do seu estado, uma impressionante quantidade de leis fizeram a assimilação de vastas porções de terreno (cujos proprietários tinham passado à condição de refugiados e pronunciados como ?proprietários absentistas?, de forma a permitir a expropriação das suas terras e impedir o seu regresso sob que circunstâncias fosse)??
In: ?The Question of Palestine?, de Edward Said.

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