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28-03-2015

Link permanente 19:34:50, por José Alberte Email , 226 palavras   Português (GZ)
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O FACHO: Manuel Bermejo Patinho - “Luís Iglesias, um científico galego com sentido social da ciência”.

Agrupaçom Cultural O Facho
Crunha


A Agrupaçom Cultural O Facho de A Corunha convida-o a assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2012-13

Palestra

O vindoiro dia 7 de Abril, terça (martes), o Catedrático de Química Inorgánica da U.S.C., Manuel Bermejo Patinho, falará dentro do ciclo “A Ciência na Galiza”, com a palestra intitulada “Luís Iglesias, um científico galego com sentido social da ciência”.

Manuel Bermejo é professor-investigador da USC. Do amplo currículo deste professor cabe destacar:

Director de um Grupo de Investigaçom em Química Bio-inorgánica e Supra-molecular; director e colaborador na direcçom de diversas Teses de Doutoramento de História da Ciência em Galiza; director de um Grupo de Trabalho sobre Conservaçom e posta em valor do Património Científico de Galiza; Director do trabalho Estrategia Galega de Educaçom Ambiental e participante no Projecto Galiza 2010. Assim mesmo tem organizado e participado em numerosos congressos nacionais e internacionais, tanto da sua especialidade como da Historia da Ciência e de Educaçom Ambiental.
Tem inumeráveis publicaçons de trabalhos em revistas internacionais do mais alto nível e comunicaçons científicas ao longo de todo o mundo. Também é autor de múltiplos trabalhos pedagógico-didácticos, livros de Ciência e Divulgaçom científica, artigos em revistas galegas e espanholas e múltiplas conferencias de divulgaçom.

Dia: 7 de Abril- Hora: 8 do serám
Local: Portas Ártabras – Sinagoga 22
Cidade Velha – Crunha

Todas as palestras dadas estám em: http://agal-gz.org/blogues/index.php/ofacho/

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CANTA O MERLO: A ONU adverte a Espanha de que está obrigada a extraditar às autoridades franquistas

Público.es

GENEVE. 27-03-15.- Espanha está obrigada a extraditar aos responsáveis por violaçons graves dos Direitos Humanos enquanto nom se tomem medidas para garantir o acesso à justiça e o direito à verdade das vítimas ante as instâncias legais espanholas", assegurou nesta sexta-feira um grupo de peritos da ONU em Genebra.

O Alto Comisionado da ONU para os Direitos Humanos explicou, num comunicado, que a declaraçom emitida hoje pelo grupo alude à decisom do Governo espanhol de nom extraditar a 17 acusados pela justiça argentina de violaçons graves dos Direitos Humanos durante o regime franquista, incluídos vários ex-ministros.

"A denegaçom da extradiçom deixa em profundo desamparo às vítimas e aos seus familiares, negando o seu direito à justiça e à verdade", indicaram os peritos da ONU.

05-01-2015

Link permanente 13:33:30, por José Alberte Email , 775 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: “Não queremos viver com migalhas”

http://es.kke.gr/pt/firstpage/

Milhares de pessoas de todas as partes da Grécia enviaram, na grandiosa manifestação, uma mensagem de luta e de reivindicação da vida que lhes pertence. Foi uma mensagem decisiva por uma outra sociedade, em que a classe operária pode usufruir da riqueza que produz.

Mais de 1000 organizações do movimento operário e popular (federações sindicais setoriais e de locais de trabalho, sindicatos, comissões de luta, organizações e associações de agricultores, associações de trabalhadores por conta própria, associações de estudantes e de jovens do ensino secundário, associações de mulheres, de reformados, comissões populares, etc.) participaram na iniciativa da Frente Militante de todos os Trabalhadores (PAME), na magnífica manifestação nacional, que se realizou no sábado, 1 de novembro, na praça Sintagma frente ao parlamento.

Dezenas de milhares de pessoas vieram de autocarro do continente, mas também de Creta, das Ilhas do Mar Egeu e das Ilhas Jónicas e concentraram-se em 9 pontos diferentes da capital grega. Desfilaram depois até à Praça Sintagma, que se tornou demasiado pequena para acolher todos os manifestantes (nota: ver a imagem do local que mostra a dimensão da manifestação2).

O Secretariado Executivo da PAME, na sua declaração, saudou o mar de gente – nada menos de 100 000 pessoas – que inundou o centro de Atenas.

Dirigindo-se à manifestação, Giorgos Perros, membro do Secretariado Executivo da PAME, referiu-se às questões ligadas ao desemprego, afirmando que “nenhum desempregado pode ficar sozinho a enfrentar a pobreza e o desemprego”. Apelou ainda aos trabalhadores para porem fim ao roubo dos salários e dos rendimentos do povo. Apelou ainda à luta por aumentos reais dos seus rendimentos, nos salários e nas pensões.

Como o orador sublinhou: “As reivindicações do movimento dos trabalhadores, como objetivo de recuperarem as perdas que sofreram, devem ser agressivas e baseadas nas nossas atuais necessidades. Para que tais reivindicações se concretizem e consolidem, devem estar paralelamente ligadas à luta contra os objetivos e as políticas da UE, o memorando e as dívidas que não contraímos”.

Sublinhou também que «o nosso dever é resistir ao “realismo” a respeito dos limites da resistência da economia que está contido nas propostas do governo e na oposição oficial, que ajustam as nossas reivindicações às necessidades do capital. Dizem-nos que, se os patrões não existirem, se a rentabilidade não existir, não conseguiremos viver e seremos destruídos. Mas nós dizemos que podemos viver sem patrões, que somos nós que produzimos a riqueza, que ela tem de nos ser devolvida».

A luta pelo sucesso da greve geral de 27 de novembro começa com esta grandiosa manifestação nacional como ponto de partida.

A manifestação nacional aprovou duas resoluções, em resposta à solidariedade internacionalista que os manifestantes receberam de dezenas de organizações sindicais de todo o mundo. A primeira resolução é uma mensagem internacionalista de classe com a classe operária da Turquia, por ocasião do novo crime dos patrões numa mina da região de Karaman. A segunda resolução apelou às “organizações sindicais e às organizações do movimento popular para condenarem a injusta e bárbara prisão dos 5 patriotas cubanos através resoluções, declarações, mensagens de solidariedade e outras iniciativas” e sublinhou a necessidade do fortalecimento do movimento de solidariedade que luta pela sua libertação.

Declaração do Secretário-geral do KKE

Dimitris Koutsoumpas, Secretário-geral do CC do KKE, fez a seguinte declaração na manifestação nacional na Praça Sintagma:

“Só há um caminho em frente para não perder tempo, para enfrentar a fraude, a desorientação, a linha política antipopular do governo e os vários truques do bipartidarismo. A magnífica manifestação da PAME, hoje, mostra esse caminho em frente. Esta manifestação desencadeou-se por iniciativa da PAME por todo o país e foi abraçada por mais de 1000 organizações de trabalhadores do setor público e privado, pelo movimento dos trabalhadores por conta própria nas cidades, pelos pequenos agricultores, a juventude, os estudantes e as mulheres. Este é o caminho que devemos seguir, esta é a nossa solução: resistência, luta, aliança popular para alcançar trabalho estável e permanente para todos, acabar com o saque dos impostos e recuperar as perdas que os salários, as pensões e os direitos da segurança social sofreram nos últimos anos. Temos de prosseguir neste caminho que começou com a iniciativa da PAME. Acabem as ilusões com os novos salvadores. Temos de virar as costas àqueles que supostamente prometem novas soluções governamentais, os novos salvadores que nos querem levar para outra espiral descendente antipopular. Voltaremos a encontrar-nos em 27 de novembro na greve geral nacional, nas manifestações e concentrações que ocorrerão nesse dia. Organizamos a nossa luta, cada pessoa no seu posto de trabalho, em todos os estabelecimentos de ensino, em todos os bairros, para aplanar o caminho que leva a novos desenvolvimentos a favor dos interesses do povo e do país”.

24-10-2014

Link permanente 06:05:37, por José Alberte Email , 300 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: PP, PSOE, UPyD e CiU rejeitam que o Governo demande a Israel por destruir o aeroporto de Gaza pago por Espanha

http://www.elespiadigital.com/

PP, PSOE, UPyD e CiU rejeitárom nesta quarta-feira no Congresso pedir ao Governo que demande a Israel danos e prejuízos por destruir o aeroporto de Gaza, que foi financiado por Espanha, durante a sua última ofensiva contra a Franja, tal e como expunha a iniciativa registada por oito partidos da oposiçom, que se debateu na Comissom de Assuntos Exteriores.

O texto apresentou-se baixo auspicio do Bloco Nacionalista Galego (BNG) e foi assinado também polo grupo da Esquerda Plural (EU-ICV-TE A) e Amaiur, Nova Canárias (NC), Compromís-Equo e Geroa Bai, adscritas ao Grupo Misto.

Em concreto, estes partidos propunham exigir a Israel danos e prejuízos pola destruiçom do aeroporto de Gaza por ser umha infra-estrutura "imprescindível para romper o isolamento que vive a populaçom na Franja".

Abstençom do PNV

Enquanto que PP, PSOE, UPyD e CiU optárom polo voto negativo, o PNV decantou-se pola abstençom, porque, segundo o seu porta-voz Aitor Esteban, "quiçá haja que exigir a Israel que participe na reconstruçom de Gaza", tendo em conta de que foi "a criança que rompeu o brinquedo".

As formaçons signatárias reclamavam também que o Executivo promovesse a suspensom do acordo de associaçom que a Uniom Europeia tem subscrito com Israel desde 1995 sobre a base de que este país incorre numha "vulneraçom flagrante do artigo 2" desse acordo que obriga aos seus assinantes "a respeitar os princípios democráticos e os Direitos Humanos". Contodo, este pedido nom contou com o apoio de nengum dos demais partidos.

E também nom saiu adiante --pola rejeiçom do resto de grupos, salvo o PSOE que optou pola abstençom-- a reclamaçom de que se suspenda o comércio de armas entre o Estado espanhol e o israelense, enquanto Israel nom cumpra com a legislaçom internacional estabelecida em matéria de Direitos Humanos, e com as disposiçons recolhidas nas Convençons de Genebra.

20-06-2014

Link permanente 17:46:37, por José Alberte Email , 76 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Genocídio na Europa

GENOCÍDIO NA EUROPA
http://resistir.info/

O governo neo-nazi de Kiev deu, dia 12 de Junho, um novo passo na escalada genocida contra o seu próprio povo: a utilização de bombas incendiárias de fósforo contra a população civil de Slavyansk . Os media corporativos, ditos de "referência", calam-se. Ocultam deliberadamente este novo acto de barbárie dos fascistas ucranianos patrocinados pelo governo Obama. E a União Europeia permanece de cócoras, também calada, subserviente aos EUA e conivente com os seus crimes.

18-05-2014

Link permanente 01:16:19, por José Alberte Email , 96 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: 400 Mercanários da Blackwater na Ucrânia

http://www.resistir.info/

A junta neo-nazi de Kiev tem agora 400 mercenários da Blackwater e Greystone a operarem no terreno, anunciam os media alemães . São eles que conduzem os massacres de populações civis no leste da Ucrânia, enquadrando a tropa regular e os paramilitares neo-nazis (Svoboda e Right Sector). A contratação de mercenários estrangeiros constitui uma escalada para uma guerra civil generalizada e uma provocação contra uma potência nuclear. O jogo do imperialismo, ao animar os seus títeres de Kiev, é insano. Registe-se o papel subalterno e servil da UE, caudatária dos EUA mesmo contra os seus próprios interesses.

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CANTA O MERLO: O golpe de Kiev: Trabalhadores rebeldes tomam o poder no leste

por James Petras
O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... . Tradução de Margarida Ferreira.

Nunca, desde que os EUA e a UE capturaram a Europa do Leste, incluindo os países bálticos, a Alemanha oriental, a Polónia e os Balcãs, e a converteram em postos avançados militares da NATO e em vassalos económicos, nunca os poderes ocidentais se movimentaram tão agressivamente para se apoderarem dum país estratégico, como a Ucrânia, ameaçando a existência da Rússia.

Até 2013, a Ucrânia era um 'estado almofada', basicamente um país não-alinhado, com laços económicos à UE e à Rússia. Governado por um regime estreitamente ligado à oligarquia local, ligada à Europa, Israel e Rússia, a elite política foi um produto duma sublevação política em 2004 (a chamada "Revolução Laranja"), financiada pelos EUA. Subsequentemente, durante a maior parte de uma década, a Ucrânia sofreu a experiência fracassada de uma política económica 'neoliberal' apoiada pelo ocidente. Depois de quase duas décadas de penetração política, os EUA e a UE ficaram entrincheiradas profundamente no sistema político, através do financiamento regular das alegadas organizações não-governamentais (ONG), partidos políticos e grupos paramilitares.

A estratégia dos EUA e da UE foi instalar um regime flexível que levasse a Ucrânia para o Mercado Comum Europeu e para a NATO, como estado cliente subordinado. As negociações entre a UE e o governo ucraniano decorreram vagarosamente. Acabaram por fracassar por causa das condições onerosas exigidas pela UE e pelas concessões económicas mais favoráveis e subsídios propostos pela Rússia. Depois do fracasso em negociar a anexação da Ucrânia à UE, e por não estarem dispostas a esperar pelas eleições constitucionais já marcadas, as potências da NATO activaram as suas ONG, bem financiadas e organizadas, líderes políticos seus clientes e grupos paramilitares armados para derrubarem pela violência o governo eleito. O golpe violento foi um êxito e a junta civil-militar nomeada pelos EUA assumiu o poder.

A Junta foi formada por 'ministros' neoliberais e chauvinistas submissos. Os primeiros foram escolhidos pelos EUA, para administrar e impor uma nova ordem política e económica, incluindo a privatização de empresas e de recursos públicos, cortando os laços comerciais e de investimento com a Rússia, eliminando um tratado que permitia a base naval russa na Crimeia e acabando com as exportações militar-industriais para a Rússia. Foram nomeados para posições ministeriais neofascistas e sectores das forças militares e policiais, a fim de reprimir violentamente qualquer oposição pró-democracia no ocidente e no leste. Supervisionaram a repressão dos bilingues (russos-ucranianos), de instituições e de práticas – transformando a oposição contra o golpe de estado apoiado pelos EUA-NATO numa oposição étnica. Fizeram uma limpeza em todos os detentores de cargos opositores no ocidente e no leste e nomearam governadores locais de confiança – criando assim um regime de lei marcial.

Os alvos estratégicos da NATO-Junta

A tomada de poder, violenta e de alto risco, da Ucrânia pela NATO foi motivada por diversos objectivos estratégico-militares, que incluíam:

1) A expulsão da Rússia das suas bases militares da Crimeia – transformando-as em bases da NATO às portas da Rússia.

2) A transformação da Ucrânia num trampolim para a penetração no sul da Rússia e no Cáucaso; uma posição avançada para gerir e apoiar politicamente os partidos liberais pró-NATO e as ONG no interior da Rússia.

3) A destruição de sectores fundamentais da indústria de defesa militar russa, ligados às fábricas ucranianas, acabando com a exportação de maquinaria crítica e sobressalentes para a Rússia.

A Ucrânia foi durante muito tempo uma parte importante do complexo industrial militar da União Soviética. Os estrategas da NATO por detrás do golpe sabiam muito bem que um terço da indústria de defesa soviética se manteve na Ucrânia depois do desmantelamento da URSS e que quarenta por cento das exportações da Ucrânia para a Rússia, até há bem pouco tempo, consistiam em armamentos e maquinaria com isso relacionada. Mais especificamente, a instalação Motor Sikh na Ucrânia de leste fabricava a maior parte dos motores para os helicópteros militares russos, incluindo um contrato em vigor para fornecer motores para mil helicópteros de ataque. Os estrategas da NATO orientaram imediatamente os seus lacaios em Kiev para suspender todas as entregas militares à Rússia, incluindo foguetões de médio alcance ( Financial Times, 4/21/14, p.3). Os estrategas militares dos EUA e da UE encararam o golpe em Kiev como uma forma de sabotar as defesas russas no ar, no mar e nas fronteiras. O presidente Putin acusou o golpe mas insiste que a Rússia poderá substituir internamente a produção interna de peças críticas dentro de dois anos. Isso significa a perda de milhares de postos de trabalho especializados na Ucrânia de leste.

4) O cerco militar da Rússia com bases avançadas da NATO na Ucrânia, equiparáveis às do Báltico, até aos Balcãs, da Turquia até ao Cáucaso e depois a partir da Geórgia até à Federação Russa autónoma.

O cerco dos EUA-UE à Rússia destina-se a acabar com o acesso russo ao Mar do Norte, ao Mar Negro e ao Mediterrâneo. Cercando e confinando a Rússia a uma massa continental isolada sem 'saídas para o mar', os construtores do império EUA-UE procuram limitar o papel da Rússia enquanto potência rival central e, possivelmente, contrabalançar as suas ambições imperialistas no Médio Oriente, norte de África, sudeste de Ásia e Atlântico norte.

O golpe na Ucrânia: da expansão integral à imperial

Os EUA e a UE pretendem destruir governos independentes, nacionalistas e não-alinhados em todo o mundo e transformá-los em satélites imperialistas sejam quais forem os meios. Por exemplo, a actual invasão mercenária da Síria, armada pela NATO, é dirigida para o derrube do governo nacionalista e laico de Assad e para o estabelecimento de um estado vassalo pró-NATO, independentemente das consequências sangrentas para os vários povos sírios. O ataque à Síria serve múltiplos fins. Eliminando um aliado russo e a sua base naval mediterrânica; enfraquecendo um apoiante da Palestina e um adversário de Israel; cercando a República Islâmica do Irão e o poderoso Partido Hezbollah militante no Líbano e estabelecendo novas bases militares em solo sírio.

A conquista da Ucrânia pela NATO tem um efeito multiplicador que se estende 'para cima' na direcção da Rússia e 'para baixo' na direcção do Médio Oriente e consolida o controlo sobre a sua vasta riqueza petrolífera.

As recentes guerras da NATO contra os aliados russos ou seus parceiros comerciais confirmam este prognóstico. Na Líbia, destacavam-se as políticas independentes, não alinhadas do regime de Kadhafi em forte contraste com os servis satélites ocidentais como Marrocos, o Egipto ou a Tunísia. Kadhafi foi derrubado e a Líbia destruída através de um maciço ataque aéreo da NATO. A rebelião da massa popular do Egipto contra Mubarak e a democracia emergente foram subvertidas por um golpe militar e acabaram por fazer regressar o país à órbita dos EUA-Israel-NATO – sob um ditador brutal. Todas as incursões armadas de Israel, amigalhaço da NATO, contra o Hamas em Gaza e contra o Hezbollah no Líbano, assim como as sanções EUA-UE contra o Irão, são dirigidas contra potenciais aliados ou parceiros comerciais da Rússia.

Os EUA foram obrigados a desistir de cercar a Rússia via 'eleições e mercados livres' na Europa de Leste, e a confiar na força militar, nos esquadrões da morte, no terrorismo e nas sanções económicas na Ucrânia, no Cáucaso, no Médio Oriente e na Ásia.

Mudança de regime na Rússia: de potência global a estado vassalo

O objectivo estratégico de Washington é isolar a Rússia do exterior, sabotar a sua capacidade militar e corroer a sua economia, a fim de reforçar os colaboradores políticos e económicos da NATO no interior da Rússia – levando à sua maior fragmentação e ao regresso a um estatuto de semi-vassalo.

O objectivo da estratégia imperialista é colocar no poder em Moscovo amigos políticos neoliberais, como os que dirigiram a pilhagem e a destruição da Rússia durante a vergonhosa década de Yeltsin. A tomada do poder na Ucrânia pelos EUA-EU é um grande passo nessa direcção.

Avaliar a estratégia do cerco e da conquista

Até aqui, a conquista da Ucrânia pela NATO não tem avançado como planeado. Primeiro que tudo, a conquista violenta do poder pelas elites abertamente pró-NATO renegando abertamente os acordos e tratados militares com a Rússia sobre as bases na Crimeia, forçaram a Rússia a intervir em apoio da população local, de esmagadora etnia russa. Na sequência de um referendo livre e aberto, a Rússia anexou a região e assegurou a sua presença militar estratégica.

Enquanto a Rússia mantinha a presença naval no Mar Negro… a Junta da NATO em Kiev desencadeou uma ofensiva militar de grande escala contra a maioria de língua russa, a favor da democracia e anti-golpe, na metade oriental da Ucrânia, que tem exigido uma forma de governo federal, reflectindo a diversidade cultural da Ucrânia. Os EUA-UE promoveram uma "resposta militar" à dissidência popular de massas e encorajaram o regime golpista a eliminar os direitos civis da maioria de língua russa através de terrorismo neonazi e a forçar a população a aceitar os dirigentes regionais nomeados pela Junta em vez dos seus líderes eleitos. Em resposta a esta repressão, nasceram rapidamente comissões populares de autodefesa e milícias locais e o exército ucraniano foi inicialmente forçado a recuar com milhares de soldados a recusarem-se a disparar sobre os seus compatriotas por ordem do regime instalado em Kiev pelo ocidente. Durante algum tempo, a Junta de coligação neoliberal e neofascista, apoiada pela NATO, teve que lutar contra a desintegração da sua 'base de poder'. Ao mesmo tempo, a 'ajuda' da UE, do FMI e dos EUA não conseguiu compensar o corte do comércio russo e dos subsídios à energia. A conselho do director da CIA, Brenner, de visita, a Junta de Kiev enviou as suas "forças especiais" de elite, treinadas pela CIA e pelo FBI para executar massacres contra civis pró-democracia e milícias populares. Enviaram criminosos armados para a cidade de Odessa que encenaram um massacre "exemplar": Incendiaram a sede do principal sindicato da cidade e assassinaram 41 pessoas, na maioria civis desarmados que ficaram encurralados dentro do edifício com as saídas bloqueadas pelos neonazis. Os mortos incluíam muitas mulheres e adolescentes que tinham procurado abrigo dos ataques dos neonazis. Os sobreviventes foram brutalmente espancados e detidos pela 'polícia' que assistira impassível enquanto o edifício ardia.

O futuro colapso da junta golpista

A tomada do poder na Ucrânia, por Obama, e os seus esforços para isolar a Rússia provocaram alguma oposição na UE. Nitidamente, as sanções prejudicam grandes multinacionais europeias com profundas ligações à Rússia. O golpe militar dos EUA na Europa de Leste, nos Balcãs e no Mar Negro desperta tensões e ameaça uma conflagração militar de grande escala, prejudicando importantes contratos económicos. As ameaças dos EUA-UE na fronteira da Rússia aumentaram o apoio popular ao presidente Putin e reforçaram a liderança russa. A tomada estratégica do poder na Ucrânia radicalizou e aprofundou a polarização da política ucraniana entre as forças neofascistas e pró-democracia.

Enquanto os estrategas imperialistas alargam e aumentam a sua posição militar na Estónia e na Polónia e despejam armas na Ucrânia, toda a tomada de poder assenta em bases políticas e económicas muito precárias – que podem desabar dentro de um ano – no meio duma guerra civil sangrenta e/ou massacre interétnico.

A Junta da Ucrânia já perdeu o controlo político em mais de um terço do país, para movimentos pró-democracia e anti-golpe e milícias de autodefesa. Ao cortar exportações estratégicas para a Rússia para servir os interesses militares dos EUA, a Ucrânia perdeu um dos seus mercados mais importantes, que não pode ser substituído. Sob o controlo da NATO, a Ucrânia vai ter que comprar "hardware" militar especificado pela NATO, o que levará ao fecho das suas fábricas, viradas para o mercado russo. A perda do comércio russo já está a levar ao desemprego em massa, principalmente entre operários industriais especializados no leste que podem ser forçados a imigrar para a Rússia. O grande aumento dos défices comerciais e a erosão das receitas do estado conduzirão a um colapso económico total. Em terceiro lugar, em consequência da submissão da Junta de Kiev à NATO, a Ucrânia perdeu milhares de milhões de dólares em energia subsidiada da Rússia. Os altos custos de energia retiram competitividade às indústrias ucranianas nos mercados globais. Em quarto lugar, a fim de assegurar empréstimos do FMI e da UE, a Junta concordou em eliminar os subsídios aos preços dos alimentos e da energia, afectando gravemente os rendimentos familiares e mergulhando os pensionistas na pobreza. Cada vez há mais falências, à medida que as importações da UE e de outros locais desalojam as indústrias locais anteriormente protegidas.

Não se verificam novos investimentos, por causa da violência, da instabilidade e dos conflitos entre neofascistas e neoliberais no seio da Junta. Só para estabilizar as operações correntes do governo, a junta precisa rapidamente de um reforço de 30 mil milhões de dólares, sem juros, dos seus patrões da NATO, uma quantia que não vai aparecer nem agora nem no futuro imediato.

É óbvio que os 'estrategas' da NATO que planearam o golpe estavam apenas a pensar em enfraquecer militarmente a Rússia e não se preocuparam com os custos políticos, económicos e sociais de sustentar um regime fantoche em Kiev quando a Ucrânia estava tão dependente dos mercados, empréstimos e energia subsidiada da Rússia. Além disso, parece terem menosprezado a dinâmica política, industrial e agrícola das regiões do leste do país, previsivelmente hostis. Em alternativa, os estrategas de Washington podem ter baseado os seus cálculos na instigação à divisão, ao estilo da Jugoslávia, acompanhada por uma maciça limpeza étnica no meio das deslocações e massacres das populações. Sem se impressionar com os milhões de baixas civis, Washington considera que a sua política de desmantelamento da Jugoslávia, do Iraque e da Líbia foram grandes êxitos político-militares.

A Ucrânia, quase com certeza, vai entrar numa depressão prolongada e profunda, incluindo um declínio precipitado nas exportações, no emprego e na produção. Possivelmente, o colapso económico levará a protestos e desassossego social por todo o país: espalhando-se de leste para oeste, de sul para norte. Motins sociais e miséria generalizada podem aprofundar ainda mais a corrosão da moral das forças armadas ucranianas. Kiev já tem dificuldade em alimentar os seus soldados e tem que confiar nas milícias de voluntários neofascistas que podem ser difíceis de controlar. Os EUA-UE não deverão intervir directamente com uma campanha de bombardeamentos ao estilo da Líbia, dado que iriam enfrentar uma guerra prolongada na fronteira da Rússia numa altura em que a opinião pública nos EUA está a sofrer com a exaustão da guerra imperialista, e os interesses empresariais europeus com ligações a empresas de recursos russos estão a resistir às sanções em consequência.

O golpe dos EUA-UE deu origem a um regime fracassado e a uma sociedade minada por violentos conflitos – em espiral para uma violência étnica aberta. O que de facto se tem seguido é um sistema de poder dual em que os contendores são transversais às fronteiras regionais A Junta de Kiev não tem coerência nem estabilidade para servir de elo militar fiável da NATO no cerco à Rússia. Pelo contrário, as sanções dos EUA-UE, as ameaças militares e a retórica belicosa estão a forçar os russos a repensar rapidamente a sua 'abertura' ao ocidente. As ameaças estratégicas à sua segurança nacional estão a levar a Rússia a rever os seus laços com bancos e empresas ocidentais. A Rússia pode ter que recorrer a uma política de expansão da industrialização, através de investimentos públicos e de substituição de importações. Os oligarcas russos, depois de perderem as suas posições além-mar, podem tornar-se menos centrais para a política económica russa.

O que é claro é que a tomada de poder em Kiev não resultará numa 'faca apontada ao coração da Rússia'. A derrota final e o derrube da Junta de Kiev podem levar a uma Ucrânia autónoma radicalizada, baseada nos crescentes movimentos democráticos e na crescente consciência de classe dos trabalhadores. Isso terá que surgir da sua luta contra os programas de austeridade do FMI e contra a espoliação de recursos e empresas da Ucrânia, feita pelo ocidente. Os operários industriais da Ucrânia que conseguirem libertar-se do jugo dos vassalos ocidentais em Kiev não têm intenção de se submeterem ao jugo dos oligarcas russos. A sua luta é por um estado democrático, capaz de desenvolver uma política económica independente, livre de alianças militares imperialistas.

Epílogo:
1º de Maio de 2014: Poder popular dual no leste, fascismo em ascensão no ocidente

O previsível falhanço entre os parceiros neofascistas e neoliberais na Junta de Kiev ficou evidenciado por motins de grande escala, entre gangues de rua rivais e a polícia no 1º de Maio. A estratégia dos EUA-UE pretendia usar os neofascistas como 'tropa de choque' e os combatentes de rua para derrubar o regime eleito de Yankovich e depois verem-se livres deles. Como exemplificado pela famosa conversa gravada entre a secretária de Estado adjunta, Victoria Nuland, e o embaixador americano em Kiev, os estrategas da UE-EUA promovem os seus amigalhaços neoliberais escolhidos a dedo para representar o capital estrangeiro, impor políticas de austeridade e assinar tratados para bases militares estrangeiras. Em contraste, as milícias e partidos neofascistas favorecem as políticas económicas nacionalistas, conservando as empresas estatais e provavelmente serão hostis a oligarcas, especialmente os de cidadania dupla "Israel-Ucrânia".

A incapacidade da Junta de Kiev para desenvolver uma estratégia económica, a tomada violenta do poder e a repressão de dissidentes pró-democracia no leste levou a uma situação de 'poder dual'. Em muitos casos, as tropas enviadas para reprimir os movimentos pró-democracia abandonaram as armas, abandonaram a Junta de Kiev e juntaram-se aos movimentos de emancipação no leste.

Para além dos seus padrinhos no exterior – a Casa Branca, Bruxelas e o FMI – a Junta de Kiev foi abandonada pelos seus próprios aliados de direita por ser demasiado subserviente à NATO e sofre a resistência do movimento pró-democracia no leste por ser autoritária e centralista. A Junta de Kiev está entre a espada e a parede: falta-lhe legitimidade entre a maior parte dos ucranianos e perdeu o controlo de tudo, com excepção duma pequena faixa de terreno ocupada pelos gabinetes governamentais em Kiev e mesmos esses estão cercados pela direita neofascista que aumenta à custa dos seus antigos apoiantes agora desiludidos.

Sejamos claros, a luta na Ucrânia não é entre os EUA e a Rússia, é entre a Junta imposta pela NATO, formada por oligarcas neoliberais e fascistas de um lado e os operários industriais e as suas milícias locais e conselhos democráticos por outro. Os primeiros defendem e obedecem ao FMI e a Washington; os últimos baseiam-se na capacidade produtiva da indústria local e reflectem a maioria.
07/Maio/2014
O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... . Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

22-03-2014

Link permanente 18:18:49, por José Alberte Email , 260 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: A maioria dos venezianos vota por se independer da Itália

http://www.aporrea.org/internacionales/n247594.html

22 de Março de 2014.- Case 90% dos residentes das cidades de Veneza e Verona querem a secessom da sua província do território italiano, revelou umha votaçom em linha de 5 dias. Agora os activistas planejam organizar outra consulta popular, desta vez oficial.

A maioria dos residentes das cidades italianas de Veneza e Verona votaram por separar-se da Itália com o fim de estabelecer a república soberana de Véneto (nome da província actual). A votaçom, que levou a cabo entre o 16 de Março e 21 Março num sitio web e por telefone, só tem um carácter consultivo.

Segundo os resultados anunciados polos activistas na praça central de Treviso, onde se reunírom nesta sexta-feira multidons de pessoas para aplaudir o resultado, de um total de 2,3 milhons de votantes, a favor da separaçom da Itália pronunciaram-se 2,1 milhões, o que representa 89,10% dos participantes. A sondagem foi organizado por um grupo activista que busca o retorno da independência à província de Véneto e está com a intuito de pôr em prática os seus planos num futuro próximo organizando um referendo oficial.

Cabe mencionar que durante a sua independência, a República de Veneza era umha grande potência que controlava as principais rotas comerciais e tinha várias colónias no Mediterrâneo e fora dele. Em 1797, Napoleom Bonaparte derrocou ao último Dux (mandatário) veneziano e uniu a república a Áustria. Veneza foi unida a território italiano em 1866 no marco de um referendo, o qual é considerado polos activistas do Comité para a independência da regiom de Véneto como um "erro", já que os resultados da consulta popular, na sua opiniom, foram manipulados.

05-03-2014

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CANTA O MERLO: Vitória do Povo Cipriota

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Chipre derrotou as privatizações imposta pela UE. Sexta-feira, 28 de Fevereiro, o Parlamento de Chipre – após enormes manifestações populares – recusou-se a autorizar as privatizações selvagens impostas pela Troika. O plano de privatizações de três grandes empresas públicas teve 25 votos contra dos comunistas (AKEL) e outros partidos democráticos, 25 votos a favor e 5 abstenções. O plano de privatizações era um elemento chave do acordo com o FMI e a UE. Em consequência, após a rejeição do plano, o governo reaccionário local pediu a demissão. "Não aceitaremos a dilapidação do património nacional" , declara o AKEL. O AKEL recusa com firmeza as privatizações, defende a saída de Chipre do Euro e o abandono da UE.

Notícias como esta não são divulgadas na TV portuguesa... tampouco na TVG, nos jornais,nas emissoras de rádio. Só comunicam o que o amo lhes permite.

18-02-2014

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