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19-05-2013

Link permanente 18:43:02, por José Alberte Email , 567 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Preso banqueiro espanhol

Jean-Guy-Allard - www.aporrea.org
18/05/13 - www.aporrea.org/internacionales/n229106.html

Blesa, financeiro de exito em grande parte pola sua aliança com a rede de chefes do Partido Popular espanhol, dirigiu a compra por parte de Caixa Madrid do City National Bank of Flórida, polo que se pagou um sobre-preço multimilionário que terminou acordando a atençom de autoridades judiciais.

Entre os conspiradores designados polo juiz encarregado do caso, numha primeira etapa da investigaçom, sobresaíu a figura de Guillermo Martínez Lluch, director da representaçom em Miami de Banacaja, entidade bancária valenciana associada à figura de José María Aznar.

É conhecido como Aznar construiu desde os anos 90 umha aliança com a Fundaçom Nacional Cubano Americana e o seu chefe, o oficial CIA Jorge Mais Canosa, cuja generosidade ajudou o político espanhol a fazer-se com uns saborosos fundos de campanha.

Sabe-se hoje que, no desenvolvimento dos seus laços com Miami " cidade pola qual ficou fascinado " involucrou a Esperança Aguirre, a ex presidenta da Comunidade de Madrid e "prima donna" do PP, que realizou várias viagens à Flórida que lhe permitiu comprometer com a fauna local.

A designaçom de Lluch como cúmplice da colossal estafa apoiou-se entom sobre os negócios sulfurosos do "conseguidor" Francisco Correa quem -segundo suspeita-se- manejava pessoalmente na entidade bancária de Miami as contas de vários politiqueros e, segundo testemunha alardeava da sua amizade com José María Aznar e o PP para abrir-se as portas melhor fechadas.

Gravaçons de conversaçons telefónicas confirmam os laços de Correa com o casal Alejandro Agag e Ana Aznar, filha do ex presidente do Governo. Na Flórida, viveu também o financeiro Juan Villalonga, amigo íntimo de José María Aznar. O seu nome aparece numha destas conversaçons

Caixa Madrid destinou mais de 1.000 milhons de euros ao desenvolvimento dos seus projectos sujos na Flórida, e à compra do City National Bank of Flórida, à conta de um enorme buraco que termina com Blesa no cárcere,

Os planos do banqueiro para casar o próximo 8 de Junho numha grande finca dos arredores de Madrid ficam suspendidos.

A ALIANÇA COM A REDE DE MAS CANOSA

Em Março de 2009, larepublica.es publicou um comentário sobre as relaçons de Esperança Aguirre com a fauna terrorista cubano-americana de Miami e sobre as ramificaçons da rede espanhola em Flórida no que se precisava que "o director da sucursal de Bancaja em Miami, umha entidade bancária espanhola vinculada a Aznar, é umha personagem que entre os seus muitos (dês) atributos tem o de umha estreita relaçom com a Fundaçom Nacional Cubano Americana desde a época da sua agora falecido titular e agente da CIA estadounidense, Jorge Mas Canosa".

O 29 de Janeiro último, faleceu em Bayamón, Puerto Rico, Antonio "Toñin" Llama, padrinho desta aliança de Aznar e o seu clam com a máfia miamense, concluída em Novembro de 1995. Llama organizou logo em Madrid a criaçom da chamada Fundaçom Hispano-Cubana, umha sucursal da sua organizaçom miamense, à qual se associou Esperança Aguirre nas suas manifestaçons de histeria anti-cubana.

Numha foto famosa, tomada durante um das suas viagens a Miami, Aznar exibe à beira das suas novas e milionárias amizades: Jorge Mais Canosa, entom capo da FNCA, e ao próprio Llama.

Mas faleceu de cancro em Novembro de 1997. Mas Aznar, agradecendo a sua generosa amizade, favoreceu a aquisiçom polos seus filhos, Jorge e Juan Carlos Mas Santos, da firma SINTEL, filial da estatal Telefónica.

A operaçom, propriamente escandalosa, converteu-se num mega-fraude que provocou a quebra da empresa privatizada e condenou ao desemprego aos seus 1,828 trabalhadores

Link permanente 17:59:12, por José Alberte Email , 342 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Harragas espanhóis interceptados em Orán. Quem, antes, acreditaria?

http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=7316

Quatro imigrantes espanhóis ilegais interceptados na costa da Argélia

Pergunta: o leitor algum dia ouviu a palavra harraga? Resposta: Não, nunca. A variante dialetal do árabe marroquino chama de harragas os africanos que queimam os próprios documentos de identidade, antes de emigrar para a Europa em balsas, para dificultar a repatriação. Mas não têm nome na Espanha pós-colonial, pois os jornais e televisões, lá, chamam-nos simplesmente de “imigrantes ilegais” ou “sem papéis”.

Até há poucos dias, a viagem desses sem papéis e sem nome era sempre para o norte. Pois eis que a crise econômica que assola a Europa acaba de nos oferecer uma notícia que é como uma revanche histórica: dia 17 de abril, o jornal argelino Liberté publicou notícia sobre quatro imigrantes ilegais espanhóis, interceptados pela polícia costeira da Argélia. Dessa vez, haviam partido do norte, rumo ao sul. O curioso é que já lá vai quase um mês do acontecido, sem que nenhum jornal ou rede de televisão na Espanha ou no resto da Europa tenha noticiado. Vergonha? Sabe-se lá. Façamos votos de que os quatro rapazes tenham melhor sorte na próxima tentativa, talvez rumo à Argentina, Venezuela ou Cuba.

Aqui, a notícia publicada no Liberté, de Alger

Harragas espanhóis interceptados em Orán
Quem, antes, acreditaria?
Reguieg-Issaad, K., Liberté, Alger, Argélia,

A informação é uma bomba e não passou inadvertida, pois são... harragas espanhóis recentemente detidos pela polícia argelina, na costa ocidental do país.

A crise econômica mundial, que afeta a Espanha e alguns países europeus sugeriu uma via a quatro jovens espanhóis, que decidiram procurar trabalho em terras africanas. O que poderia ser mais natural, uma vez que a Argélia negou-lhes os vistos, que tentassem cruzar o mar em sentido oposto?

Os harragas espanhóis foram interceptados num barco, quando desembarcavam na costa da Argélia. Viajaram atraídos pelas oportunidades de trabalho nas muitas empresas espanholas que operam em Orán. Segundo nossas fontes, os jovens espanhóis, demitidos dos respectivos empregos em empresas que fecharam na Espanha, solicitaram visto de entrada na Argélia, sem sucesso. Os jovens espanhóis, agora, serão repatriados.

17-04-2013

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CANTA O MERLO: O fascismo "made in USA" aterroriza aos venezuelanos

A direita venezuelana ataca canais de TV, centros médicos, sedes do partido socialista e casas particulares

Agências / teleSUR / aporrea

Simpatizantes de Capriles, demonstrando as suas convicçons "pacíficas e democráticas", incendiárom a noite da segunda-feira vários centros médicos, sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela, petro-casas, sedes de Mercal, habitaçons de militantes do Partido Socialista Unido de Venezuela, entre outros actos vandálicos.

Em Sam Cristóbal, queimárom a sede do PSUV, atacárom várias emissoras comunitárias e provocárom umha morte em Santa Ana. "atacárom CDIS, Mercales e atacárom hopedagens de militantes do Psuv em várias localidades do Estado Táchira", denunciou o governante Vielma Moura.

Grupos afectos ao ex-candidato presidencial anti-chavista Henrique Capriles rodeárom a noite da segunda-feira a sede do canal de televisom teleSUR e ameaçárom aos seus trabalhadores, informou a presidenta do canal, Patricia Villegas.

"Ameaçárom ao nosso pessoal, os trabalhadores do canal estám nos seus postos de trabalho (...) ameaçárom de maneira permanente", denunciou a presidenta de teleSUR Patricia Villegas.

"Nom se sabe se som as mesmas pessoas (que assediárom fai uns instantes ao canal do Estado Venezuelana de Televisom), mas sim respondem ao mesmo movimento político que chamou à desestabilizaçom", detalhou Villegas.

Do mesmo modo que teleSUR, a sede da estatal Venezuelana de Televisom (VTV), também foi assediada por seguidores do candidato opositor Henrique Capriles Randonski, o que foi rejeitado polo presidente da planta de televisom, William Castelo.

Assim mesmo, também fôrom accosadas as casas da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicaçom e Informaçom e membro do comando de campanha Hugo Chávez, Andrés Izarra.

Enquanto isso, o correspondente de teleSUR, William Parra, reportou desde o nordés de Caracas que ''há um grande sector de seguidores de Hugo Chavez que vinhérom a resguardar a casa do chefe de campanha, Jorge Rodríguez''. A residência de Jorge Rodríguez, chefe do Comando de Campanha Hugo Chávez, foi também rodeada nesta segunda-feira.

Os protestos repetirom-se em várias cidades do país sob a mesma consigna: rejeitar o resultado das presidenciais, tal como pedira o líder opositor, Henrique Capriles. O candidato realizou um chamado aos seus votantes para que se o acto de proclamaçom celebrava-se saíssem à rua como forma de protesto. "Temos a convicçom de que nós ganhamos", afirmou.

Nicolás Maduro acusou a Capriles dos incidentes e do incêndio de duas sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela. "Queimárom a casa do PSUV no estado Anzoátegui e em Táchira com gente dentro", dixo Maduro durante umha conferência de imprensa.

"Essa é a Venezuela que vocês querem", essa é a Venezuela que tu vais promover candidato perdedor" tu és responsável por esta queima, fago-te responsável por esta queima (...) e se há feridos ou morridos tu és responsável", afirmou, dirigindo-se a Capriles. Maduro chamou a seguir "ao povo ao combate em paz". "A mobilizar-se manhá em todo o país pola paz, mobilizaçons em todo o país, e na quarta-feira e na sexta-feira, todos a Caracas", indicou em alusom ao acto de juramento presidencial. "Que saiba o mundo que classe de direita há em Venezuela", agregou.

Em Barinas, denunciou o governante Adán Chávez um grupo de manifestantes queimou dous automóveis face à sede do Psuv em Barinas, quando se encontravam pessoas dentro. "Tentárom penetrar ao local, tentárom violentar a porta, tínhamos 10 mulheres que estavam a trabalhar aí sem nengum tipo de protecçom, estám tolos, seguimos chamando à calma e reflexom", salientou.

Informou que resultárom gravemente feridos quatro funcionários policiais produtos das pedras, bombas molotov e objectos contundentes. Também queimárom vários contentores de lixo de umha empresa regional para a colheita de refugalhos sólidos. "Responsabilizo directamente a Júlio César Reyes e César Azuaje, quem estám a dirigir esta barbárie, som ademais traidores à revoluçom, estivérom durante vários anos disfarçados dentro das nossas forças e agora som os mais violentos e mais fascistas que temos em Barinas", indicou.

Manifestantes anti-chavistas arremetérom nesta segunda-feira contra o Centro de Diagnóstico Integral (CDI) Pedra Azul, situado em Baruta, Miranda. Com caçarolas, pancartas a favor do candidato derrotado, Henrique Capriles Radonski, e consignas como "fora os cubanos", o grupo chegou ao CDI perto das 4:30 da tarde exigindo o desalojo dos galenos do centro de saúde e forçando a entrada do mesmo, de acordo a umha informaçom fornecida por Lila Muñoz, pertencente aos Cuidadores da Saúde do CDI.

Ao conhecer a notícia, vizinhos da Urbanizaçom Socialista A Limonera achegárom-se para brindar o seu apoio e apoiar aos médicos cubanos que trabalham ali desde o passado Dezembro, quando foi inaugurado o CDI. Muñoz informou que o grupo de manifestantes atirou umha bomba molotov ao Centro de Reabilitaçom, onde afortunadamente nom havia pacientes. Acrescentou que no CDI estám laborando 10 médicos cubanos, quem prestam o seu serviço à comunidade. Por sua parte, Marienela Aular, quem se encontra hospitalizada no centro de saúde, relatou que umha das pessoas identificada com a oposiçom ameaçou com umha pistola.

Fontes:

http://aporrea.org/oposicion/n226961.html

http://aporrea.org/oposicion/n226952.html

http://www.elmundo.es/america/2013/04/15/venezuela/1366062632.html

http://www.telesurtv.net/articulos/2013/04/15/grupos-violentos-rodeiam sede-de-telesur-a-ameaçam-a-os seus-trabalhadores-2533.html

Link permanente 01:15:25, por José Alberte Email , 301 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Hordas fascistas de Capriles assassinam a quatro chavistas

Hordas fascistas de Capriles assassinam a quatro chavistas e incendeiam sedes do PSUV, petro-casas e centros médicos

Por: Aporrea.org

15 de Abril.- Ao melhor estilo do incêndio do Reichstag em 1933 levado a cabo por hordas de Hitler, hordas fascistas de Capriles começaram a incendiar vários Centros de Diagnóstico Integral (CDI), sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela PSUV, Petro-casas, habitaçons de militantes do PSUV, entre outros actos vandálicos.

Em Táchira, resultou assassinado o activista chavista Henry Rangel Aroza, segundo revelou o governante Vielma Moura.

Em Miranda, hordas opositoras assassinaram ao chavista Luís Ponce.

Na Limonera, município Baruta, outro militante revolucionário faleceu como resultado de ataques perpetrados por hordas pro-Capriles.

Em Pau Verde, ao lês-te de Caracas, resultou incendiado outro CDI.

Nos sectores Oropeza e Trapichito de Guarenas, opositores atacaram um CDI e aos médicos cubanos de guarda.

A ordem de ataque a CDIs veio do jornalista opositor Nelson Bocaranda, quem ordenou aos seus 1.2 milhons de seguidores atacar um CDI baixo o suposto pretexto de que médicos cubanos ocultam caixas com votos.

Segundo denúncia vizinhos, a polícia de Baruta está a pôr-se flanelas vermelhas para matar gente e acusar aos chavistas.

Também estám a incendiar petro-casas em Flor Amarelo, Maracay, CDIs., sedes de Mercal, hordas fascistas lideradas por Richard Mardo, denunciou Mario Silva.

Na Trigaleña entraram mas de 150 pessoas ao CDI, denunciou o governante Ameliach, quem despregou um operativo anti-golpista.

Em Sam Cristóbal, queimárom a sede do PSUV, atacaram várias emissoras comunitárias e provocaram umha morte em Santa Ana, do militante do Psuv, Henry Rangel, atacaram CDIS, Mercales e atacárom hopedagens de militantes do Psuv em várias localidades do Estado Táchira, denunciou o governante Vielma Moura.

Em Anzoátegui queimárom a casa do Psuv em Barcelona, logo passaram motorizados e disparárom.

Asediam os CDIs., os Simomcitos.

Aristóbulo Isturiz, responsabiliza destes actos a Capriles Radonski.

24-03-2013

Link permanente 18:36:27, por José Alberte Email , 469 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: A igreja Bergoglio e a sua cumplicidade com o plano sistemático de roubos de bebés

Declaçons de umha neta recuperada polas Avós. A igreja e a sua cumplicidade com o plano sistemático de roubos de bebés

A poucos dias de se cumprire um novo aniversário do golpe genocida, Maria Vitória Moyano, neta recuperada, integrante do CeProDH (Centro de Profissionais polos Direitos Humanos) e quereladora nos julgamentos polo Plano Sistemático de Roubo de Bebés e Plano Condor, fizo questom de sacar à luz a denúncia que desde esse organismo vem realizando sobre os laços da Igreja católica e a ditadura, em particular sobre um facto muito concreto: o Plano Sistemático de Roubo de Bebés.

A respeito disso, María Vitória lembrou que "nom se pode assinalar ao papa Bergoglio somente polas suas omissons ou polo silêncio cúmplice da máxima hierarquia da Igreja com o genocídio, senom também porque quando foi consultado nos julgamentos sobre se conhecia ou nom a existência de crianças roubados às presas desaparecidas, e logo apropriados, mentiu ao dizer que se deu conta no ano 2000, para logo ratificar e afirmar que o fixo desde o Julgamento às Juntas. Ademais, no ano 1977 estava dar conta também do caso de Elena de la Cuadra, o que consta em documentaçom e polo testemunho dos familiares. Acha-o que está mais que claro que Bergoglio mentiu e segue mentindo".

Assim mesmo, Moyano concretizou que "a Igreja nom só abençoou os crimes da ditadura, senom que colaborou activamente. Devemos lembrar ao fatal Movimento Familiar Crista (MFC), umha entidade que operou activamente na apropriaçom dos filhos de desaparecidos durante a última ditadura militar. A sua actuaçom nom era autónoma, estava legitimada por ser umha organizaçom acreditada polo Episcopado, o que lhe permitiu entregar em adopçom aos bebés através de um convénio com a Secretaria do Menor. Leste "branqueio" dos seqüestros de crianças ocorreu dezenas de vezes, com o MFC actuando como agência e medianeiro".

Por sua vez, lembrou que "esta entidade facilitava os trâmites para os pais candidatos, em geral donos ou pessoal hierárquico de grandes empresas, mesmo multinacionais e famílias acomodadas que elegiam os bebés mascotes, como revelou umha investigaçom da jornalista alemá Gaby Weber na que saiu à luz que gerentes de empresas multinacionais alemás como a farmacêutica Bayer e a automotriz Mercedes Benz apropriaram-se de bebés com o Movimento Familiar Crista como intermediário". Ademais, Maria Vitória explicou que na actualidade o MFC está a ser investigado polo Julgado Federal N.º 3 de Jorge Ballesteros, já que se suspeita que tivo participaçom no roubo em mais de 70 casos de bebés dos 119 que se investigam.

Finalmente, Maria Vitória denunciou: "Também aqui Bergoglio está estreitamente entrelaçado: os actuais presidentes do MFC foram designados polo saliente papa Benedito XVI como membros do Conselho Pontifício para a Família. O Conselho Pontifício para a Família tem no seu comité de presidência ao ex cardeal e agora máximo chefe da Igreja católica, Jorge Mário Bergoglio".

02-03-2013

Link permanente 21:02:32, por José Alberte Email , 2667 palavras   Português (GZ)
Categorias: Novas, Ensaio

CANTA O MERLO: O crescimento e a inflação contra a dívida

por Jacques Sapir [*]

http://resistir.info/europa/sapir_10fev13_p.html

Não é preciso ser marxista para constatar que a pertença à zona Euro constitui uma grilheta que tolhe o desenvolvimento da maioria dos países europeus. Isso pode ser visto por qualquer economista sem viseiras, como é o caso do keynesiano Jacques Sapir. Neste artigo ele demonstra, e bem, que até mesmo a França seria beneficiada se abandonasse o euro e retornasse à sua antiga moeda nacional, o franco.

Se isto é verdadeiro até para a França, o que dizer em relação a Portugal? Galiza? Neste país submetido aos tratos brutais da troika FMI/BCE/UE, a recuperação da soberania monetária constituiria uma verdadeira libertação nacional. Esta é a condição necessária e indispensável (mas não suficiente) para o desendividamento e para qualquer desenvolvimento digno desse nome.
Quanto mais tarde isso for percebido e quanto mais tarde forem dados passos nesse sentido, mais escravizado e depauperado estará o país. Pretender um novo governo mas sem dar este passo fundamental – mesmo que o dito governo se diga "de esquerda" – é enganar os outros e enganarmos a nós próprios.
resistir.info

A questão da dívida pública é objecto de confusões importantes. Na realidade, ela gira inteiramente em torno da questão do crescimento nominal (crescimento real + taxa de inflação) e não da questão da pressão fiscal. A questão da pressão fiscal é importante para determinar o nível do défice orçamental que poderá ser aceitável.

Dívida e crescimento nominal

A fórmula utilizada para medir o peso da dívida ou Dívida/PIB contém já uma confusão. Compara um stock (a dívida) com um fluxo, a riqueza criada num período de referência (neste caso um ano) e medida pelo PIB (soma dos valores acrescentados). Uma medida mais coerente seria comparar a dívida com o stock das imobilizações e do capital (infra-estruturas) que o Estado possui. Este stock é largamente superior ao valor anual do PIB. Se conservarmos a fórmula Dívida/PIB , que é uma fórmula de análise estática, a fórmula dinâmica (derivada) escreve-se Défice Orçamental/Crescimento Nominal do PIB.

Sendo o défice orçamental (numerador) medido aos preços correntes, é preciso evidentemente que o denominador também o seja. Recorde-se que o crescimento nominal é o produto do crescimento do PIB em termos reais pela taxa de inflação. O nível do crescimento nominal depende pois daquilo a que chamamos "crescimento" (na realidade, o crescimento do PIB em termos reais) e do nível da taxa de inflação. O nível da taxa de inflação aceitável depende da competitividade da França em relação aos seus principais concorrentes. Marcaremos com (f) os números relativos à França e com (c) os que são relativos aos países concorrentes. Neste caso, e tudo o mais permanecendo igual, a competitividade é medida pelo diferencial da inflação (lf/lc) que mostra o crescimento comparado da produtividade do trabalho entre a França e os países concorrentes (Prodf/Prodc).

Temos portanto um limite fixado pelos ganhos de produtividade . Se a França tivesse ganhos muito grandes em relação aos dos países concorrentes, podia permitir-se ter uma inflação igualmente superior na mesma proporção. Quando isso não acontece, a taxa de inflação potencial é limitada pela competitividade. Mas, temos vindo a raciocinar até aqui com taxas de câmbio fixas. Quando um país (como o Japão) provoca uma depreciação da sua moeda em relação ao Euro, isso equivale a um ganho em produtividade aparente, e naturalmente o nível de inflação que o Japão pode suportar aumenta.

Se passarmos a raciocinar considerando que a França recupera a sua soberania monetária, uma desvalorização do franco em relação às moedas dos países que são nossos concorrentes permitiria ter uma taxa de inflação superior à desses países.

O nível de inflação natural da França

Publicámos um " working paper " sobre este assunto em Junho de 2012. [1] Nele demonstra-se que em TODAS as inflações há uma componente monetária e uma componente real, a que chamamos taxa de inflação "natural". Os determinantes dessa inflação "real" devem ser procurados nas estruturas económicas. Esses determinantes decompõem-se em factores "estruturais-técnicos", em factores "institucionais" e em factores "sociais" (ver a tabela 1). Um dos principais resultados demonstrados foi que toda a política que visa aproximar a inflação do zero, teria um efeito tanto mais deletério sobre o crescimento económico quanto mais alta fosse a inflação "natural" dessa economia.

Tabela 1- Elementos da taxa de inflação dita "natural"
Determinantes

Categoria

Elementos de activação
(1) Mudanças internas no seio do aparelho produtivo tornando necessárias variações dos preços e dos rendimentos relativos. Estrutural - Técnica - Progresso técnico e tecnológico, ritmo da inovação
- Introdução de novos métodos de gestão e de organização
- Mudanças institucionais
(2) Desequilíbrio forte entre a estrutura técnica necessária do capital produtivo e a estrutura presente que pode necessitar uma recuperação de investimento. Estrutural - Técnica - Ruptura importante nos equilíbrios entre diversas tecnologias
- Inovação radical
- Atraso acumulado do investimento em períodos anteriores
(3) Forte rigidez das estruturas de consumos intermédias ligada à forte especificidade dos activos Estrutural - Técnica - Aumento acentuado dos custos de consumos intermédios (preço da energia e das matérias-primas).
(4) Forte dependência das fontes internas de financiamento devido tanto ao mau estado das instituições financeiras como a assimetrias de acesso a estas instituições. Institucional - Alta acentuada das necessidades de investimentos para enfrentar uma grande mutação ou uma forte expansão da procura.
- Deterioração no acesso às fontes externas de financiamento devido tanto a uma crise das instituições financeiras como a assimetrias fortes induzidas pelo racionamento do crédito.
(5) Comportamentos de curto-prazo privilegiando a maximização do rendimento imediato e a detenção da liquidez. Institucional - Agravamento brutal da incerteza institucional e contextual.
- Erros e perversõos da política monetária
(6) Conflito de repartição Trabalhadores/Gestores ou Gestores/Proprietários Social - Existência de desequilíbrios na repartição do rendimento nacional
- Crise de legitimidade das formas de repartição devido às condições de formação de certos rendimentos
(7) Desequilíbrio entre consumo e poupança na procura nacional ou no próprio interior da estrutura de consumo Social - Bloqueios no acesso dos agentes nacionais aos bens de consumo e apoios da poupança.
- Incerteza grave sobre o futuro, criando um pico contextual na necessidade de financiamento.

No caso da França, os factores ditos "estruturais-técnicos" desempenham um papel evidente, assim como alguns dos factores sociais. É pois lógico que a taxa de inflação em França seja mais elevada do que em determinados países vizinhos. Os economistas do BCE afirmam há muito que a melhor taxa de inflação é a mais baixa possível. Sustentam este objectivo com a afirmação de que os agentes económicos não são minimamente sensíveis à ilusão nominal. Por outras palavras, que os agentes estão plenamente conscientes das modificações presentes e futuras dos preços de todos os produtos e de todos os activos, e que determinam a sua atitude em relação à sua riqueza real. Recordemos que era a mesma hipótese que um dos pais teóricos do Euro, Mundell, tinha mobilizado. Em meados dos anos 90, George Akerlof e os investigadores da Brookings Institution nos Estados Unidos demonstraram a persistência dessa ilusão nominal tão referida nos escritos monetaristas. [2] Isso levou-os a reconhecer que era necessária uma certa inflação para o desenvolvimento económico. Deduziram que a importância da rigidez resultante do sector real e das instituições económicas tinha consequências importantes sobre a taxa de inflação. Esta rigidez traduz a individualidade da trajectória social e histórica de cada país. [3] Ora, constata-se que, mesmo com uma política monetária uniforme (levada à prática pelo BCE), as diferenças de taxas de inflação entre os países da zona Euro não são negligenciáveis.

Tabela 2- Variação das taxas de inflação médias nos países da zona Euro

Média 2001-2007

Média 2007-2011
Áustria 1,7 1,4
Bélgica 2,2 1,7
Dinamarca 2,2 2,0
Finlândia 1,2 1,8
França 2,1 1,4
Alemanha 1,1 1,2
Grécia 3,2 2,7
Irlanda 3,2 -1,1
Itália 2,6 1,9
Luxemburgo 3,6 1,8
Países Baixos 2,6 1,4
Portugal 3,0 1,5
Espanha 4,1 1,4
Zona Euro 2,2 1,4
Total OCDE 2,6 1,8
Fonte : OCDE via J. Sapir, Faut-il sortir de l'Euro , Le Seuil, Paris, 2012.

Um estudo realizado sobre as dinâmicas da inflação nos países da zona Euro reveste-se aqui duma importância especial. [4] O trabalho de Christian Conrad e Menelaos Karanasos, com data de 2004, demonstra dois resultados essenciais. Primeiro, não há uma dinâmica única da inflação no seio da zona Euro e esta não influencia sempre negativamente o crescimento económico. Estamos na presença de dinâmicas diferenciadas e, em certos casos, a inflação aparece mesmo como necessária ao crescimento. Segundo, o trabalho deles mostra que a heterogeneidade dos sistemas produtivos e das estruturas sociais se reflecte nas dinâmicas monetárias. A moeda é um espelho, ou mesmo uma lente de aumentar, das dinâmicas do mundo real. Podemos pois pensar que uma taxa de inflação correspondente àquela a que chamamos inflação "natural", ou seja, uma taxa não penalizadora do crescimento e correspondente à maximização do crescimento potencial (com um "intervalo de crescimento" ou output gap nulo), seria para a França na ordem dos 3%, e isso sem um choque inflacionista exógeno.

Os factores de crescimento

É necessário determinar agora quais são os factores que influenciam mais o crescimento. O investimento, em capital fixo, em infra-estruturas, mas também na educação, determina globalmente o crescimento potencial máximo. O crescimento também é sensível, sabe-se, a uma sobrevalorização ou a uma desvalorização da moeda em relação às divisas dos países concorrentes (efeito de competitividade). Finalmente, está ligado a curto prazo à evolução da procura tanto no interior do país como no exterior. Mas estes diferentes factores são interdependentes. Uma subvalorização da moeda e o crescimento da procura interna aumentam o nível dos investimentos, o que se traduz depois de um certo prazo num aumento do potencial de crescimento a longo prazo. Inversamente, se a procura se contrai e se a taxa de câmbio é sobrevalorizada durante um período relativamente longo, isso arrasta uma baixa do investimento e portanto uma baixa do crescimento potencial. É de resto o que observamos actualmente em Espanha, em Itália e em França. Os factores sobre os quais podemos agir imediatamente são o valor da moeda e a procura. Diversos estudos feitos, em particular no INSEE, mostram que uma variação de 10% na taxa de câmbio (neste caso a taxa de câmbio do Euro) arrasta uma flutuação em sentido inverso do crescimento real de 0,6% no primeiro ano e de 1,2% no segundo ano. Há a tendência para considerar actualmente que estes números até estão subavaliados porque a procura interna está relativamente deprimida, o que aumenta a importância potencial da procura externa (as exportações).

Se supusermos, no quadro de uma saída do Euro, uma desvalorização do franco de 20% em termos reais, isso implica um crescimento suplementar de 1,2% no primeiro ano e de 2,4% no segundo ano. Mas a desvalorização implica também um choque inflacionista, que pode ser estimado, neste nível de desvalorização, em 5% no primeiro ano e em 3% no segundo ano. O ganho de competitividade assim conseguido pode ser mantido se o Banco da França adoptar uma política direccionada para uma taxa de câmbio de referência. Mas, para tal, serão certamente necessários controlos de capitais .

Movimentos da dívida em simulação

Vamos agora comparar as trajectórias da dívida seguindo, por um lado, as hipóteses do governo e, por outro lado, considerando a hipótese da saída do Euro. Na hipótese H1, supomos a saída do Euro, acompanhada por uma desvalorização de 28%. O impacto desta desvalorização sobre a dívida será limitado aos 14% desta última que estão sob contratos de direito estrangeiro. O défice [orçamental] é de 3,7% do PIB no primeiro ano, de 3,5% nos dois anos seguintes e de 3% no resto do período. O crescimento real é estimado em +1,2% no primeiro ano, +2,4% no segundo ano e mantém-se em 2% nos anos seguintes. Isto provavelmente é pessimista, porque subavalia o impacto do choque de competitividade na economia francesa. Adoptemos então uma hipótese H1' que tem em conta um efeito positivo mais importante da desvalorização sobre o crescimento e uma taxa de crescimento residual de 2,3% no final do período. Quanto à taxa de inflação supõe-se que ela se mantém constante em 3% por ano (taxa natural) à qual se junta um choque de 5% no primeiro ano e de 3% no segundo ano para ter em conta os efeitos da desvalorização. Supõe-se que o Banco de França deixa deslizar cerca de 2% por ano o valor do franco durante dois anos para manter o efeito positivo da desvalorização.

Na hipótese H0, o défice atinge 3,7% no primeiro ano, 3,5% nos dois anos seguintes e seguidamente estabiliza em 3% do PIB. O crescimento é nulo no primeiro ano (o que actualmente parece ser optimista), depois é igual a 0,5% nos três anos seguintes e a 1% no resto do período. A taxa de inflação é de 1,4% ao ano o que corresponde à média do período 2007-2011. Segundo esta hipótese, o endividamento da França continua a aumentar.

Constata-se no gráfico 1 a divergência das trajectórias. Aquela que corresponde às hipóteses do governo mostra-se incapaz de travar o movimento da dívida. Quando muito, atrasa-o. As hipóteses H1 e H1' permitem verificar ao longo de 10 anos o decrescimento do peso da dívida relativamente ao PIB e isso sem ter em conta hipóteses especiais sobre a dimensão do défice.

A evolução do défice orçamental

Constatamos que seria possível atingir um decrescimento da dívida expressa em percentagem do PIB sem mobilizar novas hipóteses quanto ao défice orçamental e sem aplicar à França um choque fiscal demasiado forte. Mas se observarmos as receitas, as despesas e os benefícios fiscais e parafiscais, constata-se que:

(i) Há cerca de 75 mil milhões (3,75% do PIB) em "nichos fiscais" diversos. Uma série deles estão ligados à necessidade de a França compensar o seu diferencial de competitividade com os outros países. No caso de uma forte desvalorização, uma parte destes nichos fiscais torna-se supérflua. O ganho estimado é de 25 mil milhões de Euros (orçamento de 2012), ou seja, de 1,25% do PIB.

(ii) O crescimento implica automaticamente uma subida das receitas fiscais (em especial via IVA). A diferença entre o crescimento na hipótese H0 e a hipótese H1 é em média de 1,5 pontos do PIB para os primeiros 4 anos e de 1 ponto para os anos seguintes. Isso implica um ganho de 0,67 pontos do PIB em receitas suplementares nos primeiros 4 anos e de 0,45 pontos do PIB nos anos seguintes.

(iii) Com o regresso a um crescimento superior a 1,5%, como se simulou nas trajectórias H1 e H1', observa-se uma descida do desemprego e portanto uma baixa dos encargos ligados aos subsídios de desemprego. A recuperação desses encargos pelas empresas e assalariados poderá ser equivalente a 0,2% de crescimento suplementar a partir do terceiro ano.

Chegamos pois, no quadro da hipótese H1 a um crescimento suplementar e a receitas de 1,92 pontos do PIB para os primeiros quatro anos [isto é, 1,25 da alínea i, mais 0,67 de ii] e de 1,7 pontos para os anos seguintes. Se aplicarmos estas vantagens na trajectória H1, chamando H2 à nova trajectória, constata-se uma baixa muito mais acentuada do peso da dívida pública.

Conclusão

Não há qualquer necessidade de considerar hipóteses extremas do ponto de vista das receitas e das despesas fiscais para obter uma baixa do peso da dívida pública. A variável principal é o crescimento nominal. Deste ponto de vista, uma saída do Euro acompanhada por uma forte desvalorização dá já resultados importantes. Se juntarmos a esta hipótese o efeito fiscal do crescimento reencontrado, supondo ajustamentos marginais (1/3 dos "nichos fiscais), os efeitos, bem entendido, multiplicam-se. Podemos assim fazer baixar a dívida pública para menos de 65% do PIB sem exigir sacrifícios suplementares aos contribuintes e diminuindo o desemprego.
1. Jacques Sapir, Inflation monétaire ou inflation structurelle? Un modèle hétérodoxe bi-sectoriel, FMSH-WP-2012-14, juin 2012. URL: http://russeurope.hypotheses.org/61
2. G. A. Akerlof, W. T. Dickens et G. L. Perry, "The Macroeconomics of Low Inflation" in Brookings Papers on Economic Activity, n°1/1996, pp. 1-59.
3. B.C. Greenwald e J. E. Stiglitz, "Toward a Theory of Rigidities" in American Economic Review, vol. 79, n°2, 1989, Papers and Proceedings, pp. 364-369. J.E. Stiglitz, "Toward a general Theory of Wage and Price Rigidities and Economic Fluctuations" in American Economic Review, vol. 79, n°2, 1989, Papers and Proceedings, pp. 75-80.
4. C. Conrad e M. Karanasos, "Dual Long Memory in Inflation Dynamics Across Countries of the Euro Area and the Link between InflationUncertainty and Macroeconomic Performance", Studies in Nonlinear Dynamics & Econometrics, vol. 9, n°4, nov. 2005 (publicado por The Berkeley Electronic Press e consultável em http://www.bepress.com/snde )
10/Fevereiro/2013
Do mesmo autor em resistir.info:
Flexibilidade e desvalorização interna: Ideias perigosas na moda , 24/Jan/13

[*] Doctorat d'État em economia, autor de Faut-il sortir de l’euro? e de La Démondialisation . Actualmente dirige o Centre d'Études des Modes d'Industrialisation (CEMI-EHESS).

O original encontra-se em http://russeurope.hypotheses.org/855 . Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

27-02-2013

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CANTA O MERLO: Ferrín

Escassamente tinha dezoito anos quando encetei a minha andadura nos eidos da resistência cultural contra o nacional-catolicismo (franquismo) em parelho na política clandestina contra o mesmo; nessas regas conhecim a Ferrin. Ainda que nom estivemos militando na mesma organizaçom sempre mantivemos a nossa amizade e contactos abertos pola emancipaçom das classes populares galegas e a cultura galega. Assim quando estivo na cadeia no Penal de Santoña... e em outros que-fazeres da clandestinidade. Hoje, eu estou na corrente reintegracionista; Ferrin nom, mas o seu manantio segue a regar a Nossa Terra e a sua cultura, porque como vem dim os crioulos do Caribe, ninguém tem a deus agarrado polas bolas, e o importante nom é a tua nacente senom que as tuas augas construam o grande Orinoco. E a conduta cívica, política, e cultural de Ferrin ao longo da sua existência ajudárom e ajudam a construir a emancipaçom de Nós como povo e cultura, e a sua demissom como Presidente da Academia Galega é umha peja na nossa liberaçom como Naçom.

07-01-2013

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CANTA O MERLO: Para dominar-te melhor - Controlam-te: O teu pior inimigo é a tua cabeça

http://www.iarnoticias.com/2012/secciones/contrainformacion/0030_para_dominarte_mejor_18dic2012.html

Todos os dias, durante as 24 horas, há um exército invisível que aponta ao teu cérebro: nom utiliza tanques, avions nem mísseis, senom informaçom direccionada e manipulada por meio de imagens e intitulares. Nom o sabes, nem sequer o suspeitas, mas estás metido dentro de umha guerra. Invisível, cruenta, devastadora, silenciosa, que todos os dias converte-te em vítima e em victimário de um sistema que já nom necessita matar fisicamente para dominar.

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com

Vigiam-te, a tua conduta está a ser chequada, monitorizada, e controlada por peritos. Bombardeiam-te, a diário, nom para matar-te senom para colonizar os teus pensamentos e as tuas emoçons. Nom o sabes, mas és o novo soldado, e por sua vez o branco táctico das operaçons psicológicas pensadas para vender produtos, és o indivíduo-massa da ideologia consumista nivelada planetariamente como estratégia de mercado polas transnacionais capitalistas. Vigiam-te, manejam as tuas emoçons por controlo remoto, vendem-te desde adrenalina e pensamento positivo até produtos e entretenimento pola tela de TV. Fam-te sentir livre roubando a tua liberdade. És um branco telemóvel, querem exterminar o teu cérebro, querem castrar a tua capacidade reflexiva, querem matar o teu pensamento crítico, querem blindar a tua liberdade de eleger, converter-te num consumidor mudante.

Nom o sabes, mas estás em guerra, e as batalhas já nom se desenvolvem em espaços afastados, senom na tua própria cabeça. O objectivo já nom é matar-te, senom controlar-te para converter-te num zombie da sociedade de consumo. As balas já nom apontam ao teu corpo, senom às tuas contradiçons e vulnerabilidades psicológicas. Os intitulares, as imagens direccionadas, a informaçom manipulada, som os mísseis de última geraçom que as grandes correntes mediáticas e a publicidade disparam com demolidora precisom sobre o teu cérebro convertido em teatro de operaçons da sociedade de consumo. Buscamos protecçom, buscamos informaçom, eles controlam, manejam satélites, tecnologia informática, manejam a imagem, manejam o poder, imponhem a sua visom coma se fosse a do conjunto, vendem a sua realidade coma se fosse o teu, o mundo é este, as tuas percepçons som falsas, consome, a tecnologia ama-te.

És rastejado e espiado a diário, buscam as tuas pegadas para conhecer-te, exploram as tuas emoçons, os teus medos, buscam pontos débis, querem implantar-te o seu mundo coma se fosse o teu, converter-te num cobaia domesticada da sua sociedade de consumo. Despiam-te, rastéjam-che, som os vigilantes do cíberespacio, podem-te fazer umha foto por satélite a dous mil quilómetros com se estivessem a um metro teu. O planeta é umha grande prisom controlada polas suas computadoras, a tua vida nom tem secretos, devem saber como pensas, para converter-te num cidadao politicamente correcto, num pacifista tolerante que só relata e consome a verdade oficial.

Nom o sabes, mas quando consumes sociedade de consumo por coaçom psicológica convertes-te num indivíduo-massa, convertes-te num "soldado cooperante" dos planos de domínio e controlo social estabelecidos polo capitalismo transnacional que se inventou umha "civilizaçom" só para vender produtos. Nom o sabes, mas és o branco de operaçons psicológicas extremas que buscam converter-te num alienado programado (AP), cujo cérebro nom está desenhado para pensar senom para consumir. Compra, compra, eles necessitam vender para seguir dominando, compra, compra, se o teu nom compras, se o teu nom consumes eles nom existem. No capitalismo todo compra se e vende-se, mesmo o teu cérebro, que tem um valor de mercado nas estatísticas do controlo mental.
Estás no meio de umha guerra e és o branco principal, mas nom o sabes. As operaçons já nom se traçam a partir da colonizaçom militar para controlar um território, senom a partir da colonizaçom mental para controlar as tuas emoçons e direccionar a tua conduta.

Os objectivos já nom som militares: Na guerra em que estás metido, já nom se se peleja por territórios senom por mercados. O teu cérebro é a matéria prima. E quem se apodera dos cérebros, apodera-se dos comprados. O planeta já nom se divide por fronteiras territoriais, senom por fronteiras comerciais. Compra, compra, controlam-te para que consumas, enquanto o sistema engorda, nutre-se do que o ti consumes. Se o ti nom compras, se o ti nom votas periodicamente, se ti nom legitimas a sua sociedade de consumo, derruba-se o seu império, derrubam-se os seus bancos, estouram as suas corporaçons, ficam sem gasolina os seus tanques, avions e submarinos, paralisam-se as suas metrópoles, colapsam as suas sociedades de consumo, derruba-se a sua decadente civilizaçom da compra e venda. Consome, consome, o teu cérebro nom está programado para pensar senom para consumir.

Os donos do manicómio capitalista vigiam-te, doutrinam-che sem que te dês conta, imponhem os seus objectivos coma se fossem os teus, a sua sobrevivência depende de que estejas adoutrinado, com o teu cérebro lavagem, que compres segurança e adrenalina coma se fossem o teu alimento diário. Controlam-te, compra, compra, eles vendem e o teu compras, desde produtos até a sua visom macrocósmica do mundo que luzes coma se fosse tua. És um branco telemóvel da sociedade de consumo, da sobredose de informaçom e entretenimento orientados a reduzir cérebros e a engordar a rendabilidade das grandes corporaçons que a diário te convertem num nicho de oferta e demanda, num segmento mais do comprado.

A equaçom é simples, o teu compras e eles vendem. Para isso devem sobre-imprimir o seu programa na tua mente, devem re-desenhar a tua psicologia, as tuas crenças, as tuas emoçons, devem converter-te num zombie saturado de tecnologia digital. Nom deves pensar, só consumir, consumir, programas, música fashion, presidentes, sabons, ídolos mediáticos que te doutrinem, que te reafirmem na manda, és um zombie, a tua liberdade nom existe, estás sob controlo. Compra, compra, essa é a ideia força que a "sociedade da informaçom" imprimiu na tua psicologia ao nascer. Eles nom te necessitam para que penses senom para que consumas, produtos, teorias de domínio brando, democracia, presidentes, necessitam o teu cérebro, para consumir a tempo completo, até que substituam-te definitivamente por um microchip.

Nom o sabes, nem sequer o suspeitas, mas estás metido dentro de umha guerra. Invisível, cruenta, devastadora, silenciosa, que todos os dias converte-te em vítima e em victimário de um sistema que já nom necessita matar fisicamente para dominar. A máxima conspiraçom histórica fixo-se realidade: O dominador desapareceu de cena, podes fazer o que queiras, a tua prisom é a tua própria liberdade.

Nom o sabes, mas estás metido dentro da Guerra de Quarta Geraçom. Bem-vindo ao mundo Orwell.

(*) Manuel Freytas é jornalista, investigador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica. É um dos autores mais difundidos e referenciados na Web.
Ver os seus trabalhos em Google e em IAR Notícias

05-12-2012

Link permanente 19:31:57, por José Alberte Email , 214 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ossiam

CANTA O MERLO: Os Governos do PSOE e a miseralizaçom das classes trabalhadoras

Por Ossiám

Mais de 4.000.000 pessoas desempregadas, com o PSOE.

380.000 Famílias desafiuzadas, com o PSOE.

Subida da idade de jubilaçom aos 67 ANOS, e 37,5 de cotizaçom para os trabalhadores, para os POLÍTICOS com só 8 ANOS de estar sentados chegam para PAGAS VITALICIAS. (BINGO), com o PSOE

Congelaçom das pensons dos trabalhadores, com o PSOE.

Rebaixa do 5% dos salários dos empregados públicos, com o PSOE.

Menos 8.1% em educaçom, com o PSOE.

Rebaixa de 31,3% no meio ambiente, com o PSOE.

Recorte de 7% em I +D+I, com o PSOE.

Subida do IVA a 18%, com o PSOE.

Baratear o Despedimento, com o PSOE.

O PSOE regala-lhe 40 mil milhons (40.000.000.000) euros à BANCA.

Benefícios da BANCA: 32.000.000.000 de euros 2008/09, com o PSOE

Rebaixas fiscais para os patrons em 1.000.000.000 de euros no 2011, com o PSOE

Ajuda para os despedimentos: 8 dias de indemnizaçom por cada despedimento, com o PSOE.

Mudança da Constituiçom para favorecer aos especuladores financeiros, com o PSOE.

Limpa cu da NATO. Pôr escudos anti-missís em Rota e Moron, com o PSOE

Felipe González contratam-no numha empresa que ele mesmo privatizou (saqueou) e ganha 200.000,.- euros ao ano na mesma. Nom é estranho?

Indulto a banqueiro do BANCO SANTADER quando o PSOE era Governo provisional. Nom é estranho?

Roubam UM MILHOM DOUS CENTOS MIL (1.200.000.000) euros do ERE em Andaluzia com os governos do PSOE

31-10-2012

Link permanente 23:37:12, por José Alberte Email , 592 palavras   Português (GZ)
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: González e Aznar- Como se converter de advogado trabalhista ou de funcionário da Fazenda em oligarcas.

http://www.larepublica.es/
www.publico.es

Aznar e González: mais de 500.000 euros ao ano em salários e duas pensons de 80.000 euros brutos ao ano para sempre.

Nom lhes vai nada mal aos dous ex presidentes do Governo do Reino boubónico de Espanha. Um revejo aos emolumentos públicos de Felipe González e José María Aznar mostra como entre os dous conseguem ingressos superiores aos 500.000 euros ao ano, ainda que o político fascista ingressa ao menos 50% mais que o post-moderno.

José María Aznar foi fichado pola mineira Barrick Gold Corporation, a maior companhia do mundo na extracçom de ouro, com muita presença na América do Norte Latina onde controla umhas 25 minas. O amigo de Bush também está fichado por Endesa como assessor externo centrado concretamente em temas latino-americanos a razom de 200.000 euros anuais. O pruri-emprego nom remata nisto, porque ademais assessora em News Corporation, empresa do magnata Rupert Murdoch, A notável subida de salário que o polémico magnata dos médios Rupert Murdoch concedeu ao ex presidente do PP pola sua condiçom de conselheiro do império News Corporation, proprietário entre outros dos jornais The Wall Street Journal, The Times ou as cadeias CNBC e Fox News, situa as suas retribuiçons totais polos cargos que desempenha por enzima dos 300.00 euros brutos anuais.

À margem, o ex presidente conta com outras actividades profissionais, como conferências, assessorias, livros ou artigos que desenvolve habitualmente através de umha sociedade familiar, denominada Famaztella, acrónimo de Família Aznar-Botella, através da qual factura também os serviços para News Corporation. Essas actividades reportam-lhe ingressos adicionais nom conhecidos polo miúdo. Por exemplo, em 2010 Famaztella declarou um benefício de 225.000 euros e o ano anterior tinha ganhado quase o duplo.

Só pola sua condiçom de vogal do conselho do império mediático de ideologia conservadora, e trás a subida de salário de 7,6%, Aznar cobra uns 198.000 euros. Deles, 86.000 euros som em efectivo e 112.000 em acçons. À margem desta tarefa, o ex presidente é desde 2010 assessor externo da eléctrica Endesa, controlada pola italiana Enel. Ao nom exercer como conselheiro, a sua retribuiçom nom aparece nos dados oficiais que facilita Endesa ao organismo regulador do comprado. Publicaram-se cifras que situam esta compensaçom na contorna dos 200.000 euros. Como referência, a retribuiçom dos conselheiros nom executivos desta empresa foi em 2011 superior a 320.000 euros, exercício no que o actual ministro de Economia do Reino boubónico, Luís De Guindos, desempenhava essa funçom.

Estas retribuiçons privadas som compatíveis, ao menos por enquanto e do mesmo modo que em muitos países ocidentais, com umha pensom pública vitalícia como ex presidente do Governo. No reino boubónico de Espanha ascende a 80.000 euros brutos ao ano.

Pola sua banda, Felipe González, que ocupa um posto no conselho de outra das grandes eléctricas do país, Gás Natural Fenosa, recebe por esta funçom 126.000 euros brutos anuais sem dietas, já que os membros deste organismo nom as recebem, aos que se suma a pensom vitalícia como antigo chefe do Governo à que também tem direito. Ao todo, algo mais de 200.00 euros aos que teríamos que acrescentar ingressos pontuais polas actividades profissionais que desenvolve, também circunscritas ao mundo das conferências, os livros e as assessorias. É membro assessor de um dos grupos de pressom económica e política do mundo o do oligarca mexicano Carlos Slim.

As perguntas que nos devemos fazer som: Que entregárom estes dous sujeitos quando eram chefes de governo ao capitalismo internacional para converter-se em parte da sua oligarquia? A quanto ascende o saqueio (as privatizaçons) e as suas mais-valias dos bens públicos (Telefónica, Campsa, Endesa, Argentaria, Banesto, Galerias Prezados, etc...) que agora estám em maos da oligarquia à qual estes dous "chantas" hoje pertencem?

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