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25-02-2015

Link permanente 05:52:13, por José Alberte Email , 1442 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Obama falha o seu golpe de Estado na Venezuela

ww.voltairenet.org/article186839.html

Os Estados Unidos, a Alemanha, o Canadá, Israel e o Reino Unido lançam a «Operação Jericó»
Obama falha o seu golpe de Estado na Venezuela

Thierry Meyssan

Mais uma vez, a administração Obama tentou mudar pela força um regime político que lhe resiste. A 12 de fevereiro, um avião da Academi (ex-Blackwater), disfarçado como aeronave do exército venezuelano, devia bombardear o palácio presidencial e matar o presidente Nicolas Maduro. Os conspiradores tinham previsto colocar no poder a antiga deputada Maria Corina Machado e fazê-la aclamar, de imediato, por antigos presidentes latino-americanos.

O presidente Obama tinha prevenido. Na sua nova doutrina de Defesa (National Security Strategy), ele escreveu : «Nós ficaremos do lado dos cidadãos cujo exercício pleno dos direitos democráticos está em perigo, tal como é o caso dos Venezuelanos». Ora, sendo a Venezuela, desde a adopção da constituição de 1999, um dos mais democráticos Estados do mundo, esta frase deixava pressagiar o pior, no sentido de a impedir de prosseguir na sua via de independência e de redistribuição de riqueza.

Foi a 6 de fevereiro de 2015. Washington tinha acabado de terminar os preparativos para o derrube das instituições democráticas da Venezuela. O golpe de Estado tinha sido planificado (planejado-br) para 12 de fevereiro.

A «Operação Jericó» foi supervisionada pelo Conselho Nacional de Segurança (NSC), sob a autoridade de Ricardo Zuñiga. Este «diplomata» é o neto do presidente homónimo do Partido Nacional das Honduras, que organizou os “putschs” de 1963 e de 1972 a favor do general López Arellano. Ele dirigiu a antena da CIA em Havana, (2009-11) onde recrutou agentes, e os financiou, para formar a oposição a Fidel Castro, ao mesmo tempo que negociava a retomada das relações diplomáticas com Cuba (finalmente concluída em 2014).

Como sempre, neste tipo de operação, Washington vela para não parecer implicado nos acontecimentos que orquestra. A CIA agiu através de organizações pretensamente não-governamentais para dirigir os golpistas : a National Endowment for Democracy (Contribuição Nacional para a Democracia- ndT) e as suas duas extensões, de direita (International Republican Institute) e de esquerda (National Democratic Institute), Freedom House (Casa da Liberdade), e o International Center for Non-Profit Law (Centro Internacional para Assistência Jurídica Gratuita- ndT). Por outro lado, os Estados Unidos solicitam sempre os seus aliados para sub-contratar certas partes dos golpes, neste caso, pelo menos, a Alemanha (encarregada da protecção dos cidadãos da Otan durante o golpe), o Canadá (encarregue de controlar o aeroporto internacional civil de Caracas), Israel (encarregue dos assassínios de personalidades chavistas) e o Reino Unido (encarregue da propaganda dos “putschistas”). Por fim, mobilizam as suas redes políticas a estarem prontas ao reconhecimento dos golpistas : em Washington o senador Marco Rubio, no Chile o antigo presidente Sebastián Piñera, na Colômbia os antigos presidentes Álvaro Uribe Vélez e Andrés Pastrana, no México os antigos presidentes Felipe Calderón e Vicente Fox, em Espanha o antigo presidente do governo José María Aznar.

Para justificar o “putsch”, a Casa Branca tinha encorajado grandes companhias venezuelanas a açambarcar, mais do que a distribuir, as mercadorias de primeira necessidade. A ideia era a de provocar filas de espera diante das lojas, depois infiltrar agentes nas multidões para provocar tumultos. Na realidade se existiram, de facto, problemas de aprovisionamento, em janeiro-fevereiro, e filas de espera diante das lojas, jamais os Venezuelanos atacaram os comércios.

Para reforçar a sua actuação económica o presidente Obama havia assinado, a 18 de dezembro de 2014, uma lei impondo novas sanções contra a Venezuela e vários dos seus dirigentes. Oficialmente, tratava-se de sancionar as personalidades que teriam reprimido os protestos estudantis. Na realidade, desde o princípio do ano, Washington pagava uma importância —quatro vezes superior ao ordenado médio— a gangues para que eles atacassem as forças da ordem. Os pseudo-estudantes mataram, assim, 43 pessoas em alguns meses, e semearam o terror nas ruas da capital.

A acção militar era supervisionada pelo general Thomas W. Geary, a partir do SouthCom em Miami, e Rebecca Chavez, a partir do Pentágono, e sub-contratada ao exército privado da Academi (antiga Blackwater) ; uma sociedade actualmente administrada pelo almirante Bobby R. Inman (antigo patrão da NSA) e por John Ashcroft (antigo Attorney General—Procurador Geral— da administração Bush). Um avião Super Tucano, de matricula N314TG, comprado pela firma da Virgínia, em 2008, para o assassínio de Raul Reyes, o n°2 das Farc da Colômbia, devia ser caracterizado com um avião do exército venezuelano. Ele deveria bombardear o palácio presidencial de Miraflores e outros alvos, entre uma dezena deles pré- determinados, compreendendo o ministério da Defesa, a direcção da Inteligência e a cadeia de televisão da ALBA, a TeleSur. Dado o avião estar estacionado na Colômbia, o Q.G. operacional da «Jericó» tinha sido instalado na embaixada dos Estados Unidos em Bogotá, com a participação directa do embaixador Kevin Whitaker e do seu adjunto Benjamin Ziff.

Alguns oficiais superiores, no activo ou na reforma(aposentação-br), haviam registado, com antecedência, uma mensagem à Nação, na qual anunciavam ter tomado o poder a fim de restabelecer a ordem. Estava previsto que eles subscreveriam um plano de transição, publicado, a 12 de fevereiro, de manhã, pelo El Nacional e redigido pelo Departamento de Estado dos EUA. Um novo governo teria sido formado, dirigido pela antiga deputada Maria Corina Machado.

Maria Corina Machado foi a presidente da “Súmate”, a associação que organizou e perdeu o referendo revogatório contra Hugo Chávez Frias, em 2004, já com o financiamento da National Endowment for Democracy (NED) e os serviços do publicitário francês Jacques Séguéla. Apesar da sua derrota, foi recebida com toda a pompa pelo presidente George W. Bush, no Salão oval, a 31 de maio de 2005. Eleita como representante pelo Estado de Miranda, em 2011, ela tinha aparecido de súbito, a 21 de março de 2014, como chefe da delegação do Panamá na reunião da Organização dos Estados Americanos (O.E.A). Ela fora, de imediato, demitida do seu lugar de deputada por violação dos artigos 149 e 191 da Constituição (da Venezuela- ndT).

Para facilitar a coordenação do golpe, Maria Corina Machado organizou, em Caracas, a 26 de janeiro, um colóquio, « O Poder da cidadania e a Democracia actual», no qual participaram a maior parte das personalidades venezuelanas e estrangeiras implicadas

Pouca sorte! A Inteligência Militar venezuelana vigiava as personalidades suspeitas de ter fomentado um complô, anterior, visando assassinar o presidente Maduro. Em maio último, o Procurador de Caracas acusava Maria Corina Machado, o governador Henrique Salas Römer, o ex-diplomata Diego Arria, o advogado Gustavo Tarre Birceño, o banqueiro Eligio Cedeño e o empresário Pedro M. Burelli, mas, eles negaram a autoria dos “e-mails” alegando que tinham sido falsificados pela Inteligência Militar. Ora é claro, eles estavam todos conluiados.

Ao rastrear estes conspiradores a Inteligência Militar descobriu a «Operação Jericó». Na noite de 11 de fevereiro, os principais líderes do complô, e um agente da Mossad, foram presos e a segurança aérea reforçada. Outros, foram apanhados a 12. No dia 20, as confissões obtidas permitiram deter um cúmplice, o presidente da câmara (prefeito-br) de Caracas, Antonio Ledezma.

O presidente Nicolas Maduro interveio imediatamente, na televisão, para denunciar os conspiradores. Enquanto, em Washington, a porta-voz do departamento de Estado fazia rir os jornalistas, que se recordavam do golpe organizado por Obama nas Honduras, em 2009 —quanto à América Latina—, ou mais recentemente da tentativa de golpe na Macedónia, em janeiro de 2015 —quanto ao resto do mundo—, declarando a propósito: «Estas acusações, como todas as precedentes, são ridículas. É uma prática política estabelecida de longa data, os Estados Unidos não apoiam mudanças políticas por meios não constitucionais. As mudanças políticas devem ser realizadas por meios democráticos, constitucionais, pacíficos e legais. Nós temos verificado, em várias ocasiões, que o governo venezuelano tenta desviar a atenção das suas próprias acções, acusando para isso os Estados Unidos, ou outros membros da comunidade internacional, por causa de acontecimentos no interior da Venezuela. Estes esforços, reflectem uma falta de seriedade por parte do governo da Venezuela, em fazer face à grave situação com a qual está confrontado».

Para os venezuelanos este golpe, falhado, coloca uma questão séria: como manter viva a sua democracia se os principais líderes da oposição estão na prisão, pelos crimes que se aprestavam a cometer contra a própria democracia? Para aqueles que pensam, erradamente, que os Estados Unidos mudaram, que não são mais uma potência imperialista, e, que agora defendem a democracia no mundo inteiro a «Operação Jericó» é um tema de reflexão inesgotável.

Os Estados Unidos contra a Venezuela
- Em 2002, os Estados Unidos organizaram um golpe de Estado contra o presidente eleito, Hugo Chávez Frias [1], depois, eles assassinaram o juiz encarregado da investigação, Danilo Anderson [2].
- Em 2007, eles tentaram mudar o regime organizando, para tal, uma «revolução colorida» com grupos trotzkistas [3].
- Em 2014, deram a impressão de renunciar ao seu objectivo, mas apoiaram grupos anarquistas afim de vandalizar, e desestabilizar, o país. Foi a Guarimba [4].

Thierry Meyssan

Tradução
Alva

22-02-2015

Link permanente 14:46:20, por José Alberte Email , 1073 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Syriza: Quando eles dizem que carne na verdade é peixe

SYRIZA: Quando eles dizem que carne na verdade é peixe

por KKE [*]

http://resistir.info/grecia/syriza_18fev15.html

Ainda recordamos a imagem de monges na Idade Média, os quais diziam que a carne na verdade era peixe a fim de ultrapassar as dificuldades do jejum infindável. Esta imagem ajusta-se perfeitamente aos desenvolvimentos que nestes últimos dias se têm desdobrado na Grécia sob o governo SYRIZA-ANEL. Aqui estão alguns dados para confirmar isto:

O SYRIZA, como partido de oposição, prometera rasgar o memorando, o qual fora assinado pelos governos anteriores com prestamistas estrangeiros (a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional) e que continha as medidas anti-trabalhadores e anti-povo. O SYRIZA como partido de governo revelou que concorda com 70% das "reformas" incluídas no memorando e discorda de 30%, as quais ele descreve como "tóxicas". Na verdade, ele declara que não actuará unilateralmente, mas que procura um novo acordo com os prestamistas o qual desta vez não será chamado de memorando, mas sim de programa, acordo ou ponte.

O SYRIZA, como partido da oposição, declarava guerra à troika de prestamistas estrangeiros e dizia que poria um ponto final a esta. O SYRIZA como partido de governo declara que conversará e responderá às "instituições". Quais instituições? A UE, o BCE e o FMI. Na verdade, exactamente as mesmas pessoas que constituem a troika estão a tomar parte nas conversações em Bruxelas em nome das "instituições".

O SYRIZA como partido da oposição era criticamente cáustico do governo ND-PASOK, o qual apoiava e participava das sanções da UE contra a Rússia e acusava-os de serem servis devido a esta posição. O SYRIZA como partido de governo apoiou as mesmas sanções da UE, assim como a sua escalada, caracterizando a posição do seu governo como sendo um "êxito significativo".

O SYRIZA como partido de oposição tomou posição contra privatizações. Agora, como governo, de acordo com declaração do ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, ele declara que "Queremos mudar de posição (move on) da lógica de vendas a preços rebaixados (cut price) para a lógica do seu desenvolvimento em parceria com o sector privado e investidores estrangeiros"! Assim, ambos adoptam as privatizações a fim de reforçar o sector privado e também tentam apresentar outros métodos de privatizações, como parcerias público-privadas e concessões a grupos de negócios, etc, como sendo benéficas.

O SYRIZA como partido de oposição caracterizava a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) como sendo o "livro negro do neoliberalismo". O SYRIZA como partido de governo recebeu em Atenas, nos primeiros dias do seu mandato, Ángel Gurria, presidente da OCDE, o qual teve uma reunião com o primeiro-ministro A. Tsipras. A OCDE, de acordo com a coligação governamental SYRIZA-ANEL, é a organização que ajudará a formular uma lista de medidas a fim de salvaguardar o desenvolvimento (capitalista) na Grécia. Medidas que substituirão a parte "tóxica" do Memorando, os notórios 30%.

O SYRIZA como partido de oposição denunciou a decisão do governo anterior de pagar "dezenas de milhões de Euros a companhias fornecem serviços legais e conselho financeiro". O governo SYRIZA-ANEL contratou a companhia "Lazard" como consultora sobre questões de dívida pública e gestão orçamental, obviamente apreciando a perícia que esta providenciou a governos anteriores do PASOK sob G. Papandreu. Isto não é casual! Além disso o novo ministro das Finanças, Varoufakis (ele foi consultor de G. Papandreu) recorreu aos serviços dos antigos conselheiros de G. Papandreu, J. Galbraith e Elene Panariti, antiga deputada do PASOK. O primeiro é um economista americano, professor na Universidade do Texas, um responsável do Levy Institute, um bem conhecido apologista do capitalismo e apoiante de uma fórmula mais expansionista para a gestão da crise. A última trabalhou para o Banco Mundial. Por outras palavras, ambos servem o sistema e seus mecanismos.

Podíamos acrescentar mais à lista das retractações do SYRIZA e do seu governo "de esquerda", como o facto de que uma série de promessas feitas antes das eleições, com por exemplo o aumento do salário mínimo, foi adiada para o futuro distante. Do mesmo modo, podíamos apontar outros exemplos mais gritantes de responsáveis e conselheiros do social-democrata PASOK que agora estão a servir o governo "de esquerda". Contudo, a questão mais crucial é clarificar que espécie de negociações o actual governo grego está a conduzir com a UE e os outros credores.

As negociações têm um conteúdo concreto o qual não está relacionado com o "alegado fim da austeridade" na Grécia e na Europa, como afirmam o SYRIZA e os outros partidos que participam do Partido da Esquerda Europeia. Além disso, Varoufakis declarou claramente que nos próximos anos, sob o governo do SYRIZA o povo trabalhador deve continuar a viver "frugalmente". As negociações estão relacionadas com as necessidades dos grupos de negócios que decorrem das consequências da crise capitalista profunda bem como da rota da incerta recuperação capitalista na Grécia e na Eurozona como um todo.

Estas negociações estão a ter lugar num terreno hostil para o povo. Isto se prova pela identificação do governo grego com países tais como a França, Itália e acima de tudo os EUA, com todas as implicações negativas que esta posição implica. Estes países podem exercer pressão sobre a Alemanha para os seus próprios interesses mas continuam a mesma linha política hostil ao povo.

Apesar da sua propaganda ruidosa acerca das negociações com a UE e os credores, o SYRIZA declara ao mesmo tempo que partilha muito com eles e que continuará os compromisso anti-povo do país em relação à UE e à NATO.

Portanto, o povo grego e os demais povos não deveriam deixar-se cair na armadilha de serem separados entre "merkelistas" e "obamistas" e divididos numa luta sob falsas bandeiras. Eles têm de organizar sua luta e exigir a recuperação das perdas quando aos seu rendimento e seus direitos. Eles deveriam exigir a solução dos problemas dos trabalhadores e do povo de acordo com as suas necessidades contemporâneas. Devem lutar pela saída que trará esperança: a socialização dos monopólios, o desligamento das uniões imperialistas da UE e da NATO com o povo a tomar as rédeas do poder. Isto pavimentará o caminho para a única via oportuna e realista que leva à verdadeira emancipação do povo: a construção de uma nova sociedade, socialista.
Ver também:
La victoria de SYRIZA commociona Europa
Syriza nominating right-wing Pavlopoulos as presidential candidate
Grèce: pourquoi une dette à 100% du PIB avant la crise?
Ha empezado el pulso

[*] Partido Comunista Grego.

A versão em inglês encontra-se em inter.kke.gr/en/articles/SYRIZA-When-they-say-that-meat-is-actually-fish/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
19/Fev/15

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CANTA O MERLO:A Capitulação do Governo de Syriza

http://resistir.info/

A CAPITULAÇÃO DO GOVERNO SYRIZA

No dia 20 de Fevereiro consumou-se a capitulação do governo grego diante do Eurogrupo. Ela só desilude aqueles que alimentavam ilusões. Ao contrário do que diz a desinformação dos media de referência, o Syriza nada tem de radical – é apenas um partido social-democrata (herdeiro do apodrecido Pasok). Como sempre, o destino desta gente é capitular. Hoje já pouco ou nada distingue a social-democracia do neoliberalismo puro e duro. É o caso do Syriza, que nunca pôs em causa a saída do Euro, da UE ou da NATO e muito menos o capitalismo. Assim, bravatas à parte, a intransigência do Eurogrupo encontrou na verdade um governo grego submisso e cordato. Após as enormes cedências que já havia feito em relação ao seu programa eleitoral, o governo Syriza cedeu ainda mais durante as negociações e acabou por capitular em praticamente toda a linha. As "concessões" obtidas foram cosméticas. Exemplo: o que antes se chamava Troika agora passa a chamar-se "instituições" e estas são (adivinhem) o FMI, o BCE e a UE. Grande mudança! Os arraiais reformistas portugueses, que tão entusiasmados estavam com as ditas negociações, o que dirão agora?
A acta da capitulação está em www.consilium.europa.eu/...

18-02-2015

Link permanente 21:16:16, por José Alberte Email , 962 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: A "praga" PP-PSOE deixa à metade de Espanha na pobreza, mas gasta 137.000 " em comida para gatos

http://www.espiaenelcongreso.com/

A "praga" PP-PSOE deixa à metade de Espanha na pobreza, mas gasta 137.000 " em comida para gatos

"Espanha está a crescer", "Saímos da crise", "está a criar-se emprego"" Nada mais longe de umha realidade que nom escandaliza à imprensa, segundo o último relatório do European Anti Poverty Network (EAPN): os presidentes Zapatero (PSOE) e Rajoi (PP) deixárom entre 2009 e 2013 a arrepiante cifra de 12,8 milhons de pobres em Espanha, praticamente a metade da populaçom activa. A vergonha própria e alheia o oculta, mas há mais: 50% dos cidadás ganha entre 0 e 1.000 euros ao mês, o que significa que "67% das pessoas tem dificuldades para chegar o fim de mês". EAPN é concluí-te: Espanha ocupa já o quinto lugar na lista dos países europeus mais desiguais e pobres: só estám pior Bulgária, Grécia, Roménia e Letónia. Mas isso sim: existem 1 milhom de contratos públicos que nengum partido do regime pediu rever ou anular, sequer transitoriamente, ante esta catástrofe humanitária, o que dá lugar a gastos insultantes como que a alimentaçom dos animais da Casa Real custe anualmente 137.000 euros, entre ela a de vários "gatos adultos" de carácter doméstico. Rádio 3w aborda este assunto com Juan Carlos Llano, responsável por EAPN em Espanha, durante o seu programa de "Espia no Congresso" nesta quinta-feira 12 de Fevereiro em directo às 16.00 (hora peninsular espanhola). Também participa Ana Garrido, a funcionária de Boadilla del Monte (Madrid) que destapou a Gürtel e que está a ser perseguida e acurralada por isso: a notícia da sua acosso que proporcionou "Espia no Congresso" converteu-se num fenômeno viral. Por último, abordamos o caso da fraude fiscal do presidente do Senado, Pío García Escudeiro (PP), que foi "perdoado" polo ministro de Fazenda, Cristóbal Montoro.

O afundimento social que reflecte o relatório do European Anti Poverty Network (EAPN) exigisse severas medidas de choque a qualquer cargo público ou alto funcionário com um mínimo de decência e alcançaria a notícia de portada de qualquer meio com sensibilidade cidadá, por enzima das habituais corrupçons políticas, dado o elevado número de espanhóis aos que afecta. De facto, dá nas vistas internacional. Contodo, as honras de primeira notícia tenhem-las os novos Reis (Filipe VI e Leticia) porque se tenhem "baixado" o salário até os 360.000 euros anuais, enquanto se mantém a "pensom" dos antigos (Juan Carlos e Sofia) em quase 300.000 " anuais.

Por contra, a sociedade civil espanhola afunda-se economicamente mas dedicar 137.000 euros a comida de animais régios permite-o o facto de que cada ano se ratificam 1 milhom de contratos do Estado (desde Ministérios a Autonomias, Câmaras municipais, Deputaçons, Universidades ou Televisons públicas) que se renovam praticamente por inércia administrativa porque nengum político ou alto funcionário atreveu-se a questionar a sua necessidade. E como mostra esse botom: no dia em que a Casa Real anuncia em todos os diários que Filipe VI "baixa-se o salário 20%", o país dos dous reis (Juan Carlos I e a Rainha Sofia seguem cobrando como tais) mantém através de Património Nacional (um ente que se haver desgajado de Casa Real para que nom avultem demasiado os seus gastos) esse pago que resulta insultante: 137.000 euros anuais em "alimentaçom de espécies animais", entre eles vários "gatos adultos" régios.

E é que os animais da Casa Real gastam em comida bem mais que a maioria dos fogares espanhóis: concretamente 5.000 euros ao mês. A quantidade sube graças a um contrato que ademais subscreveu o Ministério da Presidência do Governo que dirige Soraya Sáenz de Santamaría, pois estes gastos separárom-se dos da Casa Real para que esta nom pareça cara ou caprichosa a olhos dos cidadás que a custeam. De facto, estes contratos "domésticos" dos palácios do rei assumiram-nos sempre tantos os Governos do PP como os do PSOE.

Vitaminas A, D e E, sulfato cúprico, proteico do nitrogênio, penso antiparasitario, "em nengum caso admitira-se subproductos cárnicos, farinhas de origem animal, nem de carne nem de peixe" e o fosfato será "de origem mineral, nom de ossos". "Aminoácidos protegidos, correctores térmicos e achegue de selenio encapsulado" som outros componentes alimentícios que Moncloa adquiriu para os animais da Casa Real que habitam os seus palácios de Verao e de Inverno. O contrato detalha a dieta dos jabarís, cervos e coelhos dos seus cotos de caça que logo serám abatidos polo monarca, pois especifica que o "ponto de subministraçom" é o Pardo: proteína, celulose, metionina, lisina, ademais de sódio, cálcio, fósforo e magnésio. O mesmo ocorre para os "faisanes, perus reais e ánades" do Palácio de Aranjuez, assim como para o seu "passaros exóticos diamantes". Inclusive os gatos que estám em nómina alimentícia da Casa Real no Campo do Mouro e outros que o contrato especifica que som "domésticos" som tratados a corpo de rei: proteína bruta, matérias gorduras brutas, celulosa bruta, cinzas brutas e cálcio e fósforo junto com pinto, proteínas desidratadas de ave, arroz, farinha de glute, proteínas de salmom e até cítricos ricos em bioflavonoides.

Mas se a imprensa coincide na sua portada aduladoras dos novos reis e a sua suposta austeridade, o verdadeiro é que o relatório EAPN documenta como as elites espanholas seguem desfrutando do seu nível de vida anterior à crise e mesmo o aumentárom ligeiramente. Para EAPN, ser "rico" em Espanha equivale a ter um salário público ou privado de ao menos 2.300 euros ao mês. E tem-no só 4.712.978 pessoas ("10% mais rico da populaçom", di EAPN), que possui ingressos superiores a 27.860,5 " ao ano.

Por baixo desses 4,7 milhons de "privilegiados" estám 42 milhons de cidadás: existem 4.712.978 pessoas (10% da populaçom em 2013) cujos ingressos anuais som inferiores a 5.567 "; outras 4.712.978 pessoas cujos ingressos anuais estám entre 5.568 " e 8.051,5 euros, que som as que conformam o decil 2, e assim sucessivamente até chegar a essa elites públicas ou privadas. "Com respeito ao último grupo, destacar que a média dos seus ingressos é de 38.753 ", mais de doce vezes superior à média de ingressos de 10% mais pobre da populaçom".

08-02-2015

Link permanente 19:48:56, por José Alberte Email , 1787 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: A União Europeia e o Euro serviram para enriquecer a Alemanha

A União Europeia e o Euro serviram para enriquecer a Alemanha

por Eugénio Rosa [*]

http://resistir.info/e_rosa/ue_alemanha_31jan15.html

Com a vitória do Syriza na Grécia uma santa aliança se levantou em toda a UE contra o povo grego. E como não podia deixar de ser os que, em Portugal, estão sempre com sra. Merkel e com Bruxelas, e têm acesso fácil aos media, levantaram-se em uníssono contra um povo que teve a coragem de desafiar os burocratas de Bruxelas e de Berlim, que vêm assim o seu poder antidemocrático e mordomias serem postas em causa.

E a santa aliança interna manifestou-se logo pela voz de Passos Coelho que, dando mais uma vez provas do seu primarismo, classificou o programa do Syriza, que visa acudir à tragédia humanitária que atingiu a Grécia e restabelecer a dignidade do povo grego, como um "conto de crianças". Na SIC, José Gomes Ferreira , o defensor da "austeridade que resulta", com o seu ar convencido e professoral, previu uma tragédia final para a Grécia e para a UE e com isso tentou, mais uma vez, amedrontar e imobilizar os portugueses. No semanário SOL, José António Saraiva considerou que a experiência grega, condenada ao fracasso, será a "vacina" necessária para todos aqueles que ousam por em causa a politica de empobrecimento imposta pela UE e que afirmam que existe uma alternativa a esta politica de destruição do país. No Expresso, Henrique Monteiro caracteriza o programa do Syriza como "um programa para desesperados, irresponsável e deve ser criticado" Na RTP, José Rodrigues Santos , em comentário de Atenas às eleições gregas, no seu ar brejeiro característico, procurando denegrir o povo grego, afirmou que os "gregos fazem-se de paralíticos para ter um subsidiozinho". Outros, embora não se atrevam a exteriorizar, desejam no seu interior o fracasso da experiencia grega para depois dizer que tinham razão, como se possuíssem a "solução milagrosa" e a alternativa não fosse lutar pela mudança.

É uma verdadeira santa aliança de todos que estão curvados perante os burocratas de Bruxelas e a sra. Merkel, procurando assim obter as suas graças, que se levantou contra os que ousam desafiar Bruxelas. E um dos argumentos mais utilizados nesta campanha, embora sem se darem ao trabalho de o provar, é que os outros países e, nomeadamente a Alemanha, não têm nem estão dispostos a pagar a fatura grega.

Interessa pois analisar com objetividade e profundidade este argumento, ou seja, se é a Alemanha que financia os outros países, ou se o nível de vida dos alemães é conseguido à custa da transferência de riqueza de outros países para a Alemanha. Para isso vamos utilizar dados da própria Comissão Europeia constantes da sua base de dados AMECO.

O BEM-ESTAR DOS ALEMÃES É CONSEGUIDO À CUSTA TAMBÉM DA RIQUEZA CRIADA EM OUTROS PAÍSES E TRANSFERIDA PARA A ALEMANHA

O quadro 1,construído com dados oficiais da Comissão Europeia, mostra de uma forma clara e sintética os resultados para três países – Alemanha, Grécia e Portugal – da criação da União Europeia e, nomeadamente, da Zona do Euro em 2002.

Para que os dados do quadro sejam mais claros interessa ter presente o significado dos conceitos que são utilizados nele: (1) PIB, ou seja, o Produto Interno Bruto , corresponde ao valor da riqueza criada em cada país em cada ano pelos que residem nesse país; (2) PNB, ou seja, Produto Nacional Bruto , corresponde à riqueza que os habitantes de cada país dispõem em cada ano que pode ser maior do que a produzida no país (no caso da transferência de riqueza do exterior ser superior à riqueza produzida no país em cada ano transferida para o exterior) ou então pode ser menor que a produzida no país (no caso de uma parte da riqueza produzida no país ser transferida para o exterior e não ser compensada pela que recebe do exterior).

E como os próprios dados divulgados pela Comissão Europeia mostram, antes da entrar para a União Europeia, o PIB alemão era superior ao PNB, o que significava que uma parte da riqueza criada na Alemanha era transferida para o exterior beneficiando os habitantes de outros países. No entanto, após a entrada para a União Europeia, o PNB alemão passou a ser superior ao PIB alemão. Isto significa que a riqueza que os alemães passaram a dispor após a criação da União Europeia, e nomeadamente da Zona Euro passou a ser muito superior ao valor da riqueza produzida no próprio país, o que é só possível por meio da transferência da riqueza criada pelos trabalhadores dos outros países para a Alemanha. Na Grécia e em Portugal aconteceu precisamente o contrário. Mas observem-se os dados do quadro que são extremamente claros.

Quadro 1 – Transferência de riqueza criada em outros países para a Alemanha
e transferência de riqueza criada na Grécia e em Portugal para o exterior
a preços de mercado – 1995/2015
'.

Observem-se com atenção os dados do quadro 1, mas recorde-se mais uma vez o seguinte: PIB é o valor da riqueza criada anualmente no país; o PNB é o valor da riqueza que o país tem ao seu dispor em cada ano. São duas coisas diferentes E quais as conclusões que se tiram dos dados da Comissão Europeia constantes do quadro 1?

Comecemos pela Alemanha. Até 2002, o PNB alemão era inferior ao PIB alemão, o que significava que uma parcela da riqueza criada na Alemanha ia beneficiar os habitantes de outros países. A partir da criação da Zona Euro em 2002, a situação inverte-se rapidamente: o PNB alemão passa a ser superior ao PIB alemão, ou seja, superior ao valor da riqueza criada na Alemanha. Isto significa que uma parcela da riqueza criada em outros países é transferida para a Alemanha indo beneficiar os habitantes deste país. Só no período 2003-2015 estima-se que a riqueza criada em outros países que foi transferida para Alemanha, indo beneficiar os seus habitantes, atingiu 677.945 milhões €, ou seja, o correspondente a 3,8 vezes o PIB português.

Na Grécia e em Portugal aconteceu precisamente o contrário como mostram os dados da Comissão Europeia. Na Grécia até 2001, o PNB grego (a riqueza que o país dispunha anualmente) era superior ao PIB (o que era produzido no pais). No entanto, a partir de 2002, com a criação da Zona Euro, começa a verificar-se precisamente o contrário. Uma parcela da riqueza criada na Grécia é transferida para o exterior indo beneficiar os habitantes dos outros países. Em Portugal aconteceu o mesmo mas logo após a entrada para a União Europeia em 1996.

Como revelam os dados da Comissão Europeia constantes do quadro 1, se consideramos o período que vai desde a criação da Zona do Euro (2002-2015) a riqueza criada na Grécia que foi transferida para o exterior, indo beneficiar os habitantes de outros países, já atinge 48.760 milhões €.

Em Portugal tal situação começou poucos anos depois de entrar para a União Europeia. Em 1995, o PNB português, ou seja, a riqueza que o país dispôs nesse ano ainda era superior ao PIB, ou seja, à riqueza criada nesse ano em Portugal, em 353 milhões €. A partir de 1996, o PIB passou a ser superior ao PNB, ou seja, uma parte crescente da riqueza criada em Portugal começou a ser transferida para o exterior indo beneficiar os habitantes de outros países. No período 1996-2015, o valor do PIB deste período (20 anos) é superior ao valor do PNB deste período em 70.751 milhões €. Tal é o montante de riqueza líquida criada em Portugal que foi transferida para o exterior indo beneficiar os habitantes de outros países, incluindo os da Alemanha. E como mostram também os dados do quadro 1, após a entrada de Portugal na Zona Euro em 2002, a transferência da riqueza criada em Portugal para outros países aumentou ainda mais (só no período da "troika" e do governo PSD/CDS a transferência liquida de riqueza para o exterior que foi beneficiar os habitantes de outros países atingiu 20.807 milhões €).

Portanto, afirmar como fazem os defensores em Portugal da sra. Merkel e dos burocratas de Bruxelas que é a Alemanha que financia tudo é não compreender os mecanismos de funcionamento atual da economia mundial; é no fundo mostrar ignorância ou mentir. Mas não é apenas neste campo que se verifica esta transferência de riqueza. Existem outros campos e outros mecanismos que abordaremos em estudos futuros.

MAIS DE DOIS MILHÕES DE PORTUGUESES NO LIMIAR DA POBREZA SEGUNDO O INE

Esta transferência maciça de riqueza criada em Portugal para outros países, associada à destruição nomeadamente da agricultura, das pesca e da indústria e, consequentemente, também do emprego, tem causado o aumento rápida da miséria como revelam os dados divulgados pelo INE em 30/1/2015 e constantes do quadro 2.

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Como revelam os dados do INE, em 2010, ano anterior à entrada da "troika" e do governo PSD/CDS, 42,5% dos portugueses, ou seja, 4.431.603 estariam no "limiar da pobreza" se não existissem prestações sociais; em 2013, essa percentagem já tinha aumentado para 47,8% dos portugueses, ou seja, para 4.984.250 (+552.647).

Mas mais grave é o aumento verificado após o pagamento das prestações sociais (pensões, Rendimento Social de Inserção, Complemento Solidário de Idoso, abono de família, etc.). Como consequência da politica da " troika " e do governo PSD/CDS de cortes na área das prestações sociais aos mais desfavorecidos, o numero de portugueses na pobreza aumentou, entre 2010 e 2013, de 1.876.914 (18% da população portuguesa) para 2.033.324 (19,5% da população portuguesa). Em Dezembro de 2014, 35% dos jovens portugueses estavam desempregados, e o desemprego oficial atingia 695 mil portugueses. E segundo o INE o desemprego é a maior causa da miséria em Portugal (40,5% dos desempregados viviam no limiar da pobreza já em 2013 segundo o INE). Passos Coelho, procurando desmentir os dados do INE afirmou em Fátima, em 31/1/2015, que os dados do INE " são um eco do que o país passou, mas não a situação atual " pois referem-se a 2013, como se a mentira pudesse alterar a realidade. A confirmar está o facto de ter sido incapaz de apresentar quaisquer outros dados

As desigualdades entre ricos e pobres aumentou muito nestes últimos anos em Portugal, como consequência da politica de austeridade recessiva, que agrava as desigualdades imposta pela "troika" e pelo governo PSD/CDS aos portugueses. Como revelam também os dados do INE constantes do quadro anterior, entre 2010 e 2013, o número de vezes que o rendimento dos 10% da população mais ricos é superior ao dos 10% mais pobres aumentou de 9,4 vezes para 11,1 vezes. O Coeficiente de Gini, um indicador das desigualdades atingiu, em 2013, 34,5%, muito superior à média da União Europeia, que é 30,5%, sendo mesmo o mais elevado em toda a Zona Euro.

Dizer neste contexto, como fazem Passos Coelho e Paulo Portas, e o PSD e o CDS, que estamos agora melhor que antes da entrada da "troika" e deste governo, é procurar enganar a opinião pública, é mentir descaradamente, pois as finanças e a economia devem servir as pessoas, e estas não devem ser sacrificadas no altar das finanças.
31/Janeiro/2015
[*] edr2@netcabo.pt

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

30-01-2015

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Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O Brasil e a política do neoliberalismo Presidente Rousseff declara guerra à classe trabalhadora

O Brasil e a política do neoliberalismo
Presidente Rousseff declara guerra à classe trabalhadora

por James Petras

http://resistir.info/petras/petras_brasil_14dez14.html

A classe trabalhadora brasileira está a enfrentar o mais selvagem assalto aos seus padrões de vida em mais de uma década. E não são apenas os trabalhadores industriais que estão sob ataque. Os trabalhadores rurais sem terra, os empregados assalariados do sector público e privado, professores, profissionais da saúde, desempregados e pobres estão a enfrentar cortes maciços no rendimento, nos empregos e nos pagamentos de pensões.

Quaisquer que tenham sido os ganhos obtidos entre 2003-2013, serão revertidos. Os trabalhadores brasileiros enfrentam uma "década de infâmia". O regime Rousseff abraçou a política do "capitalismo selvagem" tal como personificado na nomeação de dois dos mais extremos advogados de políticas neoliberais.

O "Partido dos Trabalhadores" e a ascendência do capital financeiro

No princípio de Dezembro de 2014, a presidente Rousseff nomeou Joaquim Levy como o novo ministro das Finanças – de facto o novo czar económico para dirigir a economia brasileira. Levy é um importante membro da oligarquia financeira brasileira. Entre 2010-2014 foi presidente do Bradesco Asset Management, um braço de gestão de activos do gigantesco conglomerado Bradesco que administra mais de 130 mil milhões de dólares. Desde os seus tempos de doutoramento na Universidade de Chicago, Levy é um leal seguidor do supremo neoliberal, o professor Milton Friedman, antigo conselheiro económico do ditador militar chileno Augusto Pinochet. Como antigo responsável de topo no Fundo Monetário Internacional (1992-1999), Levy foi um forte advogado de duros programas de austeridade os quais uma década depois empobreceram o Sul da Europa e a Irlanda. Durante a presidência de Henrique Cardoso, Levy actuou como estratega económico de topo, envolvido directamente na maciça privatização de empresas públicas lucrativas – a preços de saldo – e na liberalização do sistema financeiro, a qual facilitou a saída financeira ilícita de US$15 mil milhões por ano. A presença de Levy como membro eminente da oligarquia financeira do Brasil e seus profundos e antigos laços a instituições financeiras internacionais é precisamente a razão porque a presidente Rousseff o colocou como responsável da economia brasileira. A nomeação de Levy é parte integral da adopção por Rousseff de uma nova estratégia de aumentar amplamente os lucros do capital financeiro estrangeiro e interno, na esperança de atrair investimentos em grande escala e findar a estagnação económica.

Para a presidente Rousseff e seu mentor, o ex-presidente Lula da Silva, toda a economia deve ser direccionada para obter a "confiança" da classe capitalista.

As políticas sociais que foram implementadas anteriormente são agora sujeitas à eliminação ou redução, pois o novo czar financeiro, Joaquim "Jack o Estripador" Levy, avança na aplicação da sua "terapia de choque". Cortes profundos e abrangentes na parte do rendimento nacional que cabe ao trabalho estão no topo da sua agenda. O objectivo é concentrar riqueza e capital nos dez por centos superiores na esperança de que invistam e aumentem o crescimento.

Se bem que a nomeação de Levy represente decididamente uma viragem para a extrema-direita, as políticas e práticas económicas dos doze anos anteriores prepararam os fundamentos para o retorno de uma versão virulenta da ortodoxia neoliberal.

Os fundamentos económicos para o retorno de capitações selvagens

Durante a campanha eleitoral em 2001, Lula da Silva assinou um acordo económico com o FMI que garantia um excedente orçamental de 3%. Lula quis tranquilizar banqueiros, financeiros internacionais e multinacionais assegurando que o Brasil pagaria seus credores, aumentaria as reservas [de divisas] estrangeiras para remessa de lucros e fluxos financeiros ilícitos para o exterior.

A adopção por Lula de políticas orçamentais conservadoras foi acompanhada pelas suas políticas de austeridade, redução de salários de funcionários públicos e de pensões, bem como de proporcionar apenas aumentos marginais no salário mínimo. Acima de tudo, Lula apoiou todas as privatizações corruptas que tiveram lugar sob o anterior regime Cardoso. No fim do primeiro ano de Lula no governo, em 2003, a Wall Street louvou-o como o "Homem do ano" pelas suas "políticas pragmáticas" e a sua desmobilização e desradicalização dos principais sindicatos e movimentos sociais. Em Janeiro de 2003, o presidente Lula da Silva nomeou Levy como secretário do Tesouro, uma posição que ele manteve até 2006 – o mais socialmente regressivo período da presidência Lula da Silva. Este período também coincidiu com uma série de escândalos de corrupção enormemente lucrativos, de muitos milhares de milhões de dólares, envolvendo dúzias de altos responsáveis do PT no regime Lula que recebiam comissões clandestinas das principais companhias de construção.

Dois acontecimentos em meados dos anos 2000 permitiram a Da Silva moderar suas políticas e introduzir reformas sociais limitadas. O boom das commodity – um aumento agudo na procura e nos preços das exportações agro-minerais – encheu os cofres do Tesouro. E a pressão acrescida dos sindicatos, dos movimentos rurais e dos pobres por uma fatia na prosperidade económica levou a aumentos em gastos sociais, salários e crédito fácil sem afectar a riqueza, propriedade e privilégios da elite. Com o boom económico, Lula podia também satisfazer o FMI, o sector financeiro e a elite dos negócios com subsídios, isenções fiscais, juros baixos nos empréstimos e lucrativos contratos estatais com "sobrepreços". Os pobres receberam 1% do orçamento através de uma "subvenção familiar", uma esmola de US$60 por mês, e trabalhadores mal pagos receberam um salário mínimo mais alto. O custo do bem-estar social (social welfare) foi uma fracção dos 40% do orçamento que os bancos receberam em pagamentos do principal e de juros na dúbia dívida pública incorrida pelos anteriores regimes neoliberais.

Com o fim do boom, o governo de Rousseff reverteu às políticas ortodoxas de Lula no período 2003-2005 e renomeou Levy para executá-las.

A terapia de choque de Levy e suas consequências

A tarefa de Levy de reconcentrar rendimento, ascender lucros e reverter políticas sociais será muito mais árdua em 2014-2015 do que foi em 2003-2005. Principalmente porque, anteriormente, ele estava simplesmente a continuar as políticas do regime Cardoso – e Lula prometeu aos trabalhadores que isso era apenas temporário. Hoje Levy deve cortar e retalhar ganhos que os trabalhadores e os pobres consideravam como garantidos. De facto, em 2013-2014 movimentos de massa urbanos pressionavam por maiores despesas sociais em transportes, educação e saúde.

Para a terapia de choque de Levy avançar, em algum ponto será necessária repressão, como foi o caso no Chile e na Europa do Sul quando políticas de austeridade semelhantes deprimiram rendimentos e multiplicaram o desemprego.

Levy propõe resgatar os interesses do capital financeiro tomando várias medidas cruciais, as quais estarão alinhadas com a agenda da Wall Street, da City de Londres e dos potentados financeiros brasileiros. Consideradas na sua totalidade, as políticas financeiras de Levy equivalem a "tratamento de choque" – medidas económicas duras e rápidas aplicadas contra os padrões de vida dos trabalhadores, o equivalente a choques eléctricos em pacientes com perturbações aplicados por psicólogos dementes a afirmarem que "sofrimento é ganho", mas que mais frequentemente transformam os pacientes em zumbis ou coisa pior.

A primeira prioridade de Levy é cortar e retalhar investimentos públicos, pensões, pagamentos por desemprego e salários do sector público. Sob o pretexto de "estabilizar a economia" (para os grupos financeiros) ele desestabilizará a economia familiar de dezenas de milhões. Ele cancelará isenções fiscais para a massa de consumidores que compra carros, electrodomésticos e "produtos da linha branca", aumentando portanto os custos para milhões de famílias da classe trabalhadora ou expulsando-as do mercado através dos preços. O objectivo de Levy é desequilibrar orçamentos familiares (aumento da dívida em relação ao rendimento) a fim de aumentar o excedente do orçamento do Estado e assegurar plenos e prontos pagamentos de dívidas a credores como o seu próprio conglomerado Bradesco.

Em segundo lugar, Levy "ajustará" preços. Mais especificamente o controle do preço final de combustíveis, energia e transportes de modo a que os oligarcas financeiros com milhões de acções naqueles sectores possam elevar preços e "ajustar" sua riqueza ascendente para os milhares de milhões de dólares. Em consequência, a classe trabalhadora e a média terão de gastar uma maior fatia do seu rendimento declinante com combustível, transporte e energia.

Em terceiro lugar, Levy provavelmente deixará a divisa enfraquecer a fim de promover exportações agro-minerais sob o disfarce da maior "competitividade". Mas uma divisa mais barata aumentará o custo de importações, especialmente de alimentos básicos e bens manufacturados. A desvalorização de facto atingirá mais duramente os milhões que não podem proteger suas poupanças e favorecerá os especuladores financeiros que capitalizarão nos movimentos da divisa. E estudos comparativos demonstram que uma divisa mais barata não aumenta necessariamente os investimentos produtivos.

Em quarto lugar, é provável que Levy afirme que as falhas de energia devidas à seca, a qual reduziu a produção das hidroeléctricas do Brasil, exigem "reforma" do sector da energia, eufemismo de Levy para privatização. Ele proporá a liquidação do gigante semi-público Petrobrás e acelerará a privatização da exploração de sítios offshore, em termos favoráveis a grandes bancos de investimento.

Em quinto lugar, é provável que Levy retalhe e incinere regulamentações ambientais e de negócios, incluindo aquelas que afectam a floresta tropical, direitos do trabalho e dos índios, a fim de facilitar a entrada e saída rápida de capital financeiro.

A "terapia de choque" de Levy terá um profundo impacto social e económico sobre a sociedade brasileira. Toda indicação, de experiências passadas e presentes, é que em todo o país onde "Chicago boys", como Levy, aplicaram sua fórmula de "choque", o resultado foi profunda recessão económica, regressão social e intranquilidade política.

Ao contrário das expectativas da presidente Rousseff, cortes em crédito, salários e investimento público deprimirão a economia – remetendo-a da estagnação para a recessão. A retrógrada equilibragem do orçamento diminui a procura e não induz fluxos de capital produtivo. Os sectores de crescimento mais dinâmico na manufactura, indústria automobilística, serão drástica e adversamente afectados pelos aumentos nos impostos sobre compras. E o mesmo se passa quanto a electrodomésticos.

Até agora a expansão do investimento público fora a principal força condutora do magro crescimento económico. Não há razão racional para acreditar que vastos fluxos de capitais privados subitamente preencherão a lacuna, especialmente num mercado em contracção. Isto é especialmente verdadeiro se, como é provável que aconteça, o conflito de classe se intensificar na generalidade devido a reduções em salários e padrões de vida.

Levy, como todos os fanáticos do mercado livre, argumentará que a recessão e regressão é necessária a curto prazo e que "no longo prazo" terá êxito. Mas em todos os países contemporâneos que seguiram sua fórmula de choque, o resultado foi a regressão prolongada. A Grécia, Espanha, Itália e Portugal estão no sétimo ano de austeridade que induziu a depressão e a sua dívida pública está em crescimento .

As efectivas consequências reais da terapia de choque

Temos de por de lado as afirmações ideológica de "estabilidade e crescimento" dos Levyitas e olhar para os resultados reais das políticas que ele promete.

Em primeiro lugar e acima de tudo, as desigualdades aumentarão porque quaisquer ganhos no rendimento serão a seguir concentrados no topo. As políticas do governo de desregulamentação orçamental e das taxas de câmbio aprofundarão os desequilíbrios na economia, favorecendo credores em relação a devedores, a finança estrangeira em relação a manufacturas locais, os proprietários de capital em relação aos trabalhadores assalariados, o sector privado em relação ao sector público.

Levy na verdade "assegurará a confiança do capital" porque o que é alcunhado como "confiança do investidor" repousa sobre uma licença sem empecilhos para pilhar o ambiente, reduzir salários e explorar um crescente exército de reserva de desempregados.

Conclusão

A terapia de choque de Levy intensificará a tensão de classe e inevitavelmente resultará na ruptura do pacto social entre o regime do assim chamado Partido dos Trabalhadores e os sindicatos, os trabalhadores rurais sem terra e os movimentos sociais urbanos.

Rousseff e a liderança do pretenso "Partido dos Trabalhadores", confrontada com a estagnação económica resultante do declínio no preços das commodities e da decisão do capital privado de evitar investimentos, podia ter optado por socializar a economia, acabar com o capitalismo de compadrio (crony capitalism) e aumentar o investimento público. Ao invés disso, eles capitularam. Rousseff reciclou as políticas neoliberais ortodoxas que Lula implementou durante os primeiros dois anos do seu regime.

Ao invés de mobilizar trabalhadores e profissionais para mudanças estruturais mais profundas, Rousseff e Lula da Silva estão a contar com a "ala esquerda" do PT para lamentar, criticar e conformar-se. Eles estão a contar com líderes cooptados da confederação sindical (CUT) para hiper-ventilar e limitarem-se a protestos simbólicos inconsequentes os quais não abalarão a "terapia de choque" de Levy. Contudo, o âmbito, profundidade e extremismo do assim chamado programa de ajustamento e estabilização de Levy provocarão greves gerais, sobretudo no sector público. Os cortes na indústria automobilística e o aumento do desemprego resultarão em acções de protesto no sector manufactureiro. Os cortes no investimento público e a ascensão nos custos do transporte, cuidados de saúde e educação revitalizarão os movimentos de massa urbanos.

Dentro de um ano, as políticas de choque de Rousseff e Levy converterão o Brasil num caldeirão fervente de descontentamento social. Os gestos pseudo-populistas de Lula e a retórica vazia não terão efeitos. Rousseff não será capaz de convencer o povo trabalhador a aceitar o viés de classe do programa de "austeridade" de Levy, seus incentivos para "ganhar a confiança dos mercados internacionais" e sua política de contracção do rendimento da vasta maioria do povo trabalhador.

As políticas de Levy aprofundarão a recessão, não redespertarão os espíritos animais de empresários. Após um ano de "mais sofrimento e nenhum ganho" (excepto quanto a lucros mais altos para financeiros e exportadores agro-minerais), a presidente Rousseff enfrentará o inevitável resultado político negativo de ter perdido o apoio dos trabalhadores, da classe média e dos pobres rurais sem ganhar o apoio dos negócios e da elite financeira – eles têm os seus próprios líderes confiáveis. Uma vez tendo posto em prática suas radicalmente regressivas políticas de mercado livre, e tendo provocado maciço descontentamento popular, Levy demitir-se-á e retornará à presidência do Bradesco, do fundo de investimento de muitos milhares de milhões de dólares, declarando "missão cumprida".

Rousseff pode substituir Levy e tentar "moderar" sua "terapia de choque". Mas nessa altura será demasiado pouco e demasiado tarde. O Partido dos Trabalhadores acabará no caixote de lixo da história. A decisão de Rousseff de nomear Levy como czar económico é uma declaração de guerra de classe . E a fim de vencer a guerra de classe, não podemos excluir que as políticas radicalmente regressivas serão impostas pela violência estatal – a repressão de protestos da massa urbana, o desalojamento selvagem de pacíficos trabalhadores rurais sem terra que ocuparem terras devolutas.

A viragem do regime do "Partido dos Trabalhadores" do "neoliberalismo inclusivo" para o extremismo friedmanista do livre mercado radicalizará e polarizará a sociedade brasileira. A oligarquia pressionará pela remilitarização da sociedade civil. Isto por sua vez, estimulará o crescimento da consciência de classe dos movimentos sociais, como aqueles que terminaram vinte anos de domínio militar. Talvez desta vez a revolução social (social upheaval) possa não acabar numa democracia liberal, talvez a luta que vem aí traga o Brasil mais próximo de uma república socialista.
14/Dezembro/2014

Do autor sobre o Brasil:
A luta dos trabalhadores triunfa sobre o espectáculo
O capitalismo extractivo e o grande salto para trás

O original encontra-se em www.globalresearch.ca/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

23-01-2015

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CANTA O MERLO: QE, uma medida de desespero e um fracasso reencenado

http://resistir.info/

QE, UMA MEDIDA DE DESESPERO E UM FRACASSO REENCENADO

A quantitative easing (QE) agora lançada pelo Banco Central Europeu é uma medida de desespêro. Há um par de anos atrás seria impensável que o sr. Mario Draghi se atrevesse a propor, ou sequer a falar nisso. Se o faz agora, é porque todos os outros remédios, receitas & mezinhas fracassaram.   Mesmo analistas conservadores reconhecem-no sem rodeios. Wolfgang Münchau, escrevendo no Financial Times (19/Jan/15), considera que "Isto não vai ser uma versão preventiva do QE, mas uma versão pós-traumática. As expectativas inflacionárias afastaram-se do alvo faz tempo.   A inflação é negativa. A economia da Eurozona está doente" (sic).

Em tempos normais, a injecção monetária pode ser um estímulo ao investimento produtivo, via concessão de crédito. Mas os tempos actuais não são normais. As taxas de juro estão baixíssimas mas o investimento é mínimo – não por escassez de crédito, mas por falta de procura efectiva.  
No caso de Portugal, Espanha, etc... a Formação Líquida de Capital Fixo é negativa. Isso significa que a capacidade produtiva do país não só não está a crescer como está mesmo a contrair. Diante disto, que sentido faz o BCE vir a comprar títulos da dívida pública dos países da Eurozona?   Assim, tudo indica que os 500 mil milhões anunciados pelo sr. Draghi não resolverão a crise das economias reais da zona Euro – apenas alimentarão bolhas nos mercados financeiros.   O fracasso da QE nos EUA – onde permitu o salvamento de bancos mas não o relançamento da actividade produtiva – será agora reencenado na Europa.

17-01-2015

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CANTA O MERLO: Os Aznar-Botella preparam as malas para EE.UU: o PP achança o terreno com subvençons milionárias

http://www.elespiadigital.com/index.php/noticias/politica

Os Aznar-Botella preparam as malas para EE.UU: o PP achança o terreno com subvençons milionárias

Felipe González marcha-se a Colômbia e para José María Aznar, em mudança, o paraíso perdido está em Nova Iorque, cidade na que tenta instalar-se quando tenha que sair de Espanha, segundo os jornalistas Jesús Cacho e Graciano Palomo, que o conhecem bem. Tanto Colômbia como EE.UU possuem convénio de extradiçom, polo que em caso que ambos pudessem ser processados, teriam que cumprir condenaçom em cárceres espanhóis. Mas eles preferem que, se isso ocorresse, surpreenda-lhes além de os mares. De facto, ao menos três dirigentes do Partido Popular tenhem subvencionado com fundos públicos espanhóis a empresas americanas das que Aznar beneficiou. E o seu filho José Maria Aznar Botella, residente em Nova Iorque, trabalha na empresa neoiorkina Cerberus Capital Management, à que Bankia cedeu mais de 12.000 milhons de euros de activos imobiliários.

José Maria Aznar planea ir-se de Espanha se se confirmam as fontes que lhe o desvelárom aos jornalistas Jesús Cacho e Graciano Palomo. "Os Aznar emigram de Espanha" Nom cairá essa breva!", escreveu este último: "Chama-me um veterano cargo bem abigarrado do Partido Popular que outrora se deixou a pele a tiras na sua demarcaçom eleitoral para que o entom frágil Aznar fizesse carreira com o minguadinho que era para perguntar-me se eu podo dar fé de que Fazmatella S.L. tem pensado escapar-se de Espanha porque na sua terra nom se reconhecem os méritos do leviatám político e da sua aguerrida esposa". Alude assim aos seus intuitos e às iniciais que recolhem o nome da empresa Família Aznar-Botella.

"Estou com as minhas dúvidas de que fagam as malas e instalem-se em Nova Iorque como maliciam alguns dos seus próximos. Aqui disponhem de viandas bem condimentadas, uns bons ingressos por partida dupla, bla, bla, bla. Se se vam vam-lhes a chorar poucos. Rajoi, nom; Cospedal, também nom. Entre outros", di Palomo. Com isso aludia à notícia proporcionada polo soado e anónimo "Buscón" do diário Vozpópuli, que dirige Jesús Cacho, onde se escreveu sobre o "saturaçom" do casal político, segundo um amigo da família", o que "levou-lhes a recapitular a situaçom" e a "estar a pensar muito seriamente em levantar o campo de Espanha para ir-se a viver a Estados Unidos, concretamente a Nova Iorque".

"Há tempo que os negócios passárom a converter no interesse prioritário do ex presidente, muitos de cujos amigos, alguns entre os mais influentes e poderosos, encontram nos Estados Unidos, porque é gente da direita norte-americana, o qual explicaria também o interesse por transferir o seu centro de operaçons a USA, fugindo do ninho de vespas espanhol e do que Aznar em concreto considera "uns maus tratos generalizados". No Partido Popular, contodo, nom acham que o sangue chegue ao rio, e pensam que o casal Aznar-Botella vai de farol: "A condiçom de lobista de José María, com a que se ganha tam estupendamente a vida, tem a sua razom de ser, a sua alavanca, a sua sustentaçom, na sua condiçom de presidente da Fundaçom FAES e na sua capacidade para abrir portas ante a Administraçom e ante o Governo do PP, e isso ia perdê-lo abandonando Madrid", assinalam estas fontes.

A saída de Espanha dos Aznar coincidiria com a residência do seu filho maior homónimo e com a prévia "semeia" de dinheiro público que fixo o seu pai durante o seu mandato neste território. Aznar foi acusado com provas de pagar com fundos estatais a um lobby de Washington para conseguir a medalha do Congresso da EE.UU. O contrato foi de 2 milhons de dólares com a empresa de advogados Piper Rudnick e pagárom-no os entom políticos do PP Ana Palácio e Ramón Gil Casares através do Ministério de Assuntos Exteriores. Jamais se abriu umha investigaçom a respeito disso e o beneficiado nem os pagadores nunca reintegrárom o dinheiro.

Entre os "amigos" norte-americanos de Aznar que alude a notícia e que lhe sugerem que fuja de Espanha estám o rabino Arthur Schneier, presidente da Fundaçom "Appeal of Conscience", G. Alhen Andreas, director geral da companhia Daniels Midland, o presidente de Boeing, Philip M. Condit, o ex presidente da Reserva Federal Paul A. Vokcker e o presidente da Corporaçom para o Desenvolvimento da Cidade, John C. Whitehead.

A jornalista Rocio Campos, de Informaçom Sensível, descobriu ademais que o seu filho, José Maria Aznar Botella, é conselheiro de Promontoria Plataforma S.L. filial de Cerberus Capital, um fundo abutre que compra activos tóxicos e bota aos inquilinos que nom podem pagar a hipoteca. Cerberus Capital Managament, com sede em Nova Iorque, criou umha rede de sociedades através de Promontoria Holding na Holanda, um paraíso fiscal, para entrar na Europa. Bankia cedeu-lhe mais de 12.000 milhons de euros de activos imobiliários à empresa de Aznar Botella em Setembro de 2013 num processo competitivo, mas a entidade nunca clarificou se houvo mais candidatos. Promontoria Plataforma S.L. conta com doce conselheiros entre os que também se encontra José Manuel Hoyos de Irujo, assessor económico e amigo pessoal do ex-presidente José María Aznar. Também nom se abriu nunca umha investigaçom parlamentar ou judicial sobre este trato entre Bankia e os Aznar.

O próprio Aznar foi contratado pola Universidade de Georgetown (Washington) mas previamente o seu amigo Alberto Ruiz Gallardón, também do PP, patrocinou a sua equipa de basquetebol universitário. Foram 1,1 milhons os que destinou a "actividades no estrangeiro", o que levou à jornalista Anjos Álvarez a perguntar por esta campanha com fundos públicos: "está desenhada para devolver à universidade de Georgetown o que Georgetown dá a Aznar via conferências"".

Para Anjos Álvarez "é evidente que mais que umha campanha para promover as vantagens da capital espanhola entre os estudantes americanos parece umha campanha com objectivos espúrios", já que "seria conveniente que Gallardón promove-se -por exemplo- às equipas madrilenas femininos no quanto de pagar encobertamente as conferências que o esposo de Ana Botella dá na Universidade de Georgetown". Ademais, a empresa eléctrica espanhola Endesa patrocinou igualmente a cátedra Príncipe das Astúrias neste mesmo centro académico, acordo que se subscreveu em 1999 com o PP de Aznar e prorrogou-se em 2005 com o PSOE de Zapatero. Posteriormente Endesa fichou a Aznar como "assessor" a razom de 200.000 euros anuais, que podem chegar aos 400.000 com os "prêmios" e "bonus". Nengum partido pediu jamais umha investigaçom nem também nom ninguém reintegrou o dinheiro público esfumado.

11-01-2015

Link permanente 20:20:47, por José Alberte Email , 304 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Paul Craig Roberts: "Ataque contra 'Charlie Hebdo' foi umha operaçom de falsa bandeira"

http://actualidad.rt.com/actualidad/162898-roberts-ataque-paris-falsa-bandera-francia-vasallo-eeuu

O ex-subsecretario do Tesouro de EE.UU., Paul Craig Roberts, assegura que o ataque terrorista contra a sede de 'Charlie Hebdo' em Paris foi umha operaçom de bandeira falsa "desenhada para apontoar o estado vassalo da França ante Washington".

"Os suspeitos podem ser tanto culpados como bodes expiatórios. Basta lembrar todos os complôs terroristas criados pola FBI que serviram para fazer a ameaça terrorista real para os estadounidenses", escreveu Roberts num artigo publicado no seu sitio web.

O politólogo afirmou que as agências estadounidenses ham planeado as operaçons de falsa bandeira na Europa para criar ódio contra os muçulmanos e reforçar a esfera de influência de Washington nos países europeus.

"A Polícia encontrou o documento de identidade de Said Kouachi na cena do tiroteio [perto da sede de 'Charlie Hebdo']. Soa-lhes familiar? Lembrem que as autoridades afirmaram encontrar o passaporte intacto de um dos presumíveis seqüestradores do11-S entre as ruínas das torres gémeas. umha vez que as autoridades descobrem que os povos ocidentais estúpidos vam acreditar qualquer mentira transparente, vam recorrer à mentira umha e outra vez", diceu Roberto.

O anúncio da Polícia do achado do documento de identidade claramente aponta a que "o ataque contra 'Charlie Hebdo' foi um trabalho interno e que as pessoas identificadas pola NSA como hostis às guerras ocidentais contra os muçulmanos vam ser incriminadas por um trabalho interno desenhado para devolver a França sob o polegar de Washington", diceu o politólogo.

Assim mesmo, Roberts falou que a economia francesa está a sofrer polas sançons impostas por Washington contra Rússia. "Os estaleiros vem-se afectados ao nom poder entregar os pedidos russos devido à condiçom de vassalagem da França ante Washington", explicou e agregou que "outros aspectos da economia francesa estám a ser impactados negativamente polas sançons que Washington obrigou aos seus Estados peleles da NATO a aplicar contra Rússia".

09-01-2015

Link permanente 22:15:32, por José Alberte Email , 1608 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Felipe González vai-se a Colômbia nacionalizado com os seus amigos "narcopolíticos": umha comissom de 19 milhoes

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Felipe González vai-se a Colômbia nacionalizado com os seus amigos "narcopolíticos": umha comissom de 19 milhoes

Mariano Rajoy nom se move mas dous dos seus predecessores, Felipe González (PSOE) e José María Aznar (PP) planejam o seu futuro fora de Espanha. O dirigente socialista haver recebido por fim a nacionalidade colombiana que tanto ansiava e poderá desfrutá-la com os seus amigos, entre eles os Marulanda. Cecília Marulanda, viúva do seu lhe velho e incondicional construtor Enrique Sarasola, e Virginia Vallejo, amante e também hoje "viúva" do conhecido "narco" Pablo Escobar, citam-se entre eles. Virginia lembra aquela viagem do falecido mafioso colombiano a Madrid para festejar junto a Felipe González e Alfonso Guerra no Hotel Palace a vitória eleitoral de 1982 e como corria a "coca" na sua tomada de posse.

Em mudança, o ex ministro e ex embaixador Carlos Arturo Marulanda, irmao de Cecilia, foi preso e encarcerado em Madrid polo juiz Juan do Olmo (Audiência Nacional) a requirimento da Interpol, por formaçom de grupos armados, terrorismo e malversaçom de fundos públicos. Para tentar blindar-se, havia condecorado a quatro eurodeputados espanhóis: Manuel Medina (PSOE), Ana Miranda de Lage (PSOE), José Ignacio Salafranca (PP) e Gerardo Galeote (PP), este último implicado na máfia Gürtel. Também o tentou com o funcionário da Comissom Europeia, José Luís Trimiño Pérez, mas o escândalo fixo intervir ao próprio presidente europeu, entom Jacques Santer, que o impediu apesar das travas impostas polo comissário socialista Manuel Marín.

O presidente da República, Juan Manuel Santos Calderón, outorgou o passado 1 de Dezembro a nacionalidade colombiana ao ex presidente do Governo de Espanha, Felipe González, numha discreta cerimónia celebrada no Salom Protocolario da Casa de Narinho. "Acho que nom há presidente que nom possa dizer que em momento de angústia ou de dúvida, aí estava Felipe González listo a dar os seus conselhos, a ajudar, a pôr o seu granito de areia em forma muito efectiva, ademais; sempre em forma desinteressada polo seu agarimo com Colômbia, com os colombianos", disso Santos Calderón. E nom lhe faltava razom: os seus laços com Colômbia centram-se sobretodo com dous casais, segundo descreveram elas mesmas. E com muitos políticos do regime.

Virgínia Vallejo, amante de Pablo Escobar, conhece bem a Felipe González. De facto confessa que "eu creio no socialismo, num socialismo à moda de Felipe González". Ela é jornalista, chegou a entrevistar ao dirigente espanhol do PSOE e contou no seu livro "Amando a Pablo, odiando a Escobar" até onde se remonta a sua relaçom com o seu agora compatriota: "Poucos meses antes de conhecer-nos, Escobar e Santofimio assistiram com outros congressistas colombianos à posse do presidente de Governo espanhol, o socialista Felipe González, cujo homem de confiança, Enrique Sarasola, está casado com a colombiana Cecilia Marulanda".

"A Felipe González entrevistar eu para televisom em 1981 e a Sarasola conhecer em Madrid durante a minha primeira viagem de lua de mel. Com expressom terrivelmente séria, Pablo descreveu-me a cena na que os outros parlamentares da comitiva pediam-lhe cocaína de presenteio numha discoteca madrilena e ele reagia insultado. E eu confirmei o que já sabia: que o Rei da Coca parece detestar, quase tanto como eu, o produto de exportaçom sobre o qual está a construir um autêntico império livre de impostos. A única pessoa a quem Pablo Escobar presenteou rocas de cocaína sem que tivesse sequer que pedi-las é o anterior namorado da sua namorada. E nom o fixo precisamente por razoes humanitárias ou filantrópicas".

Noutra ocasiom, o cunhado de Sarasola tentou vender-lhe a Escobar umha faustosa leira: "A polvoreira na fazenda do cunhado de Enrique Sarasola estalaria em 1996, sendo Carlos Arturo Marulanda embaixador ante a Uniom Europeia durante o governo de Ernesto Samper Pizano. Por acçom de esquadroes como os daqueles chulavitas utilizados polo seu pai meio século atrás, case quatro centenas de famílias camponesas seriam obrigadas a fugir de Bellacruz trás o incendeio das suas casas e a tortura e assassinato dos seus líderes em presença do Exército".

"Marulanda, acusado de conformaçom de grupos para-militares e violaçons dos direitos humanos, seria arrestado em Espanha em 2001 e extraditado a Colômbia em 2002. Duas semanas depois seria liberar sobre a base de que os delitos foram cometidos polos grupos paramilitares que esperavam no César e nom polo milionário amigo do presidente. Para Amnistia Internacional, o ocorrido na fazenda Bellacruz constitui um dos episódios de impunidade mais aberrantes na história recente de Colômbia. Diego Londoño White, como o seu irmao Santiago, seria posteriormente assassinado. E case todos os demais beneficiários da rapina do Metro e dos crimes de Bellacruz, ou os seus descendentes, desfrutam hoje dos mais dourados retiros em Madrid e Paris". A operaçom de compra e venda finalmente frustrou-se pola negativa do "narco":

"Marulanda é o cunhado de Enrique Sarasola. Di ao emissário que eu se que Bellacruz é a fazenda mais grande do país depois de umhas que tem o Mexicano nos Llanos, onde a terra nom vale nada, mas que nom lhe dou nem um milhom de dólares por ela porque eu nom som um desalmado como o pai do ministro. E claro que vai valer o dobro, o meu amor! Mas primeiro tem que buscar-se a outro tipo sem escrúpulos, como ele e o seu irmao, para que tire daí aos descendentes de toda essa pobre gente a quem o seu pai expulsou das suas parcelas a sangue e lume aproveitando do caos da Violência."

Quando Virginia Vallejo e Pablo Escobar falavam da "rapina do Metro" de Medellín referem-se a umha história que corria por Espanha como lenda urbana mas que hoje tem nomes e apelidos: "Explica-me que em Bellacruz está a gestar-se umha polvoreira que tarde ou cedo terminará num massacre. O pai do ministro, Alberto Marulanda Grilo, comprou as primeiras 6000 hectares nos anos quarenta e foi dobrando o tamanho do latifúndio com a ajuda de chulavitas, polícias que incendiavam ranchos, violavam, torturavam e assassinavam por encargo de quem contratasse os seus serviços. A irmá de Carlos Arturo Marulanda está casada com Enrique Sarasola, vinculado à sociedade espanhola Ateinsa de Alberto Cortina, Alberto Alcocer e José Entrecanales".

"Sarasola, amigo próximo de Felipe González, ganhou $19.6 milhoes de dólares de comissom e geriu a adjudicaçom do chamado «Contrato de engenharia do século», o Metro de Medellín, ao Consórcio Hispano-Alemám Metromed e aos seus sócios, entre eles Ateinsa. Diego Londoño White, gerente do projecto do Metro, grande amigo de Pablo e dono, com o seu irmao Santiago, das mansioes que ele e Gustavo utilizam como escritórios, foi o encarregado de negociar o contrato e tramitar as zumentas comissons. Segundo umha testemunha da rapina e a voracidade do grupo encabeçado por Sarasola, a adjudicaçom do Metro " na que receberiam honorários extravagantes desde uns advogados colombianos de apelido Puyo Basco até o despia alemám Werner Mauss ", «mais que umha licitaçom por um contrato de engenharia civil, parecia umha película de gángsters», conceito que outro social-democrata como Pablo Escobar parece partilhar plenamente".
"Quase ao mesmo tempo que Felipe González em Madrid, chega ao governo em Colômbia o seu amigo Belisario Betancur graças ao dinheiro do narcotráfico, que lhe pagou a sua campanha eleitoral. Betancur nomeia presidente da Câmara de Medellín a Álvaro Uribe quando a cidade é um feudo de Pablo Escobar. Uribe reúne-se com os capos do cártel de Medellín e ao quatro meses do sua nomeaçom, Betancur tem-o que destituir da câmara municipal por causa disso. Em Medellín Betancur atira o projecto multimilhonario de construçom de um metro, cujas obras adjudica a Sarasola, quem leva um belisco de 20 milhoes de dólares, que se reparte com Felipe González".

No negócio reaparece o espia alemám Werner Mauss, implicado na tentativa de assassinato de Cubillo em Argel em 1978, quem também leva o seu belisco correspondente. Daquela o próprio Betancur tivo que nomear umha comissom especial para "investigar" o chanchulho. O primeiro gerente do metro de Medellín é Diego Londoño White, quem acabou condenado polos seus vínculos com Pablo Escobar, assim como seqüestro, sendo finalmente assassinado em 2002 num ajuste de contas".

Quem assim se expressa é a web "Amnistia Presos", que conseguiu um documento gráfico que testemunha o que di Virginia Vallejo: Pablo Escobar no Hotel Palace durante o jantar de celebraçom da vitória do PSOE em 1982. Ademais revela 13 vínculos entre Felipe González e as elites social-democratas de Colômbia: Belisario Betancur (embaixador em Madrid e logo presidente); o casal Enrique Sarasola Lertxundi-Cristina Marulanda, filha de Alberto Marulanda Grilo, latifundista agrícola e accionista da companhia aérea Avianca".

Pablo Escobar, no jantar do Hotel Palace que celebra a vitória do PSOE em 1982

Também Alberto Santofimio Botero, ministro de Justiça, senador, presidente da Câmara de Representantes, duas vezes candidato presidencial e condenado em 2006 como autor do assassinato do também candidato presidencial Luís Carlos Galã, cometido em 1989, em cumplicidade com o capo do narcotráfico Pablo Escobar; Virginia Vallejo, o casal de Escobar e jornalista que chega a entrevistar a Felipe González. A presença de Escobar, Santofimio e e Jairo Ortega Ramírez, outro narcopolítico colombiano, está documentada mesmo na sentença contra Santofimio por assassinato. Existem imagens na festa do PSOE celebrando a vitória de 1982 do três narcopolíticos colombianos, que sentárom juntos na mesa do hotel, junto ao toureiro Luís Miguel Dominguín.

"O jornalista colombiano Gonzalo Guillén, presente àquele acto, afirma que foi Pablo Escobar quem lhe apresentou a Felipe González para que lhe pudesse entrevistar. Logo foram a umha discoteca, onde seguiram celebrando-o toda a noite. A polícia espanhola, que tinha fichado a Escobar, soubo com antecipaçom que ia viajar a Madrid e o hotel no que se hospedava. Os antidisturbios rodeárom o edifício e detiveram a vários congressistas do Partido Conservador colombiano que se deitárom cedo. Vestidos com os seus pijamas, foram cacheados, junto com as suas equipagens", conclui esta web.

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