por KKE
Na quarta-feira 6 de Junho o presidente do SYRIZA, A. Tsipras, encontrou-se com embaixadores e diplomatas dos estados membros do G20. O jornal Rizospastis, órgão do CC do KKE, fez os seguintes comentários na edição de 7 de Junho:
"O sr. Tsipras entregou a sua "carta de credenciais", num evento realmente cerimonial, a um responsável da embaixada dos EUA e a diplomatas dos 19 mais fortes países capitalistas do planeta! A reunião do presidente do SYRIZA com os embaixadores dos países do G20 trouxe-nos uma lembrança do passado recente, especificamente recordou-nos o antigo primeiro-ministro Giorgos Papandreu, o qual se desvaneceu nas últimas semanas sem deixar nenhum traço... Os mesmos slogans respeitantes a "uma nova política externa pacífica multi-facética", as mesmas referências a "iniciativas internacionais para a democratização do sistema de relações internacionais" e a necessidade de "aumentar o papel da ONU".
E, ao mesmo tempo, nenhuma menção à NATO. Os lábios estão selados! A NATO que se reuniu recentemente em Chicago e tomou novas decisões perigosas para a expansão da sua actividade, para a repressão de todas as forças e todos os povos que procurem controlar o seu próprio futuro. O silêncio do sr. Tsipras quanto à continuidade da intervenção contra a Síria foi espantoso. Nenhuma menção ao assunto, como se os planos para uma intervenção militar na região não estivessem a ser traçados. Como se a utilização da base estado-unidense em Suda não fizesse parte dos planos relativos a esta intervenção e, mais genericamente, a utilização dos portos, do espaço aéreo e do mar do nosso país. O presidente do SYRIZA nada disse acerca de como o governo "de esquerda", que ele promete constituir, reagiria a uma tal situação.
Por que? É óbvio! Quando ele não coloca a questão do afastamento dos planos imperialistas, da organização imperialista da NATO, em nome de "obrigações da aliança", o país será arrastado para esta nova guerra imperialista, sob um governo "de esquerda". Mas o sr. Tsipras não esqueceu de mencionar que desempenharia um papel principal num "Médio Oriente livre do nuclear", apontando o programa nuclear do Irão, o qual em qualquer caso é o pretexto que será utilizado pelos EUA e Israel para justificar um possível ataque militar contra o Irão, uma nova guerra. Nem uma palavra acerca das armas nucleares que Israel já possui!"
O presidente do SYRIZA insistiu mais uma vez em declarar a sua lealdade à UE imperialista e a necessidade da assimilação da Turquia na mesma, algo a que os comunistas turcos e o movimento dos trabalhadores se opõem! Finalmente, ele considerou apropriado à frente dos embaixadores estrangeiros a cuspir seu veneno sem hesitação contra o socialismo que a humanidade conheceu na URSS e outros países no século XX, o qual, apesar das suas fraquezas, foi durante mais de 50 anos um apoio insubstituível para a paz e segurança dos povos e uma espinha atravessada na garganta dos imperialistas.
O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-06-07-syriza
Esta notícia encontra-se em http://resistir.info/ .
por KKE [*]
A Grécia continua a atrair a atenção de trabalhadores de muitos países de todo o mundo, considerando as novas e crucialmente importantes eleições parlamentares, as quais serão efectuadas a 17 de Junho, pois nenhum dos três partidos que receberam maior número de votos pôde forma uma coligação de governo. De particular interesse, a julgar pelos artigos relevantes em jornais, revistas e sítios web comunistas e progressistas, estão os resultados das eleições recentes bem como a linha política traçada pelo Partido Comunista da Grécia (KKE), o qual ficou na linha de fogo de vários analistas neste período. Mas vamos começar pelo começo.
Sobre o resultado das eleições de 6 de Maio
As eleições de 6 de Maio criaram um novo cenário político, pois os três partidos, os quais haviam governado juntos apoiando a linha política anti-povo do capital e da União Europeia (UE), tombaram nas eleições. Especificamente:
O PASOK social-democrata congregou apenas 833.529 votos ou 13,2%, uma queda sem precedentes de -2.170.013 votos e -30,8%.
O ND conservador recebeu 1.192.054 votos ou 18,9%, uma queda de -1.103.665 votos ou -14,6%
O LAOS nacionalista não pôde alcançar o limiar dos 3% para entrar no Parlamento, recebendo 183.466 votos ou 2,9%, uma queda de -202.739 votos ou -1,6%.
Ao mesmo tempo, contudo, a mudança do cenário político não significa uma viragem pois as forças que apoiam a linha política da "UE como caminho único" foram as principais beneficiárias da cólera dos trabalhadores. E assim, a grande maioria dos eleitores dos partidos burgueses foi dispersa em formações políticas relacionadas ideologicamente. Especificamente.
O SYRIZA, que é uma aliança de forças oportunistas, o qual abandonou o KKE a partir de posições de "direita" (nas divisões do Partido em 1968 e 1991) e ao qual em anos recentes aderiram forças do PASOK social-democrata, reuniu 1.061.265 votos ou 16,8%, um aumento de +745.600 ou +12,2%.
A Esquerda Democrática, uma dissidência do SYRIZA, que também absorveu antigos deputados e responsáveis do PASOK, reuniu 386.116 votos ou 6,1%.
Um grande número de votos também foi dirigido a partidos reaccionários e nacionalistas como os "Gregos independentes", os quais emergiram da ND e receberam 670.596 votos ou 10,6% e o nazi-fascista "Aurora Dourada", o qual recebeu 440.894 votos ou 7%.
Além disso, cerca de 20% do eleitorado votou por dúzias de partidos que participaram nas eleições mas não puderam romper a barreira dos 3%.
O KKE teve um pequeno aumento nesta última eleição. Especificamente, recebeu 536.072 votos ou 8,5%, ou seja, +18.823 votos ou +1%. O KKE elegeu 26 deputados (dos 300 no Parlamento), 5 mais do que tinha anteriormente. Nos bairros da classe trabalhadora o KKE recebeu quase o dobro da sua percentagem média. Na verdade, em uma das 56 regiões eleitorais (Samos-Ikaria) o KKE alcançou o primeiro lugar com 24,7%.
O CC do KKE chegou a certas conclusões iniciais sobre o resultado eleitoral. Ele menciona na sua declaração, entre outras coisas: "o CC saúda os milhares de trabalhadores e trabalhadores e desempregados que apreciaram a militância, firmeza e a clareza verídica das palavras do KKE, a militância e a generosidade dos comunistas e o apoiaram na urna eleitoral, independentemente do seu nível de acordo com a sua proposta política geral. Uma grande secção dos trabalhadores bem como uma secção dos eleitores do partido, sob a pressão do exacerbamento dos problemas populares, dos slogans enganosos referentes à renegociação do memorando [1] e o alívio imediato para os trabalhadores, não puderam entender e compenetrar-se da diferença entre um governo e o poder real". Mas, como é observado pelo CC do KKE: "a proposta política do KKE em relação à luta pelo poder da classe trabalhadora encontrar-se-á no âmago do povo no próximo período, pois a diferença entre um governo e o poder real do poder tornar-se-á ainda mais clara, bem como a proposta geral referente a questões imediatas da sobrevivência do povo e o poder popular da classe trabalhadora. Deste ponto de vista a actividade político eleitoral do KKE em harmonia com a sua estratégia, como é adequado, constitui um legado importante para os próximos anos".
Sobre o SYRIZA
Certos media internacionais burgueses, que apresentam o SYRIZA como o "vencedor" das eleições de 6 de Maio, não exploraram para além do seu título: "Coligação da Esquerda Radical" e chegaram à conclusão de que é uma esquerda radical ou mesmo um partido comunista. Naturalmente, isto não tem base na realidade. A força central dentro do SYRIZA é o partido "Coligação da Esquerda" (SYN), o qual tem um programa social-democrata. Em 1992 ele votou pelo Tratado de Maastricht no Parlamento grego e é um apoiante da União Europeia imperialista, que acredita poder ser melhorada. Ele aderiu à campanha anti-comunista contra a URSS e os outros países socialistas que conhecemos no século XX. O SYN é membro da presidência do chamado "Partido de Esquerda Europeu" (PEE), o qual é um instrumento da UE para erradicar as características comunistas dos PCs nos países da UE.
Junto ao SYN há forças que entraram no SYRIZA vindas do PASOK social-democrata, bem como vários grupos mais pequenos da ultra-esquerda de matiz trotsquista e antigos grupos "maoistas" mutados, os quais acrescentam "tempero" político a esta "comida" basicamente social-democrata e anti-comunista. Um objectivo básico desta formação particular é a redução da influência eleitoral, sindical e política do KKE. Há numerosos exemplos ao longo da última década do carácter anti-KKE desta formação política. Em dúzias de sindicatos, federações sectoriais e centros de trabalho (conselhos sindicais locais), as forças do SYRIZA cooperaram e formaram alianças eleitorais com forças do PASOK a fim de impedir a eleição de delegados comunistas aos organismos sindicais superiores. O SYRIZA é o inimigo jurado da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), a qual é uma junção de sindicatos com orientação de classe. As forças do SYRIZA colaboraram abertamente com forças do governo e patronais nos corpos dirigentes das confederações sindicais comprometidas no sector privado (GSEE) e no sector público (ADEDY). Em muitos casos eles têm uma posição semelhante em eleições locais. Um exemplo particularmente característico foi a posição nas eleições municipais de 2010 em Ikaria. O KKE tem influência eleitoral significativa nesta ilha, a qual antigamente foi um lugar de exílio para comunistas. Nas eleições de 2010 o SYRIZA colaborou com o PASOK social-democrata, a ND liberal e o LAOS nacionalista a fim de que a ilha não elegesse um presidente comunista para a municipalidade. Assim, o candidato do KKE recebeu 49,5% dos votos e a municipalidade foi ganha pela aliança anti-KKE por umas poucas centenas de votos.
Hoje o SYRIZA tenta atacar o KKE com propostas de conveniência política relativas à chamada "unidade da esquerda", numa tentativa de que o KKE apague secções inteiras do seu programa, que apague os seus princípios e aceite a política de administrar o sistema capitalista, a qual é a proposta do SYRIZA.
Com base nisto, o mínimo que podíamos dizer é que a posição de certos PCs não foi responsável, os quais apressaram-se a saudar a ascensão eleitoral desta formação oportunista e anti-comunista em nome do aumento eleitoral da "esquerda", sem conhecer a situação real na Grécia. Eles saudaram um inimigo jurado do KKE, um inimigo cuja participação na coligação governamental dos apoiantes da UE foi proposta pelo presidente dos industriais gregos.
A ilusão da "unidade de esquerda" e a mentira do "governo de esquerda"
Muitos trabalhadores politizados, de vários países da Europa e do mundo, colocam esta pergunta: Por que o KKE não faz alguns compromissos? Por que insiste ele na sua linha política de congregar forças sociais, que queiram lutar contra os monopólios, contra o capitalismo, contra as uniões imperialistas, pelo poder da classe trabalhadora e não apoia a linha política da "unidade da esquerda", a luta para corrigir a realidade capitalista e a UE, com colaboração política e/ou governamental com outras forças "de esquerda" e sociais-democratas, como têm feito outros PCs na Europa?
Para começar, o KKE desde há algum tempo tem esclarecido que os significados de "esquerda" e "direita" não reflectem a situação política de hoje. O termo "esquerda" hoje podia ser utilizado para descrever o secretário-geral da NATO ou primeiro-ministro de um país que está a conduzir uma guerra imperialista e a executar medidas anti-trabalhadores e anti-povo a expensas dos trabalhadores do seu país. O Partido Comunista não é simplesmente um "partido de esquerda", mas o partido que luta pelo derrube do capitalismo, a construção da nova sociedade socialista-comunista. É este caminho, esta linha de luta que pode provocar ganhos e não o reverso!
Como a história tem demonstrado, reformas, a luta para "corrigir" o sistema capitalista, para embotar as medidas anti-povo mais extremas, o que é aquilo em que se centram as forças oportunistas-sociais-democratas, nunca levou ao derrube do capitalismo em lado nenhum. Ao contrário! Em muitas ocasiões esta abordagem levou à consolidação do capitalismo, por meio da criação de ilusões entre milhões de trabalhadores de que o capitalismo alegadamente pode ser humanizado; que hoje o Banco Central Europeu pode ser transformado de uma ferramenta do capitalismo numa... organização caritativa que concederá empréstimos livres de juros ou que a União Europeia pode ser transformada de uma união que serve o capital numa "união dos povos", como afirmam o SYN/SYRIZA e o ELP.
Esta é a razão porque o KKE promove sua proposta política num estilo abrangente, o qual especializou para as eleições de 6 de Maio no slogan: "Fora da UE, com o poder popular e cancelamento unilateral da dívida".
Neste sentido, o KKE permanece firmemente orientado para o marxismo-leninismo. Como escreveu Lenine: "O proletariado está a combater, e continuará a combater, para destruir o antigo regime. A este fim dirigirá toda a sua propaganda e agitação e todos os seus esforços para organizar e mobilizar as massas. Se falhar em destruir o antigo regime completamente, este aproveitar-se-á mesmo da sua destruição parcial. Mas nunca advogará a destruição parcial, pintando isto em cores róseas, ou apelará ao povo para apoiá-lo. O apoio real numa luta genuína é dado que se esforçam pelo máximo (alcançado algo menos no caso de fracasso) e não àqueles que oportunisticamente restringem os objectivos da luta antes do combate" [2]
O KKE rejeitou a ideia de formar um "governo de esquerda", o qual manterá a Grécia na UE e na NATO deixando intactas as relações capitalistas de produção, e que alegadamente será capaz de implementar uma administração deste sistema em favor do povo. No partido está a lutar pelo desenvolvimento da luta de classe, da consciência política dos trabalhadores, pela sua libertação da influência dos partidos burgueses e suas construções ideológicas e pela formação de uma aliança social, a qual defenderá os interesses dos trabalhadores e procurará também desembaraçar o país de intervenções imperialistas e também colocará a questão do poder.
Objectivo: A redução da influência do KKE e sua assimilação dentro do sistema!
A recusa do KKE em submeter-se a formações "de esquerda" ou mesmo a um governo "de esquerda" está a ser atacada pelos seus inimigos e "amigos", os quais directa ou indirectamente apelam ao KKE para que se "una" a outras forças "de esquerda". Os PCs que estão na presidência do PEE seguem esta linha. Houve também alguns ataques um tanto brutos de vários grupos trotsquistas que são mais bem conhecidos no exterior do que no nosso próprio país, os quais caracterizaram o KKE como sectário e dogmático.
Como é possível para o KKE mobilizar centenas de milhares de pessoas na Grécia, com a linha da luta de classe, se o partido é sectário? Como é possível, por exemplo, para a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) mobilizar dúzias de sindicatos de primeiro nível, federações sindicais e centros de trabalho os quais representam centenas de milhares de trabalhadores?
Deveríamos notar aqui que o PAME, como pólo com orientação de classe no trabalho e movimento sindical, reúne 8 federações sectoriais, 13 centros de trabalho, centenas de primeiro nível e uniões sectoriais, com 850 mil membros. Além disso, o PAME também opera em sindicatos onde as forças com orientação de classe não estão em maioria. Por exemplo, o PAME é a segunda força numa série de federações sectoriais (tais como a federação no sector turístico e de catering e na Federação dos Metalúrgicos) bem como nos dois maiores centros de trabalho do país (Atenas e Salónica).
Como é possível para o Agrupamento pan-helénico anti-monopólio dos auto-empregados (PASEVE) organizar milhares de pessoas auto-empregadas, que entendem a necessidade de entrarem em conflito com os monopólios? Como é possível para milhares de agricultores pobres, através das suas associações e seus comités, serem inspirados pela luta do Agrupamento Militante de Todos os Agricultores (PASY) contra a Política Agrícola Comum da UE? Como é possível para mulheres e milhares de estudantes, que pertencem à classe trabalhadora e estratos populares, entrarem na luta no quadro das reivindicações e iniciativas da Federação das Mulheres Gregas (OGE) e da Frente de Luta dos Estudantes (MAS)? Os membros e quadros do KKE desempenham um papel de liderança em todas estas organizações sócio-políticas sem esconderem a sua identidade.
Eles acusam o KKE de estar "isolado", ou mesmo de ser "dogmático" e "sectário" devido à sua rejeição de um "governo de esquerda" ou devido ao facto de que a sua percentagem nas eleições não aumenta tão rapidamente quanto aquela da formação social-democrata SYRIZA. Estas acusações contra o KKE não se sustentam. Deveríamos recordar que 2,5 anos atrás o PASOK, o outro partido social-democrata, recebeu 44% enquanto desta vez recebeu apenas 13%. Este declínio, o qual verificou em condições de fluidez política promoveu o SYRIZA, a sua mais estreita conexão ideológica. Ainda assim, um partido revolucionário, como o KKE, não é julgado exclusivamente pela sua percentagem em eleições.
Nosso partido acumulou imensa experiência histórica em relação à política de cooperação! Ele conduziu a luta anti-fascista de uma ampla frente armada que deu uma enorme contribuição para a luta popular. No entanto, naquele período o partido não conseguiu constituir uma estratégia para a transformação da luta anti-fascista numa luta para o derrube do poder burguês. Durante as décadas de 1950 e 1980 o KKE constituiu alianças "de esquerda". O KKE extraiu conclusões valiosa da sua experiência em relação à política de alianças e não pretende repetir erros semelhantes.
Mas por que estão eles a atacar o KKE? Naturalmente estão irritados pela significativa actividade internacional do KKE para a reconstrução do movimento comunista internacional na base do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário. Além disso, a Reuniões Internacionais de Partidos Comunistas e Operários bem como as outras iniciativas comunistas internacionais começaram em Atenas. Mas o mais importante é que o KKE é um partido com raízes fortes na classe trabalhadora, com experiência significativa em lutas de trabalhadores e populares, um partido que se recusa a abandonar seus princípios, um partido que se recusa a tornar-se a "cauda" da social-democracia, um partido que não se submete à UE e à NATO. Neste ponto citamos um comentário de um artigo publicado no bem conhecido jornal francês Le Monde Diplomatique: "o objectivo secreto e a vontade de toda a gente de esquerda na Grécia é dissolver o Partido Comunista e remodelá-lo numa nova base e dar à esquerda grega a sua posição adequada na sociedade". Por outras palavras, desacreditar o KKE e transformá-lo, como certos outros partidos comunistas mutados da Europa, num "álibi comunista" da social-democracia para a gestão da barbárie capitalista.
O nosso próprio objectivo é frustrar os seus planos! Preservar e fortalecer o KKE. Apesar da pressão exercida sobre o nosso partido há vários sinais encorajadores a mostrar que o KKE demonstrar-se-á um osso duro de roer. Dez dias após as eleições de 6 de Maio verificaram-se as eleições estudantis na Grécia. As listas apoiadas pela Juventude Comunista da Grécia tiveram 16% [dos votos] em Institutos Educacionais Tecnológicos (IET) e 14% nas universidades, um aumento em comparação com o ano passado. As listas do SYRIZA, ao contrário, alcançaram uma baixa votação com 2,3% em IET e 6,9% em universidades.
Face-lift do sistema burguês
O KKE tem advertido o povo grego de que a classe burguesa está a preparar uma cirurgia plástica da cara (face-lift) do cenário político a fim de preservar o seu poder. A razão é que ela não pode administrar o sistema político na base da rotação de um partido conservador (ND) e um social-democrata (PASOK) no poder como tem feito desde 1974, após a queda da ditadura militar. O sistema burguês procura livrar-se de partidos e pessoas que se desmascararam aos olhos do povo de uma vez por todas. Sob estas condições o SYRIZA, o qual tem um programa social-democrata, colheu benefícios nas eleições ao propalar mentiras flagrantes, tanto antes como durante o período eleitoral, promovendo ilusões as quais na essência afirmam que poder haver um futuro melhor para os trabalhadores sem um conflito com os monopólios e as uniões imperialistas. Eis porque ele arca com enormes responsabilidades em relação ao povo!
O KKE urge o povo trabalhador a perceber que esta cirurgia plástica nada tem a ver com a satisfação das necessidades actuais do povo. Mesmo o assim chamado "governo de esquerda" é um bote salva-vidas furado para o povo trabalhador que tem sido sufocado pelos impasses do sistema capitalista.
O povo não deve ser aprisionado em falsos dilemas
Na batalha eleitoral de 17 de Junho os partidos burgueses e o oportunismo promovem novos dilemas enganosos, os quais serão utilizados no período seguinte a fim de aprisionar o povo, reduzir a resistência das massas radicais às pressões exercidas sobre elas, bem como a influência do KKE nas eleições. O KKE não esconde o facto de que esta batalha será particularmente difícil para os comunistas!
A fim de tornar claro de que espécie de falsos dilemas estamos a falar permita-nos examinar alguns deles:
1. Euro ou dracma?
Um dos falsos dilemas é a acusação do ND contra o SYRIZA argumentando que a sua política leva o país para fora do euro e que isto seria catastrófico para o povo trabalhador. O SYRIZA responde que o custo da saída da Grécia do euro seria imenso para os outros países da Eurozona e por essa razão nunca se verificará.
É claro que na realidade, considerando que a crise capitalista grega está em progresso, não podemos excluir, dados os cenários que já estão a ser discutidos, a contracção da Eurozona através da expulsão da Grécia e de outros países ou através de uma desvalorização interno do euro no nosso país. Consequentemente as chantagens da UE e do FMI são reais e a resposta não pode ser a complacência que o SYRIZA promove.
Contudo, deveríamos notar que todos os partidos excepto o KKE, isto é, ND, SYRIZA, PASOK e Esquerda Democrática estão a disputar sobre quem é o mais competente para manter o país no euro. Cada partido está a acusar o outro de levar a Grécia à dracma com a sua política. Todos eles têm como objectivo impor à consciência do povo o falso dilema "euro ou dracma" a fim de esconder o facto de que têm a mesma estratégia porque são partidos comprometidos com a UE. Ele conclamam o povo a votar e lutar sob falsas bandeiras, contrários aos seus interesses na linha falsa "dentro ou fora do euro" quando todos os partidos – excepto o KKE – estão a dizer dentro da UE e do euro. Tanto com o euro como com a dracma o povo será empobrecido.
O KKE conclama o povo a ultrapassar este dilema. Ele não deveria aceitar a escolha de com qual divisa eles medirão a sua pobreza, bem como as reduções no seu rendimento e pensões, os impostos, as despesas médicas e as mensalidades escolares. O dilema "euro ou dracma" é o outro lado da moeda da intimidação referente a bancarrota descontrolada que já é um facto para a esmagadora maioria do povo. Eles querem que povo seja aprisionado nos dilemas falsos de modo a poderem chantageá-lo quando quiserem aprovar leis anti-povo, dizendo-lhe para optar entre as medidas bárbaras e o retorno ao dracma o qual identificam com caos e miséria. Ao mesmo tempo, há secções da plutocracia, tanto na Grécia como fora dela, que procuram um retorno ao dracma. Isto lhes permitiria fazerem mais lucros para si próprios e a burguesia como um todo do que fazem agora nas condições da assimilação do país dentro do euro. O povo em bancarrota não fará qualquer progresso com o euro ou com o dracma enquanto monopólios dirigirem a produção, enquanto o país permanecer na UE e enquanto a burguesia permanecer no poder. A única resposta para o dilema "euro ou dracma" do ponto de vista dos interesses do povo é: desligamento da UE com poder popular e cancelamento unilateral da dívida. Não é preciso dizer que neste caso o país terá a sua própria divisa.
2. Solução grega ou europeia?
Todos eles estão a falar acerca de uma solução europeia da crise na Grécia e referem-se a negociações com os organismos da UE para uma solução abrangente para o problema da dívida que também afectará a Grécia. Todos os partidos gregos, excepto o KKE, saúdam a eleição de Hollande na presidência francesa, a qual, afirmam eles, porá um fim ao duo anti-povo "Mercozy". Eles também falam acerca de consultas com a UE sobre medidas de desenvolvimento, subsidiando os grandes negócios de modo a que possam fazer investimentos.
As suas tácticas procuram esconder que aqueles que são os principais responsáveis pelo sofrimento do povo não estão em Bruxelas mas dentro do país. É a burguesa, o patronato que possui os meios de produção, isto é, os navios, os escritórios, os serviços no nosso país. A participação da Grécia na Eurozona, baseada em decisões dos partidos da plutocracia, serve os seus interesses. É provocativo apresentar a UE como um terreno onde possa ser encontra uma saída da crise favorável ao povo. Foi a UE quem elaborou o memorando juntamente com os governos nacionais e o FMI. É a UE que tem como estratégia a "UE 2020" e o Tratado de Maastricht, isto é, a fonte de todas as medidas anti-trabalho e anti-povo com ou sem memorando. Eles dizem que mesmo o mais ligeiro alívio das medidas é uma matéria de negociações dentro da UE que se esforça por assegurar para os seus monopólios uma saída da crise a expensas dos povos. Eles urgem a vítima e esperar uma solução do opressor, numa Eurozona que está a afundar-se ainda mais profundamente na crise e a tornar-se ainda mais reaccionária, dadas as rivalidades dentro da UE mas também entre a UE os outros centros imperialistas.
O SYRIZA também arca com uma enorme responsabilidade pois procura uma renegociação da estratégia do memorando colocando o movimento sobre gelo e promovendo uma posição de "esperar e ver" até que as negociações do "governo de esquerda" que ele sonha com os parceiros da UE apresente resultados. Ao mesmo tempo, fala acerca de "coesão social", acerca de "paz social" que será imposta por um "governo de esquerda", isto é, calando as lutas dos trabalhadores e do povo num período em que elas têm de ser escaladas e radicalizadas contra a plutocracia nacional e os partidos que o servem ou apoiam através da intimidação e de ilusões.
O KKE revela ao povo que é necessário ter um movimento popular e dos trabalhadores que lutará pela ruptura e o derrube das opções do capital e da UE e promova a coordenação a nível europeu não através de negociações mas através do fortalecimento do movimento do povo e dos trabalhadores na sua luta contra a UE, na linha da ruptura.
3. Austeridade ou desenvolvimento?
Numa Europa capitalista soçobrando na crise os governos procuram "desenvolvimento", nomeadamente a saída do capital da UE da crise. Na Grécia os partidos pró UE querelam sobre a proporção de austeridade e desenvolvimento incluídos na sua política. Eles procuram esconder que o caminho capitalista de desenvolvimento implica austeridade nas condições da drástica competição capitalista e de agudas contradições inter-imperialistas. As medidas de "consolidação fiscal" tomadas numa série de países, com ou sem memorando, em nome da necessidade de criar um excedente nos orçamento do estado a fim de proporcionar subsídios ao capital também estão servido esse desenvolvimento. Além disso, as "mudanças estruturais" são promovidas na Grécia e por toda a Europa também em nome do desenvolvimento e incluem principalmente a abolição da segurança social e dos direitos do trabalho a fim de tornar a força de trabalho mais barata para o capital. A privatização e a liberalização de mercados que proporcionem novos campos lucrativos para a plutocracia também objectivam o desenvolvimento, esmagando pequenos negócios e os auto-empregados. Consequentemente, tudo é feito para o desenvolvimento o qual devido à sua natureza capitalista está ao serviço unicamente de medidas anti-povo que surgem ou como medidas de austeridade ou como "mudanças estruturais" ou como salvamentos para os grandes negócios. No período anterior os governos burgueses na Eurozona afrouxaram ou intensificaram as medidas numa ou noutra direcção a fim de regular as contradições entre si bem como o aprofundamento da crise.
O KKE nota que a saída em favor do povo não está na administração da crise com ferramentas expansivas ou restritivas pelo pessoal político do capital nos organismos da UE. Ela está na organização da luta a um nível nacional, por um diferente caminho de desenvolvimento o qual desenvolverá todo o potencial de produção do país em favor do povo baseado no poder do povo, o desligamento da UE e a socialização dos meios de produção.
4. "Direita" ou "esquerda", "pró memorando" ou "anti-memorando"
Estes são dilemas que tomarão uma nova forma de dois pólos, centro-direita e centro-esquerda. Os dilemas acima mencionados, primariamente com a responsabilidade do SYRIZA, marginalizam e obscurecem as contradições reais dentro da Grécia e da UE. O dilema artificial "memorando – anti-memorando" é utilizado pela burguesia e os oportunistas a fim de esconder que o seu denominador comum é a "UE como caminho único", nomeadamente o alinhamento com a estratégia do capital. Independentemente das suas diferentes tácticas estas forças "ala direita", "ala esquerda", "pró memorando", "anti-memorando" estão a zombar dos trabalhadores, dos extractos populares, quando lhes dizem que pode haver uma solução em favor do povo dentro da UE. A ND, o PASOK, os Gregos Independente, o SYRIZA, a Esquerda Democrática e as outras forças não têm um programa que entre em conflito ou pelo menos desafie o poder dos monopólios. Os termos que eles utiliza, nomeadamente "desenvolvimento", "redistribuição da riqueza", "auditoria da dívida", "solução europeia" escondem os interesses de classe contraditórios que existem na Grécia e na UE, isto é, o facto de que enquanto houver propriedade capitalista sobre os meios de produção não pode haver qualquer prosperidade para os extractos populares. O memorando é o topo do iceberg da estratégia da UE a qual distribui medidas anti-povo em todos os estados membros. Grécia, Irlanda, Portugal, Hungria, Roménia contrataram acordos de empréstimos ao contrário da Alemanha, França, Itália, Espanha, Dinamarca e a Grã-Bretanha que não participa na Eurozona. Mas o assalto do capital é comum a todos os países e inclui cortes em salários, relações de trabalho flexíveis, aumento das idades de reforma, privatizações de serviços públicos, comercialização da saúde, educação, cultura, desporto e a pauperização relativa e absoluta dos trabalhadores. Mesmo que possamos livrar-nos do memorando na Grécia as medidas anti-povo continuarão, de facto intensificar-se-ão na medida em que o capital e o seu poder não sejam derrubados porque isto foi estabelecido pelas linhas directivas estratégicas da UE as quais foram ou assinadas ou apoiadas pelos partidos burgueses e SYN7SYRIZA.
A questão real que o povo terá de responder e que emergirá mais intensamente no próximo período é a seguinte: a Grécia e o povo trabalhador independente e desligados dos compromissos europeus ou uma Grécia assimilada dentro da UE? Poderá o povo ser o mestre da riqueza que produz ou terá de ser escravo nas fábricas e negócios dos capitalistas? Será que o povo estará organizado e desempenhará um papel condutor nos desenvolvimentos ou estará o movimento pronto para a contagem e à espera de que aqueles que fazem vítimas resolvam os seus problemas como seus representantes? O KKE tem uma posição claríssima. O facto de que todas as suas previsões e avaliações tenham sido confirmadas é mais uma razão para o povo nele confiar e lutar ao seu lado.
Na batalha eleitoral que vem aí há uma necessidade de solidariedade internacional constante com o nosso partido a ser expressa de um modo maciço! Os comunistas gregos precisam sentir o apoio, a solidariedade proletária e o espírito de camaradagem dos partidos comunistas e de trabalhadores, das outras forças anti-imperialistas em vista desta dura batalha uma vez que a classe burguesa pretende a redução dos resultados eleitorais do KKE. E a razão é que está preocupado acerca da sua política revolucionária, acerca das suas posições claras em relação às organizações imperialistas, acerca da base sólida do KKE no movimento dos trabalhadores e do povo, nas fábricas, nas empresas, nos bairros populares das grandes cidades. Porque eles não podem subjugar o KKE. Os comunistas, os amigos do KKE, os membros e amigos da KNE combatem nesta batalha, organizados e determinados, declarando ao povo grego e à classe trabalhadora internacional que após as eleições estaremos nos lugares de trabalho, nas cidades e nas zonas rurais ao lado das famílias do povo e dos trabalhadores, na linha de frente da luta respeitante aos problemas do povo, fieis ao compromisso histórico do partido revolucionário, firmes na luta pelo derrube da barbárie capitalista, pelo socialismo-comunismo.
[1] Um acordo de medidas anti-povo assinado pelo governo grego com a UE, FMI e BCE para receber novos empréstimos.
[2] V.I. Lenin "O combate pelo poder e o 'combate' por sopas", volume 11, p 27-31
[*] Artigo da Secção de Relações Internacionais do CC
O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-05-23-arthro
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
– Investigação pormenorizada
por Marat Musin
Nota do Editor do Global Research
Esta notícia incisiva do jornalista russo independente Marat Musin desmonta as mentiras e falsidades dos meios de comunicação ocidentais.
A notícia baseia-se numa cronologia de acontecimentos e em relatos oculares. Foram massacradas em Houla famílias inteiras leais ao governo. Os terroristas não foram milícias shabbiha pró-governamentais conforme veiculado em coro pelos principais meios de comunicação, foram sobretudo mercenários e assassinos profissionais que agiram sob os auspícios do auto-proclamado Exército de Libertação Sírio:
"Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças.
Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa.
Depois os cadáveres foram apresentados às NU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos".
Pedimos aos nossos leitores que divulguem esta notícia o mais que puderem, que a publiquem no Facebook.
O massacre em Houla está a ser atribuído ao governo sírio sem ponta de justificação. O objectivo é não só isolar politica e economicamente a Síria como arranjar um pretexto e uma justificação para desencadear uma guerra humanitária R2P (responsabilidade pela protecção) na Síria.
Susan Rice, embaixadora americana nas Nações Unidas, deu a entender que, se o Conselho de Segurança não actuar, os EU e os seus aliados podem considerar "tomar medidas fora do plano Annan e da autoridade do Conselho de Segurança da ONU".
Esta notícia de Marat Musin confirma que os crimes contra a humanidade estão a ser praticados por milícias terroristas.
É essencial inverter a maré da propaganda de guerra que se serve das mortes de civis como pretexto para travar uma guerra, quando essas mortes de civis foram executadas não pelas forças governamentais mas por terroristas profissionais que actuam ao abrigo do Exército de Libertação Sírio, patrocinado pelos EUA-NATO.
Michel Chossudovsky, Global Research, Montreal, 01/Junho/2012
No fim-de-semana de 25 de Maio de 2012, por volta das 2 horas da tarde, grandes grupos de combatentes atacaram e capturaram a cidade de Al-Hula da província Homs. Al-Houla é formada por três regiões: as cidades de Taldou, Kafr Laha e Taldahab, cada uma das quais já albergou 25 a 30 mil pessoas.
A cidade foi atacada a nordeste por grupos de bandidos e de mercenários, em número de mais de 700 pessoas. Os militantes vieram de Ar-Rastan (a Brigada de al-Farouk do Exército de Libertação Sírio, chefiada pelo terrorista Abdul Razak Tlass, em número de 250), da cidade de Akraba (chefiada pelo terrorista Yahya Al-Yousef), da cidade Farlaha, a que se juntaram gangsters locais e de Al Houla.
Há muito que a cidade de Ar-Rastan foi abandonada pela maior parte dos civis. Neste momento dominam o local wahhabis e libaneses, alimentados com dinheiro e armas por um dos maiores orquestradores do terrorismo internacional, Saad Hariri, que lidera o movimento político anti-sírio "Tayyar Al-Mustaqbal" (Movimento do Futuro"). A estrada de Ar-Rastan para Al-Houla atravessa áreas beduínas que se mantêm quase todas fora do controlo das tropas governamentais, o que fez com que os ataques militantes a Al Hula fossem uma total surpresa para as autoridades sírias.
Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças. Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. Muitos dos que foram mortos eram 'culpados' de terem ousado mudar de sunitas para xiitas. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa. Depois os cadáveres foram apresentados às NU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos".
A ideia de que observadores das NU tinham ouvido fogo de artilharia contra Al-Houla no Hotel Safir em Homs durante a noite… como piada não está nada mal. São 50 km de distância entre Homs e Al-Houla. Que tipo de tanques ou de metralhadoras tem esse alcance? Sim, houve intenso tiroteio em Homs até às 3 da manhã, incluindo de armas pesadas. Mas, para dar um exemplo, na noite de segunda para terça-feira, o tiroteio deveu-se a uma tentativa de aplicação da lei para reconquistar o controlo sobre um corredor de segurança ao longo da estrada para Damasco, Tarik Al-Sham.
Numa inspecção visual a Al Hula é impossível encontrar vestígios de qualquer destruição recente por bombardeamentos. Durante o dia, foram feitos vários ataques por atiradores sobre os últimos soldados restantes no posto de controlo Taldou. Os militantes usaram armas pesadas e houve franco-atiradores mercenários profissionais em actividade.
De notar que já anteriormente falhara uma mesma provocação em Shumar (Homs) onde foram mortos 49 militantes e mulheres e crianças, organizada pouco antes de uma visita de Kofi Annan. Essa provocação foi imediatamente desmascarada logo que se tornou conhecido que os corpos dos previamente raptados pertenciam aos alawitas. Essa provocação também continha várias incongruências – os nomes dos que foram mortos eram de pessoas leais às autoridades, não havia vestígios de bombardeamentos, etc.
Mas a máquina da provocação continuou a funcionar na mesma. Hoje, os países da NATO ameaçam bombardear directamente a Síria e em simultâneo começou a expulsão de diplomatas sírios… Actualmente não há tropas dentro da cidade de Al Hula, mas apesar disso ouvem-se regularmente explosões de armas automáticas. Além disso, não se percebe se os militantes andam a lutar uns contra os outros ou se os apoiantes de Bashar al-Assad estão a ser eliminados.
Os militantes abrem fogo sobre praticamente todos aqueles que tentam aproximar-se da cidade fronteiriça. Antes de nós foi alvejado um comboio das NU tendo ficado danificados dois jipes blindados de observadores das NU, quando tentavam chegar a um posto de controlo do exército em Tal Dow.
No ataque ao comboio foi detectado um terrorista de vinte anos de idade. O fogo foi dirigido contra os slopes do primeiro jipe e a porta traseira do segundo carro blindado foi atingido por um fragmento. Há feridos entre os acompanhantes.
Segundo um soldado ferido:
"No dia seguinte, vieram observadores das NU ter connosco ao posto de controlo e, mal chegaram, atiradores abriram fogo contra eles. E três de nós foram feridos. Um ficou ferido na perna, o segundo nas costas e eu fui atingido na anca.
Quando os observadores chegaram, ouviram uma mulher ali ao pé deles a gritar, a mulher levantou-se e suplicou aos observadores que a ajudassem – que a protegessem dos bandidos. Quando eu fui ferido, os observadores perguntaram como é que eu me sentia, mas nenhum deles tentou ajudar. O nosso posto de controlo já não existe. Já não há civis em Taldou, só restam os militantes. A nossa relação com os locais era excelente. São muito bons para nós: pediram ao exército para entrar em Taldou. Fomos atacados por franco-atiradores".
Infelizmente, muitos dos militantes são franco-atiradores profissionais. A uns 100 a 200 metros da nossa equipa da TV, militantes atacaram um BMP que ia fazer substituição de soldados no posto de controlo. Nessa ocasião, um soldado recruta sofreu uma concussão e um leve ferimento de raspão na cabeça por uma bala de um franco-atirador. Olhando para o capacete Kevlar, parece que ele nem se apercebeu que tinha sobrevivido por milagre.
Os franco-atiradores matam diariamente cerca de 10 soldados e polícias nos postos de controlo. É verdade, as baixas diárias nas organizações de imposição da lei em Homs são de dezenas de vítimas. Mas, infelizmente, às 10 da manhã, foram levados para a morgue seis soldados mortos. A maior parte deles tinha sido morto com uma bala na cabeça. E o dia mal tinha começado…
São estes os nomes dos que foram mortos pelos franco-atiradores nas primeiras horas da manhã de 29 de Maio:
1. Sargento Ibrahim Halyuf
2. Sargento Salman Ibrahim
3. Polícia Mahmoud Danaver
4. Soldado Ali Daher
5. Sargento Wisam Haidar
6. não se conseguiu apurar o nome de família do soldado morto
Os bandidos até dispararam uma descarga automática sobre o nosso grupo de jornalistas, embora fosse óbvio que era um grupo de filmagem normal, formado por civis desarmados.
COMO COMEÇOU O ATAQUE
Depois das orações de sexta-feira, pelas 2 horas da tarde a 25 de Maio, um grupo do clã Al Aksh começou a disparar sobre um posto de controlo de forças da ordem com morteiros e lança-granadas. O fogo de resposta de um BRDM atingiu a mesquita, e foi quanto bastou para desencadear uma provocação maior.
Depois, dois grupos de militantes chefiados pelo terrorista Nidal Bakkour e Al-Hassan do clã Al Hallak, apoiados por uma unidade de mercenários, atacaram o posto de controlo na zona oriental da cidade. Às 15:30 foi tomado esse posto de controlo e todos os prisioneiros foram executados: um soldado sunita ficou com a garganta cortada, enquanto que Abdullah Shaui (Bedouin) of Deir-Zor foi queimado vivo.
Durante o ataque ao posto de controlo oriental, os homens armados perderam 25 pessoas que depois foram apresentadas aos observadores da ONU, juntamente com os 108 civis mortos – 'vítimas do regime', alegadamente mortos por bombardeamentos do exército sírio. Quanto aos restantes 83 corpos, incluindo os de 38 crianças, eram das famílias que foram executadas pelos militantes. Essas famílias eram todas leais ao governo da Síria.
Entrevista com um funcionário das forças da ordem:
"Chamo-me Al Khosam, sou um agente das forças da ordem. Prestava serviço na cidade de Taldou, distrito de Al-Houla, uma província de Homs. Na sexta-feira, o nosso posto de controlo foi atacado por um grande grupo de militantes. Eram milhares.
P: Como é que se defendeu?
R: Com uma simples arma. Tínhamos 20 pessoas, pedimos reforços e quando vinham a caminho, fui ferido e só retomei consciência no hospital. Os atacantes eram de Ar-Rastan e Al-Hula. Os rebeldes controlam Taldou. Queimaram casas e mataram pessoas e famílias, porque eram leais ao governo. Violaram mulheres e mataram as crianças".
Entrevista com um soldado ferido:
"Chamo-me Ahmed Mahmoud al Khali. Sou da cidade Manbej. Fui ferido em Taldou. Pertenço a um grupo de apoio que foi em ajuda dos nossos camaradas que estavam de serviço no posto de controlo.
Os militantes destruíram dois veículos de combate de infantaria e um BRDM que estava no nosso posto de controlo. Fomos para Taldou num BMP, buscar os nossos camaradas feridos no posto de controlo do centro da cidade. Trouxemo-los no BMP, e eu ocupei o lugar deles.
Pouco depois chegaram os observadores da ONU. Vieram ter connosco, nós levámo-los a casa das famílias que foram mortas pelos bandidos.
Vi uma família de três irmãos e o pai no mesmo quarto. Noutro quarto encontrámos crianças mortas e a mãe delas. E noutro ainda – um velho, morto na mesma casa. Ao todo, cinco homens, mulheres e crianças. A mulher violada e com um tiro na cabeça, tapei-a com um cobertor. E a comissão viu-os a todos. Puseram-nos no carro e foram-se embora. Não sei para onde os levaram, provavelmente para serem sepultados".
Um residente de Taldou no telhado da delegacia da polícia.
"Na sexta-feira à tarde eu estava em casa. Ao ouvir os tiros, saí para ver o que é que estava a acontecer e vi que o fogo vinha do lado norte, na direcção do posto de controlo do exército. Como o exército não ripostou, eles começaram a aproximar-se da casa onde depois a família foi morta. Quando o exército começou a ripostar, eles usaram as mulheres e as crianças como escudos humanos e continuaram a disparar sobre o posto de controlo. Quando o exército começou a responder, fugiram. Depois disso, o exército agarrou nas mulheres e crianças sobreviventes e puseram-nas em segurança. Nessa altura, a Al Jazeera pôs imagens no ar e disse que fora o exército que fizera o massacre em Al Hula.
A verdade é que eles mataram os civis e crianças em Al-Hula. Os bandidos não permitiram que ninguém fizesse o trabalho deles. Roubaram tudo aquilo a que puderam deitar a mão: trigo, farinha, petróleo e gasolina. A maior parte dos combatentes era da cidade de Ar Rastan".
Depois de conquistarem a cidade, levaram os corpos dos seus camaradas mortos, assim como os corpos das pessoas e das crianças que mataram na mesquita. Transportaram os corpos em carrinhas KIA. A 25 de Maio, por volta das 8 da noite, os cadáveres já estavam na mesquita. No dia seguinte às 11 da manhã chegaram os observadores da ONU à mesquita.
Desinformação dos meios de comunicação
Para exercer pressão sobre a opinião pública e alterar as posições da Rússia e da China, foram preparados com antecedência textos e subtítulos em russo e em chinês, a dizer: "Síria – Homs – a cidade de Hula. Um terrível massacre perpetrado pelas forças armadas do regime sírio contra civis na cidade de Houla. Dezenas de vítimas - e o seu número aumenta - principalmente mulheres e crianças, brutalmente mortas por bombardeamento indiscriminado da cidade".
Dois dias depois, a 27 de Maio, depois de os relatos dos moradores e dos registos de vídeo mostrarem que os factos não corroboravam a acusação de bombas, os vídeos dos bandidos sofreram alterações significativas. No final do texto aparecia este pós-escrito: "E alguns foram mortos com facas".
Marat Musin, Olga Kulygina, Al-Houla, Syria
Ver também:
http://www.infosyrie.fr/
O original (em russo) encontra-se em http://maramus.livejournal.com/86539.html , a versão em inglês em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=31184 e em
http://www.syrianews.cc/syria-journalist-houla-massacre-703.html . Tradução de Margarida Ferreira.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
por Michel Chossudovsky
Modelado nas operações encobertas dos EUA na América Central, a "Opção salvadorenha para o Iraque", iniciada pelo Pentágono em 2004 foi executada sob o comando do embaixador dos EUA no Iraque John Negroponte (2004-2005) em conjunto com Robert Stephen Ford, que em Janeiro de 2011 foi nomeado embaixador dos EUA na Síria, menos de dois meses antes de começar a insurgência armada contra o governo de Bashar Al Assad.
"A opção salvadorenha" é um "modelo terrorista" de assassinatos em massa por esquadrões da morte patrocinados pelos EUA. Ela foi aplicada primeiramente em El Salvador, no auge da resistência contra a ditadura militar, resultando em cerca de 75 mil mortes.
John Negroponte foi embaixador dos EUA em Honduras de 1981 a 1985. Como embaixador em Tegucigalpa ele desempenhou um papel chave no apoio e supervisão dos mercenários Contra nicaraguenses que estavam baseados em Honduras. Os ataques além fronteiras dos Contra, na Nicarágua, ceifaram perto de 50 mil vidas civis.
Em 2004, John Negroponte foi nomeado embaixador dos EUA no Iraque, com um mandato muito específico, ser o arquitecto da “Opção salvadorenha no Iraque”
A opção salvadorenha para a Síria: O papel central do embaixador estado-unidense Robert S. Ford
O embaixador estado-unidense na Síria (nomeado em Janeiro de 2011), Robert Stephen Ford, fez parte da equipe de Negroponte na Embaixada dos EUA em Bagdad (2004-2005). A "Opção salvadorenha" para o Iraque estabeleceu as bases para o lançamento da insurgência na Síria, em Março de 2001, a qual começou na fronteira Sul, na cidade de Daraa.
Em relação a acontecimentos recentes, as matanças e atrocidades cometidas que resultaram em mais de 100 mortes incluindo 35 crianças na cidade fronteiriça de Houla, em 27 de Maio, eles foram, com toda a probabilidade, executados sob o que pode ser descrito como uma "Opção salvadorenha para a Síria”
O governo russo apelou a uma investigação
"À medida que a informação goteja de Houla, Síria, próxima à cidade de Homs e da fronteira sírio-libanesa, torna-se claro que o governo sírio não foi responsável por bombardear até à morte cerca de 32 crianças e seus pais, como é periodicamente afirmado e negado pelos media ocidentais e mesmo a própria ONU. Parece, ao invés, que havia esquadrões da morte em quarteirões próximos – acusados por "activistas" anti-governo como sendo "bandidos pro regime" ou "milícias" e pelo governo sírio como trabalho de terroristas Al Qaeda ligados a intrusos estrangeiros". (Ver Tony Cartalucci, Syrian Government Blamed for Atrocities Committed by US Sponsored Deaths Squads , Global Research, May 28, 2012)
O embaixador Robert S. Ford foi despachado para Damasco no fim de Janeiro de 2011 no momento do movimento de protesto no Egipto. (O autor estava em Damasco em 27/Janeiro/2011 quando o enviado de Washington apresentou as suas credenciais ao governo Al Assad).
No princípio da minha visita à Síria, em Janeiro de 2011, reflecti sobre o significado desta nomeação diplomática e o papel que poderia desempenhar num processo encoberto de desestabilização política. Não previ, contudo, que esta agenda de desestabilização seria implementada dentro de menos de dois meses a seguir à posse de Robert S. Ford como embaixador dos USA na Síria.
O restabelecimento de um embaixador dos EUA em Damasco, mas mais especificamente a escolha de Robert S. Ford como embaixador dos EUA, dá azo a um relacionamento directo com o início da insurgência integrada por esquadrões da morte em meados de Março de 2011, contra o governo de Bashar al Assad.
Robert S. Ford era o homem para este trabalho. Como "Número Dois" na embaixada do EUA em Bagdad (2004-2005) sob o comando do embaixador John D. Negroponte, ele desempenhou um papel chave na implementação da "Opção salvadorenha no Iraque" do Pentágono. Esta consistiu em apoiar esquadrões da morte e forças paramilitares iraquianas modeladas na experiência da América Central.
Desde a sua chegada a Damasco no fim de Janeiro de 2011 até ser chamado de volta a Washington em Outubro de 2011, o embaixador Robert S. Ford desempenhou um papel central em preparar o terreno dentro da Síria bem como em estabelecer contactos grupos da oposição. A embaixada do EUA foi a seguir encerrada em Fevereiro. Ford também desempenhou um papel no recrutamento de mercenários Mujahideen junto a países árabes vizinhos e na sua integração dentro das "forças de oposição" sírias. Desde a sua partida de Damasco, Ford continua a supervisionar o projecto Síria fora do Departamento de Estado dos EUA.
"Como embaixador dos Estados Unidos junto à Síria – uma posição que o secretário de Estado e o presidente estão a manter-me – trabalharei com colegas em Washington para apoiar uma transição pacífica para o povo sírio. Nós e nossos parceiros internacionais esperamos ver uma transição que estenda a mão e inclua todas as comunidades da Síria e que dê a todos os sírios esperança de um futuro melhor. O meu ano na Síria diz-me que uma tal transição é possível, mas não quando um lado inicia constantemente ataques contra pessoas que se abrigam nos seus lares". ( US Embassy in Syria Facebook page )
"Transição pacífica para o povo sírio"? O embaixador Robert S. Ford não é um diplomata vulgar. Ele foi o representante dos EUA em Janeiro de 2004 na cidade xiita de Najaf, no Iraque. Najaf era a fortaleza do exército Mahdi. Poucos meses depois ele foi nomeado o "Homem Número Dois" (Ministro Conselheiro para Assuntos Políticos) na embaixada dos EUA em Bagdad no princípio do mandato de John Negroponte como embaixador no Iraque (Junho 2004 – Abril 2005). Ford a seguir serviu sob o sucessor de Negroponte, Zalmay Khalilzad, antes da sua nomeação como embaixador na Argélia em 2006.
O mandato de Robert S. Ford como "Número Dois" sob o comando do embaixador Negroponte era coordenar fora da embaixada o apoio encoberto a esquadrões da morte e grupos paramilitares no Iraque tendo em vista fomentar a violência sectária e enfraquecer o movimento de resistência.
John Negroponte e Robert S. Ford, na embaixada dos EUA, trabalhavam em estreita colaboração no projecto do Pentágono. Dois outros responsáveis da embaixada, nomeadamente Henry Ensher (vice de Ford) e um responsável mais jovem na secção política, Jeffrey Beals, desempenharam um papel importante na equipe "conversando com um conjunto de iraquianos, incluindo extremistas". (Ver The New Yorker, March 26, 2007). Outro actor individual chave na equipe de Negroponte era James Franklin Jeffrey, embaixador dos EUA na Albânia (2002-2004)
Vale a pena notar que o recém nomeado chefe da CIA nomeado por Obama, general David Petraeus, desempenhou um papel chave na organização do apoio encoberto a forças rebeldes da Síria, na infiltração da inteligência síria e nas forças armadas.
Petraeus desempenhou um papel chave na Opção salvadorenha do Iraque. Ele dirigiu o programa "Contra-insurgência" do Comando Multinacional de Segurança de Transição em Bagdad em 2004 em coordenação com John Negroponte e Robert S. Ford na Embaixada dos EUA.
A CIA está a supervisionar operações encobertas na Síria. Em meados de Março, o general David Petraeus encontrou-se com seu confrades da inteligência em Ancara, para discutir apoio turco ao Free Syrian Army (FSA) ( CIA Chief Discusses Syria, Iraq With Turkish PM , RTT News, March 14, 2012)
David Petraeus, o chefe da CIA, efectuou reuniões com altos oficiais turcos ontem e em 12 de Março, soube o Hürriyet Daily News. Petraeus encontrou-se ontem com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoðan e seu confrade turco, Hakan Fidan, chefe da Organização de Inteligência Nacional (MIT), no dia anterior.
Um responsável da Embaixada dos EUA disse que responsáveis turcos e americanos discutiram "muito frutuosamente as mais prementes questões da cooperação na região para o próximos meses". Responsáveis turcos disseram que Erdoðan e Petraeus trocaram pontos de vista sobre a crise síria e o combate anti-terror. ( CIA chief visits Turkey to discuss Syria and counter-terrorism | Atlantic Council , March 14, 2012)
por Leigh Phillips
Se alguém fica com a duvida de que a luita contra a austeridade é fundamentalmente umha luita pola democracia, a arrepiante proposta revelada na terça-feira do ex-chefe do Banco Central Europeu Jean-Claude Trichet sobre como resolver a crise europeia, deveria pôr fim rapidamente a um enfoque tam microscópico.
Trichet propom o que chama federaçom por excepçom", pola qual se os dirigentes de um país ou parlamento "nom podem implementar políticas orçamentais sás", declare-se a esse país em suspensom de pagos".
Reconhecendo que nom seria possível no período necessário para reagir à crise alcançar uns "Estados Unidos da Europa" com a uniom política e fiscal associada, incluindo transferências fiscais e emissons de dívida comum, o ex-presidente do BCE, que deixou o seu posto em Novembro passado, di que ao menos é possível dar este "próximo passo".
"A federaçom por excepçom nom só parece-me necessária para garantir umha Uniom Económica e Monetária segura, senom que também poderia corresponder à natureza mesma da Europa a longo prazo. nom acho que vamos ter um grande orçamento [centralizado] da UE, di ao Instituto Peterson de Economia Internacional em Washington antes da reuniom do G8 deste fim-de-semana e antes de umha reuniom decisória do Conselho Europeu o 23 de maio onde os dirigentes da UE discutírom o terramoto fiscal, bancário e político que estronda a Europa meridional.
"É um salto maiúsculo de política governamental, que considero necessário para o próximo passo da integraçom europeia", agregou.
A política fiscal interior já se transferiu a tecnocratas nom elegidos para que se aprove antes da sua avaliaçom polos parlamentos eleitos como resultado do sistema do Semestre Europeu, portanto, de algumha maneira, tem razom ao dizer que se trata só do "próximo passo" mais ali do Pacto Fiscal que ainda deve aprovar-se.
Por certo Trichet já nom está no poder, mas segue sendo um peso pesado político nos círculos europeus, e se a euro-crise mostrou-os algo é que nom é necessário dispor de um púlpito reconhecido popularmente quando se trata de que vozes som importantes. Em todo o caso, ao estar liberar do seu posto, agora Trichet livrou-se do dissimulo que os funcionários activos do BCE tem que manter, ao menos em público, com respeito a que o Banco Central só concentra na política monetária e nom se preocupa da política governamental das províncias que se encontram no seu território. Pode declarar as suas propostas em público sem fazê-las através de cartas a primeiros ministros italianos e de ordens às elites portuguesas.
Ao mesmo tempo há que sublinhar que nom se trata de umha proposta oficial de umha instituiçom da UE, e fica por ver que tipo de acolhida receberá, ainda que os relatórios de Washington sugerem que os economistas e funcionários da UE presentes acolheram a proposta calorosamente.
Apesar de todo nom há que albergar nengumha ilusom de que esta proposta de um destacado "pensador" europeu nom seja umha reacçom directa ante as eleiçons na Grécia deste mês que dizimárom o consenso de centroesquerda/centrodereita nesse país.
Trichet di em essência que quando o povo elege os partidos equivocados renunciou ao seu direito à democracia.
Perfeitamente consciente do que está a propor, declara que um passo semelhante teria certamente umha responsabilidade democrática enquanto seja aprovado polo Conselho Europeu e o Parlamento Europeu.
Mas o Conselho Europeu é umha câmara legislativa que nunca enfronta umha eleiçom geral. Os seus membros, os presidentes e primeiros ministros da Europa, nom som eleitos a essa câmara, senom aos seus parlamentos e assembleias nacionais. E o Parlamento Europeu ainda nom é o parlamento de um governo europeu; mesmo depois do Tratado de Lisboa os seus poderes seguem sendo muito limitados em comparaçom com a Comissom Europeia e o Conselho e, crucialmente, nom tem o poder de iniciar algumha legislaçom.
Se a proposta de Trichet ou algo remotamente similar chegasse à câmara de Estrasburgo para a sua aprovaçom, qualquer membro do Parlamento Europeu que aprecie a democracia deve opor-se firmemente.
Se os membros do Parlamento Europeu nom alcançam reunir suficientes forças para fazê-lo, a câmara ficaria instantâneamente exposta como umha armadilha, que serve só para fornecer umha fachada de legitimidade democrática a um regime antidemocrático e muito afastado da semente de umha genuína ordem democrática europeu desejado por tantos deputados.
Trás a demissom de Rodrigo Rato de Bankia, lembramos aos nossos leitores e leitoras que a família Rato já levou à quebra DOUS bancos na década do sessenta do século passado. Passem e leiam:
Ramón Tijeras (28 de março de 2011)
Agora que Rodrigo Rato preside Bankia, cabe perguntar-se se o seu objectivo é limpar o mal nome que deixou a actuaçom dos seus familiares mais directos trás crebar DOUS bancos nos anos sessenta.
A mais de um pode-lhe entrar o pânico ao lembrar as andanças do pai e o irmao do presidente do novo conglomerado bancário, Ramón Rato e Rodríguez Sam Pedro e Ramón Rato Figaredo. Os DOUS acabárom no cárcere o 2 de Novembro de 1966, quando um auto do juiz Antonio Sánchez del Corral e del Rio ordenou a detençom de ambos os familiares “por comprovar-se a existência de factos susceptíveis de ser qualificados como delito monetário”.
Ramón Rato pai recebeu a notificaçom do seu arresto domiciliário o 3 de Novembro daquele ano 1966, às onze e média da manhá. A polícia exigiu-lhe que entregasse o passaporte espanhol que obtivera no Consulado de Paris. Depois, o pai de Rodrigo Rato ingressou na madrilenha prisom de Carabanchel.
O drama do Rato redobrou-se o 28 de Novembro seguinte, quando o Conselho de Ministros encontrou-se sobre a mesa a iminente suspensom de pagos de três bancos espanhóis. O três bancos afectados eram o Banco de Siero, o Murciano e o de Medina. Os dous primeiros pertenciam à mesma pessoa: Ramón Rato e Rodríguez Sam Pedro, quem desde o cárcere de Carabanchel conheceu a Proposta da Subsecretaría do Tesouro e Gastos Públicos que o Conselho de Ministros aprovou esse mesmo dia:
"Autoriza ao Ministro de Fazenda para que instrumente através do Banco de Espanha, e com a colaboraçom da Banca privada, e assessoria da Direcçom-Geral do Contencioso do Estado, o conjunto de ajudas necessárias para salva-gardar os interesses legítimos daqueles depositantes que constituíssem os seus depósitos nos Bancos de Siero, Murciano e de Medina com arranjo às normas vigentes em matéria de disciplina bancária, mediante o pago dos créditos que ostentam contra tais Bancos e reúnam os requisitos indicados, para sub-rogar-se nos direitos dos depositantes para reintegrar-se, no seu dia, na parte que seja possível nos autos de suspensom de pagos ou de quebra a que possa chegar-se, ou bem mediante qualquer outra fórmula que se arbitre para ajuda dos mencionados depositantes".
Desde qualquer ponto de vista, o facto de que o Governo tivesse que sair em defesa dos depositantes de um Banco para atender à retirada dos seus depósitos com o apoio do resto da Banca espanhola é o mais humilhante que podia ocorrer-lhe a um banqueiro. A discussom que se produziu no Conselho de Ministros e as conclusons às que chegaram os seus membros ficaram reflectidas na acta daquele dia:
"Esta situaçom afecta a milheiros de conta-correntistas e depositantes dos suas poupanças nos supra-citados Bancos, a cujas economias afecta a suspensom em forma gravemente perturbadora. Por outra parte, todo isto é susceptível de causar grave dano à confiança do público na instituiçom bancária em geral.
O Conselho Superior Bancário, reunido o passado dia 24 dos correntes, examinou, por indicaçom do Ministério de Fazenda, a expressa situaçom e acordou, por unanimidade, oferecer às autoridades monetárias a sua colaboraçom, com objecto de salva-gardar os interesses legítimos daqueles depositantes que constituíssem os seus depósitos com arranjo às normas vigentes em matéria de disciplina bancária.
Umha comissom de Banqueiros, designada pelo Conselho Superior Bancário, pô-se já em contacto com o Banco de Espanha para estudar as possíveis fórmulas de ajuda aos depositantes que reúnam as expressas condiçons. Mas, para que o Banco de Espanha possa participar na aplicaçom dessas fórmulas, como ocorreu nos, por fortuna escassos, casos similares que no passado apresentaram-se, é mester que se lhe autorize especialmente pelo Governo, por tratar de umha ajuda excepcional que sem umha autorizaçom, também excepcional, nom poderia realizar".
Como conseqüência de todo o anterior, o 1 de Setembro de 1967 funcionários da Direcçom-Geral de Prisons entregárom a Ramón Rato à Polícia civil nas dependências do cárcere de Carabanchel para a sua deslocaçom à prisom provincial de Almería com o fim de que extinguisse ali a sua condenaçom por "contrabando monetário".
Διεθνή της ΕΣΕ
Grécia: A Assembleia do hospital auto-gestionado de Kilkis chama à extensom das ocupaçons
Comunicado da Assembleia de trabahador@s do hospital auto-gestionado de Kilkis (norte da Grécia). 18 Fevereiro 2012
Tal e como se havia decidido, começa a ocupaçom do Hospital Geral de Kilkis, a despeito dos médicos, políticos e sindicalistas acomodados. Apesar das tentativas desesperadas por parte dos escalons mais elevados da burocracia sindical, que abandonárom a Assembleia Geral dos trabalhadores do hospital entre apupos e assobios, os presentes na mesma decidírom de forma unânime começar a ocupaçom do hospital a partir da manhá da segunda-feira 20 de Fevereiro e formar grupos de trabalho e de responsabilidade, que funcionaram sob o controlo da Assembleia Geral. A notícia está a começar a difundir-se amplamente e já mostrárom o seu interesse médios e jornalistas independentes. Os trabalhadores som conscientes da enorme responsabilidade que contraem face aos pacientes, os cidadaos, a sociedade local e também face a eles mesmos e as suas pessoas mais próximas, e estám decididos a levar os seus objectivos a bom porto, de jeito consensuado e solidário. Os objectivos nom som estritamente sectoriais. Som mais amplos e tenhem um carácter político. Os trabalhadores do hospital de Kilkis nom reconhecem ao governo actual, um governo imposto e voluntariamente escravo de outros interesses, e declarárom o autogoverno do hospital.
Estes trabalhadores querem que ao seu lado estejam nom só os cidadaos de Kilkis, senom o conjunto da sociedade, à que fam um apelo para que de forma pacífica deite abaixo o actual cenário político, procedendo à propagaçom de ocupaçons polos hospitais de todo o país e polos lugares de trabalho de todos os sectores. Devemos paralisar imediatamente essa Grécia que conhecíamos e conheciam, ocupando os lugares de trabalho e os espaços públicos, até que a ditadura parlamentar que governa o país caia e erija-se um governo democrático que obedeça à exigência popular de liberar das ataduras da suposta dívida e que nos conduza polo caminho da reorganizaçom e da prosperidade.
Se isto nom é tarefa fácil, é porque o inimigo nom está só fora das nossas muralhas, senom também no interior. Sobretodo no interior! É o que vimos hoje em Kilkis. Esses directores aos que inquieta tanto a perda de ingressos por causa das mobilizaçons, junto com os suas sequazes e alguns médicos coagidos, tentárom inicialmente buscar o apoio dos reaccionários altos cargos da federaçom nacional de médicos de hospitais. O ambicioso presidente da supracitada federaçom tentou apoiar nom aos médicos em luta, senom aos altos cargos da burocracia sindical. O senhor Dimitrios Barnabas "está preocupado" porque, por culpa das ocupaçons e os protestos dos médicos que nom cobram desde há meses, os hospitais nom vam funcionar bem. Até agora, como sabedes todos, venhem funcionando de maravilha...
Que consciência social! Aos irresponsáveis médicos sem escrúpulos que, junto com os enfermeiros e outros empregados hospitalários, reclamam o que se lhes deve e luitam por umha sanidade pública gratuita, chamam-lhes "gentio". O indescritível senhor Barnabas preferiu manter-se longe do gentio. Esquivando à combativa presidenta do ENIK (sindicato de médicos de hospitais da província de Kilkis), a senhora Leta Zotaki, que esperava reunir-se com ele, como acordárom, participou num encontro privado com o reaccionário vice-presidente e o pessoal directivo do hospital antes da celebraçom da Assembleia Geral que se convocou no mesmo lugar. O senhor presidente da federaçom de médicos de hospitais "quer que o hospital esteja aberto, para que a gente esteja ao nosso lado", segundo as suas próprias palavras. Mas nom clarificou depois, quando começou a chegar "o gentio" e se perguntou a respeito disso, como concebe a luita sindical dos médicos, em especial hoje em dia, se nom é com enérgicos protestos e ocupaçons. Concebe-a, sem dúvida, com protestos simbólicos, com acçons convocadas só para que as veja o governo, com umha retórica vazia que da nojo a todo mundo, no melhor dos casos com algumha greve de um dia que nom fai dano a ninguém. Estes som, enfim, os meios mais eficazes com os que conta a burocracia sindical nestes momentos sem precedentes. umha concepçom muito original do sindicalismo combativo, mas totalmente representativa da actitude dos “hierarcas” sindicais, sobretodo a nível federal. Se os trabalhadores esperam que estes senhores lhes levem a luitas triunfais, estám aviados...
Os trabalhadores e os cidadaos de todo o país, de toda a Europa e de todo mundo devem ver um exemplo nas ocupaçons, continuadas e nom simbólicas, que começam em Kilkis e noutras partes, assim como nas luitas que desde há tempo encontram-se em desenvolvimento em Aciaria Grega, no canal de televisom Alter, em Loukisa e em dezenas de lugares da Grécia e de outros países, e devem proceder a ocupar quanto antes e em coordenaçom todos os lugares de trabalho e espaços públicos, mantendo as ocupaçons até que se produza a queda do governo imposto e a dissoluçom dos mecanismos de partido que durante tantos anos urdírom e impusêrom o inumano regime dos nossos dias. O povo deve pelejar à margem do parlamento, com lutas nas ruas e sem esperar inutilmente a que o poder dê-lhes nada, reivindicando umha potente constituiçom democrática e popular, umha nova transiçom, que ponha ao país no caminho do progresso e converta-o num lugar de democracia partipativa e popular, de igualdade, de justiça e de prosperidade
Voltairenet.org
Como fôrom inventados os alicerces do Sistema Monetário Mundial e quem se aproveitou de todo isto
As manipulaçons do sistema monetário e do sistema de mudança constituem o maior escândalo da nossa época. Por vez primeira, a estafa monetária alcança dimensons mundiais "está a desenvolver-se com efeito através do mundo inteiro", sem que nengum governo seja capaz de controlá-la nem de pôr-lhe fim ou de impedi-la. Formalmente, é mesmo legal devido a razons obsoletas.
A etapa decisiva na ruptura com a moeda de Estado produziu com a fundaçom, em 1913, do Sistema Federal de Reserva de Estados Unidos. Desde finais do século XIX, os bancos que se achavam sob controlo do império Rotschild empreenderam umha grande campanha para apoderar do controlo da economia estadounidense. Os Rotschild, provenientes da Europa, financiárom o Banco J.P. Morgan & Com o., o Banco Kuhn Loeb & Com o., John D. Rockefelhers, Standard Oil Com o., os comboios de Edward Harriman e as fábricas de aço de Andrew Carnegie.
Por volta do ano 1900, os Rotschild enviárom a Estados Unidos a um dos seus agentes, Paul Warburg, quem devia cooperar com o Banco Kuhn Loeb & Com o. Jacob Schiff e Paul Warburg [quem] empreendêrom umha campanha tendente a instaurar vários «Federal Reserve Banks» (FED), instituiçons privadas de emissom de moeda. Com o apoio dos dous grandes grupos financeiros Rotschild e Rockefelher, alcançárom fundar um banco central privado com direito a emitir a sua própria moeda, meio legal de pago garantido ao princípio polo Estado. A instauraçom da FED, em 1913, permitiu que os banqueiros internacionais pudessem consolidar o seu poderio financeiro em Estados Unidos. Paul Warburg foi o primeiro presidente da FED.
Depois da fundaçom da FED produziu-se a adopçom da 6ª emenda da Constituiçom estadounidense, que permitiu que o governo cobrasse um imposto sobre os ingressos. Era conseqüência do feito com que o governo nom pudesse já emitir a sua própria moeda. Dessa maneira, os banqueiros internacionais apropriavam-se indirectamente do património privado do cidadao estadounidense. Naquele momento, os accionistas mais importantes da FED eram:
1. Os bancos Rothschild de Paris e de Londres
2. O Banco Lazard fréres de Paris
3. O Banco Israel Moses Seif na Itália
4. O Banco Warburg em Amsterdã e Hamburgo
5. O Banco Lehmann em Nova Iorque
6. O Banco Kuhn Loeb & Com o.em Nova Iorque
7. O Banco Rockefelher Chase Manhattan em Nova Iorque
8. O Banco Goldman Sachs em Nova Iorque.
Depois da Primeira Guerra Mundial, as reservas mundiais de ouro acumulárom naquele banco privado que em realidade era a FED, de maneira que numerosos bancos centrais nom puderam seguir mantendo o patrom ouro e os seus países virom-se imersos na deflaçom, produzindo-se assim a primeira crise económica mundial.
Durante a Guerra Mundial, Estados Unidos chegou a exigir que os países em guerra pagassem-lhe com ouro as armas que compravam. Ao terminar a guerra, o ouro da Alemanha converteu-se em botim de guerra. Mais de 30,000 toneladas do ouro mundial acumulárom-se assim em Estados Unidos.
Esse ouro serviu de cobertura ao dólar. Mas, como grande parte desses dólares estava a fazer o papel de reserva monetária nas caixas dos bancos centrais estrangeiros, Estados Unidos pode seguir imprimindo mais dólares, em quantidades que já nom correspondiam com os seus reservas em ouro.
Em efeito, os demais países necessitavam dólares para poder comprar matérias primas, que se compravam somente com essa moeda. Ademais do ouro, o dólar converteu-se assim numha das principais reservas monetárias dos bancos centrais estrangeiros.
Começara o reinado mundial do dólar. Em 1971, Richard Nixon (o presidente número 37 de Estados Unidos, de 1969 a 1974) anulou a convertibilidade do dólar em ouro e, ao mesmo tempo, a garantia do Estado sobre o valor do dólar. Desde entom, o valor do bilhete verde nom está em correspondência com as reservas de ouro nem está garantido polo Estado. Trata-se portanto da moeda privada livre da FED. Mas a massa monetária de dólares que a FED pom em circulaçom (desde Março de 2006, a FED nom publicou mais a cifra da massa monetária M3) converteu-se num problema sem soluçom: a massa mundial de bens quadruplicou-se durante os últimos 30 anos, mas a massa monetária multiplicou-se por 40.
Como funciona este banco privado com direito a imprimir os dólares" A FED produz dólares. Presta-lhos ao governo de Estados Unidos em troques de obrigaçons que lhe servem [à FED] como «garantias». Os bancos da FED em possesom desses títulos percebem interesses anuais. Muito astutos, nom lhes parece"
Já em 1992, as obrigaçons em poder da FED alcançavam um valor de 5 trilhons de dólares, e os interesses que paga o contribuinte estadounidense seguem aumentando constantemente. A FED apoderou-se desse incrível património prestando-lhe dinheiro ao governo de Estados Unidos e cobrando-lhe depois interesses. O contra-valor é esse papel verde que se conhece com o nome de dólar.
É importante repetir que nom é o governo de Estados Unidos quem emite o dólar, senom a FED, que por sua vez se encontra sob o controlo de bancos privados e que pom a disposiçom do governo quantidades de dinheiro e, como contrapartida, cobra suculentos juros e recolhe impostos. Ninguém se dá conta desta artimanha. Ademais, as obrigaçons que o governo emite outorgam à FED umha garantia, de carácter público e privado, sobre o conjunto de bens e fundos de Estados Unidos. Numerosas acçons jurídicas tratárom de obter a anulaçom da lei sobre a FED, sem sucesso até o momento.
O presidente John F. Kennedy foi o primeiro que tratou de transformar a FED emitindo um decreto presidencial («executive order number 11110»). Pouco depois, foi assassinado, provavelmente polo seu próprio serviço de inteligência. O primeiro que fixo o seu sucessor, Lyndon B, Johnson, no aviom presidencial que o trazia a Washington desde Dalhas, foi anular o decreto de Kennedy.
Qual é a situaçom actual" Os bancos privados tratam por todos os meios de manter e reforçar a sua gigantesca fonte de ingressos: o dólar.
E aos países que querem estabelecer as suas relaçons comerciais internacionais [em diante] sobre a base do euro, como Iraque, Irám ou Venezuela, tacha-se-lhes de terroristas.
Obriga aos governos a vender os seus produtos a Estados Unidos a mudança de dólares carentes de valor, e o desenfreado aumento de liquidez proporciona à alta finança [internacional] as somas ilimitadas que lhe permitem comprar o mundo inteiro.
Os bancos centrais do mundo inteiro vem-se obrigados a acumular dólares sem valor como «reservas monetárias». O dólar estadounidense é a moeda privada da alta finança, moeda que ninguém garante, que nom dispom de outra garantia que a própria, moeda que se utiliza para maximizar o ganho, acrescentada sem vergonha algumha, que se utiliza como meio de dominaçom mundial e para acaparar as matérias primas e outros valores do mundo.
http://www.debka.com/article/21718/
Umha web israelense afirma que um serviço especial britânico e militares qataríes combatem em Homs ao Povo e Forças Armadas da Síria
Fevereiro 9, 2012
Um relatório de inteligência revelou que militares britânicos e de Qatar estám a liderar às bandas armadas terroristas na cidade síria de Homs na sua sangrenta batalha contra os civis e as forças do exército sírio. Segundo o sitio web israelense, DEBKAfile, que é conhecida polos seus vínculos com fontes de inteligência, “as tropas britânicas e de Qatar estám a dirigir entrega-las muniçons e tácticas rebeldes na sangrenta batalha de Homs”. O relatório di que a agência de espionagem britânica no estrangeiro, o O MI6, estabeleceu quatro centros de operaçons na cidade com tropas sobre o terreno que achandaríam o caminho para umha incursom militar turca na Síria.
A campanha mundial de desinformação sobre a Síria de vez em quando resvala para a mentira pura e simples. É o que se pode ver nesta notícia http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=7418 , em que o governo sírio desmente qualquer bombardeamento à cidade de Homs. Verifica-se assim que a campanha dos media corporativos – a que Paul Craig Roberts chama os "presstitutos" – já nem sequer se preocupa com a verdade factual. Neste momento em que o caso Síria vai ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, intensifica-se a campanha de mentiras orquestrada pelo imperialismo & o sionismo.