Categorias: Outros, Ensaio, Dezires

31-03-2011

Link permanente 21:51:14, por José Alberte Email , 722 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Líbia, entre o massacre, a hipocrisia e os negócios capitalistas

A NATO toma o comando como "Protector Unificado"

Como o assinalou Fidel Castro: Líbia amostra em toda a sua crueza a impunidade do poderio militar imperial para despedaçar a um país soberano, mas também amostra em graus superlativos a hipocrisia de um sistema capitalista decadente cujas potências centrais chamam operaçom humanitária" a um massacre ininterrompido do povo líbio, desde há 12 dias, e durante as 24 horas. Mas ademais, a destruiçom e controlo de Líbia projecta-se como "grande negócio" onde participam as grandes corporaçons financeiras, comerciais e de serviços, junto com armamentistas, petroleiras e segurança privada que contratam com o Pentágono.

Relatório especial
IAR Notícias

E agora a NATO, com a sua estrutura operativa controlada polo Pentágono, concreta outra marca. Formalmente nesta quinta-feira a Aliança Atlântica tomada o comando dos bombardeios "humanitários e o nome da operaçom passará de chamar-se "Odisseia do Amencer" a "Protector Unificado". Nom é umha anedota.

Segundo os partes oficiais, NATO tem a partir desta quinta-feira o mando total sobre as acçons militares internacionais (leia-se bombardeios) em Líbia, ao completar-se a transiçom da "coligaçom" imperial, que já arrojou milhares de mísseis e bombas inteligentes, liderada por França, Reino Unido e EEUU, à Aliança Atlântica.

É dizer que, depois de um trabalho de destruiçom sistemática da infra-estrutura produtiva de Líbia, do aparelho militar e do sistema de comunicaçom de Kadafi, depois de semear o terror com a morte maciça de civis, as três potências "gurcas" do sionismo, EEUU-Reino Unido-França, centralizadas no comando do Pentágono diluem-se (só formalmente) na estrutura de 28 membros da NATO.

Desses 28 membros, só cinco assumem-se como "comunidade internacional" e decidem na ONU (órgao de aplicaçom de legalidade" às invasons militares) a legitimidade e a justificaçom do despedaçar de Líbia, baseado em argumentos de missom humanitária".

Uns dias antes, a organizaçom já assumira a direcçom da zona de exclusom aérea imposta sobre Líbia em virtude do acordado polo Conselho de Segurança das Naçons Unidas e, previamente, fizera o próprio com a vigilância do embargo de armas que pesa sobre o país norte-africano através de umha missom naval em águas do Mediterráneo.

Isto deu a justificaçom para que o trio criminal EEUU-Reino Unido-França começassem os bombardeios ininterrompidos sobre a infra-estrutura e populaçons civis do país petroleiro.

Há que lembrar que Líbia, como o esteve o Iraque no seu momento, sofre um bloqueio económico e um isolamento internacional cujo emergente mais imediato é um estado de potencial "catástrofe humanitária" do povo líbio.

O presidente do Comité Militar da NATO, o almirante italiano Giampaolo Dei Paola, e o general canadense Charles Bouchard, ao mando das operaçons desde a base que a Aliança tem em Nápoles (Itália), "explicárom" hoje à imprensa internacional o novo marco de situaçom.

Em definitiva, EEUU e os "gurcas" da Aliança, querem outorgar um marco de legitimidade" internacional à fase final das operaçons militares para descortiçar a Líbia, terminar com Kadafi e apoderar-se do seu petróleo.

Para depois (como o fai sempre) proceder à "privatizaçom" da riqueza petroleira líbia, apoderar-se dos activos financeiros líbios no exterior, e proceder à "reconstruçom" do país.

Desde Wall Street e o sector de Defesa (e possibilitado pola relaçom comercial Pentágono-mercenários do Complexo Militar Industrial), desprendem-se todas as linhas de decisom e execuçom da macro-negócio com o armamentismo, o petróleo, a "reconstruçom" e a infra-estrutura operativa das invasons e ocupaçons (como Iraque, Afeganistám e agora Líbia) agregadas as bases militares norte-americanas (calculam-se em quase 1000) disseminadas por todo o planeta.

Sobre a base de um orçamento de US$ 780.000 milhons (destinado ao sector de Defesa) este macronegocio hoje hegemonizado polo lobby sionista democrata abrangue desde a venda de armas e de tecnologia de ponta, até construçom de infra-estrutura e de prestaçom de serviços privados às bases militares e forças de ocupaçom.

Wall Street prove recursos de financiamento, e os mercenários do Complexo Militar Industrial, nom só prove armas e serviços de segurança privada, senom que também prove a logística completa (roupa. comida, alojamento, etc) aos soldados, tanto nas áreas de ocupaçom como também na rede de bases distribuídas por todo o planeta e dentro de EEUU.

A destruiçom e controlo de Líbia projecta-se como "grande negócio" onde participam as grandes corporaçons financeiras, comerciais e de serviços, junto com armamentistas, petroleiras e segurança privada que contratam com o Pentágono.

Todos unidos sob o axioma dos Rothschild: "Se nom há guerra, há que a inventar para fazer negócios".

28-03-2011

Link permanente 23:45:59, por José Alberte Email , 1040 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Documento revela intuitos bélicas de Estados Unidos contra Venezuela e Líbia

Por: Centroalerta.com
Data de publicaçom: 28/03/11

Por Eva Golinger

28 Mar. 2011 - Um documento intitulado a “Doutrina de Guerra Irregular da Armada de Estados Unidos", publicado em 2009, revela os planos expansionistas de Washington no mundo. Dentro do documento, foi incluído um mapa que supostamente define o novo "campo de batalha" de Estados Unidos a nível mundial. O mapa destaca um "arco da instabilidade", dentro do qual se encontram os brancos desta "batalha", que incluem a grande maioria de países desde Ásia Central, o Meio Oriente, o Norte de África e Venezuela.

Há algo que tem em comum estes países: as mais grandes reservas estratégicas do mundo. Pouco a pouco, Estados Unidos veio estendendo a sua guerra por todos estes territórios, buscando apropriar-se dos seus ricos recursos.

DOMINAR ÀS POPULAÇONS

A Doutrina de Guerra Irregular se oficializa com a chegada ao poder do Presidente Barack Obama em 2009. Esta forma de guerra diferencia da guerra convencional, que tem como objectivo derrotar às forças armadas do adversário e emprega tácticas tradicionais como a invasom com tropas e o bombardeio aéreo. Mas a guerra irregular tem outro objectivo: dominar e influir sobre as populaçons civíles, e as suas tácticas som diferentes. Nesta forma de guerra assimétrica, utilizam-se técnicas como a subversom, a penetraçom e a infiltraçom na "sociedade civil", empregando mecanismos de operaçons psicológicas e promovendo o caos, a desestabilizaçom e o descontentamento para gerar conflitos internos, debilitando aos alicerces do poder.

No orçamento do Pentágono do 2010, foi destacado a mudança de doutrina da guerra clássica à guerra irregular: "O orçamento do 2010 apoia ao esforço do Pentágono para institucionalizar as capacidades necessárias para conduzir a Guerra Irregular" “O Pentágono deve desenvolver novas capacidades para enfrontar o rango de desafios irregulares. Para este fim, o orçamento do 2010 aumenta os recursos para a Guerra Irregular"" (DoD FY 2010 Budget Request Summary Justification).

Simultaneamente, o Pentágono foi expandindo a sua presença militar dentro do seu novo "campo de batalha", com a criaçom do Comando África (AFRICOM) e os acordos de "cooperaçom em defesa e segurança" com Colômbia, Panamá, Brasil e Costa Rica. Estes acordos, que permitiram alargar a presença de equipas, forças e recursos militares de Washington na América do Norte Latina, fizeram parte da nova estratégia de "mobilidade aérea", revelada no Livro Branco do Comando Aéreo da Força Aérea de Estados Unidos.

No supracitado documento, Estados Unidos salientou a necessidade de ocupar bases militares em Colômbia, particularmente em Palanquero, para permitir um alcance aéreo de "amplo espectro" por todo o continente de Suramérica. Segundo esses documentos e outros da Força Aérea, essa presença estadounidense era necessária para combater os "governos anti-estadounidenses" na regiom: principalmente Venezuela e outros países da Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América do Norte (ALVA).

O Livro Branco também destacou a necessidade de alargar a presença militar de Estados Unidos em Colômbia, e agora em Panamá e Centroamérica, para poder assegurar o alcance global, enlaçando com as bases de AFRICOM, e logo por todo o Meio Oriente, Europa e Ásia, onde o Pentágono é a força dominante.

ALARGANDO AO CAMPO DE BATALHA

Com as recentes revoltas no Egipto, Tunéz, Iémen, Bahreim e Líbia, Estados Unidos veio cumprindo com os seus objectivos- expandindo a sua presença militar e assegurando o controlo sobre os recursos estratégicos nessa regiom. E ainda que em todos esses países houve matanças por parte dos governantes, só no caso de Líbia, Washington impulsionou a invasom militar. Nos outros casos, os governos voluntariamente subordinárom-se à agenda estadounidense, mas em Líbia, o governo de Muammar al-Gaddafi resistiu.

Desde que Obama chegou ao poder, a sua administraçom alargou as guerras no Afeganistám e Iraque, e abriu novos "campos de batalha" no Paquistám e Iémen, e agora Líbia. Analisando ao mapa do "campo de batalha" da Guerra Irregular, pode-se deduzir que só faltará expandir as operaçons militares para América do Norte Latina; para Venezuela em particular, onde residem as mais grandes reservas petroleiras do mundo.

As ameaças de Washington contra Venezuela e Cuba endureceram-se durante os últimos meses. Há poucos dias, o Washington Post " jornal influente sobre a política estadounidense " publicou um artigo promovendo acçons militares contra Venezuela, acusando o governo de Hugo Chávez de ser um "centro de terrorismo mundial", justo ao sul da fronteira de Estados Unidos. No artigo, pediram ao governo de Obama actuar contra Venezuela e classificá-lo como um país "patrocinante do terrorismo", algo que abriria a porta a umha intervençom militar. Ao mesmo tempo, o governo de Obama veio aumentando o financiamento multimilionário a grupos anti-chavistas dentro de Venezuela, buscando alimentar ao conflito e fomentar algumha acçom que poderia resultar num "mudança de regime".

Desde o 2001, o plano de invasom a Venezuela foi desenhado. O chamado "Plano Balboa", exercício militar da NATO que foi realizado em Espanha em Maio 2001, tinha como objectivo invadir a Venezuela e tomar o controlo dos seus recursos petroleiros. De facto, no Plano Balboa, a estratégia era invadir e atacar a Venezuela desde as bases militares de Estados Unidos em Colômbia, Panamá, Aruba e Curazao, e Porto Rico, ocupando a zona ocidental do país desde Zulia a Apresse (a média lua venezuelana) e tomando controlo da mesma. Era um plano secessionista que buscava dividir a Venezuela em dous partes, deixando o controlo sobre as reservas petroleiras em maos das forças invasoras.

Esse mapa de invasom foi um simples rascunho, sobre o qual o Pentágono veio trabalhando e tentando converter numha realidade. Durante os últimos anos, a presença militar de Estados Unidos na América do Norte Latina chegou ao seu nível mais grande de toda a história, e principalmente está a rodear a Venezuela. O desejo do Pentágono é nom ter que activar nengum plano militar contra Venezuela, senom alcançar o objectivo de derrocar ao governo de Hugo Chávez através de outras estratégias, como o golpe suave (as "revoluçons de cores"), a desestabilizaçom e subversom interna, e umha campanha feroz de operaçons psicológicas a nível mundial que haver satanizado ao governo venezuelano, justificando qualquer agressom na sua contra.

O exemplo de Líbia demonstra até que ponto está disposto a chegar o governo estadounidense quando pom em marcha um plano de "mudar um regime" que nom lhe convém, num país com grandes reservas estratégicas. O campo de batalha de Washington segue estendendo-se, e Venezuela está claramente na sua mira.

26-03-2011

Link permanente 22:57:46, por José Alberte Email , 1155 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: França estava a preparar o derrocamento de Kadhafi desde Novembro

http://www.voltairenet.org/article169073.html

França estava a preparar o derrocamento de Kadhafi desde Novembro
por Franco Bechis*

Acçom secreta

Segundo o jornalista da direita liberal italiana Franco Bechis, os serviços secretos franceses preparárom a revolta de Benghazi desde Novembro de 2010. Como assinala Miguel Martinez no portal progressista ComeDonChisciotte, estas revelaçons, alentadas polos serviços secretos italianos, devem se interpretar como umha mostra de rivalidade no seio do capitalismo europeu. A Rede Voltaire precisa que Paris rapidamente associou Londres ao seu projecto de derrocamento do coronel Kadhafi (força expedicionária franco-britânica). O plano foi modificado no contexto das revoluçons árabes e Washington tomou entom o controlo do mesmo impondo os seus próprios objectivos (contra-revoluçom no mundo árabe e desembarco do AfriCom no continente negro). A actual coaligaçom é portanto o resultado de ambiçons diversas, o qual explica as suas contradiçons internas.

Primeira etapa da viagem, 20 de Outubro de 2010, Tunísia. Ali desceu de um aviom de Libyan Airlines, com toda a sua família, Nuri Mesmari, o chefe de protocolo do corte do coronel Muamar o-Kadhafi. Trata-se de um dos grandes “papagaios” do regime líbio e tem estado desde sempre a carom do coronel.

Era o único, junto do ministro de Relaçons Estrangeiras Mussa Kussa, que tinha acesso directo à residência de Kadhafi sem ter que tocar a porta dantes de entrar. Era o único com direito a passar a ombreira da suite 204 do velho círculo oficial de Benghazi onde o coronel líbio recebeu com todas as honras ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi durante a visita oficial a Líbia.

A visita de Mesmari a Tunísia nom dura mais que umhas horas. Nom se sabe com quem se reúne na capital, onde já se percebe o balbordo de revolta contra Bel Ali. Hoje sabe-se com certeza que durante essa estadia Mesmari estabelece os contactos para o que se vai converter, em meados de Fevereiro, na rebeliom da regiom de Cirenaica. E prepara a estocada contra Kadhafi procurando e obtendo alianças em duas frentes. O primeiro é o da dissidência tunecina. O segundo é o da França de Nicolas Sarkozy. Duas alianças que estabelece com sucesso.

Assim o demonstram documentos da DGSE, o serviço secreto francês, e umha série de notícias sensacionais que circularam nos meios diplomáticos franceses a partir do boletim confidencial Maghreb Confidential (do qual existe umha versom sintetizada e acessível mediante pagamento).

Mesmari chega a Paris ao dia seguinte, o 21 de Outubro. Já nom mover-se-a de ali. Em Líbia, Mesmari nom ocultava a sua viagem a França já que levava com ele a toda a sua família. A versom é que vai a Paris para submeter a um tratamento médico e provavelmente a umha intervençom cirúrgica. Mas jamais verá a nengum médico. Em mudança, se verá, e todos os dias, a vários servidores públicos dos serviços secretos franceses.

A reuniom.

Está comprovado que estreitos colaboradores do presidente francês foram vistos a princípios de Novembro enquanto entravam no hotel Concorde Lafayette de Paris, onde reside Mesmari. O 16 de Novembro, umha fileira de autos azuis mantém-se ante o hotel. umha longa e coincidida reuniom tem local na suite de Mesmari. Dous dias depois, umha nutrida e estranha delegaçom francesa sai para Benghazi. Componhem-na servidores públicos do ministério de Agricultura, dirigentes de France Export Céréales e de France Agrimer, dirigentes de Soufflet, de Louis Dreyfus, de Glencore, de Cani Céréales, Cargill e Conagra.

Nos papéis, trata-se de umha delegaçom comercial encarregada de obter, precisamente em Benghazi, importantes encomendas líbios. Mas o grupo inclui também vários militares franceses camuflados como homens de negócios.

Em Benghazi vam reunir-se com um coronel da aviaçom líbia cujo nome lhes proporcionou Mesmari: Abdallah Gehani. O homem está acima de toda a suspeita, mas o ex chefe de protocolo de Kadhafi revelou que Gehani está disposto a desertar e que tem também bons contactos com a dissidência tunecina.

A operaçom desenvolve-se no maior segredo, mas algo se filtra e chega a ouvidos dos homens mais próximos a Kadhafi. O coronel suspeita algo. O 28 de Novembro assina umha ordem internacional de detençom contra Mesmari. A ordem chega também a França através dos canais protocolares. Alarmados, os franceses decidem acatar a ordem de detençom de maneira formal.

Quatro dias depois, o 2 de Dezembro, a notícia filtra-se precisamente desde Paris. Nom se dam nomes, mas se revela que a polícia francesa prendeu a um dos principais colaboradores de Kadhafi. Ao princípio, Líbia sente-se tranqüila novamente. Até que se inteira de que Mesmari está em realidade sob detençom domiciliária na sua suite do hotel Concorde Lafayette. Kadhafi começa a molestar-se.

O cólera de Kadhafi.

Quando chega a notícia de que Mesmari solicitou oficialmente asilo político na França, estala o cólera de Kadhafi, quem ordena o retiro de passaportes, inclusive ao próprio ministro de Relaçons Exteriores Mussa Kussa, acusado de ser responsável pola deserçom de Mesmari. Depois trata de enviar aos seus homens a Paris, com mensagens para o traidor: «Regressa. Serás perdoado». O 16 de Dezembro, é Abdallah Mansur, chefe da televisom líbia, quem trata de fazer chegar a mensagem. Os franceses detém-no à entrada do hotel. Outros líbios chegam a Paris o 23 de Dezembro. Som Farj Charrant, Fathi Bukhris e Alla Unes Mansuri.

Conhecê-los-mos melhor após o 17 de Fevereiro porque som precisamente eles quem, junto à o Hadji, dirigírom a revolta de Benghazi contra as milícias do coronel.

Os franceses autorizam a estas três personagens a sair a cear Mesmari num elegante restaurante dos Campos Elíseos. Também participam no jantar vários servidores públicos da presidência da República Francesa e alguns dirigentes dos serviços secretos franceses. Entre o Natal e no Dia de Ano Novo aparece no boletim Maghreb Confidential a notícia de que Benghazi se encontra em ebuliçom -cousa que ninguém sabe ainda- e também aparecem várias indiscreçons sobre certas ajudas logísticas e militares que parecem ter chegado à segunda cidade líbia, ajudas provenientes precisamente da França. Já está claro que Mesmari se converteu num instrumento em maos de Sarkozy, quem trata de sacar a Kadhafi de Líbia. O boletim confidencial sobre o norte da África começa a filtrar os conteúdos desta colaboraçom.

Mesmari ganha-se o apodo de «Libyan Wikileak» porque revela um depois de outro os segredos da defesa militar do coronel e conta todos os detalhes sobre as alianças diplomáticas e financeiras do regime, traçando inclusive um verdadeiro mapa da distribuiçom dos sectores em desacordo e das forças que se encontram no terreno. Em meados de Janeiro, França tem nas maos todas as chaves para tratar de derrocar ao coronel. Mas produz-se umha filtraçom. O 22 de Janeiro, o chefe dos serviços secretos na regiom de Cirenaica, fiel a Kadhafi, o general Audh Saaiti, prende ao coronel de aviaçom Gehani, quem trabalha em segredo para os franceses desde o 18 de Novembro.

O 24 de Janeiro, Gehani é enviado a umha prisom em Tripoli, acusado de ter criado em Cirenaica umha rede social que elogiava a oposiçom tunecina contra Ben Ali. Mas é demasiado tarde. Gehani já tinha preparada a revolta de Benghazi, com os franceses.

24-03-2011

Link permanente 19:32:59, por José Alberte Email , 240 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A NOVA GUERRA COLONIAL

resistir.info

O imperialismo acaba de lançar uma nova guerra colonial.
Um impressionante conjunto de forças militares iniciou a agressão contra a Líbia.
A aprovação da Resolução 1973 pelo Conselho de Segurança da ONU foi uma ruptura com o direito internacional.
Ela foi possível graças à capitulação da Rússia, da China, do Brasil e dos demais países que ali se abstiveram (a máscara "progressista" do governo Dilma caiu rapidamente) .
A ONU nunca se preocupou com os palestinos massacrados em Gaza pela entidade nazi-sionista, nunca se incomodou com as ditaturas terroristas que mataram milhares de cidadãos na América Latina, nunca fez o mínimo gesto contra as ditaduras que escravizam emirados árabes, nada fez nem faz pelas mulheres oprimidas da Arábia Saudita, nunca disse uma palavra contra a selvageria da tropa da NATO que massacra indefesos camponeses afegãos, nunca se manifestou contra os drones que assassinam velhos, mulheres e crianças no Paquistão.
Não foi preciso a ONU para que os povos tunisino e egípcio se desembaraçassem de ditadores que haviam sido financiados e armados pelo ocidente.
Uma vez vencido Moammar Kadafi, tal como Saddam Hussein, a Líbia irá descobrir os encantos da democracia ocidental à moda do Iraque – ao custo de mais de um milhão de mortos e milhões de deslocados.
A Líbia ficará totalmente livre para a pilhagem das suas riquezas naturais.
No mundo pós Pico Petrolífero, o petróleo será libertado para as corporações ocidentais – ao custo de um novo massacre.

22-03-2011

Link permanente 23:33:21, por José Alberte Email , 1738 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MELRO: Líbia: O maior empreendimento militar desde a invasão do Iraque

Líbia: O maior empreendimento militar desde a invasão do Iraque
– Rumo a uma operação militar prolongada
por Michel Chossudovsky

Mentiras rematadas dos media internacionais: Bombas e mísseis são apresentados como instrumentos de paz e de democratização.

Isto não é uma operação humanitária. O ataque à Líbia abre um novo teatro de guerra regional.

Há três diferentes teatros de guerra no Médio Oriente - região da Ásia Central: Palestina, Afeganistão e Iraque.

O que está a desdobrar-se é um quarto Teatro de Guerra EUA-NATO no Norte de África, com risco de escalada.

Estes quatro teatros de guerra estão funcionalmente relacionados, fazem parte de uma agenda militar integrada EUA-NATO

O bombardeamento da Líbia esteve no estirador do Pentágono durante vários anos, como confirmado pelo antigo comandante da NATO, general Wesley Clark.

A operação Odissey Dawn é reconhecida como a "maior intervenção militar ocidental no mundo árabe desde que começou a invasão do Iraque, há exactamente oito anos" ( Russia: Stop 'indiscriminate' bombing of Libya - Taiwan News Online , March 19, 2011).

Esta guerra faz parte da batalha pelo petróleo. A Líbia está entre as maiores economias petrolíferas do mundo, com aproximadamente 3,5% das reservas globais de petróleo – mais do dobro das dos EUA.

O objectivo subjacente é obter controle sobre as reservas de petróleo e gás da Líbia sob o disfarce de uma intervenção humanitária.

As implicações geopolíticas e económicas de uma intervenção militar conduzida pelos EUA-NATO contra a Líbia são de extremo alcance.

A Operação "Odyssey Dawn" faz parte de uma agenda militar mais vasta no Médio Oriente e na Ásia Central, a qual consiste em obter controle e propriedade corporativa sobre mais de 60 por cento das reservas mundiais de petróleo e gás natural, incluindo as rotas dos oleodutos e gasodutos.

Com 46,5 mil milhões de barris de reservas provadas (10 vezes as do Egipto), a Líbia é a maior economia petrolífera no continente africano seguida pela Nigéria e Argélia (Oil and Gas Journal). Em contraste, as reservas provadas dos EUA são da ordem dos 20,6 mil milhões de barris (Dezembro 2008) de acordo com a Energy Information Administration. U.S. Crude Oil, Natural Gas, and Natural Gas Liquids Reserves ).

O maior empreendimento militar desde a invasão do Iraque

Uma operação militar desta dimensão e magnitude, envolvendo a participação activa de vários membros da NATO e países parceiros, nunca é improvisada. A operação Odyssey Dawn estava em etapas avançadas de planeamento militar antes do movimento de protesto no Egipto e na Tunísia.

A opinião pública foi levada a acreditar que o movimento de protesto se propagou espontaneamente da Tunísia e do Egipto à Líbia.

A insurreição armada na Líbia Oriental é apoiada directamente por potências estrangeiras. As forças rebeldes em Bengazi imediatamente arvoraram a bandeira vermelha, negra e verde com o crescente e a estrela: a bandeira da monarquia do rei Idris, o qual simbolizava o domínio das antigas potências coloniais. (Ver Manlio Dinucci, Libya-When historical memory is erased , Global Research, February 28, 2011)

A insurreição também foi planeada em coordenada com o cronograma da operação militar. Ela foi cuidadosamente planeada meses antes do movimento de protesto, como parte de uma operação encoberta.

Forças especiais do estado-unidenses e britânicas foram descritas como estando no terreno a "ajudar a oposição" desde o princípio.

Do que estamos a tratar é de um roteiro militar, um cronograma de eventos militares e de inteligência cuidadosamente planeados.

Cumplicidade das Nações Unidas

Até agora, a campanha de bombardeamento resultou em incontáveis baixas civis, as quais são classificadas pelos media como "danos colaterais" ou atribuídas às forças armadas líbias.

Numa ironia amarga, a Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU concede à NATO um mandato "para proteger civis".

Protecção de civis

3. Autoriza Estados membros que notificaram o secretário-geral, a actuarem nacionalmente ou através de organizações regionais ou acordos, e a actuarem em cooperação com o secretário-geral, a tomarem todas as medidas necessárias , não obstante o parágrafo 9 da resolução 1970 (2011), para proteger civis e áreas populadas por civis sob ameaça de ataque na Jamahiriya Árabe Líbia, incluindo Bengazi, enquanto excluindo uma forças de ocupação estrangeira de qualquer forma sobre qualquer parte do território líbio , e requer os Estados membros relacionados a informarem imediatamente o secretário-geral das medias que tomaram de acordo com a autorização conferida por este parágrafo a qual será imediatamente informada ao Conselho de Segurança. ( UN Security Council Resolution on Libya: No Fly Zone and Other Measures , March 18, 2011)

A resolução da ONU garante às forças da coligação carta branca para empenharem-se numa guerra total contra um país soberano em desrespeito do direito internacional e em violação da Carta das Nações Unidas. Ela também serve a interesses financeiros dominantes: não só permite à coligação militar bombardear um país soberano como também permite o congelamento de activos, podo assim em perigo o sistema financeiro da Líbia.

Congelamento de activos

19. Decide que o congelamento de activos imposto pelo parágrafo 17, 19, 20 e 21 da resolução 1970 (2011) será aplicados a todos os fundos, outros activos financeiros e recursos económicos que estão no seu território, os quais são possuídos ou controlado, directa ou indirectamente, pelas autoridades líbias, ...

Em parte alguma da resolução do CSONU é mencionada a questão da mudança de regime. Mas é entendido que forças da oposição receberão parte do dinheiro confiscado sob o artigo 19 de resolução 1973. Discussões com líderes da oposição para esse facto de facto já tiveram lugar. Isso se chama desvio do texto e fraude financeira.

20. Afirma a sua determinação de assegurar que activos congelados de acordo com o parágrafo 17 da resolução 1979 (2011) deverão, numa etapa posterior, tão logo quanto possível serem disponibilizados para e em benefício do povo da Jamahiriya Árabe Líbia;

Em relação à "Imposição do embargo de armas" sob o parágrafo 13 da resolução, as forças da coligação comprometer-se-ão sem excepção a impor um embargo de armas à Líbia. Mas desde o princípio eles violaram o Artigo 13, ao fornecerem armas às forças de oposição em Bengazi.

Operação militar prolongada?

Os conceitos são invertidos. Numa lógica absolutamente enviesada, paz, segurança e protecção do povo líbio devem ser alcançados através de ataques de mísseis e bombardeamentos aéreos.

O objectivo da operação militar não é a protecção de civis mas a mudança de regime e a ruptura do país, como na Jugoslávia, nomeadamente a partição da Líbia em países separados. A formação de um Estado separado na área produtora de petróleo da Líbia Oriental foi contemplada por Washington durante muitos anos.

Cerca de uma semana antes do ataque com bombardeamentos, o director da inteligência nacional James Clapper enfatizou num testemunho ao Comité de Serviços Armados do Senado dos EUA que a Líbia tem capacidades de defesa aérea significativas e que uma abordagem zona de interdição de voo poderia potencialmente resultar numa prolongada operação militar.

A política de Obama tem o "objectivo de afastar Kadafi", reiterou o conselheiro de segurança nacional.

Mas o testemunho de Clapper revela quão difícil isso poderia ser.

Ele disse ao comité do Senado pensar que "Kadafi está nisto por muito tempo" e que não pensa ter Kadafi "qualquer intenção ... de abandonar".

Finalmente, enumerando as razões porque acredita que Kadafi prevalecrá, Clapper disse que o regime tem mais stocks militares e pode contar com um exército bem treinado, unidades "robustamente equipadas", incluindo a 32ª Brigada, a qual é comandada pelo filho de Kadafi, Khamis, e a 9ª Brigada.

O grosso do seu hardware inclui defesas aéreas de fabricação russa, artilharia, tanques e outros veículos, "e eles parecem mais disciplinados quanto ao modo como tratam e reparam esse equipamento", continuou Clapper.

Clapper contestou afirmações de que uma zona de interdição de voo poderia ser imposta à Líbia rápida e facilmente, dizendo que Kadafi comanda o segundo maior sistema de defesa aérea do Médio Oriente, logo após o do Egipto.

"Eles têm um bocado de equipamento russo e há uma certa qualidade nos números. Algum do equipamento caiu nas mãos dos oposicionistas", continuou.

O sistema compreende cerca de 32 sítios de mísseis terra-ar e um complexo de radar que "está centrado na protecção da linha costeira (mediterrânea) onde está 80 ou 85 por cento da população", disse Clapper. As forças de Kadafi também têm "um número muito grande" de mísseis anti-avião disparados do ombro (shoulder-fired anti-aircraft missiles).

O general do Exército Ronald Burgess, director da Defense Intelligence Agency, endossou a avaliação de Clapper, dizendo que o momento estava a mudar em favor das forças de Kadafi depois de estar inicialmente com a oposição.

"Se mudou ou não plenamente para o lado de Kadafi neste momento dentro do país penso que não está claro", disse Burgess. "Mas agora atingimos um estado de equilíbrio onde ... a iniciativa, se quiser, pode estar do lado do regime".

Horas depois de Clapper ter falado, Thomas Donilon, conselheiro de segurança nacional de Obama, apresentou uma avaliação diferente, o que sugere pontos de vista agudamente divergentes entre a Casa Branca e a comunidade de inteligência dos EUA.

Ele disse que a análise dos chefes de inteligência eram "estáticas" e "unidimensionais", com base no equilíbrio de força militar, e deixava de levar em conta tanto o crescente isolamento de Kadafi como acções internacionais para promover seus oponentes. ( White House, intel chief split on Libya assessment | McClatchy , March 11, 2011)

A declaração anterior sugere que a Operação Odyssey Dawn podia levar a uma guerra prolongada e persistente resultando em perdas significativas para a NATO-EUA.

As dificuldades militares da NATO foram relatadas por fontes líbias desde o princípio da campanha aérea.

Horas após o começo dos bombardeamentos, fontes líbias (ainda a serem confirmadas) destacaram o derrube de três jactos franceses. (Ver Mahdi Darius Nazemroaya, Breaking News: Libyan Hospitals Attacked. Libyan Source: Three French Jets Downed , Global Research, March 19, 2011).

A rede nacional de TV da Líbia anunciou que um caça francês havia sido derrubado próximo de Tripoli. O exército francês negou estes relatos:

"Rejeitamos a informação de que um caça francês tenha sido derrubado na Líbia. Todos os aviões que enviámos hoje em missões retornaram à base", disse o porta-voz do Exército francês, coronel Thierry Burkhard, citado por Le Figaro ". (Libya: A french fighter plane was shot down! The French Army denies this information, xiannet.net March 20, 2011)

Fontes internas líbias (a serem confirmadas) também relataram no domingo o derrube de dois jactos militares do Qatar. Segundo relatos líbios, ainda a serem confirmados, um total de cinco jactos franceses foi derrubado. Três destes jactos atacantes franceses foram, segundo os relatos, derrubados em Tripoli. Os outros dois jactos franceses foram derrubados enquanto atacavam Sirt (Surt/Sirte). (Mahdi Darius Nazemroaya, Libyan Sources Report Italian POWs Captured. Additional Coalition Jets Downed, Global Research, March 20, 2011)

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=23815

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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CANTA O MERLO: Líbia-Imperialistas na ratoeira

A liçom de Líbia: A um zombie só o pode matar outro zombie

(IAR Notícias) 22-Março-2011

Em Líbia o sistema tocou fundo. A decadência e a irracionalidade das potências dominantes mostra-se em todo o seu esplendor. Ao vivo e ao vivo. A variável de ajuste é o petróleo. A lógica funcional é o assassinato em massa. O espectáculo põem-no as bombas e mísseis de última geraçom, a morte e o sofrimento corre por conta do povo líbio. A CIA divide, o Pentágono extermina, A ONU santifica. As potências centrais acompanham. Mas só acompanham ao ganhador. Um dado finque para entender o que vem.

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com
IAR Notícias/

O ataque militar a Líbia prova algo indiscutível: O sistema imperial capitalista centralizado no eixo USA-UE-Israel é impune. E está só. Nom tem inimigo estratégico. Pode invadir, matar ou perdoar, ao seu arbítrio.

O aparelho da imprensa mundial e os seus analistas mercenários pertence-lhes e está ao seu inteiro serviço, as 24 horas do dia.

A sociedade mundial, nos seus diferentes níveis sociais, está alienada e só repete slogans mediáticos manipuladores.

Os governos mundiais (salvo uns poucos como Venezuela e Cuba) som meras sucursais gerênciais das potências centrais e das suas corporaçons transnacionais que converteram ao planeta num grande mercado sem fronteiras.

A esquerda converteu-se num mosaico incoerente de fundamentalistas ideologizados e sem capacidade de análise estratégico que só recitam consignas da "guerra de esquerda contra direita", integrados ao sistema.

EEUU e as potências (como fica umha vez mais demonstrado com Líbia) pode massacrar populaçom civil desde o ar e apagar um país inteiro a míssilazos, sem que a ninguém se lhe mova um cabelo.

A indiferença e a alienaçom colectiva é o maior triunfo do sistema.

Fagamos um minuto de silêncio polos mortos. polos que estám a morrer em Líbia, e polos que vam seguir morrendo, em massa, por fame ou por mísseis, para seguir alimentado rentabilidade capitalista irracional e assassina a escala mundial.

Fagamos um minuto de silêncio polo planeta, por nossa fraterniza natureza, e pola inteligência humana que também foi destruída a míssilazos de ecrám televisiva. Humanidade kaput.

O capitalismo converteu ao ser humano vivo num terminal robotizado da sociedade de consumo capitalista.

O sistema caminha só, como um zombei, e mata por inércia. E os vivos que ainda resistem som isolados, demonizados, e executados, a míssilazos ou a cuspitazos televisivos, sob o cargo de pertencer ao "eixo do mau". . E a humanidade, convertida num microchip falante do sistema imperial, aplaude gozosa as "rebelions" da CIA e a queda dos "ditadores" nos países atestados de petróleo por conquistar.

Já nom há lógica nem sentido comum. Todo perdeu legitimidade e razom de ser. Enquanto o império assassina em massa em Líbia, Iraque, Afeganistám, ou ali onde tenha mercados e petróleo por conquistar, a sociedade mundial alienada consome produtos, diversom, ídolos “teatreiros” e presidentes de Estados capitalistas fabricados e clonados como a ovelha Dolly. .

E parece que a um zombei só o pode matar outro zombei.

Ao sistema capitalista só o podem matar as suas próprias contradiçons. As suas próprias divisons e guerras internas polo controlo do poder e dos recursos estratégicos essenciais que se extinguem num planeta destruído e depredado pola voracidade da rentabilidade bancária e comercial.

Em Líbia o sistema tocou fundo. A decadência e a irracionalidade das potências dominantes mostra-se em todo o seu esplendor. Ao vivo e ao vivo. A variável de ajuste é o petróleo. O show põem-no as bombas e mísseis de última geraçom, a morte e o sofrimento corre por conta do povo líbio.

A CIA divide, o Pentágono extermina, A ONU santifica. As potências centrais acompanham. Mas só acompanham ao ganhador.

Um cenário que se repete até o cansaço nos povos pobres que nadam em petróleo e em riquezas naturais. Na Ásia, África e Médio Oriente, a "soluçom final" sempre é a conquista de mercados com assassinato em massa de populaçom sobrante.

Os zombies morrem matando. E morrem matando a seres que estavam vivos. E quando as bombas nom surtem efeito, como em Líbia, começa a diáspora e os confrontos internos para se combinar com algum pedaço do objectivo dantes de que desparezca.

EEUU encontrou-se só com os seus dous sócios sionistas na conquista do petróleo líbio.

Passárom 72 horas do início do ataque e Kadafi segue em pé. A sociedade imperial começa a rachar-se. Os interesses de sector primam sobre a unidade. Membros da OTAN olham para um lado, e o Pentágono para outro. Nom há acordos sobre a táctica, a estratégia e a linha de comando a seguir.

A morte em massa do povo líbio começa a converter-se em rotina, num statu quo dramático, e os reproches e as diferenças internas no bloco imperial semeiam de dúvidas e de incerteza aos "cenários possíveis" que se avizinham como o resultante.

E a imprensa internacional intitula: Os ataques em Líbia poderiam reduzir-se; teme-se um ponto morto, di Reuters. Persistem dúvidas a respeito de quem deve comandar a operaçom em Líbia, assinala a BBC. A OTAN nom consegue superar as suas divisons internas sobre Líbia, concretiza a AFP. Fendas nos aliados sobre a operaçom; Obama reclama o comando da OTAN, resume O Mundo de Espanha.

E o nosso próprio título sintetiza o quadro de situaçom: Bombardeios em massa: Agora o tempo e os mortos jogam para Kadafi.

Adiantamos-lo, e assim está a acontecer. Os mortos e o tempo já estám a jogar pára Kadafi. Os zombies, começam de devorar-se entre si. Mais cadavéricos, que os próprios cadáveres de homens, mulheres e meninhos inocentes que vam semeando os seus mísseis em Líbia.

E daí vai passar? Como segue o massacre petroleiro disfarçada de "missom humanitária?

A resposta é singela: Os zombies vam polo petróleo. As alternativas som várias, e Deus proverá a próxima movida.

E nós, como sempre, contaremos-la dantes de que aconteça.

Manuel Freytas é jornalista, pesquisador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica

21-03-2011

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CANTA O MERLO: Líbia-Odisseia de genocidas

O Pentágono conduz as operaçons
EEUU dissimula a sua chefia no despedaçamento aéreo de Líbia
(IAR Notícias) 21-Março-2011

EEUU nom quer pagar com o bombardeio a Líbia o custo político do Iraque ou Afeganistám. Operativa e organizativamente tanto a fracassada "revolta popular", como a também fracassada "revoluçom líbia" levam o seu toque e carimbo. Mas Washington se escuda nos seus dous aliados mais leais, Gram-Bretanha e França, para centralizar o comando estratégico da chamada operaçom "Odisseia ao Amanhecer". umha acçom militar em larga escala para derrocar a Kadafi despedaçando a Líbia com bombas e mísseis de última geraçom.

Relatório especial
IAR Notícias

Há um discurso perverso da imprensa e os analistas internacionais orientado a deformar o entendimento dos verdadeiros actores responsáveis do talho desatado em Líbia com a intervençom militar para derrocar a Kadafi.

Neste cenário, a participaçom de EEUU como potência reitora das operaçons para terminar com Kadafi e pôr sob controlo imperial ao petróleo líbio aparece oculta baixo a fachada de "comunidade internacional" ou "coalizom aliada".

E nom se trata de umha "coalizom aliada" senom de três potências centrais que empreenderam acçons militares contra Líbia sem esperar umha decisom da OTAN para cumprir com a resoluçom da ONU

O almirante americano Samuel Locklear dirige a operaçom, a bordo do navio de comando "USS Mount Whitney", junto a quinze oficiais de enlace britânicos, franceses e canadianos.

Hillary Clinton deslocou-se tanto a Tunísia como a Egipto numha visita relacionada com as operaçons dirigidas contra Líbia. Tanto o regime da Tunísia como a junta militar do Cairo estám aberta e secretamente apoiando a guerra imperial em Líbia. Os colaboracionistas pró-EEUU do Conselho de Cooperaçom do Golfo (CCG) assinalaram também que enviárom forças militares para atacar o país norafricano.

Ao todo, umha frota aliada composta por mais de 25 navios e submarinos encontra-se em posiçom em águas do Mediterráneo, junto a numerosos avions de combate facilitados por membros da Aliança Atlântica.

Mas o porta-avions mais próximo da Armada de EEUU encontra-se na zona do Golfo Pérsico, como parte das operaçons militares no Afeganistám. Embora se fosse necessário, os 45 caças F-18À bordo do "Enterprise" seriam capazes de atingir objectivos em Líbia abastecendo no ar.

O secretário de Defesa Robert Gates afirmou que EEUU tem previsto renunciar ao controlo da missom "em matéria de dias" para lho ceder a outros países da coalizom.

"Temos um papel militar na coalizom, mas nom um papel dominante", dixo, explicando que os diferentes países discutem a organizaçom de quem assume o comando.

Gates mostrou-se muito prudente com a operaçom "Odisseia ao Amanhecer" assinalando que nom está previsto aumentar os objectivos do ataque. "Se começamos a agregar mais metas, vam propor-se muitos problemas", dixo.

"Nom seria prudente estabelecer objectivos que nom está claro que vamos conseguir", em clara referência à possibilidade de apontar directamente a Kadafi.

Umha opiniom que nom compartilha o seu homólogo britânico, o ministro de Defesa, Liam Fox, quem afirmou que Kadafi poderia converter num alvo militar.

Explicou que "há umha diferença entre o facto de que alguém seja um alvo legítimo e a decisom de passar ao ataque" porque para isto último "teria que ter em conta que pode lhes ocorrer aos civis que tenha na zona".

França contribuiu a sua porta-avions "Charles de Gaulle" às operaçons contra Líbia.

A nave, com umha tripulaçom de 1800 militares e vinte avions a bordo, partiu no domingo do porto de Toulouse, acompanhada por um grupo de combate no que figura um submarino de ataque, três fragatas e unidades de apoio logístico. Em matéria de 36 a 48 horas, estes adicionais recursos aeronaves poderiam tomar posiçons em frente à costa de Líbia.

A aviaçom militar francesa -responsável das primeiras acçons de combate nesta operaçom- continuou durante o domingo realizando missons dentro do espaço aéreo líbio. Mas segundo o governo de Paris, os quinze caças que participaram nestas patrulhas nom encontraram resistência.

Depois de revisar os resultados dos ataques realizados no sábado, incluída umha salva a mais de cem mísseis de cruzeiro lançados desde unidades navais de EEUU e Gram-Bretanha, fontes militares americanas insistem de que os danos causados nas forças ao dispor do líder líbio som significativos e substanciais.

Especialmente em todo o referente à defesa aérea de Líbia de origem soviético e as suas baterias de mísseis terra-ar SA-5 que representam umha verdadeira ameaça, embora o Pentágono, seguindo os desejos da Administraçom Obama, faz questom de que pensa se manter mais bem num segundo plano, tal e como demonstra a ausência de portaaviones da "Navy" nesta operaçom.

Mas, e pese ao ocultamento do verdadeiro objectivo do massacre aéreo em Líbia, EEUU e os seus aliados mais próximos embarcaram-se em outra operaçom de mudança de regime para apoderar do petróleo líbio.

O primeiro-ministro canadiano Stephen Harper dixo que a intervençom militar equivale a um "acto de guerra" que é fundamental para sacar a Muamar Kadafi do poder "dantes de que siga massacrando ao seu próprio povo?.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, comentou repetidamente que "Kadafi tem que se ir", mas outros membros do governo de coalizom britânico clarificaram no domingo que a saída do Kadafi líbio nom é o objectivo último da operaçom contra o seu regime.

Enquanto, o chefe do Pentágono assegurou que a campanha militar em marcha é um "esforço internacional" cujo objectivo é implementar a resoluçom aprovada na quinta-feira passada polo Conselho de Segurança de Naçons Unidas, que impôs umha zona de exclusom aérea sobre o país norteafricano.

Destacou que Espanha, Dinamarca e Qatar se somaram também à operaçom e dixo esperar que outros países árabes entrem a fazer parte da mesma embora nom ofereceu detalhes concretos.

O chefe do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, comentou no domingo à corrente NBC que as forças ocidentais punha em marcha umha zona de exclusom aérea em Líbia e que nom há mostra de que avions líbios estejam a sobrevoar o país.

Mullen acrescentou que nom tinha relatórios de mortes de civis até o momento depois das redadas das forças aliadas iniciadas no sábado e que a operaçom conseguia "avanços significativos em 24 horas", ao deter às forças de Kadafi em Bengasi.

Mas os custos humanitários e em vidas civis da operaçom "Odisseia ao Amanhecer" já estám a sair à luz. Horas após que se iniciassem os ataques, fontes líbias informaram que os bombardeios mataram a 64 civis, feriram a outros 150, e destruíram dous hospitais e umha clínica sanitária.

Resultárom atingidos polos mísseis o Hospital A o-Tajura e o Hospital Saladin, em Ain Zara. A clínica bombardeava estava também situada nas proximidades de Trípoli, a capital líbia. Eram estruturas civis que estavam longe da zona dos combates.

Além do bloqueio económico e do isolamento internacional que já padece Líbia, as forças da coalizom atacante EEUU-Gram-Bretanha-França impusérom um bloqueio naval e aéreo que pode conduzir a um desastre humanitário no país petroleiro.

19-03-2011

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CANTA O MERLO: As potências decidem a intervençom militar em Líbia

Operaçons mediáticas e acçons da CIA para justificar o assalto final a Líbia

(IAR Notícias) 19-Março-2011

Depois do anúncio de alto o fogo "humanitário" por parte do regime de Muamar Kadafi, duas operaçons complementares pusérom-se em marcha para contra-arrestar a estratégia do líder líbio (orientada a atrasar o planificado ataque militar imperial a Líbia). Em duas linhas convergentes, a estrutura mediática internacional e os grupos "rebeldes" controlados pola CIA (rodeados e derrotados polas tropas governamentais) lançarom umha campanha destinada a demonstrar que o regime líbio está "a violar o alto o fogo" declarado polo seu chefe. Este argumento, instalado a nível mundial, está a servir como justificativo para lançar a intervençom militar em longa escala por parte dos chefes de Estado imperiais que hoje se reúnem numha cimeira em Paris.

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com
IAR Notícias/

As operaçons da CIA e das forças especiais USA-britânicas em Líbia (que dirigem em forma encoberta às bandas "rebeldes" desde os territórios tomados) seguiram até agora dous passos concretos:

Fase 1) A "revolta popular" (desenhada como a que derrocou a Mubarak no Egipto) que foi esmagada a sangue e fogo polas tropas do regime.
Fase 2) A "rebeliom armada" que partiu do Leste, na fronteira com Egipto, e se foi estendendo com a tomada de cidades, até que o aparelho militar de Kadafi a foi liquidando gradualmente deixando aos grupos da CIA atrincheirados em Bengasi.

Fase 3) A derrota da manobra interna para derrocar e/ou matar a Kadafi precipitou um Plano C com o planejamento de umha intervençom militar internacional para derrocá-lo que (polas divisons imperantes na OTAN e as contradiçons polo petróleo líbio existentes entre EEUU e a UE), ainda nom pode ser executada em terreno.
A resoluçom da ONU autorizando acçons militares em Líbia, e a decisom do eixo USA-Grã-Bretanha-França de lançar operaçons militares unilaterais imediatas contra Kadafi, determinou à sua vez umha mudança do quadro de situaçom.
Salvo a Itália e Turquia, o resto das potências europeias (conquanto nom querem participar dos ataques) vam prestar abrangência e logística militar para as operaçons.
O que nos leva a umha conclusom: A operaçom militar poderia ser "legitimada" com a estrutura da NATO, mas os ataques aos alvos em Líbia vam ser executados em massa polo Pentágono acompanhado de unidades britânicas e francesas.
Como já o tínhamos projectado, seguramente se vai repetir o que passou com a invasom do Iraque no 2003.
De acordo com o resolvido polo Conselho de Segurança (com a abstençom delimitada da Rússia e da China) a nova invasom imperial a um país petroleiro vai realizar-se sob o argumento de "deter a morte de civis" e restabelecer os "direitos humanos" violados polo regime de Kadafi (no Iraque fizérom-no baixo o argumento de terminar com os arsenais de "armas de destruiçom em massa" que depois se comprovou que nunca existiram).Nom vem mau clarificar que as potências imperiais (com EEUU à cabeça) que vam impedir a "morte de civis" e a restabelecer os "direitos humanos" em Líbia som as mesmas que no Iraque, Afeganistám, e nas regions petroleiras da Ásia, Médio Oriente e África bombardeiam sem piedade, durante as 24 horas, a populaçons civis, assassinando em massa a seres humanos indefesos em nome da "guerra contra o terrorismo".

O argumento da invasom, acordou a astúcia de Kadafi quem imediatamente (e a modo de táctica de distracçom e de retardamento do ataque imperial) ordenou umha "cessaçom o fogo" sob o argumento da protecçom de vida de civis e restauraçom plena dos direitos humanos, que paralisou e confundiu por uns instantes aos comandos imperiais em Washington e em Bruxelas.

A movida tinha umha matriz clara: As tropas governamentais praticamente terminava com a "sediçom", e o que ficava permanecia rodeada e sem possibilidades em Bengazi. Portanto, o "alto o fogo" foi lançado desde umha posiçom de controlo dominante polo regime líbio.

Operaçons CIA-mediáticas

A estratégia de Kadafi (orientada a atrasar o ataque imperial e aprofundar a divisom entre as potências) tivo umha imediata contra-réplica nas operaçons mediáticas primeiro, e no campo das operaçons dos grupos "rebeldes", depois.

Depois da decisom anunciada polo líder líbio, numha campanha sincronizada, a nível em massa e escala global, as agências e grandes correntes mediáticas do sistema foram instalando mediante titulares a "violaçom do alto o fogo" por parte de Kadafi.

Paralelamente, o gerente negro imperial, Barack Obama, lançou um ultimato desde Washington advertindo a Kadafi que a única maneira de deter umha acçom militar contra Líbia era um alto o fogo com a devoluçom aos "rebeldes" das cidades que as tropas governamentais recuperava.

Nas últimas horas da sexta-feira e nas primeiras do sábado (e pese a que o regime pediu verificadores da ONU para comprovar o cumprimento do alto o fogo) os meios internacionais do sistema começaram a "informar" sobre a restauraçom dos ataques terrestres e os bombardeios a Bengazi por parte do aparelho militar de Kadafi.

Contradizendo esta informaçom, a agência de notícias oficial do regime de Muamar Kadafi comunicou neste sábado que "bandas" rebeldes estám a atacar às suas tropas cerca de Bengazi as obrigando a responder, e justificar dessa maneira a informaçom internacional que fala de confrontos armados.

O vice-ministro de Exteriores líbio, Jaled Kaim, assegura que se deu ordem a todos os avions de combate "para que cessem as operaçons" de acordo com o alto o fogo unilateral declarado na sexta-feira polo regime ante a resoluçom aprovada na sexta-feira por Naçons Unidas, e que dá luz verde à intervençom internacional Líbia.

Nom obstante, agora as agências internacionais, que só citam fontes rebeldes, assinalam que as forças de Kadafi já recuperaria a cidade de Bengazi, a segunda de Líbia, onde se iniciou a rebeliom sediciosa.

Umha mudança de estratégia do líder líbio ante um possível ataque em horas por parte de EEUU, Grã-Bretanha e França?

"As forças do líder líbio Muamar Kadafi entrarom no sábado na cidade de Bengazi, controlada polos rebeldes, e forçarom-lhes a retirar-se, desafiando a ameaça de acçom militar das potências mundiais", afirma a agência Reuters.

"O avanço na segunda cidade de Líbia, habitada por umhas 670.000 pessoas, parecia ser umha tentativa de enfrentar umha possível intervençom militar de Occidente, que segundo diplomatas produzir-se-ia só após umha reuniom em Paris do sábado", acrescenta.

Reuters cita a umha fonte "rebelde" dizendo: "Europa e Estados Unidos venderom-nos. Temos estado escutando bombardeios toda a noite, e nom estám fazendo nada".

Este depoimento mostra às claras a orientaçom e os objectivos da chamada "revoluçom Líbia" lançada para derrocar a Kadafi e controlar a terceira reserva petroleira de Africa.

O assalto final

As fontes líbias sustentam que estas operaçons de provocaçom dos grupos "rebeldes" (orientadas a mostrar que Kadafi violou o alto o fogo) estivérom desenhadas para apressar a decisom dos chefes de Estado imperiais que neste sábado participam em Paris de umha reuniom internacional para resolver a modalidade de um ataque militar a Líbia.

As operaçons para demonstrar que Kadafi "violou o alto o fogo" estariam orientadas a solidificar um argumento para lançar as operaçons militares contra Líbia numha Fase 3 do plano do roubo do petróleo líbio disfarçado no argumento de "protecçom da vida dos civis".

A "cimeira" parisina para decidir a intervençom militar inclui a representantes de Liga Árabe e da Uniom Africana, fantoches servis associadas à estratégia do bloco USA-UE nas regions petroleiras.

França pediu à "comunidade internacional" (assim se denominam a si mesmos) que actue com "rapidez" ante a violaçom do alto o fogo que as tropas de Kadafi estariam a desenvolver agora mesmo sobre Bengazi, último bastiom assediado do "Governo" rebelde.

A secretária de Estado de EEUU, Hillary Clinton, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, os impulsores centrais do ataque militar, iam manter umha reuniom privada dantes de reunir na cimeira para planear a intervençom militar respaldada polas Naçons Unidas, assinalaram agências internacionais.

Entre os líderes europeus presentes em Paris estám o chanceler alemá, Angela Merkel, que se mostra como nom partidária de nengumha acçom, e o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que ofereceu meios aéreos e navais a umha eventual operaçom militar.

Desta maneira, após o falhanço das fases 1 e 2, as potências imperiais (lideradas por EEUU) tentarám o golpe de pouta final para pôr baixo o seu controlo a Líbia e ao seu petróleo.

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(*) Manuel Freytas é jornalista, pesquisador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica. É um dos autores mais difundidos e referidos no Site.

17-03-2011

Link permanente 19:11:02, por José Alberte Email , 689 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Líbia: Terroristas anti-Gadafi massacraram civis

15.03.2011

KHATARINA GARCIA e PETER BLAIR
De WASHINGTON e BENGAZHI - REDE MUNDO \ MIDIA LATINA; 06.03.11.

Depois de quase um mês onde duas guerras se realizam na Libia, uma interna, entre khadafystas e opositores do líder revolucionário, e uma no ocidente através da mídia, com o controle total das noticias pela Casa Branca e somente indo ao ar ou tendo imagens liberadas após filtragem do Pentágono ou do Departamento de Estado, a situação começa a mudar no mais emblemático país do norte da África.
Após a exibição pela TV líbia e ainda a reprodução pela Telesur e da Internet de imagens do assassinato de 212 partidários do Coronel Muammar Khadafy, em Bengazhi, mortos a sangue frio, depois de terem sido presos e sem qualquer resistência por seus opositores, o mundo árabe e membros da oposição começam a desistir de lutar contra Khadafy, considerando que já existem grandes divisões no meio dos opositores pela aliança feita por alguns setores com os EUA, inimigo histórico dos povos árabes e que inclusive bombardearam o país matando milhares de líbios.
Outro escândalo que ronda Washington é a participação de mercenários contratados pelo Pentágono, através da Halliburton e da Blackwater para participarem das batalhas na região de Cerenaica, em especial Bengazhi e Trobuk ao lado dos opositores que começam a perder terreno para os simpatizantes de Khadafy. A missão dos mercenários que ficariam sob controle da CIA, Agência Central de Inteligência e até executariam ações secretas com a aliada Al-Qaeda de Bin Laden, contra Khadafi seria manter o controle dos poços de petróleo já sob controle da oposição na região de Bengazhi.
O serviço secreto russo confirmou ontem através de Nicolai Patrushev, que na verdade o que está existindo é um verdadeiro bombardeio da mídia internacional contra Kadhafi, pois a Russia controla totalmente o espaço aéreo do norte da África e cem por cento da Líbia e que os aviões que supostamente levantaram vôo para executar os bombardeios contra o povo líbio não saíram do chão e portanto não executaram qualquer ação militar; que somado a isso, por não existirem imagens de qualquer vôo, configura uma armação do Pentágono. O Secretário de Defesa do EUA admitiu o erro das informações dizendo que podem ter sido outros aviões, mas setores independentes da mídia internacional já haviam colocado a entrevista dos russos no ar e assim desmoralizado a ação do Pentágono.
O ministro das Relações Exteriores da Libia, Mussa Kosa, em nota distribuida à imprensa mundial, apoiou a proposta do Presidente da Venezuela Hugo Chavez, da formação de uma Comissão Internacional de Paz, afirmando ainda que o Coronel Muammar Khadafy sugeriu também que a Comissão de Direitos Humanos da ONU venha à Libia e faça a investigação que desejar e não que tome qualquer decisão com base em informações da mídia comprometida com o complexo industrial militar norte americano.
Ontem um dos principais líderes da oposição a Kadafi, Khaled Maassou, na região de Cerinaica, confirmou que estava desistindo da luta por não concordar com a participação de mercencários e militares norte americanos em território líbio contra Kadhafi , e que em nenhuma situação irá contribuir com a CIA, que agora começa a assumir com a Al Qaeda o comando da situação na região de Cirenaica.
Quanto a decisão da ONU de congelar os bens de Kadhafi e seus familiares no exterior, Maassou afirmou que é uma medida inócua pois Kadhafi não tem bens no exterior e que a ele interessa é o poder, e não o dinheiro. Que o problema de Khadafy não é corrupção, pois ele não é corrupto, o problema de Kadhafi é o autoritarismo e a necessidade de alternância de poder que ele não entende.
Ontem um grupo de palestinos simpatizantes de Kadhafi foi expulso da região de Bengazhi porque se recusavam a lutar contra o líder líbio.
Toda a região de Fezzan, que compreende as cidades que vão de Sabha a Al Kufrah e praticamente toda a Tripolandia, estão sob controle das forças leais a Kadhafi. Apenas parte da região de Cirenaica, no extremo norte, está sobre controle dos opositores.

FONTES - AGNOT3ºMUNDO - REDE MUNDO - INTERPRESS - MIDIA LATINA - 06.03.11.
PETER BLAIR, de Washington e KHATARINA GARCIA, de BENGAZHI\Libia.
http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2432:opositores-assassinam-partidarios-de-khadafy-a-sangue-frio-depois-de-presos-e-revolta-ate-aliados-eua-contrata-mercenarios-da-halliburton-e-blackwater-para-invadirem-a-libia&catid=37:geral

15-03-2011

Link permanente 00:10:59, por José Alberte Email , 1004 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Como os chamados guardiões da liberdade de expressão estão a silenciar o mensageiro

por John Pilger

Quando os Estados Unidos e a Grã-Bretanha procuram uma desculpa para invadir mais um país árabe rico em petróleo, a hipocrisia torna-se habitual. O coronel Kadafi é "enganoso" e "banhado em sangue" ao passo que os autores de uma invasão que matou um milhão de iraquianos, que sequestra e tortura em nosso nome, são inteiramente sãos, nunca se banharam em sangue e foram sempre os árbitros da "estabilidade".

Mas algo mudou. A realidade já não é mais aquilo que os poderosos dizem que ela é. De todas as revoltas espectaculares em todo o mundo, a mais estimulante é a insurreição do conhecimento ateada pelo WikiLeaks. Não se trata de uma ideia nova. Em 1792, o revolucionário Tom Paine advertiu seus leitores na Inglaterra que o seu governo considerava que "o povo deve ser ludibriado e mantido na ignorância supersticiosa por um bicho papão ou outro". A obra "Os direitos do homem" ("The Rights of Man") de Paine foi considerada tamanha ameaça para a elite controladora que foi ordenado a um grande júri secreto para acusá-lo de "conspiração perigosa e traiçoeira". Sensatamente, ele procurou refúgio em França.

O suplício e a coragem de Tom Paine são mencionados pela Sydney Peace Foundation ao conceder o prémio de direitos humanos da Austrália, a Medalha de Ouro, a Julian Assange . Tal como Paine, Assange é uma pessoa independente que não está ao serviço de qualquer sistema e é ameaçada por um grande júri secreto, uma dispositivo malicioso abandonado há muito na Inglaterra mas não nos Estados Unidos. Se for extraditado para os EUA, é provável que desapareça no mundo kafkiano que produziu o pesadelo da Baía de Guantanamo e agora acusa Bradley Manning, alegado informante do WikiLeaks, de um crime capital.

Se fracassar o presente recurso de Assange contra a sua extradição da Grã-Bretanha para a Suécia, uma vez acusado provavelmente negar-lhe-ão fiança e será mantido incomunicável até o seu julgamento secreto. O caso contra ele já foi retirado de um promotor sénior em Estocolmo e só foi ressuscitado quando um político de extrema-direita, Claes Borgstrom, interveio e fez declarações públicas acerca da "culpa" de Assange. Borgstrom, um advogado, agora representa as duas mulheres envolvidas. Seu sócio é Thomas Bodstrom, o qual, como ministro da Justiça da Suécia em 2001, esteve implicado na entrega de dois refugiados egípcios inocentes a um esquadrão de sequestro da CIA no aeroporto de Estocolmo. A Suécia posteriormente indemnizou-os pelas suas torturas.

Estes factos foram documentados em 2 de Março numa reunião do parlamento australiano, em Canberra. Perspectivando o enorme abuso legal que ameaça Assange, o inquérito ouviu evidências de um perito de que, sob padrões internacionais de justiça, o comportamento de certos responsáveis na Suécia seria considerado "altamente impróprio e repreensível [e] impeditivo de um julgamento justo". Um antigo diplomata sénior australiano, Tony Kevin, descreveu os laços estreitos entre o primeiro-ministro sueco Frederic Reinheldt e a direita republicana nos EUA. "Reinfeldt e [George W.] Bush são amigos", disse ele. Reinhaldt atacou Assange publicamente e contratou Karl Rove, o antigo parceiro de Bush, para aconselhá-lo. As implicações da extradição de Assange da Suécia para os EUA são terríveis.

O inquérito australiano foi ignorado no Reino Unido, onde actualmente se prefere a farsa negra. Em 3 de Março, o Guardian anunciou que a Dream Works de Stephen Spielberg estava para produzir "um filme de investigação nos moldes de "All the President's Men" a partir do seu livro "WikiLeaks: Inside Julian Assange's War on Secrecy". Perguntei a David Leigh quem escreveu o livro com Luke Harding, quanto Spielberg havia pago ao Guardian pelos direitos de filmagem e o que ele pessoalmente esperava fazer. "Não tenho ideia", foi a resposta enigmática do "editor de investigações" do Guardian. O Guardian nada pagou à WikiLeaks pelo seu valioso tesouro de fugas de informação. Assange e a WikiLeaks – e não Leigh ou Harding – são responsáveis pelo que o editor do Guardian, Alan Rusbridger, chama "um dos maiores furos jornalísticos dos últimos 30 anos".

O Guardian deixou claro que não pretende mais utilizar Assange. Considera que ele é um irresponsável que não se ajusta ao mundo Guardian, que se demonstrou um negociador duro e não adequado para membro do clube. E corajoso. No livro do Guardian sobre si próprio, a coragem extraordinária de Assange é eliminada. Ele ali torna-se uma pequena figura de estupefacção, um "australiano raro" com uma mãe de "cabelo frisado", é gratuitamente insultado como "insensível" e com uma "personalidade estragada" que estava "no espectro autístico". Como Spielberg tratará deste pueril assassinato de carácter?

No Panorama da BBC, Leigh permitiu-se propalar boatos acerca de Assange sem se preocupar com as vidas dos mencionados nas fugas. Quanto à afirmação de que Assange se havia queixado de uma "conspiração judia", ao que se seguiu uma enxurrada de asneiras na Internet como sendo um nocivo agente da Mossad, Assange rejeitou tudo como "completamente falso, no espírito e na letra".

É difícil descrever, quem dirá imaginar, a sensação de isolamento e de cerco de Julian Assange, o qual de um modo ou de outro está a pagar por arranhar a fachada da potência rapinante. O cancro aqui não é a extrema-direita mas o liberalismo fino como papel daqueles que guardam os limites da liberdade de palavra. O New York Times distinguiu-se fiando e censurando o material WikiLeaks. "Estamos a levar todos os telegramas à administração", disse Bill Keller, o editor. "Eles convenceram-nos de que editar alguma informação seria sensato". Num artigo de Keller, Assange é insultado pessoalmente. Em 3 de Fevereiro, na Columbia School of Journalism, Keller disse, com efeito, que não se podia confiar no público para a divulgação de novos telegramas. Isto pode provocar uma "cacofonia". Falou o guarda do portão.

O heróico Bradley Manning é mantido nu sob luzes e câmaras 24 horas por dia. Greg Barns, director da Aliança Australiana de Advogados, afirma que os temores de que Julian Assange "acabará por ser torturado numa prisão de alta segurança americana" são justificados. Quem assumirá a responsabilidade por tal crime?

10/Março/2011

O original encontra-se em www.johnpilger.com/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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