Categorias: Outros, Ensaio, Dezires

21-04-2010

Link permanente 12:16:35, por José Alberte Email , 182 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio, Dezires

A Banca têm direito ao SAQUEIO, a Humanidade à MISÉRIA

Paul Krugman
The New York Times

Saqueio: o mundo económico das quebras com fins de lucro.

A maior parte da discussom sobre o papel da fraude na crise centrou-se em duas formas de engano: os empréstimos abusivos e a distorçom respeito dos riscos. Nom cabe dúvida de que alguns tomadores de empréstimos foram seduzidos para tomar créditos caros e complexos que nom compreendiam -processo facilitado polos reguladores federais da era Bush-. Ademais, os emissores de empréstimos subprime nom conservavam os créditos que faziam. Vendiam-nos a investidores, sabendo que era grande o potencial de perdas futuras.

De novo o saqueio. Nestes dias a Comissom de Valores de Estados Unidos acusa a Goldman de ter criado e vendido títulos que estavam destinados a fracassar, de forma tal de que um cliente importante fizesse dinheiro com esse falhanço. Isto é o que chamo saqueio.

Grande parte da indústria financeira converteu-se numha tramóia, num jogo no que a um punhado de pessoas se lhe pagam enormes somas para enganar e explodir aos consumidores e investidores. E se nom pomos coto a estas práticas, a tramóia seguirá.

20-04-2010

Link permanente 23:15:10, por José Alberte Email , 228 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

O IMPERIALISMO ALIMENTÁRIO extermina à humanidade

Moscou, 19 de Abril, RIA Novosti. O consumo de alimentos transgénicos implica riscos importantes para a saúde e a capacidade reproductiva de animais de laboratório, revela um estudo independente de cientistas russos apresentado hoje em Moscou.

O estudo, cujos responsáveis som a Associaçom Nacional para a Segurança Genética (ANSG) e o Instituto Severtsov de Problemas Ecológicos e Evolutivos adjunto à Academia de Ciências de Rússia, foi realizado entre 2008 e 2010 numha populaçom de laboratório do hámster russo de Campbell.

Segundo o subdirector do Instituto Severtsov, doutor em biologia Alexéi Súrov, detectaram-se atrasos no desenvolvimento e o crescimento, o desequilíbrio entre os sexos em camadas com a predominância de fêmeas, a diminuiçom de crianças em camadas e a esterilidade na segunda geraçom, e também como umha importante merma da capacidade reproductiva nos machos.

Pola sua banda, o presidente da ANSG, Alexandr Baránov, destacou a esterilidade da segunda geraçom como a principal e a mais grave conseqüência do consumo de transgénicos.

"O resultado mais importante de nosso estudo é a paralisaçom da capacidade reproductiva. A natureza suspendeu a procriaçom nos animais alimentados com transgénicos", indicou Baránov.

Segundo ecólogos, no mundo realizam-se muito poucos estudos sobre o consumo de transgénicos e suas conseqüências para a saúde de animais. Os últimos estudos independentes deste tipo conhecidos levaram-se a cabo no Instituto da Actividade Nervosa Superior e Neurofisiología (Rússia, 2005) e a Universidade de Caem (França, 2006).

18-04-2010

Link permanente 21:15:02, por José Alberte Email , 1437 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

Fundamentalismo marxista

por Zoltan Zigedy

Por mais que as coisas tenham mudado desde o tempo de Karl Marx, suas percepções fundamentais sobre a conexão entre trabalho, exploração e lucro continuam sendo o melhor guia para a compreensão do capitalismo e da sua crise. Teóricos vêm e vão, alternando revisões elaboradas ou alternativas baseadas em conceitos de subconsumo, superprodução, desequilíbrio, etc.

Muitos têm encontrado nas características mutantes do capitalismo – como monopolização, automação, integração vertical, descentralização, inovação em chips e robôs, globalização, financiarização, etc. – a alternância entre a lógica da produção capitalista e sua inclinação à disfunção.

Outros ainda têm visto as mudanças nas relações gerenciais e de propriedade como mudanças na dinâmica da acumulação capitalista. Ainda que tudo isso reflita verdades e perspectivas úteis, perdem de vista ou obscurecem o mecanismo que dirige todos os processos capitalistas: a busca do lucro pela exploração da empresa capitalista.

Para Marx, a expressão desse mecanismo e da sua propensão para errar o alvo reside na luta para manter lucros mesmo com sua tendência intrínseca ao declínio. Chamem-me de fundamentalista, mas eu acredito que isso era, e ainda é, o melhor, se não o único, caminho para entender a crise capitalista, incluindo a recente profunda recessão.

Exploração, lucros e salários

Tenho frequente e enfaticamente escrito acerca da elevação da taxa de exploração nos EUA como consequência do severo declínio econômico. Apontei a explosão de produtividade do trabalho gerada pelo desemprego em massa, fraca resistência organizada e cumplicidade governamental.

Os números oficiais são assombrosos, e superam todos os precedentes recentes (ver A exploração aumenta, o desemprego dispara! e A guerra de classes: como estão as coisas ). E os relatórios desta radical reestruturação das relações entre trabalho e capital continuam a aumentar, apesar de haver pouca repercussão na imprensa trabalhista e esquerdista.

O Departamento do Comércio relata que os lucros corporativos antes de impostos no quarto trimestre de 2009 subiram quase 30% em relação ao ano anterior e 8% em relação ao trimestre anterior (a elevação no terceiro trimestre foi de 10,8% sobre o segundo trimestre). A economia dos EUA não via aumento igual nos lucros corporativos antes de impostos desde 1984, durante a administração Reagan. Claramente, a produtividade do trabalho e a taxa de lucro estão se movendo atreladamente. Isso é uma evidência adicional de que os lucros estão crescendo a partir da intensificação do processo do trabalho – nas costas dos trabalhadores.

Se algum dado adicional ainda fosse necessário, o Departamento de Comércio também relata que o rendimento pessoal caiu em 42 dos 50 estados no último ano a uma taxa acumulada de 1,7%, não ajustada pela inflação. Deve-se notar que este relatório agrupa num bolo só os salários, dividendos, rendas, pensões de aposentadoria e benefícios governamentais, subestimando o impacto sobre a classe trabalhadora.

É claro que nem todos os lucros foram gerados diretamente a partir da exploração no nível da produção. Metade da explosão de lucros foi gerada no setor financeiro. Com o setor financeiro, os trabalhadores foram, todavia, indiretamente explorados pelos numerosos empréstimos, pela assunção de ativos cancerosos e pela extensão dos empréstimos essencialmente livres de juros e risco. Alguns estimam esse fardo – a ser recuperado através de juros futuros e dos cortes em ativos públicos comuns e programas sociais – em um total de US$ 14 milhões de milhões (trillion). Outros estimam ainda mais.

Admito que o trabalho organizado nos EUA está mostrando alguma iniciativa no campo eleitoral, incentivando a administração e os Democratas a mostrar alguma fibra na defesa de programas que beneficiam trabalhadores. Não obstante, o legado de cumplicidade na destruição do sindicalismo de luta de classes nos primeiros estágios da Guerra Fria atrelou os atuais líderes trabalhistas a um tímido colaboracionismo de classe que falha em opor mesmo uma resistência modesta a esta brutal ofensiva de classe.

O crescimento, a rede de segurança e a luta de classe

Graças a movimentos mais militantes e mais fortes de trabalhadores, formações oposicionistas e partidos políticos genuinamente de esquerda, tem havido muita resistência na União Européia a qualquer rendição no estilo americano a uma recuperação unicamente capitalista construída nas costas dos trabalhadores e a partir dos seus bolsos.

Num raro distanciamento das práticas passadas, de reservar diatribes ideológicas às páginas finais, The Wall Street Journal apresentou um discurso na primeira página à União Européia: "A escolha da Europa: Crescimento ou rede de segurança" (25/3/2010). Os redatores do WSJ encamparam a causa do alto desemprego de jovens na Europa, mas estranhamente deixaram de reconhecer qualquer conexão com os fracassos do capitalismo. Ao invés disso, culparam as pensões, benefícios, proteção ao emprego e outros elementos da rede de segurança social-democrata histórica na Europa. Estranho, mesmo. Eles notam que "… muitos economistas dizem: vamos acabar com o precioso 'modelo social'.

Isso significa limitar as pensões e benefícios àqueles que realmente necessitam deles, assegurando que os capacitados estejam trabalhando ao invés de viver do estado, e eliminando leis de comércio e do trabalho que desestimulem o empreendedorismo e a criação de empregos".

Esta prescrição pode ter sido considerada um atrativo para o modelo americano quando a economia dos EUA estava indo bem sozinha, mas inspira desprezo face ao desemprego maciço dos EUA, com pensões e benefícios financiados ou inexistentes, cuidados médicos criminosamente inadequados, execuções de hipotecas residenciais, aumento da fome, etc. Não admira que escritores comentem "Mesmo nas melhores épocas, os europeus relutam em migrar para o modelo do tipo dos EUA". E deviam mesmo relutar.

As trincheiras desta batalha pelo futuro da classe trabalhadora européia estão nos países tradicionalmente mais pobres – Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda – que tomaram extensivamente empréstimos para manter um ritmo econômico e um padrão de vida consoantes com seus vizinhos mais ricos: acompanhando os outros numa escala nacional. Agora, os membros mais fortes da comunidade européia querem puni-los por suas dívidas – dívidas em escala não muito diferente da dos EUA ou Reino Unido. Os estados mais poderosos estão insistindo em cortes orçamentários que reduzirão drasticamente salários, pensões e benefícios, ao mesmo tempo em que também sufocarão qualquer potencial para o crescimento. Isso é simplesmente impor o modelo americano por decreto.

Na Grécia, em particular, as classes trabalhadoras estão vigorosa e determinadamente resistindo a essas mudanças draconianas, dirigidas por um movimento trabalhista combativo e pelos comunistas gregos. Eles merecem nossa solidariedade e servem como exemplo ao nosso próprio movimento trabalhista.

Dívida e a luta de classe

A dívida é um monstro de duas cabeças. No pior momento da crise, a carga de débitos incorridos por instituições financeiras irresponsáveis foi pronta e não-democraticamente transferida do setor privado para o setor público através de imensos empréstimos. O problema deles com as dívidas é agora nosso problema. Zhu Min, vice-governador do Banco Popular da China, coloca bem isso: "Os governos tentam colocar todo o fardo do seu setor financeiro sobre os seus próprios filhos".

Mas agora, com esta carga sobre os ombros dos trabalhadores, estes mesmos governos pedem alarmados a redução das dívidas. Não surpreendentemente, seguem de perto a estratégia da UE de exigir reduções em programas sociais. No caso dos EUA, a dieta de dívidas prescreve cortes no "desperdício" de programas sociais como Medicaid, Medicare e Segurança Social. Naturalmente, não se fala em reduzir o imenso orçamento militar ou elevar impostos sobre corporações e grandes riquezas. A questão da dívida é calculada para ser outra arma no assalto aos padrões de vida dos trabalhadores.

Devem-se extrair lições desta ofensiva intensa contra os trabalhadores. Nos EUA, a administração Democrata e sua tropa de congressistas fizeram pouco o nada para apoiar os trabalhadores na luta de classe. Ao contrário, eles incentivaram medidas que intensificaram a exploração, acumularam dívida sobre a classe trabalhadora e ameaçaram sua rede de segurança. Os líderes do movimento trabalhista conseguiram muito pouco com lobbies, persuasão e afagos; eles falharam em levar a luta para os locais de trabalho e para as ruas.

A crise capitalista está longe de ultrapassada. As monstruosidades financeiras que desencadearam a crise estão novamente gordas, desreguladas e perseguindo ardorosamente novas aventuras arriscadas que acelerarão sua taxa de lucro. Há todas as razões para acreditar que irão cair por terra novamente. Tivemos uma oportunidade de parar este ciclo louco com a nacionalização, mas nossos líderes econômicos escolhem premiar os bancos e encorajá-los a continuar com suas loucuras.

Empresas não financeiras estão inchando com lucros da exploração intensificada, mas não têm mercados ou crescimento de consumo que justifiquem investimento, expansão ou aumento de empregos, uma situação que promete ainda mais pressão em sua taxa de lucros. Naturalmente eles podem arrochar ainda mais os trabalhadores, mas esperançosamente aprenderemos a lição dos nossos camaradas gregos e a eles nos uniremos nas ruas.
O original encontra-se em http://mltoday.com/en/marxist-fundamentalism-821-2.html . Tradução de RMP.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

16-04-2010

Link permanente 23:50:48, por José Alberte Email , 623 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

O VATICANO: A corte dos pederastas (I)

Rebelion.org

Chegou a Igreja ao seu ocaso com as denúncias de pederastia?

Acho que a Igreja ainda tem capital simbólico que lhe permite seguir jogando. Mas definitivamente perdeu posiçons de respeitabilidade. Nom só é um problema de nom ter vocaçons, senom que nom tem respostas para os problemas da sociedade contemporânea. Ficou claro que Marcial Maciel era um macho, que tinha várias mulheres, que se drogava... mas nom usava condons. E também está absolutamente claro que Juan Paulo II foi um protector de pederastas. Defendeu ao arcebispo de Viena Hermann Groer até que se fixo insustentável. Ou ao mesmo Maciel.

Por que nom há umha reacçom contundente contra eles?

Eu revisei os documentos aprovados por Juan Paulo II, por Ratzinger e por Juan XXIII sobre os pederastas. E a sançom para um mexeriqueiro é maior que para um pederasta. Aos que fazem a investigaçom os obrigam a manter silêncio. Se incumprem-no som excomungados. A Maciel, como estava mui velho, decidiram nom lhe fazer o processo canónico. Mas se alguém tivesse falado sobre o processo canónico de Maciel o tivessem excomungado, e a Maciel nom. Isto demonstra que a Igreja é umha organizaçom mais preocupada polo seu prestígio que pola missom religiosa que teria que levar. Mantém a mesma atitude que na Inquisiçom. E isso fortalece a crise. Cola-se um tiro no pé constantemente.

A relaçom entre o Vaticano e os legionários sustenta-se em dinheiro?

Os legionários contribuíam ao redor de 100 milhons de euros ao financiamento do Vaticano e neste mundo capitalista o que paga manda. Estima-se que os legionários tem de capital mais de 20.000 milhons. Mas os legionários violaram umha regra do Vaticano: que ninguém pode ter mais força que o Vaticano mesmo. Isso é umha guerra de poder.

Como terminará a investigaçom aberta sobre Maciel?

É de riso, é umha burla. A Igreja sabe perfeitamente quem é Maciel. Desde os anos 50 sabe que era drogadicto porque um colégio de farmacêuticos denunciou que os seus seminaristas pediam derivados da morfina sem receita. O que dizem que vam descobrir já o sabiam de dantes. Esta investigaçom dá um viso formal público, mas o problema que tem é como desmantelam a Legiom.

A Igreja nunca vai reconhecer que tem umha rede de protecçom de delinqüentes. Quando transcende, a instituiçom pressiona sobre os pais para que nom fagam a denúncia e começa a lhe dar voltas até que já prescreveu o delito. É um mecanismo deliberado de protecçom de delinqüentes. Mas nom é umha decisom individual dos bispos. Existem dous documentos, um assinado por Joám XXIII e outro por Ratzinger, que proíbem terminantemente aos bispos levar à justiça comum os casos de abuso sexual e implantam o segredo.

Saltárom mais casos como o do espanhol José Ángel Arregui?

Preparem-se. Em México, por exemplo, esteve o caso de Nicolás Aguilar, que de forma descarada era um prófugo da justiça norte-americana mas figurava no directório dos sacerdotes da Igreja católica mexicana à frente de umha paroquia. Deu-se também o caso de um sacerdote que estivo inclusive condenado a prisom e a Igreja pressionava ao governador para que saísse em liberdade. Quando saiu lhe estavam a organizar umha homenagem. Que terá gente decente dentro da Igreja, isso ninguém o discute, mas em muitos casos quem tem o controle protegem a estes delinqüentes.

E a Igreja espanhola está a protegê-los?

Vendo a dinâmica, nom podemos descartar a possibilidade de que tenha sacerdotes espanhóis fora de Espanha para acochar o seu comportamento ou porque a mesma instituiçom considerou perigosos. No caso de Arregui, é evidente que em Espanha sabiam perfeitamente a que se dedicava. E é muito provável que o mandassem por isso a Chile. Um se inteira de um caso e tende a pensar que deve ter 50 iguais ou piores.

Link permanente 17:36:51, por José Alberte Email , 112 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

O VATICANO: A corte dos pederastas (II)

O cardeal colombiano, Dario Castrillón Hoyos ,felicitou a bispo que nom denunciou a sacerdote abusador de menores.

Numha carta escrita polo cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos em 2001, publicada no lugar francês Golias,

Na carta, o Cardeal, que entom era prefeito da Congregaçom do Clero, felicita a um bispo francês por nom ter denunciado a um sacerdote por abusos a menores ante a administraçom civil.

"Felicito-vos por nom ter denunciado a um sacerdote pola administraçom civil. Fizeche-o bem e estou encantado de ter um colega no episcopado que, aos olhos da história e de todos os bispos do mundo, teria preferido o cárcere dantes que denunciar a seu filho sacerdote" , refere a missiva.

15-04-2010

Link permanente 21:47:19, por José Alberte Email , 623 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

O VATICANO: A corte dos pederastas.

Rebelion.org

Chegou a Igreja ao seu ocaso com as denúncias de pederastia?

Acho que a Igreja ainda tem capital simbólico que lhe permite seguir jogando. Mas definitivamente perdeu posiçons de respeitabilidade. Nom só é um problema de nom ter vocaçons, senom que nom tem respostas para os problemas da sociedade contemporânea. Ficou claro que Marcial Maciel era um macho, que tinha várias mulheres, que se drogava... mas nom usava condons. E também está absolutamente claro que Juan Paulo II foi um protector de pederastas. Defendeu ao arcebispo de Viena Hermann Groer até que se fixo insustentável. Ou ao mesmo Maciel.

Por que nom há umha reacçom contundente contra eles?

Eu revisei os documentos aprovados por Juan Paulo II, por Ratzinger e por Juan XXIII sobre os pederastas. E a sançom para um mexeriqueiro é maior que para um pederasta. Aos que fazem a investigaçom os obrigam a manter silêncio. Se incumprem-no som excomungados. A Maciel, como estava mui velho, decidiram nom lhe fazer o processo canónico. Mas se alguém tivesse falado sobre o processo canónico de Maciel o tivessem excomungado, e a Maciel nom. Isto demonstra que a Igreja é umha organizaçom mais preocupada polo seu prestígio que pola missom religiosa que teria que levar. Mantém a mesma atitude que na Inquisiçom. E isso fortalece a crise. Cola-se um tiro no pé constantemente.

A relaçom entre o Vaticano e os legionários sustenta-se em dinheiro?

Os legionários contribuíam ao redor de 100 milhons de euros ao financiamento do Vaticano e neste mundo capitalista o que paga manda. Estima-se que os legionários tem de capital mais de 20.000 milhons. Mas os legionários violaram umha regra do Vaticano: que ninguém pode ter mais força que o Vaticano mesmo. Isso é umha guerra de poder.

Como terminará a investigaçom aberta sobre Maciel?

É de riso, é umha burla. A Igreja sabe perfeitamente quem é Maciel. Desde os anos 50 sabe que era drogadicto porque um colégio de farmacêuticos denunciou que os seus seminaristas pediam derivados da morfina sem receita. O que dizem que vam descobrir já o sabiam de dantes. Esta investigaçom dá um viso formal público, mas o problema que tem é como desmantelam a Legiom.

A Igreja nunca vai reconhecer que tem umha rede de protecçom de delinqüentes. Quando transcende, a instituiçom pressiona sobre os pais para que nom fagam a denúncia e começa a lhe dar voltas até que já prescreveu o delito. É um mecanismo deliberado de protecçom de delinqüentes. Mas nom é umha decisom individual dos bispos. Existem dous documentos, um assinado por Joám XXIII e outro por Ratzinger, que proíbem terminantemente aos bispos levar à justiça comum os casos de abuso sexual e implantam o segredo.

Saltárom mais casos como o do espanhol José Ángel Arregui?

Preparem-se. Em México, por exemplo, esteve o caso de Nicolás Aguilar, que de forma descarada era um prófugo da justiça norte-americana mas figurava no directório dos sacerdotes da Igreja católica mexicana à frente de umha paroquia. Deu-se também o caso de um sacerdote que estivo inclusive condenado a prisom e a Igreja pressionava ao governador para que saísse em liberdade. Quando saiu lhe estavam a organizar umha homenagem. Que terá gente decente dentro da Igreja, isso ninguém o discute, mas em muitos casos quem tem o controle protegem a estes delinqüentes.

E a Igreja espanhola está a protegê-los?

Vendo a dinâmica, nom podemos descartar a possibilidade de que tenha sacerdotes espanhóis fora de Espanha para acochar o seu comportamento ou porque a mesma instituiçom considerou perigosos. No caso de Arregui, é evidente que em Espanha sabiam perfeitamente a que se dedicava. E é muito provável que o mandassem por isso a Chile. Um se inteira de um caso e tende a pensar que deve ter 50 iguais ou piores.

12-04-2010

Link permanente 22:13:19, por José Alberte Email , 313 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Dezires

BENEDITO XVI demandado ajuizar por CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

El Plural

Os cientistas britânicos Richard Dawkins e Christopher Hitchens pugérom em marcha umha campanha em favor da detençom do monarca do Vaticano, Benedito Vi, polos escândalos de pederastia no clero, quando visite o Reino Unido em Setembro próximo.

Segundo recolhe a agência EFE, o advogado dos cientistas, Mark Stephens, declarou aos meios que dirigirá-se aos tribunais britânicos e à Corte Penal Internacional (CPI) para que emitam ordens de detençom contra o Benedito XVI porque "nom está acima da lei".

Nom é um chefe de Estado
Stephens explicou aos jornalistas que Benedito VI "nom é um chefe de Estado, nem um soberano", já que O Vaticano foi declarado Estado por decisom do dictador italianoBento Mussolinii, o que, na sua opiniom, nom tem um reconhecimento no marco da lei internacional.

Connivencia com abusos sexuais
Por tanto, segundo Stephens, Benedito XVI nom deveria ter imunidade em Terra Britânica, em frente ao que o letrado tachou de connivencia com os abusos sexuais cometidos contra menores por parte do clero.

Crimes contra a humanidade
Neste sentido, Stephens, que representou a vítimas de abuso no passado, dixo que "tudo aponta a que o Papa deu prioridade à reputaçom da Igreja por adiante do bem-estar dos meninos" e explicou que poderia ser acusado de crimes contra a humanidade.

Condenaçom ao silêncio
Pola sua vez, Dawkins, um ateu reconhecido, declarou ao jornal Sunday Times que o Papa "é um homem cujo primeiro instinto quando os seus curas fôrom descobertos com os pantalons baixados foi tampar o escândalo e condenar ao silêncio às jovens vítimas".

Justiça e castigo
Paralelamente, Hitchens, autor do livro Deus nom é grande: como a religiom o envenena tudo, explicou que Benedito XVI "nom está por em cima nem por fora da lei" e agregou que "a ocultaçom institucional da violaçom infantil é um crime baixo qualquer lei (...) que merece justiça e castigo", informa a agência EFE.

11-04-2010

Link permanente 15:34:15, por José Alberte Email , 429 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Ensaio

Os britânicos querem AJUIZAR ao monarca do Vaticano, Benedito XVI

(Últimas Notícias/Agências Internacionais)

Advogados britânicos avaliam a sua imunidade como Chefe de Estado por encobrir casos de abuso sexual a meninos / Mais de 10 mil pessoas assinaram para protestar pola visita de quatro dias que o Pontífice fará em Setembro a Inglaterra e Escócia

As manifestaçons na contra-mao da visita do monarca do Vaticano, Benedito XVI, crescem em Gram-Bretanha, onde alguns advogados questionam se o Papa tem imunidade como chefe de Estado nos delitos de pederastia cometidos por sacerdotes.
Mais de 10 mil pessoas assinaram umha petiçom na página site de Downing Street para protestar pola visita de quatro dias do monarca do Vaticano a Inglaterra e Escócia, que iniciar-se-á o 16 de Setembro.
A campanha tomou impulso no meio de novos escândalos de abuso sexual perpetrados por curas católicos em Europa.

Ainda que Benedito XVI nom foi acusado de nengum delito directamente, advogados britânicos avaliam se o Papa tem imunidade como chefe de Estado e se é possível que seja ajuizado sob o princípio de jurisdiçom universal, polo que se alega é um acochamento sistemático de abusos cometidos por sacerdotes.
A jurisdiçom universal é um conceito contemplado no direito internacional que permite que os juízes emitam ordens de captura na contra-mao de quase qualquer visitante que esteja acusado de delitos atroes.
Espanha e Gram-Bretanha aplicárom juntas o conceito de "jurisdiçom universal" quando em 1998, os britânicos executaram umha ordem de detençom emitida por Espanha na contra o ex ditador chileno Augusto Pinochet, acusado de tortura, mas este nom era chefe de Estado quando foi preso.

Opinions encontradas

Os advogados tem opinions encontradas no tema da imunidade do monarca do Vaticano. Alguns argumentam que o Vaticano nom é um verdadeiro Estado, enquanto outros destacam que a Sede vaticana tem relaçons diplomáticas com 170 países, incluindo Gram-Bretanha. O Vaticano é também o único que tem status de observador permanente na ONU sem ser membro do organismo.

David Crane, principal advogado acusador nos julgamentos por crimes de guerra em Serra Leoa, disso que seria difícil implicar ao Papa num delito.
No entanto, Geoffrey Robertson, experiente em temas de direito internacional, acha que poderia ser hora de desafiar a imunidade papal.
No entanto, Jeffrey Lena, o advogado de Califórnia que obtivo imunidade como chefe de Estado para Benedito XVI nos casos de abuso sexual cometidos por sacerdotes em Estados Unidos, sustenta que o monarca do Vaticano nom poderia ser ajuizado baixo o direito internacional.
"Aqueles que alegam que a 'jurisdiçom universal' poderia-se aplicar ao Papa parecem nom entender do todo o tipo de violaçons, como o genocídio, necessárias para aplicar esse tipo de jurisdiçom'', disso num comunicado.

Link permanente 15:31:53, por José Alberte Email , 133 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Ensaio

DELINQUÊNCIA BANCÁRIA: De novo a borbulha

Iar-noticias

Há um ponto de coincidência generalizada entre autoridades monetárias, governos e especialistas respeito de quatro factores finque que poderám determinar o falhanço da recuperaçom e umha recaída da crise: O agravamento do desemprego (principalmente em EEUU e Europa), a nom reactivaçom do consumo, o desaparecimento do crédito para a produçom, e os interrogantes que persistem em caso que os bancos centrais levantem os estímulos (planos de resgate) a bancos e empresas. A este panorama somam-se os deficit (baixa da arrecadaçom) e a inflaçom (que poderia desatar outra crise alimentaria a escala global). Mas a estes factores há que agregar outro: O regresso da "borbulha" a Watt Street da mao de umha nova especulaçom com os bonos corporativos que poderia precipitar outro desenlace de colapso económico projectado desde EEUU a todo o planeta.

06-04-2010

Link permanente 00:39:24, por José Alberte Email , 432 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Ossiam, Dezires

Os britânicos querem AJUIZAR ao monarca do Vaticano, Benedito XVI

(Últimas Notícias/Agências Internacionais)

Advogados britânicos avaliam a sua imunidade como Chefe de Estado por encobrir casos de abuso sexual a meninos / Mais de 10 mil pessoas assinaram para protestar pola visita de quatro dias que o Pontífice fará em Setembro a Inglaterra e Escócia

As manifestaçons na contra-mao da visita do monarca do Vaticano, Benedito XVI, crescem em Gram-Bretanha, onde alguns advogados questionam se o Papa tem imunidade como chefe de Estado nos delitos de pederastia cometidos por sacerdotes.
Mais de 10 mil pessoas assinaram umha petiçom na página site de Downing Street para protestar pola visita de quatro dias do monarca do Vaticano a Inglaterra e Escócia, que iniciar-se-á o 16 de Setembro.
A campanha tomou impulso no meio de novos escândalos de abuso sexual perpetrados por curas católicos em Europa.

Ainda que Benedito XVI nom foi acusado de nengum delito directamente, advogados britânicos avaliam se o Papa tem imunidade como chefe de Estado e se é possível que seja ajuizado sob o princípio de jurisdiçom universal, polo que se alega é um acochamento sistemático de abusos cometidos por sacerdotes.
A jurisdiçom universal é um conceito contemplado no direito internacional que permite que os juízes emitam ordens de captura na contra-mao de quase qualquer visitante que esteja acusado de delitos atroes.
Espanha e Gram-Bretanha aplicárom juntas o conceito de "jurisdiçom universal" quando em 1998, os britânicos executaram umha ordem de detençom emitida por Espanha na contra o ex ditador chileno Augusto Pinochet, acusado de tortura, mas este nom era chefe de Estado quando foi preso.

Opinions encontradas

Os advogados tem opinions encontradas no tema da imunidade do monarca do Vaticano. Alguns argumentam que o Vaticano nom é um verdadeiro Estado, enquanto outros destacam que a Sede vaticana tem relaçons diplomáticas com 170 países, incluindo Gram-Bretanha. O Vaticano é também o único que tem status de observador permanente na ONU sem ser membro do organismo.

David Crane, principal advogado acusador nos julgamentos por crimes de guerra em Serra Leoa, disso que seria difícil implicar ao Papa num delito.
No entanto, Geoffrey Robertson, experiente em temas de direito internacional, acha que poderia ser hora de desafiar a imunidade papal.
No entanto, Jeffrey Lena, o advogado de Califórnia que obtivo imunidade como chefe de Estado para Benedito XVI nos casos de abuso sexual cometidos por sacerdotes em Estados Unidos, sustenta que o monarca do Vaticano nom poderia ser ajuizado baixo o direito internacional.
"Aqueles que alegam que a 'jurisdiçom universal' poderia-se aplicar ao Papa parecem nom entender do todo o tipo de violaçons, como o genocídio, necessárias para aplicar esse tipo de jurisdiçom'', disso num comunicado.

(Últimas Notícias/Agências Internacionais)

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