Categorias: Outros, Ensaio, Dezires

05-03-2009

Link permanente 18:43:04, por José Alberte Email , 852 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Ensaio

PODE OCORRER UM CONFLICTO INTERNACIONAL EM 2009? ANTECEDENTES HISTÓRICOS ( I I)

Frederic F. Clairmont
Global Research

A carreira armamentista

Muitos de vocês tendes sublinhado que é provável que a USCO eleve as despesas para compensar a queda em demanda no sector privado, aumentando assim o nível de emprego. Nom é umha receita nova, mas a tese tem um defeito no contexto actual das relaçons internacionais. A USCO já gasta em armas mais do duplo ou o triplo que o resto do mundo. O SIPRI [Instituto Internacional de Estocolmo de Investigaçom para a Paz] em Estocolmo, que encontrareis em Internet, fornece as cifras exactas. Mas polo momento nom ocupar-me-ei dessas cifras.

A USCO e os seus lacaios militares têm estado em guerra sem parar desde 1945. E isso inclui seu papel na Guerra Civil China que terminou em 1949, em Indochina desde 1945, na Coreia, em Iraque – duas vezes – etc. Suas guerras coloniais, livradas exclusivamente contra povos de cor têm levado à economia de EE.UU. a um estado de bancarrota.

Segundo a última conta, EE.UU. tem 250 bases militares fora do seu território. Gasta mais do que ganha. É o maior mendigo do mundo. Gasta o dinheiro prestado de outros. Só em Iraque, segundo as cifras de Stiglitz, a cifra é de 3,5 bilions de dólares e as guerras ainda nom terminam. Nessas guerras tem massacrado a milhons. Está a livrar guerras em Iraque, Afeganistám, Paquistám e o ataque de Israel contra Gaza, como no Líbano, foi inconcebível sem apoio de EE.UU. É umha banalidade. Há que dizer que as bombas de fósforo usadas em Gaza foram feitas em Virgínia. Os projétis de artilharia de urânio empobrecido fôrom fabricados em Tennessee. Os bombardeiros eram F-18 de fabricaçom estadunidense. Gaza foi um campo de prova mais para suas armas de matança em massa. Com isso som quatro guerras. Há quem tem razom quando sublinha que as guerras, os preparativos para guerras, impulsionam a produçom e o emprego. O que importa aqui é a natureza da produçom e o impacto relacionado no emprego. É improdutivo e nom agrega à capacidade produtiva.

Foi certamente o caso no Terceiro Reich de Hitler no que as despesas em armas forneceram um impulsor que eliminou as bolsas dos desocupados. E, por verdadeiro, os desocupados sempre puderom encontrar postos posteriormente na Wehrmacht [exército alemám], convertidos em carne de canhom. Assim foi no Reino Unido desde 1937. As mudanças conseguidas polo Novo Trato de Roosevelt, admiráveis mas ilusórios de muitas maneiras, nom reduziram a Grande Depresión. Conseguiram-no as despesas em massa do sector público na guerra financiados pola dívida.

Quero repetir que o que terminou a diabólica queda em recessom detonada em 1929 foi a chegada da Segunda Guerra Mundial. Pode sugerir-se portanto que a guerra e os preparativos para a guerra oferecêrom umha ‘soluçom final’ para conseguir o pleno emprego? No caso do capitalismo de EE.UU., a resposta é inequivocamente nom. As despesas de guerra – financiados com empréstimos estrangeiros e buracos de dívida em contínuo aumento – preparam a cena para a corrupçom endémica, o endividamento e a bancarrota nacional e todos seus inumeráveis corolários tóxicos. As dívidas do capitalismo estadunidense – federal, corporativo e doméstico – nunca serám pagas. Nom podem ser pagas. Com a implosom diária da economia a USCO nom tem os recursos para pagar suas dívidas. Os Frankensteim dos nom cumprimentos de pagamentos estám à volta da esquina.

Pode-se afirmar que a guerra aumenta os rendimentos dos produtores de armas. Em que sectores corresponde à realidade? Em que empresas individuais é assim? Se um se esforça por examinar os preços das acçons de todos os grandes fabricantes de armas, por exemplo Lockheed em Standard & Poor's e no Dow Jones Industrial Average (DJIA) ver-se-á que seus rendimentos e benefícios se derrubaram, bem como os preços de suas acçons.

Ante a intensidade do uso de capital na produçom moderna de armas, reduz-se fortemente a participaçom trabalhista requerida, o que quer dizer que se reduz fortemente o emprego. A produtividade [a razom entre os recursos investidos e a produçom obtida], aumentou de jeito considerável, o que tem levado a umha reduçom nos requerimentos trabalhistas com quedas colaterais nos salários. Acho que encontrareis que em sua maior parte seus balanços têm sido maltratados, ainda que talvez nom tanto como os do sector financeiro. A conclusom parece óbvia: planos de estímulo, ou bombear a taxa preferencial como diziam dantes, obviamente nom conseguirá o que faz falta. Volto de novo aos cálculos de Stiglitz. Só em Iraque, se gastam 3.5 bilions de dólares. De onde sai o dinheiro? De empréstimos. Como tenho dito repetidamente nestas conferências, a economia capitalista mundial tem entrado em umha fase deflacionaria de estancamento, of ‘defastag’ como a chamei. A USCO vive de tempo prestado e do dinheiro prestado de outra gente, umha farra parasítica que é sustentada por um 70% das poupanças do mundo, palpavelmente insustentável inclusive em curto prazo.

04-03-2009

Link permanente 14:53:41, por José Alberte Email , 802 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Ensaio

PODE OCORRER UM CONFLICTO INTERNACIONAL EM 2009? ANTECEDENTES HISTÓRICOS ( l )

Frederic F. Clairmont
Global Research

Entre estas conferências aventurar-me-ei a responder a responder a algumhas das dúvidas expressadas sobre a perspectiva de umha guerra maior. As notas para estas conferências fôrom feitas com o passar do tempo num recuncho da sala de estar.
Há dois grandes lustres de pé que alumiam o caderno que uso para escrever estas linhas. A delgada pluma negra desliza-se facilmente sobre o papel. É um de meus colegas inseparáveis. Está Feita na China’, bem como o caderno quadriculado.

Um de meus colegas introduziu o tema a outra noite: existe algum produto manufacturado que o capitalismo estadunidense possa produzir que China nom pode produzir melhor, em maiores quantidades e bem mais barato?

Nom é umha especulaçom quimérica. Daí resulta se o capitalismo estadunidense em seu actual estado de endividamento, empobrecimento em massa e desintegraçom financeira poderá competir internacionalmente. Ou, para dizer de outra maneira: como e com que meios pagará por suas importaçons, polo que consome? Poderá – segundo a evidência actual nom podê-lo-á – recortar e finalmente eliminar seu déficit comercial exportando mais do que importa? Ademais, pode o dólar ser um médio de pagamento e mudança aceitável em vista da surra à que tem sido submetido incessantemente durante muitos anos? A observaçom de Mahmud Ahmadineyad do Irám de que o dólar vale menos que papel higiénico usado é pouco elegante, mas é compartilhada por muita gente grande poder no mundo do capitalismo financeiro.

Em conferências subseqüentes exploraremos as ramificaçons desses temas. Baste dizer que é cousa de vida ou morte que nos conduz às contradiçons conflictivas dentro do capitalismo mundial e do imperialismo letal que apresentarei para dar mais que umha ideia do que se quer dizer quando dizemos que China se converteu no centro industrial de nosso planeta; bem como umha ideia do que queremos dizer quando falamos de desequilíbrios financeiros. Mais disso adiante.

As ramificaçons

Alguns de vocês tendes evocado a possibilidade de um conflito mundial durante 2009. Nom direi que essa prediçom seja ilógica ou remota. Sem dúvida, muitos dentre vocês nom quereis dizer um conflito regional em Osetia ou em Gaza. Também nom excluo a possibilidade de EE.UU./Israel contra Iram. Na gestaçom de umha guerra, a demência nunca se pode excluir a demência. Recordemos que a oligarquía de casta de EE.UU. (USCO) e seu apéndice militarista de bilions de dólares está em guerra em várias frentes em áreas que compreendem dezenas de milhares de quilómetros. Mantém umha guerra em Gaza através de sua sustituto; continua umha guerra em Iraq; e, por verdadeiro, está a escalar seu esforço militar no Afeganistám; tem estendido seus campos da morte a Paquistám. Há que recordar que Paquistám tem umha fronteira de 2.500 quilómetros com Afeganistám.
Nom se pode ignorar umha possibilidade semelhante. Como enfocamos o tema? Qual é o método mais apropriado? Sou consciente de que particularizar os pontos álgidos potenciais nos proporciona os pontos individuais, mas os pontos nom estám ligados. Seguem separados e nom podem fornecer umha perspectiva do detonador. Compreendo vossa especulaçom. O historiador deve seleccionar seus factos. Trata-se de um assunto de eleiçom pessoal. Mas como e com que propósito a cada qual selecciona seus factos prove de seu princípio de selectividade, que faz parte de um processo de abstracçom.
Sua selecçom e sua interpretaçom dos eventos estám portanto condicionadas polas suas preferências ideológicas e filosóficas. As suas afiliaçons de classe. A sua experiência pessoal. Pode-se particularizar umha lista, mas particularizar eventos isolados nom nos dá um instrumento para compreender esses fenómenos complexos. O assassinato do príncipe herdeiro Francisco Fernando por um jovem nacionalista serbio foi certamente o detonador, mas diz-nos muito pouco sem desemaranhar o complexo de convulsons nacionalistas e rivalidades económicas e dinásticas que rasgaram os órgaos vitais da economia mundial. Também nom podemos ignorar o incremento militar naval do império alemám que desafiou a supremacia centenária da Royal Navy britânica. Como assinalasse David Lloyd George – o mais sagaz dos artesans do Império e supremo encarregado do trabalho sujo na Grande Guerra: “se 1914 nom houvesse tido lugar quando passou, teria ocorrido inevitavelmente mais tarde.” As palavras cruciais som ocorrido mais tarde’. O que tinha em mente Lloyd George era que a política de poder do capitalismo financeiro e do imperialismo, e o talho que incubava de modo irreprimível, eram inerentes à evoluçom do capitalismo mundial em vista de sua arremetida incessante em procura de campos engrandecimento territorial e financeiro. E suas guerras confirmaram-no.

28-02-2009

Link permanente 23:31:04, por José Alberte Email , 308 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

O SONHO DE OBAMA: 715.000 milhons $ para as guerras militares e as políticas de ocupaçom

iar.noticias

Finalmente o "sonho americano" de Obama materializou-se em números: O orçamento destinado à área da Defesa (Pentágono) que inclui as guerras militares e as políticas de ocupaçom abarcam US$ 715.000 milhons para o exercício fiscal 2009.

O presidente Barack Obama pedirá mais de US$ 200.000 milhons para fazer frente às despesas de guerra que tem EEUU no próximo ano e médio, segundo um relatório difundido nesta quinta-feira pola televisom norte-americana CNN, que cita fontes de defesa.

A petiçom de Obama inclui US$75.500 milhons em 2009 para poder enviar mais tropas estadunidenses a Afeganistám.

As despesas bélicos no Iraque e Afeganistám para o ano fiscal 2010, o qual começa em outubro, serám incluídos no orçamento geral que Obama destinará ao Pentágono, que se espera seja anunciado nesta quinta-feira, agregou CNN.

O orçamento militar para o ano fiscal 2009 (excluindo as guerras no Iraque e Afeganistám) atinge o US$ 515.000 milhons, informou o Pentágono.

O presidente Barack Obama pedirá mais de US$ 200.000 milhons para fazer frente às despesas de guerra de ocupaçom que tem EEUU no Iraque e Afeganistám no próximo ano e médio.

Quando se agrega o custo estimado de ambas guerras de ocupaçom, as despesas totais de defesa rondam os 715.000 milhons para o ano fiscal 2009.

Para ter uma ideia aproximada da cifra total destinada à Defesa USA em 2009, a mesma equivale a mais de duas vezes o PBI (produçom anual) de um país petroleiro como Venezuela, a mais de três vezes o PBI de Chile, e a quase 20 vezes o de Bolívia.

Mas há uma comparaçom que enche de pesadelos: O que solicita a ONU para "combater a fame" no mundo (US$ 700 milhons) equivale a só o 1% do orçamento para a Defesa USA.

Link permanente 22:17:11, por José Alberte Email , 4138 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

A LINGUAGEM DO SAQUEIO: O que realmente significa "nacionalizar bancos" e "mercado livre" nos dias de hoje

resistir.info
por Michael Hudson

Professor investigador na Universidade do Missouri, Kansas City (UMKC)

Como é que Alan Greenspan, lobbista do livre mercado para a Wall Street, anunciou recentemente ser favorável à nacionalização de bancos dos EUA – e sobretudo os maiores e mais poderosos? Será que o antigo discípulo de Ayn Rand se tornou subitamente um Vermelho? Com certeza que não.

A resposta é que a retórica dos "mercados livres", "nacionalização" e mesmo "socialismo" (como em "socializar as perdas") tornou-se a linguagem do engodo para ajudar o sector financeiro a mobilizar o poder do governo a fim de apoiar os seus privilégios especiais. Tendo minado a economia como um todo, os think tanks de relações públicas da Wall Street estão agora a desmantelar a própria linguagem.

O que é que significa exactamente "um mercado livre"? Será aquilo que os economistas clássicos advogavam – um mercado livre do poder monopolista, da fraude nos negócios, de acordos com iniciados políticos e privilégios especiais para os interesses especiais – um mercado protegido pelo surgimento da regulação pública através da lei Sherman Anti-Trust de 1890, do Glass-Steagall Act e de outras legislações do New Deal? Ou será um mercado livre para os predadores explorarem as suas vítimas sem regulamentação pública ou policiamento económico – a espécie de mercado livre para todos que o Federal Reserve e a Security and Exchange Comission (SEC) criaram ao longo da última década? Parece incrível que o povo devesse aceitar a ideia neoliberal de hoje de "liberdade de mercado" no sentido de esterilizar os cães de guarda do governo, estilo Alan Greenspan, deixando Angelo Mozilo no Countrywide, Hank Greenberg na AIG, Bernie Madoff, Citibank, Bear Stearns e Lehman Brothers saquearem sem obstáculo ou sanção, mergulharem a economia na crise e a seguir utilizarem o dinheiro do salvamento do Tesouro para pagarem os mais altos salários e bónus da história dos EUA.

Expressões que são a antítese de "mercado livre" também estão a ser transformadas no oposto do que historicamente haviam significado. Tomem-se as discussões de hoje acerca da nacionalização dos bancos, por exemplo. Durante mais de um século nacionalização significou a tomada pública de monopólios ou outros sectores a fim de operá-los no interesse público ao invés de deixá-los aos interesses especiais. Mas quando os neoliberais utilizam a palavra "nacionalização" eles querem dizer um salvamento, uma dádiva governamental para os interesses financeiros.

O duplo pensar e a dupla conversa em relação a "nacionalizar" ou "socializar" os bancos e outros sectores é um travesti da discussão política e económica verificada desde o século XVII até meados do século XX. A gramática básica do pensamento da sociedade, o vocabulário para discutir tópicos políticos e económicos, está a ser completamente invertido num esforço para evitar a discussão das soluções políticas apresentadas pelos economistas clássicos e os filósofos políticos que fizeram da civilização ocidental "o Ocidente".

O choque de civilização de hoje não é realmente com o Oriente; é com o nosso próprio passado, com o próprio Iluminismo e a sua evolução dentro da economia política clássica e das reformas sociais da Era Progressista destinadas a libertar a sociedade das peias sobreviventes do feudalismo europeu. O que estamos a ver é propaganda destinada a enganar, a distrair as atenções da realidade económica de modo a promover a propriedade e os interesses financeiros de cujas garras predatórias os economistas clássicos começaram a libertar o mundo. O que está a ser tentado é nada menos do que uma tentativa de destruir o edifício intelectual e moral que levou oito séculos para desenvolver na civilização ocidental, desde as discussões dos escolásticos do século XII acerca do Justo Preço até a teoria clássica do valor do século XIX e XX.

Qualquer ideia de "socialismo a partir de cima", no sentido de "socializar o risco", é oligarquia à moda antiga – estatismo cleptocrático vindo de cima. A nacionalização real ocorre quando os governos actuam no interesse público ao tomar a propriedade privada. O programa do século XIX para nacionalizar a terra (era a primeira plataforma do Manifesto Comunista) não significava nem remotamente algo como o governo tomar propriedades, pagar as suas hipotecas a expensas públicas e dá-las de volta aos antigos senhorios livres e limpas de embaraços e de impostos. Significava levar a terra e as rendas do seu rendimento para o domínio público, e arrendá-la a um utilizador mediante uma taxa que ia desde o custo operacional real a uma taxa subsidiada ou mesmo gratuita, como no caso das ruas e estradas.

Nacionalizar os bancos de acordo com estas linhas significaria que o governo atenderia às necessidades de crédito do país. O Tesouro tornar-se-ia a fonte de novo dinheiro, substituindo o crédito dos bancos comerciais. Presumivelmente este crédito seria emprestado para finalidades economicamente e socialmente produtivas, não meramente para inflacionar preços de activos enquanto carregam de dívidas as habitações e os negócios como tem ocorrido sob as políticas de empréstimos da banca comercial de hoje.

Como os neoliberais falsificam a história política do Ocidente

O facto de os neoliberais de hoje afirmarem serem os descendentes intelectuais de Adam Smith faz com que seja necessário restabelecer uma perspectiva histórica mais exacta. O conceito deles de "mercados livres" é a antítese do de Smith. É o oposto dos economistas políticos clássicos, desde John Stuart Mill, Karl Marx e as reformas da Era Progressista que procuraram criar mercados livre das rendas extractivas reclamadas pelos interesses especiais cujo poder institucional pode ser rastreado até à Europa medieval e remonta à era da conquista militar.

Os escritores económicos desde o século XVI até o XX reconheceram que mercados livres exigiam supervisão do governo para impedir a fixação monopolista dos preços e outros encargos impostos pelos privilégios especiais. Em contraste, os ideólogos neoliberais de hoje são advogados de relações públicas para os interesses adquiridos que pintam um "mercado livre" que é livre da regulação do governo, "livre" da protecção anti-truste e mesmo da protecção contra a fraude, como se evidenciou na recusa da SEC em actuar contra Madoff, Enron, Citibank et allii). A ideia neoliberal de mercados livres é portanto basicamente aquela de um ladrão de banco ou um de um gatuno, desejoso de um mundo sem polícia de modo a poder ficar suficientemente livre para sugar o dinheiro de outras pessoas sem constrangimento.

Os Chicago Boys no Chile perceberam que mercados livres para finanças predatórias e privatizações de iniciados só podiam ser impostos a ponta de armas. Estes defensores do mercado livre fecharam todos os departamentos económicos no Chile, todos os departamentos de ciências sociais fora da Universidade Católica onde os Chicago Boys dominavam. A Operação Condor prendeu, exilou ou assassinou dezenas de milhares de académicos, intelectuais, líderes trabalhistas e artistas. Só pelo controle totalitário sobre o curriculum académico e os media públicos apoiados por uma polícia secreta e um exército activos os "mercados livres" em estilo neoliberal puderam ser impostos. A resultante privatização a ponta de armas tornou-se um exercício do que Marx denominou "acumulação primitiva" – captura do domínio público por elites políticas apoiadas pela força. É um mercado livre de Guilherme o Conquistador ou Yeltsin – estilo cleptocrata, com a propriedade entregue aos comparsas do líder político ou militar.

Tudo isto foi exactamente o oposto da espécie de mercados livres que Adam Smith tinha em mente quando advertia que os homens de negócios raramente se reúnem a fim de conspirar meios de arranjar os mercados em seu benefício. Isto não é um problema que perturbe o sr. Greenspan ou os editorialistas do New York Times e do Washington Post . Não há realmente nenhuma afinidade entre os seus ideais neoliberais e aqueles dos filósofos políticos do Iluminismo. Para eles, promover uma ideia de mercados livres como algo "livre" para iniciados políticos arrancarem o domínio público para si próprios é baixar uma Cortina de Ferro intelectual sobre a história do pensamento económico.

Os economistas clássicos e os Progressistas Americanos consideravam os mercados livres de renda económica e de juros – livre de encargos rentistas e de preços cinzelados por monopólios, e livre de impostos para suportar uma oligarquia. Os governos deveriam basear os seus sistemas fiscais na arrecadação do "almoço gratuito" da renda económica, encabeçada por aqueles das localizações favoráveis proporcionadas pela natureza e o valor de mercado dado pelo investimento público nos transportes e outras infraestruturas, não pelos esforços dos próprios proprietários.

A argumentação entre reformadores da Era Progressista, socialistas, anarquistas e individualistas voltou-se então para a estratégia política destinada a melhor libertar os mercados de dívida e de renda. Onde eles discordavam era sobre os melhores meios políticos para alcançar isto, acima de tudo quanto ao papel do Estado. Havia um vasto consenso de que o Estado estava controlado por interesses adquiridos herdados das conquistas militares da Europa feudal e do mundo que fora colonizado pela força militar europeia. A questão política na viragem do século XX era se reformas democráticas pacíficas poderiam ultrapassar a resistência política e mesmo militar exercida pelo Velho Regime utilizando a violência para reter os seus "direitos". As revoluções políticas decorrentes foram fundamentadas no Iluminismo, na filosofia legal de homens tais como John Locke, economistas políticos como Adam Smith, John Stuart Mill e Marx. O poder deveria ser utilizado para libertar os mercados da propriedade predatória e dos sistemas financeiros herdados do feudalismo. Os mercados deveriam estar livres de privilégios e de almoços gratuitos, de modo a que as pessoas obtivessem rendimento e riqueza apenas pelo seu próprio trabalho e iniciativa. Isto era a essência da teoria do valor trabalho e do seu complemento, o conceito de renda económica como o excesso de preço de mercado sobre o valor-custo socialmente necessário.

Embora agora saibamos que mercados e preços, renda e juro, formalidades contratuais e aproximadamente todos os elementos da empresa económica tiveram origem nas "economias mistas" da Mesopotâmia no quarto milénio AC e continuaram através das economias mistas público/privadas da antiguidade clássica, a discussão era então tão politicamente polarizada que a ideia de uma economia mista com sistemas de restrições (checks and balances) recebeu escassa atenção um século atrás.

Os individualistas acreditavam que toda aquela retracção de governos centrais retrairia o mecanismo de controle pelos quais os interesses adquiridos extraíam riqueza sem trabalho ou iniciativa próprias. Os socialistas viam que um governo forte era necessário para proteger a sociedade das tentativas da propriedade e das finanças para utilizarem os seus ganhos a fim de monopolizar o poder económico e político. Ambos os extremos do espectro político pretendiam o mesmo objectivo – trazer os preços para baixo, para os custos reais de produção. O objectivo comum era maximizar a eficiência económica de modo a transferir os frutos das Revoluções Industrial e Agrícola para a população como um todo. Isto exigia bloquear a classe rentista dos intermediários de se apropriar do domínio público e do controle da distribuição de recursos. Os socialistas não acreditavam que isto pudesse ser feito sem tomar o poder político e legal do Estado nas suas mãos. Os marxistas acreditavam que era necessária uma revolução para recuperar a renda da propriedade para o domínio público, e permitir aos governos criarem o seu próprio crédito ao invés de tomarem emprestado a juros dos banqueiros comerciais e ricaços detentores de títulos. O objectivo não era criar uma burocracia e sim libertar a sociedade do poder de proprietários absentistas sobreviventes, dos interesses adquiridos e dos interesses financeiros.

Toda esta história do pensamento económico foi expurgada a fundo do curriculum académico de hoje, assim como da discussão popular. Poucas pessoas recordam-se do grande debate na viragem do século XX. Iria o progresso do mundo de modo razoavelmente rápido das reformas da Era Progressista para o socialismo completo – propriedade pública da infraestrutura económica básica, monopólios naturais (incluindo o sistema bancário) e da própria terra (e, para os marxistas, do capital industrial também)? Ou poderiam os reformadores liberais da época – individualistas, tributadores da terra, economistas clássicos na tradição de Mill e institucionalistas americanos tais como Simon Patten – reter a estrutura básica e a propriedade privada do capitalismo? Se pudessem assim fazer, eles reconheciam que isto teria de ser no contexto da regulação de mercado e da introdução de tributação progressiva da riqueza e do rendimento. Isto era a alternativa à propriedade "estatal" completa. A ideia extrema de "mercado livre" de hoje é uma caricatura simplificada desta posição.

Todas as partes consideravam o governo como o "cérebro" da sociedade, o seu órgão de planeamento prospectivo. Dada a complexidade da tecnologia moderna, a humanidade moldaria a sua própria evolução. Ao invés de a evolução verificar-se pela "acumulação primitiva", ela poderia ser deliberadamente planeada. Os individualistas contestavam que nenhum planeador humano era suficientemente imaginativo para administrar a complexidade dos mercados, mas endossavam a necessidade de eliminar todas as formas de rendimentos não resultantes do trabalho. Isto envolvia regulamentação do governo para moldar os mercados. Um "mercado livre" era uma criação política activa e exigia vigilância regulamentar.

Tal como os relações públicas que advogam em favor dos interesses adquiridos e dos privilégios rentistas especiais, os advogados "neoliberais" de hoje dos "mercados livres" procuram maximizar a renda económica – o almoço gratuito do excesso de preço do valor-custo, não libertar os mercados dos encargos rentistas. Uma história tão enganadora só podia ser atingida pela supressão absoluta do conhecimento daquilo que Locke, Smith e Mill realmente escreveram. Tentativas para regular "mercados livres" e limitar o preço de monopólio e os privilégios são amalgamadas com "socialismo", mesmo com burocracia de estilo soviético. O objectivo é desviar a análise daquilo que um "mercado livre" realmente é: um mercado livre de custos desnecessários tais como rendas de monopólio, rendas de propriedade e encargos financeiros por créditos que os governos podem criar livremente.

A reforma política para alinhar os preços de mercado com o valor-custo socialmente necessário era a grande questão económica do século XIX. A teoria valor-custo intrínseco encontrava a sua contrapartida na teoria da renda económica: renda da terra, preço de monopólio amanhado, juros e outros retornos a privilégios especiais que aumentavam os preços de mercado apenas pelos reclamos da propriedade institucional. A discussão remonta aos clérigos medievais que definiam o Preço Justo. A doutrina foi aplicada originalmente às comissões adequadas que os banqueiros podiam cobrar, mais tarde foi estendida à renda da terra e depois aos monopólios que os governos criavam e vendiam aos credores numa tentativa de se livrarem de dívidas.

Os reformistas e os seus afins mais radicais, os socialistas, procuravam libertar o capitalismo das suas chocantes injustiças, acima de tudo da sua herança da Idade Média europeia de conquista militar quando senhores da guerra invasores capturavam terras e impunham uma classe de proprietários da terra a receberem o rendimento da renda, o qual era utilizado para financiar guerra para novas aquisições de terra. Como se verificou, as esperanças de que o capitalismo industrial pudesse reformar-se a si próprio de acordo com linhas progressistas a fim de purgar-se da sua herança feudal fracassou. A I Guerra Mundial atingiu a economia global como um cometa, empurrando-a para uma nova trajectória e catalisando a sua evolução numa forma inesperada de capitalismo financeiro.

Isto foi em grande medida inesperado porque a maior parte dos reformadores gastava tanto esforço a advogar políticas progressistas que ignoraram aquilo a que Thorstein Veblen chamava os interesses adquiridos (vested interests). O seu Contra-Iluminismo está a criar um mundo que teria sido considerado uma distopia um século atrás – algo tão pessimista que nenhum futurólogo ousou descrever um mundo dirigido por banqueiros venais e corruptos, a protegerem como seus clientes primários os monopólios, os especuladores imobiliários e os hedge funds cuja renda económica, jogos financeiros e inflação do preços dos activos é transformado num fluxo de juros na economia rentista de hoje. Ao invés de o capitalismo industrial aumentar a formação de capital estamos a ver o capitalismo financeiro esvaziar o capital, e ao invés do mundo prometido de laser estamos a ser arrastados para uma escravidão pela dívida (debt peonage).

O travesti financeiro de democracia

O sector financeiro redefiniu democracia com reivindicações de que a Reserva Federal deve ser "independente" de representantes eleitos democracticamente, a fim de actuar como o lobbista da banca em Washington. Isto torna o sector financeiro isento do processo político democrático, apesar do facto de que o planeamento económico de hoje está agora centralizado no sistema bancário. O resultado é um regime de negócios de iniciados e oligarquia – dominada por uns poucos ricos.

A falácia económica em vigor é que o crédito bancário é um verdadeiro factor de produção, uma fonte quase fisiocrática de fertilidade sem a qual o crescimento poderia não se verificar. A realidade é que o direito monopolista a criar crédito bancário com juros é uma transferência gratuita da sociedade para uma elite privilegiada. A moral é que quando vemos um "factor de produção " que não tem um real custo-trabalho de produção, isto é simplesmente um privilégio institucional.

Assim, isto traz-nos para o mais recente debate acerca de "nacionalizar" ou "socializar" os bancos. O Programa de Alívio para Activos em Perturbação (Troubled Asset Relief Program, TARP) até agora foi usado para as seguintes utilizações que penso poderem ser consideradas verdadeiramente anti-sociais, não "socialistas" sob qualquer ponto de vista.

No fim do ano passado, US$20 mil milhões foram utilizados para pagar bónus e salários a administradores financeiros que se comportaram mal, apesar do mergulho dos seus bancos na situação líquida negativa. E para proteger os seus interesses, estes bancos continuaram a pagar comissões de lobbying a fim de persuadir os legisladores a lhes darem ainda mais privilégios especiais.

Enquanto o Citibank e outras das grandes instituições ameaçavam deitar o sistema financeiro abaixo por serem "demasiado grandes para falir", mais de US$ 100 mil milhões de fundos TARP foram utilizados para torná-lo ainda maior. Bancos já cambaleantes compraram filiadas que haviam crescido através de empréstimos irresponsáveis e absolutamente fraudulentos. O Bank of America comprou a Countrywide Financial de Angelo Mozilo e oa Merrill Lynch, ao passo que o JP Morgan Chase comprou o Bear Stearns e outros grandes bancos compraram o WaMu e o Wachovia.

A política de hoje é "resgatar" estes conglomerados gigantes da banco permitindo-lhes que "ganhem" a sua saída da dívida – pela venda de ainda mais dívida a uma economia estado-unidense já super endividada. A esperança é re-inflacionar o imobiliário e os preços de outros activos. Mas será que realmente queremos deixar os bancos "onerarem os contribuintes" empenhando-se em práticas financeiras ainda mais predatórias em relação à economia como um todo? Isto ameaça maximizar a margem do preço de mercado sobre os custos directos de produção, ao construírem encargos financeiros mais elevados. Isto é simplesmente a política oposta a tentar alinhar os preços da habitação e infraestrutura aos custos tecnologicamente necessários. Certamente não é uma política destinada a tornar a economia dos EUA globalmente mais competitiva.

O plano do Tesouro para "socializar" bancos, companhias de seguros e outras instituições financeiras é simplesmente intervir para retirar os maus empréstimos da sua contabilidade, comutando a perda para dentro do sector público. Isto é a antítese da verdadeira nacionalização ou "socialização" do sistema financeiro. Os bancos e as companhias de seguros rapidamente recuperaram-se do seu medo reflexivo inicial de que um salvamento governamental verificar-se-ia em termos que liquidariam a sua má administração, juntamente com os accionistas e detentores de títulos que a apoiaram. O Tesouro assegurou a estes delapidadores que "socialismo" para eles é uma prenda gratuita. O primado das finanças sobre o resto da economia será afirmado, deixando as administrações nos lugares e dando aos accionistas uma oportunidade para se recuperarem ganhando mais da economia como um todo, com ainda mais favoritismo fiscal. (Isto significa que impostos ainda mais pesados serão transferidos para os consumidores, aumentando o seu custo de vista correspondentemente.)

O grosso da riqueza sob o capitalismo – tal como sob o feudalismo – sempre veio basicamente do domínio público, a começar pela terra e as antigas empresas de serviços públicos, culminando mais recentemente no poder de criação de dívida do Tesouro. Com efeito, o Tesouro cria um novo activo (US$11 mil milhões de novos títulos e garantias do Tesouro, por exemplo, os US$5,2 milhões de milhões para a Fannie e o Freddie). Os juros sobre estes títulos têm de ser pagos através de novos gravames sobre o trabalho, não sobre a propriedade. Isto é o que supõe que vá re-inflacionar os preços da habitação, das acções e dos títulos – o dinheiro libertado da propriedade e dos impostos corporativos estará disponível para ser capitalizado em ainda novos empréstimos.

Assim, o rendimento até agora pago como impostos de negócios será ainda pago – na forma de juro – ao passo que os antigos impostos serão colectados, mas do trabalho. O fardo fiscal-financeiro será então duplicado. Isto não é um programa para tornar a economia mais competitiva ou elevar padrões de vida para a maior parte do povo. Trata-se de um programa para polarizar a economia dos EUA ainda mais, com finanças, seguros e imobiliário (FIRE) no topo e o trabalho na base.

As denúncias neoliberais da regulamentação pública e da tributação como sendo "socialismo" são realmente um ataque à economia política clássica – o liberalismo "original" cujo ideal era libertar a sociedade dos legados parasitários do feudalismo. Uma política do Tesouro realmente socializada seria no sentido de os bancos emprestarem para finalidades produtivas que contribuíssem para o crescimento económico real, não simplesmente para aumentar encargos e inflacionar preços de activos o suficiente para extrair encargos de juros. A política fiscal destinar-se-ia a minimizar ao invés de maximizar o preço da propriedade habitacional e da feitura de negócios, baseando o sistema fiscal na colecta da renda que agora está a ser paga como juro. Comutar o fardo fiscal para fora dos salários e dos lucros e em direcção às rendas e aos juros foi o núcleo da economia política clássica nos séculos XVIII e XIX, bem como na Era Progressista e dos movimentos social-democratas de reforma nos Estados Unidos e na Europa antes da I Guerra Mundial. Mas esta doutrina e o seu programa de reforma foram enterrados pela cortina de fumo retórico organizada pelos lobbystas financeiros que procuram turvar as águas ideológicas suficientemente a fim de atenuar a oposição popular ao poder hoje apresado pelo capital financeiro e o capital monopolista. A sua alternativa à verdadeira nacionalização e socialização das finanças é a escravidão pela dívida, a oligarquia e o neo-feudalismo. Eles chamaram a isto programa de "mercados livres".

25-02-2009

Link permanente 12:07:52, por José Alberte Email , 866 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

O IMPERIALISMO NOM É MUTÁVEL: OBAMA E O SEU PARTIDO SOM PARTE DA SUPERESTRUCTURA POLÍTICA DO IMPERALISMO - III -

Por Luis Arce Borja

O IMPERIALISMO NOM É MUTÁVEL


Se alguém pensar Obama mudará a natureza do sistema político dos Estados Unidos, equivoca-se completamente. Para isso basta assinalar que o imperialismo nom é um conceito subjectivo na política, na economia, na ideologia ou no campo da moral. É antes de mais nada, um sistema de grandes monopólios industriais e financeiros, que aplicam a nível mundial acçons de colonizaçom e de opressom dos países pobres e dos seus próprios cidadans. Obama e o seu partido, som parte da superestructura política do imperialismo, cuja baseie económica é o sistema de exploraçom imposto por gigantescos monopólios fincados em Estados Unidos, Europa, Japom, Canadá, e outros países ricos. O imperialismo é de acordo a Lênim, a fase superior do capitalismo, a fusom do capital bancário com o industrial, a época das grandes unions monopolistas internacionais que se seguem repartindo as riquezas mundiais e que prosseguem a divisom territorial do mundo entre as maiores potências capitalistas. Como exemplo basta assinalar, que as riquezas petrolíferas roubadas a Iraque mediante a guerra e o crime repartiram-se principalmente entre as transnacionais americanas e europeias. Estes grupos nom têm limites na sua voracidade e som capazes de destruir ao ser humano e o mundo com tal de conseguir riquezas. Fazer brutais guerras, e cometer genocídios como o que acabam de praticar impunemente em Gaza, faz parte da natureza do imperialismo. é a sua razom de ser, e nom será um processo eleitoral hollywoodense nem a eleiçom de Obama, os que mudassem esta situaçom.

Umha das particularidades fundamentais do imperialismo, como diz Lênim, é que para estender a sua dominaçom e submeter aos povos, nom pode prescindir das guerras e da militarizaçom. Para este fim as potências se militarizam, e destinam gigantescas quantidades de dinheiro para fortalecer o seu aparelho repressivo militar. Os Estados Unidos, com um exército a mais de dois milhons de soldados, e 823 bases militares instaladas fora do seu território, ademais de um milhom de civis empregados nas instalaçons militares, é sem dúvida o aparelho de agressom militar mais volumoso da história da humanidade, cujo crescimento responde as necessidades das guerras imperialistas.

Segundo a BBC para o fim do ano 2003, Estados Unidos, tinha um orçamento militar 401.300 milhons de dólares, o mas importante gasto militar da história dizia as diário ínguas. Mas o orçamento militar USA para o 2005 aumento a 417.500 milhons de dólares, e como anunciou Bush, "Nenhum inimigo ou amigo pode duvidar de que Estados Unidos tem os recursos para prevalecer, e prevaleceremos". No ano 2007 o orçamento americano aumento a 532,8 mil milhons de dólares, e no 2008 a soma subiu a 700.000 milhons de dólares, e como assinalou o Secretário de Defesa, Robert Gates, servirá para enfrentar os desafios mundiais à segurança?, que noutras palavras significa agredir, fazer guerras, e cometer brutais genocídios em África, Meio Oriente, América Latina e outras latitudes.

Nom têm nenhum fundamento aqueles que pensar Obama vai mudar o rumo agressivo e criminal dos Estados Unidos. O encerramento da prisom de Guantánamo (Cuba), e outras medidas expedidas pelo presidente americano, servem de fogos artificiais, mas nom afectam o substancial da política imperialista do Estado americano. Baixo o pretexto da luita internacional antiterrorista, preparam-se novas agressons e Obama será o continuador das guerras imperialistas que podem mudar de forma mas nom de natureza. Estas guerras baixo o objectivo de apoderar-se do mundo seguírom sendo acçons de semicolonizaçom dos países pobres, sobretudo aqueles que têm consideráveis riquezas em petróleo, minerais, água e terras fértis. Para este fim, o novo presidente USA, anunciou que continuará aplicando a guerra anti-terrorista em países nom invadidos ainda, mas que no futuro imediato serám vitimas da política guerreira deste país. Alguns senhores da guerra ianque como o general Colin Powell (ex chanceler de Bush e chefe da guerra em Iraque), apoiaram a eleiçom do actual presidente USA. Barak Obama nom foi imparcial no genocídio em Gaza, e reconfortou aos governantes de Israel. Apoiou o suposto direito do Estado israelense ?defender-se dos terroristas de Hamas. Do mesmo jeito falou de retirar tropas em Iraque, mas quer meter-lhe o dente militarmente a Afeganistám, Iram e Paquistám. Sobre Irám chamou a evitar que este país tenha umha arma nuclear, e nom descarta nengumha acçom militar para evitá-lo. Mas o pior de tudo é que expôs aumentar o gigantesco orçamento militar dos Estados Unidos, o que significa militarizar mais o planeta. Com justa razom, James Petras, assinalou que com a eleiçom presidencial de Barak Obama, nom há nengumha ruptura com a política militarista. Mesmo há perigo de que tome medidas mais extremistas para mostrar aos militares e aos militaristas que ele também é um homem duro, um homem forte, capaz de enfrentar o que chamam os inimigos dos Estados Unidos. Este é o perigo de umha personagem débil que quer apresentar-se como um novo Napoleom estadunidense, com medidas mais agressivas?.

23-02-2009

Link permanente 21:07:56, por José Alberte Email , 1281 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

28 ANOS APÓS O 23-F, O CHEFE DE TEJERO SEGUE NA ZARZUELA

por Amadeo Martínez Inglês

Coronel. Escritor. Historiador

Sim, sim, o de Tejero, e o de Armada, e o de Milans do Bosch, e o de Torres Rojas, e o de Ibáñez Inglés… e o de todos e a cada um dos implicados naquele falso golpe militar “a cargo de uns quantos militares e policia civis nostálgicos do anterior regime”, segundo a amanhada versom oficial mantida contra vento e maré todos estes anos, e que, como a maioria de cidadans espanhóis sabe a dia de hoje (excepto, parece ser, os responsáveis por TVE e Antena 3), só foi umha chapuceira e subterrânea manobra do próprio rei Joam Carlos I para salvar sua coroa das iras dos generais franquistas que preparavam contra relógio, para o 2 de Maio desse mesmo ano 1981, sua particular vingança contra ele por “perjuro e traidor aos sagrados princípios do Movimento Nacional”.

Efectivamente, o mau chamada “intentona regredista do 23-F” (como digo, umha esperpéntica manobra político-militar-institucional nascida e planificada na Zarzuela) nunca teve nada de um verdadeiro golpe militar: os golpes militares nom se iniciam jamais às seis da tarde; nem as forças que intervêm em umha dessas acçons ilegais vam dando vivas ao chefe do Estado contra o que estám a atentar; nem os tanques que utilizam as unidades rebeldes vam completamente desarmados; nem os golpistas deixam livre em seu palácio ao primeiro mandatário do Estado para que possa falar por telefone com todo mundo e até sair em televisom (sete horas depois, olho) condenando sua acçom; nem os dirigentes de umha vez de Estado som tam estúpidos como para chamar por telefone à suprema autoridade da naçom, contra a que estám a actuar, para lhe explicar seus movimentos futuros e, menos ainda, para obedecer sem resmungar as suas ordens; nem os carros de combate rebeldes respeitam os semáforos em seus correrias urbanas; nem o chefe dos golpistas leva no peto de seu uniforme a lista completa de seu futuro Governo formado, nom por personagens de seu meio rebelde, senom por políticos pertencentes a partidos do próprio sistema contra o que está a actuar ilegalmente…

De modo que inesperadamente militar o 23 de fevereiro de 1981, nada de nada. Muitos espanhóis já sabem a verdade após que algum que outro historiador militar (nom olho a ninguém) se tenha passado média vida pesquisando esta chapuzada histórica para lha contar depois tim tim por tim tim aos crédulos cidadans deste País. Os que demonstram nom estar polo labor, obviamente, som os supremos responsáveis por TVE e Antena 3 que, sem vir a conto neste 28 aniversário daquele triste evento e obedecendo sem dúvida subtis recomendaçons da Zarzuela em um ano certamente “horribilis” para seu titular, se sacaram da manga dous basculhos televisivos ou porcarias históricas (dous melhor que um), em massa publicitados, nos que têm voltado a incidir sobre a angelical tese oficial: o rei Joam Carlos, naquele recordado dia, nos salvou a todos os espanhóis e à democracia recém instaurada dos instintos criminosos de uns quantos golpistas sem escrúpulos. Uns golpistas olho! aos que ele conhecia muito bem pois até entom tinham sido os seus validos, os seus cortesans, os seus homens de confiança, os seus generais, os seus confidentes… os planificadores de seus desejos, vamos.

As duas cadeias de televisom, a estatal TVE que, como todo mundo sabe, obedece como cans ao Governo socialista (na actualidade o único defensor a morte da monarquia juancarlista) e Antena 3, propriedade do bojudo marquês de Lara (muito amigo como nom! do monarca) rivalizárom entre elas (coincidiram até nas datas de emissom) em pretender divinizar novamente ao “valente” rei de todos os espanhóis, insultando com descaro a inteligência de milhons de telespectadores ao apresentar em ecrã uns pretensiosos reportagens pseudo históricas, mau paridos, mau realizados, falsos e ridículos. Com uns generais “golpistas” (Milans, Armada…) que mais pareciam mestres armeiros (com meu maior respeito para estes modestos profissionais das FAS) a ponto de se aposentar, que autoritários príncipes da milícia com comando em praça; e um general Sabino Fernández Campo descolocado, com ares melífluos de confessor régio.

De vergonha alheia, amigos, esta obscena e nauseante operaçom de resgate” real posta em marcha polo poder (o governamental e o mediático) coincidindo com a “emblemática” data do vigésimo oitavo aniversário da traiçom borbónica espanhola a seus generais cortesans. Um operativo mediático criado, à margem de historiadores e experientes, para tratar de recompor como seja a desprestigiada figura do rei Joám Carlos, um homem já caduco, no outono de sua vida e de seu reinado, acabado física e mentalmente, e que nos últimos anos parece ter encontrado nas viagens e saraus fora de Espanha sua razom de viver. E de reinar. Por verdadeiro. Até quando vamos permitir os cidadans deste bendito país que este suposto golpista institucional (o de “suposto” é só um bondoso chisco ao Estado de direito) que os espanhóis temos na chefia do Estado, com título de rei por desejo testicular do ditador Franco, sega dando-se a grande vida a costa do erário público espanhol (que alimentamos todos os contribuintes) viajando um dia sim e outro também por todo o largo mundo como turista de alto standing, com o único objectivo (parece ser) de nom entediar-se no seu paço da Zarzuela umha vez que seus genes hipersexuais borbónicos, aposentados por idade, já nom lhe permitem procurar com teima o prazer carnal de antanho ou outros mais levadeiros como a caça de “mitrofanes” a 8.000 euros o exemplar?

Pode-se consentir que no mesmo dia que muitos espanhóis pomos o televisor para nos inteirar polo pequeno ecrã do último dado negro de nossa economia ou dos terríveis dígitos da penúltima cifra de parados e vítimas de ERE,s assassinos, tenhamos também que nos deleitar com a balofa imagem de nosso monarca “correndo-se de gosto” (perdoe o leitor esta crua expressom coloquial) na escadilha do aviom oficial ante as formaçons de soldados/majorettes de Trinidad-Tobago e Jamaica, lhe rendendo honras vestidas de lagarteranas? É que tam essencial era para a agonizante economia espanhola estreitar laços com estas duas grandes superpotencias?

Já está bem, majestade, de tanta viagem grátis total e tanto sarau intercontinental. Se quer turismo institucional, aponte-se ao Inserso como a maioria de aposentados deste país. E nom siga jogando com fogo que o forno nom está para bolos e ainda que seu posto de “nom trabalho” figure como indefinido (vitalício, vamos), as crises económicas som capazes de transtornar em muito pouco tempo as premissas políticas aparentemente mais sólidas. Seu avô Afonso XIII já teve pontual constância disso no ano 1931, após que a grande depressom económica do ano 1929 acabasse polo levar em bolandas ao exílio de Roma. Por se talvez, e perdoe majestade por este plebeu conselho, seria muito conveniente que enquanto dure a actual crise reduza suas saídas festivas ao exterior. E dedique-se em corpo e alma a seu trabalho abandonado de “moderador das Instituiçons”, que boa falta faz. Nom vá ser que em algumha dessas festas que se monta polos quatro pontos cardinais se encontre, de repente, com que nom tem bilhete de volta, devendo ficar em consequência para o resto de sua vida…nas Maldivas, por exemplo. Que, desde depois, nom deve ser nenhum mau lugar para viver.

22-02-2009

Link permanente 20:07:59, por José Alberte Email , 846 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

OBAMA E O SEU PARTIDO SOM PARTE DA SUPERESTRUCTURA POLÍTICA DO IMPERALISMO -II-

Por Luis Arce Borja

Em um relatório (setembro 2008) da Comissom Eleitoral Federal dos Estados Unidos), anota-se que a campanha presidencial de Obama tem sido a mais cara da história eleitoral deste país. Só Obama para sua campanha pessoal arrecadou 471 milhons de dólares, bem mais que a de John McCain que conseguiu a suma de 230 milhons de dólares. A maior parte deste dinheiro proveu de transnacionais como a Microsoft Corporation, a gigante empresa de investimentos Citigroup Inc, a Goldman Sachs que é considerada a mas grande empresa de Wall Street, a JP Morgan Chase & Co, e a Time Warner, um império de meios de comunicaçons dos Estados Unidos.

Raph Nader, advogado norte-americano conhecido por ser um activo opositor das multinacionais, denunciou a imoralidade na campanha eleitoral e na arrecadaçons de fundos. Em umha carta enviada a Barak Obama e publicada o 3 de novembro do 2008, faz saber que o actual presidente negro de EE.UU., recebeu contribuiçons económicas tão enormes que nom têm comparaçons, bem mais que o senador McCain, procedentes de interesses corporativos, de interesses de Wall Street e, o que resulta mais peculiar, de advogados de grandes bufetes corporativos. Nunca dantes um candidato democrata à presidência tinha conseguido tal superioridade sobre seu adversário”.

Na actual crise económica norte-americana e mundial, um presidente negro, cria fantasias e falsas expectativas nos sectores pobres. Há milhons de pessoas, politizadas ou nom, que acham que com a eleiçons de Obama se reivindica historicamente ao escravo negro, ao africano capturado como animal em seu longínquo país e vendido como mercadoria em solo americano. As farsas políticas nom revisam a história da humanidade nem mudam a verdade dos factos actuais. Isso nom funciona assim, pola simples razão que Obama nom é parte nem amigo do povo norte-americano. O pertence à elite política e burocrática deste país, e sua eleiçons nom muda a situaçons de opróbrio e miséria da maioria da populaçons afro americana.

Um presidente negro na Casa Branca, dá-lhe um novo verniz ao sistema político dos Estados Unidos em descomposiçons, cujos representantes som desprezados e odiados no mundo inteiro. Cria-se também umha ilusom de sólida democracia burguesa onde o negro e o alvo, o pobre e o rico, têm os mesmos direitos e as mesmas oportunidades, incluída a de chegar à presença do país mais poderoso da terra. Um Estado imperialista como o norte-americano, nom se transforma de mau em bom sozinho porque seu presidente tem a pele escura. As classes sociais nada têm que ver com a origem étnica nem social. Pode-se ser branco, loiro, negro, chinês, etc. mas isso nom define sua posiçons política em frente ao Estado e à sociedade.

A história da luta social regista centos e milhares de casos de personagens de origem social pobre que têm sido piores que os governantes clássicos saídos do seio das elites e grupos de poder. América Latina é um bom laboratório social onde se verifica que a cor da pele e a origem social, nom tem nengumha influência na tomada de posiçons de umha personagem política.

O Partido Democrata e o Partido Republicano, os dois monopólios da política neste país, fazem parte da estrutura política que manejam os grupos de poder para controlar o Estado norte-americano. O partido de Obama diz-se democrata, mas de seu seio têm saído alguns dos piores governantes dos Estados Unidos. Harry Truman é um deles, e se fez famoso por que foi o responsável polo uso da bomba atómica contra Hiroshima e Nagasaki. Inaugurou o que se conhece como “doutrina Truman”, cuja essência política foi um feroz anticomunismo que duro 40 anos e se conheceu com o nome da guerra fria.

John Kennedy é outro dos democratas e presidente dos Estados a quem a história oficial o apresentou com ouropéis de um líder amante da paz e a prosperidade do mundo, mas no entanto foi um dos responsáveis pola sangrenta guerra no Vietname e o que ordenou a invasom a Cuba em 1961. Lyndon Johnson (1963-1969 pertenceu também ao partido Democrata, e se encarregou de prosseguir a invasom ianque no Vietname. Bill Clinton (1993-2001) foi apresentando como exemplar democrata norte-americano, mas nom vacilou em ordenar a intervençons militar em Haiti, para sustentar ao fantoche Jean-Bertrand Aristide. Baixo seu mandato presidencial as tropas dos Estados Unidos junto aos da OTAN intervieram na África, na Jugoslávia para faze-la desaparece como entidade política e soberana porque nom precisava ser membro da U.E., e acosso com diversos ataques no Iraque. Para James Petras (28 de novembro 2008), o importante é “convencer ao povo oprimido, imigrante, que o Partido Democrata nom é a soluçons. É um partido hipócrita que se chama o Partido do Povo, mas recebe o 70% de seu financiamento das grandes multinacionais. É também um partido do grande capital”.

21-02-2009

Link permanente 23:23:47, por José Alberte Email , 411 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

OBAMA E O SEU PARTIDO SOM PARTE DA SUPERESTRUCTURA POLÍTICA DO IMPERALISMO -I-

Por Luis Arce Borja

Obama e seu partido som parte da superestructura política do imperialismo, cuja base económica é o sistema de exploraçom imposto por gigantescos monopólios.

Barak Obama tem chegado à presidência dos Estados Unidos rodeado de umha montagem mediática jamais visto na história eleitoral desse país. Isso tem servido para dar novo impulso a essa corrente política bastante de moda que faz do capitalismo e do imperialismo, nom um sistema económico, social político brutal, senom mas bem umha definiçom política abstracta que pode se transformar, por razons aleatória unidas a umha personalidade ou a qualquer outro factor, em um sistema humano, justo e democrático. Desta forma têm surgido os ridículos discursos que falam que o novo presidente norte-americano, é um "raio de esperança para toda a humanidade", ou que a vitória de Barack Obama é um “canto à esperança de que outro mundo é possível”.

Os exponentes destas ideias, negam a essência reaccionária e criminosa do sistema imperialista mundial, causa directa da fame e a miséria da maioria da populaçom mundial. A versom de que o imperialismo norte-americano, com Obama como representante, pode transitar por um caminho de reformas que favoreçam à humanidade está expressada por intelectuais burgueses, por vulgares revisionistas e por diferentes personalidades públicas e meios de comunicaçom.

O aspecto fundamental que há que tomar em conta na eleiçom presidencial de Obama, é que este tem chegado à Casa Branca com o consentimento e apoio das grandes multinacionais norte-americanas. O é presidente do imperialismo yanqui. Para os grupos de poder resulta umha banalidade tomar em conta a cor da pele ou a origem étnica racial de seus representantes políticos. Para as multinacionais americanas, seleccionar um presidente é a mesma coisa que fazer investimentos no petróleo, na mineira, na finança e em outros ramos do comércio e a produçom.

O importante é que o político negro, alvo, muçulmano, católico, budista, ateu, civil ou militar, defenda seus interesses económicos, e que esteja disposto a incendiar o mundo para que eles consigam grandes ganhos e o controle mundial das riquezas. Nom é umha casualidade que os três maiores jornais estadunidenses, o Washington Post, The Angeles Times e o Chicago Tribune, jungidos às gigantescas transnacionais deste país, desde um início apoiaram sua candidatura presidencial e estivérom na contra do republicano John McCain.

Link permanente 00:24:43, por José Alberte Email , 166 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

A QUEBRA INDUSTRIAL E FINANCEIRA DO CAPITALISMO

IAR NOTICIAS

A quebra industrial e financeira do Império capitalista com "casa central" em EEUU e as metrópoles europeias faz-se a cada vez mais patética: Os pacotes de resgate bancário estatal com dinheiro dos impostos (pago por toda a populaçom) nom têm servido de antídoto e têm fracassado estrondosamente como medida para enfrentar a crise mundial, que tem devindo de financeira a recessiva a escala global.

O pessimismo e a "desconfiança" que reinam no sistema financeiro global como produto da crise recessiva e a falta de resultados dos resgates empreendidos polos governos centrais da Europa e EEUU, epicentro do colapso económico que sacode ao planeta desde 2008, voltou a derrubar na terça-feira aos mercados mundiais de capitais.

Quase todas as Carteiras do mundo se desmoronárom arrastadas por baixas generalizadas em acçons de grupos financeiros num palco povoado por relatórios pessimistas sobre novas quebras empresariais e financeiras e possíveis nacionalizaçons bancárias.

19-02-2009

Link permanente 23:25:59, por José Alberte Email , 198 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

O CAPITALISMO EM BANCARROTA

IAR.NOTICIAS

A "globalizaçom" (interdependência simultânea dos países dentro do sistema capitalista) conduz a um princípio axiomático provado pola realidade: Bem como as potências centrais (com EEUU à cabeça) som as grandes exportadoras de crise recessiva mundial, os bancos e empresas multinacionais imperiais som os grandes exportadores de desocupaçom em massa a escala global. Ambos factores, conformam o detonante central da bancarrota do sistema capitalista a escala planetária.

Já está demostrado pola prática: Os pacotes de resgate bancário" estatal com dinheiro dos impostos (pago por toda a populaçom) nom têm servido de antídoto e têm fracassado estrondosamente como medida para enfrentar a crise mundial, que tem devindo de financeira a recessiva a escala global.
Os poderosos bancos centrais de EEUU e Europa (os patrões do capitalismo financeiro internacional) fracassaram e mostram-se impotentes para gerar outra alternativa de saída que nom sejam os resovados "planos anti-crises" orientados exclusivamente a "salvar aos bancos" (além de fazer negócios financeiros com a crise) em desmedro dos sectores productivos e sociais que sofrem os efeitos mais letais do descalabro do sistema económico globalizado.

<< 1 ... 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 ... 82 >>

Agosto 2014
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
 << <   > >>
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31

Busca

Feeds XML

Ferramentas do usuário

multiblog engine