Categoria: Dezires

19-04-2013

Link permanente 02:10:12, por José Alberte Email , 806 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Capriles, o PP e o fascismo de sempre

Capriles, o PP e o fascismo de sempre

Juan Carlos Moedeiro
público.es

A direita pensa que o poder pertence-lhe. Quando saem eleitoralmente dos palácios de governo, adoptam desconhecer as eleiçons. Primo de Rivera, Franco, Pinochet, Salazar, Videla, Carmona... Desde que desapareceu a URSS, a direita do fim da história achou que já nom tinha adversários. Chávez lhes desquadrou as contas. Por isso aplicárom em Venezuela todas as artimanhas. Mas o processo bolivariano derrotou-as todas, incluído o golpe tradicional. Tivérom que se pôr a máscara de democratas. Quando lhes tiras dez pontos, parece que nom lhes fica outra que suportar. Isso sim, nom sem tentar enturbar os processos eleitorais. Quando as cifras som mais apertadas, dam umha patada à mesa. Algo que nunca ocorre quando o mesmo caso acontece na direcçom contrária.

Todos os grupos de observaçom internacional em Venezuela expressárom este 15 de Abril as suas conclusons sobre as eleiçons presidenciais: fôrom eleiçons limpas, transparentes, fiáveis, em conclusom, expressom verdadeira da vontade popular. Todos os grupos coincidiram. Observaçons internacionais onde estám ex Presidentes dos tribunais eleitorais da América do Norte Latina. Incluídos os de países onde se desenvolvem sistema políticos bem diferentes, como Colômbia ou México. Capriles quer desconhecer estas declaraçons colectivas prestigiosas, e apoiou-se em individualidades (um eurodeputado do PP que leva dez anos fazendo as mesmas declaraçons), ou num par de governos que adoptam pecar dos mesmos excessos. Que curioso, os dos dous países que reconheceram como Presidente ao golpista Carmona em Abril de 2002. O governo espanhol de Aznar (hoje do seu afilhado, Mariano Rajoy) e os Estados Unidos da doutrina Monroe (dá igual que o inquilino da Casa Branca seja Bush ou seja Obama).

Capriles desconheceu a vitória de Nicolás Maduro, quem lhe tirou os votos que lhe tirou Aznar a Felipe González ou Felipe Calderón a Andrés Manuel López Obradoiro. Por suposto, mais dos que lhe tirou Bush a Al Gore. Mas a Capriles deu-lhe o mesmo e chamou às suas hostes à insurreçom. E fizérom-lhe caso: queima de Centros de Diagnóstico Integral (ambulatorios), de sedes de partidos (do Partido Socialista Unido de Venezuela), assédio às televisons públicas (VTV e TeleSur), perseguiçom de médicos cubanos, queima de casas sociais e assassinato de chavistas (disparados desde veículos). Azuzados polos que, há quase nom dous dias, sorriam dizendo que para chavistas, eles. Que iam respeitar as missons, que iam nacionalizar aos médicos cubanos, que iam defender os logros dos últimos anos, que estavam com o povo. Sai-lhes o golpista em canto juntam-se três ou quatro.

E o governo do Partido Popular, apoiando. Que bochorno. Coma se nom nos bastasse o dano que nos fai dentro, também nos envergonham fora.

Venezuela aprendeu do golpe de 2002. Também América Latina. Sabe que os que agora desconhecem o resultado, som os fascistas de sempre. Um jornalista venezuelano do Opus Dei, destacado por matar a Chávez dez ou doce vezes antes de tempo, afirmou nesta segunda-feira 15 que num centro médico escondiam-se caixas com papeletas eleitorais. Turbas da oposiçom tomárom esse centro, despedaçando todo, agredindo aos médicos, seqüestrando a pacientes. Uns atiçam o ódio e outros o executam. Nom som menos culpáveis.

Capriles pede o cálculo de 100% dos votos. Nom haveria problema, salvo que é mentira que lhes interesse o resultado. Sabem que perdêrom. Dixo-lho, mesmo, o reitor eleitoral que tem no CNE. Todos os peritos do mundo sabem que auditar 54% dos votos é bem mais do necessário. É a proporçom que se audita em Venezuela. Essa auditoría demonstrou que o reconto manual das papeletas e o resultado da máquina coincidem. 15 auditorías prévias haviam blindado previamente o procedimento. O sistema venezuelano é o mais auditado do mundo. Capriles quer agora que se contem 100% dos votos. E exige desde os seus meios de comunicaçom. O único que busca é desconhecer ao Conselho Nacional Eleitoral (se quer esse cálculo, devesse impugnar as eleiçons, mas nom o fai porque ficaria como um imbecil depois das auditorias já efectuadas). Querem tempo e ruído. polo mesmo mostram fotos de destruiçom de material eleitoral de outros comícios (de 2010) coma se fossem actuais, para excitar aos seus já abduzidos fanáticos. Nom é um delito incitar ao ódio e a violência através de mentiras?

Noutros países, o que fixo Capriles e os meios de comunicaçom que lhe apoiam significar-lhes-ia cárcere. Som comportamentos insurreccionais que desconhecem as leis aplicando violência. Nom é desobediência civil pois é violenta e nom busca generalizar nengum direito. Que hipócrita o PP que apoia estes comportamentos e quer encarcerar aos indignados, aos desafiuzados, aos estudantes aos que se lhes nega o direito a estudar. O fascismo de sempre, que nom crê na democracia.

Há pouco Aznar esteve no continente organizando umha direita ibero-americana. Aqui vemos-lhes actuando. O fascismo de sempre dando-lhe um tiro na cabeça a um trabalhador enquanto lhe grita: Para que aprendas, fascista! Capriles, o PP e o fascismo de sempre.

Fonte: http://www.comiendotierra.es/2013/04/16/capriles-o-pp-e-o-fascismo-de-sempre/

29-03-2013

Link permanente 11:28:21, por José Alberte Email , 1718 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Francisco I e a repressão: algo a esconder?

http://www.outraspalavras.net/2013/03/17/francisco-i-e-a-repressao-algo-a-esconder/

Francisco I e a repressão: algo a esconder?
By
Amy Goodman
17/03/2013

Jornalista argentino que investigou relações entre ditadura e Igreja revela papel real de Bergoglio. Também prevê: Papa será um “conservador-populista”
Entrevista a Amy Goodman e Juan González, em Democracy Now | Tradução: Gabriela Leite
No início desta semana, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito por seus pares como novo Papa da Igreja Católica. Assumiu o posto sob o título de Francisco. Imediatamente, vieram à tona os laços de cumplicidade mantidos entre a cúpula eclesiástica argentina e a ditadura militar, no poder entre 1976 e 83. Qual teria sido o papel de Bergoglio nestas relações perigosas?
Um dos principais jornalistas investigativos da Argentina, Horacio Verbitsky (hoje no diário “Pagina 12”) escreveu extensivamente sobre a carreira do Cardeal Bergoglio e suas ações no período, em que mais de 30 mil pessoas foram sequestradas e assassinadas. Uma ação judicial de 2005 acusou Jorge Bergoglio de estar conectado aos sequestros de dois padres jesuítas em 1976, Orlando Yorio e Francisco Jalics. A ação foi protocolada após a publicação do livro de Verbitsky, “O Silêncio: De Paulo VI a Bergoglio: As Relações Secretas entre a Igreja e a ESMA”. ESMA é a antiga Escola Superior de Mecânica da Marinha argentina, transformada em um centro de detenção onde prisioneiros eram torturados pela ditadura militar.
Bergoglio negou as acusações. Ele invocou duas vezes seu direito, sob a lei argentina, de recusar-se a depor no processo aberto para apurar os fatos. Quando finalmente o fez, em 2010, os ativistas de direitos humanos caracterizaram suas respostas como evasivas. Na última quarta-feira (13/3), Verbitsky falou a “Democracy Now” sobre o passado do novo Papa, e também sobre seu perfil.

Amy Goodman: Para começar, gostaria que você nos contasse o que acha importante para entendermos o perfil do novo Papa, Francisco.
O principal a se entender sobre Francisco I é que ele é um conservador populista, ao mesmo estilo de João Paulo II. É um homem de posições conservadoras fortes em questões de doutrina, mas com um toque popular. Prega em estações de trem, nas ruas. Vai até os bairros pobres para rezar. Não espera as pessoas irem até a igreja, vai até elas. Mas a mensagem é absolutamente conservadora. Ele opôs-se ao aborto, à lei do casamento homoafetivo. Lançou uma “cruzada contra o mal”, quando o Congresso estava aprovando esta lei, exatamente no mesmo estilo de João Paulo II. Isso é o que considero ser a característica principal do novo papa.
Juan González: Bem, talvez este conservadorismo seja característica comum de muitos cardeais consagrados nos dois últimos papados. Mas no caso de Bergoglio, existe também a questão de seu papel, ou das acusações sobre seu envolvimento na “Guerra Suja”, na Argentina. Você, que fez diversas reportagens investigativas sobre o tema, poderia nos dizer algo a respeito?
É claro. Ele foi acusado por dois padres jesuítas de tê-los denunciado aos militares. Faziam parte de um grupo sob direção de Bergoglio. Ele tornou-se o superior provincial da ordem, na Argentina, quando ainda muito jovem. Foi o provincial jesuíta mais novo da história: aos 36 anos [em 1972]. Durante um período de grande atuação política na Companhia de Jesus, ele estimulou o trabalho social dos jesuítas. Mas quando o golpe militar derrubou o governo de Isabel Perón, ele mantinha contato com os militares e pediu aos jesuítas para interromperem a ação social. Como recusaram-se a fazê-lo, deixou de protegê-los, e permitiu que os militares soubessem que eles não estavam mais sob proteção da Companhia de Jesus. Eles foram sequestrados e o acusam por esta ação. Ele nega. Ele disse a mim que tentou libertá-los, que falou com os ex-ditadores Videla e Massera para libertá-los.
Durante um longo período, ouvi duas versões: a versão dos dois padres sequestrados, que foram soltos depois de seis meses de tortura e cativeiro, e a versão de Bergoglio. Essa foi uma questão controversa e divisiva no movimento de direitos humanos a que pertenço, o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS). O presidente fundador do CELS, Emilio Mignone, afirmou que Bergoglio era cúmplice dos militares. Uma advogada do CELS, Alicia Oliveira, que era amiga de Bergoglio, conta outra parte da história, que Bergoglio os ajudou. Essas são as duas versões.
Mas durante a pesquisa para um dos meus livros, encontrei, no arquivo do ministério de Relações Exteriores da Argentina, documentos que, segundo entendo, encerram o debate e mostram o duplo padrão que orientou Bergoglio. O primeiro documento era uma nota na qual ele pedia ao ministro a renovação do passaporte de um desses jesuítas, sem que tivesse necessidade de voltar à Argentina. O segundo, é uma nota do oficial que recebeu a petição, recomendando a seu superior, o ministro, a recusa da renovação do passaporte. E o terceiro documento é uma nota do mesmo oficial, dizendo que esses padres tinham ligação com a subversão – era assim que os militares caracterizavam qualquer pessoa envolvida com a oposição do governo, política ou armada –; que ele havia sido preso na ESMA; e que essa informação fora dada pelo Padre Jorge Mario Bergoglio, provincial superior da Companhia de Jesus.
Isso significa, no meu entendimento, um duplo padrão. Ele pediu o passaporte para o padre em uma nota formal, com sua assinatura; mas, em privado, disse o oposto, e repetiu as acusações que fizeram os padres ser sequestrados.
Amy Goodman: Você pode explicar o que aconteceu a estes padres, Orlando Yorio e Francisco Jalics?
Ambos, quando soltos, estavam drogados, confusos. Foram transportados de helicóptero para a periferia de Buenos Aires e abandonados. Quando encontrados, dormiam sob efeito de drogas, em péssima condição. Haviam sido interrogados e torturados. Um dos interrogadores aparentava ter conhecimento de questões teológicas, o que levou um dos padres, Orlando Yorio, a pensar que seu próprio provincial, Bergoglio, estivesse envolvido no interrogatório.
Amy Goodman: Segundo este padre, o próprio Bergoglio teria feito parte de seu interrogatório?
Ele me disse que teve a impressão de que seu próprio provincial, Bergoglio, estava presente durante o interrogatório, no qual um dos interrogadores sabia bastante sobre questões teológicas. Quando solto, ele foi a Roma, onde viveu sete anos, antes de voltar à Argentina. Ao regressar, ligou-se à diocese de Quilmes, na Grande Buenos Aires, cujo bispo era um dos líderes do ramo progressista da igreja argentina, oposto ao de Bergoglio. Então, Orlando Yorio denunciou Bergoglio. Eu recebi seu testemunho quando Bergoglio foi eleito arcebispo de Buenos Aires. E também entrevistei Bergoglio, que negou as acusações, dizendo que defendeu os padres.
Orlando Yorio colocou-me em contato com o outro padre, Francisco Jalics, que vivia na Alemanha. Ele confirmou a história, mas não quis ser mencionado em minha matéria, porque preferia, segundo disse, não lembrar dessa triste parte de sua vida e perdoar. Acrescentou que havia passado muitos anos ressentido com Bergoglio, mas estava disposto a perdoar e esquecer. Quando publiquei meu livro sobre o caso, um jornalista argentino que havia sido discípulo de Jalics falou com ele e pediu que contasse a verdadeira história. Jalics respondeu que não iria nem afirmá-la, nem negá-la.
Juan González: Gostaria de indagar sobre outro padre que se envolveu com a Guerra Suja, Christian von Wernich, um antigo capelão do Departamento de Polícia na Argentina.
Ele foi condenado, e ele está na cadeia, em prisão comum. Mas a igreja argentina, durante o mandato de Bergoglio, não o puniu, em termos canônicos. Ele foi condenado pela justiça humana mas, pelos padrões da igreja, continua a ser um padre. Isso também diz algo sobre Bergoglio e a igreja argentina.
Juan González: Von Wernich estava envolvido em assassinatos, torturas e sequestros. Você poderia detalhar alguns dos crimes pelos quais foi condenado?
Von Wernich era parte ativa nas torturas e assassinatos. Foi condenado não apenas como cúmplice, mas como participante dos crimes. Estava presente durante sessões de tortura. E não há apenas um capelão envolvido, existem alguns outros que estão sob julgamento nesse momento. O capelão Regueiro está sob prisão domiciliar, por ser idoso. O capelão Zitelli, da província de Santa Fé, esteve presente em sessões de tortura. Vários capelões foram parte da Guerra Suja.
Amy Goodman: Gostaria de ler parte de um despacho do Departamento de Estado dos EUA, revelado pelo WikiLeaks, que faz referências ao padre Christian von Wernich, condenado em 2007 por cumplicidade em muitos casos de assassinato, tortura e prisões ilegais na Argentina durante o período militar. O texto observa que a condenação deu-se, cito, “no momento em que alguns observadores consideraram o Cardeal Primaz Católico Romano Bergoglio um líder da oposição ao governo de Kirchner, devido a seus comentários sobre questões sociais; o caso von Wernich poderia também ter efeito, alguns acreditam, de minar a autoridade moral de Igreja (e, por extensão, do Cardeal Bergoglio), ou sua capacidade de comentar questões políticas, sociais ou econômicas”. Horacio, você poderia comentar?
Podemos analisar este documento por partes. Primeiro, o Departamento de Estado considerou Bergoglio o chefe da oposição ao governo Kirchner. Eu concordo com esta avaliação. O Departamento de Estado também fala sobre a condenação do padre von Wernich ter, como possível objetivo, o de minar a posição de Bergoglio. Isso não é verdade, no meu entendimento. A condenação do padre von Wernich é uma consequência de um movimento que começou muito antes dos Kirchner chegarem ao poder e tem sua própria lógica judicial, não se subordina a um calendário político.
Amy Goodman: Gostaria de perguntar sobre o tema do ocultamento de prisioneiros políticos, quando uma delegação de direitos humanos foi à Argentina. Você pode relatar o episódio, as alegações e o eventual papel de Bergoglio?
Não, neste episódio Bergoglio não teve intervenção alguma. Quem agiu foi o cardeal que chefiava a igreja em Buenos Aires. À época, Bergoglio não era arcebispo. Quando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos veio à Argentina, para investigar alegações de violação de direitos humanos, a marinha retirou 60 prisioneiros da ESMA e os levou a uma vila, usada pelo Cardeal Aramburu nos fins de semana. Este imóvel, na periferia de Buenos Aires, era também o local onde se celebrava, a cada ano, o final dos estudos, no seminário católico. A Comissão Interamericana visitou a ESMA, e não encontrou os prisioneiros que supostamente estariam lá.
Bergoglio não teve intervenção alguma no episódio. Na verdade, ele ajudou-me a investigar o caso. Deu-me a informação precisa sobre onde estavam os documentos atestando que a vila era propriedade do Arcebispado de Buenos Aires.

27-03-2013

Link permanente 22:04:39, por José Alberte Email , 681 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Intensificar a campanha pela ruptura com a UE e as políticas do capital

Acontecimentos em Chipre
Intensificar a campanha pela ruptura com a UE e as políticas do capital

por KKE

O KKE exprime sua solidariedade com o povo cipriota contra a chantagem e as medidas anti-populares brutais impostas pela União Europeia e o FMI com a cumplicidade dos governos burgueses, inclusive o grego e o cipriota, a fim de preservar os interesses do capital. O "Não" ao plano da UE não é único. Há o "Não" do povo e o "Não" daqueles que desejam servir os interesses particulares dos monopólios.

Os diversos planos alternativos para o financiamento da economia cipriota (com a participação da Rússia e de outros Estados ou com uma tomada de empréstimo nacional, que terá um impacto negativo sobre as caixas da segurança social ou retornando à moeda nacional, como várias forças propõem), mesmo se fossem postos em prática constituiriam igualmente um impasse para os interesses do povo.

Eles apoiam-se na tomada de controle pelos monopólios de uma parte das riquezas energéticas do país. A luta entre estas duas fórmulas no quadro da UE nada tem a ver com os interesses do povo.

Verifica-se que a gestão da crise capitalista, com os monopólios a adquirirem uma posição dominante na economia e pela participação da UE ou outras alianças imperialistas, faz-se sempre em detrimento dos trabalhadores.

As medidas anti-populares não afectam somente a taxa sobre a poupança dos cipriotas mas põem em causa os direitos dos trabalhadores em Chipre, propõem privatizações e as mesmas medidas que esmagam o povo grego e os outros povos da UE. O facto de o plano do Eurogrupo referente à tributação da poupança dos cipriotas ter sido rejeitado pelo Parlamento não deve conduzir a uma posição de complacência no futuro. O povo cipriota deve utilizar este acontecimento para reforçar sua luta contra as medidas anti-populares.

Os acontecimentos em Chipre, com a escalada da ofensiva anti-popular, demonstram mais uma vez a amplitude da manipulação orquestrada por estas forças que difundiram no seio dos povos a ideia de que o acesso à UE traria prosperidade, convergência, solidariedade em favor dos povos. Eis o que é a União Europeia – e ela não poderá mudar.

A sua essência permanece a mesma, qualquer que seja a força que tenda a impor-se no seio da UE – a Alemanha e os países que com ela se alinham, ou então outros eixos e alianças como a aliança dos países do Sul como pretende o SYRIZA. Dito de outra forma, a UE é uma aliança predatória que ataca os trabalhadores no seu conjunto a fim de garantir a taxa de lucro dos grandes grupos económicos.

As últimas evoluções confirmam que hoje, nas condições de uma crise muito profunda, reforçam-se tendências centrífugas no seio da UE e da zona euro assim como a competição entre os países e as fracções do capital para saber que vai aproveitar mais com a crise, que vai sofrer as perdas menos importantes. A competição pelo controle dos recursos naturais e as vias de transporte energético reforça-se, em particular na região do Mediterrâneo oriental, o que implica perigos imprevisíveis para as populações.

O povo grego, o povo cipriota e os outros ovos da Europa podem e devem colocar sua marca sobre os acontecimentos. Devem rejeitar a chantagem do capital, da UE e do FMI. Não devem alinhar-se por trás de qualquer potência imperialista que seja. Devem seguir a via da retirada da UE e das alianças imperialistas.
Gabinete de imprensa do Comité Central do KKE

Ver também:
Statement of Andros Kyprianou, General Secretary of the C.C. of AKEL , 22/Mar/13
Statement by Andros Kyprianou, General Secretary of the C.C. of AKEL , 21/Mar/13
Statement of the Secretariat of the C.C. of AKEL , 16/Mar/13
Speech of Andros Kyprianou, General Secretary of the C.C. of AKEL, to the plenary of the House of Representatives in the debate on the bill for the haircut on deposits agreed between the Government and the Eurogroup , 19/Mar/13
"The unacknowledged secret" By Costas Christodoulides, Head of the European Affairs Department and member of the C.C. of AKEL , 08/Mar/13

Este comunicado encontra-se em solidarite-internationale-pcf.over-blog.net/...

Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .

24-03-2013

Link permanente 19:05:04, por José Alberte Email , 348 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Acelera-se o descalabro da União Europeia

http://www.resistir.info/europa/chipre_20mar13.html

Chipre: Draghi utiliza o bloqueio monetário
– Medida equivale a um "acto de guerra"

por Jacques Sapir

O "bloqueio monetário" de Chipre que acaba de ser posto em acção pelo BCE é um acto de uma gravidade extraordinária, cujas consequências devem ser cuidadosamente estudadas. A decisão do sr. Mario Draghi abrange dois aspectos: em primeiro lugar o BCE não alimenta mais o Banco Central de Chipre com papel-moeda (ponto que não parece essencial pois as reservas de cash parecem importantes) e além disso interrompe as transacções entre os bancos cipriotas (assim como as empresas baseadas em Chipre, sejam ou não cipriotas) pois doravante já não podem fazer transacções com o resto da zona Euro. Por outro lado, a decisão equivale a um "bloqueio" económico, ou seja, nos termos do direito internacional a uma acção equivalente a "acto de guerra". É portanto terrível a gravidade da decisão tomada por Mario Draghi. Ela poderia também prestar-se a contestação diante dos tribunais internacionais. Mario Draghi poderia, por isso, encontrar-se um dia diante de um tribunal, internacional ou não.

Sobre a interrupção das relações entre bancos cipriotas e a zona Euro, o argumento invocado é a "dúvida" sobre a solvabilidade dos ditos bancos cipriotas. Isto é evidentemente um puro pretexto pois há "dúvidas" desde Junho último. Todo o mundo sabe que com as consequências do "haircut" imposto sobre os credores privados da Grécia foram fragilizados consideravelmente os bancos de Chipre. O BCE não havia reagido na ocasião e não considerava o problema da recapitalização destes bancos como urgente. O BCE decidiu-se a fazê-lo no dia seguinte à rejeição pelo Parlamento cipriota do texto do acordo imposto a Chipre pelo Eurogrupo e a Troika. Não era possível ser mais claro. A mensagem enviada por Mario Draghi é portanto a seguinte: ou vocês se dobram ao que NÓS decidimos ou sofrerão as consequências. Isto não é apenas uma mensagem, é um ultimato. Verifica-se aqui que todas as declarações sobre o "consenso" ou a "unanimidade" que teria presidido à decisão do Eurogrupo não são senão máscaras frente ao que é realmente um Diktat .
20/Março/2013

21-03-2013

Link permanente 19:34:21, por José Alberte Email , 549 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Reino Boubónico-Mais de médio milheiro de mortos e perto de cinco mil tolheitos em acidentes laborais durante 2012

http://www.larepublica.es/2013/03/

Mais de médio milheiro de mortos e perto de cinco mil tolheitos em acidentes laborais durante 2012

Nem as altas taxas de desemprego entre a populaçom, nem que os sectores mais afectados pola reduçom drástica da actividade sejam os que tradicionalmente acumulam mais mortes no trabalho, pairam esta sangria permanente da que nom se fam eco nem os empresários, nem o Governo nem os grandes meios de comunicaçom escrita ou audiovisual, parece ser que que o imaginário popular ainda contempla como normal que os trabalhadores perdam vida no trabalho, sem que isso desate os alarmes, nem os tertulianos dos médios polemizem sobre as suas causas.

Durante o ano 2012. CINCO CENTOS E CINQÜENTA E CINCO (555) pessoas perdêrom a vida enquanto tentavam ganhar-se o pam de cada dia, enquanto tentavam pagar escrupulosamente as suas hipotecas, a luz, a água, a roupa das suas famílias e todo aquilo que cada dia vemos subir de valor salvo os salários.

Mas a sinistralidade laboral, nom só reflecte pola quantidade de trabalhadores que morrem, se nom também polos que perdem a sua saúde e a sua capacidade de seguir trabalhando como conseqüência da sua actividade laboral. QUATRO MIL SEISCENTOS E VINTE TRÊS (4.623) trabalhadores sofreram acidentes graves durante o trabalho este ano, dos que umha boa parte padecêrom lesons irreversíveis que lhes impedirá levar nom só umha vida laboral normal, senom umha vida pessoal auto-suficiente.

O Governo do Partido Popular do mesmo modo que o seu antecessor, o PSOE, descargárom nas sendas reformas laborais que legislárom, todas as suas iras e as dos patrons contra o absentismo laboral, culpabilizando aos trabalhadores dos custos laborais polo absentismo no trabalho. A reforma aumentou os descontos salariais por absentismo laboral, do mesmo modo que reforça os instrumentos de controlo (seria mais apropriado dizer "perseguiçom") para a ratificaçom, verificaçom e autorizaçom da incapacidade laboral, de tal modo que quando um trabalhador enfermo, nom é suficiente com que o seu médico estenda-lhe o pertinente e obrigatório parte de baixa. A empresa poderá utilizar mecanismos de contraste próprios (empresas médicas privadas especializadas) para reverter a incapacidade laboral do trabalhador e em qualquer caso a empresa se reserva a potestade de despedir por causas objectivas com umha indemnizaçom de 20 dias por ano por muito justificada que este a doença.

Contodo nada se achega sobre segurança e saúde no trabalho, eterna batalha dos representantes dos trabalhadores nas empresas e causa principal de umha boa parte do absentismo laboral pola falta de investimento dos empresários nestas medidas, os mesmos que nom som sancionados polos seus permanentes nom cumprimentos em matéria de prevençom causa principal dos acidentes laborais no trabalho.

A perdida da vida de um trabalhador durante a sua actividade laboral leva praticamente na sua totalidade, o afundimento económico da família, que nom só tem que enfrentar a perdida de um ser querido e parte da unidade familiar.

Os trabalhadores devem perceber que quando assinam um contrato de trabalho nom vendem nele nem a sua saúde nem a sua vida, a que lhes pertence por eles mesmos, por isso devem fortalecer a sua organizaçom nas empresas rejeitando as actuais reformas dos direitos dos trabalhadores que se propiciaram com as últimas reformas laborais, nom devem deixar-se apavorar por este submetemento patronal que pretende justificar a aceitaçom de qualquer condiçom laboral por ruim e miserável que seja.

19-03-2013

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CANTA O MERLO: Bergoglio, o papa da CIA

http://www.argenpress.info/
Vicky Peláez

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A designaçom do cardeal argentino Jorge Bergoglio como o papa Francisco é umha necessidade do Vaticano como parte do poder mundial globalizado, para solidificar a sua posiçom na América Latina que cada ano está a adquirir umha maior importância estratégica no planeta.

E nom se trata somente dos seus abundantes recursos naturais e a sua capacidade de tomar medidas para nom se contagiar da crise que está a mergulhar no desespero à Uniom Europeia e aos Estados Unidos, senom dos seus processos de integraçom e transformaçons sociais e económicas que fam perigar a actual Ordem Mundial Globalizado estabelecido polas transnacionais.

A Igreja católica, igual como a única super-potencia no mundo descuidou a Latinoamérica onde está a crescer cada vez mais a simpatia e o apoio ao projecto do Socialismo do Século XXI como alternativa ao neo-liberalismo imposto polos globalizadores iluminados. Agora chegou o momento para fazer todo o possível e parar este processo, é-lhes urgente fazer retornar às ovelhas descarriadas da ALBA, UNASUR e CELAC para o seu antigo amo que está a estranhar recuperaçom do poder sobre o seu "pátio traseiro" perdido.

Um papa jesuíta é ideal para esta missom. Durante o pontificado de Joám Paulo II e do Benedito XVI, o Vaticano foi dominado polo poder financeiro do Opus Dei que contodo nom tivo o poder político internacional da Companhia de Jesús..

Nos Estados Unidos, vários directores da CIA e do Departamento de Defesa fôrom jesuítas: William Casey (director da CIA 1981-1987), Robert Gates (CIA 1991-1993, Secretário de Defesa 2006-2011), George Tenet (CIA 1997-2004), Leon Panetta (CIA 2009-2011, Secretário de Defesa 2011-2013), John Brennan- o actual director da CIA. Em realidade esta lista poderia ser infinita mas isto pertence a outro tema.

O que nos interessa é para onde irá na sua gestom o papa Francisco I. É considerado como um sacerdote sério, austero e humilde. Viveu sempre num modesto departamento, o mesmo cozinhava a sua comida, tomava o transporte público em Bos Aires. Lavava pés aos leprosos e aos enfermos da sida. Também falava da necessidade de pôr fim à pobreza, mas ao mesmo tempo nom escatimou os seus esforços para se opor aos programas sociais progressistas dos presidentes Nestor Kirchner e Cristina Fernandez mas ao mesmo tempo defendeu ardentemente as reformas neoliberais de Carlos Menem que levaram ao país a um colapso económico.

Retornando ao passado, o arquivo fotográfico mostra-o junto com o ex presidente Rafael Videla durante a ditadura militar (1976-1983) dando-lhe comunhom ao homem acusado do desaparecimento de 30,000 pessoas. O jornalista argentino Horacio Verbitsky pom em causa no seu livro "A mao esquerda de Deus. A última ditadura (1976-1983)" as actuais declaraçons de Francisco sobre o seu desconhecimento sobre a repressom durante a ditadura militar.

O sacerdote Bergoglio foi acusado inclusive de ser colaboracionista da repressom militar aos sacerdotes Orlando Yorio e Francisco Jalics quem lhe imputam entregar aos militares assim como o desaparecimento de vários catequistas que trabalhavam na vila miséria de Flores em 1976. Devido a esta denúncia o cardeal foi chamado a declarar na "Causa ESMA" ante o Tribunal Federal " 5. Yorio e Jalics sustenhem que Bergoglio tirou-lhes a protecçom da Companhia de Jesús ao negar-se eles a sua ordem de abandonar o trabalho social. Os dous fôrom seqüestrados em 1976 ao perder o apoio eclesiástico e foram torturados na ESMA durante seis meses. Posteriormente lhes drogárom e deixárom num escampado nos arredores de Bos Aires. Os dous alcançárom sobreviver o seu martírio mas nunca perdoárom ao provincial da Companhia de Jesus a sua traiçom.

As Maes do Largo Maio, organizaçom que lutou durante décadas para dar com o paradeiro de milhares de desaparecidos, pedindo ajuda entre outras muitas à igreja, declararam há uns dias que para elas era difícil aceitar que um "homem dessa natureza este sentado na cadeira papal".

18-03-2013

Link permanente 01:30:24, por José Alberte Email , 576 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Bergoglio foi cúmplice com a ditadura genocida

http://www.argenpress.info/2013/03/declaraciones-de-la-abogada-que.html

Myriam Bregman, advogada do CeProDH (Centro de Profissionais polos Direitos Humanos), do PTS e da querela no julgamento da ESMA (Escola de Mecânica da Armada), referiu-se a Jorge Mario Bergoglio, recentemente elegido o Vaticano como Papa Francisco. Durante um dos julgamentos aos militares genocidas da ESMA (desenvolvido entre os anos 2010 e 2011), Bregman representou a Patricia Walsh, filha do jornalista e escritor desaparecido Rodolfo Walsh, e tivo a oportunidade de interrogar ao entom arcebispo primado de Bos Aires. Jorge Bergoglio. Foi umha das advogadas que exigiu ao Tribunal que o cite a declarar em qualidade de testemunha a partir da denúncia feita pola catequista Maria Elena Funes, quem o acusou de facilitar o seqüestro dos cregos jesuítas Francisco Jalics e Orlando Yorio, que integravam a mesma ordem que Bergoglio.

Sobre aquele acontecimento, a advogada relatou: "Contrariamente à imagem que hoje se dá dele como umha pessoa humilde, Bergoglio nom tivo empacho em utilizar todos os privilégios que lhe dava a sua investidura, negando-se a ir declarar como qualquer pessoa aos Tribunais, polo que se fixo transferir todo o julgamento à sede da Cúria em Bos Aires e tivemos que fazer o interrogatório ali mesmo. Durante a sua declaraçom, o hoje Papa contestou com evasivas e contradixo o que dixera a testemunha anterior. Tratou de fazer umha defesa formal do seu accionar durante o período que durou o seqüestro dos curas jesuítas por parte dos militares, afirmando que ao se dar conta que foram seqüestrados lhe informou aos seus superiores. Fixo também algumhas afirmaçons muito graves, como que dous ou três dias depois de perpetrar-se este seqüestro ele já sabia que estavam na ESMA. Algo que até o dia de hoje nem muitas Maes do Largo de Maio sabem a respeito dos seus filhos, apesar da sua intensa procura. Como se deu conta" Relatou que se entrevistou com Videla e Massera, mas bastante tempo depois. Também reconheceu que quando Jalics e Yorio fôrom liberados contárom-lhe que ficava gente seqüestrada na ESMA, e ainda assim fixo nada".

Mas o que lembra com maior detalhes a advogada Myriam Bregman daquele interrogatório é quando lhe perguntou sobre a apropriaçom bebés durante a ditadura: "Jamais esquecerei a cara que pujo Bergoglio quando lhe perguntamos polas crianças apropriadas [...]. contestou que se deu conta há pouco, fai uns dez anos, ou seja, no 2000, quando toda a sociedade sabia da procura das Avoas da Praça de Maio ao menos desde o ano 1983, e alguns familiares da Prata afirmam que conhece o caso de Ana Liberdad Baratti dde la Cuadra desde 1977".

Por último, Bregman assinalou: "A actitude reticente de Bergoglio a contestar e o acoutado das suas respostas naquele entom tivo coerência com a linha de silêncio e encobrimento adoptada pola hierarquia eclesiástica durante todos os anos posteriores à ditadura, negando-se sistematicamente a achegar arquivos e documentos com que contam. É parte da política da cúpula da Igreja católica, que abençoou e colaborou directamente com a ditadura iniciada na Argentina em 1976. Nom me estranha que a sacerdotes como Christian Von Wernich, que estám condenados por ser autores do genocídio, do plano de tortura e extermínio da ditadura, nom tenham sido excomungados e podam seguir dando missa como qualquer outro cura. O mesmo sucedeu com o cura Grassi, condenado por abusar de crianças, e por cuja expulsom a Igreja que Bergoglio comandava até ontem nom moveu um dedo. Ninguém pode negar que o hoje Papa Francisco I encobriu a genocidas e pederastas nas filas da Igreja".

14-03-2013

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CANTA O MERLO: Habemus Papam Criminalis

www.rebelion.org

Martin Bedrossian
Periódico Pachakutiq


Foi-se um criminoso que integrou as mocidades hitlerianas
, Ratzinger o papa xenófobo, homofobo e encobridor de pederastas, umha ofensa à figura -ao menos a idealizada polos crentes- de Jesus, que nom pode tampar os progressivos escândalos da maior organizaçom mafioso-terrorista de todos os tempos, filtrados graças à novas tecnologias de informaçom. A Igreja católica com os seus centros de doutrinaçom e lavagem político de cérebros, valeiradores de conteúdo, está presente a cada físgoa do planeta. Seguindo a mesma lógica nomeou-se a outro criminoso, Jorge Mário Bergoglio com o seu alter-ego Francisco, nome de origem germánico que poda se perceber seica como um continuismo simbólico com o seu antecessor, certamente aquilo que nom representa dúvida é o conservadorismo agoirento ideológico, posto que se fora de outra maneira a chegada às rendas da Igreja, os grupos de poder ocultos, ainda que cada vez menos, detrás do báculo papal, nom o deixariam chegar nem à porta de bronze do palácio pontifício.

O Bergoglio

já histórico, acusado de promover, ocultar e amparar desaparecimentos de pessoas, seqüestros, torturas inclusive de outros curas, de entregar fiéis ao Terrorismo de Estado para a sua posterior tortura e assassinato, de ser parte do mecanismo de roubo de bebés durante a ditadura, de operar como lobbista político em favor do stablishment e a oligarquia em particular, um fervente activista em contra de qualquer tipo de conquista no que a direito humano, chame-se este, casal igualitário, eutanásia, aborto, despenalizaçom de tenencia de estupefaciente, ou da tam esperada separaçom Estado-Igreja, uniom que nom está consentida na Constituiçom Nacional Argentina operando de facto, crego máximo desestabilizador trabalhando de modo conjunto com a gauchocracia abigetária e instigador golpista, ideólogo de campanhas mediáticas em contra de períodos democráticos, o seu passado perde-se na noite da história, amante das prebendas e privilégios dos que desfruta a Igreja à conta de um estado laico, extorsionário incansável perturbando o desenvolvimento e a implementaçom de políticas de inclusom social implacável opositor raivoso das democracias participativas todo o supracitado escudado numha imagem de conciliador e perdoador compulsivo.


O crego Bergoglio

exponente máximo da ultra-direita assassina vernácula, como vaticinavam alguns suspicazes analistas, ganhou, cientes da grande máfia eclesiástica, quiçais a mais grande organizaçom criminal indo desde convénios políticos para dar a verdadeiros giros históricos reaccionários a investidura moral para arrulhar dessa maneira as mentes dos membros do seu grei, isto último como o mais suave passando por lavagem de dinheiro, desvio de fundos, utilizaçom política do despropósito do poder real baseado na virtualidade de umha ficçom para influenciar quando nom extorsionar governos progressistas ou inclusive quaisquer que poda se achegar a estándares medianamente aceitáveis de democracia, sempre jogando a pontas diversas com a ambigüidade vouga da prosa clerical tam bem usufructada. Custando-lhe a vida a aqueles que se opugérom à desigualdade social, aos que lutaram polos direitos políticos, morrendo muitos por alçar a sua voz polos direitos humanos, nesse lavrar intenso da história encontra-se como contra-força as elites mundiais e na sua pata fundamental de dominaçom e doutrinamento, a igreja católica. Bergoglio é simplesmente o que devia ser, o que devia ocupar essa funçom do monopólio da fé.


O CÉU

O Vaticano nom se dorme, sabe perfeitamente quem é Bergoglio e justamente por isso é eleito para liderar a corporaçom eclesiástica. Em 2010 numha reportagem de Vertbitsky para Pagina/12 a Graciela e Rodolfo Yorio irmaos do crego do terceiro mundo Orlando Yorio quem foi seqüestrado polos grupos de tarefas do terrorismo de Estado durante ultima-a ditadura militar que durou de 76 ao 83, numha entregue do actual papa Francisco, para que o torturem. Por entom, Francisco, mantinha contactos estreitos e umha colaboraçom muito activa com os militares genocidas. Do mesma reportagem desprende-se que colegas jesuítas daquele Bergoglio elevárom ao Vaticano um dossier no que se plasmava o comportamento escuro do presbítero, com isso ilusoriamente sentiam seguros -nesse tempo- que umha personagem dessa laia jamais ocuparia um rol tam central para a religiom católica. Qualquer mortal com algumha leitura da realidade compreenderá que umha pessoa com esse arrojo perverso é cobiçada por qualquer organizaçom mafiosa, seja como elemento ofensivo que opera na clandestinidade, seja como líder.

Este crego devindo em sumo pontífice, a sua afinidade e contacto com os militares genocidas, o serviço secreto do Estado à vez que de tanto em tanto intercedia por algumha vítima seqüestrada pola ditadura, geralmente algum filho "transviado" de um poderoso, o que demonstra o seu total conhecimento do que nessa época acontecia à vez que o seu nível de contactos para o interior do averno militar, um uso de duplo cara que executou com mestria e que à luz do resultado do conclave, pode-se afirmar que ainda nom perdeu as suas manhas.

Maltrador profissional, fustigador daqueles que antepunham o social aos seus interesses imediatos, os seus vínculos com o desaparecimento forçado de pessoas vê-se reforçado por testemunhos como os da teóloga Marina Rubino quem denuncia a Bergoglio por despojar da protecçom que pretendia conceder o bispo de Morón Miguel Raspanti em 1976 aos curas dos pobres Orlando Yorio e Francisco Jalics, por que considerava que corriam perigo; ao pouco tempo foram seqüestrados e torturados. Marina Rubino estudou com os curas Yorio e Jalics e foi coordenadora no colégio Sacro Coraçom de Castelar, província de Bos Aires onde estava a religiosa francesa Leonie Duquet, desaparecida, torturada no centro clandestino de detençom ESMA e chimpada desde um aviom militar ao mar, o seu corpo logo atopado na costa de Santa Teresita. Naqueles sombrios momentos com um uso atroz de humor macabro que desgarra qualquer consciência, os oficiais torturadores adoptavam chamar "as monjas voadoras" às duas religiosas francesas torturadas e tiradas às águas desde as alturas, Leonie Duquet e Alice Domon. Bergoglio adoptava fazer insinuaçons e solapadas ameaças a maneira de conselhos para debilitar a membros de movimentos sociais dentro da Igreja, desbarata-los, como lembra Rodolfo Yorio algo que sentiu como umha ameaça "Vos cuida-te, porque à irmá de Fulano que nom tinha nada que ver seqúestrárom-na e a torturaram", cabe destacar que isto o dizia Francisco I em plena ditadura militar, quando parte da sociedade desconhecia as atrocidades e o carácter abominável da eliminaçom sistemáticas de pessoas, clandestinidade explorada polos genocidas de entom. Os curas seqüestrados, freqüentemente descreviam ao actual Francisco I como umha personagem "ávida de poder".

A delaçom de Francisco

O sacerdote Alejandro Dausa seqüestrado a meses do golpe militar em 1976 que instaura a ditadura, é torturado durante seis meses pola polícia de Córdoba, soltam-no e alcança exiliarse nos EEUU onde se dá conta por organismos de direitos humanos que o cura Jalics reside nesse país, tem certo contacto e em cada oportunidade lembra Dausa: "Como é natural, conversamos sobre os seqüestros respectivos, detalhes, características, antecedentes, sinais prévios, pessoas involucradas, etc. Nessas conversaçons indicou-os que os entregou ou denunciado Bergoglio". Em cartapacio Nº 6328 da justiça sobre o cura Jalics reza: "Jalics, Francisco.- Sacerdote jesuíta, foi seqüestrado o 23 de Maio de de 1976 no Bairro Rivadavia (no limite com a vila do baixo Flores). Estivo prisioneiro em E.S.M.A. e posteriormente numha casa de Dom Torcuato. Foi liberado o 23 de Outubro de 1976 junto ao cregoYorio, sacerdote da mesma Comunidade. Saiu do país.".

A Igreja cúmplice

Francisco I, no ano 2006 edita o seu livro "Igreja e democracia em Argentina" onde prologou "nom devemos ter medo aos documentos", omitindo aspectos craves de um documento que esta guardado nos arquivos da cúria onde ele era arcebispo ao qual tivo acesso o jornalista Horacio Verbitsky; documentos com dimensom reveladora sobre a participaçom central da igreja durante a repressom di em algum das suas passagens "de nengumha maneira pretendemos expor umha posiçom de crítica à acçom de governo (militar)" dado que "um insucesso levaria, com muita probabilidade, ao marxismo", polo qual "acompanhamos ao actual processo de ré-organizaçom do país ("processo de reorganizaçom nacional": assim chamavam os ditadores ao terrorismo de estado)". Em forma explícita menciona a "adesom e aceitaçom" episcopal.

Desestabilizador profissional

Os meses prévios ao golpe de estado de 1976, começou-se gestando um lockout patronal, com a ideia efectiva de desestabilizar ainda mais o governo de Rega-Estela Martinez de Perón, o mesmo modus operandi executaram a direita e a igreja quando o governo nacional durante 2008 tentou aplicar segundo constava no seu plano de governo, a redistribuiçom da riqueza, atendendo à renda obscena que deixava sobretodo a exploraçom soiera e a modo também de reparaçom e ligeira compensaçom polo impacto que deixa o mono cultivo, o uso de agro químicos grandemente tóxicos e a brutal iniquidade estatística de 80% das terras mais produtivas em maos de um 20% concentrado e portanto muito rico. Francisco I, nesses dias, alinhar automaticamente, como era de esperar com o sector concentrado do "campo" escondendo-se detrás de um chamariz que o para passar como de "todo o campo", manipulando a opiniom publica a tal ponto que tivo em alvas ao governo democrático kirchnerista, seguido por cans ofegantes que pretendiam um golpe, talvez mas ao estilo destas épocas, um golpe cívico-eclesiástico- empresarial. Bergoglio reunia-se insistentemente com os representantes das patronais latifundiários, históricos golpistas e oligarcas, sob o nome de “Mesa de ligaçom" fazendo Francisco I as vezes de guia", enquanto por esse lockout dos pooles especuladores de semeia entrava num perigoso desabastecemento Argentina. Os seus sócios ou acólitos do campo VIP enquanto isso tiravam estrondosas quantidades de leite ao costado das estradas numha acçom ominosa pola fame mundial simultaneamente cortava-se o acesso das principais vias provocando falta de medicamentos nas cidades principais que custaram a vida de compatriotas.

Um papa terreal

Se se sustém ideais, costa com dureza reconhecer que a modo de espiral a verdade das cousas termina por cair num centro de gravidade que nom é outra cousa que o dinheiro. Este parágrafo serve de introduçom para o que se desvela ante os olhos como aquilo que em definitiva é do interesse das máfias, afinal de contas mencionar o poder em qualquer das suas formas é umha referência directa ou indirecta ao vil metal, ali, nesse lugar de submetemento simbólico sempre se chega seja um verduleiro ou papa, Bergoglio, Francisco I nom é a excepçom, a tal ponto que aquele que possui obsessivamente o poder à conta de dor de outros fai do pecúlio -sobretodo alheio- o leitmotiv da obra da sua vida. Os mafiosos de toda a raça amam esta lógica e sentem que lhes dá sentido. O ex monge da Companhia de Jesus Mom Debussy denunciou a Bergoglio em 1990 por um faltante de $ 6.000.000 (seis milhons de dólares) provenientes de achegues e doaçons durante a gestom deste como administrador dessa organizaçom católica que nom se registou em livros com a sobreentendida evasom impositiva. Mom Debussy caio no engano no que induzem muitas ordenes aos seus seminaristas, o acto solene do "voto de pobreza", para acentuar a coerência espera-se que os bens possuídos polos discípulos provenientes da sua vida mundana sejam entregues em oferenda, podem ser os que se originam no esforço do trabalho ou bens herdados; é o que lhe sucedeu a Debussy, com um passado familiar folgar herda do seu avô o equivalente a um departamento de três ambientes no selecto enclave de La Recoleta em Bos Aires, contado por ele mesmo: "Quando morreu o meu avô, a herança repartiu-se entre as minhas duas irmás e eu. Entreguei-lhe o meu parte a Bergoglio, no seu gabinete do Colégio Máximo, em bilhetes, e nem sequer deu-me um recebo", di. Quando se retirou da Companhia soubo polo provincial Zorzín que também nom o registou nos livros contáveis da Cúria Provincial. Entre 1988 e 1989, Zorzín devolveu-lhe 7300 dólares, em três entregas. O retorno ao mundo real de Debussy estivo infestado de privaçons quem tivo que oficiar de pintor, empregado, até chegar a hoje que vive em casal e trabalha como acompanhante terapêutico.

Di numha nota que lhe fizérom ao ex novicio: «No momento da demissom deveria restituir-se íntegro esse e qualquer outro dinheiro que fosse depositado na conta. "De saber a existência da conta e dos fundos, nom esperaria quase quatro anos para demitir", di Mom Debussy ... Bergoglio deixou umha contabilidade "infestada de omissons e ocultamentos de ingressos (doaçons de particulares e achegues da Cúria Geral da Companhia, da Igreja alemá e do Estado Nacional destinados ao sustimento dos noviços e estudantes jesuítas). Por auditorias internas e recolecçom de dados entre doadoras e aportantes, calculavam um faltante de quase seis milhons de dólares".»

Uns parágrafos adiante, um tanto mais desgarrador, Mom Debussy escreve que deveu suportar "opressom, falsidade e desprezo". O seu ingresso à Companhia e a sua ordenaçom sacerdotal foram erros influenciados “pola minha falta de liberdade e a opressom "paternal" e "lavagem de cérebro" provocados com o consentimento da minha debilidade, confusom e temor à soidade e o desprezo do p. Bergoglio", a quem "considero um doido no melhor dos casos e umha má pessoa em muitos outros". Depois de dous anos de afastamento, nos que "pudem conhecer-me melhor, sentir-me um ser humano e um ser livre", Mom Debussy di que "prefiro este mundo pecador, onde os corruptos nom passam por virtuosos, ou ao menos, buscando fama, dinheiro e poder, nom se escondem detrás de profissons de pobreza nem proclamam a virtude suprema da caridade, enquanto impunemente destroem a outros seres humanos, tam filhos de Deus como eles. Fora da ilha eclesiástica as cousas som chamadas polo seu nome e finalmente ninguém engana a ninguém".

Finaliza a nota com umha pérola numha sorte de síntese que descreve à personagem Francisco I: Quando Ubaldo Calabresi sucedeu como Núncio apostólico a Laghi, em 1981, Bergoglio levou-o ao Máximo e convidou-no a celebrar a missa em latim (em flagrante atitude conservadora e excluí-te). "Ninguém percebeu nada", di Mom Debussy. Quando o seu colega Jorge Seibold foi designado Reitor de Filosofia da sede Sam Miguel da Universidade do Salvador, Bergoglio fai-no se ajoelhar na capela do Máximo e dizer o juramento contra o modernismo que Pio X estabeleceu em 1910 e que estava em completo desuso. (O conteúdo desse juramento é muito similar aos questionamentos do cardeal António Caggiano ao Movimento de Sacerdotes para o Terceiro Mundo). "Bergoglio jactava-se de obrigá-lo a esse juramento, e um dos seus livros de cabeceira era O Príncipe de Maquiavelo", lembra Mom Debussy.

Um papa muito paternal

A trama de impunidade, cumplicidade e silêncios da Igreja com a ditadura nom é nengumha novidade, há pouco o próprio genocida Videla dava conta disso. Bergoglio, Francisco I, tivo que declarar como testemunha por pedido do Tribunal Oral e Federal polo plano sistemático de subtracçom de bebés que eram arrincados das suas maes em cativeiro as quais sofriam compridas sessons de tormentos próprios do medievo. Ainda que utilizou a prerrogativa que lhe dava o benefício como alto cargo da Igreja de nom fazê-lo nos julgados, o que constituiu um facto agre para a consciência colectiva sobre o terrorismo de estado. Foi convocado e declarou por escrito na sede da cúria da capital em qualidade de testemunha a partir do testemunho de Estela de la Cuadra, filha de umha das fundadoras de Aboas da Praça de Maio, quem ademais segue buscando à sua sobrinha, Ana. Francisco I estava ao tanto, conta Estela, quem o entrevistou para que intercedesse na procura da sua sobrinha nada num centro clandestino de detençom. Por escrito e desde um gabinete eclesiástico, o entom cardeal fujo assim mais umha vez da justiça. Os arquivos desclassificados complicam e implicam ao actual papa relacionando com o seqüestro dos seus discípulos jesuítas. Existe umha constelaçom de factos relacionados a Bergoglio e o seu escuro passado e presente, como o desaparecimento de sete catequistas militantes da Mocidade Peronista, entre os quais havia duas grávidas que passaram polo emblema da tortura, a ESMA.

Conclusom

Se queredes chegar a papa e ostentar poder sem arriscar um cêntimo, pois já sabedes filhos meus o que tendes que fazer.

Referências:

http://www.pagina12.com.ar/diário/ultimas/20-167837-2011-05-09.html

http://www.desaparecidos.org/arg/conadep/nuncamas/353.html

http://www.pagina12.com.ar/diário/elpais/1-144965-2010-05-02.html

http://tiempo.infonews.com/notas/revelam-que-ditadura-bergoglio-sábia-de-as-apropiaçoms-de-bebes

http://www.pagina12.com.ar/diário/elpais/subnotas/1-46189-2010-04-11.html

Fonte: http://pachakutiq.com.ar/notícias.php"ide=2017

Link permanente 12:09:36, por José Alberte Email , 1026 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Um terrorista no Cortelho Vaticano

Um Ersatz

Por Horacio Verbitsky

http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-215796-2013-03-14.html

Entre as centenas de chamados telefónicos e correios recebidos, elejo um. "Nom o podo acreditar. Estou tam angustiada e com tanto boureio que nom sei que fazer. Alcançou o que queria. Estou a ver a Orlando na sala de jantar de casa, já há uns anos, dizendo "ele quer ser Papa". É a pessoa indicada para tampar a podremia. É o perito em tampar. O meu telefone nom para de soar, Fito falou-me chorando." Assina-o Graciela Yorio, a irmá do sacerdote Orlando Yorio, quem denunciou a Bergoglio como o responsável polo seu seqüestro e das torturas que padeceu durante cinco meses de 1976. O Fito que a chamou desconsolado é Adolfo Yorio, o seu irmao. Ambos dedicárom muitos anos da sua vida a continuar as denúncias de Orlando, um teólogo e sacerdote terceiro-mundista que morreu em 2000 sonhando o pesadelo que ontem se fixo realidade. Três anos antes, o seu incubo fora designado arcebispo coadjutor de Bos Aires, o qual pré-anunciava o resto.

Orlando Yorio nom chegou a conhecer a declaraçom de Bergoglio ante o Tribunal Oral Federal 5. Ali dixo que recentemente soubo da existência de bebés roubados depois de terminada a ditadura. Mas o Tribunal Oral Federal 6, que julgou o plano sistemático de roubo de filhos de presos-desaparecidos, recebeu documentos que indicam que já em 1979 Bergoglio estava bem ao tanto e intervéu ao menos num caso a solicitude do superior geral, Pedro Arrupe. Depois de escutar o relato dos familiares de Elena da Cuadra, seqüestrada em 1977, quando atravessava o quinto mês de gravidez, Bergoglio entregou-lhes umha carta para o bispo auxiliar da Prata, Mario Picchi, pedindo-lhe que intercedera ante o governo militar. Picchi pesquisou que Elena dera a luz umha menina, que foi presenteada a outra família. "Tem-na um casal bem e nom há voltada atrás", informou à família. Ao declarar por escrito na causa da ÉSMA, polo seqüestro de Yorio e do também jesuíta Francisco Jalics, Bergoglio dixo que no arquivo episcopal nom havia documentos sobre os presos-desaparecidos. Mas quem o sucedeu, o seu actual presidente, José Arancedo, enviou à juíza Martina Forns cópia do documento que publiquei aqui, sobre a reuniom do ditador Videla com os bispos Raúl Primatesta, Juan Aramburu e Vicente Zazpe, na que falaram com extraordinária franqueza sobre dizer ou nom dizer que os presos-desaparecidos foram assassinados, porque Videla queria proteger a quem os mataram. No seu clássico livro Igreja e ditadura, Emilio Mignone mencionou-o como paradigma de "pastores que entregaram as suas ovelhas ao inimigo sem defendê-las nem resgatá-las". Bergoglio contou-me que numha das suas primeiras missas como arcebispo divisou a Mignone e tentou se achegar para dar-lhe explicações, mas que o presidente fundador do CELS alçou a mao indicando-lhe que nom avançasse.

Nom estou seguro de que Bergoglio fosse eleito para tampar a podremia que reduziu à impotência a Joseph Ratzinger. As lutas internas da cúria romana seguem umha lógica tam inescrutável que os factos mais escuros podem atribuir ao espírito santo, já sejam os manejos financeiros polos que o Banco do Vaticano foi excluído do clearing internacional porque nom cumpre com as regras para controlar a lavagem de dinheiro, ou as práticas pedófilas em quase todos os países do mundo, que Ratzinger encobriu desde o Santo Oficio e polas que pediu perdom como pontífice. Nem sequer estranhar-me-ia que, brocha em maos e com os seus sapatos gastados, Bergoglio empreendesse umha cruzada moralizadora para branquear os sepulcros apostólicos.

Mas o que tenho por seguro é que o novo bispo de Roma será um Ersatz, essa palavra alemá à que nengumha traduçom fai honra, um sucedáneo de menor qualidade, como a água com farinha que as maes indigentes usam para enganar a fame dos seus filhos. O teólogo brasileiro da libertaçom Leonardo Boff, excluído por Ratzinger do ensino e do sacerdócio, tinha a ilusom de que fosse eleito o franciscano de devanceiros irlandeses Sean O'Malley, que carrega com a diocese de Boston, crebada por tantas indemnizaçons que pagou a crianças violados por sacerdotes. "Trata de umha pessoa muito vinculada aos pobres porque trabalhou muito tempo na América do Norte Latina e as Caraíbas, sempre no meio dos pobres. É um sinal de que pode ser um papa diferente, um papa de umha nova tradiçom", escreveu o ex sacerdote. Na Cadeira Apostólica nom sentará um verdadeiro franciscano senom umha jesuíta que se fará chamar Francisco, como o pobrinho de Agarrais. umha amiga argentina, escreve-me azorada desde Berlim que para os alemans, que desconhecem a sua história, o novo papa é terceiromundista. Miúda confusom.

A sua biografia é a de um populista reaccionário, como o fôrom Pio XII e Joám Paulo II: inflexíveis em questoes doutrinarias mas com umha abertura para o mundo, e sobretodo, para as massas despojadas. Quando reze a sua primeira missa numha rua do Trastevere ou na Stazione Termini de Roma e fale das pessoas exploradas e prostituídas polos poderosos insensíveis que fecham o seu coraçom a Cristo; quando os jornalistas amigos contem que viajou em subte ou colectivo; quando os fiéis escutem as suas homilias recitadas com os gestos de um actor e nas que as parábolas bíblicas coexistem com a fala chá do povo, haverá quem delirem pola almejada renovaçom eclesiástica. No três lustros que leva à frente da Arquidioceses portense fixo isso e bem mais. Mas ao mesmo tempo tentou unificar a oposiçom contra o primeiro governo que em muitos anos adoptou umha política favorável a esses sectores, e acusou-o de crispado e confrontativo porque para fazê-lo deveu lidar com aqueles poderosos fustigados no discurso.

Agora poderá fazê-lo noutra escala, o qual nom quer dizer que se esqueça da Argentina. Se Pacelli recebeu o financiamento da Inteligência estadounidense para apontoar à democracia cristá impedir a vitória comunista nas primeiras eleições da post-guerra e se Wojtyla foi o aríete que abriu o primeiro oco no muro europeu, o papa argentino poderá cumprir o mesmo rol em escala latino-americana. A sua passada militância em Guarda de Ferro, o discurso populista que nom esqueceu, e com o que poderia mesmo adoptar causas históricas como a das Malvinas, habilitam-no para disputar a orientaçom desse processo, para apostrofar aos explotadores e predicar mansidade aos explorados.

24-02-2013

Link permanente 15:28:18, por José Alberte Email , 205 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: "O rei conhecia o golpe do 23F com antelaçom e brindou com champanha"

http://www.larepublica.es/2013/02/el-rey-conocia-el-golpe-del-23f-con-antelacion-y-brindo-con-champan/

"O rei conhecia o golpe do 23F com antelaçom e brindou com champanha"

Segundo o senador do PNV Iñaki Anasagasti, citando as supostas memórias de Sabino Fernandez Campo (entom Secretário da Casa do Rei), Juan Carlos I conhecia com antelaçom que se ia a produzir um golpe de estado o 23 de Fevereiro de 1981 e, aos poucos minutos de conhecer-se o assalto ao Congresso dos Deputados, chegou a brindar com champanha junto aos seus familiares.

Segundo estes "recordos" de Fernández Campo desvelados agora polo parlamentar basco, foi o secretário geral dela Casa do Rei quem aconselhou ao Monarca de que devia condenar com rotundidade a tentativa que encabeçaram Alfonso Armada, Jaime Milans do Bosch e Antonio Tejero Molina, porque, ao invés, a Monarquia voltaria a desaparecer de Espanha.

Segundo este relato, que contradiria absolutamente a versom conhecida até agora daqueles acontecimentos, Fernández Campo quase chegou a gritar a Juan Carlos para que se desse conta da gravidade da situaçom: "Senhor!" Está vostede tolo" Estamos ao bordo do precipício e vostede brindando com champanha Senhor!, nom se dá conta de que a Monarquia está em perigo" Nom se dá conta que pode ser o final do seu reinado" Lembre o que lhe passou ao seu avô!!!"

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