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Autocarro

20-03-2012

CONSULTA:

Antes de mais queria-os parabenizar por tão boa ferramenta linguística! Bom, a minha consulta é sobre o porquê da defesa ou recomendação por parte da AGAL do uso da palavra autocarro e não de ônibus, já que esta última ainda continua viva nas falas da Galiza.

Obrigadinho.

Frã Varela

RESPOSTA DA COMISSOM LINGÜÍSTICA:

No caso de se registar divergência entre Portugal e o Brasil na designaçom de algum conceito de surgimento posterior, entre nós, ao século XV (atuaçom no galego-português da Galiza dos processos degradativos da estagnaçom e da suplência castelhanizante a partir do início dos Séculos Obscuros), a Comissom Lingüística da AGAL propom, em geral, e com muito poucas exceçons (cf. O Modelo Lexical Galego, texto de próxima publicaçom por parte da CL-AGAL, e Léxico Galego: Degradaçom e Regeneraçom, de Carlos Garrido), a adoçom na Galiza da soluçom lusitana, na procura da eficácia comunicativa (homogeneizaçom imediata na Galiza dos usos lexicais), e atendendo a um critério de (maior) proximidade (lingüística, cultural, geográfica, económica, política).

O caso concreto que coloca o consulente (Pt. autocarro / Br. ônibus, para designar um veículo automóvel de uso coletivo, com rotas ou carreiras urbanas prefixadas), achamos que nom deve constituir exceçom à regra enunciada, pois a eventual presença na Galiza de ômnibus, —descartada aqui, evidentemente, a convergência neológica espontánea e autónoma com o Brasil, por nom existir na prática tal capacidade neológica na Galiza contemporánea— só caberá entendê-la por «aderência» a partir do castelhano (cast. ómnibus, voz sinónima do cast. autobús, as quais originam a forma castelhana informal bus). (Cf. a presença na Galiza contemporánea dos castelhanismos «desfasados» *misto ‘fósforo’ e *carrito ‘autocarro’).

Categoria(s): Léxico
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