O jogo do 'pai-filho-mae'

09-01-2012

CONSULTA:

Gostava de saber se é correta ou existe nalguma parte da Galiza ou da Lusofonia esta expressão para oa jogo que, em espanhol, chamam de "tres en raya".

Quando eu criança, no colégio, os alunos (curiosamente castelhanofalantes todos) davam este engraçado nome à brincadeira).

Obrigado de antemão (com esta fico à espera de respostas das que já perdi a conta, embora outras me foram de grande ajuda).

Bom ano.

Paulo

RESPOSTA DA COMISSOM LINGÜÍSTICA:

Com efeito, o jogo que em castelhano de Espanha recebe o nome de tres en raya, denomina-se no Brasil jogo da velha; em Portugal, jogo do galo, e, na Galiza, pai-filho-mae (cf. Wikipédia).

Categoria(s): Léxico
Chuza!
'Mais (do) que' e 'Antes (do) que'

27-12-2011

CONSULTA:

Como se diz: «Mais do que bilingüe sou analfabeto» ou «mais que bilingüe sou analfabeto»?

RESPOSTA DA COMISSOM:

Com o valor de ‘mais para umha cousa do que outra’ ou ‘de preferência, melhor’, deve utilizar-se em galego-português o advérbio antes. Assim, o exemplo aduzido polo nosso consulente pode construir-se da seguinte maneira: «Antes (do) que bilingue [ou bilíngüe], som [ou sou] analfabeto!».

Categoria(s): Morfossintaxe
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'Gostava de saber' ou 'Gostaria de saber'?

26-12-2011

CONSULTA:

Como se diz: > 3."Gostava mesmo de aprender" ou "Gostaria mesmo de aprender"?

RESPOSTA DA COMISSOM LINGÜÍSTICA:

Gostava de aprender / Gostaria de aprender

Esta questom já foi respondida pola Comissom (“Gostaria de caminhar pola rua, mas algumha nom tem passeio”) […som construçons sinónimas e igualmente válidas Gostaria de saber e Gostava de saber, sendo esta última menos formal do que primeira.]

Pode, porém, acrescentar-se o seguinte:

Um dos usos do modo condicional (seria) é atenuar umha afirmaçom ou a expressom de um desejo (condicional de cortesia). Exemplos:

Poderia ajudar-me?
Seria necessário vires mais cedo.
Gostaria de saber quem cho dixo.

Num registo corrente, o condicional de cortesia pode ser substituído polo imperfeito do indicativo (era), sendo nesse caso, a atenuaçom menor. Assim:

Podia ajudar-me?
Era necessário vires mais cedo.
Gostava de saber quem cho dixo.

O consulente poderá encontrar mais informaçom no Civerdúvidas da Língua Portuguesa: “Imperfeito e condicional de cortesia”.

Categoria(s): Morfossintaxe
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'Ter que sair' ou 'Ter de sair'

26-12-2011

CONSULTA:

Como se diz: "Temos de arranjar isso" ou "Temos que arranjar isso"?

Temos de arranjar isso / Temos que arranjar isso

Ambas as locuçons verbais (ter de/que + infinitivo) som usadas e estám corretas. Todavia, é de notar que:

a) ter de é a construçom mais tradicional e castiça.
b) ter que sublinha mais a obrigaçom ou o propósito do que ter de.

De referir ainda a locuçom ter a + infinitivo, usada mormente com verbos como dizer para atenuar a intençom. Exemplo:

Tenho a dizer-vos que nom concordo convosco.

Categoria(s): Morfossintaxe
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Futuro do Conjuntivo ou Imperfeito do Conjuntivo

26-12-2011

CONSULTA:

Diz-se: «se for ele suspeito» ou «se fosse ele suspeito»?

RESPOSTA DA COMISSOM LINGÜÍSTICA:

«Se ele fosse suspeito» é umha cláusula condicional puramente hipotética, nucleada por um pretérito do conjuntivo (fosse) e que pode ocorrer em correlaçom com umha cláusula principal nucleada por um potencial ou forma verbal equivalente (como o pretérito imperfeito). Assim, por exemplo: «Se ele fosse suspeito, nom estaria tam alegre.» ou «Se ele fosse suspeito, nom estava tam alegre.». Em contraste, «Se ele for suspeito» é umha cláusula condicional, nucleada por um futuro do conjuntivo (for), que assinala um estado de cousas situado no futuro mas anterior a umha açom expressa polo verbo da cláusula principal correlacionada (o qual pode ser um futuro do indicativo ou, com valor de futuridade, também um presente do indicativo, um presente do conjuntivo ou um imperativo): «Se ele for suspeito, fugirá da cidade.». Comparem-se estes três tipos de cláusulas condicionais: «Se estudar, aprovará o exame!» (oxalá o faga!; condicional provável) / «Se estudasse, aprovaria o exame!» (mas parece que nom o vai fazer!; condicional improvável) / «Se tivesse estudado, teria aprovado o exame!» (mas, infelizmente, nom o fijo!; condicional impossível).

Categoria(s): Morfossintaxe
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