| « Valério Arcary falou sobre a história recente brasileira | É o governo Lula de esquerda? » |
Na passada sexta, puidemos disfrutar de umha nova jornada de achegamento a um povo que também luita contra a opressom nacional, neste caso exercida polo estado francês. Hervé, um novo sócio de origem bretá que está a estudar na Corunha com umha beca Erasmus, falou-nos da situaçom da língua bretá, num contexto absolutamente adverso, com umha perda de falantes brutal na última geraçom e com umha falta total de reconhecimanto legal por parte das instituiçons da República Francesa.Também puidemos admirar a gastronomia e a música desta velha naçom europeia. A seguir, um texto cedido polo próprio Hervé e imagens da velada.
O BRETOM (BREZHONEG)
O bretom pertence à família das línguas celtas e dentro delas insere-se no grupo britónico, junto com o galês e o com córnico da Gram Bretanha. As três línguas que componhen o grupo britónico derivam das falas célticas que existiram no sul da ilha antes e depois da conquista romana e por essa raçom apresentam entre si semelhanças apreciáveis. Da língua introduzida nas terras da Bretanha actual por pessoas chegadas do sudoeste da ilha durante os séculos IV e VI procede o bretom, cujos primeiros testemunhos conhecidos datam dos séculos VII e VIII. Se bem durante a Idade Média a área ocupada por ele foi muito mais ampla, na actualidade o idioma fala-se nas regions mais ocidentais do país, a Baixa Bretanha, ainda que também há bretonantes na Alta Bretanha, nomeadamente nas cidades de Rennes e Nantes.
O bretom costuma dividir-se em quatro dialectos, denominados consoante com as áreas geográficas que ocupam: o cornualhês; o leonês; o tregorrês; e o vannetês. Dentro de cada dialecto existem além do mais numerosas variantes locais. As diferenças que os distinguem atingem sobretodo ao léxico e à fonética, com poucas divergências gramaticais, e sendo o vannetês o que apresenta umha maior singularidade.
Hoje em dia o bretom ainda nom conta com umha norma ortográfica aceptada e empregada de jeito unánime, existindo por a sua vez tres propostas distintas. A primeira é a chamada ortografía unificada (peurunvan), ideada em 1941 a partir de umha combinaçom dos quatro dialectos. Em parte como oposiçom a esta criou-se nos na década de 50 a norma “universitária”, baseada nos três primeiros dialectos e quase sem ter em conta o vannetês. Por último durante os anos 60-70 foi proposta a norma “interdialectal” para servir de ponte de uniom entre as duas anteriores, mas tivo um sucesso muito limitado. Além de questons de carácter lingüístico, as controvérsias entre os valedores de umha e outra opçom reflectem também desavenças ideológicas: a norma peurunvan, criada e impulsionada polo nacionalismo bretom durante a ocupaçom alemá e o regime de Vichy, com os que se aliou umha parte desse nacionalismo, foi rejeitada após a guerra polos sectores do regionalismo que impulsionárom a norma universitária, continuando até o presente a oposiçom à primeira por causas políticas.
Na actualidade a normativa peurunvan continua tendo como valedor principal o movimento nacionalista (Emsav), mas o seu emprego nom fica limitado a este, pois é hoje a ortografia mais utilizada em todo o universo bretonante: no ensino, em livros e revistas, na maior parte da universidade e também em novos ámbitos como internet (na peurunvan está a ser redigida, por exemplo, a Wikipédia bretá).
PEQUENO LÉXICO BRETOM
Abardez mat - boa tarde
Amzer - tempo
Arc’hant - dinheiro
Bed - mundo
Benouriezh - feminismo
Bier - cerveja
Breizh - Bretanha
Breizh Izel - Baixa Bretanha
Breizh Uhel - Alta Bretanha
Breizhad - bretom
Breizhadez - bretá
Brezhoneg - bretom (língua)
Brezhoneger - bretonante
Bro - país, naçom
Broad - naçom
Broadelouriezh - nacionalismo
Buhez - vida
Dañs - dança
Deizh mat - bom dia
Demokratelezh - democracia
Denelezh - humanidade
Dieubidigezh - libertaçom
Digabrest - livre
Dispac’h - revoluçom
Dizalc’hidigezh - independência
Dizalc’houriezh - independentismo
Emgann - combate
Emsav - movimento
Emvod - assembleia
Etrevroadelouriezh - internacionalismo
Frankis - liberdade
Gouarnamant - governo
Gouel - festa
Gour - homem
Gwen ha Du - branco e preto (nome da bandeira bretá)
Gwin - vinho
Impalaerouriezh - imperialismo
Istor - história
Karantez - amor
Kenavo - adeus
Kevredigezh - associaçom, sociedade
Kleiz - esquerda
Komunouriezh - comunismo
Labour - trabalho
Labourer - trabalhador
Labourerez - trabalhadora
Maouez - mulher
Marksouriezh - marxismo
Mar plij - por favor
Noz vat - boa noite
Pobl - povo
Pok - beijo
Politikerezh - política
Ruz - vermelho
Son - cançom
Sonerezh - música
Stourm - luita
Straed - rua
Strollad - partido
Ti - casa
Trugarez - obrigado
Yec’hed mat - saúde (brinde)
Yezh - língua
Trackback URL (clique direito e copie atalho/localizaçom do link)
Segundas-feiras 21-22.30h
Euskara
Terças-feiras 19.30-21h
Pandeireta
Terças-Feiras 21-22.30h
Euskara iniciaçom
Quartas-feiras 20-21.30h
Galego
Quintas-feiras 18.30.-20h
+ info 637260659

| Seg | Ter | Qua | Qui | Sex | Sab | Dom |
|---|---|---|---|---|---|---|
| << < | > >> | |||||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | ||||