Nom queremos touradas nas nossas festas
A mudança de governo na cidade da Corunha nom supujo umha mudança de filosofia na gestom das festas. Ainda que a equipa que lidera Carlos Negreira fijo umha crítica leve e superficial acerca da “qualidade” das atuaçons contratadas para este ano, nada fai suspeitar que, no fundamental, vaia haver mudança nengumha.
No que di respeito da celebraçom de festejos taurino no marco das festas de Maria Pita, nom parece que o executivo autárquico vaia fazer qualquer movimento de leme; essa atividade é intocável, apesar de ser economicamente ruinosa e haver constantes problemas com as empresas concessionárias da organizaçom das mesmas. Há evidentemente interesses políticos em meter-nos polos olhos umha tradiçom que nunca arreigou aqui o suficiente como para que permanecesse. Por algumha razom será que a praça de touros da Corunha desapareceu há décadas e a única claque taurina que há na cidade é um clube de nostálgicos (da “festa” e de outras cousas, provavelmente) onde, segundo os seus próprios membros reconhecem, nom há perspetivas de relevo geracional.
Esse interesse político é de tipo identitário, querem impor-nos signos de identidade que nada tenhem a ver connosco, já que como bem é conhecido, a oligarquia galega (sempre vendida ao imperialismo espanhol) anda em plena ofensiva para aniquilar tudo aquilo que nos distingue como povo...a cultura, a arte, a língua e, mesmo o nosso meio natural e a nossa paisagem.
Por sua vez, à parte de nom estar dispost@s a tolerar que queiram fazer de nós o que nem somos nem queremos ser, também manifestamos o nosso rejeitamento a qualquer ato pretensamente festivo, cultural ou artístico que implicar o mau trato a um animal. O espetáculo da “tauromaquia” degrada aquelas pessoas que o presenciam e desqualifica aquelas pessoas que se lucram com ele. Nom queremos ser partícipes destas práticas bárbaras e denigrantes, som absolutamente incompatíveis com conceitos como “cultura” e “progresso”.