Crónica da Escola de Formaçom´08

Crónica da Escola de Formaçom´08

17-03-2008

A Escola de Formaçom?08 chegou ao seu fim este Domingo, por volta das 17h00 do dia. Umha Assembleia de valorizaçom, análise e debate sobre o decurso do fim-de-semana de lazer, convívio e formaçom, encerrou os três dias na localidade costeira de Poio.

Sexta-feira 14 de Março

Ao longo de toda a jornada da sexta, dezenas de jovens procedentes de diversas origens do País, fôrom recebid@s pola militáncia independentista da comarca de Ponte Vedra, que deu as boas-vindas a companheir@s, amig@s e simpatizantes.

Umha companheira de BRIGA abriu as intervençons inaugurais, fechadas por umha companheira de AGIR que apresentou o programa de actos e a necessária distribuiçom de responsabilidades dos e das presentes para implicar-se na ordem de horários e labores.

Já logo, umha repichoca amenizada pol@s própri@s presentes punha ritmo a umha ceia ao ár livre, com cánticos, conversas e reencontros.

Sábado 15 de Março

Após o almorço no albergue, um dia de chuva intermitente e boa temperatura permitiu que se desenvolvesse sem incidências o roteiro desta Escola de Formaçom, cujo percurso nos levou ao longo de mais de duas horas polas margens do rio Leres, numha paisagem de contraste entre as árvores autóctones mais imediatamente próximas ao canal ?bidueiras e castinheiras, por exemplo-, e a pressom florestal do eucalipto que o invade todo.

Um companheiro de BRIGA explicou, em várias paradas realizadas para umhas breves exposiçons, a desastrosa situaçom ambiental após a vaga criminal de lumes de dous anos atrás, e a selvagem lógica do capitalismo que favorece e se alimenta da invasom de espécies exógenas e prejudiciais para o meio, assim como também da especulaçom urbanística tam intensa nas chamadas Rias Baixas.

Continuando o percurso polas parroquias do contorno, achegamo-nos até o histórico núcleo poboacional de Combarro, tornado umha feira de turismo divergente com a identidade tradicional da vila. Nas proximidades pudemos apreciar a especulaçom nas obras dum futuro centro ?desportivo? náutico de elite, e a permanente destruiçom do território com a penosa poluiçom da Ria de Ponte Vedra, cujos resultados som evidentes fazendo acto de presença.

Após um jantar preparado por um grupo de trabalho de cozinha, decorrêrom quase a seguir as palestras.

A primeira delas, umha interessante, profunda e substanciosa exposiçom de mais de duas horas por parte de Ángelo Meraio e Lucía Vázquez Muñiz, membros militantes da rede de colectivos de defesa do orgulho homossexual, bisexual e transexual na Galiza.

Aprofundamos da sua mao na essência dos conceitos equívocos de sexo, género, identidade de sexo e de género, e sua perversom no marco dumha sociedade de classes em que o patriarcado é pilar do sistema de dominaçom e opressom humana, com especial incidência sobre as mulheres, e também sobre os e as trabalhadores/as que decidem quebrar na prática os esquemas dos fundamentalismos religiosos, imprescindíveis no sustento da sociedade capitalista.
Ainda, pudemos conhecer diversas anecdotas no trabalho destes colectivos na sua orientaçom aos centros de ensino, à ajuda humana a pessoas marginalizadas socialmente, e algumhas das fórmulas criadas espontaneamente polos movimentos sociais ?gai-les-bi-trans? como resposta parcial e restringida para superarem os modelos de sexo e género impostos desde a infáncia.

Na segunda, com concorrência crescente a medida que gente nova se deixava caír polo albergue com a passagem do dia, o companheiro Maurício Castro expujo com um afám pedagógico e interactivo umha palestra sobre a história da língua como fórmula simbólica de representaçom da realidade objectiva, procedendo a partir deste argumento a enfiar com diferentes conceiçons formuladas sobre o carácter estrutural ou superestrutural das línguas nas sociedades humanas, e aprofundando no detalhe de diferentes situaçons de conflito lingüístico que podemos encontrar no planeta: desde a extinçom e aniquilamento de culturas e as suas línguas, até diferentes modelos convencionais de regulamento institucional do pluringüismo em muitos territorios e Estados.

Como no caso da primeira, a exposiçom foi acompanhada de material de referência que contribuíu para a guia e seguimento do discurso, que deu lugar a interessantes debates entre a juventude assistente.

Para rematar umha intensa jornada de formaçom e convívio, pugemos caminho cara a cidade de Ponte Vedra, onde se celebrou umha ceia com algumhas pessoas próximas às organizaçons convocantes e, deseguido, um encontro de lazer com música pinchada polo Dj Sem Fronteiras Sound Anti-Sistema no Centro Social A Revira, que fechou as portas já de madrugada para regressarmos e descansar antes do Domingo.

Domingo 16 de Março

Mais um almorço, mais um jantar e, por meio, umha longa manhá de visita à praia de Samieira e de jogos variados como a bilharda ou a corda.

Muito tempo para o entretenimento e para partilhar juntos e juntas, como desde há cinco anos, mais um fim-de-semana prévio às férias de Primavera.

Transcorridas cinco ediçons da Escola de Formaçom, AGIR e BRIGA advertimos como se está a assentar um perfil bastante definido da Escola, graças à aprendizagem dos erros e as suas emendas.

Até 2009, até a VI Escola de Formaçom, temos um longo período de luitas ao abrigo da confiança e da camaradagem que a nova esquerda independentista está a forjar entre todas e todos, e com o compromisso madurecido de todas e de todos.
BRIGA e AGIR seguiremos a trabalhar nas ruas, nas aulas, nos centros de trabalho, com um projecto coeso e definido ao qual convidamos toda a mocidade rebelde deste País.

Escrito ?s 15:25:49 nas castegorias: EF '08, Crónica
por agir_briga   , 973 palavras, 1430 visualizaçons     Chuza!

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