Desde Noia... Crónica da Escola de Formaçom 2011

Desde Noia... Crónica da Escola de Formaçom 2011

19-04-2011

Com muita intensidade vivemos as perto de 48 horas em grupo decorridas este passado fim de semana no concelho de Noia. A militáncia de AGIR e BRIGA assistente à Escola de Formaçom 2011 regressou cansa, como nom, mas satisfeita do trabalho que mais um ano nos tem permitido desenvolver esta iniciativa única no espaço do independentismo juvenil.



Três dias de sol e ceus azúis, de muitas horas de luz nestas férias de primavera que chegárom tarde este ano. O lugar, a paróquia da Barquinha, um espaço fermoso e acolhedor, tranquilo e apropriado para a juntança nacional de cada ano. Próximos ao lugar de descanso estavam o resto de pontos que visitamos para levar a cabo todas as actividades previstas. Agradecemos antes de mais todas as pessoas que, desde fora das nossas organizaçons, facilitárom e figérom possível o convívio nesta localidade.


Sexta-feira.

Dia de chegada e reencontro entre algumhas pessoas. Jornada para a preparaçom do espaço durante a manhá e parte da tarde. Umha breve saudaçom em nome da Comissom organizadora por parte dumha companheira de AGIR. E grande novidade até esta ediçom nas Escolas de Formaçom: o Trivial Galego organizado por um grupo de companheir@s . Muitas perguntas com respostas conhecidas, difíceis ou controvertidas, tempo para as risas e para activar as neuronas decatando-nos que fica ainda muito por saber de cousas mais ou menos próximas à nossa realidade. Temáticas variadas e agilidade no jogo. Equipas de parelhas. Correcçom das perguntas e debates típicos ou ocorrentes. Passou-se o tempo e nem nos demos conta. Um merecido aplauso à ábritra e árbitro, e proclamaçom do par vencedor. O ano que vem haverá revancha?



A foliada nem deu começado. Acordamos à 01.30 da manhá com a cabeça dando voltas àquelas perguntas que mais nos chamaram a atençom, e a música ficou a um lado para sorte da vizinança mais achegada, numha noite silenciosa na aldeia da Barquinha em que antes e depois do jogo sobre conhecimentos pudemos estar comodamente sentad@s e falando sem frio à beira do caminho em que se acedia ao soto da associaçom Pedra da Loureira.

Sábado

Chegam os raios de sol abrindo-se passo desde o Atlântico à comarca de Muros-Noia. Erguemo-nos com o almorço preparado por um par de companheiros e comemos tranquilamente. Por diante, umha espléndida manhá veraniega em que nos ocultamos um pouco do sol baixo a flora do roteiro polas beiras do Tambre. As trampas para as lampreias, a poça das ras, as fervenças e o surco marcado polo rio nas rochas, umha inclinaçom espectacular das abas a ambas beiras, a vegetaçom em flor. Com as imagens que anexamos poderá-se apreciar em diferido parte do percurso escolhido para esta ocasiom.



Mais de duas horas longas de movimento em colunas atravessando mais umha paragem da Galiza ocidental, dentro dos concelhos de Serra de Outes e Noia. O jantar decorreu numhas instalaçons de descanso situadas num ponto intermédio do caminho, junto à central hidroeléctrica que explora os recursos fluviais naturais da zona.



Recém acabada a comida, marchamos de regresso e decorrem as palestras e obradoiros desta ediçom. Grande ilustraçom elementar das categorias marxistas no presente achegada polo trabalhador e companheiro viguês da Unidade Popular Alberte Moço. Deu pé a numerosas intervençons, conversas e debates dentro e fora do tempo de intervençom do ponente.



Também nos falou com grande espírito pedagógico e concentraçom de conceitos outro jovem surenho. Com Manuel introduzimo-nos no mundo da segurança informática. Liçons importantes sobre um mundo em que estamos tod@s metid@s mas nom controlamos como deveriamos. Liçons, enfim, que haverá que continuar a tratar sem dúvidas com mais tempo e recursos.



E de sul a norte, o trasanquês Carlos expujo num obradoiro prático o interessante mundo do stencil. Um programa de intervençom nas nossas ruas para transladar a mensagem da juventude acalada pola dominaçom mediática. Com melhores e mais fórmulas de projecçom, a qualidade da nossa presença em vilas e cidades aumentará o seu efeito chamada contra a passividade e o atordimento e monopólio da publicidade quotidiana.



Nom demoramos em marchar cara a vila. Noia ofereceu-nos um serám e noitinha numha vila a pé de praia. Chegamos quando ainda brilhava o sol, e marchamos várias horas depois no que foi a primeira saída nocturna na zona para a maioria, após um concerto boicotado à metade da sua duraçom polas ameaças policiais, que escusárom a obriga de paralisarmos a música polo ruído. Comando Robalisa deu trégua por força maior, mas continua na comarca do Barbança ensaiando próximas actuaçons em diferentes eventos musicais, oxalá que mais pronto que tarde também com nós em melhores condiçons e sem polícia por meio. Malia o inicial descontentamento pola paralisaçom da música ao vivo, reagimos com ganas de aproveitar a pouca noite que tínhamos por diante antes de regressar ao local. Umha volta por Noia e a dormir.



Domingo

Erguemo-nos algo mais tarde que o dia anterior, com o propósito de descansar algo mais os corpos após umha noite de troula. Mas erguemo-nos com ganas de continuar activ@s.

Caminhamos cara a pista desportiva da aldeia e ocupamo-la um domingo de manhá para dar-lhe vida. Nela introduzimos jogos populares galegos, cuja explicaçom vinha contida no caderno especialmente editado para esta cita: o brilé, a chave, o turra-soga, a bilharda. O sol já nom caía tam forte graças a umha ligeira camada de nuvens altas, e permanecemos mais de duas horas aprendendo alguns detalhes dos jogos e praticando-os em equipas que acabariam a competiçom decidindo o triunfo num desigual desempate turrando da soga.

Antes de jantar por última vez, quigemos praticar o aprendido o dia anterior no seminário de stencils. Onde? Que melhor lugar que umha imensa parede caleada ao efeito, a poucos metros da ria, que ficou algo irregular como podedes apreciar na imagem. Mas, em definito, estávamos ensaiando...

Umha manhá intensa, como em geral a Escola toda. Jantar e, combatendo com o sono para permanecer em pé a digestiom, avaliamos o funcionamento e decurso desta ediçom em assembleia para posteriormente encerrar com umha pequena alocuçom de despedida a cargo de BRIGA.

Até 2012

E assim em 2011, como nos 7 anos anteriores, a juventude trabalhadora e estudante do Movimento de Libertaçom Nacional Galego continuamos afortalando laços e tecendo história juntos e juntas. Criando memória positiva que afiançará a coesom nas jornadas de luita que o presente e o futuro nos estám a demandar.

Construindo um futuro nosso que necessariamente exige tombar o presente. A Escola de Formaçom fecha portas até 2012, um ano inteiro por diante para que as nossas organizaçons BRIGA e AGIR continuem de maos dadas a oferecer umha alternativa organizada à juventude galega independentista, socialista, e feminista.

Escrito ?s 14:00:07 nas castegorias: EF '11, Crónica
por agir_briga   , 1093 palavras, 2937 visualizaçons     Chuza!

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