Censo das/os democratas retaliadas/os a conseqüência do golpe militar fascista de 1936 na comarca de Ordes

Censo das/os democratas retaliadas/os a conseqüência do golpe militar fascista de 1936 na comarca de Ordes

24-09-2009

Este censo nom é um resultado definitivo senom um documento de trabalho que facilite posteriores investigaçons. Polo tanto é umha lista aberta, cuja principal funçom é que as pessoas que tenham algumha informaçom podam achegar-nos mais dados (p. ex., através do correio electrónico foucelhas.ordes@gmail.com) para, entre todas e todos, irmos reconstruindo a memória expropiada de quem deu até a vida pola liberdade e a democracia. No censo incluímos também dados do Val do Duvra, na altura pertencente à comarca de Ordes; por outra parte, além de dados de pessoas vizinhas e/ou naturais da comarca, também incluímos o nome de gente de comarcas vizinhas (especialmente das Marinhas e da Corunha) que fôrom assassinadas na nossa.

Continua:

A base do censo foi tomado do projecto “Os nomes e as vozes”, que realizado graças à colaboraçom das três universidades galegas pretende elaborar um censo nacional de todas as pessoas retaliadas polo franquismo. A estes dados engadimos-lhe outros (que enviaremos para incorporar a “Os nomes e as vozes”) obtidos em diversas fontes bibliográficas (Manuel García Gerpe, Manuel Pazos Gómez, Carlos F. Velasco, F. X. Redondo Abal, etc.), duplicando praticamente os iniciais. No futuro incorporaremos também estas referências bibliográficas para facilitar a investigaçom.

Neste censo podem-se achar nomes como o de Assunçom Concheiro Igrejas, “Conchinha”, cuja história de luita e amor com Francisco Comesanha Rendo inspirou o livro de Manolo Rivas O lápis do carpinteiro; ou o do incrivelmente desconhecido Manuel Sousa Hermida, companheiro de trabalho e militáncia de Manuel Ponte e posteriormente colaborar com o Che Guevara e os irmaos Castro no treinamento dos guerrilheiros cubanos e na compra do iate El Granma, com cujo desembarco começaria a revoluçom que este ano cumpre 50 anos. E no que atinge aos retaliados pola sua implicaçom na resistência armada ao franquismo, a nossa comarca foi o coraçom do Exército Guerrilheiro da Galiza, com Manuel Ponte Pedreira (o Fontao, Frades) como chefe da IV Agrupaçom, Benigno Andrade “Foucelhas” (as Foucelhas, Messia), chefe da V Agrupaçom, e Saúl Mayo, vizinho de Olas (Messia), chefe da II Agrupaçom. Faltam, sobretodo, o nome dos muitos e muitas militantes de chao sem as quais a guerrilha seria impossível. De todos os jeitos, há um protagonista anónimo por cima de todas estas pessoalidades, e é o campesinhado, classe à que pertenciam a maioria dos aqui reunidos.

Os dados recolhidos até o momento apontam a uns 44 assassinatos (sejam por execuçom, “passeio”, morte por torturas ou enfrentamento armado), dos quais 31 som vizinhos ou naturais da comarca, 7 estám sem identificar, e 6 som das comarcas da Corunha e Betanços. Sobre a gente que tivo que abandonar o país, numeramos 18 exilados de classe média-alta, faltando os dados das numerosas famílias deportadas por terem alguém na guerrilha ou colaborarem com a mesma.

1.Alfaya, Casimiro. Preso. 55 anos. Home. Jornaleiro. Vizinho e natural de Frades. Julgado em 1936 em Vigo por rebeliom militar com o resultado de sentença a cadeia perpétua. Morre na cadeia o 28 de Novembro de 1937 por enfermidade.

2.Alonso Puente, Alonso. Exilado. Vizinho de Ordes exilado em Cuba. Médico de Ordes durante a IIª República. Quando entram os militares na vila desaparece. Chegou a Portugal e depois de evitar as perseguiçons da PIDE consegue tomar o aviom cara México onde casa com Estrella Concheiro García.

3.Alonso Puente, Antonio. Exilado. Home. Vizinho de Ordes. Membro do Comité da Frente Popular de Ordes e Chefe das Milícias Republicanas que defendérom a vila nos dias seguintes ao golpe fascista. Exila-se em México.

4.Astray Mato, Rafael. Depurado. Home. Vizinho de Ordes. Inspector de Polícia. Depurado a conseqüência do golpe militar de 1936.

5.Arroyo Arroyo, Francisco. Assassinado. 23 anos. Home. Solteiro. Vizinho de Tordoia. Morte registada como “síncope cardíaco produzido por ferida de arma de fogo” no dia 8 de Abril de 1937.

6.Andrade García “o Foucellas”, Benigno. Executado por garrote vil. 27 anos. Home. Jornaleiro. Vizinho de Cúrtis e natural de Cabrui (Messia). Militante da CNT, Sindicato de Labregos e Ofício vários; militante do Exército Guerrilheiro de Galiza onde chega a Chefe da V Agrupaçom junto com outro guerrilheiro de Messia, Manuel Pena Camiño. Fugido durante a guerra, perseguido por duas causas por rebeliom, fugido em rebeldia. Julgado em Conselho de Guerra na Corunha em 1953. Condenado a pena de morte por garrote vil. Executado o 7 de Agosto de 1953.

7.Arán Trillo, Primitivo. Sancionado. Home. Mestre. Vizinho de Ordes. Afiliado à Sociedade Agrária de Ordes. Separado do serviço e baixa no escalafom definitiva por “permitir que os nenos levantaram as saias às nenas”. Em 1942 rebaixa-se-lhe a pena.

8.Areoso Vieites, José. Preso. 45 anos. Home. Labrego. Vizinho do Bidueiro (Ordes) e natural de Ordes. Militante do Partido Galeguista e síndico no governo municipal da Frente Popular. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sentença a cadeia perpétua.

9.Barral, Pedro. Passeado. 24 anos. Home. Vizinho de Betanços. Militante da CNT, Sindicato de Profissons Várias. Passeado em Ordes.

10.Barreiro Permuy, Francisco. Passeado. 21 anos. Home. Fotógrafo. Natural de Vila Garcia de Arouça e vizinho de Betanços. Militante da JSU. Morto o 23 de Outubro de 1936. Morte registada a causa de traumatismo cranial produzido por arma de fogo. Aparece o cadáver em Ordes, no Km. 1 da estrada a Carvalho, no Pinar da Torre (?), paróquia de Parada, sendo identificado em Novembro de 1943.

11.Bascoy, Juan. Sancionado. Home. Mestre. Vizinho de Mera de Arriba-Ortigueira. Salvou-se de ser passeado ao fugir ao monte. Suspendido de emprego e soldo até 1958. [Poderia tratar-se do mestre de Vila Maior (Ordes) do mesmo nome e activo militante socialista que trabalha na criaçom dum numeroso grupo socialista nessa paróquia].

12.Bra Riobóo, Ramón. Preso. 40 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom.

13.Briones Varela, Arturo. Assassinado. 35 anos. Home. Casado com Purificación Varela Cuberta, com quem tinha 5 filhos. Médico. Vizinho de Frades (Gafoi, Ponte Carreira; e natural de Saragoça, Espanha, onde nasceu em 1901). Militante de Izquierda Republicana e católico. Julgado e Compostela por rebeliom militar com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Boisaca o 28 de Novembro de 1936.

14.Caamaño Villaverde, Ángel Jesus. Executado. 27 anos. Home. Solteiro. Mestre. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom, pena de morte. Ia ser executado em Boisaca junto com os seus companheiros ordenses -8 de Fevereiro de 1937- quando intenta fugar-se e é abatido por arma de fogo no momento.

15.Cabo Budiño, Antonio. Processado. 45 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.

16.Cabo Budiño, Antonio. Preso. 43 anos. Home. Labrego. Vizinho de Anhá (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de pena de morte, sem mais dados.

17.Calvo Martínez, Jesús. Preso. 18 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. liberdade condicional em 1941.

18.Candal Bouzas, José. Home. Preso. Home. Vizinho e natural de Mámoas (Ardemil). Militante das Juventudes Socialistas, pertence oculto na sua casa durante o golpe de 1936. Posteriormente ingressa como enlace da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza. O 7 de Agosto de 1947 é preso pola guarda civil de Ordes onde é torturado.

19.Candal Gómez, José. Preso. Home. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.

20.Castro Castro, José. Outras tipologias repressivas. Home.Vizinho de Ordes. É obrigado a “desfilar” pola principal avenidad de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha e a Franco.

21.Castro López, Rafael Andrés. 29 anos. Passeado. Home. Vizinho e natural da Corunha. Morto o 14 de Agosto de 1936. Morte registada em Ordes a causa de traumatismo cerebral por lesons produzidas por arma de fogo.

22.Cernada Ares, Manuel. Preso. 50 anos. Home. Labrego. Vizinho de Cabrui (Messia) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom.

23.Comesaña Rendo, Francisco. Preso. Home. Médico. Vizinho de Ordes e Compostela, natural de Cuba. Afiliado à JSU. Julgado em Compostela por rebeliom militar junto com “os de Ordes” com resultado de pena de morte, comutada por cadeia perpétua pola sua condiçom de cidadao cubano. Liberdade condicional no 1943. exilado em México. Em Vigo partilhara cela com Pepe Velo das Mocidades Galeguista e futuro dirigente do Directório Revolucionário Ibérico de Libertaçom. Já em México acude às reunions do “Barón Dandy” do ordense Sousa Hermida, onde vam o Ché e os irmaos Castro. [Justifica-se a sua inclussom na listagem de ordenses por ser umha personagem conhecida da vida política ordense, vila na que participa activamente na campanha eleitoral da Frente Popular. Aliás, forma parte do grupo de ordenses sentenciados polo conselho de guerra “aos de Ordes” por “Rebeliom militar contra el Alzamiento Nacional” (22 de Dezembro de 1936). Casará -como se vê a continuaçom- com Asunción Concheiro, com quem protagoniza a história de amor que inspirará O lápis do carpinteiro de Manuel Rivas].

24.Concheiro García, Asunción. “Choncha de Comesaña”. Mulher. Vizinha de Ordes, onde nasceu em 1931. Militante do Partido Comunista. Casou com o médico Francisco Comesaña ao que conheceu quando ela estudava Magistério (1931) e ele estudava Medicina em Santiago. Ao começo da Guerra Comesaña é detido, julgado em conselho de guerra e sentenciado a morte, só salvado polo seu passaporte cubano, que lhe comutou a pena em cadeia perpétua. Choncha casa com ele por poderes em 1941. Ao sair Francisco do cárcere exilam-se. Primeiro em Cuba (1944) trás semanas de travesia no vapor “Marqués de Comillas”, que saira de Vigo. Concha estava grávida do seu primeiro filho. Depois instalam-se em México, onde fai parte da “Unión de Mujeres Españolas Mariana Pineda” de apoio aos presos republicanos. À morte de Franco, em 1935, voltam a Galiza, e na actualidade reside em Tui. A sua história de amor e luta inspirou o livro O lapis do carpinteiro de Manolo Rivas.

25.Concheiro García, Estrella. Mulher. Vizinha de Ordes. Exilada em México, onde casa com Alonso Puente.

26.Concheiro García, Luciano. Home. Vizinho de Ordes. Com a morte de Manuel Ponte, líder da IV Agrupaçom com a que colaborava, passa a Portugal e de Lisboa toma um aviom a México. É dos poucos que foi em aviom, pois a maioria fijo-o em barco (no “Flandre”, no “Sinaia” -onde vai o ordense Manuel Sousa- ou no “Ipanema”).

27.Corral Ferrer, Jesús. Preso. 35 anos. Home. Labrego. Vizinho de Gafoi (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

28.Couselo Parente, Francisco. Preso. 38 anos. Home. Labrego. Vizinho da Estrada e natural de Traço. Julgado em Ponte Vedra por auxílio à rebeliom com resultado de sentença a prisom 15 anos. Comutaçom e extinçom da pena o 9 de Agosto de 1939.

29.Couto Sanjurjo, Manuel. [irmao de Juan Couto Sanjurjo de Ardemil?]. Julgado na Corunha por “auxílio a malfeitores”, nº de expediente 00400/47].

30.Couto Sanjurjo, Juan “Simeón”. Preso. (31 de Janeiro de 1917 – Outubro de 2000). Home. Vizinho e natural de Mámoas, paróquia de Ardemil (Ordes). Militante do Exército Guerrilheiro Galego na sua IV Agrupaçom, é capturado em 1952, vítima dumha delaçom. Condenado a morte por um conselho de guerra na Corunha o 6 de Julho de 1953. A pena é commutada por 30 anos de prisom; sendo libertado em 1963 após passar pola cadeia de Dueso de Santoña (5 anos), Alcalá de Henares (3 anos), Carabanchel, Guadalajara, etc. No expendiente da Corunha nº 00128/52 consta como julgado por “formar partidas armadas”.

31.de la Iglesia Vilariño, José. Executado. Home. Labrego. Casado. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

32.del Río Botana, Manuel. Assassinado. 18 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de sentença a prisom 12 anos e 1 dia por ser menor de idade. Liberdade condicional em 1941. Ingressa na guerrilha, é feito morto em 1941 em Castrelos (Leira), num enfrontamento com a Guarda Civil, dando-lhe postumamente o seu nome ao destacamento “Manuel del Río Botana” da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro da Galiza, criado em 1946 por Manuel Ponte Pedreira. No expediente nº 00160/45 consta que foi julgado por agressom.

33.del Río Caramelo, Pedro. Preso. 42 anos. Home. Ferreiro. Vizinho e natural de Ordes. Militante de Izquierda Republicana. Tenente alcalde 1º. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional em 1941. No expediente 00380/47 consta como julgado por rebeliom.

34.del Río Mandayo, Manuel. Passeado. Home. Militante socialista. Vizinho e natural de Ordes. Processado em Compostela por traiçom. Passeado o 5 de Outubro de 1936.

35.del Río Mandayo, María. Outras tipologias repressivas. Mulher. Vizinha de Ordes. É obrigada a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha.

36.del Río Pampín, Manuel. Executado. 29 anos. Home. Casado. Líder local do Partido Socialista. Carteiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

37.del Río Pampín, José. Executado. 23 anos. Home. Solteiro. Barbeiro. Vizinho e natural de Ordes. Líder local do Partido Galeguista. Morte registrada em Compostela, o 8 de Fevereiro de 1937, a causa de hemorrágia interna.

38.Domínguez Boquete, Francisca. Processada. 58 anos. Mulher. Labrega. Vizinha da Estrada e natural de Cerzeda. Vencelhada à guerrilha da que seguramente era agente de enlace. Julgada em Ponte Vedra por auxílio à rebeliom com resultado de sobresemento provisional.

39.Doval García, Germán. Oculto. Home. Vizinho de Ordes. Membro do Comité da Frente Popular de Ordes e presidente da cámara municipal entre o 26 de Março de 1936 e o 24 de Julho do mesmo ano.

40.Faya Fernández, José. 65 anos. Outras tipologias repressivas. Home. Sapateiro. Vizinho de Ordes e natural de Noia. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de absoluçom. É obrigado a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha. Posteriormente foi preso.

41.Faya Vilariño, Segundo. Processado. 32 anos. Home. Curtidor. Vizinho de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sobresemento. É obrigado a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha. Posteriormente foi preso.

42.Ferreño Sánchez, Victoriano. Preso. 25 anos. Home. Dependente.Vizinho de Céltigos (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha com resultado de sentença a cadeia perpétua.

43.Fuentes, Victoriano. Outras tipologias repressivas. Home. Vizinho de Ordes. É obrigado a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha. Posteriormente foi preso.

44.Fuentes Brandariz, Víctor. Processado. 42 anos. Home. Panadeiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sobresemento.

45.Fuentes Pérez, Carlos. Sancionado. Home. Mestre. Vizinho de Messia. Castigado em 1941 com desterro 2 anos da província da Corunha por nom inculcar devido respeito às instituiçons básicas da civilizaçom.

46.García Abelenda, José. Exilado. Vizinho de Bujám (Val do Duvra) exilado na República Argentina.

47.García Fernández, José. Executado. 42 anos. Casado. Mestre. Vizinho de Ordes e natural de Almeria. Membro da Frente Popular. Julgado em Compostela por rebeliom militar com sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

48.García García, Antonio. Assassinado. 28 anos. Home. Labrego. Vizinho de Boimil (Cerzeda) e natural de Cerzeda. Morto o 10 de Outubro de 1938, às 6h00 numha vivenda da r/ S. José da Corunha a consequência dumha ferida por disparo de arma de fogo.

49.Garcia Gerpe, Manuel. Exilado. Home. Advogado. Vizinho e natural de Ordes. Militante de ORGA e posteriormente Izquierda Republicana. Líder da Frente Popular em Ordes e do “Bloco da Juventude” ordense. Luita durante a Guerra Civil nas Milícias Populares. É nomeado Secretário do Tribunal Permanente de Justiça Militar, Capitám do Corpo Jurídico do Exército Republicano e Fiscal adscrito às Brigadas Internacionais. exila-se a França o 13 de Fevereiro de 1939. É ingresado no campo de refugiados de Saint-Laurent-de-Cerdans, depois ao de Judes e posteriormente ao de Septfons. Em 1940 foge a Buenos Aires.

50.García Iglesias, Antonio. Preso. 39 anos. Home. Labrego. Vizinho de Gafoi (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

51.García N, Celestino. Preso. Home. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.

52.García Sánchez, Andrés. Processado. 29 anos. Home. Labrego. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de absoluçom.

53.Garcia Varela, Agustín. Processado. 40 anos. Home. Guarda Municipal. Vizinho e natural de Ordes. Causa aberta na Corunha por lesons, sobresemento.

54.Gestal Castro, José. Processado. 26 anos. Home. Jornaleiro. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.

55.Gómez Boquete, César. Processado. 30 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sobresemento.

56.Gómez Carneiro, Antonio. Preso. 43 anos. Home. Industrial. Vizinho de Messia e natural do Pino. Dirigente e presidente da cámara municipal da Frente Popular em Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom. Previamente agochado em Gonçar (o Pinho).

57.Gómez Gómez, José. Preso. Home. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.

58.Gómez Martínez, Constantino. Processado. 43 anos. Home. Mineiro (entibador de minas). Vizinho de Santa Cruz de Montaos (Ordes). Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sobresemento.

59.González Liñares, José “o ferreiro de Gesteda”. Home. Vizinho de Cerzeda. Dirigente e da Frente Popular em Cerzeda. Oculto em Compostela durante anos.

60.Grela [Remuiñán?], José. Preso. Home. Vizinho de Ordes. Condenado a vários anos de prisom. [Trata-se de José Grela Remuiñán, 3º Tenente pola CEDA?]

61.Grela, Manuel. Preso. Home. Vizinho de Ordes. Condenado a vários anos de prisom.

62.Grela Veiras, Salvador. Processado. 25 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional no 1941.

63.Grobas Aldrey, Manuel. Processado. 31 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.

64.Grobas Mosquera, Emilio. Processado. 47 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.

65.Grobas Oliver, Manuel. Preso. 31 anos. Home. Vizinho de Vítrio (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

66.Iglesias N., Tomás. Preso. 24 anos. Home. Albanel. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de cadeia perpétua. Liberdade condicional no 1941.

67.Lago Sánchez, Pedro. Processado. 27 anos. Home. Labrego. Vizinho de Messia e natural de Frades. Causa aberta na Corunha por rebeliom.

68.Liste, Manuel. Exilado. Vizinho de Ordes exilado em Cuba.

69.Liste Remuiñán, Jesús. Processado. Home. Vizinho e natural de Ordes. Militante socialista e concelheiro durante o governo municipal da Frente Popular. Causa aberta em Compostela por rebeliom.

70.López Pérez, Germán. Passeado. 32 anos. Home. Casado com dous filhos. Vizinho e natural de Betanços. Militante da UGT. Ex-Inspector de Arbítrios Municipais. Assassinado no Punto Vinha de Cons [ou Pinar da Torre?] (Parada), no Km. 1 da estrada Ordes-Carvalho. Morte registada como conseqüência de “traumatismo cranial produzido por projectis de arma curta de fogo” no 22 [ou 23?]de Outubro de 1936.

71.López, Modesto. Exilado. Vizinho de Ordes exilado na República Argentina.

72.López Suárez, Andrés. Preso. 41 anos. Home. Mecánico. Vizinho e natural de Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom com resultado de ser declarado fugido e em rebeldia. Preso em 1942.

73.López Regueira, José. Preso. 45 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença de prisom 15 anos.

74.Louro Raposo, Jesús. Preso. Home. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.

75.Louro Raposo, Lorenzo. Preso. Home. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.

76.Louro Garaboa, José. Preso. Home. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.

77.Mandayo Montero, Dolores. Mulher. Vizinha de Ordes. É obrigada a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigada a berrar vivas a Espanha.

78.Mariño Rey, Antonio. Processado. 58 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom, sobresemento.

79.Maroño, Juan. Preso. Vizinho de Ordes. Condenado a pena de morte e posteriormente comutada a pena pola de cadeia perpétua.

80.Mayo Méndez, Saúl. O Saúl, O Raúl, O Pelayo, O Alicantino. Assassinado. Natural de Sta. Mª de la Vieja (Samora), era vizinho de Olas (Messia). Militante das JSU, foi um dos guerrilheiros enviados a França em 1945 para assistir aos cursos de formaçom guerrilheira. De ideologia comunista, fora enlace da guerrilha, e estivo no monte desde 1946. Chefe militar da II Agrupaçom do Exército Guerrilheiro (criada na zona de Ourense no verao de 1946 por ele mesmo), separando-se assim da II Agrupaçom da Federaçom já existente. Foi abatido pola Guarda Civil o 31 de Março de 1950 em Mangonho (Cesuras).

81.Mirás N., Jesús. Preso. 57 anos. Home. Labrego. Vizinho de Gafoi (Frades) e natural de Frades. Causa aberta na Corunha por rebeliom no 1936 e julgado outra vez em 1937 também por rebeliom com resultado de condena a prisom 15 anos.

82.Moar Cao, Manuel. Assassinado. Home. Vizinho de Vila Maior (Ordes) e natural de Ordes.

83.Monteiro, Pedro. Preso. Home. Vizinho de Ordes. Condenado a pena de morte e posteriormente comutada a pena pola de cadeia perpétua.

84.Mosquera Rodríguez, José. Assassinado. Home. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia.

85.Mosquera Montero, Hortensia. Torturada até a morte. 24 anos. Mulher. 1952. Natural de Filgueira de Trava (Cesuras) e vizinha da Póvoa (Messia), onde trabalhava como criada na casa de Andrés “O Fisterrino”. A sua defunçom foi registada no Registo Civil da cámara municipal de Cesuras com data no primeiro de Maio de 1952. Consta que morreu no seu domicílio o dia 30 de Abril desse ano, que era filha de Andrés e de Maria, e que nascera o dia 5 de Janeiro de 1928 e que só tinha 24 anos de idade. A causa da morte que figura na acta é Tuberculose pulmonar mas a verdadeira causa fôrom as malheiras recebidas o quartel da guarda civil de Xanceda, ao mando do cabo Ramón Seoane.

86.Moure Rey, Manuel. Executado. 27 anos. Home. Casado. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom militar com o resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

87.Mouriño Otero, Francisco. 39 anos. Home. Camareiro do bar “Méndez Núñez” da Corunha. Vizinho da Corunha. Morto o 19 de Agosto de 1936. Morte registada em Ordes a causa de traumatismo cranial por disparo de arma de fogo.

88.Nogareda, Andrés. Executado. 21 anos. Home. Nado em 1916, filho de solteira e jornaleiro. Casado. Comunista. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom, pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

89.Nouche Costa, Antonio. Assassinado. 24 anos. Home. Vizinho de Oroso e natural de Bouzalonga, paróquia de Deixevre, Oroso. Deserta do quartel no que fazia o serviço militar e ingresa no Exército Guerrilheiro de Galiza. Cai em combate em 1948, num enfrentamento em Cesuras. Vários membros da sua família fôrom encadeados como castigo e desterrados a Espanha, em Sória.

90.Otero Lamas, Benito. Processado. 49 anos. Home. Funcionário municipal (porteiro do concelho). Vizinho e natural de Tordoia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sobresemento.

91.Pardo Cardoma. Assassinado. Home. Mestre. Vizinho de Frades.

92.Pardo Taboada, Silvestre. Processado. 23 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.

93.Parga Sánchez, José. Preso. 34 anos. Home. Jornaleiro. Vizinho de Vigo e natural de Messia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a 15 anos de prisom.

94.Pellit Varela, Severino. Processado e exilado. 36 anos. Home. Funcionário (veterinário) municipal. Vizinho de Compostela e natural de Oroso (nado em Compostela casou em Ordes). Militante de UR e dirigente da Frente Popular em Oroso, afilia-se ao PSOE durante a guerra. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de declarado em rebeldia. exilado em França e México, onde entabla amizade com Elixio Rodríguez Domínguez, entre outros exiliados galegos. Tivo ademais relaçom com os ambientes socialistas do exilio.

95.Pena Camiño, Manuel “O Flores”. Preso. 26 anos. Home. Jornaleiro. Vizinho de Cúrtis e natural de Messia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Militante da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro da Galiza, e posteriormente dirigente da V Agrupaçom junto com Benigno Andrade.

96.Pérez Cabo, José. Preso. 29 anos. Home. Labrego. Vizinho de Ledoira (Frades) e natural de Frades. Causa aberta em Compostela por rebeliom em 1936 e julgado na Corunha em 1937 também por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

97.Pérez García, Paulino. Executado. 25 anos. Home. Solteiro. Empregado, mecanógrafo. Vizinho de Ordes e natural de Bilbao. Julgado em Compostela por rebeliom militar com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

98.Pérez Sanmartín, José. Executado. 29 anos. Home. Solteiro. Folhalateiro. Vizinho de Ordes e natural de Noia. Julgado em Compostela por rebeliom militar com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

99.Pérez Tojo, Manuel. Preso. 62 anos. Home. Labrego. Vizinho de Anhám (Frades) e natural de Frades. Causa aberta em Compostela por rebeliom em 1936 e julgado na Corunha em 1937 também por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

100.Picón, Enrique Manuel. Assassinado.Home. Vizinho e natural de Oroso.

101.Ponte Pedreira, Manuel. Preso e assassinado. 25 anos. Xastre. Vizinho de Ordes e natural de Fontao, paróquia de Abelhá (Frades). Trabalha com o ordense Sousa Hermida, também socialista; Ponte fará-se posteriormente comunista. Participa no comité de defasa da FP de Ordes, e fará parte dos militantes que se acheguem até a Corunha para defendê-la. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional em 1941. Participa em vários intentos de fuga. Ao sair do cárcere incorpora-se ao Exército Guerrilheiro de Galiza, sendo o líder da IV Agrupaçom, e cai em combate na sua aldeia natal o 21 de Abril 1947.

102.Ponte Pedreira, Ramón. Deportado. Home. Xastre. Vizinho de Fontao, na paróquia de Abelhá (Frades). Irmao de Manuel Ponte deportado a Espanha (Villalón, Valhadolid) por prestar ajuda à guerrilha.

103.Porto Mella, Manuel. Preso e exilado. 20 anos. Vizinho de Compostela. É detido em Julho de 1936 e trasladado à cadeia de Ordes onde o ponhem em liberdade. Agacha-se na Golada até que o mobilizam na sua quinta. Enviado a Córdoba, passa a filas republicanas toda a guerra como capitám. Luita na fronte do Ebro e refugia-se na França. Fica posteriormente em Clermont-Ferrand. Militante do PSOE e da UGT.

104.Prego N., Ramón. Processado. 25 anos. Home. Mineiro. Vizinho de San Fins, Lousame e natural de Ordes. Militante da CNT. Julgado por rebeliom com o resultado de sobresemento.

105.Ramos Gontán, Juan. Detido. Home. Vizinho de Oroso.

106.Ramos Iglesias, Vicente. Preso. 56 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom com resultado de ser declarado fugido e em rebeldia. Apresenta-se em 1941 e é sentenciado a prisom 12 anos e 1 dia.

107.Raña Boquete, Francisco. Passeado.38 anos. Home. Vizinho da Travessa de Santo André (Corunha) e natural de Cerzeda. Militante da CNT, do sindicato de panadeiro e sócio de Germinal. Assassinado o 13 de Agosto de 1936, morte registada na Corunha a causa de hemorrágia interna.

108.Recouso Boquete, Antonio. Assassinado. Home. Vizinho de Ordes. Enlace da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro. O 25 de Junho de 1946 foi cercado em Ordes junto a vários membros do Destacamento Manuel del Río Botana, morrendo a maos da Guarda Civil.

109.Remuiñán [Ramuñán?] Barreiro, José “o Ricardito”, “Simeón”. Preso. 22 anos. Home. Vizinho e natural de Parada (Ordes). Julgado em Compostela por rebeliom com a sentença a 12 anos e um dia de prisom. Posteriormente ingressa no Exército Guerrilheiro de Galiza, fazendo parte da IV Agrupaçom, onde é conhecido como “O Ricardito”. Desde 1944 aparece como homem de confiança de Benigno Andrade, Foucelhas, acompanhando-o desde 1947 como número dous da V Agrupaçom do Exército (Ponte Vedra). Quando o 18 de Maio de 1948 o seu destacamento é destruído numha cilada da Guarda Civil em Loureiro, paróquia de Luou, Teo (e na que morrêrom quatro guerrilheiros), ele consegue fugir junto com Benigno Andrade Garcia “o Foucelhas”. Trás a desfeita da citada Agrupaçom, Ricardito volta à IV Agrupaçom, passando a integrar-se no destacamento Arturo Cortizas, liderado por Adolfo Allegue, Riqueche. A sua morte provavelmente ocorre o 31 de Outubro de 1949 nas casas de Paços, Monfero, cercadas pola Guarda Civil e onde caiu com o resto do destacamento.

110.Regos del Río, Ramón. Preso. 21 anos. Home. Ferreiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sentença a cadeia perpétua.

111.Regos Ríos, Manuel. Preso. 25 anos. Home. Ferreiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional em 1941.

112.Rico Suárez, Avelino. Preso. Alcalde da Frente Popular em Oroso. Preso vários anos.

113.Ríos García “Rada” , Juan. Preso. 42 anos. Home. Vizinho e natural de Ordes. Militante de Izquierda Republicana e da Sociedade de Agricultores de Ordes, concelheiro durante o governo municipal da Frente Popular Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de cadeia perpétua. Liberdade condicional no 1941. [na sua casa trabalhou como jornaleiro Manuel Lois García, “El Soldado Lois”, antes de ser recrutado à força].

114.Ríos Gómez, José. Preso e torturado até o suicídio. Home. Vizinho de Ordes e natural da Pontraga (Tordoia). Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Depois é enlace da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza, polo que é detido e brutalmente torturado até que se suicida atirando-se ao poço do cárcere de Ordes.

115.Ríos Mosquera, Jesús. Processado. Home. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom.

116.Ríos del Río, Antonio. Processado. 29 anos. Home. Labrego. Vizinho de Parada (Ordes) e natural de Ordes. Julgado em Compostela por auxílio à rebeliom.

117.Rivas, María. Deportada. Mulher. Vizinha de Ordes. Fazia parte da guerrilha como enlace e estava casada com Manuel Ponte. Foi deportada a Espanha (Olmedo, Valhadolid).

118.Rivas Pombo, Avelino. Homem. Natural de Corme (Ponte Cesso). Militante do PC e posteriormente da guerrilha. Morre em enfrontamento com a guarda civil o 22 de Maio de 1947 em Tordóia.

119.Rodríguez Fernández, Manuel “Mosqueiro”. Preso. Vizinho de Bujám (Val do Duvra). Encadeado durante vários anos.

120.Rodríguez Fernández, Ramiro. Outras tipologias repressivas. Home. Secretário do Grupo Galeguista de Bujám em 1936. Ramiro do Crecho”. Vizinho de Bujám (Val do Duvra). Oculto durante dias.

121.Rodríguez Fernández, Ramón. Exilado. Vizinho de Ordes exiliado na Argentina.

122.Rodríguez Gómez, Pedro. “Pedro do serrador”. Vizinho e natural de Ordes. Membro do destacamento Manuel del Río Botana da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro. Logrou sobreviver, morrendo na sua casa de Ordes na década dos 70.

123.Sanjurjo Varela, Manuel. Assassinado. Home. Vizinho de Vila Maior (Ordes) e natural de Ordes. Foi torturado até a morte.

124.Sastre Suede, Antonio. Preso. 21 anos. Home. Guarda civil. Natural de Ordes. Julgado em Bilbo (Euskal Herria) por rebeliom militar com sentença de pena perpétua. Prisom atenuada o 14 de Janeiro de 1943.

125.Sánchez Beiras, Antonio. Exilado. Vizinho e natural de Xanceda (Messia), onde foi presidente do Sindicato de Agricultores y Oficios Varios da CNT. Labrego. Membro da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro da Galiza. Exilado na Argentina finou em 1985.

126.Sánchez Rivas, Ricardo. Processado. Home. Vizinho de Messia.
Dirigente da Frente Popular em Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom. Encadeado. exilado em Buenos Aires. Exilado na Argentina e autor do livro “El mundo de mañana”.

127.Sánchez Rodríguez, Jesús. Preso. 49 anos. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

128.Sánchez Uzal, Antonio. Preso. 28 anos. Labrego. Vizinho de Olas (Messía) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.

129.Seoane Seijas, Andrés. Preso. 29 anos. Home. Vizinho de Cúrtis e natural de Messia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a 15 anos de prisom.

130.Sousa Hermida, Manuel. Exilado. Vizinho de Ordes exilado em México e posteriormente Cuba. Proprietário dum talher de xastre em Ordes. Pertencia ao Partido Socialista. Fijo-se Guarda de Assalto e participa na Revoluçom de Astúrias. Depois vai a Barcelona onde segue como guarda e ao mesmo tempo estabelece umha xastraria que dirige no seu tempo livre. A partir de Julho de 1936 participa na guerra no corpo de assalto do Exército Republicano. [Em Agosto de 1939 achava-se no campo de refugiados de Barcarès na França] e umha vez que tomam Barcelona sai para México, onde se estabelece como xastre e depois de acadar certa posiçom reclamou a sua família. Na sua xastreria, a “Barón Dandy”, reuniam-se os exilados galegos em México, e também o Che Guevara mais os irmaos Castro quando preparavam a guerrilha, de cujo treinamento se ocupou o Capitám Bayo e o próprio Sousa Hermida, quem também ajuda para conseguir dinheiro para mercar o mítico iate “El Granma”.

131.Souto, Jesús. Exilado. Vizinho de Ordes exilado na República Argentina.

132.Souto Gómez, Pedro. Processado. Home. Vizinho e natural de Ordes. Causa aberta em Santiago por rebeliom.

133.Souto Vázquez, Pedro. Processado. Home. Vizinho e natural de Ordes. Causa aberta em Compostela por rebeliom.

134.Suárez Botana, Vicente. Processado. 30 anos. Home. Labrego. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom.

135.Sueiro López, José. Preso. 31 anos. Home. Labrego. Vizinho de Céltigos (Frades) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom, com resultado de sentença a cadeia perpétua.

136.Uzal Gaudeoso, Antonio. Preso. 31 anos. Home. Labrego. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a prisom 15 anos.

137.Uzal Gaudeoso, José. Processado. 28 anos. Home. Labrego. Natural de Messia. Causa aberta na Corunha por lesons com resultado de sobresemento.

138.Uzal Suárez, Lucas. Preso. 54 anos. Home. Labrego. Vizinho de Loureda (Cesuras) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom.

139.Varela González, Juan. Assassinado. 16 anos. Home. Vizinho de Tordoia. Solteiro. Assassinado no 30 de Outubro de 1938. Morte registada por “septicemia. Inscripto por ordem judicial.”

140.Varela Vales, Claudino. Processado. 22 anos. Home. Jornaleiro. Natural de Cambre e vizinho de Breixo (Cambre). Fugido por Betanços, Messia, Cesuras e Ordes. Causa aberta em Ferrol por deserçom, declarado fugido e em rebeldia. Indulto em Janeiro de 1941.

141.Varela, Antonio. Home. Vizinho de Oroso. Labrego. Concelheiro de Izquierda Republicana por Oroso. Em 1945 estava exiliado em Buenos Aires. [O mesmo que varela vilares?].

142.Varela Vilares, Antonio. Dirigente da Frente Popular em Oroso [Segundo Neira Vilas, de Ordes(?)]. exilado em Buenos Aires.

143.Vázquez Mandayo, José. Executado. 25 anos. Home. Casado. Jornaleiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

144.Vázquez Pombo, Manuel. Processado. 56 anos. Home. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de absoluçom.

145.Veiga Gómez, Felipe. Passeado. 28 anos. Home. Labrego. Solteiro. Vizinho de Betanços e natural de Bergondo. Militante da CNT e do PC, Sindicato de Profissons Várias de Betanços. Morto o 28 de Agosto de
1936. Registado morto em Ordes a causa de destroço cranial por disparo de arma de fogo. Apariçom do cadáver em Leira (Ordes). Inscrito primeiro como desconhecido e identificado em 1941.

146.Vieites Fondevilla “Tintoreto”, Adolfo. Processado. 47 anos. Home. Tingidor. Vizinho de Ordes e natural de Oroso. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de absoluçom.

147.Vilariño Castro, Juan. Processado. 25 anos. Home. Militar, soldado de reemprazo e comunista. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sobresemento.

148.Vilariño Liste, Benito. Executado. 27 anos. Home. Jornaleiro. Casado. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.

149.Vilariño Liste, José. Exilado. Vizinho de Ordes exilado na França.

150.Villaverde Bello “Monteiro”, Ángel. Preso. 17 anos. Home. Jornaleiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom, cadeia perpétua. Previamente fugido, após ser detido foge de novo, volve ser preso e julgado.

151.Villaverde Sanmartín, Antonio. Home. Vizinho de Ordes?. Exiliado na Argentina.

152.Desconhecido. Passeado. Home 41 anos. Morto o 28 de Setembro de 1936. Morte registada em Ordes a causa de projectis de arma de fogo. Apariçom do cadáver em Castrelos, paróquia de Leira, no Km. 32 da estrada Corunha-Compostela.

153.Desconhecido. Passeado. Home. Morto o 28 de Setembro de 1936. Morte registada em Ordes a causa de projectis de arma de fogo curta. Apariçom do cadáver em Queirua (Leira), Km. 34 da estrada Corunha-Compostela.

154.Desconhecido. Passeado. 39 anos. Home. Morte registada em Cerzeda a causa de traumatismo cerebral por disparos de arma de fogo curta. Morto o 28 de Outubro de 1936. Apariçom do cadáver em Ponte Boicalvo, paróquia de Gesteda, na estrada Carvalho-Ordes.

155.Desconhecido. Passeado. 28 anos. Home. Morto o 26 de Setembro de 1936. Morte registada em Messia a causa de traumatismo craneoencefálico por disparo. Apariçom do cadáver em Montouto de Cumbraos entre o Km 4 e 5 da estrada Cúrtis-Lavacolha.

156.Desconhecido. Passeado. 24 anos. Home. Morto o 22 de Setembro de 1936. Morte registada em Cerzeda a causa de disparos de arma de fogo. Apariçom do cadáver na paróquia de Queixas.

157.Desconhecido. Passeado. 39 anos. Home. Morto o 28 de Outubro de 1936 a causa de traumatismo cerebral por disparos de arma de fogo curta. Apariçom do cadáver em Ponte Boicalvo, paróquia de Gesteda, na estrada Carvalho-Ordes.

158.Desconhecido. Passeado. 27 anos. Home. Morto o 28 de Outubro de 1936. Morte registada em Cerzeda a causa de traumatismo cerebral por disparos de arma de fogo curta. Apariçom do cadáver na estrada de Gesteda.

A principal fonte de dados que nos falta por consultar é a das famílias da gente da guerrilha, que fôrom deportadas em muitos casos e repressaliadas de algum jeito em todos. Alguns nomes de pessoas que poderiam estar relacionadas com o guerrilheiro Juan Couto Sanjurjo som os seguintes:

1.Couto Abelenda, Manuel. Aux. Rebelom. 00392/37.

2.Couto Candal, Bernardo. Auxilio rebeliom. 00366/46.

3.Couto Sanjurjo, Manuel. Auxilio a malfeitores. 00400/47.

4.Couto Candal, Maria. Aux. Rebeliom. 00412/47.

5.Couto Candal, Bernardo. Aux. Rebeliom. 00412/47.

Nom sabemos tampouco de onde era natural (Messia, Cúrtis?) María Pérez, mulher de Benigno Andrade e guerrilheira de enlace:

6.María Pérez, mulher de Benigno Andrade Garcia “Foucelhas”. Nada na Argentina. Detida em 1946 quando ia a Lugo e levava numha saca umha multi-copista. É presa na Corunha, e desterrada a Espanha (Tordesilhas). Enferma de aneurisma, tivo que ser interna num hospital de Valhadolid onde finou.

Escrito às 16:37:29 nas castegorias: MEMÓRIA
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6 comentários

Comentário de: Foucelhas [Visitante] · http://foucelhas.agal-gz.org
Dizer que estamos a aguardar pola publicaçom do novo livro de Manuel Pazos: A GUERRA SILENCIADA. Mortes violentas na Comarca de Ordes 1936-1952 (Mais informaçom sobre este livro em: http://www.manuelpazos.info/libros4.html) que bem seguro ajudará a melhorar este censo.
24-09-2009 @ 17:25
Comentário de: Cerzedense [Visitante]
Nom o podo assegurar, mas creio que o pai de Isaac Díaz Pardo, o publicista do Estatuto de 1936, Camilo Díaz Pardo, foi fusilado em Cerzeda perto do paço de Lavandeira.
24-09-2009 @ 17:27
Comentário de: Carlos [Visitante] Email
Ademais do libro de Manuel Astray Rivas, "Síndrome del 36" e outro de Carlos Fernández Santander sobre a Guerra Civil, ¿qué outros títulos analizan estes feitos na comarca de Ordes?.
24-10-2009 @ 00:02
Comentário de: Foucelhas [Visitante] · http://foucelhas.agal-gz.org
Estimado Carlos,

as obras que ti citaste som sem dúvida as que mais dados achegam. Outros trabalhos mais recentes, como o de Carlos F. Velasco 1936 : represión e alzamento militar en Galiza, recolhem todos os dados do livro de Carlos Fernández e sobretodo Manuel Astray, simplesmente ré-escrevendo-o. No livro de Luís Lamela 1936, la "Cruzada" en Compostela : la guerra civil y la represión franquista en los documentos policiales y militares podes encontrar um par de nomes mais de gente de Tordóia que foi repressaliada sendo registada em Santiago de Compostela, que som os arquivos que consultou o autor.

Entrando já na época da guerrilha, um censo de guerrilheiros da comarca (incluíndo enlaces e familiares retaliados) acha-se no caderno de Manolo Paços Manuel Ponte Pedreira : a resistencia antifranquista na comarca de Ordes; e sobre esta temática Lupe Martínez publicou Con a man armada, un monográfico sobre a IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza, onde aparecem mais dados e mais nomes de gente de Ordes.

O livro do que ultimamente estamos a publicar trechos, Os que non morreron, de Xerardo Díaz Fernández, narra alguns episódios da estáncia na cadeia de Compostela dos presos políticos de Ordes antes de serem fusilados em Boisaca, em especial faz referência ao mestre José García e de Manuel Ponte.

E esta é mais ou menos a bibliografia que levamos olhada até o momento. Aguardamos ter-che servido de ajuda.

Aliás, em breves actualizaremos o censo, que está já nas 171 pessoas.
29-10-2009 @ 13:31
Comentário de: Carlos Fco. Velasco Souto [Visitante]
Os meus parabéns polo labor pro vós realizado a respeito da recuperaçom da memória histórica de Ordes. Ânimo e avante. O meu reconhecimento assimesmo para o infatigável Manolo Paços e todos os seus contributos destes anos.
27-01-2010 @ 13:03
Comentário de: A. C. Foucelhas [Visitante]
Continua a crescer o censo, que já sobrepassa as 180 pessoas:


1.Aguiar Díaz, Emilio. Homem. Preso. Vizinho e natural da Fraga, paróquia de Xanceda (Messia). Estivo fugido e sofreu cárcere na Corunha e Burgos. Está soterrado no cemitério de Santo Amaro.
2.Alfaya, Casimiro. Preso. 55 anos. Homem. Jornaleiro. Vizinho e natural de Frades. Julgado em 1936 em Vigo por rebeliom militar com o resultado de sentença a cadeia perpétua. Morre na cadeia o 28 de Novembro de 1937 por enfermidade.
3.Alonso Puente, Alonso. Exilado. Vizinho de Ordes exilado em Cuba. Médico de Ordes durante a IIª República. Ao entrarem os militares na vila desaparece. Chegou a Portugal e depois de evitar as perseguiçons da PIDE consegue tomar o aviom cara México onde casa com Estrella Concheiro García.
4.Alonso Puente, Antonio. Exilado. Homem. Vizinho de Ordes. Membro do Comité da Frente Popular de Ordes e Chefe das Milícias Republicanas que defendérom a vila nos dias seguintes ao golpe fascista. Exila-se em México.
5.Álvarez González, Manuel. (Lugo, 1909-¿). Causa aberta em 8 de Fevereiro de 1937 por informaçons do SIM de Burgos. Era acusado de propagandista da FUE “y de defender en plena cátedra una Dictadura de Azaña”. A Comisión A propuxo por unanimidade confirmalo no seu cargo, situación que sería sancionada pola autoridade educativa. Fillo dun médico de Ordes, rematara a carreira en 1931 con premio extraordinario. Gurriarán Rodríguez, Ricardo. “Ciencia e conciencia na universidade de Santiago (1900-1940): do influxo...”, p. 674
6.Arán Trillo, Primitivo. Sançom. Mestre. Vizinho de Ordes. Afiliado à Sociedade Agrária de Ordes. Separado do servizo e baixa no escalafón definitiva por permitir que os nenos levantaran as faldas as nenas. En 1942 rebáixaselle a pena (NeV)
7.Astray Mato, Rafael. Depurado. Homem. Vizinho de Ordes. Inspector de Polícia. Depurado a conseqüência do golpe militar de 1936.
8.Arroyo Arroyo, Francisco. Assassinado. 23 anos. Homem. Solteiro. Vizinho de Tordoia. Morte registada como “síncope cardíaco produzido por ferida de arma de fogo” no dia 8 de Abril de 1937.
9.Andrade García “o Foucellas”, Benigno. Executado por garrote vil. 27 anos. Homem. Jornaleiro. Vizinho de Cúrtis e natural de Cabrui (Messia). Militante da CNT, Sindicato de Labregos e Ofício vários; militante do Exército Guerrilheiro de Galiza onde chega a Chefe da V Agrupaçom junto com outro guerrilheiro de Messia, Manuel Pena Camiño. Fugido durante a guerra, perseguido por duas causas por rebeliom, fugido em rebeldia. Julgado em Conselho de Guerra na Corunha em 1953. Condenado a pena de morte por garrote vil. Executado o 7 de Agosto de 1953.
10.Arán Trillo, Primitivo. Sancionado. Homem. Mestre. Vizinho de Ordes. Afiliado à Sociedade Agrária de Ordes. Separado do serviço e baixa no escalafom definitiva por “permitir que os nenos levantaram as saias às nenas”. Em 1942 rebaixa-se-lhe a pena.
11.Areoso Vieites, José. Preso. 45 anos. Homem. Labrego. Vizinho do Bidueiro (Ordes) e natural de Ordes. Militante do Partido Galeguista e síndico no governo municipal da Frente Popular. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sentença a cadeia perpétua.
12.Barral, Pedro. Passeado. 24 anos. Homem. Vizinho de Betanços. Militante da CNT, Sindicato de Profissons Várias. Passeado em Ordes.
13.Barreiro Permuy, Francisco. Passeado. 21 anos. Homem. Fotógrafo. Natural de Vila Garcia de Arouça e vizinho de Betanços. Militante da JSU. Morto o 23 de Outubro de 1936. Morte registada a causa de traumatismo cranial produzido por arma de fogo. Aparece o cadáver em Ordes, no Km. 1 da estrada a Carvalho, no Pinar da Torre (?), paróquia de Parada, sendo identificado em Novembro de 1943.
14.Bascoy, Juan. Sancionado. Homem. Mestre. Vizinho de Mera de Arriba-Ortigueira. Salvou-se de ser passeado ao fugir ao monte. Suspendido de emprego e soldo até 1958. [Poderia tratar-se do mestre de Vila Maior (Ordes) do mesmo nome e activo militante socialista que trabalha na criaçom dum numeroso grupo socialista nessa paróquia].
15.Bra Riobóo, Ramón. Preso. 40 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom.
16.Briones Varela, Arturo. Assassinado. 35 anos. Homem. Casado com Purificación Varela Cuberta, com quem tinha 5 filhos. Médico. Vizinho de Frades (Gafoi, Ponte Carreira; e natural de Saragoça, Espanha, onde nasceu em 1901). Militante de Izquierda Republicana e católico. Julgado e Compostela por rebeliom militar com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Boisaca o 28 de Novembro de 1936.
17.Caamaño Villaverde, Ángel Jesus. Executado. 27 anos. Homem. Solteiro. Mestre. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom, pena de morte. Ia ser executado em Boisaca junto com os seus companheiros ordenses -8 de Fevereiro de 1937- quando intenta fugar-se e é abatido por arma de fogo no momento. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
18.Cabo Budiño, Antonio. Processado. 45 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.
19.Cabo Budiño, Antonio. Preso. 43 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Anhá (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de pena de morte, sem mais dados.
20.Calviño López, Manuel. Detençom. Labrego de 17 anos. Natural e vizinho de Ordes. Inculpado em Causa militar instruída em Compostela.
21.Calvo Martínez, Jesús. Preso. 18 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. liberdade condicional em 1941. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha. O 16 de Outubro de 1938 é transladado (junto com os seus companheiros de Ordes, Manuel Ponte Pedreira, Pedro del Río Caramelo, Juán Ríos García e Manuel Rego Ríos) do cárcere de Santiago ao da Corunha. Ali permanecem até o 22 de Maio de 1941, quando obtenhem a liberdade condicional. O 7 de Agosto de 1942 acorda-se a sua liberdade definitiva, já que a pena inicial de cadeia perpétua é comutada pola de 6 anos e um dia de prisom. Causa 230/36 de Santiago.
22.Candal Bouzas, José. Homem. Preso. Homem. Vizinho e natural de Mámoas (Ardemil). Nasceu a meados do 1907. Militante das Juventudes Socialistas, pertence oculto na sua casa durante o golpe de 1936. Posteriormente ingressa como enlace da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza. O 7 de Agosto de 1947 é preso pola guarda civil de Ordes onde é torturado. Transladam-no da cadeia de Ordes à da Corunha. Morreu em Novembro de 1990.
23.Candal Gómez, José. Preso. Homem. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de Homemns que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.
24.Castro Castro, José. Outras tipologias repressivas. Homem.Vizinho de Ordes. É obrigado a “desfilar” pola principal avenidad de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha e a Franco.
25.Castro López, Rafael Andrés. 29 anos. Passeado. Homem. Vizinho e natural da Corunha. Morto o 14 de Agosto de 1936. Morte registada em Ordes a causa de traumatismo cerebral por lesons produzidas por arma de fogo.
26.Cernada Ares, Manuel. Preso. 50 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Cabrui (Messia) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom.
27.Comesaña Rendo, Francisco. Preso. Homem. Médico. Vizinho de Ordes e Compostela, natural de Cuba. Afiliado à JSU. Julgado em Compostela por rebeliom militar junto com “os de Ordes” com resultado de pena de morte, comutada por cadeia perpétua pola sua condiçom de cidadao cubano. Liberdade condicional no 1943. exilado em México. Em Vigo partilhara cela com Pepe Velo das Mocidades Galeguista e futuro dirigente do Directório Revolucionário Ibérico de Libertaçom. Já em México acude às reunions do “Barón Dandy” do ordense Sousa Hermida, onde vam o Ché e os irmaos Castro. [Justifica-se a sua inclussom na listagem de ordenses por ser umha personagem conhecida da vida política ordense, vila na que participa activamente na campanha eleitoral da Frente Popular. Aliás, forma parte do grupo de ordenses sentenciados polo conselho de guerra “aos de Ordes” por “Rebeliom militar contra el Alzamiento Nacional” (22 de Dezembro de 1936). Casará -como se vê a continuaçom- com Asunción Concheiro, com quem protagoniza a história de amor que inspirará O lápis do carpinteiro de Manuel Rivas]. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
28.Concheiro García, Asunción. “Choncha de Comesaña”. Mulher. Vizinha de Ordes, onde nasceu em 1931. Militante do Partido Comunista. Casou com o médico Francisco Comesaña ao que conheceu quando ela estudava Magistério (1931) e ele estudava Medicina em Santiago. Ao começo da Guerra Comesaña é detido, julgado em conselho de guerra e sentenciado a morte, só salvado polo seu passaporte cubano, que lhe comutou a pena em cadeia perpétua. Choncha casa com ele por poderes em 1941. Ao sair Francisco do cárcere exilam-se. Primeiro em Cuba (1944) trás semanas de travesia no vapor “Marqués de Comillas”, que saira de Vigo. Concha estava grávida do seu primeiro filho. Depois instalam-se em México, onde fai parte da “Unión de Mujeres Españolas Mariana Pineda” de apoio aos presos republicanos. À morte de Franco, em 1935, voltam a Galiza, e na actualidade reside em Tui. A sua história de amor e luta inspirou o livro O lapis do carpinteiro de Manolo Rivas.
29.Concheiro García, Estrella. Mulher. Vizinha de Ordes. Exilada em México, onde casa com Alonso Puente.
30.Concheiro García, Luciano. Homem. Vizinho de Ordes. Com a morte de Manuel Ponte, líder da IV Agrupaçom com a que colaborava, passa a Portugal e de Lisboa toma um aviom a México. É dos poucos que foi em aviom, pois a maioria fijo-o em barco (no “Flandre”, no “Sinaia” -onde vai o ordense Manuel Sousa- ou no “Ipanema”).
31.Corral Ferrer, Jesús. Preso. 35 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Gafoi (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.
32.Couselo Parente, Francisco. Preso. 38 anos. Homem. Labrego. Vizinho da Estrada e natural de Traço. Julgado em Ponte Vedra por auxílio à rebeliom com resultado de sentença a prisom 15 anos. Comutaçom e extinçom da pena o 9 de Agosto de 1939.
33.Couto Sanjurjo, Evangelia. Vizinha e natural de Mámoas, Ardemil (Ordes). É presa na Corunha por colaborar com a Resistência.
34.Couto Sanjurjo, Manuel. [irmao de Juan Couto Sanjurjo de Ardemil?]. Julgado na Corunha por “auxílio a malfeitores”, nº de expediente 00400/47].
35.Couto Sanjurjo, Juan “Simeón”. Preso. (31 de Janeiro de 1917 – Outubro de 2000). Homem. Vizinho e natural de Mámoas, paróquia de Ardemil (Ordes). Militante do Exército Guerrilheiro Galego na sua IV Agrupaçom, é capturado em 1952, vítima dumha delaçom. Condenado a morte por um conselho de guerra na Corunha o 6 de Julho de 1953. A pena é commutada por 30 anos de prisom; sendo libertado em 1963 após passar pola cadeia de Dueso de Santoña (5 anos), Alcalá de Henares (3 anos), Carabanchel, Guadalajara, etc. No expendiente da Corunha nº 00128/52 consta como julgado por “formar partidas armadas”.
36.de la Iglesia Vilariño, José. Executado. Homem. Labrego. Casado. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937.
37.del Río Botana, Manuel. Assassinado. 18 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de sentença a prisom 12 anos e 1 dia por ser menor de idade. Liberdade condicional em 1941. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha. Ingressa na guerrilha, é feito morto em 1941 em Castrelos (Leira), num enfrontamento com a Guarda Civil, dando-lhe postumamente o seu nome ao destacamento “Manuel del Río Botana” da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro da Galiza, criado em 1946 por Manuel Ponte Pedreira. No expediente nº 00160/45 consta que foi julgado por agressom.
38.del Río Caramelo, Pedro. Preso. 42 anos. Homem. Ferreiro. Vizinho e natural de Ordes. Militante de Izquierda Republicana. Tenente alcalde 1º. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional em 1941. No expediente 00380/47 consta como julgado por rebeliom. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha. O 16 de Outubro de 1938 é transladado (junto com os seus companheiros de Ordes, Manuel Ponte Pedreira, Juán Ríos García, Manuel Rego Ríos e Jesús Calvo Martínez) do cárcere de Santiago ao da Corunha. Ali permanecem até o 22 de Maio de 1941, quando obtenhem a liberdade condicional. O 7 de Agosto de 1942 acorda-se a sua liberdade definitiva, já que a pena inicial de cadeia perpétua é comutada pola de 6 anos e um dia de prisom. Causa 230/36 de Santiago.
39.del Río Mandayo, Manuel. Passeado. Homem. Militante socialista. Vizinho e natural de Ordes. Processado em Compostela por traiçom. Passeado o 5 de Outubro de 1936.
40.del Río Mandayo, María. Outras tipologias repressivas. Mulher. Vizinha de Ordes. É obrigada a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha.
41.del Río Pampín, Manuel. Executado. 29 anos. Homem. Casado. Líder local do Partido Socialista. Carteiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
42.del Río Pampín, José. Executado. 23 anos. Homem. Solteiro. Barbeiro. Vizinho e natural de Ordes. Líder local do Partido Galeguista. Morte registrada em Compostela, o 8 de Fevereiro de 1937, a causa de hemorrágia interna. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
43.Domínguez Boquete, Francisca. Processada. 58 anos. Mulher. Labrega. Vizinha da Estrada e natural de Cerzeda. Vencelhada à guerrilha da que seguramente era agente de enlace. Julgada em Ponte Vedra por auxílio à rebeliom com resultado de sobresemento provisional.
44.Doval García, Germán. Oculto. Homem. Vizinho de Ordes. Membro do Comité da Frente Popular de Ordes e presidente da cámara municipal entre o 26 de Março de 1936 e o 24 de Julho do mesmo ano.
45.Faya Fernández, José. “Pancho Villa”. 65 anos. Outras tipologias repressivas. Homem. Sapateiro. Vizinho de Ordes e natural de Noia. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de absoluçom. É obrigado a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha. Posteriormente foi preso.
46.Faya Vilariño, Segundo. Processado. 32 anos. Homem. Curtidor. Vizinho de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sobresemento. É obrigado a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha. Posteriormente foi preso.
47.Ferreño Sánchez, Victoriano. Preso. 25 anos. Homem. Dependente.Vizinho de Céltigos (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha com resultado de sentença a cadeia perpétua.
48.Fuentes, Victoriano. Outras tipologias repressivas. Homem. Vizinho de Ordes. É obrigado a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigado a berrar vivas a Espanha. Posteriormente foi preso.
49.Fuentes Brandariz, Víctoriano. Processado. 42 anos. Homem. Panadeiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sobresemento.
50.Fuentes Pérez, Carlos. Sancionado. Homem. Mestre. Vizinho de Messia. Castigado em 1941 com desterro 2 anos da província da Corunha por nom inculcar devido respeito às instituiçons básicas da civilizaçom.
51.Fuentes Villaverde, Francisco. Detençom. Homem de 17 anos. Panadeiro. Natural e vizinho de Ordes. Inculpado em Causa militar instruida em Compostela. (NeV)
52.García, S. Executado. Homem. Natural de Santiago de Compostela e vizinho de Ordes onde exercia de veterinário. “Fillo do Rexente da Escola Graduda anexa á Normal de Santiago, D. Xosé García Fernández. S. García exercía de veterinario en Ordenes. Afiliado a Esquerda Republicán. Ao sair da cadea pra ser fusilado xunto con varios compañeiros, e, según contan, esposados de dous en dous, logrou evadirse e subir pola costa do Hospital Real, fuxindo deica a travesía do Franco, esquina a Telecomunicacións, onde foi alcanzado por un disparo dos seus perseguidores. (Outra versión dí que foi o mestre de Ordenes Caamaño o que foi alcanzado). Foi fusilado o 3/12/37” [Nota de Xosé Teixeiro ao desenho de S. García que fai Camilo Díaz Baliño, em Díaz Fernández (1982).
53.García Abelenda, José. Exilado. Vizinho de Bujám (Val do Duvra) exilado na República Argentina.
54.García Fernández, José. Executado. 42 anos. Casado. Mestre. Vizinho de Ordes e natural de Almeria. Membro da Frente Popular. Julgado em Compostela por rebeliom militar com sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
55.García García, Antonio. Assassinado. 28 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Boimil (Cerzeda) e natural de Cerzeda. Morto o 10 de Outubro de 1938, às 6h00 numha vivenda da r/ S. José da Corunha a consequência dumha ferida por disparo de arma de fogo.
56.Garcia Gerpe, Manuel. Exilado. Homem. Advogado. Vizinho e natural de Ordes. Militante de ORGA e posteriormente Izquierda Republicana. Líder da Frente Popular em Ordes e do “Bloco da Juventude” ordense. Luita durante a Guerra Civil nas Milícias Populares. É nomeado Secretário do Tribunal Permanente de Justiça Militar, Capitám do Corpo Jurídico do Exército Republicano e Fiscal adscrito às Brigadas Internacionais. exila-se a França o 13 de Fevereiro de 1939. É ingresado no campo de refugiados de Saint-Laurent-de-Cerdans, depois ao de Judes e posteriormente ao de Septfons. Em 1940 foge a Buenos Aires.
57.García Iglesias, Antonio. Preso. 39 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Gafoi (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.
58.García N, Celestino. Preso. Homem. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de Homemns que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.
59.García Sánchez, Andrés. Processado. 29 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de absoluçom.
60.Garcia Varela, Agustín. Processado. 40 anos. Homem. Guarda Municipal. Vizinho e natural de Ordes. Causa aberta na Corunha por lesons, sobresemento.
61.Gestal Castro, José. Processado. 26 anos. Homem. Jornaleiro. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.
62.Gómez Boquete, César. Processado. 30 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sobresemento.
63.Gómez Carneiro, Antonio. Preso. 43 anos. Homem. Industrial. Vizinho de Messia e natural do Pino. Dirigente e presidente da cámara municipal da Frente Popular em Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom. Previamente agochado em Gonçar (o Pinho).
64.Gómez Gaudeoso, Francisco. Homem. Preso. Vizinho e natural da Carvalheira, paróquia de Ardemil (Ordes). É encadeado na Corunha.
65.Gómez Gómez, José. Preso. Homem. Vizinho de Achám, Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de homens que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.
66.Gómez Martínez, Constantino. Processado. 43 anos. Homem. Mineiro (entibador de minas). Vizinho de Santa Cruz de Montaos (Ordes) e natural de Leom (Espanha). Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sobresemento.
67.Gómez Méndez, José. Homem. Preso. Natural e vizinho de Queiroa, paróquia de Olas (Messia). Resulta preso pola sua colaboraçom com a Resistência, onde colaborava como guerrilheiro de enlace.
68.González Liñares, José “o ferreiro de Gesteda”. Homem. Vizinho de Cerzeda. Dirigente e da Frente Popular em Cerzeda. Oculto em Compostela durante anos.
69.Grela [Remuiñán?], José. Preso. Homem. Vizinho de Ordes. Condenado a vários anos de prisom. [Trata-se de José Grela Remuiñán, 3º Tenente pola CEDA?]
70.Grela, Manuel. Preso. Homem. Vizinho de Ordes. Condenado a vários anos de prisom.
71.Grela Veiras, Salvador. Processado. 25 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional no 1941. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
72.Grobas Aldrey, Manuel. Processado. 31 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.
73.Grobas Mosquera, Emilio. Processado. 47 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.
74.Grobas Oliver, Manuel. Preso. 31 anos. Homem. Vizinho de Vítrio (Frades) e natural de Frades. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.
75.Iglesias N., Tomás. Preso. 24 anos. Homem. Albanel. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de cadeia perpétua. Liberdade condicional no 1941. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
76.Lago Sánchez, Pedro. Processado. 27 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Messia e natural de Frades. Causa aberta na Corunha por rebeliom.
77.Linares Lendoiro, José. Preso. Labrego de 28 anos. Vizinho das Encrovas (Cerzeda). Serviço na Marinha, com destino no “Miguel de Cervantes”. Combateu no exército republicano. Julgado em Ferrol por rebeliom militar com resultado de sentença a prisom 12 anos.
78.Liste, Manuel. Exilado. Vizinho de Ordes exilado em Cuba.
79.Liste Liñares, Elvira. Vizinha de Ardemil presa na Corunha por colaborar com a Resistência.
80.Liste Remuiñán, Jesús. Processado. Homem. Vizinho e natural de Ordes. Militante socialista e concelheiro durante o governo municipal da Frente Popular. Causa aberta em Compostela por rebeliom.
81.López Gómez, Andrés. Homem. Preso. Vizinho e natural de Achám, paróquia de Ardemil (Ordes). É encadeado na Corunha.
82.López Pérez, Germán. Passeado. 32 anos. Homem. Casado com dous filhos. Vizinho e natural de Betanços. Militante da UGT. Ex-Inspector de Arbítrios Municipais. Assassinado no Punto Vinha de Cons [ou Pinar da Torre?] (Parada), no Km. 1 da estrada Ordes-Carvalho. Morte registada como conseqüência de “traumatismo cranial produzido por projectis de arma curta de fogo” no 22 [ou 23?]de Outubro de 1936.
83.López, Modesto. Exilado. Vizinho de Ordes exilado na República Argentina.
84.López Suárez, Andrés. “Andrés do Fogueteiro”. Preso. 41 anos. Homem. Mecánico. Vizinho e natural de Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom com resultado de ser declarado fugido e em rebeldia. Preso em 1942. Ao obter a liberdade, foge ao monte perante a acossa da guarda civil e do cura de Messia. Exilou-se na Argentina onde morreu.
85.López Regueira, José. Preso. 45 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença de prisom 15 anos.
86.Louro Candal, Benito. Homem. Preso. Vizinho e natural da Carvalheira, paróquia de Ardemil (Ordes). É encadeado na Corunha.
87.Louro Raposo, Jesús. Preso. Homem. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de Homemns que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.
88.Louro Raposo, Lorenzo. Preso. Homem. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de Homemns que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.
89.Louro Garaboa, José. Preso. Homem. Vizinho de Ardemil (Ordes), formava parte da dúzia de Homemns que Juan Couto Sanjurjo recrutou na sua paróquia natal para, o 13 de Aril de 1946, levar a cabo umha espectacular sabotagem no Canedo (Ardemil) junto com outros membros do Exército Guerrilheiro. É condenado a 4 anos de cadeia. Causa 128/52 da Corunha, AIRMN.
90.Mandayo Montero, Dolores. Mulher. Vizinha de Ordes. É obrigada a “desfilar” pola principal avenida de Ordes, a Alfonso Senra, com a cabeça rapada e obrigada a berrar vivas a Espanha.
91.Mariño Rey, Antonio. Processado. 58 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom, sobresemento.
92.Maroño, Juan. Preso. Vizinho de Ordes. Condenado a pena de morte e posteriormente comutada a pena pola de cadeia perpétua.
93.Mayo Méndez, Saúl. O Saúl, O Raúl, O Pelayo, O Alicantino. Assassinado. Natural de Sta. Mª de la Vieja (Samora), era vizinho de Olas (Messia). Militante das JSU, foi um dos guerrilheiros enviados a França em 1945 para assistir aos cursos de formaçom guerrilheira. De ideologia comunista, fora enlace da guerrilha, e estivo no monte desde 1946. Chefe militar da II Agrupaçom do Exército Guerrilheiro (criada na zona de Ourense no verao de 1946 por ele mesmo), separando-se assim da II Agrupaçom da Federaçom já existente. Foi abatido pola Guarda Civil o 31 de Março de 1950 em Mangonho (Cesuras).
94.Míguez Sánchez, José. Homem. Preso. Vizinho e natural de Busto, paróquia de Visantonha (Messia). Colaborou com a IV Agrupaçom da guerrilha, polo qual estivo preso.
95.Mirás N., Jesús. Preso. 57 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Gafoi (Frades) e natural de Frades. Causa aberta na Corunha por rebeliom no 1936 e julgado outra vez em 1937 também por rebeliom com resultado de condena a prisom 15 anos.
96.Moar Cao, Manuel. Assassinado. Homem. Vizinho de Vila Maior (Ordes) e natural de Ordes.
97.Monteiro, Pedro. Preso. Homem. Vizinho de Ordes. Condenado a pena de morte e posteriormente comutada a pena pola de cadeia perpétua.
98.Mosquera Rodríguez, José. Assassinado. Homem. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia.
99.Mosquera Montero, Hortensia. Torturada até a morte. 24 anos. Mulher. 1952. Natural de Filgueira de Trava (Cesuras) e vizinha da Póvoa (Messia), onde trabalhava como criada na casa de Andrés “O Fisterrino”. A sua defunçom foi registada no Registo Civil da cámara municipal de Cesuras com data no primeiro de Maio de 1952. Consta que morreu no seu domicílio o dia 30 de Abril desse ano, que era filha de Andrés e de Maria, e que nascera o dia 5 de Janeiro de 1928 e que só tinha 24 anos de idade. A causa da morte que figura na acta é Tuberculose pulmonar mas a verdadeira causa fôrom as malheiras recebidas o quartel da guarda civil de Xanceda, ao mando do cabo Ramón Seoane.
100.Moure, Jesús. Detençom. Homem. Vizinho de Parada (Ordes). Inculpado em causa militar em Compostela.
101.Moure Rey, Manuel. Executado. 27 anos. Homem. Casado. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom militar com o resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
102.Mouriño Otero, Francisco. 39 anos. Homem. Camareiro do bar “Méndez Núñez” da Corunha. Vizinho da Corunha. Morto o 19 de Agosto de 1936. Morte registada em Ordes a causa de traumatismo cranial por disparo de arma de fogo.
103.Nogareda N., Andrés. Executado. Jornaleiro. 21 anos. Homem. Nado em 1916, filho de solteira e jornaleiro. Casado. Comunista. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom, pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
104.Nouche Costa, Antonio. Assassinado. 24 anos. Homem. Vizinho de Oroso e natural de Bouzalonga, paróquia de Deixevre, Oroso. Deserta do quartel no que fazia o serviço militar e ingresa no Exército Guerrilheiro de Galiza. Cai em combate em 1948, num enfrentamento em Cesuras. Vários membros da sua família fôrom encadeados como castigo e desterrados a Espanha, em Sória.
105.Otero Lamas, Benito. Processado. 49 anos. Homem. Funcionário municipal (porteiro do concelho). Vizinho e natural de Tordoia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sobresemento.
106.Pardo Cardoma. Assassinado. Homem. Mestre. Vizinho de Frades.
107.Pardo Taboada, Silvestre. Processado. 23 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Frades. Julgado em Compostela por rebeliom.
108.Parga Sánchez, José. Preso. 34 anos. Homem. Jornaleiro. Vizinho de Vigo e natural de Messia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a 15 anos de prisom.
109.Pellit Varela, Severino. Processado e exilado. 36 anos. Homem. Funcionário (veterinário) municipal. Vizinho de Compostela e natural de Oroso (nado em Compostela casou em Ordes). Militante de UR e dirigente da Frente Popular em Oroso, afilia-se ao PSOE durante a guerra. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de declarado em rebeldia. exilado em França e México, onde entabla amizade com Elixio Rodríguez Domínguez, entre outros exiliados galegos. Tivo ademais relaçom com os ambientes socialistas do exilio.
110.Pena Camiño, Manuel “O Flores”. Preso. 26 anos. Homem. Jornaleiro. Vizinho de Cúrtis e natural de Messia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Militante da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro da Galiza, e posteriormente dirigente da V Agrupaçom junto com Benigno Andrade.
111.Pérez Cabo, José. Preso. 29 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Ledoira (Frades) e natural de Frades. Causa aberta em Compostela por rebeliom em 1936 e julgado na Corunha em 1937 também por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.
112.Pérez García, Paulino. Executado. 25 anos. Homem. Solteiro. Empregado, mecanógrafo. Vizinho de Parada (Ordes) e natural de Bilbao. Julgado em Compostela por rebeliom militar com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
113.Pérez Sanmartín, José. Executado. 29 anos. Homem. Solteiro. Folhalateiro. Vizinho de Ordes e natural de Noia. Julgado em Compostela por rebeliom militar com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
114.Pérez Tojo, Manuel. Preso. 62 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Anhám (Frades) e natural de Frades. Causa aberta em Compostela por rebeliom em 1936 e julgado na Corunha em 1937 também por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.
115.Picón, Enrique Manuel. Assassinado.Homem. Vizinho e natural de Oroso.
116.Ponte Pedreira, Manuel. Preso e assassinado. 25 anos. Xastre. Vizinho de Ordes e natural de Fontao, paróquia de Abelhá (Frades). Trabalha com o ordense Sousa Hermida, também socialista; Ponte fará-se posteriormente comunista. Participa no comité de defasa da FP de Ordes, e fará parte dos militantes que se acheguem até a Corunha para defendê-la. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional em 1941. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha. Participa em vários intentos de fuga. O 16 de Outubro de 1938 é transladado (junto com os seus companheiros de Ordes, Pedro del Río Caramelo, Juán Ríos García, Manuel Rego Ríos e Jesús Calvo Martínez) do cárcere de Santiago ao da Corunha. Ali permanecem até o 22 de Maio de 1941, quando obtenhem a liberdade condicional. O 7 de Agosto de 1942 acorda-se a sua liberdade definitiva, já que a pena inicial de cadeia perpétua é comutada pola de 6 anos e um dia de prisom. Causa 230/36 de Santiago. Ao sair do cárcere incorpora-se ao Exército Guerrilheiro de Galiza, sendo o líder da IV Agrupaçom, e cai em combate na sua aldeia natal o 21 de Abril 1947.
117.Ponte Pedreira, Ramón. Deportado. Homem. Xastre. Vizinho de Fontao, na paróquia de Abelhá (Frades). Irmao de Manuel Ponte deportado a Espanha (Villalón, Valhadolid) por prestar ajuda à guerrilha.
118.Porto Mella, Manuel. Preso e exilado. 20 anos. Vizinho de Compostela. É detido em Julho de 1936 e trasladado à cadeia de Ordes onde o ponhem em liberdade. Agacha-se na Golada até que o mobilizam na sua quinta. Enviado a Córdoba, passa a filas republicanas toda a guerra como capitám. Luita na fronte do Ebro e refugia-se na França. Fica posteriormente em Clermont-Ferrand. Militante do PSOE e da UGT.
119.Prego N., Ramón. Processado. 25 anos. Homem. Mineiro. Vizinho de San Fins, Lousame e natural de Ordes. Militante da CNT. Julgado por rebeliom com o resultado de sobresemento.
120.Ramos Gontán, Juan. Detido. Homem. Vizinho de Oroso.
121.Ramos Iglesias, Vicente. Preso. 56 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom com resultado de ser declarado fugido e em rebeldia. Apresenta-se em 1941 e é sentenciado a prisom 12 anos e 1 dia.
122.Raña Boquete, Francisco. Passeado.38 anos. Homem. Vizinho da Travessa de Santo André (Corunha) e natural de Cerzeda. Militante da CNT, do sindicato de panadeiro e sócio de Germinal. Assassinado o 13 de Agosto de 1936, morte registada na Corunha a causa de hemorrágia interna.
123.Recouso Boquete, Antonio. Assassinado. Homem. Vizinho de Ordes. Enlace da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro. O 25 de Junho de 1946 foi cercado em Ordes junto a vários membros do Destacamento Manuel del Río Botana, morrendo a maos da Guarda Civil.
124.Remuiñán [Ramuñán?] Barreiro, José “o Ricardito”, “Simeón”. Preso. 22 anos. Homem. Vizinho e natural de Parada (Ordes). Julgado em Compostela por rebeliom com a sentença a 12 anos e um dia de prisom. Posteriormente ingressa no Exército Guerrilheiro de Galiza, fazendo parte da IV Agrupaçom, onde é conhecido como “O Ricardito”. Desde 1944 aparece como Homemm de confiança de Benigno Andrade, Foucelhas, acompanhando-o desde 1947 como número dous da V Agrupaçom do Exército (Ponte Vedra). Quando o 18 de Maio de 1948 o seu destacamento é destruído numha cilada da Guarda Civil em Loureiro, paróquia de Luou, Teo (e na que morrêrom quatro guerrilheiros), ele consegue fugir junto com Benigno Andrade Garcia “o Foucelhas”. Trás a desfeita da citada Agrupaçom, Ricardito volta à IV Agrupaçom, passando a integrar-se no destacamento Arturo Cortizas, liderado por Adolfo Allegue, Riqueche. A sua morte provavelmente ocorre o 31 de Outubro de 1949 nas casas de Paços, Monfero, cercadas pola Guarda Civil e onde caiu com o resto do destacamento.
125.Regos del Río, José. Detido. Homem, vizinho de Parada (Ordes). Inculpado em causa militar em Compostela por rebeliom.
126.Regos del Río, Ramón. Preso. 21 anos. Homem. Ferreiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sentença a cadeia perpétua.
127.Regos Ríos, Manuel. Preso. 25 anos. Homem. Ferreiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Liberdade condicional em 1941. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha. O 16 de Outubro de 1938 é transladado (junto com os seus companheiros de Ordes, Manuel Ponte Pedreira, Pedro del Río Caramelo, Juán Ríos García e Jesús Calvo Martínez) do cárcere de Santiago ao da Corunha. Ali permanecem até o 22 de Maio de 1941, quando obtenhem a liberdade condicional. O 7 de Agosto de 1942 acorda-se a sua liberdade definitiva, já que a pena inicial de cadeia perpétua é comutada pola de 6 anos e um dia de prisom. Causa 230/36 de Santiago.
128.Rico Suárez, Avelino. Preso. Alcalde da Frente Popular em Oroso. Preso vários anos.
129.Ríos García “Rada” , Juan. Preso. 42 anos. Homem. Vizinho e natural de Ordes. Militante de Izquierda Republicana e da Sociedade de Agricultores de Ordes, concelheiro durante o governo municipal da Frente Popular Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de cadeia perpétua. Liberdade condicional no 1941. [na sua casa trabalhou como jornaleiro Manuel Lois García, “El Soldado Lois”, antes de ser recrutado à força]. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha. O 16 de Outubro de 1938 é transladado (junto com os seus companheiros de Ordes, Manuel Ponte Pedreira, Pedro del Río Caramelo, Manuel Rego Ríos e Jesús Calvo Martínez) do cárcere de Santiago ao da Corunha. Ali permanecem até o 22 de Maio de 1941, quando obtenhem a liberdade condicional. O 7 de Agosto de 1942 acorda-se a sua liberdade definitiva, já que a pena inicial de cadeia perpétua é comutada pola de 6 anos e um dia de prisom. Causa 230/36 de Santiago.
130.Ríos Gómez, José. Preso e torturado até o suicídio. Homem. Vizinho de Ordes e natural da Pontraga (Tordoia). Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. Depois é enlace da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza, polo que é detido e brutalmente torturado até que se suicida atirando-se ao poço do cárcere de Ordes.
131.Rios Mosquera, Manuel. Detençom. Vizinho de Parada (Ordes). Inculpado em Causa militar em Compostela.
132.Ríos Mosquera, Jesús. Processado. Homem. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom.
133.Ríos del Río, Antonio. Processado. 29 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Parada (Ordes) e natural de Ordes. Julgado em Compostela por auxílio à rebeliom.
134.Rivas, María. Deportada. Mulher. Vizinha de Ordes. Fazia parte da guerrilha como enlace e estava casada com Manuel Ponte. Foi deportada a Espanha (Olmedo, Valhadolid).
135.Rivas Pombo, Avelino. Homemm. Natural de Corme (Ponte Cesso). Militante do PC e posteriormente da guerrilha. Morre em enfrontamento com a guarda civil o 22 de Maio de 1947 em Tordóia.
136.Rodríguez Fernández, Manuel “Mosqueiro”. Preso. Vizinho de Bujám (Val do Duvra). Encadeado durante vários anos.
137.Rodríguez Fernández, Ramiro. Outras tipologias repressivas. Homem. Secretário do Grupo Galeguista de Bujám em 1936. Ramiro do Crecho”. Vizinho de Bujám (Val do Duvra). Oculto durante dias.
138.Rodríguez Fernández, Ramón. Exilado. Vizinho de Ordes exiliado na Argentina.
139.Rodríguez Gómez, Pedro. “Pedro do serrador”. Vizinho e natural de Ordes. Membro do destacamento Manuel del Río Botana da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro. Logrou sobreviver, morrendo na sua casa de Ordes na década dos 70.
140.Rosende Boja, Francisco. Preso. Homem. Vizinho e natural dos Lameiros, paróquia de Buscás (Ordes). Estivo preso na Corunha por colaborar com a Resistência.
141.Sánchez García, Manuel. Detençom. Homem de 29, crego. Natural de Betanços e vizinho de Ordes. Inculpado em Causa militar instruída em Compostela.
142.Sanjurjo Botana, Andrés. Preso. Homem. Vizinho e natural das Calhes, paróquia de Olas (Messia). Estivo preso pola sua colaboraçom como guerrilheiro de enlace com a Resistência.
143.Sanjurjo Varela, Manuel. Assassinado. Homem. Vizinho de Vila Maior (Ordes) e natural de Ordes. Foi torturado até a morte.
144.Sastre Suede, Antonio. Preso. 21 anos. Homem. Guarda civil. Natural de Ordes. Julgado em Bilbo (Euskal Herria) por rebeliom militar com sentença de pena perpétua. Prisom atenuada o 14 de Janeiro de 1943.
145.Sánchez, Agustín. Passeado. Home de 22 anos, industrial. Natural de Messia e vizinho de Ordes. Assassinado no 14 de Agosto de 1936. Morte registrada em Betanços a causa de shock traumático. Apariçom do cadáver nas imediaçons da Estaçom do Norte. (NeV).
146.Sánchez Beiras, Antonio. Exilado. Vizinho e natural de Xanceda (Messia), onde foi presidente do Sindicato de Agricultores y Oficios Varios da CNT. Labrego. Membro da IV Agrupaçom do Exército Guerrilheiro da Galiza. Exilado na Argentina finou em 1985.
147.Sánchez Rivas, Ricardo. Processado. Homem. Vizinho de Messia. Dirigente da Frente Popular em Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom. Encadeado. exilado em Buenos Aires. Exilado na Argentina e autor do livro “El mundo de mañana”.
148.Sánchez Rodríguez, Jesús. Preso. 49 anos. Labrego. Vizinho e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua.
149.Sánchez Uzal, Antonio. Preso e assassinado. 28 anos. Labrego. Vizinho de Soutelo, paróquia de Olas (Messía) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a cadeia perpétua. É torturado na cadeia da Corunha. O 26 de Novembro de 1947 os guardas civis sacam-no da casa por colaborar com a guerrilha e assassinam-no de cinco disparos, tantos como filhos deixava aos seus 40 anos.
150.Sánchez Veiras, Antonio. António de Varela. Exilado e preso. Vizinho de Xanceda (Messia). Republicano. Trabalha na terra até que se vê obrigado a fugir ao monte ou agachar-se de casa em casa. Perante a pressom que padece pola guarda civil marcha para a Argentina. Morre no 1985.
151.Sastre Suede, Antonio. Preso. 21 anos. Guarda civil natural de Ordes. Julgado em Bilbao por rebeliom militar com resultado de sentença a cadeia perpétua. Concessom da prisom atenuada o 14 de Janeiro de 1943.
152.Seoane Seijas, Andrés. Preso. 29 anos. Homem. Vizinho de Cúrtis e natural de Messia. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de sentença a 15 anos de prisom.
153.Sousa Hermida, Manuel. Exilado. Vizinho de Ordes exilado em México e posteriormente Cuba. Proprietário dum talher de xastre em Ordes. Pertencia ao Partido Socialista. Fijo-se Guarda de Assalto e participa na Revoluçom de Astúrias. Depois vai a Barcelona onde segue como guarda e ao mesmo tempo estabelece umha xastraria que dirige no seu tempo livre. A partir de Julho de 1936 participa na guerra no corpo de assalto do Exército Republicano. [Em Agosto de 1939 achava-se no campo de refugiados de Barcarès na França] e umha vez que tomam Barcelona sai para México, onde se estabelece como xastre e depois de acadar certa posiçom reclamou a sua família. Na sua xastreria, a “Barón Dandy”, reuniam-se os exilados galegos em México, e também o Che Guevara mais os irmaos Castro quando preparavam a guerrilha, de cujo treinamento se ocupou o Capitám Bayo e o próprio Sousa Hermida, quem também ajuda para conseguir dinheiro para mercar o mítico iate “El Granma”.
154.Souto, Jesús. Exilado. Vizinho de Ordes exilado na República Argentina.
155.Souto Gómez, Pedro. Processado. Homem. Vizinho e natural de Ordes. Causa aberta em Santiago por rebeliom.
156.Souto Vázquez, Pedro. Processado. Homem. Vizinho e natural de Ordes. Causa aberta em Compostela por rebeliom.
157.Suárez Botana, Vicente. Processado. 30 anos. Homem. Labrego. Vizinho da Igreja, Olas (Messia) e natural de Messia. Causa aberta na Corunha por rebeliom.
158.Sueiro López, José. Preso. 31 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Céltigos (Frades) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom, com resultado de sentença a cadeia perpétua.
159.Uzal Blanco, Antonio. Natural de Pedreira, paróquia de Leira (Ordes), onde nasceu em 1891. Posteriormente viveu em Achám (Ardemil). Colaborador da guerrilha. Detido no ano 1947, percorreu as cadeias de Valhadolid e Corunha. Faleceu no ano 1961.
160.Uzal Gaudeoso, Antonio. Preso. 31 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Olas (Messia) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a prisom 15 anos.
161.Uzal Gaudeoso, José. Processado. 28 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Carvalhal, paróquia de Olas (Messia). Natural de Messia. Causa aberta na Corunha por lesons com resultado de sobresemento.
162.Uzal Suárez, Lucas. Preso. 54 anos. Homem. Labrego. Vizinho de Loureda (Cesuras) e natural de Messia. Julgado na Corunha por rebeliom com resultado de sentença a 12 anos e 1 dia de prisom.
163.Varela González, Juan. Assassinado. 16 anos. Homem. Vizinho de Tordoia. Solteiro. Assassinado no 30 de Outubro de 1938. Morte registada por “septicemia. Inscripto por ordem judicial.”
164.Varela Vales, Claudino. Processado. 22 anos. Homem. Jornaleiro. Natural de Cambre e vizinho de Breixo (Cambre). Fugido por Betanços, Messia, Cesuras e Ordes. Causa aberta em Ferrol por deserçom, declarado fugido e em rebeldia. Indulto em Janeiro de 1941.
165.Varela, Antonio. Homem. Vizinho de Oroso. Labrego. Concelheiro de Izquierda Republicana por Oroso. Em 1945 estava exiliado em Buenos Aires. [O mesmo que varela vilares?].
166.Varela Vilares, Antonio. Dirigente da Frente Popular em Oroso [Segundo Neira Vilas, de Ordes(?)]. exilado em Buenos Aires.
167.Vázquez Mandayo, José. Executado. 25 anos. Homem. Casado. Jornaleiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com o resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
168.Vázquez Pombo, Manuel. Processado. 56 anos. Homem. Labrego. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de absoluçom.
169.Veiga Gómez, Felipe. Passeado. 28 anos. Homem. Labrego. Solteiro. Vizinho de Betanços e natural de Bergondo. Militante da CNT e do PC, Sindicato de Profissons Várias de Betanços. Morto o 28 de Agosto de 1936. Registado morto em Ordes a causa de destroço cranial por disparo de arma de fogo. Apariçom do cadáver em Leira (Ordes). Inscrito primeiro como desconhecido e identificado em 1941.
170.Vieites del Río, José. Detençom. Homem de 25 anos, labrego. Natural e vizinho de Ordes. Inculpado em causa militar instruída em Compostela.
171.Vieites Fondevilla “Tintoreto”, Adolfo. Processado. 47 anos. Homem. Tingidor. Vizinho de Ordes e natural de Oroso. Julgado em Compostela por rebeliom com resultado de absoluçom.
172.Vilariño Castro, Juan. Processado. 25 anos. Homem. Militar, soldado de reemprazo e comunista. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom com o resultado de sobresemento.
173.Vilariño Liste, Benito. Executado. 27 anos. Homem. Jornaleiro. Casado. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por traiçom com resultado de sentença a pena de morte. Executado em Compostela o 8 de Fevereiro de 1937. Este, junto com os outros 19 processados no juízo “aos de Ordes”, tivo que fazer fronte, em conceito de responsabilidade civil, a umha sançom de 500.000 pesetas por “los prejuicios sufridos por la revolución”. Causa 230/36 de Santiago. Tribunal Militar Territorial IV. A Corunha.
174.Vilariño Liste, José. Exilado. Vizinho de Ordes exilado na França.
175.Villaverde Bello “Monteiro”, Ángel. Preso. 17 anos. Homem. Jornaleiro. Vizinho e natural de Ordes. Julgado em Compostela por rebeliom, cadeia perpétua. Previamente fugido, após ser detido foge de novo, volve ser preso e julgado.
176.Villaverde Sanmartín, Antonio. Homem. Vizinho de Messia. No 1945 estivo detido várias vezes acusado de ser cúmplice dos guerrilheiros. Perseguido, exila-se na Argentina.
177.Desconhecido. Passeado. Homem 41 anos. Morto o 28 de Setembro de 1936. Morte registada em Ordes a causa de projectis de arma de fogo. Apariçom do cadáver em Castrelos, paróquia de Leira, no Km. 32 da estrada Corunha-Compostela.
178.Desconhecido. Passeado. Homem. Morto o 28 de Setembro de 1936. Morte registada em Ordes a causa de projectis de arma de fogo curta. Apariçom do cadáver em Queirua (Leira), Km. 34 da estrada Corunha-Compostela.
179.Desconhecido. Passeado. 39 anos. Homem. Morte registada em Cerzeda a causa de traumatismo cerebral por disparos de arma de fogo curta. Morto o 28 de Outubro de 1936. Apariçom do cadáver em Ponte Boicalvo, paróquia de Gesteda, na estrada Carvalho-Ordes.
180.Desconhecido. Passeado. 28 anos. Homem. Morto o 26 de Setembro de 1936. Morte registada em Messia a causa de traumatismo craneoencefálico por disparo. Apariçom do cadáver em Montouto, paróquia de Cumbraos entre o quilómetro 4 e 5 da estrada Cúrtis-Lavacolha.
181.Desconhecido. Passeado. 24 anos. Homem. Morto o 22 de Setembro de 1936. Morte registada em Cerzeda a causa de disparos de arma de fogo. Apariçom do cadáver na paróquia de Queixas.
182.Desconhecido. Passeado. 39 anos. Homem. Morto o 28 de Outubro de 1936 a causa de traumatismo cerebral por disparos de arma de fogo curta. Apariçom do cadáver em Ponte Boicalvo, paróquia de Gesteda, na estrada Carvalho-Ordes.
183.Desconhecido. Passeado. 27 anos. Homem. Morto o 28 de Outubro de 1936. Morte registada em Cerzeda a causa de traumatismo cerebral por disparos de arma de fogo curta. Apariçom do cadáver na estrada de Gesteda.


A principal fonte de dados que nos falta por consultar é a das famílias da gente da guerrilha, que fôrom deportadas em muitos casos e retaliadas de algum jeito em todos. Alguns nomes de pessoas que poderiam estar relacionadas com o guerrilheiro Juan Couto Sanjurjo som os seguintes:

1.Couto Abelenda, Manuel. Aux. Rebelom. 00392/37.
2.Couto Candal, Bernardo. Auxilio rebeliom. 00366/46.
3.Couto Sanjurjo, Manuel. Auxilio a malfeitores. 00400/47.
4.Couto Candal, Maria. Aux. Rebeliom. 00412/47.
5.Couto Candal, Bernardo. Aux. Rebeliom. 00412/47.

Nom sabemos tampouco de onde era natural (Messia, Cúrtis?) María Pérez, mulher de Benigno Andrade e guerrilheira de enlace:

6.María Pérez, mulher de Benigno Andrade Garcia “Foucelhas”. Nada na Argentina. Detida em 1946 quando ia a Lugo e levava numha saca umha multi-copista. É presa na Corunha, e desterrada a Espanha (Tordesilhas). Enferma de aneurisma, tivo que ser interna num hospital de Valhadolid onde finou.

Há que contar, também, toda a família de António Nouche Costa, desterrada em Sória e encarcerada da Corunha. Desconhecemos os nomes e o número. Oito familiares de José Remuiñán Barreiro “Ricardito”, que moravam no Casal (Ordes), fôrom deportados a Burgos como castigo polo seu ingresso na guerrilha, morrendo a nai no desterro. A dona de Manuel Pena Camino também é desterrada. 67 vizinhos e vizinhas de Abelhá fôrom processados após a queda de Ponte.
27-04-2010 @ 20:23

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