A Igreja em Ordes: da “Cruzada española” à especulaçom urbanística

A Igreja em Ordes: da “Cruzada española” à especulaçom urbanística

08-04-2010

Passou Semana Santa e com ela um feixe de actos que a Igreja preparou em Ordes para a ocasiom: procissom, reflexons entorno a Maria (tais como p. ex. a intitulada “María mujer liberada y liberadora), etc. Toda a informaçom vinha recolhida num folheto intitulado “Coronación canónica de la imagen de Nuestra Señora de los Dolores y la Soledad”. Além de estar escrito em “perfecto castellano”, usar topónimos como Órdenes e o mais curioso de Mellid, a primeira fotografia que aparece é bem esclarecedora [é a que reproduzimos aqui encima]: um grupo de nenas e nenos de princípios de anos 40, diante da actual igreja paroquial de Ordes, vestidos com o traje da “Frente de Juventudes” da Falange Española, “Por Dios y por la Patria”. É que há vezes que o documento se torna monumento...

Continua:

Após umha breve história da imagem de “Ntra. Sra. De la Soledad”, há um relatório das “Camareras del Altar de La Soledad o los Dolores” desde, mais ou menos, 1930:

Dª Purificación Moar Viqueira, (†) gran devota de nuestra Señora y además persona muy cercana a la Iglesia y colaboradora, no solo en este altar, sino en todo lo que concernía al culto en general. [1]
[...]
Dª Belia Fernández Fuentes, (†) hermana del Párroco de aquel entonces, D. José Fernández Fuentes, al dejarla la anterior, ella se dedicó por un tiempo al ciudadano (sic) y adorno floral de esta imagen.

Estas duas “camareras”, pola épocas nas que exercêrom, podem servir-nos de referência para umha breve história da Igreja em Ordes no século XX.

Ramom Mosteiro, o cura-soldado da “cruzada” falangista

Quando D. Purificaçom Moar Biqueira exercia de camareira, o crego de Ordes na altura era Ramom Mosteiro Ferro [2]. Nom lhe deveu sentar mui bem a proclamaçom da IIª República a este homem: em 1935 intenta boicotar as festas patronais do 15 de Agosto trocando, em conveniência com o alcalde António Concheiro, a simbologia republicana pola monárquica, incluíndo umha enorme cruz no campanário. Encheu a festa de procissons, e restringiu a música das orquestras. Isto desatou finalmente umha onda de reivindicaçom republicana. Protagonizaria inumeráveis incidentes, como o derrubamento do cruzeiro (na altura situado na Alameda) para culpar aos “rojos”. Mas será com o golpe de Estado fascista de 1936 quando chegue o seu apogeu. Nele tomará parte activa na repressom, colaborando com as quadrilhas da morte dos Falangistas. Assim será que se lhe tinha carinho que, popularmente, foi conhecido pola forma deformada do seu nome, “Mamom Bosteiro”.

A comunista, mas também cristiá, Choncha Concheiro, conta como na altura, após saber que o seu namorado Francisco Comesanha escaparia finalmente da condena a morte graças ao seu passaporte cubano (o médico Comesanha Rendo, e militante das Juventudes Socialistas Unificadas, nascera na emigraçom), achegou-se à Igreja cheia de alegria para contar-lhe a boa nova ao crego Ramom Mosteiro, seu professor espiritual. Respondeu-lhe o cura: “Eu também recei para que o matem”, ao qual Choncha enfurecida lhe espetou: “Também eu recei e escuitou-me mais a mim do que a você” [3]

Eram os tempos no que a Igreja era o principal sustém “moral” do golpe fascista. Tanto, que na vizinha Compostela se viveu umha cena inédita, sacando o arcebispo –um dos primeiros do Estado em declarar como “cruzada” o golpe– nada mais e nada menos que a urna com os restos do apóstolo em procissom no 30 de Agosto de 1936, para bendizer o novo regime.

José Fernández Fuentes, o cura-tecnócrata da España ye-ye

Mas o tempo foi passando, e assim como o regime franquista se desprendia em parte das suas vestiduras falangistas após a derrota de Hitler e Mussolini, e abraçava a Míster Marshall com ares de renovado “desarrollismo”, os cregos de Ordes adaptárom-se às novas circunstâncias.

José Fernández Fuentes, irmao da camareira Belia, já nom tinha a sede de sangue que levou a Mamom Bosteiro aos “passeios”, senom a sede de dinheiro dos novos homens do regime. Em Ordes nom havia, como em Benidorm, primeira linha de costa que destruir ao berro fraguiano do Spain is diferent, mas havia umha velha igreja românica, a Capela de Lourdes –no solar que está à altura da actual casa paroquial. Após um crescente abandono, por volta do 1958 é derribada num ágil “pelotaço” urbanístico de José Fernández Fuentes que, literalmente, derrubou a sua igreja para convertê-la em dinheiro. Ainda hoje, há umha autêntica lenda arredor dos edifícios lá edificados, expressom popular do mal-estar de tal barbárie. E nom será a sua única jogada.

Sabemos pola revista El Pope [4], bastante popular durante a segunda restauraçom bourbónica, que José Fernández intentara construir um edifício comercial no átrio da Igreja!. “O povo de Ordes contr o seu cura”, clamava a capa da revista. O crego, que levava já uns vinte anos no posto, pretendia fazer umha espécie de centro comercial na Igreja de Santa Maria, provocando a indigaçom da vizinhança. Contava um vizinho na época umha anedota que dá mostra do seu carácter:

“Creio que será difícil olvidar a sua atitude quando faleceu umha pessoa mui respeitável, director de umha entidade bancária. Nom era homem dado à práticas religiosas, e a dom José nom se lhe ocorreu outra cousa que dizer no funeral, desde o púlpito, que afinal todos passamos pola Igreja, queiramos ou nom. Há quem ter que vir de morto, dixo.”

O caso é que o seu novo intento especulador, construir um edifício de quatro plantas e sótao, dedicando este e o primeiro piso a fins comerciais, e as outras duas a salom paroquial e reitoral (dizia-se que a operaçom poderia supor-lhe uns 15 milhons de pesetas) provocou umha autêntica revoluçom popular: muros cheios de cartazes, pasquins repartidos de mao em mao, recolhida de assinaturas para um manifesto no que se lia:

“Se som muitas as razons de carácter emocional que nos movem a formular apasionados reparos ao que cremos um ataque contra os já reduzidos valores materiais e até espirituais que nos ficam na paróquia, cremos que a elas se unem outras fundamentais com bases em disposiçons de carácter legal, protectoras umhas dos valores artísticos, históricos ou tradicionais, e outras que suponhem a normativa precisa para umha racional urbanizaçom."

Eram os começos da especulaçom na vila. Fernández Fuentes foi também o crego que pechou com cancela o adro da igreja, lugar tradicional de reuniom e ócio da vizinhança, que ainda hoje nom se recuperou. Isto foi, polo de agora, umha pequena mostra do papel da Igreja na vila de Ordes no passado século.

Notas

[1] Nom sabemos se esta senhora tinha algum tipo de parentesco com Domingo António Moar Veiras.Direitista de Ordes que enviou numerosas notas à Guarda Civil denunciandoas actividades dos “rojos”. Quiçá algum/a leitor/a poda achegar algum dado sobre a mesma.

[2] Sobre Ramom Mosteiro há algumha bibliografia que nom pudemos consultar na íntegra. Em “Versos Cristianos” de Rafael N. Logarzo, 1951, sabemos que assina na primeira página a introduçom um “Ramón Mosteiro”, mas nom podemos confirmar que seja ele. Em “Alzamiento y guerra civil en Galicia: 1936-1939”, Vol. 1, de Carlos Fernández, fala-se do cura de Ordes como “sacerdote integrista” (na pág. 114), mas tampouco pudemos consultar ainda todos os dados que ali se dam sobre este indivíduo.

[3] Pode-se ler aqui umha entrevista a Concha Concheiro na que narra os feitos:
http://www.elpais.com/articulo/Galicia/Soy/roja/catolica/elpepuespgal/20080719elpgal_8/Tes

[4] El Pope, 16-31 de Octubre de 1977, nº99.

Mais informaçom:

-Texto “A Igreja e a morte”, dos companheiros da Comissom da Memória Histórica da Gentalha do Pichel: http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/2009/03/31/novo-texto-da-comissom-de-memoria-histor

-Galeria de fotografias de sacerdotes no regime nazi: http://ruedadeprensa.ning.com/forum/topics/la-iglesia-lucha-por-la-1

Escrito às 04:45:47 nas castegorias: MEMÓRIA
por foucelhas Email , 1222 palavras, 1452 visualizaçons   Português (GZ)   Chuza!

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8 comentários

Comentário de: O Afiador da Galiza [Visitante] · http://www.wwwafiador.blogspot.com
Muito bom artigo coma sempre. Saúde e Terra!


Marcos 9:42 E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar.... Ver mais

http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=3224
08-04-2010 @ 17:16
Tenholhe escoitado a minha avoa que "nom hai corvos brancos",e eu penso o mesmo. Adiante Foucelhas!!!
12-04-2010 @ 13:07
Comentário de: Movimiento en Galicia [Visitante]
"gente suficiente para reducir a escombros la secretaría del Juzgado, así como todo el inmueble en donde ésta se hallaba emplazada; para asaltar en Sta. Marina de Parada la casa denominada del Pazo, y para llevarse detenido, e ingresarlo en la cárcel del partido, a un hijo del propietario de la misma, D. Balbino del Valle".

http://movimientoengalicia.blogspot.com/2010/04/ordenes.html

"En la noche del 19 de julio, acudió a la casa del médico señor Briones, una nutrida comisión de hombres armados, que, tras diversas deliberaciones, acordaron la detención de D. José Botana Sánchez, secretario del Juzgado Municipal de Frades; D. Benigno Cortés Quibén, párroco de Papucín; D. Félix Ruano Bello, secretario del Ayuntamiento; la esposa y un hijo de éste, y Salvador Iglesias Uzal, labrador de Ledoiro. Todas estas detenciones se efectuaron en la misma noche del 19; y en la mañana del 20, después de haber permanecido los detenidos varias horas en el domicilio de Briones, fueron conducidos a Santiago, escoltados por diez escopeteros, y presentados luego al Comité de obreros de aquella ciudad, que ordenó el rápido ingreso de los detenidos en la cárcel, donde habían de permanecer, hasta que el Teniente Quesada los pusiese en libertad, a las cuatro de la mañana del día 21".

http://movimientoengalicia.blogspot.com/2010/04/distrito-de-frades.html
24-04-2010 @ 03:41
Comentário de: foucelhas [Membro] Email
Publicamos o anterior comentário do blogue http://movimientoengalicia.blogspot.com/ nom afinidade ideológica com ele, senom polo valor do documento, e porque, seguramente sem querê-lo, dá pé a demonstrar ainda mais o papel da Igreja na repressom franquista. Em dito blogue está digitalizado o livro “Galicia y el Movimiento Nacional: páginas históricas”, publicado em 1938 polo canónigo da Catedral de Compostela Manuel Silva Ferreiro. Este homem escreveu um livro cheio de dados pessoais da gente de esquerdas de todo o país, polo que foi empregado como umha autêntica guia para a repressom fascista nos anos seguintes, até o ponto de que o seu autor, arrepentido, intentou retirar o livro do mercado adquirindo todos os exemplares. Na Laracha, mesmo cheogu a pedir-lhe perdom às famílias dos retaliados por culpa do seu livro, cheio de mentirar e prosa fascista como se pode comprovar aqui.

Agora copiamos aqui íntegros os capítulos que falam da comarca de Ordes, “Órdenes” e “El distrito de Frades”.

Órdenes

De los ocho municipios en que se divide el partido judicial de Órdenes, sólo en el de la capital y en el de Frades hallamos cosas dignas de historiar.

Órdenes, villa situada al N.E. de Santiago, en la carretera de La Coruña a Pontevedra, ha presenciado en los días 19, 20 y 21 de julio, el desfile por sus calles, no sólo de los elementos revolucionarios de las parroquias circunvecinas, sino también de una porción muy considerable de rojos, enviados de otros pueblos más apartados, Santiago sobre todo.

El movimiento revolucionario adquirió en esta villa gran intensidad y desarrollo, ya por el crecido número de militantes, ya principalmente por la organización.

Las milicias rojas perfectamente equipadas -provistas de armas previamente requisadas a las personas de orden, e incluso de bombas elaboradas a este fin- eran mandadas y obedecían, a jefes determinados.

Los puentes en las carreteras de acceso a la villa se habían minado, y se construyeran trincheras que defendiesen al pueblo de un posible ataque por parte de las fuerzas del Ejército. Organización en una palabra, de carácter militar.

Cuando el 19 de julio arribaron a Órdenes, procedentes de Santiago, un Teniente de Seguridad con varios números que obedecían todavía al Gobierno de Madrid, y un pelotón de paisanos de destacada significación revolucionaria, entre los que figuraba Francisco Comesaña Rendo, existía ya en aquella Villa un Comité revolucionario del que, entre otros, formaba parte Germán Doval García que asumiera las funciones de Alcalde, el Maestro Nacional José García Fernández, Manuel del Río Mendayo Presidente de un Sindicato comunista, y Manuel del Río Pampín.

Este Comité había ordenado la formación de milicias, invistiendo de la autoridad de Jefe de las mismas al médico del Ayuntamiento de Órdenes D. Alonso Alonso Puente, que gustaba de lucir ante ellas el uniforme de Comisario rojo; dispuso también la requisa de armas y los registros en casas particulares, y llegó a proponer una visita a la Casa-Cuartel de la Guardia Civil, con la pretensión de que ésta entregase las armas que tenía en depósito.

Adonis Morón Silva -que saliera de Santiago al frente de un nutrido grupo de comunistas- llegó hasta Órdenes, y al ver allí tanto obrero parado, creyendo tal vez que en La Coruña había trabajo para todos, allá envió una buena parte de ellos, después de arengarlos convenientemente.

En Órdenes quedaba con todo, gente suficiente para reducir a escombros la secretaría del Juzgado, así como todo el inmueble en donde ésta se hallaba emplazada; para asaltar en Sta. Marina de Parada la casa denominada del Pazo, y para llevarse detenido, e ingresarlo en la cárcel del partido, a un hijo del propietario de la misma, D. Balbino del Valle.

**********
Distrito de Frades

No por ser zona montañosa y completamente diseminada, se vio libre el distrito de Frades de las propagandas avanzadas de la revolución, que allí prendieron con la facilidad que prenden siempre en cerebros poco cultivados, y plasmaron en diversos sindicatos de carácter comunista, como los de Céltigos, Gafoy, Añá y Ledoiro, de cuyos centros salieron las fuerzas auxiliares que aportó Frades a la causa roja.

En la noche del 19 de julio, acudió a la casa del médico señor Briones, una nutrida comisión de hombres armados, que, tras diversas deliberaciones, acordaron la detención de D. José Botana Sánchez, secretario del Juzgado Municipal de Frades; D. Benigno Cortés Quibén, párroco de Papucín; D. Félix Ruano Bello, secretario del Ayuntamiento; la esposa y un hijo de éste, y Salvador Iglesias Uzal, labrador de Ledoiro. Todas estas detenciones se efectuaron en la misma noche del 19; y en la mañana del 20, después de haber permanecido los detenidos varias horas en el domicilio de Briones, fueron conducidos a Santiago, escoltados por diez escopeteros, y presentados luego al Comité de obreros de aquella ciudad, que ordenó el rápido ingreso de los detenidos en la cárcel, donde habían de permanecer, hasta que el Teniente Quesada los pusiese en libertad, a las cuatro de la mañana del día 21.

No es esto sin embargo -con ser harto grave e ilegal- el principal testimonio de acusación contra los marxistas de Frades: tuvieron además, para su desgracia, la triste y lamentable ocurrencia de permanecer en armas después de declarado el Estado de Guerra, cortando la carretera de Curtis con trozos de madera, y cometiendo otros abusos, que habían de acarrear el infortunio de muchos y la desgracia irreparable de algunos.

Eran miembros significados del sindicato, y tomaron parte activa en los hechos que acabamos de historiar, entre otros: Ramón Cabo Budiño, Victoriano Ferreño Sánchez (a) "Furaño" y José Gestal Castro, vecinos de las parroquias de Añá, Céltigos y Gafoy, respectivamente.

**********

Textos de Manuel Silva Ferreiro, Galicia y el Movimiento Nacional: paginas históricas, 1938.
27-04-2010 @ 20:39
Comentário de: foucelhas [Membro] Email
Dizer também que falta por historiar o papel de outros curas da comarca na repressom, como por exemplo o de Messia. E haveria que completar com a outra parte, a dos curas que sofrêrom a repressom; como Manuel Sanches Garcia, crego de 29 anos, natural de Betanços e vizinho de Ordes, que foi inculpado em Causa militar instruída em Compostela. E também a dos cregos da comarca que fôrom fulcrais para a implantaçom do nacionalismo de esquerdas, sobretudo no mundo rural; ou, nom pode faltar, Moncho Valcarce, "o cura das Encrovas".
27-04-2010 @ 20:42
Comentário de: Movimiento en Galicia [Visitante] · http://movimientoengalicia.blogspot.com/
"Manuel Silva Ferreiro. Este homem escreveu um livro cheio de dados pessoais da gente de esquerdas de todo o país, polo que foi empregado como umha autêntica guia para a repressom fascista nos anos seguintes, até o ponto de que o seu autor, arrepentido, intentou retirar o livro do mercado adquirindo todos os exemplares".

Eso dixoo Barreiro Fernández hai ben anos, pero se alguén se fixa nos persoaxes que cita o crego, vai a Nomes e Voces, resulta que todos estaban fusilados ou encarcelados antes do ano 1938 ¿Quen lle facilitou ao crego so datos senón os militares alzados? ¿Alguén pode crer que Silva posuira unha información exhaustiva -que nunca é desmentida- e os militares se enteraran polo libro de quen era roxo nun sitio ou noutro? No ano 36 nas vilas e pobos de Galicia todos se coñecían e ben se sabía quen eran persoas de orden e quen marxistas.

"Na Laracha, mesmo cheogu a pedir-lhe perdom às famílias dos retaliados por culpa do seu livro, cheio de mentirar e prosa fascista como se pode comprovar aqui".

¿Podes demostralo, e podes dicir onde minte?
28-04-2010 @ 13:16
Comentário de: cochiqui [Visitante]
De onde sacades eso de que o crego pediu perdom as familias na Laracha?
29-04-2010 @ 14:59
Comentário de: foucelhas [Membro] Email
Sobre o tema de que o crego foi pedir perdom, nesta página: http://blogs.laopinioncoruna.es/callejero/2009/07/14/juan-canalejo-el-falangista-acabo-con-el-socorro/
Acha-se a testemunha dum senhor que diz ser neto dumha tal senhora Concha da Laracha, umha das pessoas às que o crego foi pedir perdom. Se quadra pode-se contactar com ele através da página, é cousa de provar.

Sobre o texto do Manuel Silva Ferreiro pouco há que comentar, pois utilizar a retórica habitual dos golpistas: fala de umha suposta revoluçom nos dias 19, 20 e 21 de Julho (nom fala do Golpe de Estado), fala dos golpistas como "personas de orden", di que “Manuel del Río Mendayo" era "Presindente de un Sindicato comunista”; na realidade chamava-se Manuel del Río Mandayo, nom Mendayo, e era militante socialista, nom comunista. Di que a secretaria do julgado ficou reduzido "a escombros"; na realidade sofreu um incéndio parcial na que, por certo, ajudárom na extinçom membros do Comité de Defesa da Frente Popular; fala de um suposto "assalto ao Paço de Parada", mas na realidade só se efectuou umha detençom... Etc, etc...

29-04-2010 @ 16:22

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