Ordes com menos de dous mil habitantes no ano 1936, considera-se, nas estatísticas macabras, como a vila de Galiza na que foi mais elevado o número de “passeados”. No cemitério desta vila enterrou-se a gente desconhecida, anónima, como os desaparecidos em quaisquer das repúblicas de Hispano-América, Argentina, Chile, etc. Seguramente umha noite sacárom-nos violentamente das suas casas e os seus familiares nom soubérom nunca mais deles, nem a onde fôrom parar, nem em que lugar repousam os seus restos.
Escrito às 12:25:51 nas castegorias: Documentos
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Este censo nom é um resultado definitivo senom um documento de trabalho que facilite posteriores investigaçons. Polo tanto é umha lista aberta, cuja principal funçom é que as pessoas que tenham algumha informaçom podam achegar-nos mais dados (p. ex., através do correio electrónico foucelhas.ordes@gmail.com) para, entre todas e todos, irmos reconstruindo a memória expropiada de quem deu até a vida pola liberdade e a democracia. No censo incluímos também dados do Val do Duvra, na altura pertencente à comarca de Ordes; por outra parte, além de dados de pessoas vizinhas e/ou naturais da comarca, também incluímos o nome de gente de comarcas vizinhas (especialmente das Marinhas e da Corunha) que fôrom assassinadas na nossa.
Escrito às 16:37:29 nas castegorias: MEMÓRIA
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Na comarca e concelho de Ordes, a médio caminho entre a Corunha e Santiago, constitui-se no dia 19 um comité de defesa da República da que fam parte, ademais do presidente municipal Germám do Val Garcia, José García Fernández, Manuel do Rio Mandaio, Manuel do Rio Pampim, José Vasques Mandaio, Ángelo Caamanho Vila-Verde e outros cidadaos. A primeira medida que adopta este organismo é a formaçom de milícia da FP à fronte das quais se pom o doutor Alonso Ponte. Nesse mesmo dia, os milicianos prendem na sua passagem pola vila o general Aurelio Sánchez Ocaña quando se dirigia à cidade herculina para contactar com os seus colegas da sediçom.
Escrito às 13:45:09 nas castegorias: Documentos
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