Quero que me tomes de manhã. Amanhã ou depois. Cedo, bem antes de acordar. Lá pelas oito. Atira-me pedras à janela. Pedrinhas. Eu não vou ligar. Acordo logo depois, pensando que poderias ser tu. Abro-te a porta. Não dizes ao que vens. Procuras que os teus olhos não se cruzem com os meus. Mas ( ). Não bebes o chá que te ofereço. As bolachas são muito doces. A casa oprime-te a fala. Dizes, como quem se esqueceu do guarda-chuva em casa, que vieste para me tomar. Tu és meu. Não pode ser de outra maneira. Agarras-me pelas mãos. Tomo-te pela boca.
É assim, de manhã, perdendo o tempo em que os outros trabalham, que te quero namorar. Com tempo. Sem perder tempo.
BLOGADO ÀS 17:54:19
|