Atualizações 26/6/09

27-06-2009

FERROVIÁRIO, NORTE

Atualizações 26/6/09

* Linha estreita? Bah. E eu que pensava que era uma obra a sério. Sem via larga não há ligações diretas entre Amarante / Vila Real e o Porto, e não existe qualquer garantia de retorno do investimento. E se as linhas são muito inclinadas para a via larga, é refazê-las. O serviço que existia apenas dificilmente se poderia classificar de ferroviário, e o que propõe não é muito diferente:

Corgo e Tâmega só voltam a ter comboios nas linhas em 2011

Travessas monobloco, bibloco ou de madeira? Onde comprá-las? A que preço? Que prazos de entrega? Eis algumas perguntas a que a Refer ainda não sabe responder, mas que são decisivas para calendarizar o projecto de modernização das linhas do Tâmega e do Corgo, encerradas abruptamente em Março passado por razões de segurança.

O que a Refer garante é que a obra é mesmo para avançar e que um despacho conjunto dos ministérios das Obras Públicas e das Finanças já deu autorização para o investimento de 36,9 milhões de euros necessários para pôr as linhas como novas.

De resto, há já um discreto e inovador trabalho que está a ser realizado no terreno e que consiste na colocação de balizas ao longo da linha para serem lidas por uma estação topográfica sobre rodas que vai circular pela via-férrea e ler esses pontos por forma a traçar com grande precisão a sua quota. Isto vai permitir optimizar o traçado da linha e saber exactamente onde colocar as novas travessas e carris. Tudo sem recorrLer a papéis nem cartas topográficas, como antes se fazia, mas sim a um moderno software que está pela primeira vez a ser utilizado em linhas férreas portuguesas.

A parte tecnologicamente avançada deste projecto morre aqui, por enquanto. Segue-se a parte menos agradável, que é arrancar toda a superestrutura de via - carris, travessas e balastro -, ficando a nu um estradão pelas encostas do Corgo e do Tâmega, que será alvo de um aprofundamento de 30 centímetros, leito onde assentará a futura linha.

O problema é que esta "chaga" na paisagem corre o risco de se eternizar, pois a Refer está com dificuldades no aprovisionamento das travessas de via estreita para dar seguimento à obra. Carlos Clemente, responsável pelo projecto, admite a existência deste hiato entre a remoção do material e a colocação do novo, mas garante que não há motivos para as populações locais recearem pela vinda da "nova" linha. O projecto está dividido em quatro fases: levantamento geotécnico (em execução), levantamento da via e reperfilamento da plataforma, compra de material de via e assentamento desses materiais. O próximo passo será a vinda de maquinaria para remover tudo, operação que deverá acontecer entre Julho e o fim deste ano.

O tempo para conceber os moldes e iniciar uma linha de fabrico de travessas é moroso, pelo que só em 2010 se poderão ver operários no Corgo e no Tâmega a colocar carris. Antes de 2011, diz Clemente, dificilmente as duas obras serão inauguradas.

Dificuldades na compra de travessas e carril para via estreita ditam arrastamento do projecto de modernização.



No Público.


* Uma linha recentemente fechada que volta a funcionar (metade dela, pelo menos):

A partir de Setembro

Coruche vai ter ligação ferroviária a Lisboa

As localidades do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos vão ter ligação ferroviária a Lisboa com a reactivação do trajecto entre Coruche e a capital, a partir de Setembro. De acordo com um comunicado da Câmara Municipal do Cartaxo, a introdução deste serviço foi acordado na sequência de uma reunião entre a Secretaria de Estado dos Transportes, Refer, CP e as autarquias do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. A ligação vai ser efectuada nos dias úteis, sendo assegurada por cinco comboios regionais nas horas de ponta (manhã, almoço e fim de tarde), entre Coruche e Santa Apolónia (Lisboa) com paragem em Marinhais, Seitil e outras estações principais. A viagem entre Seitil e Santa Apolónia terá uma duração de 46 minutos e evita aos passageiros do Cartaxo terem de se deslocar à Azambuja, que fica a 14 quilómetros. Para valorizar o acesso à estação do Setil, a Câmara Municipal do Cartaxo vai avançar já no mês de Agosto, com a beneficiação da estrada que liga a cidade do Cartaxo ao Setil – principal nó de ligação ferroviário da Linha do Norte. A intervenção nesta via estruturante vai ultrapassar os 900 mil euros. O município vai igualmente criar mais espaço e melhores condições de estacionamento junto à estação, para que quem usufrua do comboio possa deixar o seu veículo em segurança, assim como alargar o percurso do TUC – Transporte Urbano do Cartaxo, até ao Setil.



Na Transportes em Revista.



(grande)



tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 01:33:33

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