Categorias: LÍNGUA, ACORDO ORTOGRÁFICO

23-07-2009

LÍNGUA, FERROVIÁRIO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 22/7/09

*

Linha do Corgo reabre no final de 2010

A linha ferroviária do Corgo, entre Vila Real e a Régua, vai reabrir à circulação até ao final de 2010. Até lá vai ser totalmente remodelada. A empreitada representa um investimento de 23,4 milhões de euros.

(...)

No claustros do Governo Civil, Ana Paula Vitorino presidiu à cerimónia de consignação da primeira fase das obras. Prevê o levantamento da via e reperfilamento da plataforma da linha do Corgo, ao longo de 26 quilómetros, vai custar 4,4 milhões de euros e tem de estar concluída no prazo de 135 dias. O cronómetro começou ontem a contar. A seguir haverá mais duas fases para a colocação dos novos carris e travessas. Também serão beneficiados os sistemas de drenagem, as plataformas, as estações e apeadeiros.

(...)

Os prazos e intervenção previstos para a linha do Corgo são os mesmos definidos para os 12 quilómetros da linha do Tâmega, entre Livração e Amarante. Neste caso, a empreita vai custar 13,3 milhões de euros.

Nas visitas de ontem a Amarante e Vila Real, a Ana Paula Vitorino anunciou que o concurso público para a electrificação da linha do Douro entre Caíde (Lousada) e Marco de Canaveses deverá ser lançado até ao final do próximo mês. O investimento deverá rondar 50 milhões de euros. O próximo passo é concluir o projecto de electrificação da linha do Douro entre Marco de Canaveses e Peso da Régua.

Ana Paula Vitorino revelou também que está em vias de assinar um protocolo com a Refer, CP, Estrutura de Missão do Douro, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e com alguns promotores privados, com vista ao estabelecimento de uma parceria para reabilitar 28 quilómetros desactivados na Linha do Douro, entre Pocinho e Barca de Alva.



No JN (e o mesmo no Público). Mantenho, a linha do Corgo une Vila Real à Régua, no papel e na realidade. Ninguém, neste momento, escolhe o comboio para ir de Vila Real ao Porto.

Na Linha do Douro já não acontece o mesmo. Apesar de para montante do Marco não existirem aglomerados populacionais relevantes, os comboios são utilizados pelas populações. Apenas por duas razões: não há alternativas rodoviárias, e os comboios são diretos e confortáveis.

E bom, finalmente a eletrificação, para já até ao Marco, depois até à Régua. Ainda nada sobre a duplicação até ao Marco, mas não há de faltar muito. Com a linha duplicada até ao Marco e eletrificada até à Régua, não há razão para os Intercidades não voltarem.


* O Estado francês, o maior genocida linguístico do século 20 europeu, continua a fazer das suas:

Assembleia da Córsega chumba a oficialidade da língua corsa

A moção apresentada por Córsega Nação Independente perdeu, com 28 votos na contra e 19 a favor


O francês continuará a ser a única língua oficial na ilha da Córsega, após a decisão de ontem em que a câmara legislativa votou maioritariamente na contra -28 contra 19, num total de 51 deputados-, da moção que tinha apresentado Corsega Nação Independente (CNI, Corsica Nazione Indipendente) segundo explica Rádio Alta Frequenza.

A língua própria da ilha mediterrânea terá, por enquanto, só um pequeno reconhecimento legal, o mesmo que o Estado francês dá a todas as línguas menorizadas. Os deputados justificaram o voto na contra dizendo que «faz falta não queimar etapas, e começar por uma aprendizagem real do corso».

Madeleine Mozziconacci, do partido Córsega na República, argumentou -na contra da oficialidade- que «o número de falantes não aumenta, o bilingüismo na escola primária não é uma realidade e 12% dos escolares têm um ensino bilingüe"».

Por sua vez, o conselheiro executivo da União por um Movimento Popular (UMP), Antoine Giorgi, assegurou que a moção votada «corria o risco de ser interpretada como uma oposição à língua francesa e de constituir um factor de diferenciação» entre corsófonos e não corsófonos, segundo se pode ler no lugar de Unità Naziunale.

Calcula-se que nos dias de hoje entre 125.000 e 170.000 pessoas falam a língua corsa.



No PGL.

BLOGADO ÀS 00:45:47

02-07-2009

INSTANTÂNEOS, LÍNGUA, FERROVIÁRIO

Atualizações 1/7/09

* Se Espanha fosse dividida em pequenos países, e acaso os novos países, outrora regiões periféricas, adotassem normas linguísticas muito rígidas, era um pouco isto que aconteceria:

Controversial amendment of Slovak language law passed

On Tuesday, 30 June, the Slovak Parliament passed the amendment of the Slovak Language Law. The new version will enter in force in September 2009. Members from the Party of the Hungarian Coalition expressed their conviction that the new law will hinder the enforcement of the linguistic rights of national minorities.

The original version of the law, passed in 1995 for the protection of the Slovak language ordered the exclusive use of the Slovak language in official and public communication. Several amendments have taken place since then.

Provisions concerning sanctioning were eliminated from the law in 1999. The current amendment brings these articles back by imposing fines. All physical persons, legal entities and organisations will be obliged to use the Slovak language in all forms of non-private communication. The non-observance of the law implies a sanction which may vary between 100 and 5,000 Euros.

Both oral and written communication must use Slovak. A version in a second language, which is word by word identical to the Slovak, may follow, but, if printed, only with smaller characters.

Culture Minister Marek Maďarič, who submitted the bill, denied that the amendment was aimed against the Hungarian minority. He said the law would not affect the use of minority languages. In the parliamentary debates, members from the Party of the Hungarian Coalition expressed their conviction that the new law will hinder the enforcement of the linguistic rights of national minorities. Party President Pál Csáky stressed that such a law did not exist even in the era of the Austro-Hungarian Monarchy. "This law would not have allowed Albert Einstein to become a professor at any Slovak university. As we know, Einstein was lecturing in German at the American universities because his English was not good enough”, he said.

It is interesting to note that those using the Czech language will not be sanctioned. Czech is an exception because it fulfils the requirement of basic understanding. Some other exceptions include for example, the communication between medical staff and their patients in health care or the possibility of regional broadcasting in a minority language. A new division will be set up in the Ministry of Culture to control the law's enforcement.

136 MPs of the 150-member Slovak Parliament were present at the voting and 79 of them supported the amendment. The law also caused tensions in the relationship between Bratislava and Budapest. On Monday, the Speaker of Hungarian Parliament, Katalin Szili, sent a letter to her Slovak colleague asking for the postponement of the final voting – but in vain.

Articles in the Hungarian press and in the Hungarian-language press of Slovakia have stressed today that the law contributes to a climate of growing uncertainty and fear among minorities in Slovakia. (Eurolang 2009)



No Eurolang.

Agora imaginem como se sentem galegos, catalães, bascos, asturianos, etc. Um pouco como os falantes do húngaro na Eslováquia e outros países vizinhos - sem direitos linguísticos.


* Afinal Coruche não vai ter comboios diretos para Lisboa. Seja porque a linha está 'sobrecarregada', seja porque a CP está dividida em unidades de negócios separados, a conclusão é só uma: as boas ideias nunca passam porque são 'muito complicadas'.

Reactivação dos comboios de passageiros para Coruche obriga a transbordos no Setil

Congestionamento da Linha do Norte não permite ligações directas entre Coruche e Lisboa. Havia uma alternativa, mas não foi estudada pela CP

Os comboios de passageiros vão regressar à velha estação de Coruche, que fica a dois quilómetros da vila, mas os seus habitantes não terão ligações directas a Lisboa porque a Refer e a CP não conseguem meter mais comboios na linha do Norte devido ao seu congestionamento na zona suburbana da capital.

A solução encontrada passa pela existência de um vaivém entre Coruche e Setil que dará, nesta estação, ligação ao serviço da CP Regional para Lisboa. Desta forma os passageiros vindos de Coruche, Marinhais e Muge passarão a ter serviços diários para o Setil, onde apanharão os regionais de Tomar e do Entroncamento com destino a Oriente e Santa Apolónia.

Esta não era a pretensão do presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), que há anos defende a circulação de comboios directos entre o seu concelho e Lisboa, estando, em conjunto com os seus colegas de Salvaterra e Cartaxo, disponível para assinar um protocolo com a CP em que as autarquias comparticipam nos custos de exploração do serviço.

Trata-se de uma experiência inédita em Portugal, em que as autarquias assumem participar nos prejuízos da CP, em troca de um benefício para a comunidade que é o aumento da mobilidade. Mas neste caso a experiência pode não se revelar um sucesso por o transbordo no Setil vir a ter um efeito dissuasor na procura.

A impossibilidade de realizar serviços directos para Lisboa evidencia mais uma vez a necessidade de modernização da Linha do Norte, cujas obras foram mandadas travar por este Governo, tendo em conta que o TGV iria ligar Lisboa ao Porto.

O troço Lisboa-Azambuja é um dos mais congestionados da Linha do Norte porque, além dos suburbanos, também aí circulam os comboios de longo curso, regionais e de mercadorias. "Meter ali os comboios de Coruche para Lisboa iria mexer com os outros horários e a linha não tem capacidade para mais, sob pena de afectar toda a circulação e provocar atrasos", disse ao PÚBLICO uma fonte da CP.

Na semana passada a Câmara de Coruche anunciou que até 15 de Setembro iria ser reactivada a circulação de comboios para Lisboa com 10 circulações diárias. Segundo o jornal Mirante (na sua edição online de 23/6/09), o tempo de viagem será de 75 minutos e o preço do bilhete entre Coruche e Lisboa de 2,70 euros, sendo o passe mensal de 119 euros.

A circulação de comboios de passageiros entre Setil e Vendas Novas (70 km) foi interrompida em 2005 devido à fraca procura, tendo a CP substituído a automotora dos anos quarenta que aí tinha por um serviço rodoviário. Como habitualmente, os autocarros acabaram por desaparecer algum tempo depois.

Graças à pressão dos municípios, a empresa volta agora a pôr os comboios nos carris, mas só do Setil a Coruche, numa extensão de 35 km. Na impossibilidade de fazer directos para Lisboa, bastaria realizá-los de Coruche à Azambuja, onde os passageiros poderiam prosseguir viagem para a capital, dispondo de maior oferta. Essa situação, porém, não foi contemplada pela CP, que continua dividida em unidades de negócios estanques: Azambuja é "território" da CP Lisboa e Coruche da CP Regional.

Ligação a Lisboa através da Azambuja facilitaria a vida aos utentes, com mais comboios, mas a CP não a teve em conta



No Público.



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BLOGADO ÀS 00:33:53

01-07-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, GRANDE PORTO

Atualizações 30/6/09

* Texto meu no PGL.


* A obra avança - Ana Paula Vitorino é, para já, mulher de palavra:

Linha de Leixões – Reactivação do Serviço de Passageiros
Consignada empreitada de construção das infra-estruturas da 1ª fase


No âmbito do protocolo celebrado em 22 de Maio de 2009, entre a REFER, o Município de Matosinhos e a CP Comboios de Portugal, foram ontem consignados os trabalhos da empreitada de construção das infra-estruturas da 1ª fase de reactivação do serviço comercial de passageiros na Linha de Leixões, entre as estações de Ermesinde e Leça do Balio, numa extensão de 10,6 km, servindo as estações intermédias de S. Gemil e S. Mamede de Infesta.

Adjudicados à empresa Maranhão – Sociedade de Construções, Lda, por 476.445,00 euros e um prazo de execução de 60 dias de calendário, os trabalhos compreendem a realização das seguintes intervenções principais:

– Alteamento das plataformas existentes nas estações de S. Mamede de Infesta e Leça do Balio;
– Construção de uma nova plataforma na estação de S. Gemil;
– Colocação de abrigos e iluminação nas plataformas de S. Gemil, S. Mamede de Infesta e Leça do Balio.

(...)



Na REFER.



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BLOGADO ÀS 01:02:08

30-06-2009

LÍNGUA, GALIZA

Atualizações 29/6/09

* Não é que goste do Bloque, mas alguma coisa tem de ser feita:

O BNG denunciará perante a Unesco a vulneraçom dos direitos humanos e linguísticos do povo galego

O Grupo Parlamentar do BNG apresentará informes e denúncias também ao Conselho da Europa

O deputado nacionalista Bieito Lobeira comunicou à imprensa que o BNG denunciará perante a XXXV Conferência Geral da Unesco, que terá lugar no mês de Outubro, a vulneraçom da Declaraçom Universal dos Direitos Humanos assim como dos direitos lingüísticos dos galegos.

O deputado afirma que o Executivo de Núñez Feijóo dá ao idioma próprio da Galiza o trato legal de um dialecto. Perante este "atentado gravíssimo", Lobeira mostrou-se crítico com o actual governo e as medidas tomadas por este, como a realizaçom do inquérito sobre o uso do idioma na educaçom, a reforma das provas de acesso à funçom pública, a supressom das galescolas ou a eliminaçom de programas culturais da grelha da CRTVG.

Do mesmo jeito, a deputada Carmen Adán, que acompanhou a Lobeira nas declaraçons ante a imprensa, referiu que as medidas tomadas contra o galego na educaçom agem com umha cortina de fumaça para ocultar a supressom do programa gratuito de livros de texto.

Crise interna no PP pola língua da Galiza

Segundo informam vários meios, um sector do PP teria manifestado o seu desacordo com a gradual prostraçom do PPdeG cara às teses dos colectivos galegófobos, estratégia lingüística que afundiu o PP na Catalunha ou no País Basco. Ademais, acham que derrogar o actual texto irá contra o Plano de Normalizaçom Linguística, aprovado unanimemente no Parlamento na era de Manuel Fraga.

Ligado com o anterior, BNG e PSOE manifestárom que a derrogaçom do actual Decreto do galego no ensino e a sua substituiçom por um novo texto nom se realizará com consenso, e anunciárom que se o PP perder a maioria nas vindouras eleiçons, por sua vez derrogarám o decreto popular.



No PGL.


* Outra boa ideia:

O Fiscal Superior da Galiza apela ao principio jurídico de discriminaçom positiva

Insta a Junta a pôr em andamento medidas legais que situem o galego em igualdade com o castelhano

O Fiscal Superior da Galiza, Carlos Varela, apelou ao principio jurídico da discriminaçom positiva, que favorece a língua em inferioridade de condiçons, para que o a co-oficialidade lingüística seja real e efectiva.

Carlos Varela assegura que se nom se acata esta medida, o princípio de igualdade estabelecido pola Constituiçom espanhola nom será cumprido. Por esta razom, Varela exige ao Governo galego que adopte acçons «correctoras» para o galego nom ficar em inferioridade de condiçons.

(...)



Também no PGL.



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BLOGADO ÀS 00:46:05

25-06-2009

LÍNGUA, PÓVOA-VILA, GRANDE PORTO, MOBILIDADE, ESPAÑA ESTRAÑA

Atualizações 24/6/09

* Entrevista a Joan Solá:

¿Entonces la única solución es tener un Estado propio?

Yo no digo eso. Digo que la única manera de salvar la lengua es tener una concepción política de este país no subordinada. ¿Cómo debe ser? El ideal evidentemente es la independencia, pero podría haber una fórmula intermedia tan digna como esa. Como pasa en Suiza, Canadá o Bélgica por ejemplo , que son países donde la situación lingüística no está tan podrida como aquí.



No Público.es, via PGL.


* É na sexta que começam a fazer tudo direito?

Ana Paula Vitorino avança

Autoridades dos Transportes iniciam trabalhos esta semana

A secretária de Estado dos Transportes avançou que o Conselho Geral da Autoridade Metropolitana dos Transportes (AMT) de Lisboa irá reunir pela primeira vez amanhã. Na ordem de trabalhos estão dois assuntos: eleger os representantes para o Conselho Executivo e eleger o presidente do Conselho Geral. A mesma ordem de trabalhos marcará a primeira reunião da AMT do Porto, a realizar na sexta-feira.
Ana Paula Vitorino confirmou ainda à Transportes em Revista os nomes escolhidos para as presidências. Tal como a Transportes em Revista anunciou, Carlos Correia foi o escolhido para a AMT de Lisboa, enquanto Isabel Oneto (na foto) deverá encabeçar a autoridade do Porto.



Na Transporte em Revista.



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BLOGADO ÀS 01:55:24

18-06-2009

LÍNGUA, VÍDEOS, IMAGENS, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO, ESPAÑA ESTRAÑA, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 17/6/09

* Não acompanhei o debate no Parlamento (a ligação vídeo que tuítei foi tomada pelo Constâncio e o BPN), mas isto aconteceu:

Adjudicação só será formalizada após as eleições

Depois de um colóquio que decorreu na Assembleia da República dedicado ao projecto do alta velocidade, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações revelou que a assinatura do contrato de adjudicação do primeiro troço do alta velocidade, entre o Poceirão e Caia, ficará para depois das eleições, só devendo ser assinado no final do ano. As bases da concessão terão ainda de der promulgadas pelo Presidente da República e só depois o consórcio vencedor poderá avançar com os estudos técnicos e posterior início da construção. Em declarações ao Diário Económico, Mário Lino afirmou “não crer que o veto vá acontecer”, uma vez que “a alta velocidade é para o Governo uma prioridade política com calendários bem definidos e que têm vindo a ser cumpridos”. A actual conjectura económica também parece não ser impedimento para o seguimento do projecto. Segundo o ministro, “Não está previsto gastar dinheiro em 2009 com a alta velocidade. Só a partir do final de 2010 [quando arrancar a obra] é que o Governo entra com dinheiro e a maior parte será em 2011 e 2012, na fase da construção”.
Segundo o Diário Económico, Manuela Ferreira Leite afirmou que se ganhar as eleições “a primeira coisa a fazer é adiar” o projecto do alta velocidade, para em seguida “fazer uma análise muito profunda dos encargos que isso tem no futuro”.



Na Transportes em Revista. Nunca pensei desejar tanto a vitória da Ferreira Leite. Com o dinheiro que se planeia gastar na Alta Velocidade, ganhávamos uma ótima rede convencional e ainda se melhoravam as ligações internacionais, que também mobilizam fundos europeus.


* O Metro do Porto chegou, como já disse, ao google transit. O que descobri ontem foi que o google transit também funciona em telemóvel. Seja, em qualquer situação um telemóvel com internet pode dizer-nos qual o(s) próximo(s) metro(s) entre as estações que quisermos, o preço, etc. Esqueçam os horários em papel. Depois do Itinerarium, eis a evolução gráfica. Algum dia será mundial e completa.



(grande)


* Um esboço do que poderia ser a nossa rede ferroviária (abraço, Rui):


(grande)


* Nacionalismo linguístico espanhol (via Made in Galiza)





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BLOGADO ÀS 00:45:23

13-06-2009

LÍNGUA, GALIZA, ESPAÑA ESTRAÑA

Atualizações 12/6/09

* Isto seria, no Estado espanhol, no mínimo, difícil:

Oportunidades em mirandês

Dois candidatos ao programa Novas Oportunidades, de S. Pedro da Silva, em Miranda do Douro, obtiveram, ontem, o certificado de equivalência ao 9º ano de escolaridade, com a particularidade de serem os primeiros a desenvolver todo o processo em mirandês. Albertina de São Pedro, 62 anos, e Luís Silva, de 40, apresentaram o projecto final perante o júri de certificação do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) do Centro Novas Oportunidades do Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros.

O percurso começou há um ano, por vontade dos formandos em fazer do mirandês uma língua capaz de entrar num projecto de vida desta dimensão, por se tratar, nos dois casos, de uma forma de comprovar competências adquiridas ao longo da vida. "Eu só avançava com o processo se fosse em mirandês. Desde pequena que falo mirandês e entro em agonia quando vejo as pessoas a colocá-lo de lado. Por mim, sempre que posso, falo com amigos e familiares em mirandês, é a minha língua materna", assegura Albertina.

Os candidatos levaram os portefólios, elaborados ao longo do processo, com as suas histórias de vida, em sessões igualmente faladas em mirandês, apenas com um pequeno texto intrudotório em português.

Segundo Alfredo Cameirão, orientador de curso, o processo também constituiu um desafio para o Instituto Piaget e para a Agencia Nacional para a Qualificação. " Não podemos colocar de lado este projecto, já que abre uma nova possibilidade para a língua mirandesa", observa Alfredo Cameirão.



No JN.


* Ótima jogada de marketing:

José Luís Fontela queixa-se de perseguição

Presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico pede asilo a Portugal

O presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, José Luís Fontela, disse hoje à agência Lusa que pediu asilo político ao Governo português, como primeiro passo para pedir nacionalidade portuguesa.

“Quero liberdade. Pedi asilo político para que não me tirem direitos, liberdades e garantias”, disse José Luís Fontela, advogado, poeta e escritor, acusando os serviços de informação espanhóis de “controle de correspondência” e “sequestro de livros”.

Fontela, natural da Galiza, referiu que vive em Portugal “desde 1992”, primeiro em Viana do Castelo, depois em Valença, onde ainda tem residência oficial, e agora em Braga, onde quer continuar a viver.

O pedido de asilo político, enviado por carta ao Conselho de Ministros, é o “primeiro passo” para pedir a nacionalidade portuguesa, mas José Luís Fontela aceita outro estatuto. “Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo”, salientou.

O advogado e poeta afirmou que desde os nove anos que lhe chamam “separatista”, por ser republicano, tal como o seu pai, e defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza. “Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político”, frisou, afirmando-se “republicano, federalista, democrata e socialista”.

José Luís Fontela referiu que enviou da Galiza vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha e o Brasil, mas não chegaram ao destino. A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que apelidou de “polícia política monárquica”, estão a fazer “controles de correspondência” e a “sequestrar cartas e livros”.

Fontela disse ainda que anexou ao pedido enviado ao Governo português uma carta dirigida ao ministro do Interior de Espanha em que denuncia os alegados sequestros de correspondência



No Público.



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BLOGADO ÀS 00:46:52

10-06-2009

PORTURARIDADE, LÍNGUA, CENTRALISMO, GRANDE PORTO, ESPAÑA ESTRAÑA

Atualizações 9/6/09

* Continua a ofensiva monolingue na Estado espanhol, ou de como se usa a 'democracia' e o 'direito de escolha' para se proceder à substituição linguística. Se no tempo do Franco e em todos os séculos anteriores essa substituição era feita à força, agora utilizam-se tribunais e eleições:

Éuscaro perde a condição de língua veicular no ensino do País Basco

O Tribunal Superior de Justiça do País Basco suspendeu cautelarmente os decretos que faziam da língua basca a principal língua de comunicação no ensino primário e no bacharelato

Nationalia.cat - Começa o retrocesso da língua basca em Araba, Biscaia e Guipúscoa. O Tribunal Superior de Justiça do País Basco (STJPV) suspendeu cautelarmente dois decretos aprovados pelo Governo anterior que garantiam ao éuscaro a condição de língua veicular no ensino primário e no bacharelato.

Mal que foram apresentados esses decretos, uma associação de pais e mães chamada Plataforma por la Libertad de Elección Lingüística, recorreu nos tribunais ao considerar que era suprimido o direito de escolher a língua castelhana.

O tribunal aceitou os recursos a trâmite, e por isso procedeu de imediato a suspender os decretos de maneira cautelar. Segundo informa o diariovasco.com, o novo lehendakari socialista, Patxi López, já disse durante a sua sessão de investidura que se comprometia a derrogar "imediatamente" os artigos dos decretos que estabelecem o éuscaro como língua veicular. Segundo o diário, os decretos puderam ser suspensos sem mais dificuldades porque "a Administração não se opõe".

Ante esta notícia, a organização interessada mostrou-se satisfeita e desafiante: "os centros de ensino não se poderão amparar na existência de uns decretos para fazer mudanças nos modelos de ensino de duvidosa legalidade", segundo publica El Correo. Segundo este mesmo meio, a secção do Partido Popular no País Basco não demorou em se felicitar por uma decisão que, dizem, "confirma a ilegalidade das políticas de imposição do éuscaro desenvolvidas pelo anterior departamento da educação".



No PGL.


* Já há um projeto concluído - até podem achá-lo feio, mas pelo menos aproveitavam o levantamento:

Direcção Regional de Cultura está a concluir recolha de informação para a recuperação do Mercado do Bolhão



No Público.


* Em Lx, há quem ainda tenha a cabeça enfiada no cu:

José Manuel Costa lembra que em 1980, ano de abertura da sala de cinema na Rua de Barata Salgueiro, a Cinemateca Portuguesa era "o único sítio onde se podia ver a história do cinema, e esse foi o contexto que determinou toda a doutrina de fundo".



No Público.


* Mais sobre o PDM de Espinho. Talvez não tenha sido boa ideia fazer um Plano destes 'sem a presença de um arquitecto', mas a ideia de aumentar 'significativamente a possibilidade de se construir em zonas rurais' é claramente uma ideia errada. Em Gaia e agora em Espinho (as situações que tenho acompanhado) persistem nesta ideia bizarra - mais do que consolidar o núcleo urbano, a ideia é de avançar para o campo. Se na Holanda pensassem assim já não havia Groene Hart para ninguém.

E não podem argumentar que há vários núcleos urbanos, porque a responsabilidade é sempre de quem planeou no passado e de quem planeia agora para o futuro. Se houvesse autoridades metropolitanas / regionais de planeamento urbanístico, podia-se aliviar as Câmaras deste fardo que, obviamente, as ultrapassa.



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BLOGADO ÀS 00:14:24

02-06-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 1/6/09

* Um hino ao Planeamento Urbano Português (em maiúsculas, pois é nome de bicho raro):

Cidade Nova fantasma

Urbanizações construídas na década de 80 escondem centenas de lojas devolutas

O cenário passa despercebido a quem atravessa a vila de Valença. No interior dos grandes prédios da Cidade Nova há centenas de lojas devolutas, por estrear, degradadas, com vidros e chão partidos, "pixadas" e até incendiadas.

São edifícios que, na década de 80, nasceram a um ritmo alucinante no encalço do "el dorado" que a vocação comercial demonstrada por aquela vila de fronteira prometia. "Valença teve um crescimento desmesurado e um pouco anárquico. Pensou-se que a vila, pela apetência comercial que tem, tudo albergaria, no entanto, o crescimento tem de ser harmonioso, progressivo, por áreas geográficas…Tudo seria muito bonito se, de cada vez que colocasse-mos em plena utilização um centro comercial, avançassemos para outro, mas o problema foi que num curto espaço de tempo cresceram dez centros comerciais e nenhum deles ficou em plena utilização", comentou Joaquim Covas, vereador na Câmara de Valença e presidente da União Empresarial do Vale do Minho (UEVM), justificando: "Na década de 80 tudo se construía, tudo se vendia".

(...)



No JN.


* Parece quase uma notícia inventada por mim. Depois de passar alguns meses denuciando a falta de planeamento estratégico da CP, que prefere flutuar ao sabor das manias e desmandos do Governo, eis que a realidade vem dar-me razão. Juro que preferia que não fosse o caso, que na realidade a CP fosse uma empresa a sério e que eu não passasse de uma pessoa alheada da realidade e com princípios de esquizofrenia. Mas afinal não:

CP condenada a pagar 20 mil € a 'emprateleirado'

Assédio moral foi provado no caso de um técnico que passou nove anos sem ter o que fazer

(...)

Em 1992, era Chefe do Serviço de Estudos Estratégicos da CP. Até então, diz o tribunal, era reconhecido como um "técnico de altíssima craveira intelectual", mas isso não impediu a CP de o manter "apenas nominalmente" ao serviço, já que, a partir daí, não "recebeu qualquer ordem, instrução, orientação ou directiva. Por isso, viveu num "estado permanente de desgosto, ansiedade, frustração e revolta".



No JN. Sugestão do Nuno.


* Sempre à frente, esses espanhóis:

Ferrovias: Espanha vai acabar com "bitola ibérica"

O Ministério do Fomento, em Espanha, encomendou um estudo para acabar com quase 12 mil quilómetros de via férrea com especificação da designada "bitola ibérica", também utilizada em Portugal.

Segundo o jornal El Economista, o estudo (incluído no Plan Español de Infraestructuras y Transporte) deverá estar pronto até final do ano. A alteração da infra-estrutura deverá representar investimentos estimados num mínimo de 5 000 milhões de euros.

A ideia do governo do país vizinho visa acabar de vez com o uso da bitola ibérica (distância entre carris), que actualmente mede 1 668 milímetros, subsituindo-a pela europeia (1 435 mm), de modo a homologar a rede ferroviária pela bitola internacional.

A alteração perspectivada não afectará os 1 563 quilómetros rede de alta velocidade, já construída pela bitola internacional.



No Díário Digital, via Vítor Silva.


* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários já tem as ligações a funcionar (basta carregar em cada título). Nuno, obrigadinho pelo jeito.


* Mais um camarada a juntar-se ao pleito:

(...)

Francisco José Viegas, nosso cronista de segunda a sexta-feira na secção de Cultura & Espectáculos, inaugura na sua intervenção de amanhã a nova grafia conforme ao Acordo Ortográfico.

(...)



No CM, via blogtailors.


* Opção B! Opção B! Opção B!

(sugestão da M)


* Uma mulher: Catarina Wallenstein





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BLOGADO ÀS 02:18:56

31-05-2009

LÍNGUA, NOVAS DA GALIZA

Guarda-redes vs Goleiro: uma eterna disputa

Se podemos afirmar que a cultura de um povo ou de uma comunidade se baseia na aceitação da sua especificidade, é também defensável que tanto a génese quanto a sobrevivência dessa cultura dependem do seu grau de xenofobia. Na palestra de aceitação do Booker de 1994, James Kelman reagia assim às críticas dirigidas ao seu livro (How late it was, how late): “Uma linha fina pode existir entre elitismo e racismo. Quando o tema é linguagem e cultura, a distinção pode simplesmente deixar de existir.” (trad. do autor) Sendo Kelman escocês e tendo transposto para o referido livro essa especificidade, afrontou a ira dos críticos londrinos com um ataque direto ao que realmente os unia contra o livro: não a sua qualidade, mas a sua especificidade. Não uma especificidade que os londrinos reconhecessem como sua, mas uma especificidade escocesa, estrangeira, estranha ao padrão de Londres.

Como este existem recorrentes exemplos da nossa incapacidade em assumir e aceitar a diferença, ou de como a nossa conceção do 'normal' está solidamente assente sobre preconceitos: nos atentados às Torres Gémeas e consequente 'Guerra ao Terror', toda a pista que levasse a fundamentalistas islâmicos era bem-vinda – árabes ou crentes do islão em geral eram inevitavelmente considerados culpados; na criminalidade – se envolve minorias étnicas (ciganos), comunidade emigrante (africanos, europeus de leste), então já é notícia, e nós regozijámos com a clareza do axioma; no futebol – qualquer vitória sobre a Inglaterra tem duplo prazer.

Todos estes exemplos, aparentemente avulsos, explicam os nossos preconceitos: preconceito de superioridade em relação a árabes e africanos, e de inferioridade em relação a britânicos. Podemos até acharmo-nos fora deste circo dos preconceitos, mas basta apenas que a realidade nos troque as voltas para percebermos todos os preconceitos que subsistem dentro de nós.

As discordâncias em relação ao Acordo Ortográfico em Portugal têm normalmente duas razões: a técnica, muito rara, e a motivada pela ignorância. É uma ideia assente que o AO não é mais que uma concessão ao Brasil, uma prenda política do Governo Português ao seu congénere brasileiro. Quando explico a estas pessoas a história verdadeira do AO, da sua assinatura em 1990, dos anteriores acordos da língua, da discordância entre normas que agora será sanada, etc., a grande maioria das pessoas reconsidera. Alguns tornam-se mesmo adeptos do AO.

Ainda assim, subsistem portugueses que não percebem que este é apenas um acordo gráfico: nem a fonia nem a cultura serão afetadas. De qualquer maneira, as telenovelas e a música brasileiras já há muitas décadas influenciaram o português de Portugal. A influência, boa ou má, já existe. O mal (ou o bem) já está feito. O que subjaz desta contestação, da recusa desta novidade, não é o AO em si, que pouco ou nada lhes interessa: é a negação de uma grafia ‘abrasileirada’. É um preconceito português em relação aos brasileiros, à sua cultura, à sua maneira de ser. É o ex-colonizador a tentar reforçar a sua soberania, já há muito desaparecida.



publicado no Novas da Galiza de Maio

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BLOGADO ÀS 23:04:56

30-05-2009

LÍNGUA, GALIZA, AMIGOS, ENTRE-DOURO-E-MINHO

Atualizações 30/5/09

* O Valentim, camarada cá da malta, vai ser o novo presidente da AGAL. Parabéns, amigo. Coragem para o futuro.


* Melgaço e Monção já dispõe de (razoáveis) ligações ferroviárias a Vigo e Ourense: basta-lhes cruzar o rio Minho e, em Arbo ou Salvaterra, apanhar um comboio galego. Uma maneira simples de otimizar as ligações ferroviárias nesta zona era promover comboios diretos entre Ourense e o Porto. Assim, aos habitantes de Melgaço e Monção bastava-lhes cruzar uma ponte para terem uma ligação direta ao Porto. Esta seria a verdadeira 'Linha do Minho'.



(grande)



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BLOGADO ÀS 00:43:29

23-05-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, TERRA, FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO

Atualizações 22/5/09

*

Acordo Ortográfico: Professores exigem formação prévia

Novo código entra em vigor nas escolas já no próximo ano lectivo. Professores pedem formação "atempada" e "rigorosa".



No JPN, via blogtailors.


* O TAF estreia-se a escrever no JN. Saudações cordiais para o amigo cronista, portanto. Duas notas. Não é Porto +Gaia +Matosinhos, mas sim Porto +Gaia +Matosinhos +Maia +Valongo +Gondomar. Mais de um milhão de habitantes. Se é para fazer a reforma, que se faça pelo todo e não uma meia-reforma, entregando-se a gestão das áreas mais periféricas aos concelhos que não integrarem esta massa urbana. E 'Um dos graves problemas com que se depara o país é a reduzida dimensão das autarquias', assim como autarquias grandes demais, como Gaia. Equilíbrio é o que se pede. Isso e a criação da definição 'concelho metropolitano'.


* Talvez seja mesmo desta - um serviço fraquinho, imagino, mas é melhor começar por algum lado:

Linha de Leixões

Novo serviço ferroviário de passageiros a partir de Setembro

Foram assinados no dia 22 de Maio dois protocolos que permitirão a criação de um Novo Serviço Ferroviário de Passageiros na Linha de Leixões. Os protocolos, homologados pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, envolveram a CP, a REFER, a APDL e a Câmara Municipal de Matosinhos.

(...)

Numa 1.ª Fase, já a partir de Setembro próximo, o serviço irá realizar-se na ligação Ermesinde – Leça do Balio, com paragem nas estações intermédias de São Gemil e de São Mamede de Infesta, prolongando-se numa 2.ª Fase até Leixões.

Na 1.ª Fase, o serviço será garantido com um comboio de meia em meia hora, nos dias úteis e nas horas de ponta, sendo de um comboio por hora nos restantes períodos de segunda a sexta-feira. Na estação de Ermesinde haverá ligações com as Linhas de Braga, Douro e Guimarães, e ao Porto - Campanhã, sendo oferecido um serviço urbano de 5 em 5 minutos.

Tendo em vista a adaptação da Linha (que actualmente serve apenas comboios de mercadorias para o porto de Leixões) à circulação de comboios de passageiros, a REFER vai proceder à realização de diversas obras de requalificação, nomeadamente, nas infra-estruturas de apoio aos passageiros nas estações de São Gemil, São Mamede de Infesta e Leça do Balio, na construção da nova Estação Intermodal de Leixões, na infra-estrutura ferroviária e na electrificação da ponta final da linha até à nova estação.



Na página da REFER.



(grande)



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BLOGADO ÀS 01:12:30

17-05-2009

LÍNGUA, VÍDEOS, HUMOR

Atualizações Adoentadas 16/5/09

* Para que ninguém diga que este não é um blogue político, aqui vos deixo com Barack Hussein Obama, um homem com piada que merece ser mais conhecido:



Via Arrastão.


* Aparecer no Spider-man tem as suas vantagens: Phaidon reúne em livro os últimos dez anos da obra de Álvaro Siza. Se, por exemplo, o livro do Tony Carreira aparecer esquecido numa secretária do próximo The Evil Dead, aposto que vai parar a Hollywood. Próximo super-herói romântico?


* No Estado espanhol continua a trapalhada. Em Madrid inventaram que o galego não era português, e que o valenciano não era catalão. Esquizofrenias deste calibre só podiam dar nisto:

PP do País Valenciano obriga ao Europarlamento a fazer duas versões televisivas do anúncio eleitoral em catalão

"O sobrecusto por ter que fazer 'também' o anúncio na variante valenciana tem sido de 6.000 euros"

PGL - O Parlamento Europeu teve que fazer duas versões em língua catalã do seu anúncio institucional com motivo das próximas eleições européias de 7 de junho. O motivo: a ameaça da Generalitat valenciana de não emitir o anúncio por Canal 9 se era "igual" que o que se tinha que emitir por Tv3.

Finalmente a Eurocámara acedeu a fazer duas versões do mesmo anúncio televisivo, um feito na variante central do catalão, e o outro na variante valenciana. Ora bem, o texto não tem variado nem uma vírgula, só muda o ator/atriz que protagoniza cada um dos spots, que lêem o texto cada qual em sua variante.

(...)



No PGL.



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BLOGADO ÀS 00:31:15

15-05-2009

OCORRÊNCIAS, LÍNGUA, BICICLETAS, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 14/5/09

* É óbvio que eu, tendo tido umas cadeiritas de engenharia, não me arrogo a assinar projetos de especialidades. Muitos engenheiros e engenheiros técnicos, no entanto, achavam-se capazes de assinar projetos de arquitetura. Portugal passou 35 anos com o seu desenvolvimento urbanístico regulado por uma das leis mais incivilizadas da Europa. Daqui a 5 anos, seremos um país um pouco mais normal:

Só os arquitectos passam a poder assinar projectos

Uma longa luta, de mais de 35 anos, dos arquitectos portugueses chegou ontem ao fim: o decreto 73-73, que permite o exercício da arquitectura a profissionais sem a qualificação necessária para isso, vai ser revogado. A proposta de lei 116/10 foi aprovada na comissão parlamentar de Obras Públicas e será votada amanhã pela Assembleia da República.

“É um momento muito importante na vida dos arquitectos. É um novo ciclo que se abre”, diz João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, declarando-se “muito satisfeito” com o desfecho do processo e, sobretudo, com o facto de a nova lei ter resultado de um acordo “inédito e histórico” com a Ordem dos Engenheiros.

Até aqui, a lei portuguesa permitia que projectos de arquitectura fossem assinados por pessoas sem formação específica na área – nomeadamente engenheiros. A nova lei “consagra a arquitectura para os arquitectos”. E vai mais além do que a revogação do 73-73, decreto maldito no mundo da arquitectura. Reconhece, por exemplo, o trabalho dos arquitectos nas áreas de urbanismo, fiscalização de obra e direcção de obra.

Vai haver ainda um período de transição de cinco anos, mas depois disso, explica Gonçalo Menéres Pimentel, assessor jurídico da Ordem, “qualquer obra, da ponte ao quiosque, tem que ter um projecto de arquitectura necessariamente subscrito por arquitectos”. As únicas excepções são a renovação de interiores em edifícios não classificados e obras “de escassa relevância urbanística”.

Cada obra deve também ter um projecto de engenharia. A fiscalização pode ser feita quer por engenheiros, quer por arquitectos, dependendo da “natureza predominante da obra”. “O que se consagrou – sublinha Menéres Pimentel – é que a actividade de projecto é multidisciplinar”.



No Público.


*

Câmaras de Vagos e Aveiro trocam carros por bicicletas
Funcionários utilizam velocípedes sem motor nas deslocações profissionais, agilizando alguns serviços

Funcionários da Câmara de Vagos pediram ao presidente da Autarquia bicicletas para percorrer distância entre a Câmara e outros serviços públicos no centro da vila. Veículo rápido, económico, fácil de estacionar e não polui.

Se um dia reconhecer um fiscal da Autarquia, um técnico do sector de património, urbanismo ou qualquer outro funcionário da Câmara Municipal de Vagos (CMV) a andar de bicicleta, em pleno centro da vila de vaguense, em horário laboral, não se admire. É o mais recente veículo adquirido pela Autarquia, para facilitar a mobilidade dos funcionários.

(...)



No JN.


* Foi o que me pareceu perceber, mas eles confirmam - a Declaração de Impacto Ambiental da Barragem de Foz Tua não obriga a EDP a fazer uma nova linha ferroviária. Primeiro diz que sim, mas depois indica que a EDP deverá realizar um 'análise da viabilidade de construção de um novo troço de linha férrea'. Já que a Linha do Tua será inapelavelvemente submersa em parte da sua extensão, uma nova linha terá de ser feita nesse troço, mas a Declaração apenas manda a EDP fazer um estudo. E se o estudo concluir que a nova linha é muito cara (o mais provável), como ficámos? Com estudo e sem linha?

Mais no linhadotua.net.


* E ainda há quem diga que os políticos portugueses são maus - se querem reacionários, conservadores sem vergonha e fascistas, vejam os nossos vizinhos:

Mayor Oreja se enorgullece de que su bisabuelo prohibiese hablar el euskera en su casa

"Mi bisabuelo se esforzó para que sus hijos no se encerrasen en el granero. Prohibió que hablaran el vasco en casa, para que aprendieran bien el español". El guipuzcoano Jaime Mayor Oreja, que encabeza la lista del Partido Popular a las elecciones europeas del próximo junio, se enorgullece de esta historia familiar suya. La ha narrado esta mañana en Barcelona para justificar su oposición al modelo de inmersión lingüística en las escuelas catalanas, que consagra la lengua propia de Cataluña como la vehicular en los colegios.

(...)



No El País, via garabulho.



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BLOGADO ÀS 01:16:35

12-05-2009

LÍNGUA, CARTAZ, GALIZA, IMAGENS, REGIONALIZAÇÃO, NORTE, CENTRALISMO, POLÍTICA À PORTUGUESA

Atualizações 11/5/09

* Finalmente o bom senso:

Empresa de energia apadrinhada por Sócrates e Pinho perde certificação

A empresa Energie, da Póvoa de Varzim, perdeu a certificação de produtora de equipamentos solares térmicos, apurou o PÚBLICO. O laboratório alemão que tinha certificado os seus produtos retirou-lhe essa classificação, no final da semana passada.



No Público.


* José Sócrates:

Há uma questão que está a preocupar muita gente no Porto e no Norte: o que vai acontecer ao aeroporto? Ficará na dependência nacional, na ANA, ou terá autonomia administrativa?

É preciso para o país que haja uma gestão conjunta das diferentes infra-estruturas aeroportuárias, sobre isso não tenho a mínima dúvida e remeto todos aqueles que têm opinião diversa para um estudo feito pela ANA que é muito explícito relativamente a esse ponto.



No JN, via ACdP.


Há três premissas básicas, que convém nunca esquecer:

-o potencial de passageiros do aeroporto Sá Carneiro é infinitamente superior ao de qualquer aeroporto construído à volta de Lisboa;

-os aeroportos não 'têm' de ser geridos em rede - a gestão em rede tem de ser feito pelas transportadoras aéreas;

-só um país muito pequeno (como o Luxemburgo) pode pensar na ideia de aeroporto nacional.

Assim sendo, o que se percebe de todas estas movimentações políticas é de que o Governo acha que a ANA só conseguirá uma privatização favorável se esta incluir todos os aeroportos que gere neste momento. E que o aeroporto de Alcochete só fará sentido, na sua megalomania descabida, se tiver os aeroportos de Faro e do Porto abaixo de si na hierarquia, a alimentá-lo. Remeter o jornalista para um 'estudo feito pela ANA' é como remeter o jornalista para a 'opinião da ANA'. E o interesse da ANA é óbvio.


* Há quem ache que só podem existir ciclovias se se mantiverem os privilégios dos automóveis. Eu, obviamente, penso o exato contrário - as ruas já estão entregues aos carros, porquê insistir nisso?

Ciclovia em Alvalade abre acesa polémica

O presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, em Lisboa, considera o projecto "uma aberração". O vereador Sá Fernandes diz que o caso ainda está a ser estudado. E os utilizadores de bicicletas criticam a Junta.

Em causa está um troço de uma pista ciclável projectada para atravessar a Rua de Entrecampos e a Avenida Frei Miguel Contreiras. Esta ciclovia faz parte do plano da Câmara Municipal de Lisboa para uma rede de pistas cicláveis que deverá atingir os 25 quilómetros de extensão até ao final do ano.

Armando Dias Estácio, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, emitiu um comunicado e um abaixo-assinado num tom bastante crítico contra o projecto. Sucintamente, a Junta de Alvalade considera "um absurdo" a construção de uma pista ciclável na Rua de Entrecampos. A diminuição de estacionamento automóvel é o argumento apresentado.



No JN.


*


Dia 17 de Maio em Compostela:

Por todo isto este 17 de maio queremos fazer saber que:

1. É umha falácia que exista umha imposiçom do galego. A imposiçom do castelhano nom tem discussom desde o momento em que é a única língua que todos os cidadãos e cidadãs do estado espanhol têm a obriga de conhecer segundo a constituiçom espanhola.

2. Reclamamos, para enfrentar esta situaçom, a aboliçom do sistema legal que subordina o galego ao castelhano, a aboliçom do supremacismo castelhano que procura a limpeza do galego e exigimos a implementaçom de autênticas políticas de normalizaçom lingüística ao serviço da nossa sociedade.

3. Consideramos hipócrita a negaçom do conflito lingüístico existente na sociedade galega, causado por umha legislaçom de inspiraçom perversa, que condiciona e impede o desenvolvimento de umha verdadeira normalizaçom lingüística. Exigimos, aliás, que instituições teoricamente concebidas para o estudo e potenciamento da língua (RAG e ILG) se pronunciem sobre tal conflito, saindo de um silêncio que colabora na subordinaçom do galego e na manutençom do supremacismo castelhano.

4. Afirmamos que a normalizaçom lingüística é um direito colectivo inalienável, constituindo a necessária coesom social de cada povo em torno à língua própria. O monolingüismo social é o complemento natural ao polilingüismo individual e à diversidade lingüística crescente das sociedades actuais. Negamos a reduçom do galego a um fenómeno meramente individual pois, como qualquer língua viva, é umha realidade social cujo sentido e utilidade reside no seu uso na Galiza como língua comum a todos e todas e para o relacionamento internacional.

5. Toda a instituiçom social, como os meios de comunicaçom, ensino, administraçom e quaisquer serviços públicos, deve contribuir, portanto, à eliminaçom dos preconceitos e discriminações contra a nossa identidade lingüística e cultural e promover a normalizaçom lingüística. Denunciamos especialmente a pretensom de continuar discriminando o galego no ensino infantil e pré-escolar, encorajando o auto-ódio e a galegofobia.

6. Consideramos que, frente ao recrudescimento do discurso refractário ao galego na vida pública, a política lingüística nos últimos quatro anos se tem caracterizado polo continuísmo com a era fraguista. E que com a chegada do novo governo à Junta da Galiza se aproximam tempos de retrocesso e de concessom aos sectores mais espanholistas.

7. A nossa aposta é reintegracionista, pois consideramos que o único futuro do galego passa por integrar-se no mundo da Lusofonia que permitirá a sua sobrevivência, ajudará ao seu prestígio e, sobretudo, fará com que os utentes tenham um universo de possibilidades de relações humanas, comerciais e culturais ao seu dispor.

8. Fazemos parte do movimento social de base que trabalha diariamente ao longo de muitos anos para a dignificaçom da língua e da cultura galegas e que nom somos um movimento que fique à espera de que governos ou instituições venham a lançar leis que salvem ou embarguem o futuro da língua.

9. O sistema cultural galego, com todos os seus produtos, é um sistema cultural dependente do sistema cultural espanhol e tem como conseqüência que todos os produtos que chegam a nós tenham que ter passado anteriormente um filtro. A nossa cultura nunca conseguirá falar em pé de igualdade com culturas doutros lugares estando baixo este jugo, pois nom poderá ter presença própria, senom através da espanhola.

10. Denunciamos a discriminaçom e silenciamento da tradiçom cultural galeguista do reintegracionismo, e reclamamos o justo reconhecimento social de umha das principais figuras culturais do século xx galego, cujo legado continua vivo: Ricardo Carvalho Calero, para quem reclamamos o Dia das Letras no ano 2010, ano em que se cumprem 100 anos do seu nascimento e 20 anos do seu finamento.





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BLOGADO ÀS 02:01:18

30-04-2009

PORTURARIDADE, IMAGENS, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, ENTRE-DOURO-E-MINHO

Atualizações 29/4/09

*

De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa. Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ...
A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato ... (sic)

Continua a desinformação. 'Pacto' não muda, 'húmido', 'hora' e 'facto' idem. A única palavra que irá mudar é 'acto', que passa a 'ato'. Quem escreve estas barbaridades? Servirão para enganar quem, as velhinhas das aldeias?


*

Bloco de Esquerda quer mais-valias urbanísticas a reverter para o Estado como forma de evitar corrupção

O BE vai apresentar, ainda nesta sessão legislativa, um projecto de lei em que propõe que as mais-valias urbanísticas decorrentes de um acto administrativo passem a reverter a 100 por cento para o Estado. Os bloquistas defendem que assim se evitaria a especulação imobiliária. Esta é uma de quatro propostas de combate à corrupção apresentadas ontem no encerramento das jornadas parlamentares, que decorreram em Braga.
"Grande parte da corrupção em Portugal nasce da especulação imobiliária", considera Francisco Louçã. "Há terrenos que aquando da classificação como terreno rural valiam dez, mas quando passaram a ser urbanizáveis, passaram a valer um milhão", ilustra o dirigente. A proposta do BE propõe fazer reverter essa diferença de valorização para a posse pública, sem prejuízo para os proprietários do valor do terreno anterior à alteração.

(...)

No Público.


*

Cidadãos saem em defesa do solo agrícola do país

Portugal já não é rico em solos férteis, mas uma recente legislação veio retirar a garantia de que os que existem serão preservados. É esta a principal crítica – e preocupação – de um grupo de cidadãos que pôs a circular na Net uma petição em defesa da Reserva Agrícola Nacional (RAN).

No final do mês passado, foram aprovadas alterações ao regime da RAN que, segundo os subscritores, não melhoraram a lei anterior, antes a alteraram por completo. Por isso, apelam a que os deputados da Assembleia da República introduzam alterações que permitam que os solos sejam salvaguardados para a produção de alimentos.

A petição foi posta a circular na segunda-feira em www.peticao.com.pt/reserva-agricola-nacional e já conta com cerca de 450 assinaturas, entre as quais a do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, um dos ideólogos das reservas agrícolas e ecológicas nacionais.

Também no Público.


*

Comboios frequentes cruzam São João da Madeira em 2011

A reconversão em estação do apeadeiro de Arrifana, em Santa Maria da Feira, a construção de uma nova estação em Orreiro e de dois apeadeiros junto ao Museu da Chapelaria e na zona de Fundo de Vila, em São João da Madeira, são as obras previstas para que o município são-joanense tenha comboios frequentes, a circular de 20 em 20 minutos, a partir de 2011. A aquisição de três composições para o reforço das circulações diárias na Linha do Vouga em cinco paragens, do limite norte ao extremo sul de São João da Madeira, também faz parte dos planos. O concurso público para a elaboração do estudo prévio do projecto de execução desse sistema de comboios frequentes no troço entre Arrifana e Orreiro foi publicado no Diário da República na última segunda-feira. O valor base do concurso é de 330 mil euros e o prazo de execução de 150 dias.

A abertura do concurso surge em sequência da assinatura de um protocolo oficializado a 23 de Novembro de 2008, dia em que se comemorou o centenário da entrada em funcionamento da Linha do Vale do Vouga, entre a Rede Ferroviária Nacional (Refer), CP - Caminhos-de-ferro Portugueses, e as câmaras de São João da Madeira, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis. A instalação do sistema de comboios frequentes, que atravessará o município, representa um investimento total de 9,4 milhões de euros. Uma quantia que será suportada por fundos comunitários e pelos orçamentos da Refer, CP e Câmara de São João da Madeira.

"Este poderá vir a ser um primeiro passo para uma futura ligação da nossa ferrovia à rede do Metro do Porto", admitia Castro Almeida, presidente da autarquia são-joanense, antes da assinatura do protocolo. A Refer assume a elaboração dos projectos de intervenção na ferrovia respeitantes à requalificação do troço e a Câmara de São João da Madeira fica responsável pelos projectos de integração funcional.

Idem, no Público.

É triste ver as Câmaras a obrigadas a resolver problemas que competem à Administração Central. A Linha do Vouga, no seu percurso na Região Norte, atravessa quatro concelhos (Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis) que concregam mais de 250.000 almas. A via está degradada, tem curvas e passagens de nível (muitas sem guarda) a mais e uma velocidade comercial muito baixa. Acresce o facto de ainda não ter tido direito à passagem da bitola métrica para a ibérica, o que a torna uma linha de brinquedo, sem ligações à rede. E como as obras em Espinho não comtemplaram esta via, a nova estação subterrânea encontra-se a 500 metros da estação Espinho-Vouga.

O metro parece-me ideia despropositada. Uma linha de suburbanos a fazer ligação à Linha do Norte em Espinho, e a substituição da superestrutura / eletrificação / migração para a bitola ibérica com travessas polivalentes / correção de traçado / eliminação das passagens de nível, isso sim já me parecia indicado.




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BLOGADO ÀS 02:20:33

27-04-2009

PORTURARIDADE, ACORDO ORTOGRÁFICO, BICICLETAS, ENTRE-DOURO-E-MINHO

Atualizações 26/4/09

* Algarve - obsessão por rotundas, carinho por bicicletas:

EN125 sem anúncios e com 71 rotundas

A EN125 terá 71 novas rotundas, uma ciclovia em toda a sua extensão e não terá publicidade quando terminarem, em 2012, todas as obras previstas. O contrato de concessão, que é assinado hoje, em Faro, com a presença do primeiro-ministro, prevê a requalificação da estrada de 157,5 quilómetros, a construção de 30 quilómetros e a exploração de mais 86 quilómetros de outras vias.

(...)

No Correio da Manhã.


* Há uma escola que já segue o Acordo Ortográfico, se bem que ainda parcialmente:

Regras por mudar nas escolas

Os alunos do externato Papião, em São Pedro do Estoril, acham mais fácil escrever com as regras do Acordo Ortográfico do que com as actuais. Quem o garante é Isabel Nunes, directora do estabelecimento de ensino, o primeiro do País a adoptar as novas regras. "Os alunos já estão bem adaptados e acham que é mais fácil", contou ao CM.

(...)

O acordo não está contudo a ser adoptado de forma integral. 'Tivemos dúvidas na aplicação das novas regras de acentuação e dos hífens, por isso decidimos apenas aplicar a regra da eliminação das consoantes ‘c’ e ‘p’ quando não se pronunciam', afirma a responsável, defendendo a necessidade de serem promovidas 'acções de formação de professores que esclareçam as dúvidas'.

(...)

O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, afirmou que o Acordo deve entrar em vigor já a 5 de Maio. Mas o Ministério da Educação já disse que não se aplicará nas escolas no próximo ano lectivo. As associações de pais criticam as divergências.

(...)

No Correio da Manhã, através dos Blogtailors.


* Gente que se vem pelo cu, de excitação pura, ao torturar touros e outros animais domésticos como garnizés e ervilhas-de-cheiro, manifesta-se:

"Façam referendo que a cidade aprova touradas"



No JN.



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BLOGADO ÀS 00:17:21

17-04-2009

PROJETOS, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO, METRO

Atualizações 16/4/09

* Portugal adia entrada em vigor do Acordo Ortográfico:

A implementação do Acordo Ortográfico em Portugal e Cabo Verde, inicialmente indicada para 05 de Maio, foi adiada para o segundo semestre deste ano, garantiu hoje à Agência Lusa o ministro da Cultura cabo-verdiano.




* Ai. A Metro insiste em construir a linha entre o São João e a Senhora da Hora, vulgo Linha de São Mamede de Infesta:

Como estão os processos das outras linhas da segunda fase?

A segunda fase tem 45 quilómetros e, em 43 quilómetros, tem sido tudo completamente pacífico. O diálogo entre as autarquias e a Metro do Porto tem decorrido da melhor maneira, tanto nas duas linhas principais, a de Gaia e a de S. Mamede de Infesta, como na ligação entre Campanhã e Gondomar. Tem havido reuniões regulares e não há polémica.

Tudo isto depois de se ter repetido inúmeras vezes a redundância de se construir uma linha de metro sobre o traçado de uma linha de caminho-de-ferro (em vias de reabrir).


* Sobram-me meses de expetativa.



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BLOGADO ÀS 01:28:06

01-04-2009

FOTOS, LÍNGUA, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, MULHERES, ENTRE-DOURO-E-MINHO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 31/3/09

* Ponte de Lima tem, aparentemente, uma pessoa razoável a presidi-la:

(...)

Observando que "qualquer dos traçados que vier a ser escolhido trará consigo consequências negativas", Campelo mostra-se esperançado na melhoria do projecto definitivo, assim como na superação dos aspectos negativos pelos positivos. A saber: "o aumento da competitividade territorial, através da criação de possível ponto de embarque de pessoas e mercadorias, assim como a redução dos níveis de poluição, pela opção por um meio de transporte mais saudável". Quanto ao primeiro ponto, o autarca limiano assinalou que em equação pela RAVE está a utilização da futura via também por comboios que não de alta velocidade, composições que poderão vir a ter uma paragem no concelho limiano.

Tem todo o sentido - já que o troço Porto-Vigo não será em Alta Velocidade e a linha é mista, poderão haver serviços semelhantes ao InterCidades atual a fazer paragens em Famalicão, Braga, Ponte de Lima e Valença / Tui. Se não for este o caso, uma paragem em Valença num comboio rápido entre Braga e Vigo é uma ideia estúpida.

No JN.


* O crime compensa:

Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, condenado por tentar corromper o vereador Sá Fernandes, foi nomeado presidente da empresa intermunicipal “Braval”. A Braval é a empresa de tratamento de resíduos sólidos do Baixo Cávado, que engloba os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras do Bouro e Vieira do Minho.




* Google é reintegracionista:

(...)

Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.




* Uma mulher: Lisa Hannigan





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BLOGADO ÀS 01:08:59

31-03-2009

REGIONALIZAÇÃO, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO

Atualizações 30/3/09

* As minhas fontes falharam: afinal fecharam a linha do Corgo e a do Tâmega, ambas por razões de segurança, e Ana Paula Vitorino anunciou que as linhas serão modernizadas, gastando-se 1 milhão de euros por quilómetro, o que me parece simpático.

Dizem por aí que a reconversão da Linha do Tâmega incluirá a passagem de via estreita a via larga, passando assim a fazer parte da rede de suburbanos do Porto, com comboios diretos. Consequentemente, passará muito facilmente das 150 pessoas por dia para largos milhares. Claro que certas pessoas de Lisboa não entendem isto. Não sei quem é Maria João Avillez, mas detesto-a. Pessoazinha ignorantezeca, irra.


* Afonso Miguel, de quem me habituei a discordar, faz o resumo da desativação de linhas de caminho-de-ferro nos últimos 30 anos.


*

Inovação «made in» Bragança: Finalmente um partido político defende a Regionalização por Fusão de Autarquias

No Norteamos, via TAF.


* É óbvio que, perguntando a pessoas sem formação na matéria, elas dirão que preferem o metro subterrâneo no seu bairro. O Metro do Porto é um metro de superfície, gente. Acordem.


*

Aplicação das novas regras deverá começar na documentação oficial do Estado
Acordo Ortográfico poderá ser implementado em Portugal e Cabo Verde a 5 de Maio

No Blogtailors.


* O meu apelo (sem desespero, espero).



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BLOGADO ÀS 02:59:50

25-03-2009

FOTOS, LÍNGUA, GALIZA, VIAGENS, IMAGENS, TERRA, FERROVIÁRIO, NORTE, POLÍTICA À PORTUGUESA, PORTUGAL ESPERTO, PÓVOA-VILA, GRANDE PORTO

Atualizações 24/3/09

*

Movimento cívico defende região autónoma

O Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) promete defender "com unhas e dentes" a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia igual à da Região Autónoma da Madeira e até defende a criação de uma zona franca na Região.

Este é um movimento completo - para além de pugnar por questões regionais, não deixa de se relacionar com as grandes questões nacionais (senão mesmo da humanidade):

Outra das causas que este movimento abraçou foi a da taxa dos contadores da água. O MAN organizou uma petição, com 1190 assinaturas, que já enviou ao Provedor de Justiça, onde denuncia que a taxa de disponibilidade de caudal cobrada aos munícipes é "uma forma camuflada de cobrança ilegal com o recurso à esperteza saloia para obter receitas ilícitas, pela utilização dos contadores da água", refere a petição que está em fase de análise pelo Provedor.




*

Um homem que circulava esta quart-afeira de manhã numa bicicleta, na Estrada Nacional 378, na Venda Nova, concelho de Sesimbra, teve morte imediata após ter sido atropelado por um automóvel e ter caído em plena via.

Não queria soar a maluquinho das bicicletas, mas um agente da autoridade não pode expressar a sua opinião sobre os casos em mão. É a lei.

Filipe, de cerca de 60 anos, terá tentado desviar-se dos buracos existentes na berma da estrada e acabou por se desequilibrar e cair. O veículo que seguia na sua traseira, no sentido Sesimbra/Fogueteiro, não conseguiu travar e atropelou-o.

Segundo as autoridades policiais, esta é a explicação mais plausível para o acidente. "A pessoa iria a circular na via e ao desviar-se de uns buracos, desequilibrou-se e caiu na estrada. A viatura que seguia atrás não teve tempo de reacção", adiantou, ao JN, fonte da GNR, que identificou a condutora do automóvel, prosseguindo agora as investigações para que o caso transite para tribunal.

Se assim dita a lei, porquê isto? É assim que se fazem inquéritos em Portugal? Pergunta-se à pessoa que sobreviveu a um acidente a sua versão do que aconteceu e fecha-se o inquérito? Ou apenas se decreta, a priori, a culpabilidade do ciclista (ou a natural previsibilidade do acidente)?


* A Associação Galega da Língua Portuguesa chegou ao Mário Soares - será que ele reparou?




* Eis uma ótima notícia: em Lisboa, Metro cresce mais dois quilómetros em Agosto. A Linha Vermelha, que acabava na Alameda (Linha Verde), vai continuar até São Sebastião (Linha Azul), passando pelo Saldanha (Linha Amarela). Digam o que disserem, a rede lisboeta é fraquinha. Tem poucas interligações entre as várias linhas e deixa uma parte importante do território por cobrir. É bom ver que andam a corrigir isso.




* Em Ponte de Lima discute-se a chegada da Velocidade Elevada - terão direito a estação? Era bem.


* Sugestão do Nuno:

Especialistas de energia denunciam "embuste" na visita de Sócrates e Pinho à Energie

A visita de José Sócrates e de Manuel Pinho às instalações da Energie para assinalar a segunda fase de expansão da fábrica que produz o que designa por "painéis solares termodinâmicos" está a desencadear uma série de protestos por parte dos principais responsáveis pela investigação e indústria solar no país.

"É uma empresa que assenta a sua propaganda num embuste", denuncia Eduardo Oliveira Fernandes, ex-secretário de Estado da Energia e académico que desenhou a política energética do actual Governo, no que é acompanhado por Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), e por Manuel Collares Pereira, considerado um dos principais especialistas em energia solar no país, ex-investigador do INETI e responsável pela empresa fabricante de painéis solares térmicos Ao Sol. Os três especialistas clamam que o produto da Energie, fabricado na Póvoa de Varzim, é "publicidade enganosa" - mostram tratar-se de uma bomba de calor accionada a electricidade com apoio secundário em energia solar e não de um painel solar térmico - e atribuem o incentivo político do primeiro-ministro e do ministro da Economia, com a visita efectuada, a uma possível ausência de apoio técnico adequado pelos respectivos gabinetes.




* Os tram-train avançam em Coimbra (via Transportes em Revista):

Sistema de Mobilidade do Mondego

Foi hoje enviado para publicação no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia o anúncio do concurso público relativo à Empreitada de Reabilitação das Infra-estruturas do Troço Miranda do Corvo/Serpins, do Ramal da Lousã, primeira empreitada da 1.ª Fase do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).




* Em Matosinhos, continua a limpeza da costa:

Forçados a demolir habitações onde vivem há décadas




* Comboios: Governo encerra Linha do Corgo por razões de segurança (sugestão do Nuno)


* O melhor programa de sempre versando Prevenção Rodoviária:



A mensagem é de que, se virem o Toy, não entrem no carro com ele ou, então, fujam da frente.


* Hoje, quarta-feira, 25 de Março de 2009, exploro as debilidades do sistema ferroviário português (acompanhar minuto a minuto):




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BLOGADO ÀS 00:26:24

22-03-2009

LÍNGUA, IMAGENS, MÁ IMPRENSA

Atualizações 21/3/09

* Parece-me natural que o Público trabalhe com jornais espanhóis, partilhando notícias quando se trata de assuntos ibéricos. Por vezes compreendo a necessidade de utilizarem os grandes diários de Madrid como fonte para certas notícias da atualidade espanhola; já não percebo quando se cita o El País para notícias internacionais que nada têm a ver com o Estado espanhol.

Agora isto. Bem, leiam:

No programa de Jay Leno, o presidente norte-americano falou também de temas sérios, como a situação económica dos EUA e o escândalo dos prémios na seguradora AIG, mas alternou-os com as primeiras impressões sobre o avião presidencial Air Force One: "Pessoalmente, acho que é guay (hispânico para cool)", atirou.

(negrito meu)

Não basta terem usado uma notícia em castelhano como base para algo acontecido nos EUA. Fizeram mais - não conseguiram perceber que, para além de ser invulgar em Barack Obama a utilização de calão 'hispânico', ele de facto não disse que o avião era 'guay' mas sim que era 'cool'; a tradução de 'guay' (palavra castelhana) para português não é 'cool' (palavra inglesa) mas sim 'fixe' (palavra portuguesa); não tenho a certeza que na América Latina se utilize a palavra 'guay', usada amiúde no Estado espanhol; e o 'hispânico' não é uma língua mas sim o 'castelhano' (ou 'espanhol').

Sei bem que a secção Pessoas do Público não será exatamente de jornalismo, mas este não é um caso de mau jornalismo, mas antes de atraso mental. Entristece-me um jornal assim.


*

O secretário de política linguística da Generalitat da Catalunha, Bernat Joan, explicou o caso da oficialidade do ocitano que, apesar de ser uma língua falada só ao norte do Principado catalám, é oficial em todo o território.

E porque não a oficialidade em todo o território do Estado espanhol das línguas co-oficiais, juntando-lhe o asturiano, o aragonês e ocitano?





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BLOGADO ÀS 01:23:40

20-03-2009

LÍNGUA, GALIZA, REGIONALIZAÇÃO, ACORDO ORTOGRÁFICO, IMPRENSA, POLÍTICA À PORTUGUESA, GRANDE PORTO

Atualizações 19/3/09

* O Rui Tavares ilustrou em crónica do Público o que publicou no blogue ontem, e teve o condão de, falando da desigualdade, abarcar temas como a regionalização, o Norte e a situação no Estado Espanhol. Cada vez mais, Rui Tavares é o meu herói pessoal.

O erro está em pensar que igualdade é homogeneidade, quando são coisas muito diferentes. Não por acaso, a obsessão com a homogeneidade é de direita (se pensarmos bem, é herdeira da obsessão religiosa com a pureza) e a obsessão com a igualdade é de esquerda. A direita preocupa-se menos com a desigualdade desde que o país seja homogéneo. O conservadorismo nacional é anti-regionalização, anti-imigração e anti-direitos dos gays (bom dia, Dra. Manuela Ferreira Leite) mas não perde o sono com a desigualdade. O projecto oposto não tem problemas em viver num país heterogéneo; o que nos interessa é dar a mesma dignidade a cada uma das partes que o constituem.

Em suma, eu diria que foi o quando a Espanha viu que é um país plural que começou a tornar-se um país mais igual. Mas que sei eu? Perguntem a Felipe González. O que ele respondeu numa entrevista recente foi que o segredo do crescimento da Espanha está em assumir a sua pluralidade interna: “Se há trinta anos atrás me dissessem que a Galiza viria a ser uma economia dinâmica na globalização, eu daria uma gargalhada”. Com o nosso desigual Norte a cair no atraso, é uma gargalhada amarga para nós.




*

Aos 30 anos, o "Correio da Manhã" começa nos próximos dias a adaptação do jornal ao novo Acordo Ortográfico, anunciou o director do título, Octávio Ribeiro, na edição de hoje.

Parece óbvia ainda a ignorância em relação ao Acordo:

"A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, "caro Leitor", quando já ninguém estranhar a palavra 'facto' escrita sem cê", refere Octávio Ribeiro.

Segundo o AO, 'fa(c)to' é uma palavra de dupla grafia, o que significa que se grafa como se quiser. E se na fonia preponderante em Portugal se lê o 'c', se bem que subtilmente, deve grafar-se 'facto', como eu faço há já algum tempo. O que é um facto.

No Público, via Blogtailors.


* 32 mil euros por bilhetes de La Féria:

A Câmara do Porto adquiriu bilhetes no valor de 32,5 mil euros para o musical "Alice no País das Maravilhas" de La Féria. O montante foi deduzido nos 5% da receita de bilheteira que a Autarquia tem direito. O PS critica discriminação.

No passado, a aquisição de ingressos nos espectáculos de companhias teatrais da cidade era uma forma da Autarquia apoiar esse trabalho. "A compra de bilhetes era uma maneira da Câmara do Porto ajudar as companhias no momento de concretização dos espectáculos. E distribuía esses bilhetes pelas escolas. Com Rui Rio, deixou de fazê-lo", especifica Carla Miranda, convencida de que o problema fundamental não reside nessa aquisição, mas na inexistência de critérios na gestão do Pelouro da Cultura.

"Rui Rio disse que as companhias eram subsídiodependentes", quando a única ajuda municipal era a compra de ingressos, argumenta: "Esses termos não servem para o senhor La Féria. Não é igual para todos. O facto de não existirem regras conduz a estes actos discricionários".



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BLOGADO ÀS 01:15:35

19-03-2009

PORTURARIDADE, LÍNGUA, GALIZA, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO

Atualizações 18/3/09

* Vítor Silva entrevista António Alves. O norte, a ferrovia e a bitola europeia. Não concordo com tudo o que disse, mas é bom ouvir alguém esclarecido a falar sobre estes temas.


* Obras na Linha do Minho:

Consignação da empreitada de reabilitação da superstrutura de via entre Carvalha e Valença e alteamento da gare das estações de Caminha e S. Pedro da Torre

Esta obra de reduzida dimensão esconde um pequeno segredo: "Substituição de travessas de madeira existentes por travessas de betão bi-bloco". O que significa que, mesmo para obras mais pequenas, a CP já substitui as travessas por travessas bi-bloco. O que significa que, mesmo em obras pequenas, começa a entrar em Portugal a bitola europeia. Ótimas notícias, portanto.


* O metro avança na direção de Gondomar - primeiros desvios de trânsito:

A nova Linha de Gondomar está já em fase de construção, no terreno. Depois de instalados os estaleiros de obra e devidamente garantidas todas as condições de segurança no trabalho, arrancam agora as primeiras frentes de obra em Rio Tinto.




* Gosto muito da Espanha porque, enfim, é um país muito bonito e que protege a diversidade cultural - a diversidade cultural castelhana, isto é:

«Os novos dados do Mapa Sociolinguístico da Galiza (MSG) confirmam que o galego está numa situaçom de emergência», assim de contundente foi o presidente da MNL quando ontem deu a conhecer os dados do estudo de 2004 elaborados pola RAG e só agora divulgados.

Conforme esses dados, o número de pessoas entre 15 e 54 anos que nunca falam em galego passou, entre 1992 (ano do anterior MSG) e 2004 (novo MSG), de 13 para 25% e mesmo até 10,7% das crianças reconhecem que nom receberam nem uma única aula em galego, embora que a opçom «só em castelhano» nem apareçesse contemplada no decreto de 1995.

Por outro lado, as pessoas que dizem falar habitualmente galego passaram de 30,5 para 16%; em total as que dizem falar «só galego» e «mais galego» apenas atingem 38,9%, ou seja, até 22,1 pontos menos do que em 1994 quando a percentagem atingia 61%.

A primeira recolha de dados do MSG foi realizada em 1992, e a segunda há cinco anos, em 2004, embora só seja agora em 2009 que é publicada pola RAG. O MSG é editado em três volumes: Lingua inicial e competencia lingüística (editados os dados de 1992 como 2004), Usos lingüísticos (apresentados só agora com os dados de 2004) e Actitudes lingüísticas (só dados de 1992).

Conforme apontou Carlos Callón, o MSG também reflecte uma queda 40 pontos nos dados da língua inicial, pois o galego passou de nesse âmbito de 60,3 para 20,6% em doze anos.

Ainda, o rural continua a ser o espaço com maior uso do galego, embora uma queda de quase 15 pontos (de 55,3 para 40,5%), face ao mundo urbano, onde o domínio do castelhano («só e mais») é já esmagador nalguns casos: Ferrol (85%), Vigo e Corunha (81,9%), Ponte Vedra 75,9%, Ourense 67,8%, Lugo 59% e Santiago 57,4%.

(negrito meu)


* O Rui Tavares fala da desigualdade social como coisa má, e escuda-se em gráficos e outras intrujices. Lá porque Portugal fica mal em todos os gráficos (tirando o gráfico em que não aparece), não significa que a teoria esteja correta. Apenas significa que somos um país tremendamente desigual em termos sociais e por isso temos défices de desenvolvimento. Ah? Será que isto é mesmo verdade?



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BLOGADO ÀS 00:47:40

16-03-2009

PORTURARIDADE, LÍNGUA, GRANDE PORTO

Atualizações 16/3/09

* Sérgio Caetano, na Baixa do Porto:

Três activistas do MUT - Movimento de Transportes da Área Metropolitana do Porto, foram condenados no Tribunal do Bolhão (Porto) pelo simples facto de não terem avisado atempadamente as autoridades para a realização de uma marcha dos Aliados ao Governo Civil em 2007. A marcha decorreu pacificamente pelo passeio, sem incidentes, e sem "perturbação da ordem pública" mas no final 3 pessoas foram identificadas pela polícia para mais tarde serem acusadas de desobediência...

Perante uma sala cheia de cidadãos solidários com os três arguidos, o Juiz não teve qualquer contemplação e condenou os arguidos ao pagamento de quantias entre os 540 e os 450 euros pelo crime de desobediência qualificada, por não terem cumprido todas as formalidades associadas à promoção de uma manifestação. O próprio Ministério Público tinha pedido, nas suas alegações finais, a substituição da pena de multa por uma simples admoestação!

O Juiz fez ainda questão de refutar qualquer comparação com as manifestações de adeptos de futebol na Baixa do Porto, por considerar que esse tipo de manifestações são espontâneas e impossíveis de prever. Mesmo sendo por vezes bem violentas. 3 cidadãos que "cometeram o crime" de lutar pela melhoria da qualidade de vida da sua cidade, foram condenados pelo simples facto de terem entregue fora do prazo a informação da realização da acção no Governo Civil!

Na mesma cidade onde, por exemplo, grupos de estudantes universitários organizam durante vários meses concentrações em espaços públicos e marchas ruidosas pelas ruas (a qualquer hora do dia e da noite sem qualquer comunicação ao Governo Civil), onde humilham à vista de todos outros estudantes (caloiros), vandalizam o espaço público e deixam atrás de si um rasto de lixo, perante a cumplicidade das autoridades...




* Caralho na rádio - Governo Sombra é lei.



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BLOGADO ÀS 01:47:25

04-03-2009

NOTAS, LÍNGUA, GALIZA, IMAGENS

Atualizações 3/3/09

* Português mais empregado que o galego ILG-RAG nas teses de doutoramento da USC:



* Muito curioso: na obscura categoria que escolhi para o coisas, 'generalista', sou o 19º blogue mais lido Portugal. Claro que, no cômputo geral, sou apenas 385º.



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BLOGADO ÀS 00:59:38

26-02-2009

LÍNGUA, GALIZA, POLÍTICA À PORTUGUESA, PÓVOA-VILA

Atualizações 26/2/09

* Póvoa de Varzim sem lei:

O presidente da Junta de Freguesia de Argivai, Póvoa de Varzim, terá ameaçado com "três tiros" os deputados da União Eleitoral de Argivai, na última Assembleia de Freguesia. O incidente podia ter terminado pior, não fosse o público presente ter conseguido segurar o autarca Adolfo Ribeiro.

Em resposta, explicou, ao JN, Domingos Silva, "o presidente da Junta disse, aos gritos: "Vocês são uns calhaus com dois olhos. Se tivesse aqui a 'p….' dava-vos três tiros a todos".

Isto de chamarem 'autarca' ao homem é abuso.


* No ciberdúvidas, perguntas e mais perguntas e respostas sobre o galego.


* Na Galiza, e tudo no domínio do presunto (presumível, isto é), um rapaz, Jácobo Pinheiro, matou um casal homossexual por temer ser violado. Um dos homossexuais teria aproximado-se de Jácobo, nu, Jácobo não foi na cantiga, e o homossexual terá ido buscar uma faca. Jacobo tirou-lhe a faca e matou-o com 35 facadas. De seguida Jácobo terá matado o companheiro do referido homossexual, que fugira, com outras 22 facadas. No total, 57 facadas. Passadas algumas horas, depois do banho, Jácobo ateou fogo ao apartamento. Sentença judicial, através de um júri popular? Própria defesa.

Em Lazkao, Euskal Herria, um jovem, depois de uma bomba da ETA ter danificado o seu apartamento, desceu à mais próxima Herriko Taberna (bar ou centro social onde costumam reunir-se os simpatizantes da esquerda abertzale vasca) e atacou-a. Como agora ele encontra problemas em continuar a viver na referida terra, poderá ter de mudar de sítio ou necessitar de proteção policial. Alguns políticos do PP compreendem que o jovem, traumatizado, tenha vandalizado um lugar que não tinha nada a ver com o ocorrido.

A mensagem que perpassa tudo isto é clara: em Espanha, o discurso conservador e espanholista (muito presente nos meios de comunicação) defende que se matem homossexuais e se ataquem lugares com tendências não-espanholistas. A acompanhar.



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BLOGADO ÀS 21:04:41

23-02-2009

PORTURARIDADE, LÍNGUA, GALIZA, PLANEAMENTO MACADAME

atualizações 22/2/09

*



Segundo a unesco, o galego já não é uma língua ameaçada porque, como eles consideram o galego e o português a mesma coisa, a proximidade salva-os da extinção. Uma coisa bem vista (a de dizerem que a língua é a mesma) e outra claramente fantasista (a de nós os salvarmos do que quer que seja).

Curioso é também verificar que não consideram o mirandês uma língua mas um dialeto do asturo-leonês. Apesar da diferença de critérios em relação ao relatório anterior, é bom ver que na unesco há filólogos profissionais que dizem sem hesitações: nem o galego nem o mirandês são línguas - são dialetos - e é bom perceber essa objetividade.


* A Galiza é já uma região portuguesa - é ver o que vão fazer no Bolhão:

Em torno do mercado de frescos, surgirão as tasquinhas com pratos típicos de todo o país e da Galiza e lojas ligadas à venda de produtos tradicionais.

(negrito meu)


* É claro que pôr carros na nova ponte sobre Tejo é uma ideia aberrante. Via Menos1Carro.


* Ecovia ligará Caminha a Esposende em 2013:

Municípios de Caminha, Viana do Castelo e Esposende querem criar, ao abrigo do Polis do Litoral Norte, uma ecovia junto ao mar até 2013. Responsáveis aludem à proposta como "elemento de ligação" de todo o programa





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BLOGADO ÀS 01:33:27

19-02-2009

PORTURARIDADE, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, IMPRENSA

Atualizações 18/2/09

* José Saraiva Martins, cardeal (ainda não percebi se é uma ave ou um alto dignatário da igreja católica) :

A homossexualidade não é normal, temos que dizê-lo (...) Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja.



Aqui, em vídeo.


* É para já:

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, revelou ontem que o novo Acordo Ortográfico deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2009.

Estamos em conversações com os outros países da CPLP para ver se encontramos uma data para o adaptar nos documentos oficiais, nas imprensas nacionais e que os diários oficiais [no caso português o Diário da República] dos vários países passem a adoptar a ortografia do novo Acordo Ortográfico.




* Obama chu-chu (sugestão do Nuno):





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BLOGADO ÀS 00:11:44

12-02-2009

LÍNGUA, GALIZA, ACORDO ORTOGRÁFICO, IMPRENSA, PLANEAMENTO MACADAME, POLÍTICA À PORTUGUESA

Atualizações 11/2/09

* Afinal eu tinha razão.


*

Se não houvesse AO nós corríamos o seríssimo risco, não só da pulverização da língua portuguesa, como de aqui a trinta ou quarenta anos sermos, com todo o respeito, os galegos da língua portuguesa.


José Mário Costa, falando sobre o Acordo Ortográfico. Os galegos, já se sabe, ainda são os galegos da língua portuguesa.



* Em Setúbal, o corte de sobreiros tem utilidade pública:

A Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) não conseguiu evitar o abate de mais de 1300 sobreiros, que foi autorizado pelo Governo para a construção de uma urbanização em Setúbal. A Quercus avançou com uma providência cautelar, mas as arvóres já tinham sido abatidas.




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BLOGADO ÀS 01:51:29

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