Afinal os meus temores relativamente à German Wings eram infundados. Mostrei o BI, mostrei o código no telemóvel, e deram-me o bilhete. O voo foi normal.
Na revista da German Wings falava dos actos de beneficência que faziam – no ano passado deram boleia a bombeiros alemães para ajudarem nos fogos em Portugal. Precisamos bem da beneficência deles!
Como já estava à espera, tive de pagar pelo comboio. No Alfa seguinte só havia primeira classe (37€), por isso preferi esperar mais uma hora para pagar 15€ (com desconto cartão jovem) no Intercidades.
Assim tive tempo para uma sopinha no Vasco da Gama. E uma Super Bock. Que saudades!
PVz->Porto->Coimbra->Donostia->Irun->Dax->Bordeaux->Carcassonne->Nîmes->Lyon->Eveux->Genève->Manheim->Wien->Bratislava->Wien->Linz->Salzburg->München->Stuttgart->Köln->Amsterdam->Den Haag->Amsterdam->Köln->Lx->Porto->PVz
BLOGADO ÀS 13:06:33
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Não estou nas nuvens, agora. Estou sobre elas. Correu tudo bem até agora. Se não pagar pelo Alfa até ao Porto, será a cereja sobre o bolo-rei. O mais provável é ter de pagar. Mas ainda tenho a fezada que me dêem 50% de desconto.
Mais sobre Amsterdam. Vi polícias de carro, de barco, de vespa, de bicla e a pé. Aliás, fui mandado parar por duas vezes por polícias a pé. Estava a usar a bicla em zonas pedonais, e se fosse holandês estava a inchar valente. Conselho para os holandeses: falem em inglês com a polícia, e assim evitam a multa.
Os eléctricos (Amsterdam tem uma rede incrível de eléctricos, cobre sem problemas o facto de não terem uma rede de metro decente). Engraçado é o pica residente. Não se pode entrar em todas as portas, apenas uma, e aí está um senhor numa cabine a carimbar e a verificar bilhetes. Pode ter mais gastos em relação a mão-de-obra, mas é óptimo para os turistas. Basta entrar e comprar o bilhete.
Não dá para ver a Europa cá de cima, só nuvens. Nuvens europeias.
BLOGADO ÀS 12:30:29
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Hoje provei o (famoso) arenque (haring) holandês. Já tinha lido no Rough Guide da Mareka que este peixe era uma obsessão nacional, e que o comiam de imensas formas diferentes. Como o nosso bacalhau. Numa pequena banca numa praça em obras vendiam-no a 2€80. Acabei por comê-lo a 2€25, com cebola e pickles. Como se fossem sardinhas em conserva, ela pegou em duas pastas e cortou-as aos pedaços. É uma delícia, compreendo perfeitamente a obsessão dos holandeses, mas deixou-me com azia para a tarde toda. Só curei essa azia quando comprei, no Albert Hejn, uma embalagem de profiteroles. Agora estou cheiíssimo, já não devo comer mais hoje.
Tenho medo que corra tudo mal. Que não arranje quarto, que perca o avião por algum erro na minha reserva.
Já tenho o quarto certo. Menos mal.
Um pouco sobre Amsterdam. Ao contrário das outras cidades da viagem, não vi igrejas. De todas em que tentei entrar, apenas três eram visitáveis. Também não serão as mais atractivas para o visitante. Não sendo góticas, não me interessam muito. Impressionante é ver que as próprias igrejas (as isoladas) sofrem do vírus das densidade que assola Amsterdam, e têm acoplados pequenos edifícios. Nas primeiras que vi pensei que estas casinhas fossem apenas de apoio à igreja, como casas paroquiais ou a casa do padre. Longe disso. Têm todo o tipo de lojinhas e restaurantes, como em qualquer outro edifício. Fiquei até surpreendido quando vi que a igreja no Red Light (penso que era a Oude Kerk) não tinha montras com meninas.
A senhora ao meu lado (do tipo alemã irritada) levanta o sobrolho quando alguém come. Aconteceu quando comi, e quando o gajo ao meu lado comeu. E olha ostensivamente, apesar de ser fumadora. Há gente para tudo.
BLOGADO ÀS 00:39:49
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* No Plano Estratégico de Transportes (PET) do Ministério das Obras Públicas encontra-se isto:
(...)
Concluir e executar o Plano Director da Rede Ferroviária Nacional, articulando as soluções de alta velocidade nas deslocações internacionais e no eixo Lisboa-Porto-Vigo com a concretização de um plano para a rede convencional, reforçando a interoperabilidade segundo padrões europeus, com destaque para a migração de bitola, eliminando os estrangulamentos
(...)
Assegurar no planeamento da Rede Ferroviária de Alta Velocidade do território continental, a articulação com o reforço e modernização das linhas e serviços do caminho de ferro convencional e com o restante transporte público e, quando se trate de estações localizadas fora dos perímetros urbanos, a ligação à rede rodoviária fundamental (IP e IC)
(...)
Piruetas
Henrique Raposo, cronista do Expresso, no passado dia 20 de Junho escrevia no seu blogue um texto apologista da ligação TGV Lisboa-Madrid e apelidava de “grã-finismo tonto” a ligação Lisboa-Porto. O homem ia mais longe (efeitos com certeza da velocidade estonteante deste tipo de comboios) e falava até de um TGV Lisboa-Lyon. Do seu texto transcrevo as seguintes frases que me parecem resumir o pensamento do citado sobre o assunto.
“Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.”
“Mas a questão continua a ser a mesma: temos dinheiro para o fazer nos próximos anos? A dívida externa passou de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008. Saber esperar é uma virtude. E saber as prioridades também. Lisboa/Madrid é necessário. Lisboa/Porto é grã-finismo tonto.”
Numa breve troca de emails fiz-lhe ver que, além do facto dos TGV’s serem competitivos apenas para distâncias de 500 a 700 km e tempos de viagem até 3 horas – Lisboa-Lyon é lirismo -, o traçado proposto era uma aberração que deixava mais de metade de Portugal de fora, pois ninguém de Braga ou do Porto estaria disposto a descer de comboio 350 km para sul, 200 para leste atravessando o Alentejo e, depois, mais 400 km para nordeste em direcção a Madrid. Isto é, uns absurdos 400 km suplementares quando afinal Madrid se situa à latitude de Coimbra (dado desconhecido lá para o sul) e a escassos 500 km desta região que vai do Minho até Coimbra. Provei-lhe também que os próprios estudos da Rave provavam que o corredor Grande Porto e Norte Litoral – Madrid teria mesmo maior procura que o corredor Lisboa - Évora - Badajoz - Madrid tanto em passageiros como em mercadorias. Mais importante ainda: informei-o que o corredor Lisboa-Porto seria mesmo o único que poderia gerar tráfego suficiente para se auto sustentar. A isto respondeu-me que defendia o TGV Lisboa-Madrid não por causa de quem “vai daqui para lá, mas quem vem de lá para cá”. A isto questionei-o se “quem vem de lá para cá” seria suficiente para pagar tal quimera. Até hoje não obtive resposta.
(...)

BLOGADO ÀS 01:48:24
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Dou comigo a passar várias vezes no Red Light. Para um homem como eu, com 25 anos e tão pouca vida sexual, é natural ter esta ânsia de sexo. mas ver estas mulheres, algumas extensamente siliconizadas e, assim, tão apelativas, um homem hesita. Não acredito na prostituição, mas sinto o apelo. Não faz sentido. Sou um paradoxo.
Ela está sempre na minha mente, ou na parte de trás da mente, no subconsciente talvez. Sem qualquer pudor imagino-a como o centro do meu futuro. Como sistema de alarme pessoal, tento não pensar no futuro quando penso numa mulher. Tento pensar no meu presente. Mas com ela não. Imagino-a presente sempre no meu futuro. És tão perfeita, tão sem defeitos. Sinto muita coisa por ti, mas sinto muita força. Tu, tão hesitante e tão sem coragem, és a minha força. A nossa descontextualização e falta de querer, juntas, vão tornar-nos confiantes, no futuro.
Hoje falei muito bem com ela – rimo-nos, partilhámos projectos futuros, amámo-nos, gosto de pensar. Tenho gostado de outras, tenho estado constantemente obcecado por outras. É verdade. Não sei se sou honesto dizendo que contigo é diferente. Mas sinto-o. És a minha dependência.
BLOGADO ÀS 00:33:06
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Na minha segunda incursão à praia, antes de começar a chover, encontrei, nas dunas, póneis. Praí 15 póneis e umas vacas pretas. Um deles aproximou-se de mim, mas não me deixou fazer-lhe festas.
O dia de hoje fez-me lembrar a Póvoa. Bicicletas e mar. Já não via o Atlântico desde Donostia.
BLOGADO ÀS 00:16:00
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Decidi esperar que a chuva passe numa paragem de autocarros. Andei no início da manhã a tentar chegar ao mar, e o resto da manhã a tentar descobrir o Hoek van Holland. Não sei o que é, não sei onde é, mas tenho a ligeira sensação que será interessante. Como não consegui descobrir, vou tentar ir ao centro de Den Haag, já que ainda não saí dos subúrbios. Ainda há luz.
BLOGADO ÀS 23:57:51
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Estou na cozinha da Casa del Nando, em Amsterdam. Ainda não fiz nada desde que cá cheguei. Saí nas duas noites que passaram, e hoje fui passear, durante a tarde. Teria ido de bicicleta, mas não deu. O Nando emprestou-me a dele, mas primeiro deu-me a chave errada, e depois deu-me a chave certa mas não consegui abrir o aloquete. Nem eu nem uns gajos que iam a passar, que me ajudaram. Acabei por ir a pé. Tinha acordado às 11h30, mas só comecei o passeio às 2. Não lembra a ninguém.
Acabei por passar o dia a ver montras (também no Red Light), a espreitar para dentro das casas, essas coisas.
Pagava-se 7€5 para entrar na casa da Anne Frank, e não consegui entrar em duas das três igrejas que tentei visitar. Amanhã vou a Delft.
BLOGADO ÀS 00:44:56
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O meu comboio para Amsterdam está atrasado trinta minutos (30 min später). O que não é assim tão mau, porque assim o Nando é que vai esperar por mim e não o contrário.
Estão umas holandesas a falar ao meu lado. Começam as escarradelas e a língua enrolada.
BLOGADO ÀS 00:07:33
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Tive sorte mas também alguma astúcia. Como não tinha lugar marcado, vim sentado no chão até Frankfurt. Logo que todos saíram, sentei-me num lugar que não tinha marcação. Ao meu lado tinha acabado de sentar-se um gajo num lugar com marcação, que intui ter sido feita por ele. Pouco depois chegou a senhora que tinha feito a marcação, e pediu-lhe para sair. Ele também não tinha, como eu, marcação, e fez a burrice de sentar num lugar reservado. A estupidez dele foi a minha sorte.
BLOGADO ÀS 00:05:56
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Mesmo, mas mesmo no fim da exposição, quando já estava a pensar no caminho para a Bahnhof (e no comboio para Frankfurt), apareceu a salvação para a minha viagem – internet rápida e barata! Fui à página da German Wings e descobri um voo Bonn-Lisboa, na véspera de Natal, a 200 euros. Ainda pensei durante uma boa meia-hora. De um lado tinha uma viagem acabada no dia 22, e mais 40 horas de comboio até Portugal. Do outro lado tinha a viagem esticada até dia 24 (a data em que contava voltar), uma viagem rápida até Portugal, mas com o acréscimo de 200 euros. Ou seja, 40 contos vs. 40 horas.
Apesar de me estar a custar a passar a viagem (muito por causa da solidão), decidi esticá-la. E, entretanto, vendo a necessidade de voltar a estes lados (para apanhar o avião em Bonn), decidi ir directamente para Amsterdam. A linearidade da viagem não é importante. Saí agora de Stuttgart para chegar antes das 21h a Amsterdam. Se fosse a Frankfurt, que é bem mais perto, iria directo para a Pousada e já não sairia de lá hoje. E vou apanhar o Nando (o meu amigo em Amsterdam) no início do fim-de-semana. Com tempo para estar comigo, espero.
Quando estava no museu, comecei a falar com a namorada do meu irmão, pensando que estava a falar com ela. Felizmente ainda não tinha escrito nada de comprometedor até que ela escreveu “Olha, de certeza que estás a falar com a pessoa certa?” E estava eu a escrever sobre um passeio à beira-mar, a morrinha a molhar-nos, gelados. Quando me declarei a ela (obviamente por escrito, no messenger), ela também ia perguntando, aqui e ali, “de certeza que estás a falar com a pessoa certa?”, e eu ia dizendo que sim, que sim…
Ok, estamos a chegar a sei lá onde. Talvez dê para me sentar numa cadeira.
IR'05 é a transcrição do diário escrito durante uma viagem de comboio através da Europa entre Novembro e Dezembro de 2005. todas as entradas aqui
tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com
BLOGADO ÀS 00:24:25
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Ontem cheguei às 6 a Stuttgart. Tenho feito isso sempre que posso, chegar à cidade de noite. Não que me agrade – é até desconfortável procurar a pousada à noite. Mas como os dias são cada vez mais curtos, assim chego e vou logo para o meu quarto. E pouco depois vou dormir.
Quando cheguei ainda estava um pouco atordoado com a mulher do comboio. Poucas vezes vi tamanha beleza. Ela afinal ligou-me e muito, eu é que sofro de idiotice aguda, e nunca dou o passo em frente. Quando estávamos de pé, à espera que o comboio parasse, os nossos olhares cruzaram-se várias vezes.
Ontem mandei-lhe uma mensagem, à minha portuguesinha de rabo na boca. Uma mensagem a pedir uma resposta, se nos podíamos encontrar quando eu voltasse. Como ela ainda não respondeu, e por causa da mulher do comboio, passei parte da manhã atordoado. Pois, agora me lembro que não teve nada a ver com a aparição no comboio. Vamos recapitular.
O grupo que se formou ontem no quarto era digno de filme de comédia. Eu, o portuguesito a precisar de vitaminas. O Ramesh, um indiano ainda mais mirrado que eu. O Bernardo, brasileiro de meia-idade filho de alemães. E o Thilo, alemão de Berlin à volta dos 35. Não consegui ver bem o Thilo ontem, saiu pouco depois de eu entrar. Estive até bastante tarde na conversa com os outros dois. O Bernardo era jornalista free-lancer e ainda não tinha encontrado a mulher da vida dele, por isso era solteiro. O Ramesh era casado com uma italiana há uns meses (provavelmente quando ela engravidou). O filho nasce em Fevereiro. O Thilo não parecia comprometido, mas falou-me durante a manhã d’hoje duma namorada que teve durante três meses em Madrid.
O brasileiro à procura da mulher da vida dele, o indiano com a mulher à espera dele em Itália, as férias enamoradas do alemão em Espanha. Tudo isto combinado com ela não responder à minha mensagem, deu-me uma manhã bem deprimida.
Acabei por dar umas boas gargalhadas na Staatsgalerie, ao ver um filme (pela segunda vez) duma sequência de actos encadeados (pneu acciona archote, que queima corda, que deixa cair bola). Está tudo muito bem coreografado, é mesmo muito divertido. Soltei também uns sorrisos ao ver algumas pinturas idiotas. Adorei a estátua da senhora da limpeza, parecia-me mesmo real. Tirei uma foto a um quadro do Paul Klee para ela.
Passei parte da manhã com o Thilo. Ele queria mostrar-me um palácio nas redondezas. Depois andámos pela cidade. Tomámos café e despedimo-nos. A seguir fui visitar o Weißenhofsiedlung. Adorei as casinhas em banda do Oud (o homem é um senhor) e um pintor deixou-me entrar na casa dupla do Corbu. Acabei expulso, mas valeu a pena, o interior é fantástico. Nesta viagem solitária, dou comigo muitas vezes a falar sozinho. Às vezes trauteio uma música (passei parte do tempo no museu a cantar Da Weasel), tenho conversas imaginárias e, depois de estar algum tempo com alguém a falar inglês (como hoje com o Thilo), dou por mim a pensar em inglês. Hoje devo ter passado o dia todo a pensar em inglês.
Hoje, pela primeira vez, viajei sem bilhete, ao voltar do Siedlung. E fui comer à Mensa (cantina) da Faculdade de Belas-Artes. Sou mesmo hooligan.
BLOGADO ÀS 00:01:40
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Acho que estou a perder alguma sanidade. Agora, conhecer alguém que me fale de mulheres, de relações, de sexo, deixa-me afectado. Estou exangue, não aguento mais emoções.
IR'05 é a transcrição do diário escrito durante uma viagem de comboio através da Europa entre Novembro e Dezembro de 2005. todas as entradas aqui
tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com
BLOGADO ÀS 23:44:51
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BLOGADO ÀS 01:19:42
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* Um hino ao Planeamento Urbano Português (em maiúsculas, pois é nome de bicho raro):
Cidade Nova fantasma
Urbanizações construídas na década de 80 escondem centenas de lojas devolutas
O cenário passa despercebido a quem atravessa a vila de Valença. No interior dos grandes prédios da Cidade Nova há centenas de lojas devolutas, por estrear, degradadas, com vidros e chão partidos, "pixadas" e até incendiadas.
São edifícios que, na década de 80, nasceram a um ritmo alucinante no encalço do "el dorado" que a vocação comercial demonstrada por aquela vila de fronteira prometia. "Valença teve um crescimento desmesurado e um pouco anárquico. Pensou-se que a vila, pela apetência comercial que tem, tudo albergaria, no entanto, o crescimento tem de ser harmonioso, progressivo, por áreas geográficas…Tudo seria muito bonito se, de cada vez que colocasse-mos em plena utilização um centro comercial, avançassemos para outro, mas o problema foi que num curto espaço de tempo cresceram dez centros comerciais e nenhum deles ficou em plena utilização", comentou Joaquim Covas, vereador na Câmara de Valença e presidente da União Empresarial do Vale do Minho (UEVM), justificando: "Na década de 80 tudo se construía, tudo se vendia".
(...)
CP condenada a pagar 20 mil € a 'emprateleirado'
Assédio moral foi provado no caso de um técnico que passou nove anos sem ter o que fazer
(...)
Em 1992, era Chefe do Serviço de Estudos Estratégicos da CP. Até então, diz o tribunal, era reconhecido como um "técnico de altíssima craveira intelectual", mas isso não impediu a CP de o manter "apenas nominalmente" ao serviço, já que, a partir daí, não "recebeu qualquer ordem, instrução, orientação ou directiva. Por isso, viveu num "estado permanente de desgosto, ansiedade, frustração e revolta".
Ferrovias: Espanha vai acabar com "bitola ibérica"
O Ministério do Fomento, em Espanha, encomendou um estudo para acabar com quase 12 mil quilómetros de via férrea com especificação da designada "bitola ibérica", também utilizada em Portugal.
Segundo o jornal El Economista, o estudo (incluído no Plan Español de Infraestructuras y Transporte) deverá estar pronto até final do ano. A alteração da infra-estrutura deverá representar investimentos estimados num mínimo de 5 000 milhões de euros.
A ideia do governo do país vizinho visa acabar de vez com o uso da bitola ibérica (distância entre carris), que actualmente mede 1 668 milímetros, subsituindo-a pela europeia (1 435 mm), de modo a homologar a rede ferroviária pela bitola internacional.
A alteração perspectivada não afectará os 1 563 quilómetros rede de alta velocidade, já construída pela bitola internacional.
(...)
Francisco José Viegas, nosso cronista de segunda a sexta-feira na secção de Cultura & Espectáculos, inaugura na sua intervenção de amanhã a nova grafia conforme ao Acordo Ortográfico.
(...)

BLOGADO ÀS 02:18:56
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* Mais sobre a Linha de Leixões:
Linha volta a ter passageiros em Setembro
A Linha de Leixões voltará a ter passageiros em Setembro, estimando-se que venha a servir 2,9 milhões de pessoas por ano. Para já, os comboios ligarão Leça do Balio a Ermesinde em 16 minutos. Só em 2010 chegará a Leixões.
A via - que hoje é utilizada apenas para o transporte de mercadorias (12 comboios por dia) após a suspensão do serviço de passageiros há muitos anos - cruza quatro concelhos: Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A operação com passageiros será retomada dentro de quatro meses, chegando a três dos quatro municípios, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha manifestado, ontem, a vontade de ver as composições chegarem, no futuro, a Campanhã.
Numa primeira fase e antes do arranque do ano lectivo, a governante quer os comboios a circularem na Linha de Leixões, com paragens em Ermesinde (Valongo), S. Gemil (Maia), S. Mamede de Infesta e Leça do Balio (Matosinhos). As composições dos serviços urbanos farão a ligação, mas o preço ainda não está definido.
O administrador da CP, Ricardo Bexiga, pretende integrar a linha no Andante. As expectativas são elevadas. A CP investiu 6,8 milhões de euros em material circulante e em equipamentos e espera gastar 340 mil euros por ano com pessoal. A empresa crê que cobrirá o investimento em três anos. Também a Refer vai intervir nas quatro estações, requalificando as plataformas e construindo abrigos para os passageiros. Os trabalhos, já adjudicados, começarão dentro em breve.
O serviço comercial ao longo dos 10,6 quilómetros será assegurado por 55 composições por dia e por sentido de segunda a sexta. Os passageiros contarão com um comboio de 30 em 30 minutos à hora de ponta e com um comboio por hora e por sentido nos restantes períodos. Aos fins-de-semana e feriados, terão disponíveis 35 comboios diários, o que corresponde a um comboio por hora e por sentido. O transporte é feito através de uma via única.
No dia em que foram celebrados os protocolos entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos para retomar o serviço de passageiros e entre a CP, a Refer e a APDL para a cedência de terrenos do Porto de Leixões, o presidente da Autarquia matosinhense, Guilherme Pinto, manifestou a convicção de que será possível estender a operação a Leixões dentro de um ano. Antes disso, será construída uma nova estação.
O estudo preliminar aponta para um investimento de 10 milhões de euros nos terrenos do antigo parque de espera do Porto de Leixões, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco. O futuro edifício terá uma ligação aérea à estação do metro no Senhor de Matosinhos, um interface para táxis e operadores de transporte público rodoviário e um parque de estacionamento. O complexo ferroviário do Porto de Leixões sofrerá alterações com a obra, que permite ampliar o terminal de contentores. A viagem entre Ermesinde e Leixões será de 30 minutos.
A Refer admite estudar a possibilidade de estender o serviço a outras paragens (recorde-se que a Linha de Leixões possui outras estações que não serão servidas), de acordo com a procura e as necessidades da população.
(...)
Em Atalaia, a 20 quilómetros a noroeste da capital de distrito, a rua Oliveira Salazar entronca com a Capitão Salgueiro Maia, o comandante da coluna militar que ocupou o Terreiro do Paço e levou à rendição de Marcelo Caetano no quartel do Carmo.

BLOGADO ÀS 01:29:32
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Acordo Ortográfico: Professores exigem formação prévia
Novo código entra em vigor nas escolas já no próximo ano lectivo. Professores pedem formação "atempada" e "rigorosa".
Linha de Leixões
Novo serviço ferroviário de passageiros a partir de Setembro
Foram assinados no dia 22 de Maio dois protocolos que permitirão a criação de um Novo Serviço Ferroviário de Passageiros na Linha de Leixões. Os protocolos, homologados pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, envolveram a CP, a REFER, a APDL e a Câmara Municipal de Matosinhos.
(...)
Numa 1.ª Fase, já a partir de Setembro próximo, o serviço irá realizar-se na ligação Ermesinde – Leça do Balio, com paragem nas estações intermédias de São Gemil e de São Mamede de Infesta, prolongando-se numa 2.ª Fase até Leixões.
Na 1.ª Fase, o serviço será garantido com um comboio de meia em meia hora, nos dias úteis e nas horas de ponta, sendo de um comboio por hora nos restantes períodos de segunda a sexta-feira. Na estação de Ermesinde haverá ligações com as Linhas de Braga, Douro e Guimarães, e ao Porto - Campanhã, sendo oferecido um serviço urbano de 5 em 5 minutos.
Tendo em vista a adaptação da Linha (que actualmente serve apenas comboios de mercadorias para o porto de Leixões) à circulação de comboios de passageiros, a REFER vai proceder à realização de diversas obras de requalificação, nomeadamente, nas infra-estruturas de apoio aos passageiros nas estações de São Gemil, São Mamede de Infesta e Leça do Balio, na construção da nova Estação Intermodal de Leixões, na infra-estrutura ferroviária e na electrificação da ponta final da linha até à nova estação.
BLOGADO ÀS 01:12:30
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* O estudo prévio da quadruplicação do troço Contumil-Ermesinde está em consulta pública:
Ampliar Linha do Minho obriga a demolir 14 casas
A ampliação de duas para quatro vias da Linha do Minho entre as estações de Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo) condena à demolição 14 habitações e algumas oficinas e armazéns. A maioria das casas fica em Rio Tinto.
A intervenção da Refer, que decorrerá ao longo de seis quilómetros, ocupa logradouros de casas e áreas verdes públicas e contempla a supressão de todas as passagens de nível, substituídas por ligações pedonais e rodoviárias por cima ou por baixo da linha férrea. A obra contribuirá para a melhoria da segurança no eixo Contumil-Ermesinde, onde se sucedem os acidentes mortais com transeuntes e passageiros quando tentam cruzar a via. Pondo fim aos atravessamentos, os seis quilómetros da Linha do Minho (nos concelhos do Porto, Gondomar e Valongo) serão vedados.
(...)
No momento em que a capacidade do troço está praticamente esgotada, a construção de mais duas vias resolverá o "estrangulamento de exploração das linhas do Douro e do Minho", beneficiando, em particular, as ligações a Braga e a Guimarães. No estudo prévio, refere-se que, numa segunda-feira normal, passam 110 composições naqueles seis quilómetros, sendo 98 de passageiros (a maioria (75) é de serviços urbano e suburbano) e 12 de mercadorias. A ampliação manterá a linha férrea à superfície, apesar dos pedidos de enterramento na zona de Rio Tinto. A análise comparativa das duas soluções data de 2007, tendo-se concluído que a manutenção da via à superfície é "globalmente mais vantajosa".
(...)
BLOGADO ÀS 00:47:06
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Há mulheres aqui com formas tão generosas que dá vontade de perguntar, “isso é tudo teu ou é emprestado?”. Como aquela gótica que já olhou várias vezes para trás. Está a ler Flaubert, aquele autor que, toda a gente sabe, só se lê para ter estilo.
Devia era procurar mulher por aqui, e não em Portugal, onde elas são “pequeninas como as sardinhas”. Aqui os meus desejos de monumentalidade seriam totalmente realizados. Oh well, tenho uma sardinha querida à minha espera em Portugal. Assim espero eu.
E continua a olhar para trás, através do seu cabelo longo e negro.
Passei o dia a passear por München. Visitei, um pouco apressado, o Deutsche Museum (acho que apenas o fiz por a senhora da recepção ser portuguesa), um amontoado de coisas que não me interessavam. Acabei por descobrir lá no meio um moliceiro, com as suas cómicas tiras na proa e na popa. Antes do quim ainda consegui descobrir a exposição de fotografia de Thomas Hoepcker. Adorei-a, do princípio ao fim. Também lá descobri fotos portuguesas, de Trás-os-Montes. A cena do casamento podia ser perfeitamente a do casamento dos meus avós, apesar de ser muitos anos depois.
Estou farto de acumular planos para quando chegar a Portugal. São sempre os mesmos desejos: trabalhar ainda mais, ter mais tempo livre, mas não me vejo a escrever muito nos próximos tempos. Se perder o emprego actual, sim. Aí paro para escrever.
BLOGADO ÀS 00:46:51
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* Lista nacional de não recepção de comunicações publicitárias
Via @anarresti
* Fico sempre em choque quando leio notícias destas:
Família atropelada no passeio
(...)
Moradora na freguesia, a família de José Silva já passou centenas de vezes pela Rua de Padre Joaquim das Neves sem que nada sucedesse. Ontem, José caminhava no passeio ao lado de Rute Borges, de 49 anos, e do enteado Ricardo Viegas, de 11 anos, e, subitamente, foram colhidos por um automóvel que descia a artéria. Os pormenores do despiste não estão totalmente esclarecidos. Sabe-se apenas que o condutor de 20 anos (que sofreu uma fractura no ombro) perdeu o controlo do Opel Astra, após uma colisão com outra viatura. Terá guinado para a direita, atropelou a família, rodopiou e foi embater de traseira num muro de pedras que ruiu.
(...)
Ferrovia criticada por mudar paisagem da ria
Arquitectos e autarca lamentam impacto visual da linha para o porto
Ninguém põe em causa a importância da ferrovia para o porto de Aveiro, mas é difícil encontrar quem não critique a localização do viaduto, que muda a paisagem da ria. O principal acesso à região (A25) perdeu beleza.
O impacto visual da ligação ferroviária ao porto de Aveiro, na zona das salinas, é positivo ou negativo? E cria mais uma barreira entre a cidade de Aveiro e a água, depois de o programa Polis ter criado a possibilidade de desenvolver uma zona de lazer junto à ria?
"É o que é", diz o arquitecto aveirense Pompílio Souto a propósito da via que deve estar concluída no final deste ano. "É uma obra competitiva para Aveiro e para o ambiente e qualidade de vida das pessoas, já que retira camiões da estrada e possibilita o estabelecimento de relações mais fortes com a Europa", acrescenta. Pompílio Souto considera, no entanto, que há aspectos negativos. "Cria uma outra vista que não está ponderada", explica.
Muito mais crítico é João Barbosa, autarca da Vera-Cruz, a freguesia de Aveiro que mais próxima fica da ferrovia. "É o muro da vergonha! Tira a vista a uma das imagens mais belas do concelho", afirma Barbosa. Acrescenta que o comboio "poderia ser aproveitado para fins turísticos, mas nós, Junta, não fomos ouvidos neste processo", lamenta.
Alberto Souto, ex-presidente da Câmara de Aveiro, que defendeu outras soluções para o traçado da ferrovia - primeiro entre as quatro faixas da auto-estrada e depois no traçado actual só que à quota da A25 - gostaria, também, que a linha férrea "fosse aproveitada como metro de superfície para ligar Aveiro às praias de Ílhavo". "Colocaria a via ao serviço da população", considera Souto.
Paulo Domingos, da Quercus, diz que a obra "não tem um grave impacto visual". "Se não tivesse a auto-estrada (A25), penso que teria", frisou. "A A25 tem um impacto maior do que o caminho-de-ferro", defende o ambientalista.
O administrador do Porto de Aveiro, José Luís Cacho, defende o projecto que considera vital para o desenvolvimento do porto, que vai ficar ligado à Linha do Norte. "Qualquer obra tem sempre impacto, mas esta enquadra-se no contexto. É uma ligeira e esbelta peça em betão que permite continuar a ver a paisagem", defende.
Para Vieira de Melo, presidente da delegação de Aveiro da Ordem dos Arquitectos, o impacto "é negativo". "Estragou a melhor singularidade da paisagem", considera Melo, para quem a entrada na cidade "fica destruída pelo viaduto". "Para quem viaja de carro mas também para os peões que andam no parque Polis", frisou.
Melo defende que a obra "deveria ter sido feita de outra forma" e considera imperioso "minimizar o que ali está", mas admite que "não será fácil 'dar a volta' àquilo". "É uma estrutura pesada que se sobrepõe ao plano de água, limita o contacto com as salinas, tornando-se numa barreira. Esperamos, ao menos, que não haja catenárias", concluiu.
José Carlos Mota, planeador, considera que a ferrovia tem um impacto negativo na paisagem e defende que agora é fundamental lançar a discussão sobre a forma como se deve minimizar o que está feito. "Mas não vai ser fácil atendendo à envergadura da obra", avisa.
Maria José Curado, professora do curso de Arquitectura Paisagista, da Faculdade de Ciências do Porto, residente em Aveiro, lamenta que a linha férrea tenha "mudado o carácter da paisagem". "Ao passarmos ali sentimos menos a ria, há cada vez mais barreiras entre a cidade e a ria. Já não é só a auto-estrada, é também a ferrovia e em alguns troços a estrada secundária que acompanha a A25. Há um divórcio entre as diversas vias", considera a paisagista.
BLOGADO ÀS 01:21:01
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Na Lusa, via linhadotua.net.O Ministério do Ambiente emitiu hoje uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada.
A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida segunda-feira, e que a Lusa teve hoje acesso, impõe a cota mínima de 170 metros e obriga a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferrroviário.
CP vai lançar maior concurso de sempre para comprar 102 comboios
A CP vai comprar 102 comboios novos que poderão custar mais de 500 milhões de euros, num investimento que é o maior de sempre da empresa na compra de material circulante.
BLOGADO ÀS 00:43:37
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No Público.Utentes da Linha de Guimarães são poucos, mas cada vez mais
Menos de dois milhões de pessoas utilizam anualmente a ligação, mas esta é uma das linhas responsáveis pelo crescimento dos urbanos da CP
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A Linha de Guimarães, que a 14 de Abril comemorou 125 anos, reabriu em 2004, depois de ter beneficiado de obras de electrificação e reconversão do traçado para via larga - mas não dupla. Antes da intervenção, que custou mais de 100 milhões de euros, circulavam mensalmente cerca de 30 mil passageiros naquela ligação. Hoje o número de utilizadores mais do que quintuplicou.
(...)
No entanto, o investigador reconhece que seria expectável que o eixo vimaranense valesse mais do que 10 por cento do tráfego dos urbanos do Porto. Manuel Tão admite que Guimarães tenha "uma capacidade de geração de tráfego inferior" à das outras cidades. Mas não tem dúvidas de qual é o principal problema da ligação: "Há algumas reservas perante o serviço relativamente à cadência e velocidade, que ficam aquém do que seria desejável."
Os problemas estruturais da linha decorrem da sua reconversão. Originalmente, a ligação entre Lousado e Guimarães fazia-se por via métrica e, apesar da mudança de bitola, mantiveram-se as curvas e as limitações de velocidade ditadas pelo traçado original. O excesso de curvas impediu, por exemplo, a introdução do serviço Alfa Pendular. As composições chegaram a fazer testes na linha, mas o serviço mostrou ser inviável face às condições do traçado.
Estas limitações tornam o tempo de viagem bastante longo, cerca de uma hora e quinze minutos. A CP diz que é "o tempo de trajecto possível de acordo com as capacidades da infra-estrutura", adiantando que é objectivo da empresa "reduzi-lo, a partir do momento em que estejam reunidas as condições necessárias".
Mas isso só acontecerá em 2013 depois de resolvido o constrangimento na Trofa - com a abertura da variante ferroviária no próximo ano - e estiver concluída a quadruplicação de vias no atravessamento de Ermesinde.
Também no Público.Especialista defende prolongamento até Braga
Manuel Tão afirma que só assim a Linha de Guimarães será eficiente
Para Manuel Tão, a Linha de Guimarães só será eficiente quando for prolongada até Braga. O investigador não tem dúvidas de que a melhor solução para a rede ferroviária a norte do Porto era ligar estas duas "pontas soltas" do Minho. "Pela realidade da região, seria um investimento essencial", reitera. Manuel Tão antecipa que essa ligação "teria um tráfego próprio, até por causa da Universidade do Minho, que tem um pólo em cada cidade", mas seria capaz de gerar um tráfego suplementar associado à alta velocidade. "Braga terá uma estação de alta velocidade e faz todo o sentido que as linhas convencionais distribuam esses fluxos", sustenta o investigador.
A ligação entre Braga e Guimarães está a ser tida em conta na revisão dos PDM dos dois concelhos. Mas ainda não há um projecto em concreto. Manuel Tão entende que a concretização da linha depende mais "de uma questão política do que de disponibilidade de fundos". O preço unitários por quilómetro de ferrovia é semelhante ao da construção de uma auto-estrada, com a vantagem de que o caminho-de-ferro consome menos um terço de terreno. Em 2003, o Estado investiu 75 milhões de euros nos 17 quilómetros da A11 que ligam as duas cidades. Tão acredita que com a mesma verba era possível ligar as duas principais cidades do Minho por comboio.
Os constrangimentos da Linha de Guimarães preocupam a câmara local. Numa reunião recente, o vereador do PSD Rui Victor Costa pediu ao executivo para estudar formas de melhorar o serviço urbano, exigindo a introdução de ligações rápidas e a articulação com os horários dos serviços de longo curso Porto-Lisboa. A proposta foi apoiada pela vereadora da CDU. A maioria PS anunciou que vai pedir à CP os números de utilização da linha, para avançar com uma proposta.
BLOGADO ÀS 01:09:34
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Foi bom sair do museu, há pouquinho, e ver tudo coberto de neve. Foi durante o tempo que estive lá dentro, a ver Rembrandt e afins. Claro que há o deslumbramento da neve e o meu medo de cair. Combinado, dá um deslumbramento amedrontado.
Comi uma Ofrenfrscher Schweinebraten, mais uma variação do que comi em Wien. Só que lá era… Schnitzel. Carne de porco às fatias em molho espesso. O de Wien era bem melhor, mas também custou o dobro.
Ainda não sei como voltar a Portugal. Reservei hoje a ligação Bruxelles-Paris. Que não me serve de nada se não conseguir lugar no Sud-Express. A segunda hipótese é a Ryan Air em Frankfurt, mas não sei se ainda arranjo bilhetes.
Foi estranho hoje na Pinakothek der Moderne. Já sabia que estava quase na hora de fechar, e veio um dos seguranças falar comigo em alemão: “I have to go?” “You are like everybody else, so yes.” Estranho. Mas talvez volte lá amanhã, basta mostrar o pin que me deram.
Ia um homem estranho à minha frente no U-Bahn. Apesar do aspecto e cheiro asquerosos (e unhas enormes), olhava para todos os cantos do casaco (também sujíssimo) à procura de partes sujas ou zonas de (…).
Comer gelado estando a nevar lá fora não deixa de ser irónico.
A noite passada foi horrível. Um dos que estava a conversar, gordíssimo, foi jantar quando me fui deitar. Sentou-se numa mesa ao fundo do quarto a comer coisas que tinha trazido, enquanto ouvia música na rádio. Adormeci sem grandes problemas. Durante a noite alguém se foi deitar na cama ao meu lado. Pelo respirar notava-se que era alguém grande. De vez em quando começava a ressonar, que era uma alternância entre um ronquinho e um som parecido com mastigar maltesers. Também eu soltei vários roncos, mas de lamento. Não consegui dormir. Um quarto tão grande e tinha de se deitar a meu lado?!
E lá chegaram as 5h30, hora fatídica em que o outro gordo se lembrou de se levantar. Devia trabalhar nas obras, pois eu tinha visto as suas luvas a secar. Enquanto não se levantava, ligou outra vez o rádio. Não aguentei muito: levantei-me. “Could you please turn off the radio?” “Uh?” “Turn off the radio!” O estúpido apenas baixou o som.
Mal desci fiz queixa dele na recepção. Espero que já não esteja lá, nem o gordo dos maltesers.
BLOGADO ÀS 00:33:28
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Fui visitar o parque olímpico. Estive para cair por várias vezes, por causa do gelo no chão.
Vai sair agora uma mulher tão boa que até dói. Olhou para trás para me ver outra vez e tudo. As alemãs são boas, altas, mas muito, muito bonitas. E elegantes.
Também há mulheres grandes. Gigantes, até. Ontem sentou-se uma à minha frente que até passará despercebida. Mas em Portugal nem nas portas passava.
BLOGADO ÀS 00:03:41
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* Ermesinde tem mais de metade dos habitantes do concelho. A sede deste concelho é, estranhamente, em Valongo. A sede de concelho quis, nos últimos anos, justificar a condição de sede aumentando injustificadamente a sua área urbana, como que tentando equilibrar artificialmente o jogo de forças. Uma das áreas de expansão foi do lado norte da A4, que quando foi construída passava ao lado do principal núcleo urbano e agora foi envolvida pelo referido núcleo. Tão injustificada e megalómana é esta expansão que foi construída uma biblioteca a norte da A4 sem que existisse mais construção para aqueles lados. Conta a lenda que tiveram de inventar uma carreira de autocarros só para essa biblioteca. Agora isto:
A Câmara de Valongo quer que a Brisa pague a sua incúria urbanística. Só pode ser piada.Câmara unida contra alargamento da A4
A Câmara de Valongo está unida contra a proposta da Brisa de alargamento da A4, no troço entre Ermesinde e Campo. Além de ter "um impacto urbanístico inaceitável", a obra obrigará a demolir construções.

BLOGADO ÀS 01:12:32
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* É mesmo verdade: a Régua tem uma ponte de caminho-de-ferro sobre o Douro, sem nunca ter tido linhas para sul: construiram-na para uma ligação a Lamego que ficou para as calendas. Está na hora, digo eu, de reativar a ligação Chaves/Régua, e de a prolongar a Viseu. E já. E daí até à Linha da Beira Alta é um tirito.
(investigo pela rede e fico sem perceber nada. a ponte da esquerda era ferroviária? se sim, chegou a ter ligação a algum lado? que alguém me ajude)A primeira a pisar o Douro é a metálica e foi projectada para receber a linha férrea entre a Régua e Lamego, que aliás nunca chegou a funcionar. Assegurou a ligação entre as duas margens desde 1872 durante 77 anos de trabalho pesado. Bem merecida a reforma.
BLOGADO ÀS 01:23:18
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* Dois textos importantíssimos (o primeiro é um desenvolvimento do segundo) para perceber melhor a desadequação das leis portuguesa de planeamento a um desenvolvimente urbano sustentável e justo. Urbanismo e corrupção: as mais-valias e o desenvolvimento urbano:
(...)
Mais tarde a França mudou de política com a adopção de políticas liberais caracterizadas pela desregulamentação e pelo abandono das políticas intervencionistas de produção fundiária. No entanto o objectivo continuava a ser o mesmo: criar condições para reforçar a disponibilização dos solos necessários para a construção das habitações. A ideia forte era a de que numa situação de procura constante o aumento da oferta faria baixar os preços. Este conjunto de políticas no caso francês prolongou-se com alguns matizes até ao início do ano de 1986, que corresponde ao momento que diversos autores identificam com o início do crescimento da bolha imobiliária em França. O aparecimento da bolha do imobiliário, com os preços a duplicarem em poucos anos e com o incumprimento das famílias a disparar, foi a prova cabal de que as políticas liberalizantes adoptadas se tinham revelado equívocas e contraproducentes. Os defensores do postulado «desregulamentação – aumento da oferta – baixa do preço» foram confrontados com o facto, não previsto, de que a oferta real de solos não aumentou, pelo que o efeito benéfico sobre o preço não se verificou, antes pelo contrário. Faltou-lhes distinguir entre oferta potencial e oferta real.Entre os países que optaram por reter as mais-valias e que mantêm a fidelidade a esse modelo salienta-se a Holanda, que procede à municipalização total da produção do solo urbano, e a Suécia, que socializa as mais-valias através da declaração da utilidade pública do solo. No caso holandês a municipalização traduz-se na possibilidade de o município poder expropriar todo o solo necessário ao desenvolvimento urbano após a aprovação de um plano urbanístico, sendo o valor pago a título de indemnização o valor do uso existente. A Holanda é consensualmente reconhecido como o único país em que o valor de mercado dos terrenos rústicos não contém qualquer parcela especulativa, mesmo se localizados junto ao perímetro urbano de uma cidade.
(...)
Sem a segmentação do mercado de solos e sem o controlo das mais-valias pela Administração não há forma de impedir a pressão urbana sobre os terrenos rústicos e mesmo sobre os solos integrantes das zonas de parques e reservas. Se existissem dúvidas sobre esta matéria aí está a nossa realidade a dissipá-las. A construção fora dos perímetros urbanos não pode ser uma prerrogativa do uso urbano. Só os que vivem da agricultura e da floresta devem poder construir as suas habitações fora dos perímetros urbanos. O uso urbano deve ser confinado aos perímetros urbanos e aí o Sistema de Planeamento deve garantir uma resposta qualificada para todas as necessidades e não apenas para as de maior poder aquisitivo. A protecção dos usos agrícolas e florestais da pressão urbana é uma condição sine qua non para garantir um adequado ordenamento do território.
Em Portugal, esta questão é completamente omissa no sistema de planeamento urbanístico. A nossa singularidade é feita destas omissões e traduz-se na adopção de um modelo perequativo em que se assume que as mais-valias são integralmente apropriadas pelos particulares e se opta por tributar as mais-valias urbanísticas em sede de IRC (imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas) e de IRS (imposto sobre o rendimento das pessoas singulares), associando-as a ganhos de capital. Estamos perante uma confusão entre lucros de uma actividade normal de promoção imobiliária e ganhos resultantes exclusivamente de decisões da Administração, a qual é reveladora de que, por via dos Planos Municipais de Ordenamento do Território e de declarações de interesse público, a Administração Pública gera mais-valias simples que o mercado reconhece, mas permite que sejam os privados a capturá-las na sua totalidade, revelando-se incapaz de as recuperar em favor da comunidade.
(...)
É no contexto da actuação dos agentes permissivos das mudanças de uso que são compreensíveis dois tipos de actuação diferentes mas, afinal, complementares:
1) Em primeiro lugar, a actuação dos autarcas abrangidos pelos chamados «investimentos estruturantes». Tomam a peito a sua função de agentes permissivos e clamam alto e bom som que o desenvolvimento, seja lá isso o que for, pode estar em causa se os processos não avançarem.
(...)
Este comportamento dos autarcas verifica-se apesar de o processo de urbanização ser claramente deficitário, sobretudo se pensarmos a médio e a longo prazo. Isto significa que estes processos de urbanização, tal como são geridos em Portugal, são em grande parte financiado com os impostos de todos os contribuintes. Contudo, o processo de urbanização permite, pontualmente, um conjunto de receitas que funcionam muitas vezes como balões de oxigénio para as debilitadas tesourarias municipais. Refiro-me sobretudo ao momento do pagamento das Taxas Municipais de Urbanização que, em função da dimensão das urbanizações, podem corresponder a receitas com indiscutível peso face às restantes receitas correntes mas que, face à captura pelos privados das mais-valias simples são uma pequeníssima parte dos valores em jogo. Claro que, face aos pesados encargos que a urbanização acarreta a longo prazo para os municípios, ela se transforma num ónus para as gerações futuras e para todos os cidadãos.
2) Em segundo lugar, a actuação dos ministérios, em particular do Ambiente e da Economia, que emitem declarações de interesse público para determinado tipo de operações, permitindo a ultrapassagem das regras do urbanismo.
(...)
(...)
Para se perceber os valores que estão em jogo nesta questão das mais-valias simples associadas às mudanças de uso do solo rústico para urbano refira-se um pequeno exemplo. Uma propriedade rústica com 500 hectares pode ser adquirida em Portugal por um valor da ordem dos 7,5 milhões de euros. Caso seja autorizada a mudança de uso, bastará a urbanização – é disso que se trata na generalidade dos casos – de dois por cento da sua área, com um índice de construção de 0,5 para que sejam autorizados 50.000 metros quadrados de área de construção. Esta autorização corresponde, por exemplo, á possibilidade de construção de 140 moradias com 500 metros quadrados de área por lote e com 357 m2 de área de construção máxima permitida. Numa situação como esta o proprietário pode transmitir imediatamente a propriedade – sem realizar qualquer obra – apenas em consequência dos direitos de construção concedidos pela administração, por um valor de 21 milhões de euros (admitindo um valor de venda de 150.000 € por lote, um valor baixo para as condições actuais do Mercado sobretudo para lotes com as características referidas e em localizações próximas do litoral). Estamos perante uma mais valia de 13,5 milhões de euros resultado apenas de uma decisão da Administração e capturadas, na sua totalidade, pelos particulares. Claro que se a área a urbanizar fosse de 10% da propriedade existente – um valor muitas vezes ultrapassado - as mais valias subiriam para valores da ordem dos 97,5 milhões de euros. Nalguns casos no Litoral Alentejano a área urbanizada ocupa cerca de 20% da propriedade rústica. É o caso do empreendimento da Herdade do Pinheirinho, no concelho de Grândola, com uma área total de 800 hectares e com a área urbanizada a ascender aos 150 hectares.
(...)
(JN)Perante os populares que acorreram à Câmara Municipal para a ouvir pessoalmente, Ana Paula Vitorino anunciou 14, 2 milhões de euros para recuperar o troço da linha do Tâmega de 12 quilómetros que foi encerrado no dia 25 de Março devido à falta de condições de segurança. As obras de beneficiação da via entre a estação de Livração (linha do Douro) e Amarante implicam que esteja encerrada durante dois anos.
(Público)"Temos que pôr uma linha capaz, segura e que quando reabrir deve ser uma linha com melhor serviço e melhor coordenação com os comboios que vão para o Porto e ainda com comboios mais confortáveis", assegurou Ana Paula Vitorino.
(SIC)A Linha Ferroviária do Corgo deverá reabrir em Setembro de 2010, após obras de beneficiação de 27,3 milhões de euros, anunciou hoje a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em Vila Real.
(...)
A REFER irá investir nesta linha cerca de 27,3 milhões de euros, sendo que 26,9 dizem respeito à substituição integral dos materiais da super-estrutura de via como carris, travessas, balastro, fixações, e em intervenções de nível geotécnico como vertentes, muros, taludes e drenagens.
Cerca de 420 mil euros serão investidos na supressão e reclassificação de seis passagens de nível.
(...)
(JN)Ana Paula Vitorino (...) referindo ainda que será aberto, dentro de 15 dias, um concurso público para a electrificação da linha do Douro entre Caíde e Marco de Canaveses.
(JN)(...)
Em relação à linha do Tua, Ana Paula Vitorino reafirmou que aguarda a decisão sobre a construção de uma barragem junto à foz do rio Tua. Mas se esta não avançar, a via poderá vir a ser sujeita a uma intervenção semelhante às linhas do Corgo e Tâmega. "Nunca serão questões orçamentais a pôr em causa investimentos necessários para a sua segurança", frisou a secretária de Estado.

BLOGADO ÀS 11:33:31
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* Ponte de Lima tem, aparentemente, uma pessoa razoável a presidi-la:
Tem todo o sentido - já que o troço Porto-Vigo não será em Alta Velocidade e a linha é mista, poderão haver serviços semelhantes ao InterCidades atual a fazer paragens em Famalicão, Braga, Ponte de Lima e Valença / Tui. Se não for este o caso, uma paragem em Valença num comboio rápido entre Braga e Vigo é uma ideia estúpida.(...)
Observando que "qualquer dos traçados que vier a ser escolhido trará consigo consequências negativas", Campelo mostra-se esperançado na melhoria do projecto definitivo, assim como na superação dos aspectos negativos pelos positivos. A saber: "o aumento da competitividade territorial, através da criação de possível ponto de embarque de pessoas e mercadorias, assim como a redução dos níveis de poluição, pela opção por um meio de transporte mais saudável". Quanto ao primeiro ponto, o autarca limiano assinalou que em equação pela RAVE está a utilização da futura via também por comboios que não de alta velocidade, composições que poderão vir a ter uma paragem no concelho limiano.
Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, condenado por tentar corromper o vereador Sá Fernandes, foi nomeado presidente da empresa intermunicipal “Braval”. A Braval é a empresa de tratamento de resíduos sólidos do Baixo Cávado, que engloba os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras do Bouro e Vieira do Minho.
(...)
Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.

BLOGADO ÀS 01:08:59
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Este é um movimento completo - para além de pugnar por questões regionais, não deixa de se relacionar com as grandes questões nacionais (senão mesmo da humanidade):Movimento cívico defende região autónoma
O Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) promete defender "com unhas e dentes" a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia igual à da Região Autónoma da Madeira e até defende a criação de uma zona franca na Região.
Outra das causas que este movimento abraçou foi a da taxa dos contadores da água. O MAN organizou uma petição, com 1190 assinaturas, que já enviou ao Provedor de Justiça, onde denuncia que a taxa de disponibilidade de caudal cobrada aos munícipes é "uma forma camuflada de cobrança ilegal com o recurso à esperteza saloia para obter receitas ilícitas, pela utilização dos contadores da água", refere a petição que está em fase de análise pelo Provedor.
Não queria soar a maluquinho das bicicletas, mas um agente da autoridade não pode expressar a sua opinião sobre os casos em mão. É a lei.Um homem que circulava esta quart-afeira de manhã numa bicicleta, na Estrada Nacional 378, na Venda Nova, concelho de Sesimbra, teve morte imediata após ter sido atropelado por um automóvel e ter caído em plena via.
Se assim dita a lei, porquê isto? É assim que se fazem inquéritos em Portugal? Pergunta-se à pessoa que sobreviveu a um acidente a sua versão do que aconteceu e fecha-se o inquérito? Ou apenas se decreta, a priori, a culpabilidade do ciclista (ou a natural previsibilidade do acidente)?Filipe, de cerca de 60 anos, terá tentado desviar-se dos buracos existentes na berma da estrada e acabou por se desequilibrar e cair. O veículo que seguia na sua traseira, no sentido Sesimbra/Fogueteiro, não conseguiu travar e atropelou-o.
Segundo as autoridades policiais, esta é a explicação mais plausível para o acidente. "A pessoa iria a circular na via e ao desviar-se de uns buracos, desequilibrou-se e caiu na estrada. A viatura que seguia atrás não teve tempo de reacção", adiantou, ao JN, fonte da GNR, que identificou a condutora do automóvel, prosseguindo agora as investigações para que o caso transite para tribunal.

Especialistas de energia denunciam "embuste" na visita de Sócrates e Pinho à Energie
A visita de José Sócrates e de Manuel Pinho às instalações da Energie para assinalar a segunda fase de expansão da fábrica que produz o que designa por "painéis solares termodinâmicos" está a desencadear uma série de protestos por parte dos principais responsáveis pela investigação e indústria solar no país.
"É uma empresa que assenta a sua propaganda num embuste", denuncia Eduardo Oliveira Fernandes, ex-secretário de Estado da Energia e académico que desenhou a política energética do actual Governo, no que é acompanhado por Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), e por Manuel Collares Pereira, considerado um dos principais especialistas em energia solar no país, ex-investigador do INETI e responsável pela empresa fabricante de painéis solares térmicos Ao Sol. Os três especialistas clamam que o produto da Energie, fabricado na Póvoa de Varzim, é "publicidade enganosa" - mostram tratar-se de uma bomba de calor accionada a electricidade com apoio secundário em energia solar e não de um painel solar térmico - e atribuem o incentivo político do primeiro-ministro e do ministro da Economia, com a visita efectuada, a uma possível ausência de apoio técnico adequado pelos respectivos gabinetes.
Sistema de Mobilidade do Mondego
Foi hoje enviado para publicação no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia o anúncio do concurso público relativo à Empreitada de Reabilitação das Infra-estruturas do Troço Miranda do Corvo/Serpins, do Ramal da Lousã, primeira empreitada da 1.ª Fase do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).
Forçados a demolir habitações onde vivem há décadas
BLOGADO ÀS 00:26:24
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Cheguei há pouco à pousada. É, como em Wien, uma Jugendgästehaus (casa de hóspede / hospedaria para jovens), mas caríssima. 19€5, sem internet e sem cozinha. Já devia saber, mas acabei por vir aqui parar aqui por acidente, pois estava a ler no guia informações duma pousada e a olhar para o mapa de outra pousada. Mas está-se bem. Se a pousada de Bratislava era a com mais estilo, esta é a com mais arquitectura. Um pouco como se o Scharoun fizesse pousadas. Corredores angulosos, espaços amplos a distribuir as escadas, o tecto inclinado. E, apesar de estar bem perto do centro por metro, a zona é calminha e de pequena escala.
Li num guia que esta é a terceira cidade em dimensão, a segunda em termos económicos e a primeira em tecnologia. A rede de metro é de capital europeia, e apesar de uma viagem custar 2€2 e as carruagens pararem de quando em vez, parece funcionar.
Estou a ficar com fome. O jantar é às 18h30.
Depois da França a viagem começou a tornar-se mais difícil. A bebedeira não ajudou, claro; mas são tantos dias acumulados que começa a ser saturante. Mas sempre é melhor que ficar em casa. Ou que um pontapé no cu.
Só para acabar a saga Bratislava / Wien. Em Bratislava, como em qualquer outra pousada, não me deixaram ficar a dormir de manhã. A empregada foi lá duas vezes, e o gajo da recepção uma. Só quando o Giovanni foi tomar banho é que me levantei. Demorei talvez três vezes mais tempo a chegar à estação do que no dia anterior. Entre no primeiro quim que dizia Wien, e entre Bratislava e Wien terei ido umas dez vezes à casa de banho. Bebi imensa água (não-potável) e comi duas tangerinas, que acabaram no lavatório. Em Wien comprei uma garrafa de água, que acabou no chão da estação. Algures noutra ligação (talvez no metro) vomitei, mas desta mais controlado, entre duas carruagens. Ainda era cedo quando cheguei à pousada. Fui logo dormir.
Ontem cheguei duas pessoas em Salzburg. A?o Whu, chinês que orientei para a pousada, e um irlandês. Não cheguei a saber o nome dele. É bem capaz de mo ter dito, mas falava tão rápido (inglês e espanhol) que não percebi muito do que me disse. Entendi que tinha passado cinco anos na Andaluzia, e como há Irish Pubs por todo o lado, ele andava de um lado para o outro. Já estava há três semanas em Salzburg, e já tinha comido uma gaja ali naquela cama, com um japonês no beliche de cima. “You only live once, right?”
Tenho uma ferida nojenta entre o lábio e o queixo. Um pouco como pão de rato.
Basta. Vou comer.
BLOGADO ÀS 00:59:26
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