Categorias: FOTOS, FÃS, EU, MONTA, MONTA E RECORTA, RECORTA, TERRA, MULHERES

12-03-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

12/12, 14h15, IC (para München)

Entrei na Alemanha e nem reparei. Vou tentar escrever-lhe.

Hoje consegui finalmente comer uma boa sandes. Comprei uma baguete e juntei-lhe um queijo com furinhos que tinha comprado em Wien. Nunca tinha feito uma sandes dentro de uma igreja.

Ela respondeu ao meu toque. Já não acontecia há alguns dias. Estou plenamente contente. Feliz por ela existir, e por gostar dela. Gostava de escrever “feliz pelo nosso amor”, mas ainda é cedo.





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BLOGADO ÀS 00:17:06

04-03-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

12/12, 13h30, bahnhof (Salzburg)

Numa manhã despachei Salzburg, e só cheguei agora ao comboio porque me lembrei de subir uma montanha. Pensava que ia morrer lá. Comecei a subida no centro da cidade, sabendo de antemão que ia andar muitos quilómetros. A subida foi bem, entre árvores altas e alguma neve. No topo havia um convento (imagino que franciscano, pois era o monte dos franciscanos), e depois era sempre a descer. E que descida! Mas depois de mudar a maneira como olhava para a neve, acabei por me divertir. Quando reparei que, com pés e mãos no chão, o perigo acabava e começava a diversão. É estranhamente divertido passar da vertigem passar da vertigem do deslizamento montanha abaixo à vontade à vontade do deslizar controlado. Adorei.

Tive também a solene oportunidade de, pela primeira vez, mijar para a neve. “Don’t eat the yellow snow”, dizia o Frank Zappa.

Antes de entrar no comboio, comprei uma cerveja, a Stiegl, de Salzburg. É muito boa. Em Bratislava tinha comprado 2 cervejas Corgon, de meio litro. Só quando bebi a segunda é que reparei que tinha 10% de álcool. A Stiegl (que imagino ser ?????) é bem mais normal.

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26-02-2009

FOTOS, IR'05, VIAGENS

11/12, 19h45, pousada (Salzburg)

Cheguei a Salzburg com uma vontade terrível de ir à casa de banho, e como cheguei tarde, vinha já decidido a ficar na pousada mais próxima da estação. É bem capaz de ser a pousada mais oportunista da pousada – 16€ sem pequeno-almoço. Aliás, tudo parece pago por aqui – até no chuveiro hesitei. Mas uma coisa é boa – a recepcionista. Muito boa. Parece saída das Marés Vivas, mas da versão de Inverno. Deus, como eu deliro com um bom par de mamas. Devo estar naqueles 95% da população que delira com mamas.

Já estou farto disto. Eu não vim para o IR para ter sexo, apesar das camisas na mochila. Apesar dos instintos estarem activos, só penso em ti. Aliás, já percebi o que tu queres que eu faça. Queres que te seduza, que te namore, que te vá buscar a casa e te leve de braço dado. Que te diga as coisas bonitas que mereces ouvir. Eu faço isso, claro. Não queres brusquidões, insensatez. Que as coisas levem o seu tempo.

Ou então percebi tudo mal, e apenas respondes às minhas mensagens por piedade ou comiseração.



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26-02-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

11/12, 16h15, quim (para Salzburg)

Havia dois quins para Salzburg, um às 15h10 e outro às 15h33. O das 15h10 atrasou 20 minutos, e acabaram por chegar os dois ao mesmo tempo.





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11-02-2009

FOTOS, TERRA, IMPRENSA, PLANEAMENTO MACADAME

Atualizações 10/2/09

Guilherme Pinto garante que futuro retail na Via Norte não vai dificultar o trânsito

Empreendimento terá uma área bruta locável de 40 mil metros quadrados. Vai acolher
16 lojas, divididas por dois pisos, e um parque de estacionamento para 2000 viaturas

O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, garante que o futuro Matosinhos Retail Park, que deverá nascer junto à Via Norte, próximo da confluência entre as estradas nacionais 13 e 14 (em frente à Estalagem Via Norte), não vai colocar dificuldades ao intenso tráfego rodoviário. "Tenho a certeza absoluta de que não afectará o trânsito na Via Norte", afirmou ontem Guilherme Pinto, no final da reunião privada do executivo da Câmara de Matosinhos.
A convicção de Guilherme Pinto baseia-se no facto de estar prevista a construção de mais uma faixa de rodagem na EN13, que passa assim de três para quatro. Além disso, o actual tramo de inversão de marcha será substituído e incorporado numa rotunda desnivelada sob a futura plataforma da EN13.

Na reunião de ontem foi aprovada a "desafectação" de 13.247,80 metros quadrados de terrenos integrados na Rede Ecológica Nacional (REN), que servirão para construir os acessos ao retail. A votação mereceu votos favoráveis da maioria PS e do CDS, que esteve representado por Filipe Melo e não por Paulo Coutinho, como é habitual. PSD e PCP votaram contra.

Um dos argumentos que mais seduzem Guilherme Pinto é a previsão de o futuro espaço comercial vir a criar 2300 postos de trabalho, dos quais 1800 directos e 500 indirectos. Este investimento de 40 milhões de euros terá uma área bruta locável próxima de 40.000 metros quadrados, prevendo-se a construção de 16 lojas em dois pisos e um estacionamento com 2000 lugares.
Nesta altura, está a ser elaborada a declaração de impacte ambiental do projecto. Falta ainda que a "desafectação" da parcela integrada na REN seja aprovada pela Assembleia Municipal de Matosinhos para que, depois, o processo siga para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, que dará um parecer vinculativo.

Para Guilherme Pinto, "estas grandes superfícies têm muito pouco impacto a nível do comércio local". O autarca recordou ainda que, em 1998/99, foi aprovado para aquele mesmo local um projecto de loteamento que previa a construção de um hipermercado Feira Nova e de um edifício para escritórios. O projecto ter-se-á então gorado por os promotores não aceitarem construir as infra-estruturas de acesso.

Em declarações ao PÚBLICO, Nelson Cardoso explicou por que é que os vereadores do PSD votaram contra a "desafectação". "A câmara vai sempre a reboque dos promotores e nunca é ela a definir o plano económico para o concelho", aponta. Por outro lado, o social-democrata não percebe a razão de instalar a futura superfície comercial naquele espaço, quando há áreas em Matosinhos mais vocacionadas para esse fim. "É incrível que seja necessário fazer o retail num terreno em que um terço do total está em REN, quando há terrenos em Matosinhos destinados à actividade industrial e já resta muito pouco de área ecológica".

"Relevante interesse privado"

Também o vereador do PCP, Honório Novo, considerou, em comunicado, que o futuro retail é "um empreendimento privado que nada acrescenta de novo e que poderá ter mais impactos negativos no tecido económico e social". O vereador recorda que o projecto "pretende utilizar 40.000 metros quadrados de nova área comercial, dos quais mais de 25 por cento, isto é, mais de 10.000 metros quadrados, estão situados em REN, bem ao lado do Rio Leça".

Ao contrário dos serviços da autarquia, que consideram o Matosinhos Retail Park um projecto de "relevante interesse municipal", Honório Novo atribui outro tipo de interesse à natureza do empreendimento: "Um relevante interesse privado, mas este é um interesse que não se pode sobrepor ao interesse colectivo dos cidadãos de Matosinhos."


(negrito meu)



Noticiado no Público. Como dá para perceber facilmente, no terreno referido existiam já construções. O que a Câmara de Matosinhos quer permitir é que o empreendimento se faça sem quaisquer condicionantes, de modo a não deixar o investimento escapar. Quem constrói dois pisos pode perfeitamente construir 3, e assim não destruir área de REN. É olhar para a imagem de cima - já não sobra muita floresta na zona.

O nosso território está a saque desta maneira, que qualquer empresário pode chegar e tomar? É mesmo esta paisagem que pretendemos oferecer aos nossos filhos?






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BLOGADO ÀS 01:05:05

10-02-2009

GAMANÇOS, FOTOS, TERRA, IMPRENSA, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, POLÍTICA À PORTUGUESA

Atualizações 9/2/09

* Na Galiza, o direito de manifestação está dependente da língua falada. Não, não uso de frases feitas ou panfletárias, mas da estrita verdade. Se os polícias reparassem que alguém falava galego, não lhes davam acesso à praça da Quintana, onde se realizava a manifestação da Galicia Bilingüe. Ou então, apenas lhes davam porrada, como se distribuíssem prendas. Vídeos aqui, aqui, aqui e pela rede.


* A verdade é que ia apenas publicar parte da notícia, mas não consigo excluir o que quer que seja de tamanha burrada. O urbanismo em Portugal não é apenas uma atividade estritamente arbitrária - é também uma atividade humorística:

Viaduto novo vai abaixo
Ponte sem saída demolida após oito anos de obras

Com oito anos de construção e dois milhões de euros depois, a Câmara de Vila Franca de Xira vai demolir o viaduto do Forte, uma ponte cuja altura foi mal calculada, não tendo saída de um dos lados por embater numa serra.

A operação irá custar aos cofres do município cerca de 100 mil euros, mas colocará um ponto final numa construção que da polémica nunca conseguiu escapar, desde que começou a ser edificada em 2001. Fonte do município adiantou, ao JN, que "não está ainda definida uma data para o demolição do viaduto, entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria". A Câmara pretende recuperar aquele montante com os licenciamentos urbanísticos que vierem a ser realizados numa das freguesias.

Além de desembocar num morro de terra, onde moram milhares de pessoas, o viaduto entre aquelas freguesias foi embargado pelo então Instituto de Estradas de Portugal, alvo de relatórios do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), surgiu em áreas de redes agrícola e ecológica, merecendo uma providência cautelar por tal e - já em desespero de causa - de forma a solucionar a ausência de uma saída, obrigou à desmatação da encosta da serra, de forma a que fosse criada uma estrada que conduzisse ao cimo da serra.

Obra teve sempre apoio técnico

A construção consistiu na contrapartida de um promotor imobiliário, José Maria Duarte Júnior. Em troca o município licenciava as futuras edificações que surgissem na terceira e quarta fases do Forte da Casa [a Norte da freguesia].

Apesar de fiscalizada pela empresa de segurança Geotest, rapidamente se percebeu que não teria qualquer saída, colocando-se a hipótese de abrir uma túnel na colina. O que tornaria instáveis as urbanizações ali localizadas.

Meses depois, as graves falhas técnicas levaram a obra a ser embargada pelo Instituto de Estradas de Portugal (IEP). Construtor e Câmara optaram por rodear o morro, abatendo árvores centenárias inseridas numa área de Reserva Ecológica Nacional (REN).

A decisão criou uma estrada com mais de 15 graus de inclinação [acima do permitido pela legislação] e uma curva acentuada, chocando numa área de servidão do aeroporto de Lisboa.

Ao JN, em 2006, Ramiro Matos, o vereador do Urbanismo garantiu que a colocação de um pavimento anti-derrapante e barreiras sonoras, acompanhadas de mais terraplanagens, resolveria parte dos obstáculos criados. Com uma altura de 50 metros, o viaduto viria ainda a causar uma grave inundação numa habitação existente perto da ribeira que corre por debaixo da infra-estrutura.

O cenário acabou por levar a uma auditoria do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) - da qual não se conhecem as conclusões - e a queixas do movimento de cidadãos de Vila Franca de Xira, o Xiradania, ao Ministério Público, ao Ministério do Ambiente e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional , devido à falta de pareceres [ver ao lado declarações do jurista Fernando Neves de Carvalho, rosto do movimento]. Paralelamente, a Câmara declarava o viaduto de Interesse Público Municipal, de forma a desanexar os terrenos de REN.

Segundo a presidente Maria da Luz Rosinha após a demolição "será encontrada outra solução de acesso no âmbito do alvará de urbanização", já previsto pelo Plano Director Municipal. O viaduto que se segue poderá ficar perto do actual mas, desta vez, mais alto.


Aqui uma foto da referida obra. Em baixo, um googlearth da coisa:




* A machadada final na credibilidade linguística do Público: na capa do P2, falavam de um país chamado Portugual.



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BLOGADO ÀS 02:20:00

08-02-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

11/12, 15h, Banhof (Linz)

Acabei agora de visitar a cidade. Há pouco, na montra dum fotógrafo, vi as fotos duma mulher entre os 30 e os 45. Seios cheios, atitude provocante. Depois daquela montra todas as mulheres me parecem apetecíveis. Por falar em tesão, durante a exposição no Kunstmuseum tive de me chegar às paredes por várias vezes. É que não estou habituado a usar boxers, e às vezes torna-se desconfortável.

Bratislava outra vez. O jogo tinha acabado, assim como a carreira europeia do Porto. Mesmo assim, virei-me para o lado e perguntei à pessoa mais próxima de mim “Então acabou? O Porto já não joga mais este ano?” Só então vi que estava a falar com um mulato com um ar todo fodido, ligeiramente a rir-se. “João?” “Eh eh eh.” “Foda-se, como é que me encontraste? Não me digas que não me tinhas visto?” Foi mesmo coincidência. Ele e dois amigos eslovacos tinham decidido ir ver a segunda parte ao estádio. Apanharam um táxi e conseguiram bilhetes a 5 euros. Um dos amigos do João bem que usava um cachecol do Porto (ele era fã do Inter Bratislava), mas não deu em nada. Eu tinha combinado com o João ir para os copos depois do jogo, mas já tinha desistido da ideia, estava encharcado e só queria cama. mas eles estavam ali, e acabamos num pub perto do estádio. Já imaginava que os eslovacos bebiam valente (em que mais se iam entreter?), mas nada assim. Ao todo terei bebido quatro shots e dois copos altos de vinho quente, para além das duas budweisers do jantar. Eu aguentei bem (a única asneirada da noite foi ter deixado o chusso no pub), mas o João bebeu um bocadinho de mais. Caiu, fez cair cadeiras, vomitou dentro do pub. A noite acabou num táxi para a pousada.

O dia seguinte foi o pior da viagem até agora. Se dias de chuva (ou neve) nos fazem pensar “que raio estou eu a fazer aqui? Olha inter rail no Inverno! Devia era regressar. É isso!”, um dia de ressaca é ainda pior. Nada corre bem, e nem conseguimos pensar em voltar. Não conseguimos pensar em nada, porque pensar dói. E como tudo nos custa!




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BLOGADO ÀS 23:59:14

04-02-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

11/12, 9h, IC (para Linz)

Vi agora no guia da viagem que a ligação entre Salzburg e München demora hora e meia. É logo ali!

Voltando a Bratislava. O restaurante que nos indicaram era certamente o que estava à espera. Acolhedor, típico, e cheio de eslovacos. Cheio de mais, infelizmente, pois não havia mesa para nós. Já estávamos à porta, a calçar as luvas e a prepararmo-nos para o frio, quando um mulato, muito feio e estranho, me disse: “Olha lá, tu não és português?” E sentámo-nos a comer com ele. Chamava-se João, era ‘amigado’ com uma eslovaca de quem tinha uma filha. Como ele bebi Budweiser e comi borsch, uma herança dos tempos soviéticos. É apenas sopa. O João já estava borracho quando nos conhecemos, mas a beber como ele bebia, não tardaria a ficar bem pior. Pelo que percebi da conversa dele, era originário da Boavista, e tinha passado sete anos em Inglaterra, onde tinha conhecido a companheira. Estava todo equipado para ir ver o jogo, mas não parava de lamentar que o seu amigo, que tinha vindo directamente do emprego, não tinha a roupa apropriada para tais condições climatéricas. Assim, foi-me levar à estação do eléctrico, depois de nos despedirmos do Giovanni.

E ver o jogo foi horrível. Como cheguei depois do início, já não havia capa de plástico para mim. Ainda passei a primeira parte de pé em cima das cadeiras como os idiotas dos portugueses, agarrado ao meu guarda-chuva. Fiquei totalmente encharcado do pescoço para baixo, enregelado, pois não parava de chover e nevar. Na segunda parte alguma da minha racionalidade veio ao de cima e sentei-me num sítio com uma parede por trás, e consegui evitar molhar-me ainda mais.




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BLOGADO ÀS 23:47:27

23-01-2009

FOTOS, FERROVIÁRIO, CENTRALISMO

Atualizações 22/1/09

* JN:

O Governo autorizou a emissão de um empréstimo obrigacionista de 400 milhões de euros ao Metropolitano de Lisboa para financiar a expansão da rede. O JN apurou que a ligação Alameda-S. Sebastião está pronta em Julho.

Pode ler-se no despacho do Governo que os investimentos de expansão e modernização da rede "revestem-se de manifesto interesse para a economia nacional" e que a empresa - que explora quatro linhas, num total de cinco dezenas de estações - tem feito um "intenso esforço" nesta área.

(negrito meu)




* Gente gira é outra coisa. Sugestão do Nuno O.

BLOGADO ÀS 01:02:19

21-01-2009

FOTOS, PÓVOA-VILA

PVz '08

Enquanto que no resto do mundo neva, aqui graniza. Para vosso espanto (e suprema inveja).

BLOGADO ÀS 00:17:58

14-01-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

11/12, 07h45, IC (para Linz)

Era o que já estava à espera. Tanta coisa, ontem, para reservar o bilhete, “Do you want me to speak English?”, já imaginava que isto ia vazio, “Well, I don’t speak German, and I don’t expect you to speak Portuguese, so, yeah, English.” A culpa era minha, estava nervoso. Tinha saído a correr do metro porque tinha falhado uma estação, e deixei o gorro na carruagem. E era o meu gorro favorito! Tudo bem, meia hora depois já tinha um gorro novo, comprado a 7,5 euros, e possivelmente ainda mais fixe que o anterior. Assim vale a pena perder gorros.

Que luxo de comboio! Bancos a imitar couro, mesinhas, almofadinha, tomadas de electricidade.

Ai que medo! Só se vê neve lá fora. Ai, agora ficou tudo escuro! Ah, um túnel.

Anteontem também tivemos uma cromice perante nós. Durante a exposição do Goya chatearam o Aco duas vezes para ele pôr a mochila à frente, pois havia pouco espaço e muita gente. Tudo bem. Agora à entrada da exposição de arte antiga, quando já não estávamos com paciência para ver muito mais, veio um segurança dizer ao Aco que não podia levar a mochila, tinha de a deixar no cabide. “Is this exhibition any different from the others? Cause in the others there was no problem with the backpack.” “This is my job and you have to do it!” “What? The ladies were just telling me to put the backpack in the front and it was ok.” “No, this is my job and… Ah, ok, you can use it like that.” Cromo.

CIM – A electricidade para os móveis deve vir do tecto, através de uma entrada para cada móvel – de preferência junto à parede ou ao pilar

TEXTO FOTOS DIÁRIO


MAPA








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BLOGADO ÀS 00:19:06

13-01-2009

GAMANÇOS, FOTOS, LÍNGUA, CARTAZ, LIGAÇÕES, VÍDEOS, GALIZA, HUMOR, IMAGENS, AMIGOS, ACORDO ORTOGRÁFICO, PÓVOA-VILA

Atualizações 12/1/09

* O Vasquinho agora julga-se estrela de cinema e aparece em 32 revistas por mês:




* Pim Pam Pum, de Andoni de Carlos Yarza e Asier Urbieta. Via Igor.


* O Acordo Ortográfico e Vasco Graça Moura:

Acordo vai agravar a crise de 2009



* O Acordo Ortográfico em Coimbra:

Jornal “O Despertar” começa a aplicar acordo ortográfico



* Manuel Jorge Marmelo e Carlos Quiroga na TVG


* Paulo Moura:

O silêncio dos contentores

Enquanto o país discute se se deve ou não construir o novo terminal em Alcântara, fomos espreitar o que se passa por trás da barreira dos contentores. Uma semana no porto de Lisboa.



(negrito meu)

Aos poucos vai-se percebendo que não é só implicância minha: em Lisboa, há mesmo quem ache que Portugal é uma cidade.


* Para que ninguém se esqueça mesmo, Janeiro no Octopus:




* O mundo com os nomes certos (em inglês).

BLOGADO ÀS 01:31:18

09-01-2009

GAMANÇOS, FOTOS, VÍDEOS, IMAGENS, FILMES, IMPRENSA, MÁ IMPRENSA

Atualizações 8/1/09

*




* Estou contente por ver que o Manuel Jorge Marmelo não largou a blogosfera. Eu é que andei distraído.


* Sugestão de M:

Joe the Plumber é agora repórter de guerra em Israel



Entretanto, o Público não aprende. Na mesma notícia, isto:

Claro que depois da aclamação vem sempre o declínio, e Joe acabou descredibilizado. Descobriu-se, entre outras coisas, que não era bem canalizador, que não se chamava bem Joe e que fugia aos impostos.

Ainda não perceberam que Joe é um diminutivo. De tanto repetirem, o povo começa a acreditar.


* Uma mulher: Hafsia Herzi

BLOGADO ÀS 02:42:00

07-01-2009

GAMANÇOS, PORTURARIDADE, FOTOS, LÍNGUA, GALIZA, IMAGENS, AMIGOS, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, NORTE, IMPRENSA, CENTRALISMO, MULHERES

Atualizações 6/1/09

*

O Filipe e a Sofia vão construir em Luanda. É bom que não se vejam os musseques da vossa torre!, meninos.


* Daniel Oliveira no Expresso:

Na realidade, Israel quer o mesmo que Ahmadinejad e o Hamas: riscar o vizinho do mapa. Apenas uma diferença: o seu propósito está cada vez mais próximo.



*



Através do valter, descubro que o Luís Luís, estimado camarada, escreveu o texto introdutório do Cabeça de Ferro, da Imprensa Canalha. É bom saber que manténs a veia. Tenho de ler isso.


*




* Chris Roper:

Dakar death rally

Imagine the following news report:

"London - Five people have died during this year's Wimbledon Championships. Two ballboys were crushed beneath a Coke vending machine on Monday, and number 10 seed Wayne Ferreira died last Sunday of complications caused by choking on court. The latest death is a five-year-old girl who was struck by a ball accidentally smashed into her face by Tim Henman.

"Organisers said that the deaths were unfortunate. During the last 20 years, there have been more than 30 deaths at Wimbledon, but there are no plans to cancel the prestigious event.

"Carlos Moya said that there was no thought in his mind of not taking part. 'It's sad to hear that a competitor has died, but that's the nature of this tournament. It pits man against the tennis ball, and it's this unpredictability that makes it the exciting game that it is. It's something that man has always done - pit himself against the unknown. It's what makes us human.'"

Ridiculous, isn't it? But it's the sort of drivel one has to read daily about the Barcelona-Dakar Rally, formerly known as the Paris-Dakar. This year, the Dakar has claimed five lives. Two drivers, named as Fabrizio Meoni and José Manuel Perez, and three civilians, who nobody has bothered naming. One of them was a five-year-old girl, crushed under a lorry.


Since the rally was first held in 1979, more than 40 people (some reports put the figure at 30) have died, including the race's organiser, Thierry Sabine. In 1996 a three-year-old girl was killed by motorcyclist Marcel Pilet in Guinea, as he roared over a sand dune. Again, history records her killer's name, but not hers.


(negrito meu)

Quando o Dakar passava em Portugal, o limite das viaturas nas localidades eram os óbvios 50 hm/h permitidos por lei. No resto do percurso, em África, eram os óbvios 'o que o carro der'. Os direitos humanos têm óbvias delimitações territoriais.

E quando vi as equipas técnicas do Dakar do ano passado a chorar ao saberem do cancelamento da prova, pensei: chorariam por quem?


* Lipor:

A Lipor tem, actualmente, em mãos alguns projectos como " um centro de triagem automatizado que não requer tanta intervenção humana para que possa absorver maior quantidade de material". Além desse trabalho, a empresa "vai construir um novo centro de triagem para o ecoponto amarelo, uma vez que tem existido um aumento no que toca ao plástico".


(negrito meu)


* José Silva:

Mesmo sabendo que é no Norte que a Superbock tem mais clientes, Pires de Lima decidiu «drenar», deslocalizar a direcção de Marketing da Unicer para Lisboa.


* Área Metropolitana:

A Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto será criada até ao final de Fevereiro. O regime jurídico do futuro organismo foi publicado ontem e cabe, agora, ao Governo e à Junta Metropolitana nomearem os gestores.



* PMS:

Quando o Governo argumenta com os fundos europeus como uma vantagem da construção do TGV e do Novo Aeroporto de Lisboa, não consigo deixar de pensar no Paradoxo de Leontief:

Leontief demonstrou que pode acontecer por vezes que um País que receba uma transferência de outro, se a aplicar mal, acabe por ficar mais pobre em vez de mais rico, como aconteceu connosco e com os espanhóis com o ouro das Américas ou, em tempos mais modernos, com a "dutch desease" nos anos 60.


O mesmo se aplica ao plano anti-crise. Os Governos gastarão mais dinheiro e nós ficaremos todos mais pobres.



* Sugestão de fim de noite: coisar, um tumblr genial de um tal de Nuno Gomes Lopes. A acompanhar atentamente.


* Querem aprender a falar galego? Passem alguns anos no Estado Espanhol (em sítio onde apenas se fale castelhano) e depois tentem falar português. Não convencidos? Um exemplo.

Um amigo meu, que ilustra o exemplo que acima referi. Alguns anos em Barcelona. Resultado? O piso térreo de um edifício é agora a 'planta baixa'.

E, ainda hoje na TVGaliza, uma mulher falava de não sei o quê que lhe aconteceu na 'planta baixa' do prédio.


* Não, este blogue não está chegado à esquerda. No meu ecrã, sim, mas no da Alice está no centro e por isso está bem.


* Pedro Mexia, rebuscado na sua adulação de Cláudia Vieira:

De todas as alocuções de fim de ano (presidente, primeiro-ministro, cardeal-patriarca) aquela de que gostei mais foi a de Cláudia Vieira, difundida à cidade e ao mundo via Diário de Notícias.



* Possidónio Cachapa, anunciando o seu 'Curso de Escrita Reconstrutiva (escrita criativa)':

É cada vez maior o número de pessoas que escreve e publica. Entre esses, há alguns que possuem uma voz mas que insistem em escrever o que lhes parece certo, vendável ou que pode agradar à família próxima. Historicamente está provado que este tipo de escritores nunca vencerá a morte e que provavelmente os seus livros serão vendidos a peso muito antes dela.
Este curso, limitado nas inscrições, está destinado aos que gostariam de encontrar os tomates que o seu conformismo ou as confortáveis rotinas insistem em esconder.



* Acordo Ortográfico:

Os especialistas ainda esgrimem argumentos a favor e contra as novas regras, mas o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já começou a entrar nos hábitos dos brasileiros. Segundo um inquérito online lançado pelo jornal diário "A Folha de S. Paulo", no qual as normas entraram em vigor no dia 1 de Janeiro, vinte e sete por cento dos que responderam à pergunta feita no site já começaram a escrever segundo as regras do ainda polémico acordo, enquanto trinta e quatro afirmam que vão esperar por 2013 para fazê-lo, uma vez que, a partir daí, a nova ortografia será a única considerada correcta

No Público, via Blogtailors.


* Uma mulher: Halle Berry

BLOGADO ÀS 00:31:07

05-01-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS, IMAGENS

10/12, 21h30, pousada (Wien)

Estou no quarto, hesitante entre ir dormir, escrever-lhe um postal ou ler mais um pouco. Talvez escreva um pouco aqui. Talvez não lhe escreva, e espere até que me venha algo.
Hoje despedi-me do Aco, de manhã, na Karlplatz. De início não tive a melhor impressão dele, apenas pelo facto de não ter visto tanta arquitectura quanto queria enquanto estava com ele. Entretanto comecei a gostar exponencialmente mais dele, até nos termos tornado parceiros. A vida dele não é fácil, e nota-se que, para ser maestro, ou se quer mesmo, ou é impossível. Estudar, tocar, praticar, segundo ele, das 7 da manhã às 11 da noite. Dificilmente se namora assim, ou se faz qualquer outra coisa. Gostei muito de andar com ele. Talvez ainda o veja hoje, depois de ele vir do concerto.

Hoje o dia foi ‘produtivo’. Vi arquitectura moderna até à exaustão. De manhã fui ver a Hundertwasserhaus, que é a desilusão total. Turistas e turistas, e eu a pensar o que estava a fazer ali. Depois fui ver Donau City (imagino que a ‘Cidade do Danúbio’), a zona nova, concentrada à volta do edifício das Nações Unidas. Mais uma enorme desilusão. Mas lá no meio, perdida entre viadutos e túneis e cinemas vazios, encontrei uma pequena pérola. Mais parecia uma caixa de jóias, perfurada para se ver o interior. Era uma igreja, linda por fora e por dentro. Foi o suficiente para não dar a manhã por perdida.







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BLOGADO ÀS 00:02:57

04-01-2009

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS

9/12, 23h, pousada (Wien)

Conheci uma conhecida do Aco, a Maiku. Pianista, lindíssima, os pais são do Japão mas moram em Wien. Não sei o que têm as japonesas, mas dão cabo de mim.

Voltando ao português que conheci em Bratislava e que tinha comido uma israelita. Andando com os hooligans e depois com o outro grupo de portugueses, dei comigo muitas vezes a questionar-me, como fazia tantas vezes na adolescência e no início da idade adulta. A pensar “porque não sou eu como eles?”, “porque não faço o que eles fazem?”, etc. (talvez me tivesse questionado desta maneira com o segundo grupo, e não com os hooligans, mas seguindo em frente) Talvez por serem grupos grandes e eu estar lá sozinho, talvez por serem também portugueses. O meu companheiro de guarda-chuva, com a facilidade com que aparentava arranjar sexo, ou os piropos com que todos eles galanteavam as raparigas, pôs-me, de início, a pensar em mudar de perspectiva em relação a este IR. Talvez o sexo fosse fácil, afinal. Mas estes talvezes, quando pensei um pouco, não me diziam nada. Já encontrei alguém, já fui tocado por esse alguém, e penso já a ter tocado também. Não busco mais ninguém nesta vida, a minha estação terminal é ela.

Comecei a voltar a mim no intervalo do jogo. Reencontrei o companheiro de guarda-chuva quando todos os portistas se refugiaram na casa de banho, fugindo da chuva e da neve. Aparentemente ele nem me reconheceu. Disse-lhe que tinha conhecido um português que morava em Bratislava, ao que ele respondeu “Ah, eu estudo em Praga”. Claro que eu sabia isso, tinha estado parte da tarde com ele! Foi aí que percebi o que ele era e eu não. Ele era obviamente uma pessoa que vivia para o momento, capaz de entrar noutra personagem e ir para a cama com uma mulher acabada de conhecer, mas que ele provavelmente nem reconheceria no dia seguinte. Ora, nada mais diferente de mim.
Depois de ter estado algum tempo com os tugas no MacDonald’s (mas, atenção, apenas bebi uma cerveja), fui até ao supermercado comprar comida para a Áustria e acabei no hostel. Ainda era cedo, mas o tempo na rua estava impossível. No hostel conheci o Giovannia, um sardo. Era uma pessoa acessível com um riso fácil e um pouco afeminado, que parecia o menino da mamã. Falava bem inglês e tinha assunto, por isso falámos durante bastante tempo. Perto das 7, convenci-o a vir jantar comigo a um restaurante que me tinham recomendado na recepção.





IR'05 é a transcrição do diário escrito durante uma viagem de comboio através da Europa entre Novembro e Dezembro de 2005. todas as entradas aqui

BLOGADO ÀS 22:25:55

31-12-2008

NOTAS, GAMANÇOS, FOTOS, IMAGENS, IMPRENSA, MULHERES

Atualizações 31/12/08

* Sugestão do Nuno: Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! Porque o que não falta em Portugal não é mais democracia, mas mais democracia participativa. Mais movimentos cívicos, por exemplo.


* Eu escrevi 'Pedro Mexia deve ser fumador' e posteriormente corrigi para 'Pedro Mexia é fumador'. Afinal não é. As minhas humildes desculpas. E agora é que não percebo mesmo o que ele escreve.


* Ao fim de 19 anos como Presidente da Câmara de Viseu, deu o passo natural:

Fernando Ruas anuncia recandidatura à Câmara


E se julgavam que 19 anos é muito tempo para o quer que seja, aí está Fernando Ruas a provar-nos que 19 anos não é mais do que um mandato um pouco mais comprido.


* Behance Network: uma plataforma para portefólios únicos. A visitar e a revisitar sempre.


* Uma mulher: Scarlett Johansson

BLOGADO ÀS 20:33:17

30-12-2008

GAMANÇOS, FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, FERROVIÁRIO, IMPRENSA, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 29/12/08

* Daniel Oliveira:

Morreram ontem 282 pessoas no Médio Oriente. Não, não se assustem os analistas, não se indignem os comentadores, não se comovam os jornalistas. São apenas palestinianos. Israel prepara uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Trata-se, como sabemos, de um direito adquirido. Só quando são os outros é que chamamos de terrorismo.



* António Lobo Antunes:

Os portugueses vivem tão mal e os livros são tão indecentemente caros!



* Uma proposta de ligações ferroviárias em Alta Velocidade entre Porto, Lisboa e Madrid utilizando o problema de Steiner:




* Apesar do nome manhoso e dos textos fraquinhos, aqui está o blogue da associação dos utentes de comboios de portugal.


* O terrorismo chegou à Burela:




* A malta entende-se e junta-se e isso é bom de ver. Mr. Esgar juntou-se ao valter na casadeosso.




* Uma mulher: Selma Hayek

BLOGADO ÀS 00:52:03

30-12-2008

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS, IMAGENS

9/12, 19H, Renweg 8 (Wien)

Estou à porta das sala de espectáculos. Dificilmente daríamos por ela, se não estivéssemos à procura. O Aco está à conversa com umas velhinhas eslovenas. Aparentemente uma delas é casada com um dos melhores pianistas do mundo. A senhora que nos recebeu, amiga do Aco, é violoncelista, e deve actuar hoje. Ah, vamos ouvir Mozart.

Hoje comprei mais um guia de arquitectura de Wien, desta feita mais antiga. Parece-me que ainda vou ficar mais uns tempos por cá.

Estão a falar de mim por ali.







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BLOGADO ÀS 00:48:32

30-12-2008

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS, IMAGENS

9/12, 11h30, KuntHistorichMuseum (Wien)

Acabei agora de ver a exposição de Goya. Acabei por não ver alguns dos meus quadros preferidos, que não estavam na exposição. Ainda assim a obra de Goya é assombrosa, e como ele viveu até aos 80 anos, teve tempo para pintar, experimentar, errar. Tudo. Bem ao contrário de Schiele. Vi ontem a exposição dele. Se não é o meu pintor preferido, está no top 3. E morreu aos vinte e oito, coitado, de gripe espanhola, três dias depois da mulher, e no dia do fim da guerra. E o que ele não fez em doze anos, desde os dezasseis até à sua morte! Morte, arbitrária sina!...

Tenho andado com um esloveno, o Aco (Atso). É maestro (conductor), e tem apenas vinte e um anos. Anda-se bem com ele, apesar de ontem não ter visto quase nada. Depois do Goya vou ver arquitectura ao meu ritmo. Se ele quiser vir que venha.

Wien é uma cidade que impõe respeito. É enorme em dimensão, mas o centro tem um jogo de escalas que nunca vi. A zona da catedral tem ruas ‘estreitas’ e prédios altos, enquanto que chegando à zona dos museus e dos palácios a escala explode e deixamos de saber qual o nosso tamanho. Os Vienenses, apesar de simpáticos e acessíveis, parecem noutra dimensão. Já não há latinos por aqui.

WINARSKY-HOF (WIEN 20, STROMSTRASSE 34-38) BEHRENS, HOFFMANN
CASA SCHEV (WIEN 13, LAROCHEGASSE 3) LOOS
CASA MULLER (WIEN 18, STARKFRIEDGASSE 19)
WERKBUND SIEDLUNG (INDIVIDUELLES WOHNEN (WIEN 13, VEWTINGERGASSE 71-117) JOSEF FRANK
TABAKFABRIK (UNTERE DONAULANDE 74, LINZ) BEHRENS
TERRASSEN HAUSSIEDLUNG (ST. PETER-HAUSTRASSE, GRAZ) WERKGRUPPE GRAZ
WONHAUS ANLAGE AM SCHOPFWERK (WIEN12, AMSCHOPFWERK
STANDTHALLE (WIEN 15, VOGELWEIDPLATZ 214) RAINER
MUSEU PAVILHÃO (WIEN 3, SCHWEIZERGARTEN) KARL SCHMANZER
WOTRUBA – KIRCHE (WIEN 23, RYSERGASSE 2)
ZENTRAL SPARKASSE (WIEN 20, FAVORITENSTRASSE 118) DOMENIG
WHONHAUSANLAGE
WHONEN MIT KINDERN (WIEN 21, JENEWEINGASSE 32) UHL
WOHNHAUSANLANGE (WIEN 15, WEIGLASSE 10-12) HOLZBAUER
WOHNSIEDLUNG (WIEN 22, PILOTENGASSE) KRICHANITZ, H&M, STEIDLE
NACHAUSBAU (WIEN 1, FALKESTRASSE 6) C. HIMMELBLAU
MEHRZ WECKHALLE (GEOGISTRASSE 84, GRAZ) DOMENIG
WOHNLAGE (MITTERWEG 157-159, INNSBRUCK) BAUMSCHLAGER & EBERLE

JEROEN DE RIJKE / WILLEM DE ROOIJ







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BLOGADO ÀS 00:38:48

28-12-2008

CADERNOS, FOTOS, IR'05, VIAGENS, IMAGENS

8/12, 20h15, Pousada (Wien)

Voltando à chegada a Bratislava. Cheguei facilmente ao hostel. Não sendo barato nem caro – 15 euros – tinha uma coisa que nenhum antes tinha tido – estilo. Sofás no ‘lounge’, cozinha com balcão de madeira, paredes pintadas com cores vivas nos quartos. Quando cheguei, perto das 11h, estava uma senhora a aspirar o quarto. Saí logo que pude, ainda tinha que arranjar bilhetes para o jogo. Logo na primeira praça topei um grupo de cinco que me pareceram ‘normais’. Ok, são portugueses. Eram mesmo. Cinco estudantes de marketing em Praha, quatro do Porto. E, sorte a minha, tinham um bilhete extra para mim. Custava 15 euros, mas eu apenas tinha comigo 50 euros e eles não tinham troco. “Ok, vais ali ao câmbio e pedes para trocar euros por euros.” Parecia um esquema capaz de funcionar. Mas só quando mostrei a nota à rapariga do câmbio é que me apercebi que a nota de 50 euros estava rasgada. Poucas vezes me tinham vindo parar às mãos notas de 50 euros, e tinha de vir rasgada? Shit! Ela obviamente que recusou a nota. Quem não recusaria? Dá mesmo a ideia de ser uma nota roubada! No banco o resultado foi o mesmo. “No good.” Tive de sacar chlóques (a moeda local) do multibanco e trocá-los por euros. Mas fiquei com o bilhete. Continuava a chover, com o vento a obrigar a chuva a danças?/acrobacias? delirantes. Fui com eles até ao castelo, um dos poucos sítios que ainda não conhecia em Bratislava.

Eu era o único com guarda-chuva, e um deles não tinha capucho, por isso andou sempre comigo. Acho que se chamava João. Acabámos por adoptar alguns comportamentos íntimos, decorrentes do acto de partilhar um guarda-chuva. “Deixa que eu levo o guarda-chuva, já deves estar cansado.” “Queres tirar a foto agora?” Esse tipo de coisas. Achei piada ao facto de ele, tão inusitadamente, se ter tornado tão próximo de mim. Pela conversa dos outros, percebi que tinham ido para os copos no dia anterior, e tinham saído do hostel porque já não podiam estar lá mais tempo a dormir. O meu companheiro de chusso, esse, tinha comido uma israelita. Tinha ido para casa dela, com o pai dela lá também, e tinham tido sexo.








IR'05 é a transcrição do diário escrito durante uma viagem de comboio através da Europa entre Novembro e Dezembro de 2005. todas as entradas aqui

BLOGADO ÀS 00:48:33

23-12-2008

FOTOS, IMAGENS, MULHERES

Atualizações 22/12/08

* Uma mulher: Norah Jones

BLOGADO ÀS 03:30:55

20-12-2008

FOTOS, IMAGENS, NORTE, MULHERES, GRANDE PORTO

Atualizações 19/12/08

*

O largo do Toural, no centro de Guimarães, já não vai ter um parque de estacionamento subterrâneo. O projecto da Câmara Municipal, que abrange, também, a Rua de Santo António e a Alameda, não mereceu a aprovação do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Mas as reservas do IGESPAR não se ficam por aqui. O projecto no antigo mercado (com um parque subterrâneo) também merece reservas por causa da proximidade da igreja de S. Domingos, monumento nacional, e das árvores.

Estes são dois dos cinco grandes projectos apresentados pela Câmara, no contexto da Capital Europeia da Cultura em 2012.


Dois projetos já foram à vida, já só faltam três. No JN.


* Programação de Janeiro do Octopus.


*

A Paisagem Protegida do Litoral de Vila do Conde (PPLVC) deverá ser uma realidade «já no início de 2009» e terá âmbito regional, disse esta quarta-feira o vereador do Ambiente da autarquia local, depois de ter reunido com o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.



* Luís Filipe Menezes, sobre a revisão do PDM de Gaia, afirmou que considerava criminoso que se não haja ligação entre os PDM dos concelhos vizinhos. E afirmou muito bem. Outra senhora que falou disse que em Gaia começam a formar-se zonas residenciais à americana, bem desenhadas e com bons acessos. Em Gaia, pelos vistos, o urbanismo estado-unidense é referência.


* Bem que me parecia: entre muitas outras coisas, os brasileiros não sabem o que é a Galiza.


* Uma mulher: Mathangi Maya Arulpragasam

(M.I.A.)

BLOGADO ÀS 06:25:33

15-12-2008

INSTANTÂNEOS, FOTOS, IMAGENS, MULHERES

Atualizações 15/12/08

* Com esta ferramenta que desconhecia nascem estes incríveis gráficos interativos:

este mostra o peso demográfico do norte, comparando com o resto do país (também compara densidades populacionais - a Amadora é um sítio muito apertado) (dados de 2001);

este compara o PIB das regiões consoante o período temporal (1995-2007);

este tem três variáveis - população, rendimento e crescimento num gráfico com bolinhas.

Através do Norteamos.


* Na passagem do centenário de Manoel de Oliveira, presto homenagem não aos filmes mas ao homem, que prezo muito. Os filmes, bem, é como diz o João Pereira Coutinho.


* Uma mulher: Lila Downs

BLOGADO ÀS 01:33:32

14-12-2008

RECORRÊNCIAS, GAMANÇOS, PORTURARIDADE, FOTOS, IMAGENS, BICICLETAS, IMPRENSA, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, MULHERES

Atualizações 13/12/08

* Na adolescência, Avelino Ferreira Torres corria os cem metros em 6.4 segundos.


* Uma no cravo, outra na ferradura: VL8 terá ciclovia e rotundas em vez de semáforos.


* O Bolhão tem um projeto feito há anos que cheguem: o de Joaquim Massena, pago com dinheiros públicos. Uma boa notícia: a reabilitação do Bolhão não prevê parque de estacionamento.


*

Quercus e Geota deram parecer desfavorável ao estudo de impacte ambiental da Terceira Travessia do Tejo (TTT), cujo processo de consulta pública terminou esta terça-feira. A componente rodoviária motivou o chumbo.


Mais aqui.


*

Algarve: pinhal já está a ser abatido para construir duas mil camas junto à praia Verde

Na ecosfera.


* Um pouco de humor para animar este outono friorento: Auto-estrada 4 é resposta à crise económica e social. Depois de vinte e tal anos a construir auto-estradas, faltam apenas mais alguns milhares de quilómetros para atingir o desenvolvimento.


* Apesar dos erros constantes, apesar do lisboacentrismo, apesar do hype, apressadamente imediatista, apesar do plágio não declarado: finalmente, o ípsilon está online.


* Uma mulher: Rose McGowan

BLOGADO ÀS 01:04:28

05-12-2008

PORTURARIDADE, FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, AMIGOS, FERROVIÁRIO, PLANEAMENTO MACADAME, CENTRALISMO, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 04/12/08

* O valter escreve agora no pnetliteratura. Pelo que dá a entender, falará de livros que leu. Está muito bem.


* Esqueci-me de referir que acompanho o blogue de José Saramago. Com nível, sim senhor. Haviam de lhe dar um nobel.


* Apesar de por vezes eu achar o contrário, os arquitetos não são magos nem têm a cura para todas as doenças. Tirando o Siza. Mas os arquitetos, não sendo magos, têm razão no diagnóstico da crise urbana portuguesa. Vou dar dois exemplos, a ver se chego lá. Quando um arquiteto (merda, estou farto desta palavra). Quando um ventríloquo (arquiteto) propõe a redução dos carros na cidade ou a paragem das expansões urbanas dos concelhos limítrofes das grandes cidades, não é por mania. Reduzir o número de carros, e com isso desimpedir passeios e desanuviar o tráfego, traz os peões de novo à rua, e todos os outros peões (de bicicleta e de motoreta e de triciclo e de monociclo) saem também. Parar a expansão urbana, ou rurbana (ou banana com kiwi como se chama na terra do meu pai às coisas que não se percebe bem), não significa tirar as pessoas que moram em Valongo e pô-las a morar mais perto do centro do Porto. Não implica obrigar ninguém a fazer nada. Mas implica criar condições para que os filhos e os netos dessas pessoas não sejam obrigadas morar em terra assim esquecida como Valongo ou ainda mais longe. São ideias pelo bem comum.

Nós somos amigos. Nós estamos cá para ajudar. Quando vir um ventríloquo (arquiteto) pela rua, não hesite!, pague-lhe um doce e leve-o o a passear.


* Pergunta número um: porque é que se vai construir uma linha de Alta Velocidade ferroviária no Alentejo? Olhem bem para o mapa. Bem mesmo. Como se fosse uma mulher bonita e vocês a quisessem reduzir a caramelo. Ou um gajo bom e. Bem. Olhem.


Atentem na linha Aveiro - Salamanca. E reparem nessa bela linha alentejana. Para quem quer ir de Lisboa a Madrid, será que a diferença é assim tão grande? Não, não é. Então porque se vai construir a linha alentejana, passando pela zona menos densa do país? Porque o dinheiro de Bruxelas passa por Lisboa antes de chegar ao resto do país. E, como um bebé tamanho gigante, eles acham que uma linha pelo Alentejo é uma coisa gira.


* Segunda pergunta: porque se vai construir uma nova ponte? Ou então: porque é que a ponte Vasco da Gama foi construída sem considerar a Alta Velocidade? Se até a ponte 25 de Abril deixou aberto um espaço para a ferrovia. Não é que os assuntos de Lisboa me atraiam especialmente, mas quando se trata de um assunto a custar mil milhões de euros, que por acaso é de todos nós, assim, parabéns, conseguiram a minha atenção.

E mais uma coisinha. Na minha última visita-relâmpago por lá, perdi-me exatamente pelos lados onde irá desembocar a futura ponte. Chelas e tal. Sabem o que vi por lá? CARROS. A sério. Carros e carros. Acho que passei mais tempo andando sobre a rua que sobre o passeio, tantos os carros. E sabem o que vai ter a nova ponte, para além de comboios? CARROS. Mesmo.


* Uma mulher: Ana Bacalhau

BLOGADO ÀS 00:52:14

04-12-2008

FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, NORTE, MULHERES

Atualizações 3/12/08

*

Assembleia da Madeira retarda emissões em directo na internet para poder cortar "cenas desprestigiantes"

Continua a democracia de serviços mínimos na Madeira. Vale tudo:

Para captarem imagens das sessões, as câmaras da RTP-Madeira e de outras televisões têm espaço obrigatório junto à bancada de imprensa, atrás das bancadas dos partidos da oposição, onde antes ficavam os deputados da maioria. Contrariando a tradição parlamentar que distribui os partidos consoante o seu posicionamento ideológico, o PSD decidiu, em anterior legislatura, passar da direita para a esquerda do hemiciclo para que os seus deputados sejam filmados de frente e os da oposição de costas.

No Público.


* Quadrilátero do Minho.


* Guimarães 2012 e Maribor 2012. Alguma semelhança?

Por sugestão do Nuno.


* Uma mulher: Lenora Claire



Adoro as mamas da Lenora.

BLOGADO ÀS 13:17:09

03-12-2008

INSTANTÂNEOS, FOTOS, OBSESSÕES, LÍNGUA, GALIZA, IMAGENS, BICICLETAS, MULHERES

Actualizações 2/12/08

* Abba, Dancing Queen




Chicoteiem-me, ridicularizem-me, etc. Os primeiros vinte segundos são écstasi.


* Proto-Abba?

Via Constant Siege.


* Assinem aqui esta petição, um pouco provocatória mas totalmente justificável, para equiparar as bicicletas aos carros elétricos como veículos não poluentes e, assim, beneficiar "de uma dedução à colecta no IRS de 30% dos custos de aquisição".

Via Menos Um Carro.


* Sessão Inaugural da Academia Galega da Língua Portuguesa


* É pena o castrapo, mas é a terra da pergunta total.




* É mesmo verdade. Olivença é portuguesa.


* Uma mulher: Nurgül Yesilçay

BLOGADO ÀS 00:11:55

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