Categoria: MULHERES

06-07-2009

FERROVIÁRIO, CENTRALISMO, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 5/7/09

* No Plano Estratégico de Transportes (PET) do Ministério das Obras Públicas encontra-se isto:

(...)

Concluir e executar o Plano Director da Rede Ferroviária Nacional, articulando as soluções de alta velocidade nas deslocações internacionais e no eixo Lisboa-Porto-Vigo com a concretização de um plano para a rede convencional, reforçando a interoperabilidade segundo padrões europeus, com destaque para a migração de bitola, eliminando os estrangulamentos

(...)

Assegurar no planeamento da Rede Ferroviária de Alta Velocidade do território continental, a articulação com o reforço e modernização das linhas e serviços do caminho de ferro convencional e com o restante transporte público e, quando se trate de estações localizadas fora dos perímetros urbanos, a ligação à rede rodoviária fundamental (IP e IC)

(...)



Via Transportes em Revista.

Gosto. Fala de um 'Plano Director da Rede Ferroviária Nacional', de que nunca ouvi falar mas que me agrada muito. E para além de deixar no ar a promessa da 'migração de bitola', não considera o eixo Lisboa-Porto-Vigo como um eixo internacional. Assim sim.

Fala também de 'reforço e modernização das linhas e serviços do caminho de ferro convencional'. Não imagino o que isto quererá dizer.


* António Alves e a AV para Madrid, na Baixa do Porto:

Piruetas

Henrique Raposo, cronista do Expresso, no passado dia 20 de Junho escrevia no seu blogue um texto apologista da ligação TGV Lisboa-Madrid e apelidava de “grã-finismo tonto” a ligação Lisboa-Porto. O homem ia mais longe (efeitos com certeza da velocidade estonteante deste tipo de comboios) e falava até de um TGV Lisboa-Lyon. Do seu texto transcrevo as seguintes frases que me parecem resumir o pensamento do citado sobre o assunto.

“Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.”

“Mas a questão continua a ser a mesma: temos dinheiro para o fazer nos próximos anos? A dívida externa passou de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008. Saber esperar é uma virtude. E saber as prioridades também. Lisboa/Madrid é necessário. Lisboa/Porto é grã-finismo tonto.”

Numa breve troca de emails fiz-lhe ver que, além do facto dos TGV’s serem competitivos apenas para distâncias de 500 a 700 km e tempos de viagem até 3 horas – Lisboa-Lyon é lirismo -, o traçado proposto era uma aberração que deixava mais de metade de Portugal de fora, pois ninguém de Braga ou do Porto estaria disposto a descer de comboio 350 km para sul, 200 para leste atravessando o Alentejo e, depois, mais 400 km para nordeste em direcção a Madrid. Isto é, uns absurdos 400 km suplementares quando afinal Madrid se situa à latitude de Coimbra (dado desconhecido lá para o sul) e a escassos 500 km desta região que vai do Minho até Coimbra. Provei-lhe também que os próprios estudos da Rave provavam que o corredor Grande Porto e Norte Litoral – Madrid teria mesmo maior procura que o corredor Lisboa - Évora - Badajoz - Madrid tanto em passageiros como em mercadorias. Mais importante ainda: informei-o que o corredor Lisboa-Porto seria mesmo o único que poderia gerar tráfego suficiente para se auto sustentar. A isto respondeu-me que defendia o TGV Lisboa-Madrid não por causa de quem “vai daqui para lá, mas quem vem de lá para cá”. A isto questionei-o se “quem vem de lá para cá” seria suficiente para pagar tal quimera. Até hoje não obtive resposta.

(...)




* Uma mulher: Anna Paquin







tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 01:48:24

02-06-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 1/6/09

* Um hino ao Planeamento Urbano Português (em maiúsculas, pois é nome de bicho raro):

Cidade Nova fantasma

Urbanizações construídas na década de 80 escondem centenas de lojas devolutas

O cenário passa despercebido a quem atravessa a vila de Valença. No interior dos grandes prédios da Cidade Nova há centenas de lojas devolutas, por estrear, degradadas, com vidros e chão partidos, "pixadas" e até incendiadas.

São edifícios que, na década de 80, nasceram a um ritmo alucinante no encalço do "el dorado" que a vocação comercial demonstrada por aquela vila de fronteira prometia. "Valença teve um crescimento desmesurado e um pouco anárquico. Pensou-se que a vila, pela apetência comercial que tem, tudo albergaria, no entanto, o crescimento tem de ser harmonioso, progressivo, por áreas geográficas…Tudo seria muito bonito se, de cada vez que colocasse-mos em plena utilização um centro comercial, avançassemos para outro, mas o problema foi que num curto espaço de tempo cresceram dez centros comerciais e nenhum deles ficou em plena utilização", comentou Joaquim Covas, vereador na Câmara de Valença e presidente da União Empresarial do Vale do Minho (UEVM), justificando: "Na década de 80 tudo se construía, tudo se vendia".

(...)



No JN.


* Parece quase uma notícia inventada por mim. Depois de passar alguns meses denuciando a falta de planeamento estratégico da CP, que prefere flutuar ao sabor das manias e desmandos do Governo, eis que a realidade vem dar-me razão. Juro que preferia que não fosse o caso, que na realidade a CP fosse uma empresa a sério e que eu não passasse de uma pessoa alheada da realidade e com princípios de esquizofrenia. Mas afinal não:

CP condenada a pagar 20 mil € a 'emprateleirado'

Assédio moral foi provado no caso de um técnico que passou nove anos sem ter o que fazer

(...)

Em 1992, era Chefe do Serviço de Estudos Estratégicos da CP. Até então, diz o tribunal, era reconhecido como um "técnico de altíssima craveira intelectual", mas isso não impediu a CP de o manter "apenas nominalmente" ao serviço, já que, a partir daí, não "recebeu qualquer ordem, instrução, orientação ou directiva. Por isso, viveu num "estado permanente de desgosto, ansiedade, frustração e revolta".



No JN. Sugestão do Nuno.


* Sempre à frente, esses espanhóis:

Ferrovias: Espanha vai acabar com "bitola ibérica"

O Ministério do Fomento, em Espanha, encomendou um estudo para acabar com quase 12 mil quilómetros de via férrea com especificação da designada "bitola ibérica", também utilizada em Portugal.

Segundo o jornal El Economista, o estudo (incluído no Plan Español de Infraestructuras y Transporte) deverá estar pronto até final do ano. A alteração da infra-estrutura deverá representar investimentos estimados num mínimo de 5 000 milhões de euros.

A ideia do governo do país vizinho visa acabar de vez com o uso da bitola ibérica (distância entre carris), que actualmente mede 1 668 milímetros, subsituindo-a pela europeia (1 435 mm), de modo a homologar a rede ferroviária pela bitola internacional.

A alteração perspectivada não afectará os 1 563 quilómetros rede de alta velocidade, já construída pela bitola internacional.



No Díário Digital, via Vítor Silva.


* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários já tem as ligações a funcionar (basta carregar em cada título). Nuno, obrigadinho pelo jeito.


* Mais um camarada a juntar-se ao pleito:

(...)

Francisco José Viegas, nosso cronista de segunda a sexta-feira na secção de Cultura & Espectáculos, inaugura na sua intervenção de amanhã a nova grafia conforme ao Acordo Ortográfico.

(...)



No CM, via blogtailors.


* Opção B! Opção B! Opção B!

(sugestão da M)


* Uma mulher: Catarina Wallenstein





tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 02:18:56

25-05-2009

NOTAS, PORTURARIDADE, OCORRÊNCIAS, TERRA, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, MULHERES, GRANDE PORTO

Atualizações 24/5/09

* Mais sobre a Linha de Leixões:

Linha volta a ter passageiros em Setembro

A Linha de Leixões voltará a ter passageiros em Setembro, estimando-se que venha a servir 2,9 milhões de pessoas por ano. Para já, os comboios ligarão Leça do Balio a Ermesinde em 16 minutos. Só em 2010 chegará a Leixões.

A via - que hoje é utilizada apenas para o transporte de mercadorias (12 comboios por dia) após a suspensão do serviço de passageiros há muitos anos - cruza quatro concelhos: Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A operação com passageiros será retomada dentro de quatro meses, chegando a três dos quatro municípios, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha manifestado, ontem, a vontade de ver as composições chegarem, no futuro, a Campanhã.

Numa primeira fase e antes do arranque do ano lectivo, a governante quer os comboios a circularem na Linha de Leixões, com paragens em Ermesinde (Valongo), S. Gemil (Maia), S. Mamede de Infesta e Leça do Balio (Matosinhos). As composições dos serviços urbanos farão a ligação, mas o preço ainda não está definido.

O administrador da CP, Ricardo Bexiga, pretende integrar a linha no Andante. As expectativas são elevadas. A CP investiu 6,8 milhões de euros em material circulante e em equipamentos e espera gastar 340 mil euros por ano com pessoal. A empresa crê que cobrirá o investimento em três anos. Também a Refer vai intervir nas quatro estações, requalificando as plataformas e construindo abrigos para os passageiros. Os trabalhos, já adjudicados, começarão dentro em breve.

O serviço comercial ao longo dos 10,6 quilómetros será assegurado por 55 composições por dia e por sentido de segunda a sexta. Os passageiros contarão com um comboio de 30 em 30 minutos à hora de ponta e com um comboio por hora e por sentido nos restantes períodos. Aos fins-de-semana e feriados, terão disponíveis 35 comboios diários, o que corresponde a um comboio por hora e por sentido. O transporte é feito através de uma via única.

No dia em que foram celebrados os protocolos entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos para retomar o serviço de passageiros e entre a CP, a Refer e a APDL para a cedência de terrenos do Porto de Leixões, o presidente da Autarquia matosinhense, Guilherme Pinto, manifestou a convicção de que será possível estender a operação a Leixões dentro de um ano. Antes disso, será construída uma nova estação.

O estudo preliminar aponta para um investimento de 10 milhões de euros nos terrenos do antigo parque de espera do Porto de Leixões, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco. O futuro edifício terá uma ligação aérea à estação do metro no Senhor de Matosinhos, um interface para táxis e operadores de transporte público rodoviário e um parque de estacionamento. O complexo ferroviário do Porto de Leixões sofrerá alterações com a obra, que permite ampliar o terminal de contentores. A viagem entre Ermesinde e Leixões será de 30 minutos.

A Refer admite estudar a possibilidade de estender o serviço a outras paragens (recorde-se que a Linha de Leixões possui outras estações que não serão servidas), de acordo com a procura e as necessidades da população.

(...)



No JN. É óbvio que a empreitada tinha de ser dividida em duas. O troço a reabrir em Setembro não tem cruzamento com linhas do metro e é o que tem mais potencial de clientes. No outro troço, entre Leça do Balio e Leixões, é necessário coser a Linha de Leixões com as Linhas da Trofa, da Póvoa e de Matosinho (do Metro), construindo estações novas, o que demora mais tempo.

A ligação a Campanhã, através de Contumil, é essencial. E, no futuro, ligações a Braga, Guimarães e Marco, diretas a partir de Leixões. E para sul, também. Não se pode parar. Nunca.

E fazer a ligação da Linha Amarela à Linha de Leixões, não? Merda, são 300 metros.



(grande)


* Não o rapador de tachos, mas o antigo ditador - Salazar "sobrevive" na toponímia nacional em 20 localidades portuguesas. E é bom saber que

Em Atalaia, a 20 quilómetros a noroeste da capital de distrito, a rua Oliveira Salazar entronca com a Capitão Salgueiro Maia, o comandante da coluna militar que ocupou o Terreiro do Paço e levou à rendição de Marcelo Caetano no quartel do Carmo.



* Putas. Ganhámos a Palma de Ouro.




* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários está ainda mais atual.


* Uma mulher: Carice van Houten




tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 01:29:32

21-05-2009

CADERNOS, IR'05, VIAGENS, EU, MULHERES

14/12, 16h30, IC (para Stuttgart)

Há mulheres aqui com formas tão generosas que dá vontade de perguntar, “isso é tudo teu ou é emprestado?”. Como aquela gótica que já olhou várias vezes para trás. Está a ler Flaubert, aquele autor que, toda a gente sabe, só se lê para ter estilo.

Devia era procurar mulher por aqui, e não em Portugal, onde elas são “pequeninas como as sardinhas”. Aqui os meus desejos de monumentalidade seriam totalmente realizados. Oh well, tenho uma sardinha querida à minha espera em Portugal. Assim espero eu.

E continua a olhar para trás, através do seu cabelo longo e negro.

Passei o dia a passear por München. Visitei, um pouco apressado, o Deutsche Museum (acho que apenas o fiz por a senhora da recepção ser portuguesa), um amontoado de coisas que não me interessavam. Acabei por descobrir lá no meio um moliceiro, com as suas cómicas tiras na proa e na popa. Antes do quim ainda consegui descobrir a exposição de fotografia de Thomas Hoepcker. Adorei-a, do princípio ao fim. Também lá descobri fotos portuguesas, de Trás-os-Montes. A cena do casamento podia ser perfeitamente a do casamento dos meus avós, apesar de ser muitos anos depois.

Estou farto de acumular planos para quando chegar a Portugal. São sempre os mesmos desejos: trabalhar ainda mais, ter mais tempo livre, mas não me vejo a escrever muito nos próximos tempos. Se perder o emprego actual, sim. Aí paro para escrever.







IR'05 é a transcrição do diário escrito durante uma viagem de comboio através da Europa entre Novembro e Dezembro de 2005. todas as entradas aqui

tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 00:46:51

13-05-2009

FERROVIÁRIO, CENTRALISMO, MULHERES, GRANDE PORTO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 12/5/09

*

O Ministério do Ambiente emitiu hoje uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada.

A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida segunda-feira, e que a Lusa teve hoje acesso, impõe a cota mínima de 170 metros e obriga a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferrroviário.

Na Lusa, via linhadotua.net.


*

CP vai lançar maior concurso de sempre para comprar 102 comboios

A CP vai comprar 102 comboios novos que poderão custar mais de 500 milhões de euros, num investimento que é o maior de sempre da empresa na compra de material circulante.



No Público. Dos 102 novos comboios anunciados, 49 são elétricos, dos quais 8 irão para os suburbanos do Porto.


* Uma mulher: Eva Green





tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 00:43:37

06-05-2009

FERROVIÁRIO, NORTE, MULHERES, BRAGA - VALE DO AVE, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 5/5/09

*

Utentes da Linha de Guimarães são poucos, mas cada vez mais

Menos de dois milhões de pessoas utilizam anualmente a ligação, mas esta é uma das linhas responsáveis pelo crescimento dos urbanos da CP

(...)

A Linha de Guimarães, que a 14 de Abril comemorou 125 anos, reabriu em 2004, depois de ter beneficiado de obras de electrificação e reconversão do traçado para via larga - mas não dupla. Antes da intervenção, que custou mais de 100 milhões de euros, circulavam mensalmente cerca de 30 mil passageiros naquela ligação. Hoje o número de utilizadores mais do que quintuplicou.

(...)

No entanto, o investigador reconhece que seria expectável que o eixo vimaranense valesse mais do que 10 por cento do tráfego dos urbanos do Porto. Manuel Tão admite que Guimarães tenha "uma capacidade de geração de tráfego inferior" à das outras cidades. Mas não tem dúvidas de qual é o principal problema da ligação: "Há algumas reservas perante o serviço relativamente à cadência e velocidade, que ficam aquém do que seria desejável."

Os problemas estruturais da linha decorrem da sua reconversão. Originalmente, a ligação entre Lousado e Guimarães fazia-se por via métrica e, apesar da mudança de bitola, mantiveram-se as curvas e as limitações de velocidade ditadas pelo traçado original. O excesso de curvas impediu, por exemplo, a introdução do serviço Alfa Pendular. As composições chegaram a fazer testes na linha, mas o serviço mostrou ser inviável face às condições do traçado.

Estas limitações tornam o tempo de viagem bastante longo, cerca de uma hora e quinze minutos. A CP diz que é "o tempo de trajecto possível de acordo com as capacidades da infra-estrutura", adiantando que é objectivo da empresa "reduzi-lo, a partir do momento em que estejam reunidas as condições necessárias".

Mas isso só acontecerá em 2013 depois de resolvido o constrangimento na Trofa - com a abertura da variante ferroviária no próximo ano - e estiver concluída a quadruplicação de vias no atravessamento de Ermesinde.

No Público.

Em jeito de resposta a pessoas arrogantemente ignorantes, como Maria João Avillez, que há pouco tempo criticava o investimento nas linhas de via estreita do Douro por terem, neste momento, pouca utilização. Vamos lá: na Linha de Guimarães, em 33 qms, gastaram-se 100 milhões de euros, o que dá 3 milhões de euros por quilómetro. Através deste investimento, a utilização da linha quintuplicou. Nas Linhas do Douro referidas, o investimento será de 1 milhão de euros por qm. Se o número de passageiros também quintuplicar, os números passarão para 750 passageiros por dia na Linha do Tâmega e 250 por dia na Linha do Corgo. Isto, claro, se a modernização for bem feita, e numa previsão terrivelmente pessimista. É claro, senhora Maria João Avillez, que os números serão infinitamente superiores a isto. O número de passageiros irá ser multiplicado por dez ou por vinte. No mínimo.

Especialista defende prolongamento até Braga

Manuel Tão afirma que só assim a Linha de Guimarães será eficiente

Para Manuel Tão, a Linha de Guimarães só será eficiente quando for prolongada até Braga. O investigador não tem dúvidas de que a melhor solução para a rede ferroviária a norte do Porto era ligar estas duas "pontas soltas" do Minho. "Pela realidade da região, seria um investimento essencial", reitera. Manuel Tão antecipa que essa ligação "teria um tráfego próprio, até por causa da Universidade do Minho, que tem um pólo em cada cidade", mas seria capaz de gerar um tráfego suplementar associado à alta velocidade. "Braga terá uma estação de alta velocidade e faz todo o sentido que as linhas convencionais distribuam esses fluxos", sustenta o investigador.

A ligação entre Braga e Guimarães está a ser tida em conta na revisão dos PDM dos dois concelhos. Mas ainda não há um projecto em concreto. Manuel Tão entende que a concretização da linha depende mais "de uma questão política do que de disponibilidade de fundos". O preço unitários por quilómetro de ferrovia é semelhante ao da construção de uma auto-estrada, com a vantagem de que o caminho-de-ferro consome menos um terço de terreno. Em 2003, o Estado investiu 75 milhões de euros nos 17 quilómetros da A11 que ligam as duas cidades. Tão acredita que com a mesma verba era possível ligar as duas principais cidades do Minho por comboio.

Os constrangimentos da Linha de Guimarães preocupam a câmara local. Numa reunião recente, o vereador do PSD Rui Victor Costa pediu ao executivo para estudar formas de melhorar o serviço urbano, exigindo a introdução de ligações rápidas e a articulação com os horários dos serviços de longo curso Porto-Lisboa. A proposta foi apoiada pela vereadora da CDU. A maioria PS anunciou que vai pedir à CP os números de utilização da linha, para avançar com uma proposta.

Também no Público.


* Esta seria a pinta da rede ferroviária britânica se as ideias de Richard Beeching tivessem avançado, nos anos 1960. Muitas linhas acabaram por fechar nas décadas seguintes, num total de 6.500 quilómetros. A ideia subjacente ao plano era a redução do número de linhas e estações, numa tentativa de poupança nos gastos com a rede. Este projeto coincidiu com um enorme crescimento da rede rodoviária do país, o que fez o Governo Britânico rever as suas prioridades. A asneira é um conceito universal, é o que eu digo sempre.


* Uma mulher: Shara Worden




tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 01:09:34

02-04-2009

FERROVIÁRIO, NORTE, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, POLÍTICA À PORTUGUESA, MULHERES

Atualizações 1/4/09

* Dois textos importantíssimos (o primeiro é um desenvolvimento do segundo) para perceber melhor a desadequação das leis portuguesa de planeamento a um desenvolvimente urbano sustentável e justo. Urbanismo e corrupção: as mais-valias e o desenvolvimento urbano:

(...)
Mais tarde a França mudou de política com a adopção de políticas liberais caracterizadas pela desregulamentação e pelo abandono das políticas intervencionistas de produção fundiária. No entanto o objectivo continuava a ser o mesmo: criar condições para reforçar a disponibilização dos solos necessários para a construção das habitações. A ideia forte era a de que numa situação de procura constante o aumento da oferta faria baixar os preços. Este conjunto de políticas no caso francês prolongou-se com alguns matizes até ao início do ano de 1986, que corresponde ao momento que diversos autores identificam com o início do crescimento da bolha imobiliária em França. O aparecimento da bolha do imobiliário, com os preços a duplicarem em poucos anos e com o incumprimento das famílias a disparar, foi a prova cabal de que as políticas liberalizantes adoptadas se tinham revelado equívocas e contraproducentes. Os defensores do postulado «desregulamentação – aumento da oferta – baixa do preço» foram confrontados com o facto, não previsto, de que a oferta real de solos não aumentou, pelo que o efeito benéfico sobre o preço não se verificou, antes pelo contrário. Faltou-lhes distinguir entre oferta potencial e oferta real.

Entre os países que optaram por reter as mais-valias e que mantêm a fidelidade a esse modelo salienta-se a Holanda, que procede à municipalização total da produção do solo urbano, e a Suécia, que socializa as mais-valias através da declaração da utilidade pública do solo. No caso holandês a municipalização traduz-se na possibilidade de o município poder expropriar todo o solo necessário ao desenvolvimento urbano após a aprovação de um plano urbanístico, sendo o valor pago a título de indemnização o valor do uso existente. A Holanda é consensualmente reconhecido como o único país em que o valor de mercado dos terrenos rústicos não contém qualquer parcela especulativa, mesmo se localizados junto ao perímetro urbano de uma cidade.

(...)

Sem a segmentação do mercado de solos e sem o controlo das mais-valias pela Administração não há forma de impedir a pressão urbana sobre os terrenos rústicos e mesmo sobre os solos integrantes das zonas de parques e reservas. Se existissem dúvidas sobre esta matéria aí está a nossa realidade a dissipá-las. A construção fora dos perímetros urbanos não pode ser uma prerrogativa do uso urbano. Só os que vivem da agricultura e da floresta devem poder construir as suas habitações fora dos perímetros urbanos. O uso urbano deve ser confinado aos perímetros urbanos e aí o Sistema de Planeamento deve garantir uma resposta qualificada para todas as necessidades e não apenas para as de maior poder aquisitivo. A protecção dos usos agrícolas e florestais da pressão urbana é uma condição sine qua non para garantir um adequado ordenamento do território.

Em Portugal, esta questão é completamente omissa no sistema de planeamento urbanístico. A nossa singularidade é feita destas omissões e traduz-se na adopção de um modelo perequativo em que se assume que as mais-valias são integralmente apropriadas pelos particulares e se opta por tributar as mais-valias urbanísticas em sede de IRC (imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas) e de IRS (imposto sobre o rendimento das pessoas singulares), associando-as a ganhos de capital. Estamos perante uma confusão entre lucros de uma actividade normal de promoção imobiliária e ganhos resultantes exclusivamente de decisões da Administração, a qual é reveladora de que, por via dos Planos Municipais de Ordenamento do Território e de declarações de interesse público, a Administração Pública gera mais-valias simples que o mercado reconhece, mas permite que sejam os privados a capturá-las na sua totalidade, revelando-se incapaz de as recuperar em favor da comunidade.

(...)

É no contexto da actuação dos agentes permissivos das mudanças de uso que são compreensíveis dois tipos de actuação diferentes mas, afinal, complementares:

1) Em primeiro lugar, a actuação dos autarcas abrangidos pelos chamados «investimentos estruturantes». Tomam a peito a sua função de agentes permissivos e clamam alto e bom som que o desenvolvimento, seja lá isso o que for, pode estar em causa se os processos não avançarem.

(...)

Este comportamento dos autarcas verifica-se apesar de o processo de urbanização ser claramente deficitário, sobretudo se pensarmos a médio e a longo prazo. Isto significa que estes processos de urbanização, tal como são geridos em Portugal, são em grande parte financiado com os impostos de todos os contribuintes. Contudo, o processo de urbanização permite, pontualmente, um conjunto de receitas que funcionam muitas vezes como balões de oxigénio para as debilitadas tesourarias municipais. Refiro-me sobretudo ao momento do pagamento das Taxas Municipais de Urbanização que, em função da dimensão das urbanizações, podem corresponder a receitas com indiscutível peso face às restantes receitas correntes mas que, face à captura pelos privados das mais-valias simples são uma pequeníssima parte dos valores em jogo. Claro que, face aos pesados encargos que a urbanização acarreta a longo prazo para os municípios, ela se transforma num ónus para as gerações futuras e para todos os cidadãos.

2) Em segundo lugar, a actuação dos ministérios, em particular do Ambiente e da Economia, que emitem declarações de interesse público para determinado tipo de operações, permitindo a ultrapassagem das regras do urbanismo.

(...)



e Mais-valias: quem as gera e quem as captura? Agentes e comportamentos, ambos de José Carlos Guinote:

(...)

Para se perceber os valores que estão em jogo nesta questão das mais-valias simples associadas às mudanças de uso do solo rústico para urbano refira-se um pequeno exemplo. Uma propriedade rústica com 500 hectares pode ser adquirida em Portugal por um valor da ordem dos 7,5 milhões de euros. Caso seja autorizada a mudança de uso, bastará a urbanização – é disso que se trata na generalidade dos casos – de dois por cento da sua área, com um índice de construção de 0,5 para que sejam autorizados 50.000 metros quadrados de área de construção. Esta autorização corresponde, por exemplo, á possibilidade de construção de 140 moradias com 500 metros quadrados de área por lote e com 357 m2 de área de construção máxima permitida. Numa situação como esta o proprietário pode transmitir imediatamente a propriedade – sem realizar qualquer obra – apenas em consequência dos direitos de construção concedidos pela administração, por um valor de 21 milhões de euros (admitindo um valor de venda de 150.000 € por lote, um valor baixo para as condições actuais do Mercado sobretudo para lotes com as características referidas e em localizações próximas do litoral). Estamos perante uma mais valia de 13,5 milhões de euros resultado apenas de uma decisão da Administração e capturadas, na sua totalidade, pelos particulares. Claro que se a área a urbanizar fosse de 10% da propriedade existente – um valor muitas vezes ultrapassado - as mais valias subiriam para valores da ordem dos 97,5 milhões de euros. Nalguns casos no Litoral Alentejano a área urbanizada ocupa cerca de 20% da propriedade rústica. É o caso do empreendimento da Herdade do Pinheirinho, no concelho de Grândola, com uma área total de 800 hectares e com a área urbanizada a ascender aos 150 hectares.

(...)




* Linha do Tâmega:

Perante os populares que acorreram à Câmara Municipal para a ouvir pessoalmente, Ana Paula Vitorino anunciou 14, 2 milhões de euros para recuperar o troço da linha do Tâmega de 12 quilómetros que foi encerrado no dia 25 de Março devido à falta de condições de segurança. As obras de beneficiação da via entre a estação de Livração (linha do Douro) e Amarante implicam que esteja encerrada durante dois anos.

(JN)

"Temos que pôr uma linha capaz, segura e que quando reabrir deve ser uma linha com melhor serviço e melhor coordenação com os comboios que vão para o Porto e ainda com comboios mais confortáveis", assegurou Ana Paula Vitorino.

(Público)

linha do Corgo:

A Linha Ferroviária do Corgo deverá reabrir em Setembro de 2010, após obras de beneficiação de 27,3 milhões de euros, anunciou hoje a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em Vila Real.

(...)

A REFER irá investir nesta linha cerca de 27,3 milhões de euros, sendo que 26,9 dizem respeito à substituição integral dos materiais da super-estrutura de via como carris, travessas, balastro, fixações, e em intervenções de nível geotécnico como vertentes, muros, taludes e drenagens.

Cerca de 420 mil euros serão investidos na supressão e reclassificação de seis passagens de nível.

(...)

(SIC)


linha do Douro:

Ana Paula Vitorino (...) referindo ainda que será aberto, dentro de 15 dias, um concurso público para a electrificação da linha do Douro entre Caíde e Marco de Canaveses.

(JN)


e linha do Tua:

(...)

Em relação à linha do Tua, Ana Paula Vitorino reafirmou que aguarda a decisão sobre a construção de uma barragem junto à foz do rio Tua. Mas se esta não avançar, a via poderá vir a ser sujeita a uma intervenção semelhante às linhas do Corgo e Tâmega. "Nunca serão questões orçamentais a pôr em causa investimentos necessários para a sua segurança", frisou a secretária de Estado.

(JN)


* Uma mulher: Ana Malhoa




tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 11:33:31

01-04-2009

FOTOS, LÍNGUA, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, MULHERES, ENTRE-DOURO-E-MINHO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 31/3/09

* Ponte de Lima tem, aparentemente, uma pessoa razoável a presidi-la:

(...)

Observando que "qualquer dos traçados que vier a ser escolhido trará consigo consequências negativas", Campelo mostra-se esperançado na melhoria do projecto definitivo, assim como na superação dos aspectos negativos pelos positivos. A saber: "o aumento da competitividade territorial, através da criação de possível ponto de embarque de pessoas e mercadorias, assim como a redução dos níveis de poluição, pela opção por um meio de transporte mais saudável". Quanto ao primeiro ponto, o autarca limiano assinalou que em equação pela RAVE está a utilização da futura via também por comboios que não de alta velocidade, composições que poderão vir a ter uma paragem no concelho limiano.

Tem todo o sentido - já que o troço Porto-Vigo não será em Alta Velocidade e a linha é mista, poderão haver serviços semelhantes ao InterCidades atual a fazer paragens em Famalicão, Braga, Ponte de Lima e Valença / Tui. Se não for este o caso, uma paragem em Valença num comboio rápido entre Braga e Vigo é uma ideia estúpida.

No JN.


* O crime compensa:

Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, condenado por tentar corromper o vereador Sá Fernandes, foi nomeado presidente da empresa intermunicipal “Braval”. A Braval é a empresa de tratamento de resíduos sólidos do Baixo Cávado, que engloba os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras do Bouro e Vieira do Minho.




* Google é reintegracionista:

(...)

Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.




* Uma mulher: Lisa Hannigan





tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com

BLOGADO ÀS 01:08:59

07-01-2009

GAMANÇOS, PORTURARIDADE, FOTOS, LÍNGUA, GALIZA, IMAGENS, AMIGOS, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, NORTE, IMPRENSA, CENTRALISMO, MULHERES

Atualizações 6/1/09

*

O Filipe e a Sofia vão construir em Luanda. É bom que não se vejam os musseques da vossa torre!, meninos.


* Daniel Oliveira no Expresso:

Na realidade, Israel quer o mesmo que Ahmadinejad e o Hamas: riscar o vizinho do mapa. Apenas uma diferença: o seu propósito está cada vez mais próximo.



*



Através do valter, descubro que o Luís Luís, estimado camarada, escreveu o texto introdutório do Cabeça de Ferro, da Imprensa Canalha. É bom saber que manténs a veia. Tenho de ler isso.


*




* Chris Roper:

Dakar death rally

Imagine the following news report:

"London - Five people have died during this year's Wimbledon Championships. Two ballboys were crushed beneath a Coke vending machine on Monday, and number 10 seed Wayne Ferreira died last Sunday of complications caused by choking on court. The latest death is a five-year-old girl who was struck by a ball accidentally smashed into her face by Tim Henman.

"Organisers said that the deaths were unfortunate. During the last 20 years, there have been more than 30 deaths at Wimbledon, but there are no plans to cancel the prestigious event.

"Carlos Moya said that there was no thought in his mind of not taking part. 'It's sad to hear that a competitor has died, but that's the nature of this tournament. It pits man against the tennis ball, and it's this unpredictability that makes it the exciting game that it is. It's something that man has always done - pit himself against the unknown. It's what makes us human.'"

Ridiculous, isn't it? But it's the sort of drivel one has to read daily about the Barcelona-Dakar Rally, formerly known as the Paris-Dakar. This year, the Dakar has claimed five lives. Two drivers, named as Fabrizio Meoni and José Manuel Perez, and three civilians, who nobody has bothered naming. One of them was a five-year-old girl, crushed under a lorry.


Since the rally was first held in 1979, more than 40 people (some reports put the figure at 30) have died, including the race's organiser, Thierry Sabine. In 1996 a three-year-old girl was killed by motorcyclist Marcel Pilet in Guinea, as he roared over a sand dune. Again, history records her killer's name, but not hers.


(negrito meu)

Quando o Dakar passava em Portugal, o limite das viaturas nas localidades eram os óbvios 50 hm/h permitidos por lei. No resto do percurso, em África, eram os óbvios 'o que o carro der'. Os direitos humanos têm óbvias delimitações territoriais.

E quando vi as equipas técnicas do Dakar do ano passado a chorar ao saberem do cancelamento da prova, pensei: chorariam por quem?


* Lipor:

A Lipor tem, actualmente, em mãos alguns projectos como " um centro de triagem automatizado que não requer tanta intervenção humana para que possa absorver maior quantidade de material". Além desse trabalho, a empresa "vai construir um novo centro de triagem para o ecoponto amarelo, uma vez que tem existido um aumento no que toca ao plástico".


(negrito meu)


* José Silva:

Mesmo sabendo que é no Norte que a Superbock tem mais clientes, Pires de Lima decidiu «drenar», deslocalizar a direcção de Marketing da Unicer para Lisboa.


* Área Metropolitana:

A Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto será criada até ao final de Fevereiro. O regime jurídico do futuro organismo foi publicado ontem e cabe, agora, ao Governo e à Junta Metropolitana nomearem os gestores.



* PMS:

Quando o Governo argumenta com os fundos europeus como uma vantagem da construção do TGV e do Novo Aeroporto de Lisboa, não consigo deixar de pensar no Paradoxo de Leontief:

Leontief demonstrou que pode acontecer por vezes que um País que receba uma transferência de outro, se a aplicar mal, acabe por ficar mais pobre em vez de mais rico, como aconteceu connosco e com os espanhóis com o ouro das Américas ou, em tempos mais modernos, com a "dutch desease" nos anos 60.


O mesmo se aplica ao plano anti-crise. Os Governos gastarão mais dinheiro e nós ficaremos todos mais pobres.



* Sugestão de fim de noite: coisar, um tumblr genial de um tal de Nuno Gomes Lopes. A acompanhar atentamente.


* Querem aprender a falar galego? Passem alguns anos no Estado Espanhol (em sítio onde apenas se fale castelhano) e depois tentem falar português. Não convencidos? Um exemplo.

Um amigo meu, que ilustra o exemplo que acima referi. Alguns anos em Barcelona. Resultado? O piso térreo de um edifício é agora a 'planta baixa'.

E, ainda hoje na TVGaliza, uma mulher falava de não sei o quê que lhe aconteceu na 'planta baixa' do prédio.


* Não, este blogue não está chegado à esquerda. No meu ecrã, sim, mas no da Alice está no centro e por isso está bem.


* Pedro Mexia, rebuscado na sua adulação de Cláudia Vieira:

De todas as alocuções de fim de ano (presidente, primeiro-ministro, cardeal-patriarca) aquela de que gostei mais foi a de Cláudia Vieira, difundida à cidade e ao mundo via Diário de Notícias.



* Possidónio Cachapa, anunciando o seu 'Curso de Escrita Reconstrutiva (escrita criativa)':

É cada vez maior o número de pessoas que escreve e publica. Entre esses, há alguns que possuem uma voz mas que insistem em escrever o que lhes parece certo, vendável ou que pode agradar à família próxima. Historicamente está provado que este tipo de escritores nunca vencerá a morte e que provavelmente os seus livros serão vendidos a peso muito antes dela.
Este curso, limitado nas inscrições, está destinado aos que gostariam de encontrar os tomates que o seu conformismo ou as confortáveis rotinas insistem em esconder.



* Acordo Ortográfico:

Os especialistas ainda esgrimem argumentos a favor e contra as novas regras, mas o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já começou a entrar nos hábitos dos brasileiros. Segundo um inquérito online lançado pelo jornal diário "A Folha de S. Paulo", no qual as normas entraram em vigor no dia 1 de Janeiro, vinte e sete por cento dos que responderam à pergunta feita no site já começaram a escrever segundo as regras do ainda polémico acordo, enquanto trinta e quatro afirmam que vão esperar por 2013 para fazê-lo, uma vez que, a partir daí, a nova ortografia será a única considerada correcta

No Público, via Blogtailors.


* Uma mulher: Halle Berry

BLOGADO ÀS 00:31:07

31-12-2008

NOTAS, GAMANÇOS, FOTOS, IMAGENS, IMPRENSA, MULHERES

Atualizações 31/12/08

* Sugestão do Nuno: Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! Porque o que não falta em Portugal não é mais democracia, mas mais democracia participativa. Mais movimentos cívicos, por exemplo.


* Eu escrevi 'Pedro Mexia deve ser fumador' e posteriormente corrigi para 'Pedro Mexia é fumador'. Afinal não é. As minhas humildes desculpas. E agora é que não percebo mesmo o que ele escreve.


* Ao fim de 19 anos como Presidente da Câmara de Viseu, deu o passo natural:

Fernando Ruas anuncia recandidatura à Câmara


E se julgavam que 19 anos é muito tempo para o quer que seja, aí está Fernando Ruas a provar-nos que 19 anos não é mais do que um mandato um pouco mais comprido.


* Behance Network: uma plataforma para portefólios únicos. A visitar e a revisitar sempre.


* Uma mulher: Scarlett Johansson

BLOGADO ÀS 20:33:17

30-12-2008

GAMANÇOS, FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, FERROVIÁRIO, IMPRENSA, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 29/12/08

* Daniel Oliveira:

Morreram ontem 282 pessoas no Médio Oriente. Não, não se assustem os analistas, não se indignem os comentadores, não se comovam os jornalistas. São apenas palestinianos. Israel prepara uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Trata-se, como sabemos, de um direito adquirido. Só quando são os outros é que chamamos de terrorismo.



* António Lobo Antunes:

Os portugueses vivem tão mal e os livros são tão indecentemente caros!



* Uma proposta de ligações ferroviárias em Alta Velocidade entre Porto, Lisboa e Madrid utilizando o problema de Steiner:




* Apesar do nome manhoso e dos textos fraquinhos, aqui está o blogue da associação dos utentes de comboios de portugal.


* O terrorismo chegou à Burela:




* A malta entende-se e junta-se e isso é bom de ver. Mr. Esgar juntou-se ao valter na casadeosso.




* Uma mulher: Selma Hayek

BLOGADO ÀS 00:52:03

23-12-2008

FOTOS, IMAGENS, MULHERES

Atualizações 22/12/08

* Uma mulher: Norah Jones

BLOGADO ÀS 03:30:55

20-12-2008

FOTOS, IMAGENS, NORTE, MULHERES, GRANDE PORTO

Atualizações 19/12/08

*

O largo do Toural, no centro de Guimarães, já não vai ter um parque de estacionamento subterrâneo. O projecto da Câmara Municipal, que abrange, também, a Rua de Santo António e a Alameda, não mereceu a aprovação do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Mas as reservas do IGESPAR não se ficam por aqui. O projecto no antigo mercado (com um parque subterrâneo) também merece reservas por causa da proximidade da igreja de S. Domingos, monumento nacional, e das árvores.

Estes são dois dos cinco grandes projectos apresentados pela Câmara, no contexto da Capital Europeia da Cultura em 2012.


Dois projetos já foram à vida, já só faltam três. No JN.


* Programação de Janeiro do Octopus.


*

A Paisagem Protegida do Litoral de Vila do Conde (PPLVC) deverá ser uma realidade «já no início de 2009» e terá âmbito regional, disse esta quarta-feira o vereador do Ambiente da autarquia local, depois de ter reunido com o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.



* Luís Filipe Menezes, sobre a revisão do PDM de Gaia, afirmou que considerava criminoso que se não haja ligação entre os PDM dos concelhos vizinhos. E afirmou muito bem. Outra senhora que falou disse que em Gaia começam a formar-se zonas residenciais à americana, bem desenhadas e com bons acessos. Em Gaia, pelos vistos, o urbanismo estado-unidense é referência.


* Bem que me parecia: entre muitas outras coisas, os brasileiros não sabem o que é a Galiza.


* Uma mulher: Mathangi Maya Arulpragasam

(M.I.A.)

BLOGADO ÀS 06:25:33

15-12-2008

INSTANTÂNEOS, FOTOS, IMAGENS, MULHERES

Atualizações 15/12/08

* Com esta ferramenta que desconhecia nascem estes incríveis gráficos interativos:

este mostra o peso demográfico do norte, comparando com o resto do país (também compara densidades populacionais - a Amadora é um sítio muito apertado) (dados de 2001);

este compara o PIB das regiões consoante o período temporal (1995-2007);

este tem três variáveis - população, rendimento e crescimento num gráfico com bolinhas.

Através do Norteamos.


* Na passagem do centenário de Manoel de Oliveira, presto homenagem não aos filmes mas ao homem, que prezo muito. Os filmes, bem, é como diz o João Pereira Coutinho.


* Uma mulher: Lila Downs

BLOGADO ÀS 01:33:32

14-12-2008

RECORRÊNCIAS, GAMANÇOS, PORTURARIDADE, FOTOS, IMAGENS, BICICLETAS, IMPRENSA, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, MULHERES

Atualizações 13/12/08

* Na adolescência, Avelino Ferreira Torres corria os cem metros em 6.4 segundos.


* Uma no cravo, outra na ferradura: VL8 terá ciclovia e rotundas em vez de semáforos.


* O Bolhão tem um projeto feito há anos que cheguem: o de Joaquim Massena, pago com dinheiros públicos. Uma boa notícia: a reabilitação do Bolhão não prevê parque de estacionamento.


*

Quercus e Geota deram parecer desfavorável ao estudo de impacte ambiental da Terceira Travessia do Tejo (TTT), cujo processo de consulta pública terminou esta terça-feira. A componente rodoviária motivou o chumbo.


Mais aqui.


*

Algarve: pinhal já está a ser abatido para construir duas mil camas junto à praia Verde

Na ecosfera.


* Um pouco de humor para animar este outono friorento: Auto-estrada 4 é resposta à crise económica e social. Depois de vinte e tal anos a construir auto-estradas, faltam apenas mais alguns milhares de quilómetros para atingir o desenvolvimento.


* Apesar dos erros constantes, apesar do lisboacentrismo, apesar do hype, apressadamente imediatista, apesar do plágio não declarado: finalmente, o ípsilon está online.


* Uma mulher: Rose McGowan

BLOGADO ÀS 01:04:28

05-12-2008

PORTURARIDADE, FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, AMIGOS, FERROVIÁRIO, PLANEAMENTO MACADAME, CENTRALISMO, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 04/12/08

* O valter escreve agora no pnetliteratura. Pelo que dá a entender, falará de livros que leu. Está muito bem.


* Esqueci-me de referir que acompanho o blogue de José Saramago. Com nível, sim senhor. Haviam de lhe dar um nobel.


* Apesar de por vezes eu achar o contrário, os arquitetos não são magos nem têm a cura para todas as doenças. Tirando o Siza. Mas os arquitetos, não sendo magos, têm razão no diagnóstico da crise urbana portuguesa. Vou dar dois exemplos, a ver se chego lá. Quando um arquiteto (merda, estou farto desta palavra). Quando um ventríloquo (arquiteto) propõe a redução dos carros na cidade ou a paragem das expansões urbanas dos concelhos limítrofes das grandes cidades, não é por mania. Reduzir o número de carros, e com isso desimpedir passeios e desanuviar o tráfego, traz os peões de novo à rua, e todos os outros peões (de bicicleta e de motoreta e de triciclo e de monociclo) saem também. Parar a expansão urbana, ou rurbana (ou banana com kiwi como se chama na terra do meu pai às coisas que não se percebe bem), não significa tirar as pessoas que moram em Valongo e pô-las a morar mais perto do centro do Porto. Não implica obrigar ninguém a fazer nada. Mas implica criar condições para que os filhos e os netos dessas pessoas não sejam obrigadas morar em terra assim esquecida como Valongo ou ainda mais longe. São ideias pelo bem comum.

Nós somos amigos. Nós estamos cá para ajudar. Quando vir um ventríloquo (arquiteto) pela rua, não hesite!, pague-lhe um doce e leve-o o a passear.


* Pergunta número um: porque é que se vai construir uma linha de Alta Velocidade ferroviária no Alentejo? Olhem bem para o mapa. Bem mesmo. Como se fosse uma mulher bonita e vocês a quisessem reduzir a caramelo. Ou um gajo bom e. Bem. Olhem.


Atentem na linha Aveiro - Salamanca. E reparem nessa bela linha alentejana. Para quem quer ir de Lisboa a Madrid, será que a diferença é assim tão grande? Não, não é. Então porque se vai construir a linha alentejana, passando pela zona menos densa do país? Porque o dinheiro de Bruxelas passa por Lisboa antes de chegar ao resto do país. E, como um bebé tamanho gigante, eles acham que uma linha pelo Alentejo é uma coisa gira.


* Segunda pergunta: porque se vai construir uma nova ponte? Ou então: porque é que a ponte Vasco da Gama foi construída sem considerar a Alta Velocidade? Se até a ponte 25 de Abril deixou aberto um espaço para a ferrovia. Não é que os assuntos de Lisboa me atraiam especialmente, mas quando se trata de um assunto a custar mil milhões de euros, que por acaso é de todos nós, assim, parabéns, conseguiram a minha atenção.

E mais uma coisinha. Na minha última visita-relâmpago por lá, perdi-me exatamente pelos lados onde irá desembocar a futura ponte. Chelas e tal. Sabem o que vi por lá? CARROS. A sério. Carros e carros. Acho que passei mais tempo andando sobre a rua que sobre o passeio, tantos os carros. E sabem o que vai ter a nova ponte, para além de comboios? CARROS. Mesmo.


* Uma mulher: Ana Bacalhau

BLOGADO ÀS 00:52:14

04-12-2008

FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, NORTE, MULHERES

Atualizações 3/12/08

*

Assembleia da Madeira retarda emissões em directo na internet para poder cortar "cenas desprestigiantes"

Continua a democracia de serviços mínimos na Madeira. Vale tudo:

Para captarem imagens das sessões, as câmaras da RTP-Madeira e de outras televisões têm espaço obrigatório junto à bancada de imprensa, atrás das bancadas dos partidos da oposição, onde antes ficavam os deputados da maioria. Contrariando a tradição parlamentar que distribui os partidos consoante o seu posicionamento ideológico, o PSD decidiu, em anterior legislatura, passar da direita para a esquerda do hemiciclo para que os seus deputados sejam filmados de frente e os da oposição de costas.

No Público.


* Quadrilátero do Minho.


* Guimarães 2012 e Maribor 2012. Alguma semelhança?

Por sugestão do Nuno.


* Uma mulher: Lenora Claire



Adoro as mamas da Lenora.

BLOGADO ÀS 13:17:09

03-12-2008

INSTANTÂNEOS, FOTOS, OBSESSÕES, LÍNGUA, GALIZA, IMAGENS, BICICLETAS, MULHERES

Actualizações 2/12/08

* Abba, Dancing Queen




Chicoteiem-me, ridicularizem-me, etc. Os primeiros vinte segundos são écstasi.


* Proto-Abba?

Via Constant Siege.


* Assinem aqui esta petição, um pouco provocatória mas totalmente justificável, para equiparar as bicicletas aos carros elétricos como veículos não poluentes e, assim, beneficiar "de uma dedução à colecta no IRS de 30% dos custos de aquisição".

Via Menos Um Carro.


* Sessão Inaugural da Academia Galega da Língua Portuguesa


* É pena o castrapo, mas é a terra da pergunta total.




* É mesmo verdade. Olivença é portuguesa.


* Uma mulher: Nurgül Yesilçay

BLOGADO ÀS 00:11:55
powered by b2evolution free blog software