* Mais sobre a Linha de Leixões:
Linha volta a ter passageiros em Setembro
A Linha de Leixões voltará a ter passageiros em Setembro, estimando-se que venha a servir 2,9 milhões de pessoas por ano. Para já, os comboios ligarão Leça do Balio a Ermesinde em 16 minutos. Só em 2010 chegará a Leixões.
A via - que hoje é utilizada apenas para o transporte de mercadorias (12 comboios por dia) após a suspensão do serviço de passageiros há muitos anos - cruza quatro concelhos: Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A operação com passageiros será retomada dentro de quatro meses, chegando a três dos quatro municípios, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha manifestado, ontem, a vontade de ver as composições chegarem, no futuro, a Campanhã.
Numa primeira fase e antes do arranque do ano lectivo, a governante quer os comboios a circularem na Linha de Leixões, com paragens em Ermesinde (Valongo), S. Gemil (Maia), S. Mamede de Infesta e Leça do Balio (Matosinhos). As composições dos serviços urbanos farão a ligação, mas o preço ainda não está definido.
O administrador da CP, Ricardo Bexiga, pretende integrar a linha no Andante. As expectativas são elevadas. A CP investiu 6,8 milhões de euros em material circulante e em equipamentos e espera gastar 340 mil euros por ano com pessoal. A empresa crê que cobrirá o investimento em três anos. Também a Refer vai intervir nas quatro estações, requalificando as plataformas e construindo abrigos para os passageiros. Os trabalhos, já adjudicados, começarão dentro em breve.
O serviço comercial ao longo dos 10,6 quilómetros será assegurado por 55 composições por dia e por sentido de segunda a sexta. Os passageiros contarão com um comboio de 30 em 30 minutos à hora de ponta e com um comboio por hora e por sentido nos restantes períodos. Aos fins-de-semana e feriados, terão disponíveis 35 comboios diários, o que corresponde a um comboio por hora e por sentido. O transporte é feito através de uma via única.
No dia em que foram celebrados os protocolos entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos para retomar o serviço de passageiros e entre a CP, a Refer e a APDL para a cedência de terrenos do Porto de Leixões, o presidente da Autarquia matosinhense, Guilherme Pinto, manifestou a convicção de que será possível estender a operação a Leixões dentro de um ano. Antes disso, será construída uma nova estação.
O estudo preliminar aponta para um investimento de 10 milhões de euros nos terrenos do antigo parque de espera do Porto de Leixões, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco. O futuro edifício terá uma ligação aérea à estação do metro no Senhor de Matosinhos, um interface para táxis e operadores de transporte público rodoviário e um parque de estacionamento. O complexo ferroviário do Porto de Leixões sofrerá alterações com a obra, que permite ampliar o terminal de contentores. A viagem entre Ermesinde e Leixões será de 30 minutos.
A Refer admite estudar a possibilidade de estender o serviço a outras paragens (recorde-se que a Linha de Leixões possui outras estações que não serão servidas), de acordo com a procura e as necessidades da população.
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Em Atalaia, a 20 quilómetros a noroeste da capital de distrito, a rua Oliveira Salazar entronca com a Capitão Salgueiro Maia, o comandante da coluna militar que ocupou o Terreiro do Paço e levou à rendição de Marcelo Caetano no quartel do Carmo.

BLOGADO ÀS 01:29:32
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Acordo Ortográfico: Professores exigem formação prévia
Novo código entra em vigor nas escolas já no próximo ano lectivo. Professores pedem formação "atempada" e "rigorosa".
Linha de Leixões
Novo serviço ferroviário de passageiros a partir de Setembro
Foram assinados no dia 22 de Maio dois protocolos que permitirão a criação de um Novo Serviço Ferroviário de Passageiros na Linha de Leixões. Os protocolos, homologados pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, envolveram a CP, a REFER, a APDL e a Câmara Municipal de Matosinhos.
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Numa 1.ª Fase, já a partir de Setembro próximo, o serviço irá realizar-se na ligação Ermesinde – Leça do Balio, com paragem nas estações intermédias de São Gemil e de São Mamede de Infesta, prolongando-se numa 2.ª Fase até Leixões.
Na 1.ª Fase, o serviço será garantido com um comboio de meia em meia hora, nos dias úteis e nas horas de ponta, sendo de um comboio por hora nos restantes períodos de segunda a sexta-feira. Na estação de Ermesinde haverá ligações com as Linhas de Braga, Douro e Guimarães, e ao Porto - Campanhã, sendo oferecido um serviço urbano de 5 em 5 minutos.
Tendo em vista a adaptação da Linha (que actualmente serve apenas comboios de mercadorias para o porto de Leixões) à circulação de comboios de passageiros, a REFER vai proceder à realização de diversas obras de requalificação, nomeadamente, nas infra-estruturas de apoio aos passageiros nas estações de São Gemil, São Mamede de Infesta e Leça do Balio, na construção da nova Estação Intermodal de Leixões, na infra-estrutura ferroviária e na electrificação da ponta final da linha até à nova estação.
BLOGADO ÀS 01:12:30
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* O estudo prévio da quadruplicação do troço Contumil-Ermesinde está em consulta pública:
Ampliar Linha do Minho obriga a demolir 14 casas
A ampliação de duas para quatro vias da Linha do Minho entre as estações de Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo) condena à demolição 14 habitações e algumas oficinas e armazéns. A maioria das casas fica em Rio Tinto.
A intervenção da Refer, que decorrerá ao longo de seis quilómetros, ocupa logradouros de casas e áreas verdes públicas e contempla a supressão de todas as passagens de nível, substituídas por ligações pedonais e rodoviárias por cima ou por baixo da linha férrea. A obra contribuirá para a melhoria da segurança no eixo Contumil-Ermesinde, onde se sucedem os acidentes mortais com transeuntes e passageiros quando tentam cruzar a via. Pondo fim aos atravessamentos, os seis quilómetros da Linha do Minho (nos concelhos do Porto, Gondomar e Valongo) serão vedados.
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No momento em que a capacidade do troço está praticamente esgotada, a construção de mais duas vias resolverá o "estrangulamento de exploração das linhas do Douro e do Minho", beneficiando, em particular, as ligações a Braga e a Guimarães. No estudo prévio, refere-se que, numa segunda-feira normal, passam 110 composições naqueles seis quilómetros, sendo 98 de passageiros (a maioria (75) é de serviços urbano e suburbano) e 12 de mercadorias. A ampliação manterá a linha férrea à superfície, apesar dos pedidos de enterramento na zona de Rio Tinto. A análise comparativa das duas soluções data de 2007, tendo-se concluído que a manutenção da via à superfície é "globalmente mais vantajosa".
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BLOGADO ÀS 00:47:06
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* Lista nacional de não recepção de comunicações publicitárias
Via @anarresti
* Fico sempre em choque quando leio notícias destas:
Família atropelada no passeio
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Moradora na freguesia, a família de José Silva já passou centenas de vezes pela Rua de Padre Joaquim das Neves sem que nada sucedesse. Ontem, José caminhava no passeio ao lado de Rute Borges, de 49 anos, e do enteado Ricardo Viegas, de 11 anos, e, subitamente, foram colhidos por um automóvel que descia a artéria. Os pormenores do despiste não estão totalmente esclarecidos. Sabe-se apenas que o condutor de 20 anos (que sofreu uma fractura no ombro) perdeu o controlo do Opel Astra, após uma colisão com outra viatura. Terá guinado para a direita, atropelou a família, rodopiou e foi embater de traseira num muro de pedras que ruiu.
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Ferrovia criticada por mudar paisagem da ria
Arquitectos e autarca lamentam impacto visual da linha para o porto
Ninguém põe em causa a importância da ferrovia para o porto de Aveiro, mas é difícil encontrar quem não critique a localização do viaduto, que muda a paisagem da ria. O principal acesso à região (A25) perdeu beleza.
O impacto visual da ligação ferroviária ao porto de Aveiro, na zona das salinas, é positivo ou negativo? E cria mais uma barreira entre a cidade de Aveiro e a água, depois de o programa Polis ter criado a possibilidade de desenvolver uma zona de lazer junto à ria?
"É o que é", diz o arquitecto aveirense Pompílio Souto a propósito da via que deve estar concluída no final deste ano. "É uma obra competitiva para Aveiro e para o ambiente e qualidade de vida das pessoas, já que retira camiões da estrada e possibilita o estabelecimento de relações mais fortes com a Europa", acrescenta. Pompílio Souto considera, no entanto, que há aspectos negativos. "Cria uma outra vista que não está ponderada", explica.
Muito mais crítico é João Barbosa, autarca da Vera-Cruz, a freguesia de Aveiro que mais próxima fica da ferrovia. "É o muro da vergonha! Tira a vista a uma das imagens mais belas do concelho", afirma Barbosa. Acrescenta que o comboio "poderia ser aproveitado para fins turísticos, mas nós, Junta, não fomos ouvidos neste processo", lamenta.
Alberto Souto, ex-presidente da Câmara de Aveiro, que defendeu outras soluções para o traçado da ferrovia - primeiro entre as quatro faixas da auto-estrada e depois no traçado actual só que à quota da A25 - gostaria, também, que a linha férrea "fosse aproveitada como metro de superfície para ligar Aveiro às praias de Ílhavo". "Colocaria a via ao serviço da população", considera Souto.
Paulo Domingos, da Quercus, diz que a obra "não tem um grave impacto visual". "Se não tivesse a auto-estrada (A25), penso que teria", frisou. "A A25 tem um impacto maior do que o caminho-de-ferro", defende o ambientalista.
O administrador do Porto de Aveiro, José Luís Cacho, defende o projecto que considera vital para o desenvolvimento do porto, que vai ficar ligado à Linha do Norte. "Qualquer obra tem sempre impacto, mas esta enquadra-se no contexto. É uma ligeira e esbelta peça em betão que permite continuar a ver a paisagem", defende.
Para Vieira de Melo, presidente da delegação de Aveiro da Ordem dos Arquitectos, o impacto "é negativo". "Estragou a melhor singularidade da paisagem", considera Melo, para quem a entrada na cidade "fica destruída pelo viaduto". "Para quem viaja de carro mas também para os peões que andam no parque Polis", frisou.
Melo defende que a obra "deveria ter sido feita de outra forma" e considera imperioso "minimizar o que ali está", mas admite que "não será fácil 'dar a volta' àquilo". "É uma estrutura pesada que se sobrepõe ao plano de água, limita o contacto com as salinas, tornando-se numa barreira. Esperamos, ao menos, que não haja catenárias", concluiu.
José Carlos Mota, planeador, considera que a ferrovia tem um impacto negativo na paisagem e defende que agora é fundamental lançar a discussão sobre a forma como se deve minimizar o que está feito. "Mas não vai ser fácil atendendo à envergadura da obra", avisa.
Maria José Curado, professora do curso de Arquitectura Paisagista, da Faculdade de Ciências do Porto, residente em Aveiro, lamenta que a linha férrea tenha "mudado o carácter da paisagem". "Ao passarmos ali sentimos menos a ria, há cada vez mais barreiras entre a cidade e a ria. Já não é só a auto-estrada, é também a ferrovia e em alguns troços a estrada secundária que acompanha a A25. Há um divórcio entre as diversas vias", considera a paisagista.
BLOGADO ÀS 01:21:01
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* Ermesinde tem mais de metade dos habitantes do concelho. A sede deste concelho é, estranhamente, em Valongo. A sede de concelho quis, nos últimos anos, justificar a condição de sede aumentando injustificadamente a sua área urbana, como que tentando equilibrar artificialmente o jogo de forças. Uma das áreas de expansão foi do lado norte da A4, que quando foi construída passava ao lado do principal núcleo urbano e agora foi envolvida pelo referido núcleo. Tão injustificada e megalómana é esta expansão que foi construída uma biblioteca a norte da A4 sem que existisse mais construção para aqueles lados. Conta a lenda que tiveram de inventar uma carreira de autocarros só para essa biblioteca. Agora isto:
A Câmara de Valongo quer que a Brisa pague a sua incúria urbanística. Só pode ser piada.Câmara unida contra alargamento da A4
A Câmara de Valongo está unida contra a proposta da Brisa de alargamento da A4, no troço entre Ermesinde e Campo. Além de ter "um impacto urbanístico inaceitável", a obra obrigará a demolir construções.

BLOGADO ÀS 01:12:32
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* É mesmo verdade: a Régua tem uma ponte de caminho-de-ferro sobre o Douro, sem nunca ter tido linhas para sul: construiram-na para uma ligação a Lamego que ficou para as calendas. Está na hora, digo eu, de reativar a ligação Chaves/Régua, e de a prolongar a Viseu. E já. E daí até à Linha da Beira Alta é um tirito.
(investigo pela rede e fico sem perceber nada. a ponte da esquerda era ferroviária? se sim, chegou a ter ligação a algum lado? que alguém me ajude)A primeira a pisar o Douro é a metálica e foi projectada para receber a linha férrea entre a Régua e Lamego, que aliás nunca chegou a funcionar. Assegurou a ligação entre as duas margens desde 1872 durante 77 anos de trabalho pesado. Bem merecida a reforma.
BLOGADO ÀS 01:23:18
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Este é um movimento completo - para além de pugnar por questões regionais, não deixa de se relacionar com as grandes questões nacionais (senão mesmo da humanidade):Movimento cívico defende região autónoma
O Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) promete defender "com unhas e dentes" a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia igual à da Região Autónoma da Madeira e até defende a criação de uma zona franca na Região.
Outra das causas que este movimento abraçou foi a da taxa dos contadores da água. O MAN organizou uma petição, com 1190 assinaturas, que já enviou ao Provedor de Justiça, onde denuncia que a taxa de disponibilidade de caudal cobrada aos munícipes é "uma forma camuflada de cobrança ilegal com o recurso à esperteza saloia para obter receitas ilícitas, pela utilização dos contadores da água", refere a petição que está em fase de análise pelo Provedor.
Não queria soar a maluquinho das bicicletas, mas um agente da autoridade não pode expressar a sua opinião sobre os casos em mão. É a lei.Um homem que circulava esta quart-afeira de manhã numa bicicleta, na Estrada Nacional 378, na Venda Nova, concelho de Sesimbra, teve morte imediata após ter sido atropelado por um automóvel e ter caído em plena via.
Se assim dita a lei, porquê isto? É assim que se fazem inquéritos em Portugal? Pergunta-se à pessoa que sobreviveu a um acidente a sua versão do que aconteceu e fecha-se o inquérito? Ou apenas se decreta, a priori, a culpabilidade do ciclista (ou a natural previsibilidade do acidente)?Filipe, de cerca de 60 anos, terá tentado desviar-se dos buracos existentes na berma da estrada e acabou por se desequilibrar e cair. O veículo que seguia na sua traseira, no sentido Sesimbra/Fogueteiro, não conseguiu travar e atropelou-o.
Segundo as autoridades policiais, esta é a explicação mais plausível para o acidente. "A pessoa iria a circular na via e ao desviar-se de uns buracos, desequilibrou-se e caiu na estrada. A viatura que seguia atrás não teve tempo de reacção", adiantou, ao JN, fonte da GNR, que identificou a condutora do automóvel, prosseguindo agora as investigações para que o caso transite para tribunal.

Especialistas de energia denunciam "embuste" na visita de Sócrates e Pinho à Energie
A visita de José Sócrates e de Manuel Pinho às instalações da Energie para assinalar a segunda fase de expansão da fábrica que produz o que designa por "painéis solares termodinâmicos" está a desencadear uma série de protestos por parte dos principais responsáveis pela investigação e indústria solar no país.
"É uma empresa que assenta a sua propaganda num embuste", denuncia Eduardo Oliveira Fernandes, ex-secretário de Estado da Energia e académico que desenhou a política energética do actual Governo, no que é acompanhado por Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), e por Manuel Collares Pereira, considerado um dos principais especialistas em energia solar no país, ex-investigador do INETI e responsável pela empresa fabricante de painéis solares térmicos Ao Sol. Os três especialistas clamam que o produto da Energie, fabricado na Póvoa de Varzim, é "publicidade enganosa" - mostram tratar-se de uma bomba de calor accionada a electricidade com apoio secundário em energia solar e não de um painel solar térmico - e atribuem o incentivo político do primeiro-ministro e do ministro da Economia, com a visita efectuada, a uma possível ausência de apoio técnico adequado pelos respectivos gabinetes.
Sistema de Mobilidade do Mondego
Foi hoje enviado para publicação no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia o anúncio do concurso público relativo à Empreitada de Reabilitação das Infra-estruturas do Troço Miranda do Corvo/Serpins, do Ramal da Lousã, primeira empreitada da 1.ª Fase do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).
Forçados a demolir habitações onde vivem há décadas
BLOGADO ÀS 00:26:24
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Guilherme Pinto garante que futuro retail na Via Norte não vai dificultar o trânsito
Empreendimento terá uma área bruta locável de 40 mil metros quadrados. Vai acolher
16 lojas, divididas por dois pisos, e um parque de estacionamento para 2000 viaturasO presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, garante que o futuro Matosinhos Retail Park, que deverá nascer junto à Via Norte, próximo da confluência entre as estradas nacionais 13 e 14 (em frente à Estalagem Via Norte), não vai colocar dificuldades ao intenso tráfego rodoviário. "Tenho a certeza absoluta de que não afectará o trânsito na Via Norte", afirmou ontem Guilherme Pinto, no final da reunião privada do executivo da Câmara de Matosinhos.
A convicção de Guilherme Pinto baseia-se no facto de estar prevista a construção de mais uma faixa de rodagem na EN13, que passa assim de três para quatro. Além disso, o actual tramo de inversão de marcha será substituído e incorporado numa rotunda desnivelada sob a futura plataforma da EN13.Na reunião de ontem foi aprovada a "desafectação" de 13.247,80 metros quadrados de terrenos integrados na Rede Ecológica Nacional (REN), que servirão para construir os acessos ao retail. A votação mereceu votos favoráveis da maioria PS e do CDS, que esteve representado por Filipe Melo e não por Paulo Coutinho, como é habitual. PSD e PCP votaram contra.
Um dos argumentos que mais seduzem Guilherme Pinto é a previsão de o futuro espaço comercial vir a criar 2300 postos de trabalho, dos quais 1800 directos e 500 indirectos. Este investimento de 40 milhões de euros terá uma área bruta locável próxima de 40.000 metros quadrados, prevendo-se a construção de 16 lojas em dois pisos e um estacionamento com 2000 lugares.
Nesta altura, está a ser elaborada a declaração de impacte ambiental do projecto. Falta ainda que a "desafectação" da parcela integrada na REN seja aprovada pela Assembleia Municipal de Matosinhos para que, depois, o processo siga para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, que dará um parecer vinculativo.Para Guilherme Pinto, "estas grandes superfícies têm muito pouco impacto a nível do comércio local". O autarca recordou ainda que, em 1998/99, foi aprovado para aquele mesmo local um projecto de loteamento que previa a construção de um hipermercado Feira Nova e de um edifício para escritórios. O projecto ter-se-á então gorado por os promotores não aceitarem construir as infra-estruturas de acesso.
Em declarações ao PÚBLICO, Nelson Cardoso explicou por que é que os vereadores do PSD votaram contra a "desafectação". "A câmara vai sempre a reboque dos promotores e nunca é ela a definir o plano económico para o concelho", aponta. Por outro lado, o social-democrata não percebe a razão de instalar a futura superfície comercial naquele espaço, quando há áreas em Matosinhos mais vocacionadas para esse fim. "É incrível que seja necessário fazer o retail num terreno em que um terço do total está em REN, quando há terrenos em Matosinhos destinados à actividade industrial e já resta muito pouco de área ecológica".
"Relevante interesse privado"
Também o vereador do PCP, Honório Novo, considerou, em comunicado, que o futuro retail é "um empreendimento privado que nada acrescenta de novo e que poderá ter mais impactos negativos no tecido económico e social". O vereador recorda que o projecto "pretende utilizar 40.000 metros quadrados de nova área comercial, dos quais mais de 25 por cento, isto é, mais de 10.000 metros quadrados, estão situados em REN, bem ao lado do Rio Leça".
Ao contrário dos serviços da autarquia, que consideram o Matosinhos Retail Park um projecto de "relevante interesse municipal", Honório Novo atribui outro tipo de interesse à natureza do empreendimento: "Um relevante interesse privado, mas este é um interesse que não se pode sobrepor ao interesse colectivo dos cidadãos de Matosinhos."
(negrito meu)
tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com
BLOGADO ÀS 01:05:05
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* Na Galiza, o direito de manifestação está dependente da língua falada. Não, não uso de frases feitas ou panfletárias, mas da estrita verdade. Se os polícias reparassem que alguém falava galego, não lhes davam acesso à praça da Quintana, onde se realizava a manifestação da Galicia Bilingüe. Ou então, apenas lhes davam porrada, como se distribuíssem prendas. Vídeos aqui, aqui, aqui e pela rede.
* A verdade é que ia apenas publicar parte da notícia, mas não consigo excluir o que quer que seja de tamanha burrada. O urbanismo em Portugal não é apenas uma atividade estritamente arbitrária - é também uma atividade humorística:
Viaduto novo vai abaixo
Ponte sem saída demolida após oito anos de obrasCom oito anos de construção e dois milhões de euros depois, a Câmara de Vila Franca de Xira vai demolir o viaduto do Forte, uma ponte cuja altura foi mal calculada, não tendo saída de um dos lados por embater numa serra.
A operação irá custar aos cofres do município cerca de 100 mil euros, mas colocará um ponto final numa construção que da polémica nunca conseguiu escapar, desde que começou a ser edificada em 2001. Fonte do município adiantou, ao JN, que "não está ainda definida uma data para o demolição do viaduto, entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria". A Câmara pretende recuperar aquele montante com os licenciamentos urbanísticos que vierem a ser realizados numa das freguesias.
Além de desembocar num morro de terra, onde moram milhares de pessoas, o viaduto entre aquelas freguesias foi embargado pelo então Instituto de Estradas de Portugal, alvo de relatórios do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), surgiu em áreas de redes agrícola e ecológica, merecendo uma providência cautelar por tal e - já em desespero de causa - de forma a solucionar a ausência de uma saída, obrigou à desmatação da encosta da serra, de forma a que fosse criada uma estrada que conduzisse ao cimo da serra.
Obra teve sempre apoio técnico
A construção consistiu na contrapartida de um promotor imobiliário, José Maria Duarte Júnior. Em troca o município licenciava as futuras edificações que surgissem na terceira e quarta fases do Forte da Casa [a Norte da freguesia].
Apesar de fiscalizada pela empresa de segurança Geotest, rapidamente se percebeu que não teria qualquer saída, colocando-se a hipótese de abrir uma túnel na colina. O que tornaria instáveis as urbanizações ali localizadas.
Meses depois, as graves falhas técnicas levaram a obra a ser embargada pelo Instituto de Estradas de Portugal (IEP). Construtor e Câmara optaram por rodear o morro, abatendo árvores centenárias inseridas numa área de Reserva Ecológica Nacional (REN).
A decisão criou uma estrada com mais de 15 graus de inclinação [acima do permitido pela legislação] e uma curva acentuada, chocando numa área de servidão do aeroporto de Lisboa.
Ao JN, em 2006, Ramiro Matos, o vereador do Urbanismo garantiu que a colocação de um pavimento anti-derrapante e barreiras sonoras, acompanhadas de mais terraplanagens, resolveria parte dos obstáculos criados. Com uma altura de 50 metros, o viaduto viria ainda a causar uma grave inundação numa habitação existente perto da ribeira que corre por debaixo da infra-estrutura.
O cenário acabou por levar a uma auditoria do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) - da qual não se conhecem as conclusões - e a queixas do movimento de cidadãos de Vila Franca de Xira, o Xiradania, ao Ministério Público, ao Ministério do Ambiente e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional , devido à falta de pareceres [ver ao lado declarações do jurista Fernando Neves de Carvalho, rosto do movimento]. Paralelamente, a Câmara declarava o viaduto de Interesse Público Municipal, de forma a desanexar os terrenos de REN.
Segundo a presidente Maria da Luz Rosinha após a demolição "será encontrada outra solução de acesso no âmbito do alvará de urbanização", já previsto pelo Plano Director Municipal. O viaduto que se segue poderá ficar perto do actual mas, desta vez, mais alto.
Aqui uma foto da referida obra. Em baixo, um googlearth da coisa:
BLOGADO ÀS 02:20:00
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Em troca de correspondência com os STCP, fui cosendo a minha opinião sobre a atual rede de elétricos e (possíveis) desenvolvimentos futuros. Na primeira imagem encontra-se a rede atual: a vermelho a linha 1 (Cantareira – Infante), a azul a linha 18 (Massarelos – Carmo) e a amarelo a linha 22 (Carmo – Guindais). A esquizofrenia desta rede é evidente. Se quiser fazer uma viagem mais comprida, digamos, entre a Batalha e o Castelo da Foz, teria de apanhar 3 (!) elétricos. Ou se apenas quero seguir até Massarelos, teria de conjugar 2 elétricos com frequências de meia hora.
O que sugeri à STCP, numa revolução de serviços mínimos (e que, como não contestaram, eu assumo que concordaram) era, de modo a rentabilizar a estrutura existente, e já que não existem entraves técnicos a impedi-lo, transformar as linhas 22 e 18 numa só linha, a começar nos Guindais (Batalha) e a acabar em Massarelos (marginal). Uma ideia simples, com a qual até o próprio guarda-freios concorda.
Pensando um pouco mais à frente, e sabendo que a rua de Mouzinho da Silveira ainda não foi renovada, outra pequena evolução poderia ser feita com a introdução dos carris e catenária nesta via (o que já foi falado antes), fazendo-se a ligação em São Bento à nova linha proposta.
São ideias simples e básicas. Apenas um início para a criação de uma rede de elétricos que, juntamente com os autocarros, poderiam servir como uma rede de segundo nível de transportes públicos no Grande Porto (a rede de primeiro nível será obviamente constituída pelo metro e pelos suburbanos).
Entretanto existe já uma linha que põe em prática parte do que refiro aqui, a Porto Tram City Tour, infelizmente apenas para turistas ou pessoas extremamente ricas (bilhete válido por 24 horas, mas custando 15 euros).
BLOGADO ÀS 00:00:53
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Também no Flickr.
BLOGADO ÀS 12:52:59
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Também no flickr.
BLOGADO ÀS 20:45:09
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