Categoria: PORTUGAL MELHOR

28-01-2009

RECORRÊNCIAS, PORTURARIDADE, PORTUGAL MELHOR, IMAGENS, ACORDO ORTOGRÁFICO, PLANEAMENTO MACADAME

Atualizações 27/1/09

* Projetos PIN e Áreas Protegidas:




* Na letratura: :

Sem mais tardança

Espero que não andem distraídos a ponto de não terem visto que o desportivo Record adoptou as regras (todas?) do Acordo Ortográfico de 1990. Fica uma amostra: a capa revela que já não temos selecção, mas seleção. É caso para dizer que vai correr menos tinta a propósito do futebol. E mais: «Em direto na Sport TV.» E ainda: o leitor ganha um cupão para um «filme de ação».




* Duas das razões que me levam a ler pela primeira vez algum autor são o nobel e a morte. Quando morrem, ou quando ganham o nobel. O que é, segundo os entendidos, e em termos literários apenas, coisa muito semelhante. Nunca li o Updike. Terá chegado a hora?

BLOGADO ÀS 00:10:46

03-09-2008

RECORRÊNCIAS, PORTUGAL MELHOR, POLÉMICAS

a praga do eucalipto (e os praguejadores)


Parece-me que é sempre de boa educação tratar as coisas pelos nomes. Quando alguém acusa alguém mas não diz quem é, fá-lo porque os tribunais condenam esse tipo de declarações. Ofensa ao bom-nome, qualquer coisa assim. Não se pode fazer acusações na praça pública, para isso existem os tribunais.

No meu caso, não vou fazer especulação. Vou falar de um dos responsáveis por um dos maiores crimes que já se cometeram em Portugal (e que continua a ser perpetrado nestes dias).

No Público de 1 de Agosto Luís Toulson publicou este texto sobre Ernesto Goes. Segundo Toulson, "O engenheiro florestal Ernesto Goes foi o pioneiro em Portugal da cultura da Eucalyptus globulus".

Ou seja, é por causa deste venerável senhor que a nossa flora endógena, aparentemente não fustigada o suficiente pela dispersão indiferenciada de pinheiro bravo desde os tempos de D. Dinis, deixou de existir enquanto tal.

Mas ainda piora. Para além de ter sido um impulsionador do eucalipto, Goes foi ainda responsável pela definição da Estação Ecológica da árvore no território nacional: "uma faixa litoral ocidental que se estende com cerca de 500 quilómetros", onde a árvore se daria melhor e produziria o máximo possível.

Com uma puerilidade tocante, Toulson continua perguntando "Porque não cultivar portanto esta árvore na faixa ecologicamente definida por aquele excelente florestal?" Sim, porque não?, pergunto também eu. Carvalhos, sobreiros? Interessam para quê? Plantas rasteiras, ecossistemas que sobrevivem à sombra da flora endógena? Interessam para quê?, afinal. Se com "a florestação de algo como 50 por cento desta área, poderiam obter-se 27,25 milhões de esteres como produção média anual"?

Claro, a ecologia interessa a ninguém (exceptuando esses ratos subsidiodependentes, vulgos ecologistas, biólogos, etc.). Saiamos para a rua e façamos força para: "legislar já para que em Portugal se cultive única e exclusivamente a Eucalyptus globulus na faixa ecologicamente acima definida e conceder ao distinto florestal Ernesto Goes a comenda da Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial."

Não há prisão onde meter estes senhores?



O deserto verde.

BLOGADO ÀS 11:41:10

02-09-2008

RECORRÊNCIAS, GAMANÇOS, OBSESSÕES, PORTUGAL MELHOR, BICICLETAS

andar de bicicleta

Distâncias médias (em quilómetros) percorridas de bicicleta pelos cidadãos europeus (anualmente):

Holanda _ 1019
Dinamarca _ 958
Bélgica _ 327
Alemanha _ 300
Suécia _ 300
Suomi _ 282
Irlanda _ 228
Itália _ 168
Áustria _ 154
Grécia _ 91
França _87
RU _ 81
Luxemburgo _ 48

Portugal _ 5

Espanha _ 24


No 100 dias de bicicleta em Lisboa.

BLOGADO ÀS 17:12:05

21-08-2008

INSTANTÂNEOS, RECORRÊNCIAS, OBSESSÕES, PORTUGAL MELHOR, LIGAÇÕES, REGIONALIZAÇÃO

PETIÇÃO PELA REGIONALIZAÇÃO

Aqui.

Concordo com o essencial, apesar de me parecer que a ‘desertificação’ é mais uma falácia que, de tão repetida, passou a verdade incontestável. Como se nos outros países não existisse uma tal dispersão heterogénea da população. Como se isto correspondesse a um ‘mal nacional’ que não merece ponderação mas apenas condenação.

Primeiro, ‘desertificação’ vem de deserto. Significa a degradação tal de um território que leva a que este se transforme em deserto. Deserto coisa física.

Quando se utiliza a palavra ‘desertificação’ nestes contextos (desenvolvimento regional), refere-se à componente humana do deserto. Ou seja, próxima do zero. Quando se diz que um território se ‘desertifica’, quer-se normalmente dizer que este se esvazia de população.

É óbvio que existem aldeias abandonadas, em Portugal como em todo o lado. Mas também é certo que, comparando com o início do século vinte, existem nas sedes de concelho (em todas, em todo o país) muitas mais pessoas. Isto é um fato que, imagino, dificilmente será rebatível.

Sei também que todos os que reclamam dessa ‘desertificação’ galopante do país vivem certamente em sedes de concelho, e muitas das vezes no litoral e mesmo nas áreas metropolitanas. Moram em zonas com serviços públicos abundantes, cultura, crescente qualidade de vida.

Existem, é certo, dinâmicas negativas em áreas muito importantes do país. O desemprego agarra-se como a peçonha a áreas que já padecem de outras maleitas (como a baixa escolaridade), e é difícil quebrar os ciclos.

Mas a ideia do ‘país homogéneo’ é tão falaciosa quanto o conceito de ‘desertificação’. Nem tudo são rosas, nem tudo são picos.

BLOGADO ÀS 05:26:26

27-04-2008

RECORRÊNCIAS, OBSESSÕES, PORTUGAL MELHOR, REGIONALIZAÇÃO

Norte



Um mapita interessante que mostra como será a Região Norte quando chegar a Regionalização. Consiste nos distritos de Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança, e nos limites Norte dos distritos de Aveiro, Viseu e Guarda. É um começo, está muito bem.

Por aqui.

BLOGADO ÀS 22:38:15

21-04-2008

RECORRÊNCIAS, PORTURARIDADE, OBSESSÕES, PORTUGAL MELHOR, REGIONALIZAÇÃO, CENTRALISMO

desproporção


Amei. Se a contabilização da distribuição dos dinheiros por distrito (do Semanário Económico) me parece já anacrónica, ainda mais anacrónico é o insistente centralismo que os sucessivos governos têm imposto ao país. Senão, vejam. O distrito de Lisboa, com 21% da população, recebe 35% do investimento. Se isto fosse por alguma situação excepcional (como a desproporção população/investimento que também se verifica em Bragança, Coimbra, Vila Real e Évora), originada por uma grande obra que acontece de tempos a tempos, até nem seria assim excepcional. Também terá havido uma grande desproporção aquando do grande investimento do metro do Porto. Agora, como nós sabemos que em Lisboa as grandes obras são contínuas, apercebemo-nos da hipocrisia do governo. Dos governos.

Daqui.

(admito que não sei a que período se refere isto. quer dizer, é o presente, mas não sei qual o espetro temporal a que se refere)

BLOGADO ÀS 02:41:40

04-01-2008

LÍNGUA, PORTUGAL MELHOR, LIGAÇÕES, GALIZA

A normalização e a universalidade do galego

Obviamente, o facto de o galego e o portugués seren a mesma lingua -nacida entre o Ortegal e Mondego e non na Lusitania, non se debe esquecer- non xustifica algunhas posicións, entre as lusistas, que enxergan ao galego como unha máis das variedades vulgares ou dialectais do portugués, sen consideraren que esa postura reproduce obxectivamente a acción xacobina do Estado viciño submetendo as formas do galegoportugués do Norte ás lisboetas tomadas como únicas e superiores.


Unha persoa que fale un galego non deturpado nen dialectalizado polo castelán pode comunicarse na súa lingua sen ningúnproblema cun angolano, un mozambiqueño, un caboverdiano, un brasileiro ou un miñoto. Mesmo cun lisboeta, despois dun certo tempode adaptación do ouvido á extrema consonantización típica da variante do portugués falada no Mar da Palha.


Camilo Nogueira fala da língua, da história e do futuro. E de nós, também. Os lisboetas, que nem sabem o que é a Galiza, impuseram-nos uma norma e negaram-nos a legitimidade da fala. Pena é a norma que ele utiliza. Rebate-a mas escreve-a.

BLOGADO ÀS 19:44:29

25-08-2007

FOTOS, PORTUGAL MELHOR

porto, esquina

E é por pequenas pérolas destas que, quando oiço alguém a desvalorizar os grafitis, me apetece apenas enfiar-lhes o nariz pelo cérebro dentro.

BLOGADO ÀS 01:02:15

15-04-2006

PORTURARIDADE, PORTUGAL MELHOR

o rearranjo do tempo

Tenho sempre a sensação de que, no meu futuro, algum destino superior me espera. Algo que me estimule a continuar. Que me alente os dias difíceis. Algo como ser um Master of the Universe.

Como Master of the Universe (ou vencedor do Euromilhões em semana de jackpot, que dá poderes semelhantes), tomaria logo de início a grande decisão para estimular a felicidade dos portugueses. Acabaria, sem apelo nem agravo, com as manhãs. O flagelo de acordar, e que provoca aquelas caras macilentas e remelas manhosas desapareceriam, e tudo estaria bem. Claro que para aproveitar as horas de luz e não prejudicar a nossa querida produtividade, as tardes teriam o dobro da dimensão. Assim poderiam acomodar as indigestas horas depois do almoço e muitas outras de trabalho produtivo.

Como conseguiria isto, perguntam vocês, incrédulos, boquiabertos e babados? Para os meus futuros poderes nada será complicado, e, usando um pouco de ciência, acelerarei vertiginosamente a rotação da terra quando for manhã em Portugal, e porei o globo a girar a metade da velocidade durante a tarde. É uma solução bastante simples, admito, mas apenas ao alcance de uma grande mente (como a minha, é óbvio). E o meu plano tem contrapartidas secundárias: com as rotações trocadas, em locais como o Japão ou Estados Unidos, as grandes potências actuais, o momento de comer a sobremesa desaparecerá por completo. Isto devido ao facto de, como todos sabem, quando é manhã em Portugal, nos Estados Unidos e Japão come-se a sobremesa.

Voltarei a estes assuntos. Pelo bem do país. E pela minha auto-estima.

BLOGADO ÀS 01:27:34
blog soft