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17-07-2009

PORTURARIDADE, GALIZA, ENTRE-DOURO-E-MINHO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 16/7/09

* Só para provar que a Assembleia Metropolitana serve para alguma coisa:

(...)

Assim, a Assembleia Metropolitana do Porto, reunida em 10 de Julho de 2009,
considera prioritária a ligação ferroviária Porto-Vigo em Velocidade Elevada, e
reclama do governo e das competentes entidades públicas:
-a construção duma linha nova,
-em bitola europeia (1.435 mm),
-e com uma estação ferroviária no Aeroporto de Pedras Rubras

(...)

Via Baixa do Porto. Objetivo, necessário e sem nenhum erro. Notável.


* O Governo vai aprovar um decreto-lei para que os professores de Atividades Extra-Curriculares sejam contratados sem recurso a recibos-verdes. Parte das Câmaras oferecia já contrato aos professores das AECs, e sem decreto-lei do Governo. O que teria sentido era que a Direção Geral do Trabalho investigasse todas as Câmaras que, durante todo este período, furaram a lei contratando profissionais para uma atividade que nunca foi de recibos-verdes.

Ministério promete resolver situação de professores de actividades de enriquecimento curricular

(...)

O Governo vai aprovar, esta quinta-feira em Conselho de Ministros, o decreto-lei que resolve a situação dos 15 mil professores das actividades de enriquecimento curricular.

O contrato destes técnicos era muito precário, como reconhece o Ministério da Educação, porque os professores eram contratados pelas autarquias em regime de recibos verdes.

Mas, a partir de agora, avançou à TSF o secretário de Estado, Valter Lemos, serão criadas as condições necessárias e legais para que as autarquias celebrem contratos de trabalho com estes docentes.

(...)

O dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, comentou esta posição do Governo, afirmando que o Ministério apenas está a fazer cumprir a lei.

«O Governo vir dizer que vai repôr o que está na lei, quer dizer que se assim não for teríamos um Governo fora da lei. Em primeiro lugar, a existência de um contrato para esta situação é obrigatório, portanto, o Governo não via impôr nada que seja novo», declarou.

(...)



Na TSF.


* O TAF relata o nascimento da Rede Norte:

(...)

Foi neste espírito de aproveitar a riqueza dispersa pela sociedade civil que nasceu recentemente a Rede Norte: uma plataforma destinada a agregar competências complementares da Associação de Cidadãos do Porto, da Associação Comboios XXI (de Braga), da Campo Aberto (dedicada ao ambiente e ordenamento do território), e de mais organizações que a estas se queiram reunir. Junta-se assim massa crítica para gerar propostas concretas baseadas em estudos sólidos, que serão oferecidas ao poder político para implantação. Em termos simples: é "preparar a papinha" para quem tem o poder executivo.

(...)





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BLOGADO ÀS 01:07:41

01-07-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, GRANDE PORTO

Atualizações 30/6/09

* Texto meu no PGL.


* A obra avança - Ana Paula Vitorino é, para já, mulher de palavra:

Linha de Leixões – Reactivação do Serviço de Passageiros
Consignada empreitada de construção das infra-estruturas da 1ª fase


No âmbito do protocolo celebrado em 22 de Maio de 2009, entre a REFER, o Município de Matosinhos e a CP Comboios de Portugal, foram ontem consignados os trabalhos da empreitada de construção das infra-estruturas da 1ª fase de reactivação do serviço comercial de passageiros na Linha de Leixões, entre as estações de Ermesinde e Leça do Balio, numa extensão de 10,6 km, servindo as estações intermédias de S. Gemil e S. Mamede de Infesta.

Adjudicados à empresa Maranhão – Sociedade de Construções, Lda, por 476.445,00 euros e um prazo de execução de 60 dias de calendário, os trabalhos compreendem a realização das seguintes intervenções principais:

– Alteamento das plataformas existentes nas estações de S. Mamede de Infesta e Leça do Balio;
– Construção de uma nova plataforma na estação de S. Gemil;
– Colocação de abrigos e iluminação nas plataformas de S. Gemil, S. Mamede de Infesta e Leça do Balio.

(...)



Na REFER.



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BLOGADO ÀS 01:02:08

25-06-2009

LÍNGUA, PÓVOA-VILA, GRANDE PORTO, MOBILIDADE, ESPAÑA ESTRAÑA

Atualizações 24/6/09

* Entrevista a Joan Solá:

¿Entonces la única solución es tener un Estado propio?

Yo no digo eso. Digo que la única manera de salvar la lengua es tener una concepción política de este país no subordinada. ¿Cómo debe ser? El ideal evidentemente es la independencia, pero podría haber una fórmula intermedia tan digna como esa. Como pasa en Suiza, Canadá o Bélgica por ejemplo , que son países donde la situación lingüística no está tan podrida como aquí.



No Público.es, via PGL.


* É na sexta que começam a fazer tudo direito?

Ana Paula Vitorino avança

Autoridades dos Transportes iniciam trabalhos esta semana

A secretária de Estado dos Transportes avançou que o Conselho Geral da Autoridade Metropolitana dos Transportes (AMT) de Lisboa irá reunir pela primeira vez amanhã. Na ordem de trabalhos estão dois assuntos: eleger os representantes para o Conselho Executivo e eleger o presidente do Conselho Geral. A mesma ordem de trabalhos marcará a primeira reunião da AMT do Porto, a realizar na sexta-feira.
Ana Paula Vitorino confirmou ainda à Transportes em Revista os nomes escolhidos para as presidências. Tal como a Transportes em Revista anunciou, Carlos Correia foi o escolhido para a AMT de Lisboa, enquanto Isabel Oneto (na foto) deverá encabeçar a autoridade do Porto.



Na Transporte em Revista.



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BLOGADO ÀS 01:55:24

20-06-2009

URBANISMO DE PONTA, POLÍTICA À PORTUGUESA, GRANDE PORTO, METRO, BRAGA - VALE DO AVE

Atualizações 19/6/09

* Mais sobre a 'Linha de São Mamede' (Matosinhos - São João). Não é que me desagrade o traçado. O que estranho é que não haja qualquer coordenação com o projeto da CP, que também calcorreará aqueles terrenos.

Metro vai partir da praia e chega em túnel ao S. João

Linha por S. Mamede criará mais nove estações no concelho

A terceira linha do metro de Matosinhos, que passará por S. Mamede de Infesta, parte da praia à superfície e chega enterrada ao Hospital de S. João (Porto). A ligação aproveita o corredor da Linha Azul e cria mais nove estações no concelho.

O metro atracará, pela primeira vez, na frente de mar com uma estação na Avenida da República, a poucos passos da praia de Matosinhos. Essa mudança obriga a deslocar a estátua de Passos Manuel e mexe com o trajecto das restantes ligações ao município. O término da actual Linha Azul e da futura ligação a S. Mamede de Infesta e ao Hospital de S. João no Porto passará a ser na praia de Matosinhos. A plataforma do Senhor de Matosinhos será o término da linha do Campo Alegre.

Essa alteração visa anular a curva existente na Linha Azul no cruzamento da Brito Capelo com a Avenida da República. A Câmara matosinhense reivindica o enterramento do metro no troço pedonal daquela rua, antes do cruzamento com a avenida. Daí rumaria a S. Bento (Porto). Essa solução, defendida pelo presidente Guilherme Pinto, evitaria constrangimentos no trânsito de viaturas e no acesso a garagens e a estabelecimentos comerciais, provocados pela circulação das composições à superfície em Brito Capelo: "Não há razão para que este constrangimento urbanístico não seja abordado de outra forma", entende o autarca. A hipótese está a ser estudada pela Metro.

Quem vier do Senhor de Matosinhos e tiver a Senhora da Hora ou a Trindade por destino, terá de fazer um transbordo no troço pedonal da Rua de Brito Capelo. Essa mudança só ocorrerá após a entrada em operação da linha Ocidental entre Porto e Matosinhos, prevista para 2014. Só dois anos mais tarde, as composições da terceira linha entre os dois concelhos começarão a circular.

Além da nova estação na praia de Matosinhos, o traçado contempla a reformulação da plataforma da Fonte de Cuco e a execução de mais sete estações. O novo troço tem seis quilómetros e metade é à superfície. "Esta linha é decisiva, pois permitirá que milhares de utentes que hoje vão ao centro do Porto passem a seguir, directamente, para o Hospital de S. João e para o pólo universitário. Serve não só os matosinhenses, mas também pessoas da Maia, da Póvoa, de Vila do Conde e da Trofa", sublinha Guilherme Pinto.

O autarca não tem dúvidas de que a nova ligação se justifica, até porque servirá zonas densamente povoadas do concelho. As composições enterrarão na Avenida de Xanana Gusmão (embora a estação na avenida ainda seja à superfície) e voltam a ver a luz do dia junto ao ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, onde será edificado um parque de estacionamento. Enterra de novo em direcção ao Hospital de S. João.

Assim, contam-se quatro estações subterrâneas: uma na Rua de Elaine Sanceau, à porta da igreja de Padrão da Légua; a da Pedra Verde, na Rua de 5 de Outubro próximo do cruzamento com a Avenida do Conde; a de S. Mamede de Infesta, que fica por baixo da igreja de S. Mamede (a área envolvente ao templo será recuperada); a do Hospital de S. João. Esta plataforma será rasgada na fronteira de Matosinhos com o Porto, em frente à unidade hospitalar.

Já a estação de Fonte do Cuco, sofrerá uma intervenção de vulto. A plataforma - que serve as linhas Vermelha, Verde e Violeta - será deslocada. Ficará por baixo de um viaduto a construir paralela à travessia rodoviária existente na Avenida de Vasco da Gama (conhecido por viaduto do Londres). A estação ficará no novo viaduto, com um elevador de acesso à Avenida Fabril do Norte.



No JN.



(grande)


* Em Braga, continua a promiscuidade extrema entre obra pública e ciclos eleitorais:

Túnel da avenida abre com candidatura de Mesquita



No JN.



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BLOGADO ÀS 02:14:57

18-06-2009

LÍNGUA, VÍDEOS, IMAGENS, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO, ESPAÑA ESTRAÑA, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 17/6/09

* Não acompanhei o debate no Parlamento (a ligação vídeo que tuítei foi tomada pelo Constâncio e o BPN), mas isto aconteceu:

Adjudicação só será formalizada após as eleições

Depois de um colóquio que decorreu na Assembleia da República dedicado ao projecto do alta velocidade, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações revelou que a assinatura do contrato de adjudicação do primeiro troço do alta velocidade, entre o Poceirão e Caia, ficará para depois das eleições, só devendo ser assinado no final do ano. As bases da concessão terão ainda de der promulgadas pelo Presidente da República e só depois o consórcio vencedor poderá avançar com os estudos técnicos e posterior início da construção. Em declarações ao Diário Económico, Mário Lino afirmou “não crer que o veto vá acontecer”, uma vez que “a alta velocidade é para o Governo uma prioridade política com calendários bem definidos e que têm vindo a ser cumpridos”. A actual conjectura económica também parece não ser impedimento para o seguimento do projecto. Segundo o ministro, “Não está previsto gastar dinheiro em 2009 com a alta velocidade. Só a partir do final de 2010 [quando arrancar a obra] é que o Governo entra com dinheiro e a maior parte será em 2011 e 2012, na fase da construção”.
Segundo o Diário Económico, Manuela Ferreira Leite afirmou que se ganhar as eleições “a primeira coisa a fazer é adiar” o projecto do alta velocidade, para em seguida “fazer uma análise muito profunda dos encargos que isso tem no futuro”.



Na Transportes em Revista. Nunca pensei desejar tanto a vitória da Ferreira Leite. Com o dinheiro que se planeia gastar na Alta Velocidade, ganhávamos uma ótima rede convencional e ainda se melhoravam as ligações internacionais, que também mobilizam fundos europeus.


* O Metro do Porto chegou, como já disse, ao google transit. O que descobri ontem foi que o google transit também funciona em telemóvel. Seja, em qualquer situação um telemóvel com internet pode dizer-nos qual o(s) próximo(s) metro(s) entre as estações que quisermos, o preço, etc. Esqueçam os horários em papel. Depois do Itinerarium, eis a evolução gráfica. Algum dia será mundial e completa.



(grande)


* Um esboço do que poderia ser a nossa rede ferroviária (abraço, Rui):


(grande)


* Nacionalismo linguístico espanhol (via Made in Galiza)





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BLOGADO ÀS 00:45:23

10-06-2009

PORTURARIDADE, LÍNGUA, CENTRALISMO, GRANDE PORTO, ESPAÑA ESTRAÑA

Atualizações 9/6/09

* Continua a ofensiva monolingue na Estado espanhol, ou de como se usa a 'democracia' e o 'direito de escolha' para se proceder à substituição linguística. Se no tempo do Franco e em todos os séculos anteriores essa substituição era feita à força, agora utilizam-se tribunais e eleições:

Éuscaro perde a condição de língua veicular no ensino do País Basco

O Tribunal Superior de Justiça do País Basco suspendeu cautelarmente os decretos que faziam da língua basca a principal língua de comunicação no ensino primário e no bacharelato

Nationalia.cat - Começa o retrocesso da língua basca em Araba, Biscaia e Guipúscoa. O Tribunal Superior de Justiça do País Basco (STJPV) suspendeu cautelarmente dois decretos aprovados pelo Governo anterior que garantiam ao éuscaro a condição de língua veicular no ensino primário e no bacharelato.

Mal que foram apresentados esses decretos, uma associação de pais e mães chamada Plataforma por la Libertad de Elección Lingüística, recorreu nos tribunais ao considerar que era suprimido o direito de escolher a língua castelhana.

O tribunal aceitou os recursos a trâmite, e por isso procedeu de imediato a suspender os decretos de maneira cautelar. Segundo informa o diariovasco.com, o novo lehendakari socialista, Patxi López, já disse durante a sua sessão de investidura que se comprometia a derrogar "imediatamente" os artigos dos decretos que estabelecem o éuscaro como língua veicular. Segundo o diário, os decretos puderam ser suspensos sem mais dificuldades porque "a Administração não se opõe".

Ante esta notícia, a organização interessada mostrou-se satisfeita e desafiante: "os centros de ensino não se poderão amparar na existência de uns decretos para fazer mudanças nos modelos de ensino de duvidosa legalidade", segundo publica El Correo. Segundo este mesmo meio, a secção do Partido Popular no País Basco não demorou em se felicitar por uma decisão que, dizem, "confirma a ilegalidade das políticas de imposição do éuscaro desenvolvidas pelo anterior departamento da educação".



No PGL.


* Já há um projeto concluído - até podem achá-lo feio, mas pelo menos aproveitavam o levantamento:

Direcção Regional de Cultura está a concluir recolha de informação para a recuperação do Mercado do Bolhão



No Público.


* Em Lx, há quem ainda tenha a cabeça enfiada no cu:

José Manuel Costa lembra que em 1980, ano de abertura da sala de cinema na Rua de Barata Salgueiro, a Cinemateca Portuguesa era "o único sítio onde se podia ver a história do cinema, e esse foi o contexto que determinou toda a doutrina de fundo".



No Público.


* Mais sobre o PDM de Espinho. Talvez não tenha sido boa ideia fazer um Plano destes 'sem a presença de um arquitecto', mas a ideia de aumentar 'significativamente a possibilidade de se construir em zonas rurais' é claramente uma ideia errada. Em Gaia e agora em Espinho (as situações que tenho acompanhado) persistem nesta ideia bizarra - mais do que consolidar o núcleo urbano, a ideia é de avançar para o campo. Se na Holanda pensassem assim já não havia Groene Hart para ninguém.

E não podem argumentar que há vários núcleos urbanos, porque a responsabilidade é sempre de quem planeou no passado e de quem planeia agora para o futuro. Se houvesse autoridades metropolitanas / regionais de planeamento urbanístico, podia-se aliviar as Câmaras deste fardo que, obviamente, as ultrapassa.



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BLOGADO ÀS 00:14:24

08-06-2009

FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, GRANDE PORTO

Atualizações 7/6/09

*

Isabel Oneto e Carlos Correia nas Autoridades de Transportes

Após anos de espera, as Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa vão ter autoridade para coordenar os transportes

Ao fim de quatro anos e dois meses, Isabel Oneto abandona as funções de governadora civil do Porto para assumir o cargo de presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT) do Porto, entidade que vai coordenar o sistema de transportes a nível supramunicipal. Para a AMT de Lisboa, o PÚBLICO apurou que foi convidado o engenheiro Carlos Correia, actual número dois no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.
Uma das primeiras tarefas desta nova entidade é elaborar um inquérito à mobilidade e conceber o Plano de Deslocações Urbanas e do Programa Operacional de Transportes, cabendo a este último a regulamentar todos os aspectos necessários à operação do transporte de passageiros, desde os itinerários, horários e tarifários, até aos interfaces e estacionamento de âmbito metropolitana.

(...)



No Público. Já só falta o Governo perceber que Portugal não é só Lisboa e Porto para a lógica de transportes do país andar para a frente. Era bom que a AMT tivesse já o seu dedo na reabertura da Linha de Leixões, projeto isolado da CP e da REFER sem qualquer possibilidade de sucesso no curto prazo.


* Soa bem (mas cheira mal):

Medidas até 2016

Governo lança programa para reduzir lixo urbano

Fraldas reutilizáveis, menos jornais gratuitos, facturas electrónicas, e água da torneira em vez de garrafa estão entre as medidas de um plano apresentado hoje pelo Ministério do Ambiente para reduzir a quantidade de lixo produzida no país. A acção mais eficaz, porém, é fazer compostagem dos resíduos orgânicos em casa.

É a terceira tentativa oficial de se controlar a produção de lixo. O primeiro Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU I) não atingiu a sua meta de redução. E o PERSU II (2007-2016) começou mal: em 2007 também falhou a alvo.

O agora divulgado Programa Nacional de Prevenção de Resíduos Urbanos promete reduzir, através de um conjunto de medidas, a recolha de lixo entre 50 e 100 quilos por pessoa, por ano. Cada português deita fora 470 quilos de lixo por ano.

A compostagem é a medida com maior efeito. Numa habitação portuguesa, cerca de um terço do lixo é composto por resíduos orgânicos – como cascas de frutas ou restos de comida. Com a compostagem em casa, nas escolas e em zonas rurais, pode-se reduzir o lixo orgânico em cerca de 17 por cento.

As fraldas descartáveis podem ser evitadas em 20 por cento, segundo o plano. Mas o peso absoluto desta redução, no cômputo geral, é mais reduzido.

No cenário mais optimista, a produção total de lixo poderia ser reduzida em 17 por cento até 2016. Um cenário menos optimista – mas mais adaptado à realidade portuguesa, segundo o plano – coloca a redução em 10 por cento. Se nada for feito, estima-se que a quantidade de lixo crescerá quatro por cento.

O programa hoje apresentado não traz detalhes sobre como será posto em prática, que tipo de infra-estruturas serão necessárias, nem onde se irá buscar dinheiro ou incentivos para a sua implementação.



No Público.


* A CP, animal bizarro, dá sempre quatro passos atrás antes de dar meio passo em frente:

Transportadora nacional não tem vendas de viagens internacionais pela Net, mas diz que é prioridade

Renfe tem bilhetes a metade do preço da CP para a mesma viagem entre Lisboa e Madrid

Imagine que quer ir a Madrid no Talgo Lusitânia Hotel dentro de um mês. Vai ao site da CP e vê que um compartimento single em classe preferente (com cama, casa de banho e duche privativo) custa 151,60 euros. Por esse preço, talvez opte pelo avião, que tem preços em conta, mas em jeito de curiosidade decide espreitar o site da Renfe (operadora ferroviária espanhola).

Aí descobre com grande surpresa que pode comprar logo por via electrónica (coisa que o site da CP não permite) um bilhete para a mesma viagem por apenas 60,20 euros, ou seja, menos de metade do preço.

Esta tarifa não admite alterações de datas, mas há outra a 90 euros, que também pode ser comprada na Internet e que permite trocas e reembolsos.

Será isto o mercado a funcionar? Concorrência pura entre a CP e a Renfe?

Não. O Lusitânia Comboio Hotel é um produto explorado em conjunto pela CP e pela Renfe "numa repartição de 50 por cento, quer em custos, quer em receitas, existindo regularmente reuniões entre as duas companhias para aferição de políticas comerciais e acertos de gestão", explicou ao PÚBLICO fonte oficial da transportadora portuguesa. Ou seja, CP e Renfe são sócias neste comboio.

A mesma fonte diz ainda que "os valores em vigor no site da Renfe estão em linha com uma política de yield management [flexibilidade comercial de descontos] que está a ser aplicada e apenas disponível nas vendas efectuadas pela Internet". Ora como a CP não tem venda on-line no serviço internacional, não pode prestar aos seus clientes os mesmos descontos que a sua sócia Renfe.

A impossibilidade de vender bilhetes pela Internet aplica-se também ao comboio Sud Expresso, que liga diariamente Lisboa à fronteira francesa de Hendaya, dando ligação ao TGV para Paris. Em toda a Europa a maioria dos sites das empresas ferroviárias funcionam em rede e é fácil comprar bilhetes para os comboios internacionais.

Mas quem quiser ir, por exemplo, para Salamanca, San Sebastian, Bordéus, ou Paris, nem sequer consegue saber no site e no call center da CP das disponibilidades de reserva. E menos ainda adquirir o bilhete, coisa que também não é possível fazer de forma imediata numa agência de viagens. Para tal, só mesmo em algumas das estações principais da CP.

No ano passado, Nuno Moreira, administrador da empresa, garantia ao PÚBLICO (3/3/2008) que ainda nesse ano a CP iria aderir à rede Hermes (uma gigantesca base de dados europeia com horários de comboios e tarifas), mas entretanto nada mudou.

Dificuldades técnicas por parte da Fujitsu-Sadamel, fornecedor da CP que também está a equipar as estações de Sintra e de Cascais com equipamento automático, estarão na origem desta incapacidade.

No entanto, a mesma fonte oficial diz que a disponibilização de uma aplicação informática para o serviço internacional, quer na rede de bilheteiras da CP, quer no seu site, "continua a ser um dos aspectos prioritários para a nossa rede de vendas".

Houve um tempo em que, mesmo nas mais recônditas estações da CP, o funcionário, à luz do candeeiro a petróleo, passava bilhetes de qualquer origem para qualquer destino, calculando à mão o número de quilómetros da viagem, os transbordos e a categoria dos comboios para chegar ao tarifário certo.

Hoje, apesar dos modernos sistemas informáticos substituírem o papel químico, não é possível em Cascais comprar um bilhete para o Porto. E no Rossio não se pode comprar um bilhete para Torres Vedras. E em Braga é preciso ir a duas bilheteiras que estão lado a lado para se comprar uma viagem para Santarém.

Os exemplos são inúmeros e devem-se à opção, durante o consulado de Crisóstomo Teixeira à frente dos destinos da CP, em partir a empresas em unidades de negócio que deveriam ficar "a um passo da escritura" na expectativa de uma futura privatização. Deste modo, criaram-se várias mini-CP que passaram a actuar de costas voltadas sem ter em conta as vantagens do funcionamento em rede do sistema ferroviário.

O actual presidente, Cardoso dos Reis (na foto), reconhece que foi um erro e quer fazer o caminho inverso, regressando às "bilheteiras universais". Mas este tem-se revelado difícil, quer pelas incompatibilidades técnicas do sistema anterior que foi longe de mais, quer pela fraca prioridade dada à nova estratégia.



No Público.


* É por isto que esta gentinha há de morrer ignorante. Está bem que também vão ensinar português aos galegos, mas ensinar espanhol aos flavienses? Há de ser o dispêndio de dinheiros públicos mais parvo dos últimos anos em Trás-os-Montes:

"Posta transmontana é um troço de terneira"

Profissionais de restauração e hotelaria de Chaves receberam aulas de espanhol, no âmbito da eurocidade Chaves/Verín. O objectivo foi aumentar o vocabulário para melhor comunicar com os clientes do lado de lá.

(...)



No JN.



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BLOGADO ÀS 00:02:51

05-06-2009

OCORRÊNCIAS, FERROVIÁRIO, NORTE, PORTUGAL ESPERTO, GRANDE PORTO

Atualizações 4/6/09

* Os habitantes da Gronelândia (grunhos?) querem é estar sozinhos. A diferença entre eles e galegos, bascos, catalães, bretões, norte-irlandeses, etc. é que moram num país que se aproxima muito de uma democracia, e não as nossas democracias a fingir do centro-sul da Europa.

Esquerda pró-independência venceu eleições na Gronelândia
Partido Inuit Ataqatigiit põe fim a 30 anos de governo social-democrata

O partido de esquerda Inuit Ataqatigiit (Comunidade do Povo) venceu as eleições parlamentares na Gronelândia, pondo fim à governação de 30 anos dos social-democratas do Suimut no território autonómo da Dinamarca.

Com os votos das eleições de terça-feira praticamente todos contados, o pró-independentista IA tinha 43,7 por cento contra apenas 26,5 do Suimut, igualmente favorável à independência, segundo dados divulgados pela edição “on-line” do “The Copenhagen Post”.

O Inui Ataqatigiit vai governar a Gronelândia com o estatuto de autonomia alargada aprovado no ano passado por 75,5 por cento dos votos expressos e que entra em vigor no próximo dia 21.

As eleições foram convocadas pelo primeiro-ministro cessante, Hans Enoksen, que considerou “apropriado” antecipar a escolha em seis meses para ouvir a população sobre a escolha da equipa que vai gerir a “nova época”. A intenção dos principais partidos é preparar a última etapa antes da independência, que pretendem ver concretizada em 2021 - quando passam 300 anos sobre o início da colonização dinamarquesa.

O novo estatuto de autonomia confere aos habitantes da Gronelândia o direito à autodeterminação, o reconhecimento enquanto povo e dá-lhes o direito a controlar os seus próprios recursos minerais – petróleo, gás, diamantes, urânio, zinco e chumbo. A Dinamarca mantém as competências em matéria de Defesa e Negócios Estrangeiros.



No Público.


* Grande confusão em Espinho:

30 arquitectos contra novo Plano Director

(...)

Numa iniciativa que se diz ser inédita em Portugal, 30 arquitectos de Espinho juntaram-se num movimento de contestação contra o novo PDM que até meados deste mês se manterá em discussão pública. O grupo de arquitectos, que diz nunca ter sido tido nem achado nos dez anos que demorou a revisão do documento estratégico, diz temer que a aprovação do Plano tal como está leve a que o concelho se transforme num deserto de gente e de investimentos. O futuro de Espinho, acreditam, passará por se transformar num dormitório da Área Metropolitana do Porto.

Num documento já entregue à Câmara, os arquitectos fazem notar que, se o novo PDM passar, verificar-se-á uma redução de 68% da capacidade de construção e de alojamento no concelho, o que levará, obrigatoriamente, a um decréscimo populacional.

É que, segundo explicaram ao JN, além da altura dos prédios não poder ultrapassar os três pisos, fora dos centros das cinco freguesias do concelho, não será, por exemplo, possível construir num lote de 1000 metros quadrados, só o podendo fazer em terrenos muito maiores e consequentemente com custos muito mais elevados.

Os entraves à construção, dizem, serão tantos que os jovens espinhenses não terão outra hipótese se não a de fugir para os concelhos limítrofes, já que o custo das habitações será cada vez mais elevado.

Uma situação que levará a que o concelho venha a ser habitado apenas por elites, isto porque "quem nasceu, cresceu e viveu cá, não tem capacidade económica para comprar habitação em Espinho". Mais: a situação levará mesmo, acrescentam, à proliferação das construções clandestinas, um mal que grassa no concelho.

Os arquitectos pedem, assim, a suspensão imediata do Plano, até porque consideram que o mês dado para a discussão pública é escasso, isto para que seja possível analisá-lo convenientemente.

(...)



No JN.
Aprecio a fineza do paradoxo: Espinho vai transformar-se "num deserto de gente e de investimentos", ou seja, um "dormitório da Área Metropolitana do Porto". Deserto=dormitório. Claro como água.

Outra conclusão notável: como a capacidade de construção futura vai ser menor que a atual, a população vai diminuir. Espinho vai continuar a ter capacidade construtiva; como essa capacidade vai ser reduzida, construir-se-ão menos edifícios do que os que se constroem neste momento. Mas o número de edifícios continuará a aumentar. Até aí, ok, normal. Mas o que leva estes arquitetos a crer que, por isso, a população irá diminuir? Ignoro.

O que move estes arquitetos é um equívoco recorrente: o de que desenvolvimento é crescimento. Em termos urbanísticos, locais, no que toca ao desenvolvimento, o mais importante é o reforço da qualidade de vida. Nas administrações autárquicas, por outro lado, desenvolvimento implica crescimento físico. Aumento de casas, ruas, rotundas, centros comerciais, pessoas. O objetivo primordial do autarca não é aumentar - é melhorar. A Câmara de Espinho, pelo pouco que li, merece os meus parabéns.

(e, nesta notícia, é ocultada qualquer ideia de 'renovação urbana' - como se só contassem as casas novas)


* Estação no São João está bem, mas a linha é de comboio, gente, não de metro:

Exigidas mais estações para a linha de Leixões
Câmara defende construção de apeadeiro nas Arroteias, criando ligação com linha Amarela do metro

A Câmara da Maia exige a construção de mais duas estações na linha ferroviária de Leixões, que voltará a ter passageiros a partir de Setembro. Uma das plataformas (Arroteias) serviria de ligação com a estação de metro do Hospital de S. João.

(...)



No JN.



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BLOGADO ÀS 01:05:22

03-06-2009

CARTAZ, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, GRANDE PORTO

Atualizações 2/6/09

* O que eu acho em relação ao PDM de Gaia é. É. Sei lá. Não sei o que achar de tanta trapalhada junta:

Novo PDM aprovado com atraso de cinco anos
PS e CDU dizem que o plano discrimina o interior do concelho epermite mais construção no litoral

O novo Plano Director Municipal de Gaia não resolverá as assimetrias do concelho. É, pelo menos, a convicção do PS e da CDU, certos de que o documento discrimina o interior e permite mais construção no litoral e no centro urbano.

Esta é uma das principais críticas da Oposição ao plano, aprovado ontem de manhã pelo Executivo com a abstenção dos socialistas e o voto contra da CDU. O presidente Luís Filipe Menezes reconheceu esse pecado, mas considera que o Plano Director Municipal (PDM) é "bom" e "pragmático", procurando adaptar-se à realidade de desenvolvimento do concelho. O socialista Barbosa Ribeiro até dá nota positiva ao capítulo da mobilidade e nem está preocupado com o facto de 70% do solo de Gaia ser urbanizável. Lamenta é que a maioria dos terrenos que compõem os 30% não urbanizáveis fique nas freguesias do interior do concelho.

"É muito restritivo em relação à construção no interior do concelho, agravando a sua desertificação, mas, em contrapartida, apresenta-se muito permissivo no núcleo urbano e na frente de mar", indicou o autarca, enunciando que grande parte das 922 participações, feitas na discussão pública do PDM, veio de freguesias do interior Nascente e Sul.

Também o vereador da CDU João Tiago Silva condena esse "crescimento dual" e vai mais longe, considerando que o PDM "não serve o Município". Luís Filipe Menezes explicou que o aumento do solo urbano no interior foi travado por "organismos tutelares". Entenderam não ser necessário aumentar a área urbana quando a capacidade actual não foi esgotada.

"Fez-se um enorme esforço e deu-se um grande salto no interior. 35% do investimento público em Gaia foi concentrado em seis freguesias onde só vive 12% da população", destacou. A dificuldade em desafectar áreas de reserva ecológica e agrícola no interior do concelho para afectá-las a solo urbano foi confirmada pelo director municipal do Urbanismo, Mota e Silva, lembrando, ainda, os obstáculos burocráticos. O PDM beneficiou de um conjunto de planos de urbanização e de pormenor em elaboração que tinha esbarrado na "teia burocrática da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Chegámos a ter 23 planos à espera de parecer. Decidimos abandonar esse trabalho e integrá-los no PDM", acrescentou Mota e Silva.

A burocracia serve, também, de justificação para o atraso na revisão do plano que, segundo a Oposição, deveria estar pronto há cinco anos. A CDU assinala que, apesar da demora, o PSD/PP "impediu a participação de outras forças partidárias" na elaboração do documento e critica que a falta de empenhamento na resolução do problema das habitações clandestinas na serra do Pilar.

Luís Filipe Menezes devolveu a crítica à CDU. "A escarpa da serra do Pilar, a jusante da ponte do Infante, é reserva ecológica nacional pura e dura. Para alterá-la, é preciso mudar as directivas comunitárias. Mas a CDU acha que, para ganhar uns votitos, vale tudo", acusou. O autarca destacou, porém, que o actual PDM permitirá a legalização da maioria dos núcleos de construção clandestina existentes no Município.



No JN. E votam os eleitores nestas pessoas, e estas pessoas acham que sabem o que estão a fazer. Deus, como estão errados.


* Prémio Pessoa para Arménio Vieira. Cabe-me dizer, parabéns, caro autor desconhecido.



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BLOGADO ÀS 09:25:12

30-05-2009

LÍNGUA, GALIZA, AMIGOS, ENTRE-DOURO-E-MINHO

Atualizações 30/5/09

* O Valentim, camarada cá da malta, vai ser o novo presidente da AGAL. Parabéns, amigo. Coragem para o futuro.


* Melgaço e Monção já dispõe de (razoáveis) ligações ferroviárias a Vigo e Ourense: basta-lhes cruzar o rio Minho e, em Arbo ou Salvaterra, apanhar um comboio galego. Uma maneira simples de otimizar as ligações ferroviárias nesta zona era promover comboios diretos entre Ourense e o Porto. Assim, aos habitantes de Melgaço e Monção bastava-lhes cruzar uma ponte para terem uma ligação direta ao Porto. Esta seria a verdadeira 'Linha do Minho'.



(grande)



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BLOGADO ÀS 00:43:29

29-05-2009

PORTURARIDADE, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 28/5/09

* O que nos tentam vender em Portugal como PIN, ou como projeto gerador de empregos ou de desenvolvimento (como desculpa para atropelos ambientais ou urbanísticos) é tratado na Suécia da seguinte maneira:

(...)

Hans Wradhe termina uma descrição das intermináveis exigências ambientais que precedem cada novo investimento na Suécia. Um dos nove jornalista europeus presentes naquela pequena sala do enorme edifício da Agência para a Protecção do Ambiente (APA), em Estocolmo, tem uma dúvida: um projecto que não cumpra todos os requisitos pode ser autorizado, com o pretexto de um, digamos, potencial interesse público? O conselheiro sénior da APA não entende e pede para o jornalista se explicar melhor. Nova tentativa: nunca são abertas excepções com a justificação dos postos de trabalho e da riqueza que determinado projecto gera? O especialista faz uma pausa para mastigar bem a pergunta, que, nota-se, lhe soa ligeiramente ridícula. «Claro que não!».

(...)

Na Visão.



* Henrique Oliveira Sá fala sobre a ferrovia (artigo muito extenso e completo). Alguns excertos:

(...)

Se tivermos acesso ao Portal deste ministério, poderemos ler: “A linha de AV entre Lisboa e Madrid tem como tempo de percurso objectivo as 2h 45 m para a ligação directa de passageiros entre as duas capitais, cumprindo-se a ligação entre Évora e Lisboa em 30 m e os 167 km do troço Poceirão-Caia em menos de 29 m.”.

Uma simples regra de três simples leva-nos à conclusão que a velocidade média comercial entre Poceirão e Caia será de 345,5 km/h. E, sendo assim, batemos largamente todos os recordes mundiais de velocidade numa linha de exploração comercial. Incrível.

(...)

Portugal, com cerca de 92.000 km de superfície dispõe, actualmente, 30,6 km de linhas de cf. por 1.000 km2 de superfície; com a agravante dos seus traçados, muito antigos, não corresponderem em muitos casos às necessidades reais.

A Bélgica e a Holanda, por exemplo, com áreas muito inferiores, apresentam-se com 113,8 e 67,5 km de linhas por 1.000 km2, a Áustria com 74.9 e a Dinamarca com 47,5.

(...)




* Regionalização, cada vez mais premente:

(...)

Foram precisos dois anos para a Administração Central autorizar a linha da STCP entre Vila d'Este (Gaia) e Boavista (Porto). Finalmente, o aval chegou. Na mega-urbanização, 17 mil pessoas, sente-se a falta de transportes.

(...)



No JN.



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BLOGADO ÀS 01:23:27

25-05-2009

NOTAS, PORTURARIDADE, OCORRÊNCIAS, TERRA, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, MULHERES, GRANDE PORTO

Atualizações 24/5/09

* Mais sobre a Linha de Leixões:

Linha volta a ter passageiros em Setembro

A Linha de Leixões voltará a ter passageiros em Setembro, estimando-se que venha a servir 2,9 milhões de pessoas por ano. Para já, os comboios ligarão Leça do Balio a Ermesinde em 16 minutos. Só em 2010 chegará a Leixões.

A via - que hoje é utilizada apenas para o transporte de mercadorias (12 comboios por dia) após a suspensão do serviço de passageiros há muitos anos - cruza quatro concelhos: Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A operação com passageiros será retomada dentro de quatro meses, chegando a três dos quatro municípios, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha manifestado, ontem, a vontade de ver as composições chegarem, no futuro, a Campanhã.

Numa primeira fase e antes do arranque do ano lectivo, a governante quer os comboios a circularem na Linha de Leixões, com paragens em Ermesinde (Valongo), S. Gemil (Maia), S. Mamede de Infesta e Leça do Balio (Matosinhos). As composições dos serviços urbanos farão a ligação, mas o preço ainda não está definido.

O administrador da CP, Ricardo Bexiga, pretende integrar a linha no Andante. As expectativas são elevadas. A CP investiu 6,8 milhões de euros em material circulante e em equipamentos e espera gastar 340 mil euros por ano com pessoal. A empresa crê que cobrirá o investimento em três anos. Também a Refer vai intervir nas quatro estações, requalificando as plataformas e construindo abrigos para os passageiros. Os trabalhos, já adjudicados, começarão dentro em breve.

O serviço comercial ao longo dos 10,6 quilómetros será assegurado por 55 composições por dia e por sentido de segunda a sexta. Os passageiros contarão com um comboio de 30 em 30 minutos à hora de ponta e com um comboio por hora e por sentido nos restantes períodos. Aos fins-de-semana e feriados, terão disponíveis 35 comboios diários, o que corresponde a um comboio por hora e por sentido. O transporte é feito através de uma via única.

No dia em que foram celebrados os protocolos entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos para retomar o serviço de passageiros e entre a CP, a Refer e a APDL para a cedência de terrenos do Porto de Leixões, o presidente da Autarquia matosinhense, Guilherme Pinto, manifestou a convicção de que será possível estender a operação a Leixões dentro de um ano. Antes disso, será construída uma nova estação.

O estudo preliminar aponta para um investimento de 10 milhões de euros nos terrenos do antigo parque de espera do Porto de Leixões, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco. O futuro edifício terá uma ligação aérea à estação do metro no Senhor de Matosinhos, um interface para táxis e operadores de transporte público rodoviário e um parque de estacionamento. O complexo ferroviário do Porto de Leixões sofrerá alterações com a obra, que permite ampliar o terminal de contentores. A viagem entre Ermesinde e Leixões será de 30 minutos.

A Refer admite estudar a possibilidade de estender o serviço a outras paragens (recorde-se que a Linha de Leixões possui outras estações que não serão servidas), de acordo com a procura e as necessidades da população.

(...)



No JN. É óbvio que a empreitada tinha de ser dividida em duas. O troço a reabrir em Setembro não tem cruzamento com linhas do metro e é o que tem mais potencial de clientes. No outro troço, entre Leça do Balio e Leixões, é necessário coser a Linha de Leixões com as Linhas da Trofa, da Póvoa e de Matosinho (do Metro), construindo estações novas, o que demora mais tempo.

A ligação a Campanhã, através de Contumil, é essencial. E, no futuro, ligações a Braga, Guimarães e Marco, diretas a partir de Leixões. E para sul, também. Não se pode parar. Nunca.

E fazer a ligação da Linha Amarela à Linha de Leixões, não? Merda, são 300 metros.



(grande)


* Não o rapador de tachos, mas o antigo ditador - Salazar "sobrevive" na toponímia nacional em 20 localidades portuguesas. E é bom saber que

Em Atalaia, a 20 quilómetros a noroeste da capital de distrito, a rua Oliveira Salazar entronca com a Capitão Salgueiro Maia, o comandante da coluna militar que ocupou o Terreiro do Paço e levou à rendição de Marcelo Caetano no quartel do Carmo.



* Putas. Ganhámos a Palma de Ouro.




* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários está ainda mais atual.


* Uma mulher: Carice van Houten




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BLOGADO ÀS 01:29:32

23-05-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, TERRA, FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO

Atualizações 22/5/09

*

Acordo Ortográfico: Professores exigem formação prévia

Novo código entra em vigor nas escolas já no próximo ano lectivo. Professores pedem formação "atempada" e "rigorosa".



No JPN, via blogtailors.


* O TAF estreia-se a escrever no JN. Saudações cordiais para o amigo cronista, portanto. Duas notas. Não é Porto +Gaia +Matosinhos, mas sim Porto +Gaia +Matosinhos +Maia +Valongo +Gondomar. Mais de um milhão de habitantes. Se é para fazer a reforma, que se faça pelo todo e não uma meia-reforma, entregando-se a gestão das áreas mais periféricas aos concelhos que não integrarem esta massa urbana. E 'Um dos graves problemas com que se depara o país é a reduzida dimensão das autarquias', assim como autarquias grandes demais, como Gaia. Equilíbrio é o que se pede. Isso e a criação da definição 'concelho metropolitano'.


* Talvez seja mesmo desta - um serviço fraquinho, imagino, mas é melhor começar por algum lado:

Linha de Leixões

Novo serviço ferroviário de passageiros a partir de Setembro

Foram assinados no dia 22 de Maio dois protocolos que permitirão a criação de um Novo Serviço Ferroviário de Passageiros na Linha de Leixões. Os protocolos, homologados pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, envolveram a CP, a REFER, a APDL e a Câmara Municipal de Matosinhos.

(...)

Numa 1.ª Fase, já a partir de Setembro próximo, o serviço irá realizar-se na ligação Ermesinde – Leça do Balio, com paragem nas estações intermédias de São Gemil e de São Mamede de Infesta, prolongando-se numa 2.ª Fase até Leixões.

Na 1.ª Fase, o serviço será garantido com um comboio de meia em meia hora, nos dias úteis e nas horas de ponta, sendo de um comboio por hora nos restantes períodos de segunda a sexta-feira. Na estação de Ermesinde haverá ligações com as Linhas de Braga, Douro e Guimarães, e ao Porto - Campanhã, sendo oferecido um serviço urbano de 5 em 5 minutos.

Tendo em vista a adaptação da Linha (que actualmente serve apenas comboios de mercadorias para o porto de Leixões) à circulação de comboios de passageiros, a REFER vai proceder à realização de diversas obras de requalificação, nomeadamente, nas infra-estruturas de apoio aos passageiros nas estações de São Gemil, São Mamede de Infesta e Leça do Balio, na construção da nova Estação Intermodal de Leixões, na infra-estrutura ferroviária e na electrificação da ponta final da linha até à nova estação.



Na página da REFER.



(grande)



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BLOGADO ÀS 01:12:30

21-05-2009

OCORRÊNCIAS, TERRA, FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 20/5/09

* O estudo prévio da quadruplicação do troço Contumil-Ermesinde está em consulta pública:

Ampliar Linha do Minho obriga a demolir 14 casas

A ampliação de duas para quatro vias da Linha do Minho entre as estações de Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo) condena à demolição 14 habitações e algumas oficinas e armazéns. A maioria das casas fica em Rio Tinto.

A intervenção da Refer, que decorrerá ao longo de seis quilómetros, ocupa logradouros de casas e áreas verdes públicas e contempla a supressão de todas as passagens de nível, substituídas por ligações pedonais e rodoviárias por cima ou por baixo da linha férrea. A obra contribuirá para a melhoria da segurança no eixo Contumil-Ermesinde, onde se sucedem os acidentes mortais com transeuntes e passageiros quando tentam cruzar a via. Pondo fim aos atravessamentos, os seis quilómetros da Linha do Minho (nos concelhos do Porto, Gondomar e Valongo) serão vedados.

(...)

No momento em que a capacidade do troço está praticamente esgotada, a construção de mais duas vias resolverá o "estrangulamento de exploração das linhas do Douro e do Minho", beneficiando, em particular, as ligações a Braga e a Guimarães. No estudo prévio, refere-se que, numa segunda-feira normal, passam 110 composições naqueles seis quilómetros, sendo 98 de passageiros (a maioria (75) é de serviços urbano e suburbano) e 12 de mercadorias. A ampliação manterá a linha férrea à superfície, apesar dos pedidos de enterramento na zona de Rio Tinto. A análise comparativa das duas soluções data de 2007, tendo-se concluído que a manutenção da via à superfície é "globalmente mais vantajosa".

(...)



No JN. Esta é uma obra crucial para a redução dos tempos de viagem atuais entre Guimarães/Braga/Marco e o Porto, assim como para a futura ligação em Velocidade Elevada entre o Porto e a raia galega. As novas linhas a introduzir, imagino, terão não só travessas polivalentes como também já três carris, de modo a assegurar bitola ibérica e europeia.



(grande)


* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários foi parar ao blogtailors.



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BLOGADO ÀS 00:47:06

19-05-2009

PORTURARIDADE, GRANDE PORTO, METRO, VÍCIO AUTOMÓVEL

Atualizações 18/5/09

* Perdoem-me a visão preconceituosa da coisa, mas não consigo vê-la de outra maneira - betinhos da Foz até aturam o metro, mas longe da vista:

(...)

Os representantes da Câmara do Porto e da Metro na comissão de acompanhamento chegaram a um consenso, depois das críticas do Município e das juntas da Foz, de Nevogilde e de Lordelo do Ouro ao traçado à superfície entre a Boavista e as Condominhas. Agora, as composições seguirão enterradas à saída do Parque da Cidade e passam em túnel pela futura Via Nun'Álvares, pela Praça do Império e pela Rua de Diogo Botelho. Nesse troço, só vêem a luz do dia no Fluvial. A ribeira da Granja obriga a uma solução à superfície menos complexa e onerosa, que será estudada pela arquitecta Marisa Lavrador. A projectista do Parque da Pasteleira é chamada, pois o metro ocupará a bordadura daquele espaço.

(...)



No JN.

Os representantes da Comissão de Acompanhamento querem fazer-nos crer que esta é uma boa solução. A solução é partir esta solução em partes e provar-lhes o erro:

-O metro do Porto é tendencialmente de superfície: apenas nos troços mais complicados (como centros históricos) este é subterrâneo. Não é assim por mania, mas por questões de segurança urbana, custos monetários, acessibilidade, etc. Até agora, o único obstáculo que o metro não foi capaz de vencer à superfície foi o centro histórico do Porto, por razões óbvias. No resto, foi à superfície que se resolveram os problemas. E, até agora, com sucesso. Isto significa que à superfície, salvo raras exceções, o metro encaixa sempre.

-Tanto em Gaia como em Matosinhos existe muito trânsito automóvel. Argumentar que o metro não pode circular em certas zonas pela possível conflituosidade com os automóveis também já se provou errado - uma avenida com desenho cuidado permite uma saudável convivência entre os dois meios de transporte. E se funciona em Gaia, com o seu trânsito intenso, não funcionará ainda melhor na zona ocidental do Porto? Convém não esquecer que o metro existe para contrariar o paradigma automóvel, não para o favorecer.

-Um Parque Urbano é um espaço onde se tenta, por um instante que seja, esquecer a ditadura urbana. Nunca um Parque Urbano é desligado da cidade, mas não pode também ser constantemente assediado por edifícios, pontes e vias rápidas. O Parque da Cidade já tem um viaduto preparado para o Metro, que se tornou inviável pela pressão automóvel - porque haveria de sofrer o Parque a agressão de ser cruzado por uma linha de metro?

E os parques são de todos os habitantes. Se bem que os habitantes mais abastados da zona da Foz têm pequenos parques da cidade em cada um dos seus quintais, as pessoas mais carenciadas não o têm, e muitas migram semanalmente ao Parque da Cidade em busca do que não possuem no seu apartamento em Gondomar ou num qualquer bairro social.

Assim, e seguindo a minha visão preconceituosa da coisa, a única interpretação que consigo dar ao que leio não é mais que isto: os riquinhos da Foz, que não sobrevivem sem o seu carro, não querem ter o metro a chateá-los no seu bairro. Já que não precisam dos Parques Urbanos (têm-nos nos seus logradouros), preferem que o Estado pague o enterramento das linhas e que essas linhas rasguem o espaço verde dos outros, ao invés de largarem os seus carrinhos e adotarem modos de vida mais saudáveis. Senhores riquinhos, pensem duas vezes. Isso não se faz.


* Petição Em Defesa da Reserva Agricola Nacional

Via @alicebernardo



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BLOGADO ÀS 01:45:43

13-05-2009

FERROVIÁRIO, CENTRALISMO, MULHERES, GRANDE PORTO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 12/5/09

*

O Ministério do Ambiente emitiu hoje uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada.

A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida segunda-feira, e que a Lusa teve hoje acesso, impõe a cota mínima de 170 metros e obriga a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferrroviário.

Na Lusa, via linhadotua.net.


*

CP vai lançar maior concurso de sempre para comprar 102 comboios

A CP vai comprar 102 comboios novos que poderão custar mais de 500 milhões de euros, num investimento que é o maior de sempre da empresa na compra de material circulante.



No Público. Dos 102 novos comboios anunciados, 49 são elétricos, dos quais 8 irão para os suburbanos do Porto.


* Uma mulher: Eva Green





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BLOGADO ÀS 00:43:37

09-05-2009

IMAGENS, FERROVIÁRIO, METRO, PEDONAL, BRAGA - VALE DO AVE

Atualizações 9/5/09

* Resumo das intervenções dos deputados, respondendo à petição "Braga-Porto: 40 minutos (em atualização)

Nesta sessão falou-se também na possibilidade de fazer chegar os suburbanos a Barcelos. Dentro duma lógica de rentabilização / otimização da rede existente, não me parece mal. Como estratégia de futuro, é totalmente ao lado. Como diz Pedro Morgado,

Se olharmos para os dados do último recenseamento, verificamos que os movimentos pendulares entre Braga e Barcelos (4.908/dia) ou entre Braga e Guimarães (4.288/dia) superam em larga escala os movimentos pendulares entre o Porto e qualquer uma das três cidades (Braga 2.856/dia; Guimarães 1.752/dia; Barcelos 1.615/dia). Posto isto, é verdadeiramente incompreensível que a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães continue por se concretizar e, ainda mais, que não exista uma ligação directa entre Braga e Barcelos. Saliente-se que esta última seria facilmente praticável em menos de 20 minutos, caso existisse a concordância de Nine.

Através de uma linha nova ou com uma concordância em Nine, deveriam existir já comboios diretos entre Barcelos e Braga, e daqui para Guimarães (este através de uma linha nova). A pressão sobre o Governo tem de ser constante - não se pode estar eternamente à espera de um governo regional que resolva o assunto. Esse governo regional ainda tem de ser referendado, e mesmo que passe a votação demoraria ainda muitos anos a decidir o que quer que fosse. É a visão do Governo sobre o Norte que tem de mudar, mas também a visão do Governo sobre a ferrovia em geral.


* Uma aplicação que calcula as distâncias temporais para quem anda de metro e a pé em NY (via Erica Alba):



* A minha primeira tentativa no mundo dos vídeos musicais.



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BLOGADO ÀS 20:17:59

06-05-2009

FERROVIÁRIO, NORTE, MULHERES, BRAGA - VALE DO AVE, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 5/5/09

*

Utentes da Linha de Guimarães são poucos, mas cada vez mais

Menos de dois milhões de pessoas utilizam anualmente a ligação, mas esta é uma das linhas responsáveis pelo crescimento dos urbanos da CP

(...)

A Linha de Guimarães, que a 14 de Abril comemorou 125 anos, reabriu em 2004, depois de ter beneficiado de obras de electrificação e reconversão do traçado para via larga - mas não dupla. Antes da intervenção, que custou mais de 100 milhões de euros, circulavam mensalmente cerca de 30 mil passageiros naquela ligação. Hoje o número de utilizadores mais do que quintuplicou.

(...)

No entanto, o investigador reconhece que seria expectável que o eixo vimaranense valesse mais do que 10 por cento do tráfego dos urbanos do Porto. Manuel Tão admite que Guimarães tenha "uma capacidade de geração de tráfego inferior" à das outras cidades. Mas não tem dúvidas de qual é o principal problema da ligação: "Há algumas reservas perante o serviço relativamente à cadência e velocidade, que ficam aquém do que seria desejável."

Os problemas estruturais da linha decorrem da sua reconversão. Originalmente, a ligação entre Lousado e Guimarães fazia-se por via métrica e, apesar da mudança de bitola, mantiveram-se as curvas e as limitações de velocidade ditadas pelo traçado original. O excesso de curvas impediu, por exemplo, a introdução do serviço Alfa Pendular. As composições chegaram a fazer testes na linha, mas o serviço mostrou ser inviável face às condições do traçado.

Estas limitações tornam o tempo de viagem bastante longo, cerca de uma hora e quinze minutos. A CP diz que é "o tempo de trajecto possível de acordo com as capacidades da infra-estrutura", adiantando que é objectivo da empresa "reduzi-lo, a partir do momento em que estejam reunidas as condições necessárias".

Mas isso só acontecerá em 2013 depois de resolvido o constrangimento na Trofa - com a abertura da variante ferroviária no próximo ano - e estiver concluída a quadruplicação de vias no atravessamento de Ermesinde.

No Público.

Em jeito de resposta a pessoas arrogantemente ignorantes, como Maria João Avillez, que há pouco tempo criticava o investimento nas linhas de via estreita do Douro por terem, neste momento, pouca utilização. Vamos lá: na Linha de Guimarães, em 33 qms, gastaram-se 100 milhões de euros, o que dá 3 milhões de euros por quilómetro. Através deste investimento, a utilização da linha quintuplicou. Nas Linhas do Douro referidas, o investimento será de 1 milhão de euros por qm. Se o número de passageiros também quintuplicar, os números passarão para 750 passageiros por dia na Linha do Tâmega e 250 por dia na Linha do Corgo. Isto, claro, se a modernização for bem feita, e numa previsão terrivelmente pessimista. É claro, senhora Maria João Avillez, que os números serão infinitamente superiores a isto. O número de passageiros irá ser multiplicado por dez ou por vinte. No mínimo.

Especialista defende prolongamento até Braga

Manuel Tão afirma que só assim a Linha de Guimarães será eficiente

Para Manuel Tão, a Linha de Guimarães só será eficiente quando for prolongada até Braga. O investigador não tem dúvidas de que a melhor solução para a rede ferroviária a norte do Porto era ligar estas duas "pontas soltas" do Minho. "Pela realidade da região, seria um investimento essencial", reitera. Manuel Tão antecipa que essa ligação "teria um tráfego próprio, até por causa da Universidade do Minho, que tem um pólo em cada cidade", mas seria capaz de gerar um tráfego suplementar associado à alta velocidade. "Braga terá uma estação de alta velocidade e faz todo o sentido que as linhas convencionais distribuam esses fluxos", sustenta o investigador.

A ligação entre Braga e Guimarães está a ser tida em conta na revisão dos PDM dos dois concelhos. Mas ainda não há um projecto em concreto. Manuel Tão entende que a concretização da linha depende mais "de uma questão política do que de disponibilidade de fundos". O preço unitários por quilómetro de ferrovia é semelhante ao da construção de uma auto-estrada, com a vantagem de que o caminho-de-ferro consome menos um terço de terreno. Em 2003, o Estado investiu 75 milhões de euros nos 17 quilómetros da A11 que ligam as duas cidades. Tão acredita que com a mesma verba era possível ligar as duas principais cidades do Minho por comboio.

Os constrangimentos da Linha de Guimarães preocupam a câmara local. Numa reunião recente, o vereador do PSD Rui Victor Costa pediu ao executivo para estudar formas de melhorar o serviço urbano, exigindo a introdução de ligações rápidas e a articulação com os horários dos serviços de longo curso Porto-Lisboa. A proposta foi apoiada pela vereadora da CDU. A maioria PS anunciou que vai pedir à CP os números de utilização da linha, para avançar com uma proposta.

Também no Público.


* Esta seria a pinta da rede ferroviária britânica se as ideias de Richard Beeching tivessem avançado, nos anos 1960. Muitas linhas acabaram por fechar nas décadas seguintes, num total de 6.500 quilómetros. A ideia subjacente ao plano era a redução do número de linhas e estações, numa tentativa de poupança nos gastos com a rede. Este projeto coincidiu com um enorme crescimento da rede rodoviária do país, o que fez o Governo Britânico rever as suas prioridades. A asneira é um conceito universal, é o que eu digo sempre.


* Uma mulher: Shara Worden




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BLOGADO ÀS 01:09:34

01-05-2009

PORTURARIDADE, PROJETOS, IMAGENS, FERROVIÁRIO, POLÍTICA À PORTUGUESA, GRANDE PORTO

Atualizações 30/4/09

* É verdade que a densidade populacional do Reino Unido é duas vezes maior que a de Portugal, mas nada justifica tamanha discrepância:

(clicar para aumentar)
(foi a partir de uma imagem semelhante à da direita que fiz a imagem da esquerda; a escala é a mesma)


* Expliquem-me qual o sentido disto. Seria razoável que uma freguesia do concelho do Porto quisesse ser 'cidade'? Então porque haveria uma freguesia de Matosinhos querer ser cidade?

PCP, PSD e PS querem que Senhora da Hora seja cidade

Comunistas apresentaram projecto-lei, socialistas e sociais-democratas também

No Público.


* Ainda não recuperei inteiramente do pasmo da descoberta. Na Póvoa, para quem não conhece, existia uma frondosa avenida chamada Mouzinho de Albuquerque, castigada pelo progresso com o corte das árvores e com o decréscimo de qualidade urbanística. Perdeu as árvores e o passeio central mas ganhou passeios laterais amplos. Perdeu em afetividade mas ganhou em usabilidade. Os passeios laterais são contínuos, apenas com interrupções na estrada nacional e nos extremos da avenida. Estando nós em Portugal, isso levanta um problema cuja solução ainda não deslindei - tirando acesso a garagens, todo o sítio por onde passa um carro é via de circulação, e ainda ninguém me provou o contrário.



As fotos foram tiradas no cruzamento entre uma rua secundária e a avenida. Este não é um sinal como aqueles belgas, que significa que os automóveis têm de circular a velocidade de passo (- 10 qm/h), dando prioridade aos peões. Não é simplesmente porque tal ideia não existe no código da estrada português. Assim sendo, o que significa o sinal?



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BLOGADO ÀS 04:10:28

30-04-2009

PORTURARIDADE, IMAGENS, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, ENTRE-DOURO-E-MINHO

Atualizações 29/4/09

*

De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa. Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ...
A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato ... (sic)

Continua a desinformação. 'Pacto' não muda, 'húmido', 'hora' e 'facto' idem. A única palavra que irá mudar é 'acto', que passa a 'ato'. Quem escreve estas barbaridades? Servirão para enganar quem, as velhinhas das aldeias?


*

Bloco de Esquerda quer mais-valias urbanísticas a reverter para o Estado como forma de evitar corrupção

O BE vai apresentar, ainda nesta sessão legislativa, um projecto de lei em que propõe que as mais-valias urbanísticas decorrentes de um acto administrativo passem a reverter a 100 por cento para o Estado. Os bloquistas defendem que assim se evitaria a especulação imobiliária. Esta é uma de quatro propostas de combate à corrupção apresentadas ontem no encerramento das jornadas parlamentares, que decorreram em Braga.
"Grande parte da corrupção em Portugal nasce da especulação imobiliária", considera Francisco Louçã. "Há terrenos que aquando da classificação como terreno rural valiam dez, mas quando passaram a ser urbanizáveis, passaram a valer um milhão", ilustra o dirigente. A proposta do BE propõe fazer reverter essa diferença de valorização para a posse pública, sem prejuízo para os proprietários do valor do terreno anterior à alteração.

(...)

No Público.


*

Cidadãos saem em defesa do solo agrícola do país

Portugal já não é rico em solos férteis, mas uma recente legislação veio retirar a garantia de que os que existem serão preservados. É esta a principal crítica – e preocupação – de um grupo de cidadãos que pôs a circular na Net uma petição em defesa da Reserva Agrícola Nacional (RAN).

No final do mês passado, foram aprovadas alterações ao regime da RAN que, segundo os subscritores, não melhoraram a lei anterior, antes a alteraram por completo. Por isso, apelam a que os deputados da Assembleia da República introduzam alterações que permitam que os solos sejam salvaguardados para a produção de alimentos.

A petição foi posta a circular na segunda-feira em www.peticao.com.pt/reserva-agricola-nacional e já conta com cerca de 450 assinaturas, entre as quais a do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, um dos ideólogos das reservas agrícolas e ecológicas nacionais.

Também no Público.


*

Comboios frequentes cruzam São João da Madeira em 2011

A reconversão em estação do apeadeiro de Arrifana, em Santa Maria da Feira, a construção de uma nova estação em Orreiro e de dois apeadeiros junto ao Museu da Chapelaria e na zona de Fundo de Vila, em São João da Madeira, são as obras previstas para que o município são-joanense tenha comboios frequentes, a circular de 20 em 20 minutos, a partir de 2011. A aquisição de três composições para o reforço das circulações diárias na Linha do Vouga em cinco paragens, do limite norte ao extremo sul de São João da Madeira, também faz parte dos planos. O concurso público para a elaboração do estudo prévio do projecto de execução desse sistema de comboios frequentes no troço entre Arrifana e Orreiro foi publicado no Diário da República na última segunda-feira. O valor base do concurso é de 330 mil euros e o prazo de execução de 150 dias.

A abertura do concurso surge em sequência da assinatura de um protocolo oficializado a 23 de Novembro de 2008, dia em que se comemorou o centenário da entrada em funcionamento da Linha do Vale do Vouga, entre a Rede Ferroviária Nacional (Refer), CP - Caminhos-de-ferro Portugueses, e as câmaras de São João da Madeira, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis. A instalação do sistema de comboios frequentes, que atravessará o município, representa um investimento total de 9,4 milhões de euros. Uma quantia que será suportada por fundos comunitários e pelos orçamentos da Refer, CP e Câmara de São João da Madeira.

"Este poderá vir a ser um primeiro passo para uma futura ligação da nossa ferrovia à rede do Metro do Porto", admitia Castro Almeida, presidente da autarquia são-joanense, antes da assinatura do protocolo. A Refer assume a elaboração dos projectos de intervenção na ferrovia respeitantes à requalificação do troço e a Câmara de São João da Madeira fica responsável pelos projectos de integração funcional.

Idem, no Público.

É triste ver as Câmaras a obrigadas a resolver problemas que competem à Administração Central. A Linha do Vouga, no seu percurso na Região Norte, atravessa quatro concelhos (Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis) que concregam mais de 250.000 almas. A via está degradada, tem curvas e passagens de nível (muitas sem guarda) a mais e uma velocidade comercial muito baixa. Acresce o facto de ainda não ter tido direito à passagem da bitola métrica para a ibérica, o que a torna uma linha de brinquedo, sem ligações à rede. E como as obras em Espinho não comtemplaram esta via, a nova estação subterrânea encontra-se a 500 metros da estação Espinho-Vouga.

O metro parece-me ideia despropositada. Uma linha de suburbanos a fazer ligação à Linha do Norte em Espinho, e a substituição da superestrutura / eletrificação / migração para a bitola ibérica com travessas polivalentes / correção de traçado / eliminação das passagens de nível, isso sim já me parecia indicado.




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BLOGADO ÀS 02:20:33

27-04-2009

PORTURARIDADE, ACORDO ORTOGRÁFICO, BICICLETAS, ENTRE-DOURO-E-MINHO

Atualizações 26/4/09

* Algarve - obsessão por rotundas, carinho por bicicletas:

EN125 sem anúncios e com 71 rotundas

A EN125 terá 71 novas rotundas, uma ciclovia em toda a sua extensão e não terá publicidade quando terminarem, em 2012, todas as obras previstas. O contrato de concessão, que é assinado hoje, em Faro, com a presença do primeiro-ministro, prevê a requalificação da estrada de 157,5 quilómetros, a construção de 30 quilómetros e a exploração de mais 86 quilómetros de outras vias.

(...)

No Correio da Manhã.


* Há uma escola que já segue o Acordo Ortográfico, se bem que ainda parcialmente:

Regras por mudar nas escolas

Os alunos do externato Papião, em São Pedro do Estoril, acham mais fácil escrever com as regras do Acordo Ortográfico do que com as actuais. Quem o garante é Isabel Nunes, directora do estabelecimento de ensino, o primeiro do País a adoptar as novas regras. "Os alunos já estão bem adaptados e acham que é mais fácil", contou ao CM.

(...)

O acordo não está contudo a ser adoptado de forma integral. 'Tivemos dúvidas na aplicação das novas regras de acentuação e dos hífens, por isso decidimos apenas aplicar a regra da eliminação das consoantes ‘c’ e ‘p’ quando não se pronunciam', afirma a responsável, defendendo a necessidade de serem promovidas 'acções de formação de professores que esclareçam as dúvidas'.

(...)

O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, afirmou que o Acordo deve entrar em vigor já a 5 de Maio. Mas o Ministério da Educação já disse que não se aplicará nas escolas no próximo ano lectivo. As associações de pais criticam as divergências.

(...)

No Correio da Manhã, através dos Blogtailors.


* Gente que se vem pelo cu, de excitação pura, ao torturar touros e outros animais domésticos como garnizés e ervilhas-de-cheiro, manifesta-se:

"Façam referendo que a cidade aprova touradas"



No JN.



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BLOGADO ÀS 00:17:21

24-04-2009

PORTURARIDADE, FERROVIÁRIO, POLÍTICA À PORTUGUESA, ENTRE-DOURO-E-MINHO, METRO

Atualizações 23/4/09

* Os Verdes descobriram a pólvora:

O partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) denunciou, esta quarta-feira, a existência de um documento, com quase três anos, que alegadamente obriga a EDP a construir uma alternativa ferroviária à linha do Tua, caso seja construída a barragem de Foz Tua, diz a Lusa.(...)

«Observando-se este cenário (de submersão da linha do Tua) recai na responsabilidade do promotor desta obra o desvio da linha de caminho-de-ferro para outro espaço de canal ferroviário albergando todos os custos daí inerentes», continuou, lendo o parecer da REFER.

(...)




* A minha próxima tentativa de provar que o mundo não é redondo, que a CP é uma merda e que eu sou uma pessoa muito estúpida:




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BLOGADO ÀS 02:39:27

20-04-2009

PROJETOS, IMAGENS, TERRA, FERROVIÁRIO, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, GRANDE PORTO

Atualizações 19/4/09

* Ermesinde tem mais de metade dos habitantes do concelho. A sede deste concelho é, estranhamente, em Valongo. A sede de concelho quis, nos últimos anos, justificar a condição de sede aumentando injustificadamente a sua área urbana, como que tentando equilibrar artificialmente o jogo de forças. Uma das áreas de expansão foi do lado norte da A4, que quando foi construída passava ao lado do principal núcleo urbano e agora foi envolvida pelo referido núcleo. Tão injustificada e megalómana é esta expansão que foi construída uma biblioteca a norte da A4 sem que existisse mais construção para aqueles lados. Conta a lenda que tiveram de inventar uma carreira de autocarros só para essa biblioteca. Agora isto:

Câmara unida contra alargamento da A4

A Câmara de Valongo está unida contra a proposta da Brisa de alargamento da A4, no troço entre Ermesinde e Campo. Além de ter "um impacto urbanístico inaceitável", a obra obrigará a demolir construções.

A Câmara de Valongo quer que a Brisa pague a sua incúria urbanística. Só pode ser piada.



*

este blog apoia o May Day Porto 2009


*
(clicar para ver em grande)

Uma primeira imagem da minha investigação, feita sobre imagens e informação disponíveis na rede. Como já referi antes, quando comecei a fazer estes diagramas acabara de encerrar a Linha do Tua; entretanto foram encerradas as Linhas do Tâmega e do Corgo, o Ramal da Figueira da Foz e a ligação entre Covilhã e a Guarda. Excetuando a Linha do Tua, ainda com destino incerto, todas as outras foram encerradas para modernização, bem-vinda aliás. Espera-se que volte a continuidade na Linha da Beira Baixa (e não o que existia antes do fecho, tendo os passageiros vindos de Castelo Branco de trocar de comboio na Covilhã para seguir para a Guarda), e que pela primeira vez possam existir comboios diretos entre Vila Real e o Porto e entre Amarante e o Porto, substituindo a bitola métrica pela bitola ibérica (com travessas polivalentes).

Criei este diagrama para mostrar as incongruências / deficiências da rede. Principalmente a falta de continuidade entre certas ligações. Nas linhas de via estreita (Vouga, Tua, Tâmega e Corgo) a impossibilidade era técnica; no resto das linhas, era apenas por preguiça mental da CP. Ou pura incompetência. Existem, no entanto, distorções: apenas está representada continuidade nos troços Valença-Galiza, Guarda-Vilar Formoso-Espanha e Abrantes-Marvão-Espanha pela existência de um comboio internacional por dia (Porto-Vigo, Sud-Expresso e Lusitânia Comboio Hotel) em cada um destes troços. Ignorando estes, a continuidade é inexistente.


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BLOGADO ÀS 01:12:32

17-04-2009

PROJETOS, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO, METRO

Atualizações 16/4/09

* Portugal adia entrada em vigor do Acordo Ortográfico:

A implementação do Acordo Ortográfico em Portugal e Cabo Verde, inicialmente indicada para 05 de Maio, foi adiada para o segundo semestre deste ano, garantiu hoje à Agência Lusa o ministro da Cultura cabo-verdiano.




* Ai. A Metro insiste em construir a linha entre o São João e a Senhora da Hora, vulgo Linha de São Mamede de Infesta:

Como estão os processos das outras linhas da segunda fase?

A segunda fase tem 45 quilómetros e, em 43 quilómetros, tem sido tudo completamente pacífico. O diálogo entre as autarquias e a Metro do Porto tem decorrido da melhor maneira, tanto nas duas linhas principais, a de Gaia e a de S. Mamede de Infesta, como na ligação entre Campanhã e Gondomar. Tem havido reuniões regulares e não há polémica.

Tudo isto depois de se ter repetido inúmeras vezes a redundância de se construir uma linha de metro sobre o traçado de uma linha de caminho-de-ferro (em vias de reabrir).


* Sobram-me meses de expetativa.



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BLOGADO ÀS 01:28:06

14-04-2009

IMAGENS, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, ENTRE-DOURO-E-MINHO, GRANDE PORTO, METRO

Atualizações 13/4/09

* A ideia é velha, já se provou a sua exequibilidade, e já por várias vezes se anunciou a reabertura. Mas, enfim, mais uma vez aí está:

Linha de Leixões para passageiros deverá abrir antes das eleições legislativas

Não apresento pormenores porque estes não existem - fala-se apenas de 'dois comboios suburbanos em cada sentido nas horas de ponta e um durante o resto do dia', o que faz lembrar a anterior promessa de reabertura, em 2006, em que também rareavam pormenores. É de esperar que isto signifique, num futuro próximo, uma rentabilização séria da linha - com inserção de comboios regionais a partir de Matosinhos e uma clara ligação com a rede de metro, com tão bem enfatiza António Alves.




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BLOGADO ÀS 01:24:45

11-04-2009

PORTURARIDADE, PLANEAMENTO MACADAME, GRANDE PORTO

Atualizações 10/4/09

* A todas as pessoas que quase me insultaram por eu dizer que a Linha do Campo Alegre era maioritariamente à superfície, bom, aceito pedidos de desculpas.


*

Retail Park em discussão pública até dia 8 de Maio

(...)

O estudo de impacto ambiental do empreendimento, que será construído em frente à estalagem da Via Norte, está em discussão pública até ao dia 8 do próximo mês. O documento não aponta impactos negativos significativos ao projecto. "O empreendimento reúne condições favoráveis para que se possa concretizar, revelando-se de grande relevância a sua execução", diz o relatório, elaborado pela Ecomind - Consultadoria Ambiental.

(...)

Conforme tinha noticiado o JN, a construção do Retail Park (iniciativa da Pedrasim - Empreendimentos Imobiliários que representa um investimento de 40 milhões de euros), obriga a desafectar uma parcela de 13200 m2 da Reserva Ecológica Nacional (REN). O terreno é necessário para a construção de parte dos acessos ao centro comercial. Prevê-se a criação de um acesso à EN13 através de uma rotunda desnivelada, de uma entrada directa para o Retail Park a partir da Via Norte, para quem circula no sentido Norte/Sul, e de um acesso do empreendimento para a Via Norte, no mesmo sentido, depois do posto de abastecimento.

"O impacte gerado é negativo e pouco significativo, dada a reduzida dimensão das áreas afectadas e o facto da restante área REN ser destinada a espaços verdes", minimiza o estudo ambiental.

Adoro a inocência do jornalista: apesar de se desafetar REN, esta desafetação é 'necessária'. Não se coloca a questão de ser ou não 'necessário' desafetar a REN - assume-se que sim. Isto não é jornalismo - é transcricionismo.



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BLOGADO ÀS 00:41:03

07-04-2009

FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO, METRO

Atualizações 6/4/09

* Lino Cabral, Contas à moda do metro do Porto

Uma contribuição para a análise custo-benefício entre a linha da Boavista e o Campo Alegre

custo da obra - Boavista: 90, Campo Alegre: 300
tempo de execução - Boavista: RÁPIDA, Campo Alegre: LONGA
técnica - Boavista: SIMPLES, Campo Alegre: COMPLEXA
volume de transporte - Boavista: X, Campo Alegre: X
tempo de percurso - Boavista: Y, Campo Alegre: >Y
preço final do bilhete (utente) - Boavista: Z, Campo Alegre: Zx4

OBS.:

- A linha da Boavista SÓ é compatível com uma redução drástica da utilização egoísta do automóvel. Nem que para o efeito se crie uma espécie de ASAE...

- A linha do Campo Alegre SÓ é possível enterrada. Cara, eterna, dramática...

- Há 14 anos a linha da Boavista era a espinha do projecto. Depois passou a alternativa, agora foi para o caixote do lixo. Isto é a desordem mental.

Lino Cabral é uma pessoa esclarecida. Haverá um dia em que o Grande Porto terá uma rede de metro a sério. Nesse futuro (espero) não muito longínquo irão coexistir a Linha da Boavista e a Linha do Campo Alegre, com talvez uma terceira linha norte/sul a cruzar ambas. Até lá, deve-se construir primeiro a linha mais fácil e barata, já que está provado que o número de utentes prováveis é semelhante. Convém não esquecer que ambos os projetos (o do metro e o do governo), preveem uma segunda linha para Gaia, passando no pólo universitário, o tal 'gerador de tráfego' que os defensores da Linha do Campo Alegre tanto utilizam como justificação. O que quer dizer que, com a Linha da Boavista ou com a do Campo Alegre, o pólo universitário será sempre servido por metro.


* Novo boletim da ComboiosXXI.


* Uma mulher: Tanaka Hitomi




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BLOGADO ÀS 01:44:31

01-04-2009

FOTOS, LÍNGUA, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, MULHERES, ENTRE-DOURO-E-MINHO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 31/3/09

* Ponte de Lima tem, aparentemente, uma pessoa razoável a presidi-la:

(...)

Observando que "qualquer dos traçados que vier a ser escolhido trará consigo consequências negativas", Campelo mostra-se esperançado na melhoria do projecto definitivo, assim como na superação dos aspectos negativos pelos positivos. A saber: "o aumento da competitividade territorial, através da criação de possível ponto de embarque de pessoas e mercadorias, assim como a redução dos níveis de poluição, pela opção por um meio de transporte mais saudável". Quanto ao primeiro ponto, o autarca limiano assinalou que em equação pela RAVE está a utilização da futura via também por comboios que não de alta velocidade, composições que poderão vir a ter uma paragem no concelho limiano.

Tem todo o sentido - já que o troço Porto-Vigo não será em Alta Velocidade e a linha é mista, poderão haver serviços semelhantes ao InterCidades atual a fazer paragens em Famalicão, Braga, Ponte de Lima e Valença / Tui. Se não for este o caso, uma paragem em Valença num comboio rápido entre Braga e Vigo é uma ideia estúpida.

No JN.


* O crime compensa:

Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, condenado por tentar corromper o vereador Sá Fernandes, foi nomeado presidente da empresa intermunicipal “Braval”. A Braval é a empresa de tratamento de resíduos sólidos do Baixo Cávado, que engloba os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras do Bouro e Vieira do Minho.




* Google é reintegracionista:

(...)

Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.




* Uma mulher: Lisa Hannigan





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BLOGADO ÀS 01:08:59

31-03-2009

REGIONALIZAÇÃO, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO

Atualizações 30/3/09

* As minhas fontes falharam: afinal fecharam a linha do Corgo e a do Tâmega, ambas por razões de segurança, e Ana Paula Vitorino anunciou que as linhas serão modernizadas, gastando-se 1 milhão de euros por quilómetro, o que me parece simpático.

Dizem por aí que a reconversão da Linha do Tâmega incluirá a passagem de via estreita a via larga, passando assim a fazer parte da rede de suburbanos do Porto, com comboios diretos. Consequentemente, passará muito facilmente das 150 pessoas por dia para largos milhares. Claro que certas pessoas de Lisboa não entendem isto. Não sei quem é Maria João Avillez, mas detesto-a. Pessoazinha ignorantezeca, irra.


* Afonso Miguel, de quem me habituei a discordar, faz o resumo da desativação de linhas de caminho-de-ferro nos últimos 30 anos.


*

Inovação «made in» Bragança: Finalmente um partido político defende a Regionalização por Fusão de Autarquias

No Norteamos, via TAF.


* É óbvio que, perguntando a pessoas sem formação na matéria, elas dirão que preferem o metro subterrâneo no seu bairro. O Metro do Porto é um metro de superfície, gente. Acordem.


*

Aplicação das novas regras deverá começar na documentação oficial do Estado
Acordo Ortográfico poderá ser implementado em Portugal e Cabo Verde a 5 de Maio

No Blogtailors.


* O meu apelo (sem desespero, espero).



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BLOGADO ÀS 02:59:50

25-03-2009

FOTOS, LÍNGUA, GALIZA, VIAGENS, IMAGENS, TERRA, FERROVIÁRIO, NORTE, POLÍTICA À PORTUGUESA, PORTUGAL ESPERTO, PÓVOA-VILA, GRANDE PORTO

Atualizações 24/3/09

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Movimento cívico defende região autónoma

O Movimento Alternativo do Nordeste (MAN) promete defender "com unhas e dentes" a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro com autonomia igual à da Região Autónoma da Madeira e até defende a criação de uma zona franca na Região.

Este é um movimento completo - para além de pugnar por questões regionais, não deixa de se relacionar com as grandes questões nacionais (senão mesmo da humanidade):

Outra das causas que este movimento abraçou foi a da taxa dos contadores da água. O MAN organizou uma petição, com 1190 assinaturas, que já enviou ao Provedor de Justiça, onde denuncia que a taxa de disponibilidade de caudal cobrada aos munícipes é "uma forma camuflada de cobrança ilegal com o recurso à esperteza saloia para obter receitas ilícitas, pela utilização dos contadores da água", refere a petição que está em fase de análise pelo Provedor.




*

Um homem que circulava esta quart-afeira de manhã numa bicicleta, na Estrada Nacional 378, na Venda Nova, concelho de Sesimbra, teve morte imediata após ter sido atropelado por um automóvel e ter caído em plena via.

Não queria soar a maluquinho das bicicletas, mas um agente da autoridade não pode expressar a sua opinião sobre os casos em mão. É a lei.

Filipe, de cerca de 60 anos, terá tentado desviar-se dos buracos existentes na berma da estrada e acabou por se desequilibrar e cair. O veículo que seguia na sua traseira, no sentido Sesimbra/Fogueteiro, não conseguiu travar e atropelou-o.

Segundo as autoridades policiais, esta é a explicação mais plausível para o acidente. "A pessoa iria a circular na via e ao desviar-se de uns buracos, desequilibrou-se e caiu na estrada. A viatura que seguia atrás não teve tempo de reacção", adiantou, ao JN, fonte da GNR, que identificou a condutora do automóvel, prosseguindo agora as investigações para que o caso transite para tribunal.

Se assim dita a lei, porquê isto? É assim que se fazem inquéritos em Portugal? Pergunta-se à pessoa que sobreviveu a um acidente a sua versão do que aconteceu e fecha-se o inquérito? Ou apenas se decreta, a priori, a culpabilidade do ciclista (ou a natural previsibilidade do acidente)?


* A Associação Galega da Língua Portuguesa chegou ao Mário Soares - será que ele reparou?




* Eis uma ótima notícia: em Lisboa, Metro cresce mais dois quilómetros em Agosto. A Linha Vermelha, que acabava na Alameda (Linha Verde), vai continuar até São Sebastião (Linha Azul), passando pelo Saldanha (Linha Amarela). Digam o que disserem, a rede lisboeta é fraquinha. Tem poucas interligações entre as várias linhas e deixa uma parte importante do território por cobrir. É bom ver que andam a corrigir isso.




* Em Ponte de Lima discute-se a chegada da Velocidade Elevada - terão direito a estação? Era bem.


* Sugestão do Nuno:

Especialistas de energia denunciam "embuste" na visita de Sócrates e Pinho à Energie

A visita de José Sócrates e de Manuel Pinho às instalações da Energie para assinalar a segunda fase de expansão da fábrica que produz o que designa por "painéis solares termodinâmicos" está a desencadear uma série de protestos por parte dos principais responsáveis pela investigação e indústria solar no país.

"É uma empresa que assenta a sua propaganda num embuste", denuncia Eduardo Oliveira Fernandes, ex-secretário de Estado da Energia e académico que desenhou a política energética do actual Governo, no que é acompanhado por Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), e por Manuel Collares Pereira, considerado um dos principais especialistas em energia solar no país, ex-investigador do INETI e responsável pela empresa fabricante de painéis solares térmicos Ao Sol. Os três especialistas clamam que o produto da Energie, fabricado na Póvoa de Varzim, é "publicidade enganosa" - mostram tratar-se de uma bomba de calor accionada a electricidade com apoio secundário em energia solar e não de um painel solar térmico - e atribuem o incentivo político do primeiro-ministro e do ministro da Economia, com a visita efectuada, a uma possível ausência de apoio técnico adequado pelos respectivos gabinetes.




* Os tram-train avançam em Coimbra (via Transportes em Revista):

Sistema de Mobilidade do Mondego

Foi hoje enviado para publicação no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia o anúncio do concurso público relativo à Empreitada de Reabilitação das Infra-estruturas do Troço Miranda do Corvo/Serpins, do Ramal da Lousã, primeira empreitada da 1.ª Fase do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).




* Em Matosinhos, continua a limpeza da costa:

Forçados a demolir habitações onde vivem há décadas




* Comboios: Governo encerra Linha do Corgo por razões de segurança (sugestão do Nuno)


* O melhor programa de sempre versando Prevenção Rodoviária:



A mensagem é de que, se virem o Toy, não entrem no carro com ele ou, então, fujam da frente.


* Hoje, quarta-feira, 25 de Março de 2009, exploro as debilidades do sistema ferroviário português (acompanhar minuto a minuto):




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BLOGADO ÀS 00:26:24

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