Categoria: TRÁS-OS-MONTES

23-07-2009

LÍNGUA, FERROVIÁRIO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 22/7/09

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Linha do Corgo reabre no final de 2010

A linha ferroviária do Corgo, entre Vila Real e a Régua, vai reabrir à circulação até ao final de 2010. Até lá vai ser totalmente remodelada. A empreitada representa um investimento de 23,4 milhões de euros.

(...)

No claustros do Governo Civil, Ana Paula Vitorino presidiu à cerimónia de consignação da primeira fase das obras. Prevê o levantamento da via e reperfilamento da plataforma da linha do Corgo, ao longo de 26 quilómetros, vai custar 4,4 milhões de euros e tem de estar concluída no prazo de 135 dias. O cronómetro começou ontem a contar. A seguir haverá mais duas fases para a colocação dos novos carris e travessas. Também serão beneficiados os sistemas de drenagem, as plataformas, as estações e apeadeiros.

(...)

Os prazos e intervenção previstos para a linha do Corgo são os mesmos definidos para os 12 quilómetros da linha do Tâmega, entre Livração e Amarante. Neste caso, a empreita vai custar 13,3 milhões de euros.

Nas visitas de ontem a Amarante e Vila Real, a Ana Paula Vitorino anunciou que o concurso público para a electrificação da linha do Douro entre Caíde (Lousada) e Marco de Canaveses deverá ser lançado até ao final do próximo mês. O investimento deverá rondar 50 milhões de euros. O próximo passo é concluir o projecto de electrificação da linha do Douro entre Marco de Canaveses e Peso da Régua.

Ana Paula Vitorino revelou também que está em vias de assinar um protocolo com a Refer, CP, Estrutura de Missão do Douro, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e com alguns promotores privados, com vista ao estabelecimento de uma parceria para reabilitar 28 quilómetros desactivados na Linha do Douro, entre Pocinho e Barca de Alva.



No JN (e o mesmo no Público). Mantenho, a linha do Corgo une Vila Real à Régua, no papel e na realidade. Ninguém, neste momento, escolhe o comboio para ir de Vila Real ao Porto.

Na Linha do Douro já não acontece o mesmo. Apesar de para montante do Marco não existirem aglomerados populacionais relevantes, os comboios são utilizados pelas populações. Apenas por duas razões: não há alternativas rodoviárias, e os comboios são diretos e confortáveis.

E bom, finalmente a eletrificação, para já até ao Marco, depois até à Régua. Ainda nada sobre a duplicação até ao Marco, mas não há de faltar muito. Com a linha duplicada até ao Marco e eletrificada até à Régua, não há razão para os Intercidades não voltarem.


* O Estado francês, o maior genocida linguístico do século 20 europeu, continua a fazer das suas:

Assembleia da Córsega chumba a oficialidade da língua corsa

A moção apresentada por Córsega Nação Independente perdeu, com 28 votos na contra e 19 a favor


O francês continuará a ser a única língua oficial na ilha da Córsega, após a decisão de ontem em que a câmara legislativa votou maioritariamente na contra -28 contra 19, num total de 51 deputados-, da moção que tinha apresentado Corsega Nação Independente (CNI, Corsica Nazione Indipendente) segundo explica Rádio Alta Frequenza.

A língua própria da ilha mediterrânea terá, por enquanto, só um pequeno reconhecimento legal, o mesmo que o Estado francês dá a todas as línguas menorizadas. Os deputados justificaram o voto na contra dizendo que «faz falta não queimar etapas, e começar por uma aprendizagem real do corso».

Madeleine Mozziconacci, do partido Córsega na República, argumentou -na contra da oficialidade- que «o número de falantes não aumenta, o bilingüismo na escola primária não é uma realidade e 12% dos escolares têm um ensino bilingüe"».

Por sua vez, o conselheiro executivo da União por um Movimento Popular (UMP), Antoine Giorgi, assegurou que a moção votada «corria o risco de ser interpretada como uma oposição à língua francesa e de constituir um factor de diferenciação» entre corsófonos e não corsófonos, segundo se pode ler no lugar de Unità Naziunale.

Calcula-se que nos dias de hoje entre 125.000 e 170.000 pessoas falam a língua corsa.



No PGL.

BLOGADO ÀS 00:45:47

18-07-2009

FERROVIÁRIO, PLANEAMENTO MACADAME, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 17/7/09

* Relatório Final da 'Petição pela Linha do Tua Viva'

Via linhadotua.net


* Tua não, mas Tâmega e Corgo parece que sim:

Primeiras obras de reabilitação das linhas do Corgo e do Tâmega prestes a arrancar

A secretária de Estado dos Transportes preside terça-feira, em Vila Real, à cerimónia de consignação da obra de requalificação da linha ferroviária do Corgo, que representa um investimento de 23,5 milhões de euros. A Linha do Corgo, que liga os concelhos de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, foi fechada em Março por razões de segurança.

Ana Paula Vitorino regressa a Vila Real na terça-feira para a consignação da empreitada, podendo as obras iniciar-se de imediato com vista à reabertura da via em Setembro de 2010. O calendário estabelecido entre os autarcas dos três concelhos e a secretária de Estado, no dia 30 de Março no Governo Civil de Vila Real, definia que seriam efectuados estudos preliminares em Junho nos 26 quilómetros de ferrovia e que a empreitada das obras começaria em Julho.

Também na terça-feira, mas em Amarante, a titular da pasta dos Transportes participa na consignação, por parte da Refer, da primeira empreitada de requalificação da Linha do Tâmega, num valor de 2,47 milhões de euros. No total, a Refer vai investir 14 milhões para conseguir reabrir, com as todas as garantias de segurança, esta linha entre Livração e Amarante, o que se prevê que aconteça em 2011.

As linhas do Corgo e do Tâmega foram encerradas em Março pela Refer, por falta de segurança para a circulação.



No Público.


* Convenceram as populações que era através de estradas que se atingia o desenvolvimento. Daqui a quinze anos, quando tudo estiver na mesma, gostava de saber qual a invenção seguinte. A 'solução única', neste momento, é furar a Serra da Estrela:

52 milhões para entrar na serra
Variante de Tábua e troço do IC 6 em Setembro

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, visitou ontem, quarta-feira, as obras de construção da variante de Tábua e do IC-6, tendo considerado os dois trabalhos como uma forma de "atrair investimento, diminuir a sinistralidade e combater a crise".

(...)



No JN.

BLOGADO ÀS 00:55:30

15-05-2009

OCORRÊNCIAS, LÍNGUA, BICICLETAS, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 14/5/09

* É óbvio que eu, tendo tido umas cadeiritas de engenharia, não me arrogo a assinar projetos de especialidades. Muitos engenheiros e engenheiros técnicos, no entanto, achavam-se capazes de assinar projetos de arquitetura. Portugal passou 35 anos com o seu desenvolvimento urbanístico regulado por uma das leis mais incivilizadas da Europa. Daqui a 5 anos, seremos um país um pouco mais normal:

Só os arquitectos passam a poder assinar projectos

Uma longa luta, de mais de 35 anos, dos arquitectos portugueses chegou ontem ao fim: o decreto 73-73, que permite o exercício da arquitectura a profissionais sem a qualificação necessária para isso, vai ser revogado. A proposta de lei 116/10 foi aprovada na comissão parlamentar de Obras Públicas e será votada amanhã pela Assembleia da República.

“É um momento muito importante na vida dos arquitectos. É um novo ciclo que se abre”, diz João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, declarando-se “muito satisfeito” com o desfecho do processo e, sobretudo, com o facto de a nova lei ter resultado de um acordo “inédito e histórico” com a Ordem dos Engenheiros.

Até aqui, a lei portuguesa permitia que projectos de arquitectura fossem assinados por pessoas sem formação específica na área – nomeadamente engenheiros. A nova lei “consagra a arquitectura para os arquitectos”. E vai mais além do que a revogação do 73-73, decreto maldito no mundo da arquitectura. Reconhece, por exemplo, o trabalho dos arquitectos nas áreas de urbanismo, fiscalização de obra e direcção de obra.

Vai haver ainda um período de transição de cinco anos, mas depois disso, explica Gonçalo Menéres Pimentel, assessor jurídico da Ordem, “qualquer obra, da ponte ao quiosque, tem que ter um projecto de arquitectura necessariamente subscrito por arquitectos”. As únicas excepções são a renovação de interiores em edifícios não classificados e obras “de escassa relevância urbanística”.

Cada obra deve também ter um projecto de engenharia. A fiscalização pode ser feita quer por engenheiros, quer por arquitectos, dependendo da “natureza predominante da obra”. “O que se consagrou – sublinha Menéres Pimentel – é que a actividade de projecto é multidisciplinar”.



No Público.


*

Câmaras de Vagos e Aveiro trocam carros por bicicletas
Funcionários utilizam velocípedes sem motor nas deslocações profissionais, agilizando alguns serviços

Funcionários da Câmara de Vagos pediram ao presidente da Autarquia bicicletas para percorrer distância entre a Câmara e outros serviços públicos no centro da vila. Veículo rápido, económico, fácil de estacionar e não polui.

Se um dia reconhecer um fiscal da Autarquia, um técnico do sector de património, urbanismo ou qualquer outro funcionário da Câmara Municipal de Vagos (CMV) a andar de bicicleta, em pleno centro da vila de vaguense, em horário laboral, não se admire. É o mais recente veículo adquirido pela Autarquia, para facilitar a mobilidade dos funcionários.

(...)



No JN.


* Foi o que me pareceu perceber, mas eles confirmam - a Declaração de Impacto Ambiental da Barragem de Foz Tua não obriga a EDP a fazer uma nova linha ferroviária. Primeiro diz que sim, mas depois indica que a EDP deverá realizar um 'análise da viabilidade de construção de um novo troço de linha férrea'. Já que a Linha do Tua será inapelavelvemente submersa em parte da sua extensão, uma nova linha terá de ser feita nesse troço, mas a Declaração apenas manda a EDP fazer um estudo. E se o estudo concluir que a nova linha é muito cara (o mais provável), como ficámos? Com estudo e sem linha?

Mais no linhadotua.net.


* E ainda há quem diga que os políticos portugueses são maus - se querem reacionários, conservadores sem vergonha e fascistas, vejam os nossos vizinhos:

Mayor Oreja se enorgullece de que su bisabuelo prohibiese hablar el euskera en su casa

"Mi bisabuelo se esforzó para que sus hijos no se encerrasen en el granero. Prohibió que hablaran el vasco en casa, para que aprendieran bien el español". El guipuzcoano Jaime Mayor Oreja, que encabeza la lista del Partido Popular a las elecciones europeas del próximo junio, se enorgullece de esta historia familiar suya. La ha narrado esta mañana en Barcelona para justificar su oposición al modelo de inmersión lingüística en las escuelas catalanas, que consagra la lengua propia de Cataluña como la vehicular en los colegios.

(...)



No El País, via garabulho.



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BLOGADO ÀS 01:16:35

14-05-2009

OCORRÊNCIAS, FERROVIÁRIO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 13/5/09

* Mais sobre a Declaração de Impacto Ambiental da Barragem de Foz Tua, no Público e no JN.


* Um dos escritores da minha afeição, Mário de Carvalho, acaba de ganhar o Prémio Literário de consagração Vergílio Ferreira. O que muito me apraz.

(através dos Blogtailors).



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BLOGADO ÀS 00:56:39

13-05-2009

FERROVIÁRIO, CENTRALISMO, MULHERES, GRANDE PORTO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 12/5/09

*

O Ministério do Ambiente emitiu hoje uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada.

A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida segunda-feira, e que a Lusa teve hoje acesso, impõe a cota mínima de 170 metros e obriga a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferrroviário.

Na Lusa, via linhadotua.net.


*

CP vai lançar maior concurso de sempre para comprar 102 comboios

A CP vai comprar 102 comboios novos que poderão custar mais de 500 milhões de euros, num investimento que é o maior de sempre da empresa na compra de material circulante.



No Público. Dos 102 novos comboios anunciados, 49 são elétricos, dos quais 8 irão para os suburbanos do Porto.


* Uma mulher: Eva Green





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BLOGADO ÀS 00:43:37

02-05-2009

PORTURARIDADE, IMPRENSA, METRO, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 1/5/09

* Este texto elenca todas as razões para não se construir a barragem do Tua. Alguém me consegue mostrar uma razão válida para a construir?

No linhadotua.net.


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Proposta do Governo para reduzir multas ambientais classificada como "uma vergonha"

O Governo quer reduzir as multas ambientais, para proteger pessoas singulares e pequenas e médias empresas. As primeiras reacções são de total surpresa, com a medida, anunciada hoje, a ser classificada como “uma vergonha”, “um passo atrás” ou “um mau sinal”.

(...)

No Público.


* Em Coimbra, mais um passo na direção do metro:

(...)

A construção do segundo troço do Sistema de Mobilidade do Mondego, que contempla a instalação de um metropolitano de superfície no Ramal da Lousã, foi posta a concurso.

Os trabalhos, da responsabilidade da Refer, custam 43 milhões de euros.

A sociedade Metro Mondego revelou anteontem à noite, em comunicado, que o concurso público lançado pelo Governo abrange a empreitada de construção do troço ferroviário entre Alto de São João (Coimbra) e Miranda do Corvo, numa extensão de 14,28 quilómetros.

(...)



No JN.

Curiosamente, em lado nenhum aparece a referência à duplicação da via. Vai continuar em via única?


* Em Almada, expande-se a rede:

Falta de utentes não trava expansão

(...)

Faz hoje dois anos que o Metro Sul do Tejo (MST) começou a circular nos concelhos de Almada e Seixal.

Ainda sem os 85 mil passageiros diários planeados, é já certo o seu prolongamento ao Fogueteiro e ao Barreiro

(...)

No JN.



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BLOGADO ÀS 00:35:10

06-02-2009

GAMANÇOS, BICICLETAS, FERROVIÁRIO, IMPRENSA, MÁ IMPRENSA, TRÁS-OS-MONTES

Atualizações 5/2/09

*Sugestões da M:

Alterações do Código da Estrada para o aumento da segurança no uso da bicicleta (texto riquíssimo de conteúdo e competência - aconselho a todos a leitura);

Petição ao Presidente da República - O direito dos ciclistas em Portugal e a necessidade de revisão do Código da Estrada


* Linha do Tua:

Estudo ambiental da barragem do Tua prevê alternativa rodoviária e contradiz Governo

A secretária de Estado garantiu que o comboio não acabaria no vale do Tua. Não é isso que a EDP propõe:a linha será submersa. Em troca haverá um museu

A Horas após o último acidente na Linha do Tua, no passado dia 22 de Agosto, a secretária de Estado dos Transportes e Mobilidade, Ana Paula Vitorino, garantiu que aquele troço ferroviário iria continuar, mal fossem repostas as condições de segurança. Nem mesmo a construção da futura barragem do Tua acabaria com o comboio naquele vale, pois o promotor da obra, a EDP, "teria que encontrar uma alternativa ferroviária", assegurou a governante.

Mas o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do futuro Empreendimento Hidroeléctrico de Foz-Tua (EHFT), actualmente em fase de consulta pública, apenas prevê uma alternativa rodoviária à submersão da linha ferroviária actual. Para compensar o fim do comboio, a EDP propõe a construção de um pequeno museu (ver caixa).

Qualquer uma das três cotas da barragem que estão em estudo leva ao fim do traçado actual da Linha do Tua. Com o nível de armazenamento pleno (NPA) de 195 metros, o mais alto e também o mais rentável para a EDP, a linha será submersa em 31 quilómetros, com as águas a alagarem nove apeadeiros. Para um NPA de 180 metros, desaparecem 23 quilómetros de linha e sete apeadeiros. A cota mais baixa, 170 metros, inundará 16 quilómetros de linha e quatro apeadeiros. Como alternativa para o fim da linha, a EDP propõe um serviço rodoviário baseado em autocarros e em viaturas de pequena dimensão para as localidades mais isoladas a funcionar entre a estação do Tua e a última estação ferroviária não submersa - à cota máxima, será a do Cachão, a 13 quilómetros de Mirandela.

Mesmo antes de a albufeira começar a encher, a linha terá que ser cortada entre a estação do Tua, onde entronca na Linha do Douro, e o apeadeiro de Tralhariz, para a realização dos estudos e trabalhos geológicos e geotécnicos necessários à elaboração do projecto.

Neste cenário, e como a linha se encontra encerrada até que sejam realizados todos os estudos e trabalhos de reparação da actual plataforma, cujas más condições contribuíram para o último descarrilamento, não é de excluir que as ligações ferroviárias entre o Douro e o vale do Tua não voltem a ser retomadas.

A construção de uma nova via ferroviária teria um custo incomportável e apenas a autarquia de Mirandela está verdadeiramente empenhada na manutenção da linha. Além de que a elevação da cota da linha inviabilizaria qualquer ligação com a Linha do Douro. Resumindo: o comboio só deverá continuará a apitar no vale do Tua se a barragem não avançar.

Os argumentos a favor da construção do EHFT enquadram-se na estratégia energética do Governo.

Como é sublinhado no EIA, a barragem "contribui, de forma directa, para a produção de energia limpa através de um recurso renovável e, de forma indirecta, (...) para a utilização da potência eólica instalada, ao mesmo tempo que presta um importante serviço para aumentar a segurança de abastecimento energético e para reduzir a emissão de gases". Para a EDP, é uma barragem fundamental, porque pode tirar partido da cascata de barragens que possui a jusante e rentabilizar ainda mais os parques eólicos que possui no Marão.

O custo principal é a destruição de uma das mais belas linhas ferroviárias nacionais, que, pela beleza do percurso e pelo gigantismo técnico da sua construção, teria sido possível candidatar, em devido tempo, a património mundial. Outros impactes negativos, caso prevaleça a cota máxima, serão, por exemplo, a submersão de perto de 100 hectares de vinha, que incluem a Quinta da Brunheda e a Quinta da Azenha das Três Rodas, a perda das captações de água de Sobreira e Barcel e a destruição das Caldas de Carlão e respectivos anexos, de dois edifícios em São Lourenço, um em Barcel e mais 56 edifícios. Será também submersa a ponte da Ribeira de Milhais e cortadas algumas ligações rodoviárias entre as estradas municipais. No EIA, é reconhecido que ocorrerão "impactes muitos negativos ao nível da agricultura e agro-indústria, com repercussões também muito negativas ao nível do emprego e dos movimentos e estrutura da população". "Isto porque", pode ler-se, "serão alagadas áreas onde a actividade vitivinícola é responsável pela presença de uma comunidade jovem, por exemplo nas freguesias de Candedo, Pinhal do Norte e Pereiros".

A opção pela cota mais baixa permitirá salvar a Quinta da Brunheda e também as Caldas de Carlão, no concelho de Alijó. Já as Termas de São Lourenço não serão afectadas, podendo mesmo beneficiar da barragem.



* Sobre aulas de karaté para idosos, o jornalista da RTP refere que, "numa altura como esta", é coisa que dá jeito.

O que quer dizer ele com isto? Existe uma vaga de crime violento? Portugal é um país violento?

Nem uma coisa nem outra. Nem Portugal é um país inseguro nem se tornou mais inseguro nos últimos tempos. É com este tipo de mau jornalismo que as mães não deixam os putos brincar na rua, que os velhotes não saem de casa à noite, que põe todagente a achar que, na realidade, Portugal é mesmo um país violento.

Não sei em que estado dos EUA (Califórnia?), mas num determinado período de tempo o crime reduziu-se 20%, mas a exposição mediática do crime aumentou 200%. Consequência: enquanto o crime diminuia, as pessoas ganhavam medo.


* O patrocínio que ainda não tenho (mas mataria para garantir):





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BLOGADO ÀS 01:27:54

07-02-2008

RECORRÊNCIAS, FOTOS, VIAGENS, FERROVIÁRIO, TRÁS-OS-MONTES

linha do tua


Enquanto não subir e descer o Tua, lá para Março, ficam as imagens, e a expectativa. Uma barragem que submerge uma linha de caminho-de-ferro, independentemente do que mais destruir, devia ser proibida antes sequer de ser equacionada. É que, logo enquanto premissa, é idiota. E há várias maneiras de nos tornarmos auto-suficientes em termos energéticos. Basta pouparmos mais. Já li algures que, se gastassem o dinheiro que planeiam investir nas barragens em programas de poupança de energia, era mais eficaz. Poupava-se mais energia do que a que se produziria.

Há uns dias um amigo dizia-me que, entre a barragem e o nuclear, preferia o nuclear. Eu não prefiro nenhuma.

BLOGADO ÀS 20:07:33
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