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Linha do Corgo reabre no final de 2010
A linha ferroviária do Corgo, entre Vila Real e a Régua, vai reabrir à circulação até ao final de 2010. Até lá vai ser totalmente remodelada. A empreitada representa um investimento de 23,4 milhões de euros.
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No claustros do Governo Civil, Ana Paula Vitorino presidiu à cerimónia de consignação da primeira fase das obras. Prevê o levantamento da via e reperfilamento da plataforma da linha do Corgo, ao longo de 26 quilómetros, vai custar 4,4 milhões de euros e tem de estar concluída no prazo de 135 dias. O cronómetro começou ontem a contar. A seguir haverá mais duas fases para a colocação dos novos carris e travessas. Também serão beneficiados os sistemas de drenagem, as plataformas, as estações e apeadeiros.
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Os prazos e intervenção previstos para a linha do Corgo são os mesmos definidos para os 12 quilómetros da linha do Tâmega, entre Livração e Amarante. Neste caso, a empreita vai custar 13,3 milhões de euros.
Nas visitas de ontem a Amarante e Vila Real, a Ana Paula Vitorino anunciou que o concurso público para a electrificação da linha do Douro entre Caíde (Lousada) e Marco de Canaveses deverá ser lançado até ao final do próximo mês. O investimento deverá rondar 50 milhões de euros. O próximo passo é concluir o projecto de electrificação da linha do Douro entre Marco de Canaveses e Peso da Régua.
Ana Paula Vitorino revelou também que está em vias de assinar um protocolo com a Refer, CP, Estrutura de Missão do Douro, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e com alguns promotores privados, com vista ao estabelecimento de uma parceria para reabilitar 28 quilómetros desactivados na Linha do Douro, entre Pocinho e Barca de Alva.
Assembleia da Córsega chumba a oficialidade da língua corsa
A moção apresentada por Córsega Nação Independente perdeu, com 28 votos na contra e 19 a favor
O francês continuará a ser a única língua oficial na ilha da Córsega, após a decisão de ontem em que a câmara legislativa votou maioritariamente na contra -28 contra 19, num total de 51 deputados-, da moção que tinha apresentado Corsega Nação Independente (CNI, Corsica Nazione Indipendente) segundo explica Rádio Alta Frequenza.A língua própria da ilha mediterrânea terá, por enquanto, só um pequeno reconhecimento legal, o mesmo que o Estado francês dá a todas as línguas menorizadas. Os deputados justificaram o voto na contra dizendo que «faz falta não queimar etapas, e começar por uma aprendizagem real do corso».
Madeleine Mozziconacci, do partido Córsega na República, argumentou -na contra da oficialidade- que «o número de falantes não aumenta, o bilingüismo na escola primária não é uma realidade e 12% dos escolares têm um ensino bilingüe"».
Por sua vez, o conselheiro executivo da União por um Movimento Popular (UMP), Antoine Giorgi, assegurou que a moção votada «corria o risco de ser interpretada como uma oposição à língua francesa e de constituir um factor de diferenciação» entre corsófonos e não corsófonos, segundo se pode ler no lugar de Unità Naziunale.
Calcula-se que nos dias de hoje entre 125.000 e 170.000 pessoas falam a língua corsa.
BLOGADO ÀS 00:45:47
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* Relatório Final da 'Petição pela Linha do Tua Viva'
Via linhadotua.net
* Tua não, mas Tâmega e Corgo parece que sim:
Primeiras obras de reabilitação das linhas do Corgo e do Tâmega prestes a arrancar
A secretária de Estado dos Transportes preside terça-feira, em Vila Real, à cerimónia de consignação da obra de requalificação da linha ferroviária do Corgo, que representa um investimento de 23,5 milhões de euros. A Linha do Corgo, que liga os concelhos de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, foi fechada em Março por razões de segurança.
Ana Paula Vitorino regressa a Vila Real na terça-feira para a consignação da empreitada, podendo as obras iniciar-se de imediato com vista à reabertura da via em Setembro de 2010. O calendário estabelecido entre os autarcas dos três concelhos e a secretária de Estado, no dia 30 de Março no Governo Civil de Vila Real, definia que seriam efectuados estudos preliminares em Junho nos 26 quilómetros de ferrovia e que a empreitada das obras começaria em Julho.
Também na terça-feira, mas em Amarante, a titular da pasta dos Transportes participa na consignação, por parte da Refer, da primeira empreitada de requalificação da Linha do Tâmega, num valor de 2,47 milhões de euros. No total, a Refer vai investir 14 milhões para conseguir reabrir, com as todas as garantias de segurança, esta linha entre Livração e Amarante, o que se prevê que aconteça em 2011.
As linhas do Corgo e do Tâmega foram encerradas em Março pela Refer, por falta de segurança para a circulação.
52 milhões para entrar na serra
Variante de Tábua e troço do IC 6 em SetembroO ministro das Obras Públicas, Mário Lino, visitou ontem, quarta-feira, as obras de construção da variante de Tábua e do IC-6, tendo considerado os dois trabalhos como uma forma de "atrair investimento, diminuir a sinistralidade e combater a crise".
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BLOGADO ÀS 00:55:30
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* Só para provar que a Assembleia Metropolitana serve para alguma coisa:
Via Baixa do Porto. Objetivo, necessário e sem nenhum erro. Notável.(...)
Assim, a Assembleia Metropolitana do Porto, reunida em 10 de Julho de 2009,
considera prioritária a ligação ferroviária Porto-Vigo em Velocidade Elevada, e
reclama do governo e das competentes entidades públicas:
-a construção duma linha nova,
-em bitola europeia (1.435 mm),
-e com uma estação ferroviária no Aeroporto de Pedras Rubras(...)
Ministério promete resolver situação de professores de actividades de enriquecimento curricular
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O Governo vai aprovar, esta quinta-feira em Conselho de Ministros, o decreto-lei que resolve a situação dos 15 mil professores das actividades de enriquecimento curricular.
O contrato destes técnicos era muito precário, como reconhece o Ministério da Educação, porque os professores eram contratados pelas autarquias em regime de recibos verdes.
Mas, a partir de agora, avançou à TSF o secretário de Estado, Valter Lemos, serão criadas as condições necessárias e legais para que as autarquias celebrem contratos de trabalho com estes docentes.
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O dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, comentou esta posição do Governo, afirmando que o Ministério apenas está a fazer cumprir a lei.
«O Governo vir dizer que vai repôr o que está na lei, quer dizer que se assim não for teríamos um Governo fora da lei. Em primeiro lugar, a existência de um contrato para esta situação é obrigatório, portanto, o Governo não via impôr nada que seja novo», declarou.
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Foi neste espírito de aproveitar a riqueza dispersa pela sociedade civil que nasceu recentemente a Rede Norte: uma plataforma destinada a agregar competências complementares da Associação de Cidadãos do Porto, da Associação Comboios XXI (de Braga), da Campo Aberto (dedicada ao ambiente e ordenamento do território), e de mais organizações que a estas se queiram reunir. Junta-se assim massa crítica para gerar propostas concretas baseadas em estudos sólidos, que serão oferecidas ao poder político para implantação. Em termos simples: é "preparar a papinha" para quem tem o poder executivo.
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BLOGADO ÀS 01:07:41
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* No Plano Estratégico de Transportes (PET) do Ministério das Obras Públicas encontra-se isto:
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Concluir e executar o Plano Director da Rede Ferroviária Nacional, articulando as soluções de alta velocidade nas deslocações internacionais e no eixo Lisboa-Porto-Vigo com a concretização de um plano para a rede convencional, reforçando a interoperabilidade segundo padrões europeus, com destaque para a migração de bitola, eliminando os estrangulamentos
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Assegurar no planeamento da Rede Ferroviária de Alta Velocidade do território continental, a articulação com o reforço e modernização das linhas e serviços do caminho de ferro convencional e com o restante transporte público e, quando se trate de estações localizadas fora dos perímetros urbanos, a ligação à rede rodoviária fundamental (IP e IC)
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Piruetas
Henrique Raposo, cronista do Expresso, no passado dia 20 de Junho escrevia no seu blogue um texto apologista da ligação TGV Lisboa-Madrid e apelidava de “grã-finismo tonto” a ligação Lisboa-Porto. O homem ia mais longe (efeitos com certeza da velocidade estonteante deste tipo de comboios) e falava até de um TGV Lisboa-Lyon. Do seu texto transcrevo as seguintes frases que me parecem resumir o pensamento do citado sobre o assunto.
“Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.”
“Mas a questão continua a ser a mesma: temos dinheiro para o fazer nos próximos anos? A dívida externa passou de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008. Saber esperar é uma virtude. E saber as prioridades também. Lisboa/Madrid é necessário. Lisboa/Porto é grã-finismo tonto.”
Numa breve troca de emails fiz-lhe ver que, além do facto dos TGV’s serem competitivos apenas para distâncias de 500 a 700 km e tempos de viagem até 3 horas – Lisboa-Lyon é lirismo -, o traçado proposto era uma aberração que deixava mais de metade de Portugal de fora, pois ninguém de Braga ou do Porto estaria disposto a descer de comboio 350 km para sul, 200 para leste atravessando o Alentejo e, depois, mais 400 km para nordeste em direcção a Madrid. Isto é, uns absurdos 400 km suplementares quando afinal Madrid se situa à latitude de Coimbra (dado desconhecido lá para o sul) e a escassos 500 km desta região que vai do Minho até Coimbra. Provei-lhe também que os próprios estudos da Rave provavam que o corredor Grande Porto e Norte Litoral – Madrid teria mesmo maior procura que o corredor Lisboa - Évora - Badajoz - Madrid tanto em passageiros como em mercadorias. Mais importante ainda: informei-o que o corredor Lisboa-Porto seria mesmo o único que poderia gerar tráfego suficiente para se auto sustentar. A isto respondeu-me que defendia o TGV Lisboa-Madrid não por causa de quem “vai daqui para lá, mas quem vem de lá para cá”. A isto questionei-o se “quem vem de lá para cá” seria suficiente para pagar tal quimera. Até hoje não obtive resposta.
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BLOGADO ÀS 01:48:24
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* Se Espanha fosse dividida em pequenos países, e acaso os novos países, outrora regiões periféricas, adotassem normas linguísticas muito rígidas, era um pouco isto que aconteceria:
Controversial amendment of Slovak language law passed
On Tuesday, 30 June, the Slovak Parliament passed the amendment of the Slovak Language Law. The new version will enter in force in September 2009. Members from the Party of the Hungarian Coalition expressed their conviction that the new law will hinder the enforcement of the linguistic rights of national minorities.The original version of the law, passed in 1995 for the protection of the Slovak language ordered the exclusive use of the Slovak language in official and public communication. Several amendments have taken place since then.
Provisions concerning sanctioning were eliminated from the law in 1999. The current amendment brings these articles back by imposing fines. All physical persons, legal entities and organisations will be obliged to use the Slovak language in all forms of non-private communication. The non-observance of the law implies a sanction which may vary between 100 and 5,000 Euros.
Both oral and written communication must use Slovak. A version in a second language, which is word by word identical to the Slovak, may follow, but, if printed, only with smaller characters.
Culture Minister Marek Maďarič, who submitted the bill, denied that the amendment was aimed against the Hungarian minority. He said the law would not affect the use of minority languages. In the parliamentary debates, members from the Party of the Hungarian Coalition expressed their conviction that the new law will hinder the enforcement of the linguistic rights of national minorities. Party President Pál Csáky stressed that such a law did not exist even in the era of the Austro-Hungarian Monarchy. "This law would not have allowed Albert Einstein to become a professor at any Slovak university. As we know, Einstein was lecturing in German at the American universities because his English was not good enough”, he said.
It is interesting to note that those using the Czech language will not be sanctioned. Czech is an exception because it fulfils the requirement of basic understanding. Some other exceptions include for example, the communication between medical staff and their patients in health care or the possibility of regional broadcasting in a minority language. A new division will be set up in the Ministry of Culture to control the law's enforcement.
136 MPs of the 150-member Slovak Parliament were present at the voting and 79 of them supported the amendment. The law also caused tensions in the relationship between Bratislava and Budapest. On Monday, the Speaker of Hungarian Parliament, Katalin Szili, sent a letter to her Slovak colleague asking for the postponement of the final voting – but in vain.
Articles in the Hungarian press and in the Hungarian-language press of Slovakia have stressed today that the law contributes to a climate of growing uncertainty and fear among minorities in Slovakia. (Eurolang 2009)
Reactivação dos comboios de passageiros para Coruche obriga a transbordos no Setil
Congestionamento da Linha do Norte não permite ligações directas entre Coruche e Lisboa. Havia uma alternativa, mas não foi estudada pela CP
Os comboios de passageiros vão regressar à velha estação de Coruche, que fica a dois quilómetros da vila, mas os seus habitantes não terão ligações directas a Lisboa porque a Refer e a CP não conseguem meter mais comboios na linha do Norte devido ao seu congestionamento na zona suburbana da capital.
A solução encontrada passa pela existência de um vaivém entre Coruche e Setil que dará, nesta estação, ligação ao serviço da CP Regional para Lisboa. Desta forma os passageiros vindos de Coruche, Marinhais e Muge passarão a ter serviços diários para o Setil, onde apanharão os regionais de Tomar e do Entroncamento com destino a Oriente e Santa Apolónia.
Esta não era a pretensão do presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), que há anos defende a circulação de comboios directos entre o seu concelho e Lisboa, estando, em conjunto com os seus colegas de Salvaterra e Cartaxo, disponível para assinar um protocolo com a CP em que as autarquias comparticipam nos custos de exploração do serviço.
Trata-se de uma experiência inédita em Portugal, em que as autarquias assumem participar nos prejuízos da CP, em troca de um benefício para a comunidade que é o aumento da mobilidade. Mas neste caso a experiência pode não se revelar um sucesso por o transbordo no Setil vir a ter um efeito dissuasor na procura.
A impossibilidade de realizar serviços directos para Lisboa evidencia mais uma vez a necessidade de modernização da Linha do Norte, cujas obras foram mandadas travar por este Governo, tendo em conta que o TGV iria ligar Lisboa ao Porto.
O troço Lisboa-Azambuja é um dos mais congestionados da Linha do Norte porque, além dos suburbanos, também aí circulam os comboios de longo curso, regionais e de mercadorias. "Meter ali os comboios de Coruche para Lisboa iria mexer com os outros horários e a linha não tem capacidade para mais, sob pena de afectar toda a circulação e provocar atrasos", disse ao PÚBLICO uma fonte da CP.
Na semana passada a Câmara de Coruche anunciou que até 15 de Setembro iria ser reactivada a circulação de comboios para Lisboa com 10 circulações diárias. Segundo o jornal Mirante (na sua edição online de 23/6/09), o tempo de viagem será de 75 minutos e o preço do bilhete entre Coruche e Lisboa de 2,70 euros, sendo o passe mensal de 119 euros.
A circulação de comboios de passageiros entre Setil e Vendas Novas (70 km) foi interrompida em 2005 devido à fraca procura, tendo a CP substituído a automotora dos anos quarenta que aí tinha por um serviço rodoviário. Como habitualmente, os autocarros acabaram por desaparecer algum tempo depois.
Graças à pressão dos municípios, a empresa volta agora a pôr os comboios nos carris, mas só do Setil a Coruche, numa extensão de 35 km. Na impossibilidade de fazer directos para Lisboa, bastaria realizá-los de Coruche à Azambuja, onde os passageiros poderiam prosseguir viagem para a capital, dispondo de maior oferta. Essa situação, porém, não foi contemplada pela CP, que continua dividida em unidades de negócios estanques: Azambuja é "território" da CP Lisboa e Coruche da CP Regional.
Ligação a Lisboa através da Azambuja facilitaria a vida aos utentes, com mais comboios, mas a CP não a teve em conta
BLOGADO ÀS 00:33:53
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* Texto meu no PGL.
* A obra avança - Ana Paula Vitorino é, para já, mulher de palavra:
Linha de Leixões – Reactivação do Serviço de Passageiros
Consignada empreitada de construção das infra-estruturas da 1ª fase
No âmbito do protocolo celebrado em 22 de Maio de 2009, entre a REFER, o Município de Matosinhos e a CP Comboios de Portugal, foram ontem consignados os trabalhos da empreitada de construção das infra-estruturas da 1ª fase de reactivação do serviço comercial de passageiros na Linha de Leixões, entre as estações de Ermesinde e Leça do Balio, numa extensão de 10,6 km, servindo as estações intermédias de S. Gemil e S. Mamede de Infesta.Adjudicados à empresa Maranhão – Sociedade de Construções, Lda, por 476.445,00 euros e um prazo de execução de 60 dias de calendário, os trabalhos compreendem a realização das seguintes intervenções principais:
– Alteamento das plataformas existentes nas estações de S. Mamede de Infesta e Leça do Balio;
– Construção de uma nova plataforma na estação de S. Gemil;
– Colocação de abrigos e iluminação nas plataformas de S. Gemil, S. Mamede de Infesta e Leça do Balio.(...)
BLOGADO ÀS 01:02:08
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Decidi esperar que a chuva passe numa paragem de autocarros. Andei no início da manhã a tentar chegar ao mar, e o resto da manhã a tentar descobrir o Hoek van Holland. Não sei o que é, não sei onde é, mas tenho a ligeira sensação que será interessante. Como não consegui descobrir, vou tentar ir ao centro de Den Haag, já que ainda não saí dos subúrbios. Ainda há luz.
BLOGADO ÀS 23:57:51
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* Linha estreita? Bah. E eu que pensava que era uma obra a sério. Sem via larga não há ligações diretas entre Amarante / Vila Real e o Porto, e não existe qualquer garantia de retorno do investimento. E se as linhas são muito inclinadas para a via larga, é refazê-las. O serviço que existia apenas dificilmente se poderia classificar de ferroviário, e o que propõe não é muito diferente:
Corgo e Tâmega só voltam a ter comboios nas linhas em 2011
Travessas monobloco, bibloco ou de madeira? Onde comprá-las? A que preço? Que prazos de entrega? Eis algumas perguntas a que a Refer ainda não sabe responder, mas que são decisivas para calendarizar o projecto de modernização das linhas do Tâmega e do Corgo, encerradas abruptamente em Março passado por razões de segurança.
O que a Refer garante é que a obra é mesmo para avançar e que um despacho conjunto dos ministérios das Obras Públicas e das Finanças já deu autorização para o investimento de 36,9 milhões de euros necessários para pôr as linhas como novas.
De resto, há já um discreto e inovador trabalho que está a ser realizado no terreno e que consiste na colocação de balizas ao longo da linha para serem lidas por uma estação topográfica sobre rodas que vai circular pela via-férrea e ler esses pontos por forma a traçar com grande precisão a sua quota. Isto vai permitir optimizar o traçado da linha e saber exactamente onde colocar as novas travessas e carris. Tudo sem recorrLer a papéis nem cartas topográficas, como antes se fazia, mas sim a um moderno software que está pela primeira vez a ser utilizado em linhas férreas portuguesas.
A parte tecnologicamente avançada deste projecto morre aqui, por enquanto. Segue-se a parte menos agradável, que é arrancar toda a superestrutura de via - carris, travessas e balastro -, ficando a nu um estradão pelas encostas do Corgo e do Tâmega, que será alvo de um aprofundamento de 30 centímetros, leito onde assentará a futura linha.
O problema é que esta "chaga" na paisagem corre o risco de se eternizar, pois a Refer está com dificuldades no aprovisionamento das travessas de via estreita para dar seguimento à obra. Carlos Clemente, responsável pelo projecto, admite a existência deste hiato entre a remoção do material e a colocação do novo, mas garante que não há motivos para as populações locais recearem pela vinda da "nova" linha. O projecto está dividido em quatro fases: levantamento geotécnico (em execução), levantamento da via e reperfilamento da plataforma, compra de material de via e assentamento desses materiais. O próximo passo será a vinda de maquinaria para remover tudo, operação que deverá acontecer entre Julho e o fim deste ano.
O tempo para conceber os moldes e iniciar uma linha de fabrico de travessas é moroso, pelo que só em 2010 se poderão ver operários no Corgo e no Tâmega a colocar carris. Antes de 2011, diz Clemente, dificilmente as duas obras serão inauguradas.
Dificuldades na compra de travessas e carril para via estreita ditam arrastamento do projecto de modernização.
A partir de Setembro
Coruche vai ter ligação ferroviária a Lisboa
As localidades do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos vão ter ligação ferroviária a Lisboa com a reactivação do trajecto entre Coruche e a capital, a partir de Setembro. De acordo com um comunicado da Câmara Municipal do Cartaxo, a introdução deste serviço foi acordado na sequência de uma reunião entre a Secretaria de Estado dos Transportes, Refer, CP e as autarquias do Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. A ligação vai ser efectuada nos dias úteis, sendo assegurada por cinco comboios regionais nas horas de ponta (manhã, almoço e fim de tarde), entre Coruche e Santa Apolónia (Lisboa) com paragem em Marinhais, Seitil e outras estações principais. A viagem entre Seitil e Santa Apolónia terá uma duração de 46 minutos e evita aos passageiros do Cartaxo terem de se deslocar à Azambuja, que fica a 14 quilómetros. Para valorizar o acesso à estação do Setil, a Câmara Municipal do Cartaxo vai avançar já no mês de Agosto, com a beneficiação da estrada que liga a cidade do Cartaxo ao Setil – principal nó de ligação ferroviário da Linha do Norte. A intervenção nesta via estruturante vai ultrapassar os 900 mil euros. O município vai igualmente criar mais espaço e melhores condições de estacionamento junto à estação, para que quem usufrua do comboio possa deixar o seu veículo em segurança, assim como alargar o percurso do TUC – Transporte Urbano do Cartaxo, até ao Setil.
BLOGADO ÀS 01:33:33
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* Entrevista a Joan Solá:
¿Entonces la única solución es tener un Estado propio?
Yo no digo eso. Digo que la única manera de salvar la lengua es tener una concepción política de este país no subordinada. ¿Cómo debe ser? El ideal evidentemente es la independencia, pero podría haber una fórmula intermedia tan digna como esa. Como pasa en Suiza, Canadá o Bélgica por ejemplo , que son países donde la situación lingüística no está tan podrida como aquí.
Ana Paula Vitorino avança
Autoridades dos Transportes iniciam trabalhos esta semana
A secretária de Estado dos Transportes avançou que o Conselho Geral da Autoridade Metropolitana dos Transportes (AMT) de Lisboa irá reunir pela primeira vez amanhã. Na ordem de trabalhos estão dois assuntos: eleger os representantes para o Conselho Executivo e eleger o presidente do Conselho Geral. A mesma ordem de trabalhos marcará a primeira reunião da AMT do Porto, a realizar na sexta-feira.
Ana Paula Vitorino confirmou ainda à Transportes em Revista os nomes escolhidos para as presidências. Tal como a Transportes em Revista anunciou, Carlos Correia foi o escolhido para a AMT de Lisboa, enquanto Isabel Oneto (na foto) deverá encabeçar a autoridade do Porto.
BLOGADO ÀS 01:55:24
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* O corte de via deve estar para breve, por isso
No ramal da Lousã
Metro do Mondego prepara transporte alternativo
Com o início da primeira empreitada marcado para meados de Agosto e devido ao inevitável encerramento do ramal ferroviário da Lousã, o Metro do Mondego anunciou que já deu início aos trabalhos de planeamento de serviços de transporte alternativos e que já entregou as propostas às três Câmaras Municipais envolvidas: Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo.
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BLOGADO ÀS 18:10:11
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* Mais sobre a 'Linha de São Mamede' (Matosinhos - São João). Não é que me desagrade o traçado. O que estranho é que não haja qualquer coordenação com o projeto da CP, que também calcorreará aqueles terrenos.
Metro vai partir da praia e chega em túnel ao S. João
Linha por S. Mamede criará mais nove estações no concelho
A terceira linha do metro de Matosinhos, que passará por S. Mamede de Infesta, parte da praia à superfície e chega enterrada ao Hospital de S. João (Porto). A ligação aproveita o corredor da Linha Azul e cria mais nove estações no concelho.
O metro atracará, pela primeira vez, na frente de mar com uma estação na Avenida da República, a poucos passos da praia de Matosinhos. Essa mudança obriga a deslocar a estátua de Passos Manuel e mexe com o trajecto das restantes ligações ao município. O término da actual Linha Azul e da futura ligação a S. Mamede de Infesta e ao Hospital de S. João no Porto passará a ser na praia de Matosinhos. A plataforma do Senhor de Matosinhos será o término da linha do Campo Alegre.
Essa alteração visa anular a curva existente na Linha Azul no cruzamento da Brito Capelo com a Avenida da República. A Câmara matosinhense reivindica o enterramento do metro no troço pedonal daquela rua, antes do cruzamento com a avenida. Daí rumaria a S. Bento (Porto). Essa solução, defendida pelo presidente Guilherme Pinto, evitaria constrangimentos no trânsito de viaturas e no acesso a garagens e a estabelecimentos comerciais, provocados pela circulação das composições à superfície em Brito Capelo: "Não há razão para que este constrangimento urbanístico não seja abordado de outra forma", entende o autarca. A hipótese está a ser estudada pela Metro.
Quem vier do Senhor de Matosinhos e tiver a Senhora da Hora ou a Trindade por destino, terá de fazer um transbordo no troço pedonal da Rua de Brito Capelo. Essa mudança só ocorrerá após a entrada em operação da linha Ocidental entre Porto e Matosinhos, prevista para 2014. Só dois anos mais tarde, as composições da terceira linha entre os dois concelhos começarão a circular.
Além da nova estação na praia de Matosinhos, o traçado contempla a reformulação da plataforma da Fonte de Cuco e a execução de mais sete estações. O novo troço tem seis quilómetros e metade é à superfície. "Esta linha é decisiva, pois permitirá que milhares de utentes que hoje vão ao centro do Porto passem a seguir, directamente, para o Hospital de S. João e para o pólo universitário. Serve não só os matosinhenses, mas também pessoas da Maia, da Póvoa, de Vila do Conde e da Trofa", sublinha Guilherme Pinto.
O autarca não tem dúvidas de que a nova ligação se justifica, até porque servirá zonas densamente povoadas do concelho. As composições enterrarão na Avenida de Xanana Gusmão (embora a estação na avenida ainda seja à superfície) e voltam a ver a luz do dia junto ao ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, onde será edificado um parque de estacionamento. Enterra de novo em direcção ao Hospital de S. João.
Assim, contam-se quatro estações subterrâneas: uma na Rua de Elaine Sanceau, à porta da igreja de Padrão da Légua; a da Pedra Verde, na Rua de 5 de Outubro próximo do cruzamento com a Avenida do Conde; a de S. Mamede de Infesta, que fica por baixo da igreja de S. Mamede (a área envolvente ao templo será recuperada); a do Hospital de S. João. Esta plataforma será rasgada na fronteira de Matosinhos com o Porto, em frente à unidade hospitalar.
Já a estação de Fonte do Cuco, sofrerá uma intervenção de vulto. A plataforma - que serve as linhas Vermelha, Verde e Violeta - será deslocada. Ficará por baixo de um viaduto a construir paralela à travessia rodoviária existente na Avenida de Vasco da Gama (conhecido por viaduto do Londres). A estação ficará no novo viaduto, com um elevador de acesso à Avenida Fabril do Norte.
Túnel da avenida abre com candidatura de Mesquita
BLOGADO ÀS 02:14:57
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* Não acompanhei o debate no Parlamento (a ligação vídeo que tuítei foi tomada pelo Constâncio e o BPN), mas isto aconteceu:
Adjudicação só será formalizada após as eleições
Depois de um colóquio que decorreu na Assembleia da República dedicado ao projecto do alta velocidade, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações revelou que a assinatura do contrato de adjudicação do primeiro troço do alta velocidade, entre o Poceirão e Caia, ficará para depois das eleições, só devendo ser assinado no final do ano. As bases da concessão terão ainda de der promulgadas pelo Presidente da República e só depois o consórcio vencedor poderá avançar com os estudos técnicos e posterior início da construção. Em declarações ao Diário Económico, Mário Lino afirmou “não crer que o veto vá acontecer”, uma vez que “a alta velocidade é para o Governo uma prioridade política com calendários bem definidos e que têm vindo a ser cumpridos”. A actual conjectura económica também parece não ser impedimento para o seguimento do projecto. Segundo o ministro, “Não está previsto gastar dinheiro em 2009 com a alta velocidade. Só a partir do final de 2010 [quando arrancar a obra] é que o Governo entra com dinheiro e a maior parte será em 2011 e 2012, na fase da construção”.
Segundo o Diário Económico, Manuela Ferreira Leite afirmou que se ganhar as eleições “a primeira coisa a fazer é adiar” o projecto do alta velocidade, para em seguida “fazer uma análise muito profunda dos encargos que isso tem no futuro”.
BLOGADO ÀS 00:45:23
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55 minutos de atraso. Pobre Nando!
Os alemães têm este sistema porreiríssimo para os comboios grandes, que é explicar em que parte do cais vai parar a carruagem certa. Os cais estão divididos em letras (A, B, C…), e torna tudo bem mais fácil. Só digo isto porque nesta viagem tenho lugar marcado. Viva!
Começo a notar um tipo holandês. Ainda não sei bem caracterizá-lo, mas é um tipo bem específico.
A fazer em Portugal:
ir ter com ela
ir ao dentista
ir ao oftalmologista
falar com a Marta e mostrar-lhe o denCidade
formatar o disco
regularizar a situação na Segurança Social
fazer pdf dos trabalhos deste ano
comprar bateria para télélé
IR'05 é a transcrição do diário escrito durante uma viagem de comboio através da Europa entre Novembro e Dezembro de 2005. todas as entradas aqui
tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com
BLOGADO ÀS 00:07:04
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* O Metro do Porto seguiu a minha sugestão e já está no google transit. A busca parece ainda limitada ao Metro, sem CP, STCP nem privados.
* A Assembleia da República discutiu hoje a Rede de Alta Velocidade. Pelo que vi à hora do almoço, não se juntaram apenas para falar da nova ponte sobre o Tejo ou do Madrid-Lx, graças a Deus.
* O Público noticia obras na Linha de Cascais. Não informam, no entanto, sobre travessas polivalentes, mudança da tensão elétrica ou a ligação, em Alcântara, à Linha de Cintura. Leio na REFER que
Os investimentos previstos incluem, essencialmente, a modernização da sinalização, a eliminação de todas as passagens de nível ainda existentes, a modernização da super-estrutura de via, a adequação da tensão eléctrica (tornando-a igual à da restante rede) e a requalificação de estações e apeadeiros.
BLOGADO ÀS 01:18:50
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Isabel Oneto e Carlos Correia nas Autoridades de Transportes
Após anos de espera, as Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa vão ter autoridade para coordenar os transportes
Ao fim de quatro anos e dois meses, Isabel Oneto abandona as funções de governadora civil do Porto para assumir o cargo de presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT) do Porto, entidade que vai coordenar o sistema de transportes a nível supramunicipal. Para a AMT de Lisboa, o PÚBLICO apurou que foi convidado o engenheiro Carlos Correia, actual número dois no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.
Uma das primeiras tarefas desta nova entidade é elaborar um inquérito à mobilidade e conceber o Plano de Deslocações Urbanas e do Programa Operacional de Transportes, cabendo a este último a regulamentar todos os aspectos necessários à operação do transporte de passageiros, desde os itinerários, horários e tarifários, até aos interfaces e estacionamento de âmbito metropolitana.(...)
Medidas até 2016
Governo lança programa para reduzir lixo urbano
Fraldas reutilizáveis, menos jornais gratuitos, facturas electrónicas, e água da torneira em vez de garrafa estão entre as medidas de um plano apresentado hoje pelo Ministério do Ambiente para reduzir a quantidade de lixo produzida no país. A acção mais eficaz, porém, é fazer compostagem dos resíduos orgânicos em casa.
É a terceira tentativa oficial de se controlar a produção de lixo. O primeiro Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU I) não atingiu a sua meta de redução. E o PERSU II (2007-2016) começou mal: em 2007 também falhou a alvo.
O agora divulgado Programa Nacional de Prevenção de Resíduos Urbanos promete reduzir, através de um conjunto de medidas, a recolha de lixo entre 50 e 100 quilos por pessoa, por ano. Cada português deita fora 470 quilos de lixo por ano.
A compostagem é a medida com maior efeito. Numa habitação portuguesa, cerca de um terço do lixo é composto por resíduos orgânicos – como cascas de frutas ou restos de comida. Com a compostagem em casa, nas escolas e em zonas rurais, pode-se reduzir o lixo orgânico em cerca de 17 por cento.
As fraldas descartáveis podem ser evitadas em 20 por cento, segundo o plano. Mas o peso absoluto desta redução, no cômputo geral, é mais reduzido.
No cenário mais optimista, a produção total de lixo poderia ser reduzida em 17 por cento até 2016. Um cenário menos optimista – mas mais adaptado à realidade portuguesa, segundo o plano – coloca a redução em 10 por cento. Se nada for feito, estima-se que a quantidade de lixo crescerá quatro por cento.
O programa hoje apresentado não traz detalhes sobre como será posto em prática, que tipo de infra-estruturas serão necessárias, nem onde se irá buscar dinheiro ou incentivos para a sua implementação.
Transportadora nacional não tem vendas de viagens internacionais pela Net, mas diz que é prioridade
Renfe tem bilhetes a metade do preço da CP para a mesma viagem entre Lisboa e Madrid
Imagine que quer ir a Madrid no Talgo Lusitânia Hotel dentro de um mês. Vai ao site da CP e vê que um compartimento single em classe preferente (com cama, casa de banho e duche privativo) custa 151,60 euros. Por esse preço, talvez opte pelo avião, que tem preços em conta, mas em jeito de curiosidade decide espreitar o site da Renfe (operadora ferroviária espanhola).
Aí descobre com grande surpresa que pode comprar logo por via electrónica (coisa que o site da CP não permite) um bilhete para a mesma viagem por apenas 60,20 euros, ou seja, menos de metade do preço.
Esta tarifa não admite alterações de datas, mas há outra a 90 euros, que também pode ser comprada na Internet e que permite trocas e reembolsos.
Será isto o mercado a funcionar? Concorrência pura entre a CP e a Renfe?
Não. O Lusitânia Comboio Hotel é um produto explorado em conjunto pela CP e pela Renfe "numa repartição de 50 por cento, quer em custos, quer em receitas, existindo regularmente reuniões entre as duas companhias para aferição de políticas comerciais e acertos de gestão", explicou ao PÚBLICO fonte oficial da transportadora portuguesa. Ou seja, CP e Renfe são sócias neste comboio.
A mesma fonte diz ainda que "os valores em vigor no site da Renfe estão em linha com uma política de yield management [flexibilidade comercial de descontos] que está a ser aplicada e apenas disponível nas vendas efectuadas pela Internet". Ora como a CP não tem venda on-line no serviço internacional, não pode prestar aos seus clientes os mesmos descontos que a sua sócia Renfe.
A impossibilidade de vender bilhetes pela Internet aplica-se também ao comboio Sud Expresso, que liga diariamente Lisboa à fronteira francesa de Hendaya, dando ligação ao TGV para Paris. Em toda a Europa a maioria dos sites das empresas ferroviárias funcionam em rede e é fácil comprar bilhetes para os comboios internacionais.
Mas quem quiser ir, por exemplo, para Salamanca, San Sebastian, Bordéus, ou Paris, nem sequer consegue saber no site e no call center da CP das disponibilidades de reserva. E menos ainda adquirir o bilhete, coisa que também não é possível fazer de forma imediata numa agência de viagens. Para tal, só mesmo em algumas das estações principais da CP.
No ano passado, Nuno Moreira, administrador da empresa, garantia ao PÚBLICO (3/3/2008) que ainda nesse ano a CP iria aderir à rede Hermes (uma gigantesca base de dados europeia com horários de comboios e tarifas), mas entretanto nada mudou.
Dificuldades técnicas por parte da Fujitsu-Sadamel, fornecedor da CP que também está a equipar as estações de Sintra e de Cascais com equipamento automático, estarão na origem desta incapacidade.
No entanto, a mesma fonte oficial diz que a disponibilização de uma aplicação informática para o serviço internacional, quer na rede de bilheteiras da CP, quer no seu site, "continua a ser um dos aspectos prioritários para a nossa rede de vendas".
Houve um tempo em que, mesmo nas mais recônditas estações da CP, o funcionário, à luz do candeeiro a petróleo, passava bilhetes de qualquer origem para qualquer destino, calculando à mão o número de quilómetros da viagem, os transbordos e a categoria dos comboios para chegar ao tarifário certo.
Hoje, apesar dos modernos sistemas informáticos substituírem o papel químico, não é possível em Cascais comprar um bilhete para o Porto. E no Rossio não se pode comprar um bilhete para Torres Vedras. E em Braga é preciso ir a duas bilheteiras que estão lado a lado para se comprar uma viagem para Santarém.
Os exemplos são inúmeros e devem-se à opção, durante o consulado de Crisóstomo Teixeira à frente dos destinos da CP, em partir a empresas em unidades de negócio que deveriam ficar "a um passo da escritura" na expectativa de uma futura privatização. Deste modo, criaram-se várias mini-CP que passaram a actuar de costas voltadas sem ter em conta as vantagens do funcionamento em rede do sistema ferroviário.
O actual presidente, Cardoso dos Reis (na foto), reconhece que foi um erro e quer fazer o caminho inverso, regressando às "bilheteiras universais". Mas este tem-se revelado difícil, quer pelas incompatibilidades técnicas do sistema anterior que foi longe de mais, quer pela fraca prioridade dada à nova estratégia.
"Posta transmontana é um troço de terneira"
Profissionais de restauração e hotelaria de Chaves receberam aulas de espanhol, no âmbito da eurocidade Chaves/Verín. O objectivo foi aumentar o vocabulário para melhor comunicar com os clientes do lado de lá.
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BLOGADO ÀS 00:02:51
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* Os habitantes da Gronelândia (grunhos?) querem é estar sozinhos. A diferença entre eles e galegos, bascos, catalães, bretões, norte-irlandeses, etc. é que moram num país que se aproxima muito de uma democracia, e não as nossas democracias a fingir do centro-sul da Europa.
Esquerda pró-independência venceu eleições na Gronelândia
Partido Inuit Ataqatigiit põe fim a 30 anos de governo social-democrataO partido de esquerda Inuit Ataqatigiit (Comunidade do Povo) venceu as eleições parlamentares na Gronelândia, pondo fim à governação de 30 anos dos social-democratas do Suimut no território autonómo da Dinamarca.
Com os votos das eleições de terça-feira praticamente todos contados, o pró-independentista IA tinha 43,7 por cento contra apenas 26,5 do Suimut, igualmente favorável à independência, segundo dados divulgados pela edição “on-line” do “The Copenhagen Post”.
O Inui Ataqatigiit vai governar a Gronelândia com o estatuto de autonomia alargada aprovado no ano passado por 75,5 por cento dos votos expressos e que entra em vigor no próximo dia 21.
As eleições foram convocadas pelo primeiro-ministro cessante, Hans Enoksen, que considerou “apropriado” antecipar a escolha em seis meses para ouvir a população sobre a escolha da equipa que vai gerir a “nova época”. A intenção dos principais partidos é preparar a última etapa antes da independência, que pretendem ver concretizada em 2021 - quando passam 300 anos sobre o início da colonização dinamarquesa.
O novo estatuto de autonomia confere aos habitantes da Gronelândia o direito à autodeterminação, o reconhecimento enquanto povo e dá-lhes o direito a controlar os seus próprios recursos minerais – petróleo, gás, diamantes, urânio, zinco e chumbo. A Dinamarca mantém as competências em matéria de Defesa e Negócios Estrangeiros.
30 arquitectos contra novo Plano Director
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Numa iniciativa que se diz ser inédita em Portugal, 30 arquitectos de Espinho juntaram-se num movimento de contestação contra o novo PDM que até meados deste mês se manterá em discussão pública. O grupo de arquitectos, que diz nunca ter sido tido nem achado nos dez anos que demorou a revisão do documento estratégico, diz temer que a aprovação do Plano tal como está leve a que o concelho se transforme num deserto de gente e de investimentos. O futuro de Espinho, acreditam, passará por se transformar num dormitório da Área Metropolitana do Porto.
Num documento já entregue à Câmara, os arquitectos fazem notar que, se o novo PDM passar, verificar-se-á uma redução de 68% da capacidade de construção e de alojamento no concelho, o que levará, obrigatoriamente, a um decréscimo populacional.
É que, segundo explicaram ao JN, além da altura dos prédios não poder ultrapassar os três pisos, fora dos centros das cinco freguesias do concelho, não será, por exemplo, possível construir num lote de 1000 metros quadrados, só o podendo fazer em terrenos muito maiores e consequentemente com custos muito mais elevados.
Os entraves à construção, dizem, serão tantos que os jovens espinhenses não terão outra hipótese se não a de fugir para os concelhos limítrofes, já que o custo das habitações será cada vez mais elevado.
Uma situação que levará a que o concelho venha a ser habitado apenas por elites, isto porque "quem nasceu, cresceu e viveu cá, não tem capacidade económica para comprar habitação em Espinho". Mais: a situação levará mesmo, acrescentam, à proliferação das construções clandestinas, um mal que grassa no concelho.
Os arquitectos pedem, assim, a suspensão imediata do Plano, até porque consideram que o mês dado para a discussão pública é escasso, isto para que seja possível analisá-lo convenientemente.
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Exigidas mais estações para a linha de Leixões
Câmara defende construção de apeadeiro nas Arroteias, criando ligação com linha Amarela do metroA Câmara da Maia exige a construção de mais duas estações na linha ferroviária de Leixões, que voltará a ter passageiros a partir de Setembro. Uma das plataformas (Arroteias) serviria de ligação com a estação de metro do Hospital de S. João.
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BLOGADO ÀS 01:05:22
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* Um hino ao Planeamento Urbano Português (em maiúsculas, pois é nome de bicho raro):
Cidade Nova fantasma
Urbanizações construídas na década de 80 escondem centenas de lojas devolutas
O cenário passa despercebido a quem atravessa a vila de Valença. No interior dos grandes prédios da Cidade Nova há centenas de lojas devolutas, por estrear, degradadas, com vidros e chão partidos, "pixadas" e até incendiadas.
São edifícios que, na década de 80, nasceram a um ritmo alucinante no encalço do "el dorado" que a vocação comercial demonstrada por aquela vila de fronteira prometia. "Valença teve um crescimento desmesurado e um pouco anárquico. Pensou-se que a vila, pela apetência comercial que tem, tudo albergaria, no entanto, o crescimento tem de ser harmonioso, progressivo, por áreas geográficas…Tudo seria muito bonito se, de cada vez que colocasse-mos em plena utilização um centro comercial, avançassemos para outro, mas o problema foi que num curto espaço de tempo cresceram dez centros comerciais e nenhum deles ficou em plena utilização", comentou Joaquim Covas, vereador na Câmara de Valença e presidente da União Empresarial do Vale do Minho (UEVM), justificando: "Na década de 80 tudo se construía, tudo se vendia".
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CP condenada a pagar 20 mil € a 'emprateleirado'
Assédio moral foi provado no caso de um técnico que passou nove anos sem ter o que fazer
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Em 1992, era Chefe do Serviço de Estudos Estratégicos da CP. Até então, diz o tribunal, era reconhecido como um "técnico de altíssima craveira intelectual", mas isso não impediu a CP de o manter "apenas nominalmente" ao serviço, já que, a partir daí, não "recebeu qualquer ordem, instrução, orientação ou directiva. Por isso, viveu num "estado permanente de desgosto, ansiedade, frustração e revolta".
Ferrovias: Espanha vai acabar com "bitola ibérica"
O Ministério do Fomento, em Espanha, encomendou um estudo para acabar com quase 12 mil quilómetros de via férrea com especificação da designada "bitola ibérica", também utilizada em Portugal.
Segundo o jornal El Economista, o estudo (incluído no Plan Español de Infraestructuras y Transporte) deverá estar pronto até final do ano. A alteração da infra-estrutura deverá representar investimentos estimados num mínimo de 5 000 milhões de euros.
A ideia do governo do país vizinho visa acabar de vez com o uso da bitola ibérica (distância entre carris), que actualmente mede 1 668 milímetros, subsituindo-a pela europeia (1 435 mm), de modo a homologar a rede ferroviária pela bitola internacional.
A alteração perspectivada não afectará os 1 563 quilómetros rede de alta velocidade, já construída pela bitola internacional.
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Francisco José Viegas, nosso cronista de segunda a sexta-feira na secção de Cultura & Espectáculos, inaugura na sua intervenção de amanhã a nova grafia conforme ao Acordo Ortográfico.
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BLOGADO ÀS 02:18:56
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* O que nos tentam vender em Portugal como PIN, ou como projeto gerador de empregos ou de desenvolvimento (como desculpa para atropelos ambientais ou urbanísticos) é tratado na Suécia da seguinte maneira:
Na Visão.(...)
Hans Wradhe termina uma descrição das intermináveis exigências ambientais que precedem cada novo investimento na Suécia. Um dos nove jornalista europeus presentes naquela pequena sala do enorme edifício da Agência para a Protecção do Ambiente (APA), em Estocolmo, tem uma dúvida: um projecto que não cumpra todos os requisitos pode ser autorizado, com o pretexto de um, digamos, potencial interesse público? O conselheiro sénior da APA não entende e pede para o jornalista se explicar melhor. Nova tentativa: nunca são abertas excepções com a justificação dos postos de trabalho e da riqueza que determinado projecto gera? O especialista faz uma pausa para mastigar bem a pergunta, que, nota-se, lhe soa ligeiramente ridícula. «Claro que não!».
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Se tivermos acesso ao Portal deste ministério, poderemos ler: “A linha de AV entre Lisboa e Madrid tem como tempo de percurso objectivo as 2h 45 m para a ligação directa de passageiros entre as duas capitais, cumprindo-se a ligação entre Évora e Lisboa em 30 m e os 167 km do troço Poceirão-Caia em menos de 29 m.”.
Uma simples regra de três simples leva-nos à conclusão que a velocidade média comercial entre Poceirão e Caia será de 345,5 km/h. E, sendo assim, batemos largamente todos os recordes mundiais de velocidade numa linha de exploração comercial. Incrível.
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Portugal, com cerca de 92.000 km de superfície dispõe, actualmente, 30,6 km de linhas de cf. por 1.000 km2 de superfície; com a agravante dos seus traçados, muito antigos, não corresponderem em muitos casos às necessidades reais.
A Bélgica e a Holanda, por exemplo, com áreas muito inferiores, apresentam-se com 113,8 e 67,5 km de linhas por 1.000 km2, a Áustria com 74.9 e a Dinamarca com 47,5.
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Foram precisos dois anos para a Administração Central autorizar a linha da STCP entre Vila d'Este (Gaia) e Boavista (Porto). Finalmente, o aval chegou. Na mega-urbanização, 17 mil pessoas, sente-se a falta de transportes.
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BLOGADO ÀS 01:23:27
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* A Linha do Vouga, agora a sul:
Câmara de Aveiro adia metro e aposta na requalificação da Linha do Vale do Vouga
O projecto do metro ligeiro de superfície de Aveiro não tem sustentabilidade para avançar num futuro próximo. A aposta imediata deverá passar antes pela requalificação do troço Aveiro-Águeda da Linha do Vale do Vouga, criando um sistema de comboios frequentes que consiga atrair mais utentes. Essa mesma conclusão é sustentada num estudo de viabilidade realizado pelo gabinete de mobilidade da Câmara Municipal de Aveiro, apresentado na semana passada.
Segundo explicou Arminda Soares, autora do estudo e coordenadora daquele gabinete autárquico, importará seguir os passos já dados pela câmara de São João da Madeira, com vista a "tornar a linha mais moderna e as passagens de nível mais seguras, num trabalho conjunto entre as câmaras, a Refer e CP". Só mais tarde, "daqui a 10 anos, pode vir repensar-se o modelo e avançar para um prolongamento em metro de superfície", acrescentou Arminda Soares.
A ideia de base do estudo realizado pela Câmara de Aveiro acaba por ir ao encontro do desafio deixado pela Refer no fórum que pretendeu debater o futuro da Linha do Vale do Vouga, e que decorreu na semana passada em Aveiro. Ainda antes de ser conhecido o estudo da câmara, Ana Seabra, da Refer, deixava o desafio para que fossem conjugados esforços para a requalificação daquele troço da linha que tem uma extensão de cerca de 96 quilómetros.
No ano passado, viajaram nesta linha quase 680 mil pessoas, contra 560 mil em 2006. No ramal que liga Aveiro a Águeda, um percurso com cerca de 20 quilómetros, o movimento registado no ano passado rondou os 377 mil utentes.
BLOGADO ÀS 02:08:25
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* Mais sobre a Linha de Leixões:
Linha volta a ter passageiros em Setembro
A Linha de Leixões voltará a ter passageiros em Setembro, estimando-se que venha a servir 2,9 milhões de pessoas por ano. Para já, os comboios ligarão Leça do Balio a Ermesinde em 16 minutos. Só em 2010 chegará a Leixões.
A via - que hoje é utilizada apenas para o transporte de mercadorias (12 comboios por dia) após a suspensão do serviço de passageiros há muitos anos - cruza quatro concelhos: Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A operação com passageiros será retomada dentro de quatro meses, chegando a três dos quatro municípios, embora a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, tenha manifestado, ontem, a vontade de ver as composições chegarem, no futuro, a Campanhã.
Numa primeira fase e antes do arranque do ano lectivo, a governante quer os comboios a circularem na Linha de Leixões, com paragens em Ermesinde (Valongo), S. Gemil (Maia), S. Mamede de Infesta e Leça do Balio (Matosinhos). As composições dos serviços urbanos farão a ligação, mas o preço ainda não está definido.
O administrador da CP, Ricardo Bexiga, pretende integrar a linha no Andante. As expectativas são elevadas. A CP investiu 6,8 milhões de euros em material circulante e em equipamentos e espera gastar 340 mil euros por ano com pessoal. A empresa crê que cobrirá o investimento em três anos. Também a Refer vai intervir nas quatro estações, requalificando as plataformas e construindo abrigos para os passageiros. Os trabalhos, já adjudicados, começarão dentro em breve.
O serviço comercial ao longo dos 10,6 quilómetros será assegurado por 55 composições por dia e por sentido de segunda a sexta. Os passageiros contarão com um comboio de 30 em 30 minutos à hora de ponta e com um comboio por hora e por sentido nos restantes períodos. Aos fins-de-semana e feriados, terão disponíveis 35 comboios diários, o que corresponde a um comboio por hora e por sentido. O transporte é feito através de uma via única.
No dia em que foram celebrados os protocolos entre a CP, a Refer e a Câmara de Matosinhos para retomar o serviço de passageiros e entre a CP, a Refer e a APDL para a cedência de terrenos do Porto de Leixões, o presidente da Autarquia matosinhense, Guilherme Pinto, manifestou a convicção de que será possível estender a operação a Leixões dentro de um ano. Antes disso, será construída uma nova estação.
O estudo preliminar aponta para um investimento de 10 milhões de euros nos terrenos do antigo parque de espera do Porto de Leixões, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco. O futuro edifício terá uma ligação aérea à estação do metro no Senhor de Matosinhos, um interface para táxis e operadores de transporte público rodoviário e um parque de estacionamento. O complexo ferroviário do Porto de Leixões sofrerá alterações com a obra, que permite ampliar o terminal de contentores. A viagem entre Ermesinde e Leixões será de 30 minutos.
A Refer admite estudar a possibilidade de estender o serviço a outras paragens (recorde-se que a Linha de Leixões possui outras estações que não serão servidas), de acordo com a procura e as necessidades da população.
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Em Atalaia, a 20 quilómetros a noroeste da capital de distrito, a rua Oliveira Salazar entronca com a Capitão Salgueiro Maia, o comandante da coluna militar que ocupou o Terreiro do Paço e levou à rendição de Marcelo Caetano no quartel do Carmo.

BLOGADO ÀS 01:29:32
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Acordo Ortográfico: Professores exigem formação prévia
Novo código entra em vigor nas escolas já no próximo ano lectivo. Professores pedem formação "atempada" e "rigorosa".
Linha de Leixões
Novo serviço ferroviário de passageiros a partir de Setembro
Foram assinados no dia 22 de Maio dois protocolos que permitirão a criação de um Novo Serviço Ferroviário de Passageiros na Linha de Leixões. Os protocolos, homologados pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, envolveram a CP, a REFER, a APDL e a Câmara Municipal de Matosinhos.
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Numa 1.ª Fase, já a partir de Setembro próximo, o serviço irá realizar-se na ligação Ermesinde – Leça do Balio, com paragem nas estações intermédias de São Gemil e de São Mamede de Infesta, prolongando-se numa 2.ª Fase até Leixões.
Na 1.ª Fase, o serviço será garantido com um comboio de meia em meia hora, nos dias úteis e nas horas de ponta, sendo de um comboio por hora nos restantes períodos de segunda a sexta-feira. Na estação de Ermesinde haverá ligações com as Linhas de Braga, Douro e Guimarães, e ao Porto - Campanhã, sendo oferecido um serviço urbano de 5 em 5 minutos.
Tendo em vista a adaptação da Linha (que actualmente serve apenas comboios de mercadorias para o porto de Leixões) à circulação de comboios de passageiros, a REFER vai proceder à realização de diversas obras de requalificação, nomeadamente, nas infra-estruturas de apoio aos passageiros nas estações de São Gemil, São Mamede de Infesta e Leça do Balio, na construção da nova Estação Intermodal de Leixões, na infra-estrutura ferroviária e na electrificação da ponta final da linha até à nova estação.
BLOGADO ÀS 01:12:30
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* O estudo prévio da quadruplicação do troço Contumil-Ermesinde está em consulta pública:
Ampliar Linha do Minho obriga a demolir 14 casas
A ampliação de duas para quatro vias da Linha do Minho entre as estações de Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo) condena à demolição 14 habitações e algumas oficinas e armazéns. A maioria das casas fica em Rio Tinto.
A intervenção da Refer, que decorrerá ao longo de seis quilómetros, ocupa logradouros de casas e áreas verdes públicas e contempla a supressão de todas as passagens de nível, substituídas por ligações pedonais e rodoviárias por cima ou por baixo da linha férrea. A obra contribuirá para a melhoria da segurança no eixo Contumil-Ermesinde, onde se sucedem os acidentes mortais com transeuntes e passageiros quando tentam cruzar a via. Pondo fim aos atravessamentos, os seis quilómetros da Linha do Minho (nos concelhos do Porto, Gondomar e Valongo) serão vedados.
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No momento em que a capacidade do troço está praticamente esgotada, a construção de mais duas vias resolverá o "estrangulamento de exploração das linhas do Douro e do Minho", beneficiando, em particular, as ligações a Braga e a Guimarães. No estudo prévio, refere-se que, numa segunda-feira normal, passam 110 composições naqueles seis quilómetros, sendo 98 de passageiros (a maioria (75) é de serviços urbano e suburbano) e 12 de mercadorias. A ampliação manterá a linha férrea à superfície, apesar dos pedidos de enterramento na zona de Rio Tinto. A análise comparativa das duas soluções data de 2007, tendo-se concluído que a manutenção da via à superfície é "globalmente mais vantajosa".
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BLOGADO ÀS 00:47:06
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* Lista nacional de não recepção de comunicações publicitárias
Via @anarresti
* Fico sempre em choque quando leio notícias destas:
Família atropelada no passeio
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Moradora na freguesia, a família de José Silva já passou centenas de vezes pela Rua de Padre Joaquim das Neves sem que nada sucedesse. Ontem, José caminhava no passeio ao lado de Rute Borges, de 49 anos, e do enteado Ricardo Viegas, de 11 anos, e, subitamente, foram colhidos por um automóvel que descia a artéria. Os pormenores do despiste não estão totalmente esclarecidos. Sabe-se apenas que o condutor de 20 anos (que sofreu uma fractura no ombro) perdeu o controlo do Opel Astra, após uma colisão com outra viatura. Terá guinado para a direita, atropelou a família, rodopiou e foi embater de traseira num muro de pedras que ruiu.
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Ferrovia criticada por mudar paisagem da ria
Arquitectos e autarca lamentam impacto visual da linha para o porto
Ninguém põe em causa a importância da ferrovia para o porto de Aveiro, mas é difícil encontrar quem não critique a localização do viaduto, que muda a paisagem da ria. O principal acesso à região (A25) perdeu beleza.
O impacto visual da ligação ferroviária ao porto de Aveiro, na zona das salinas, é positivo ou negativo? E cria mais uma barreira entre a cidade de Aveiro e a água, depois de o programa Polis ter criado a possibilidade de desenvolver uma zona de lazer junto à ria?
"É o que é", diz o arquitecto aveirense Pompílio Souto a propósito da via que deve estar concluída no final deste ano. "É uma obra competitiva para Aveiro e para o ambiente e qualidade de vida das pessoas, já que retira camiões da estrada e possibilita o estabelecimento de relações mais fortes com a Europa", acrescenta. Pompílio Souto considera, no entanto, que há aspectos negativos. "Cria uma outra vista que não está ponderada", explica.
Muito mais crítico é João Barbosa, autarca da Vera-Cruz, a freguesia de Aveiro que mais próxima fica da ferrovia. "É o muro da vergonha! Tira a vista a uma das imagens mais belas do concelho", afirma Barbosa. Acrescenta que o comboio "poderia ser aproveitado para fins turísticos, mas nós, Junta, não fomos ouvidos neste processo", lamenta.
Alberto Souto, ex-presidente da Câmara de Aveiro, que defendeu outras soluções para o traçado da ferrovia - primeiro entre as quatro faixas da auto-estrada e depois no traçado actual só que à quota da A25 - gostaria, também, que a linha férrea "fosse aproveitada como metro de superfície para ligar Aveiro às praias de Ílhavo". "Colocaria a via ao serviço da população", considera Souto.
Paulo Domingos, da Quercus, diz que a obra "não tem um grave impacto visual". "Se não tivesse a auto-estrada (A25), penso que teria", frisou. "A A25 tem um impacto maior do que o caminho-de-ferro", defende o ambientalista.
O administrador do Porto de Aveiro, José Luís Cacho, defende o projecto que considera vital para o desenvolvimento do porto, que vai ficar ligado à Linha do Norte. "Qualquer obra tem sempre impacto, mas esta enquadra-se no contexto. É uma ligeira e esbelta peça em betão que permite continuar a ver a paisagem", defende.
Para Vieira de Melo, presidente da delegação de Aveiro da Ordem dos Arquitectos, o impacto "é negativo". "Estragou a melhor singularidade da paisagem", considera Melo, para quem a entrada na cidade "fica destruída pelo viaduto". "Para quem viaja de carro mas também para os peões que andam no parque Polis", frisou.
Melo defende que a obra "deveria ter sido feita de outra forma" e considera imperioso "minimizar o que ali está", mas admite que "não será fácil 'dar a volta' àquilo". "É uma estrutura pesada que se sobrepõe ao plano de água, limita o contacto com as salinas, tornando-se numa barreira. Esperamos, ao menos, que não haja catenárias", concluiu.
José Carlos Mota, planeador, considera que a ferrovia tem um impacto negativo na paisagem e defende que agora é fundamental lançar a discussão sobre a forma como se deve minimizar o que está feito. "Mas não vai ser fácil atendendo à envergadura da obra", avisa.
Maria José Curado, professora do curso de Arquitectura Paisagista, da Faculdade de Ciências do Porto, residente em Aveiro, lamenta que a linha férrea tenha "mudado o carácter da paisagem". "Ao passarmos ali sentimos menos a ria, há cada vez mais barreiras entre a cidade e a ria. Já não é só a auto-estrada, é também a ferrovia e em alguns troços a estrada secundária que acompanha a A25. Há um divórcio entre as diversas vias", considera a paisagista.
BLOGADO ÀS 01:21:01
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* Perdoem-me a visão preconceituosa da coisa, mas não consigo vê-la de outra maneira - betinhos da Foz até aturam o metro, mas longe da vista:
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Os representantes da Câmara do Porto e da Metro na comissão de acompanhamento chegaram a um consenso, depois das críticas do Município e das juntas da Foz, de Nevogilde e de Lordelo do Ouro ao traçado à superfície entre a Boavista e as Condominhas. Agora, as composições seguirão enterradas à saída do Parque da Cidade e passam em túnel pela futura Via Nun'Álvares, pela Praça do Império e pela Rua de Diogo Botelho. Nesse troço, só vêem a luz do dia no Fluvial. A ribeira da Granja obriga a uma solução à superfície menos complexa e onerosa, que será estudada pela arquitecta Marisa Lavrador. A projectista do Parque da Pasteleira é chamada, pois o metro ocupará a bordadura daquele espaço.
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BLOGADO ÀS 01:45:43
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* É óbvio que eu, tendo tido umas cadeiritas de engenharia, não me arrogo a assinar projetos de especialidades. Muitos engenheiros e engenheiros técnicos, no entanto, achavam-se capazes de assinar projetos de arquitetura. Portugal passou 35 anos com o seu desenvolvimento urbanístico regulado por uma das leis mais incivilizadas da Europa. Daqui a 5 anos, seremos um país um pouco mais normal:
Só os arquitectos passam a poder assinar projectos
Uma longa luta, de mais de 35 anos, dos arquitectos portugueses chegou ontem ao fim: o decreto 73-73, que permite o exercício da arquitectura a profissionais sem a qualificação necessária para isso, vai ser revogado. A proposta de lei 116/10 foi aprovada na comissão parlamentar de Obras Públicas e será votada amanhã pela Assembleia da República.
“É um momento muito importante na vida dos arquitectos. É um novo ciclo que se abre”, diz João Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos, declarando-se “muito satisfeito” com o desfecho do processo e, sobretudo, com o facto de a nova lei ter resultado de um acordo “inédito e histórico” com a Ordem dos Engenheiros.
Até aqui, a lei portuguesa permitia que projectos de arquitectura fossem assinados por pessoas sem formação específica na área – nomeadamente engenheiros. A nova lei “consagra a arquitectura para os arquitectos”. E vai mais além do que a revogação do 73-73, decreto maldito no mundo da arquitectura. Reconhece, por exemplo, o trabalho dos arquitectos nas áreas de urbanismo, fiscalização de obra e direcção de obra.
Vai haver ainda um período de transição de cinco anos, mas depois disso, explica Gonçalo Menéres Pimentel, assessor jurídico da Ordem, “qualquer obra, da ponte ao quiosque, tem que ter um projecto de arquitectura necessariamente subscrito por arquitectos”. As únicas excepções são a renovação de interiores em edifícios não classificados e obras “de escassa relevância urbanística”.
Cada obra deve também ter um projecto de engenharia. A fiscalização pode ser feita quer por engenheiros, quer por arquitectos, dependendo da “natureza predominante da obra”. “O que se consagrou – sublinha Menéres Pimentel – é que a actividade de projecto é multidisciplinar”.
Câmaras de Vagos e Aveiro trocam carros por bicicletas
Funcionários utilizam velocípedes sem motor nas deslocações profissionais, agilizando alguns serviçosFuncionários da Câmara de Vagos pediram ao presidente da Autarquia bicicletas para percorrer distância entre a Câmara e outros serviços públicos no centro da vila. Veículo rápido, económico, fácil de estacionar e não polui.
Se um dia reconhecer um fiscal da Autarquia, um técnico do sector de património, urbanismo ou qualquer outro funcionário da Câmara Municipal de Vagos (CMV) a andar de bicicleta, em pleno centro da vila de vaguense, em horário laboral, não se admire. É o mais recente veículo adquirido pela Autarquia, para facilitar a mobilidade dos funcionários.
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Mayor Oreja se enorgullece de que su bisabuelo prohibiese hablar el euskera en su casa
"Mi bisabuelo se esforzó para que sus hijos no se encerrasen en el granero. Prohibió que hablaran el vasco en casa, para que aprendieran bien el español". El guipuzcoano Jaime Mayor Oreja, que encabeza la lista del Partido Popular a las elecciones europeas del próximo junio, se enorgullece de esta historia familiar suya. La ha narrado esta mañana en Barcelona para justificar su oposición al modelo de inmersión lingüística en las escuelas catalanas, que consagra la lengua propia de Cataluña como la vehicular en los colegios.
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BLOGADO ÀS 01:16:35
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* Mais sobre a Declaração de Impacto Ambiental da Barragem de Foz Tua, no Público e no JN.
* Um dos escritores da minha afeição, Mário de Carvalho, acaba de ganhar o Prémio Literário de consagração Vergílio Ferreira. O que muito me apraz.
(através dos Blogtailors).
tudo isto e muito mais em coisar.tumblr.com
BLOGADO ÀS 00:56:39
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Na Lusa, via linhadotua.net.O Ministério do Ambiente emitiu hoje uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo o estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada.
A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) emitida segunda-feira, e que a Lusa teve hoje acesso, impõe a cota mínima de 170 metros e obriga a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferrroviário.
CP vai lançar maior concurso de sempre para comprar 102 comboios
A CP vai comprar 102 comboios novos que poderão custar mais de 500 milhões de euros, num investimento que é o maior de sempre da empresa na compra de material circulante.
BLOGADO ÀS 00:43:37
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* Finalmente o bom senso:
Empresa de energia apadrinhada por Sócrates e Pinho perde certificação
A empresa Energie, da Póvoa de Varzim, perdeu a certificação de produtora de equipamentos solares térmicos, apurou o PÚBLICO. O laboratório alemão que tinha certificado os seus produtos retirou-lhe essa classificação, no final da semana passada.
Há uma questão que está a preocupar muita gente no Porto e no Norte: o que vai acontecer ao aeroporto? Ficará na dependência nacional, na ANA, ou terá autonomia administrativa?
É preciso para o país que haja uma gestão conjunta das diferentes infra-estruturas aeroportuárias, sobre isso não tenho a mínima dúvida e remeto todos aqueles que têm opinião diversa para um estudo feito pela ANA que é muito explícito relativamente a esse ponto.
Ciclovia em Alvalade abre acesa polémica
O presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, em Lisboa, considera o projecto "uma aberração". O vereador Sá Fernandes diz que o caso ainda está a ser estudado. E os utilizadores de bicicletas criticam a Junta.
Em causa está um troço de uma pista ciclável projectada para atravessar a Rua de Entrecampos e a Avenida Frei Miguel Contreiras. Esta ciclovia faz parte do plano da Câmara Municipal de Lisboa para uma rede de pistas cicláveis que deverá atingir os 25 quilómetros de extensão até ao final do ano.
Armando Dias Estácio, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, emitiu um comunicado e um abaixo-assinado num tom bastante crítico contra o projecto. Sucintamente, a Junta de Alvalade considera "um absurdo" a construção de uma pista ciclável na Rua de Entrecampos. A diminuição de estacionamento automóvel é o argumento apresentado.
Por todo isto este 17 de maio queremos fazer saber que:
1. É umha falácia que exista umha imposiçom do galego. A imposiçom do castelhano nom tem discussom desde o momento em que é a única língua que todos os cidadãos e cidadãs do estado espanhol têm a obriga de conhecer segundo a constituiçom espanhola.
2. Reclamamos, para enfrentar esta situaçom, a aboliçom do sistema legal que subordina o galego ao castelhano, a aboliçom do supremacismo castelhano que procura a limpeza do galego e exigimos a implementaçom de autênticas políticas de normalizaçom lingüística ao serviço da nossa sociedade.
3. Consideramos hipócrita a negaçom do conflito lingüístico existente na sociedade galega, causado por umha legislaçom de inspiraçom perversa, que condiciona e impede o desenvolvimento de umha verdadeira normalizaçom lingüística. Exigimos, aliás, que instituições teoricamente concebidas para o estudo e potenciamento da língua (RAG e ILG) se pronunciem sobre tal conflito, saindo de um silêncio que colabora na subordinaçom do galego e na manutençom do supremacismo castelhano.
4. Afirmamos que a normalizaçom lingüística é um direito colectivo inalienável, constituindo a necessária coesom social de cada povo em torno à língua própria. O monolingüismo social é o complemento natural ao polilingüismo individual e à diversidade lingüística crescente das sociedades actuais. Negamos a reduçom do galego a um fenómeno meramente individual pois, como qualquer língua viva, é umha realidade social cujo sentido e utilidade reside no seu uso na Galiza como língua comum a todos e todas e para o relacionamento internacional.
5. Toda a instituiçom social, como os meios de comunicaçom, ensino, administraçom e quaisquer serviços públicos, deve contribuir, portanto, à eliminaçom dos preconceitos e discriminações contra a nossa identidade lingüística e cultural e promover a normalizaçom lingüística. Denunciamos especialmente a pretensom de continuar discriminando o galego no ensino infantil e pré-escolar, encorajando o auto-ódio e a galegofobia.
6. Consideramos que, frente ao recrudescimento do discurso refractário ao galego na vida pública, a política lingüística nos últimos quatro anos se tem caracterizado polo continuísmo com a era fraguista. E que com a chegada do novo governo à Junta da Galiza se aproximam tempos de retrocesso e de concessom aos sectores mais espanholistas.
7. A nossa aposta é reintegracionista, pois consideramos que o único futuro do galego passa por integrar-se no mundo da Lusofonia que permitirá a sua sobrevivência, ajudará ao seu prestígio e, sobretudo, fará com que os utentes tenham um universo de possibilidades de relações humanas, comerciais e culturais ao seu dispor.
8. Fazemos parte do movimento social de base que trabalha diariamente ao longo de muitos anos para a dignificaçom da língua e da cultura galegas e que nom somos um movimento que fique à espera de que governos ou instituições venham a lançar leis que salvem ou embarguem o futuro da língua.
9. O sistema cultural galego, com todos os seus produtos, é um sistema cultural dependente do sistema cultural espanhol e tem como conseqüência que todos os produtos que chegam a nós tenham que ter passado anteriormente um filtro. A nossa cultura nunca conseguirá falar em pé de igualdade com culturas doutros lugares estando baixo este jugo, pois nom poderá ter presença própria, senom através da espanhola.
10. Denunciamos a discriminaçom e silenciamento da tradiçom cultural galeguista do reintegracionismo, e reclamamos o justo reconhecimento social de umha das principais figuras culturais do século xx galego, cujo legado continua vivo: Ricardo Carvalho Calero, para quem reclamamos o Dia das Letras no ano 2010, ano em que se cumprem 100 anos do seu nascimento e 20 anos do seu finamento.
BLOGADO ÀS 02:01:18
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* Resumo das intervenções dos deputados, respondendo à petição "Braga-Porto: 40 minutos (em atualização)
Nesta sessão falou-se também na possibilidade de fazer chegar os suburbanos a Barcelos. Dentro duma lógica de rentabilização / otimização da rede existente, não me parece mal. Como estratégia de futuro, é totalmente ao lado. Como diz Pedro Morgado,
Através de uma linha nova ou com uma concordância em Nine, deveriam existir já comboios diretos entre Barcelos e Braga, e daqui para Guimarães (este através de uma linha nova). A pressão sobre o Governo tem de ser constante - não se pode estar eternamente à espera de um governo regional que resolva o assunto. Esse governo regional ainda tem de ser referendado, e mesmo que passe a votação demoraria ainda muitos anos a decidir o que quer que fosse. É a visão do Governo sobre o Norte que tem de mudar, mas também a visão do Governo sobre a ferrovia em geral.Se olharmos para os dados do último recenseamento, verificamos que os movimentos pendulares entre Braga e Barcelos (4.908/dia) ou entre Braga e Guimarães (4.288/dia) superam em larga escala os movimentos pendulares entre o Porto e qualquer uma das três cidades (Braga 2.856/dia; Guimarães 1.752/dia; Barcelos 1.615/dia). Posto isto, é verdadeiramente incompreensível que a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães continue por se concretizar e, ainda mais, que não exista uma ligação directa entre Braga e Barcelos. Saliente-se que esta última seria facilmente praticável em menos de 20 minutos, caso existisse a concordância de Nine.
BLOGADO ÀS 20:17:59
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No Público.Utentes da Linha de Guimarães são poucos, mas cada vez mais
Menos de dois milhões de pessoas utilizam anualmente a ligação, mas esta é uma das linhas responsáveis pelo crescimento dos urbanos da CP
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A Linha de Guimarães, que a 14 de Abril comemorou 125 anos, reabriu em 2004, depois de ter beneficiado de obras de electrificação e reconversão do traçado para via larga - mas não dupla. Antes da intervenção, que custou mais de 100 milhões de euros, circulavam mensalmente cerca de 30 mil passageiros naquela ligação. Hoje o número de utilizadores mais do que quintuplicou.
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No entanto, o investigador reconhece que seria expectável que o eixo vimaranense valesse mais do que 10 por cento do tráfego dos urbanos do Porto. Manuel Tão admite que Guimarães tenha "uma capacidade de geração de tráfego inferior" à das outras cidades. Mas não tem dúvidas de qual é o principal problema da ligação: "Há algumas reservas perante o serviço relativamente à cadência e velocidade, que ficam aquém do que seria desejável."
Os problemas estruturais da linha decorrem da sua reconversão. Originalmente, a ligação entre Lousado e Guimarães fazia-se por via métrica e, apesar da mudança de bitola, mantiveram-se as curvas e as limitações de velocidade ditadas pelo traçado original. O excesso de curvas impediu, por exemplo, a introdução do serviço Alfa Pendular. As composições chegaram a fazer testes na linha, mas o serviço mostrou ser inviável face às condições do traçado.
Estas limitações tornam o tempo de viagem bastante longo, cerca de uma hora e quinze minutos. A CP diz que é "o tempo de trajecto possível de acordo com as capacidades da infra-estrutura", adiantando que é objectivo da empresa "reduzi-lo, a partir do momento em que estejam reunidas as condições necessárias".
Mas isso só acontecerá em 2013 depois de resolvido o constrangimento na Trofa - com a abertura da variante ferroviária no próximo ano - e estiver concluída a quadruplicação de vias no atravessamento de Ermesinde.
Também no Público.Especialista defende prolongamento até Braga
Manuel Tão afirma que só assim a Linha de Guimarães será eficiente
Para Manuel Tão, a Linha de Guimarães só será eficiente quando for prolongada até Braga. O investigador não tem dúvidas de que a melhor solução para a rede ferroviária a norte do Porto era ligar estas duas "pontas soltas" do Minho. "Pela realidade da região, seria um investimento essencial", reitera. Manuel Tão antecipa que essa ligação "teria um tráfego próprio, até por causa da Universidade do Minho, que tem um pólo em cada cidade", mas seria capaz de gerar um tráfego suplementar associado à alta velocidade. "Braga terá uma estação de alta velocidade e faz todo o sentido que as linhas convencionais distribuam esses fluxos", sustenta o investigador.
A ligação entre Braga e Guimarães está a ser tida em conta na revisão dos PDM dos dois concelhos. Mas ainda não há um projecto em concreto. Manuel Tão entende que a concretização da linha depende mais "de uma questão política do que de disponibilidade de fundos". O preço unitários por quilómetro de ferrovia é semelhante ao da construção de uma auto-estrada, com a vantagem de que o caminho-de-ferro consome menos um terço de terreno. Em 2003, o Estado investiu 75 milhões de euros nos 17 quilómetros da A11 que ligam as duas cidades. Tão acredita que com a mesma verba era possível ligar as duas principais cidades do Minho por comboio.
Os constrangimentos da Linha de Guimarães preocupam a câmara local. Numa reunião recente, o vereador do PSD Rui Victor Costa pediu ao executivo para estudar formas de melhorar o serviço urbano, exigindo a introdução de ligações rápidas e a articulação com os horários dos serviços de longo curso Porto-Lisboa. A proposta foi apoiada pela vereadora da CDU. A maioria PS anunciou que vai pedir à CP os números de utilização da linha, para avançar com uma proposta.
BLOGADO ÀS 01:09:34
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