Categoria: ALTA VELOCIDADE ELEVADA

17-07-2009

PORTURARIDADE, GALIZA, ENTRE-DOURO-E-MINHO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 16/7/09

* Só para provar que a Assembleia Metropolitana serve para alguma coisa:

(...)

Assim, a Assembleia Metropolitana do Porto, reunida em 10 de Julho de 2009,
considera prioritária a ligação ferroviária Porto-Vigo em Velocidade Elevada, e
reclama do governo e das competentes entidades públicas:
-a construção duma linha nova,
-em bitola europeia (1.435 mm),
-e com uma estação ferroviária no Aeroporto de Pedras Rubras

(...)

Via Baixa do Porto. Objetivo, necessário e sem nenhum erro. Notável.


* O Governo vai aprovar um decreto-lei para que os professores de Atividades Extra-Curriculares sejam contratados sem recurso a recibos-verdes. Parte das Câmaras oferecia já contrato aos professores das AECs, e sem decreto-lei do Governo. O que teria sentido era que a Direção Geral do Trabalho investigasse todas as Câmaras que, durante todo este período, furaram a lei contratando profissionais para uma atividade que nunca foi de recibos-verdes.

Ministério promete resolver situação de professores de actividades de enriquecimento curricular

(...)

O Governo vai aprovar, esta quinta-feira em Conselho de Ministros, o decreto-lei que resolve a situação dos 15 mil professores das actividades de enriquecimento curricular.

O contrato destes técnicos era muito precário, como reconhece o Ministério da Educação, porque os professores eram contratados pelas autarquias em regime de recibos verdes.

Mas, a partir de agora, avançou à TSF o secretário de Estado, Valter Lemos, serão criadas as condições necessárias e legais para que as autarquias celebrem contratos de trabalho com estes docentes.

(...)

O dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, comentou esta posição do Governo, afirmando que o Ministério apenas está a fazer cumprir a lei.

«O Governo vir dizer que vai repôr o que está na lei, quer dizer que se assim não for teríamos um Governo fora da lei. Em primeiro lugar, a existência de um contrato para esta situação é obrigatório, portanto, o Governo não via impôr nada que seja novo», declarou.

(...)



Na TSF.


* O TAF relata o nascimento da Rede Norte:

(...)

Foi neste espírito de aproveitar a riqueza dispersa pela sociedade civil que nasceu recentemente a Rede Norte: uma plataforma destinada a agregar competências complementares da Associação de Cidadãos do Porto, da Associação Comboios XXI (de Braga), da Campo Aberto (dedicada ao ambiente e ordenamento do território), e de mais organizações que a estas se queiram reunir. Junta-se assim massa crítica para gerar propostas concretas baseadas em estudos sólidos, que serão oferecidas ao poder político para implantação. Em termos simples: é "preparar a papinha" para quem tem o poder executivo.

(...)





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BLOGADO ÀS 01:07:41

06-07-2009

FERROVIÁRIO, CENTRALISMO, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 5/7/09

* No Plano Estratégico de Transportes (PET) do Ministério das Obras Públicas encontra-se isto:

(...)

Concluir e executar o Plano Director da Rede Ferroviária Nacional, articulando as soluções de alta velocidade nas deslocações internacionais e no eixo Lisboa-Porto-Vigo com a concretização de um plano para a rede convencional, reforçando a interoperabilidade segundo padrões europeus, com destaque para a migração de bitola, eliminando os estrangulamentos

(...)

Assegurar no planeamento da Rede Ferroviária de Alta Velocidade do território continental, a articulação com o reforço e modernização das linhas e serviços do caminho de ferro convencional e com o restante transporte público e, quando se trate de estações localizadas fora dos perímetros urbanos, a ligação à rede rodoviária fundamental (IP e IC)

(...)



Via Transportes em Revista.

Gosto. Fala de um 'Plano Director da Rede Ferroviária Nacional', de que nunca ouvi falar mas que me agrada muito. E para além de deixar no ar a promessa da 'migração de bitola', não considera o eixo Lisboa-Porto-Vigo como um eixo internacional. Assim sim.

Fala também de 'reforço e modernização das linhas e serviços do caminho de ferro convencional'. Não imagino o que isto quererá dizer.


* António Alves e a AV para Madrid, na Baixa do Porto:

Piruetas

Henrique Raposo, cronista do Expresso, no passado dia 20 de Junho escrevia no seu blogue um texto apologista da ligação TGV Lisboa-Madrid e apelidava de “grã-finismo tonto” a ligação Lisboa-Porto. O homem ia mais longe (efeitos com certeza da velocidade estonteante deste tipo de comboios) e falava até de um TGV Lisboa-Lyon. Do seu texto transcrevo as seguintes frases que me parecem resumir o pensamento do citado sobre o assunto.

“Parece-me evidente que Portugal precisa de uma Ligação de TGV à Europa. Lisboa - Madrid é precisa. Já me parece novoriquismo a ligação Lisboa-Porto.”

“Mas a questão continua a ser a mesma: temos dinheiro para o fazer nos próximos anos? A dívida externa passou de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008. Saber esperar é uma virtude. E saber as prioridades também. Lisboa/Madrid é necessário. Lisboa/Porto é grã-finismo tonto.”

Numa breve troca de emails fiz-lhe ver que, além do facto dos TGV’s serem competitivos apenas para distâncias de 500 a 700 km e tempos de viagem até 3 horas – Lisboa-Lyon é lirismo -, o traçado proposto era uma aberração que deixava mais de metade de Portugal de fora, pois ninguém de Braga ou do Porto estaria disposto a descer de comboio 350 km para sul, 200 para leste atravessando o Alentejo e, depois, mais 400 km para nordeste em direcção a Madrid. Isto é, uns absurdos 400 km suplementares quando afinal Madrid se situa à latitude de Coimbra (dado desconhecido lá para o sul) e a escassos 500 km desta região que vai do Minho até Coimbra. Provei-lhe também que os próprios estudos da Rave provavam que o corredor Grande Porto e Norte Litoral – Madrid teria mesmo maior procura que o corredor Lisboa - Évora - Badajoz - Madrid tanto em passageiros como em mercadorias. Mais importante ainda: informei-o que o corredor Lisboa-Porto seria mesmo o único que poderia gerar tráfego suficiente para se auto sustentar. A isto respondeu-me que defendia o TGV Lisboa-Madrid não por causa de quem “vai daqui para lá, mas quem vem de lá para cá”. A isto questionei-o se “quem vem de lá para cá” seria suficiente para pagar tal quimera. Até hoje não obtive resposta.

(...)




* Uma mulher: Anna Paquin







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BLOGADO ÀS 01:48:24

18-06-2009

LÍNGUA, VÍDEOS, IMAGENS, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO, ESPAÑA ESTRAÑA, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 17/6/09

* Não acompanhei o debate no Parlamento (a ligação vídeo que tuítei foi tomada pelo Constâncio e o BPN), mas isto aconteceu:

Adjudicação só será formalizada após as eleições

Depois de um colóquio que decorreu na Assembleia da República dedicado ao projecto do alta velocidade, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações revelou que a assinatura do contrato de adjudicação do primeiro troço do alta velocidade, entre o Poceirão e Caia, ficará para depois das eleições, só devendo ser assinado no final do ano. As bases da concessão terão ainda de der promulgadas pelo Presidente da República e só depois o consórcio vencedor poderá avançar com os estudos técnicos e posterior início da construção. Em declarações ao Diário Económico, Mário Lino afirmou “não crer que o veto vá acontecer”, uma vez que “a alta velocidade é para o Governo uma prioridade política com calendários bem definidos e que têm vindo a ser cumpridos”. A actual conjectura económica também parece não ser impedimento para o seguimento do projecto. Segundo o ministro, “Não está previsto gastar dinheiro em 2009 com a alta velocidade. Só a partir do final de 2010 [quando arrancar a obra] é que o Governo entra com dinheiro e a maior parte será em 2011 e 2012, na fase da construção”.
Segundo o Diário Económico, Manuela Ferreira Leite afirmou que se ganhar as eleições “a primeira coisa a fazer é adiar” o projecto do alta velocidade, para em seguida “fazer uma análise muito profunda dos encargos que isso tem no futuro”.



Na Transportes em Revista. Nunca pensei desejar tanto a vitória da Ferreira Leite. Com o dinheiro que se planeia gastar na Alta Velocidade, ganhávamos uma ótima rede convencional e ainda se melhoravam as ligações internacionais, que também mobilizam fundos europeus.


* O Metro do Porto chegou, como já disse, ao google transit. O que descobri ontem foi que o google transit também funciona em telemóvel. Seja, em qualquer situação um telemóvel com internet pode dizer-nos qual o(s) próximo(s) metro(s) entre as estações que quisermos, o preço, etc. Esqueçam os horários em papel. Depois do Itinerarium, eis a evolução gráfica. Algum dia será mundial e completa.



(grande)


* Um esboço do que poderia ser a nossa rede ferroviária (abraço, Rui):


(grande)


* Nacionalismo linguístico espanhol (via Made in Galiza)





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BLOGADO ÀS 00:45:23

16-06-2009

GALIZA, AMIGOS, FERROVIÁRIO, METRO, ESPAÑA ESTRAÑA, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 15/6/09

* O Metro do Porto seguiu a minha sugestão e já está no google transit. A busca parece ainda limitada ao Metro, sem CP, STCP nem privados.


* A Assembleia da República discutiu hoje a Rede de Alta Velocidade. Pelo que vi à hora do almoço, não se juntaram apenas para falar da nova ponte sobre o Tejo ou do Madrid-Lx, graças a Deus.


* O Público noticia obras na Linha de Cascais. Não informam, no entanto, sobre travessas polivalentes, mudança da tensão elétrica ou a ligação, em Alcântara, à Linha de Cintura. Leio na REFER que

Os investimentos previstos incluem, essencialmente, a modernização da sinalização, a eliminação de todas as passagens de nível ainda existentes, a modernização da super-estrutura de via, a adequação da tensão eléctrica (tornando-a igual à da restante rede) e a requalificação de estações e apeadeiros.




* O Valentim, já presidente da AGAL, é entrevistado no galizalivre e escreve no Novas. Gosto muito dele.



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BLOGADO ÀS 01:18:50

02-06-2009

ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, URBANISMO DE PONTA, PLANEAMENTO MACADAME, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 1/6/09

* Um hino ao Planeamento Urbano Português (em maiúsculas, pois é nome de bicho raro):

Cidade Nova fantasma

Urbanizações construídas na década de 80 escondem centenas de lojas devolutas

O cenário passa despercebido a quem atravessa a vila de Valença. No interior dos grandes prédios da Cidade Nova há centenas de lojas devolutas, por estrear, degradadas, com vidros e chão partidos, "pixadas" e até incendiadas.

São edifícios que, na década de 80, nasceram a um ritmo alucinante no encalço do "el dorado" que a vocação comercial demonstrada por aquela vila de fronteira prometia. "Valença teve um crescimento desmesurado e um pouco anárquico. Pensou-se que a vila, pela apetência comercial que tem, tudo albergaria, no entanto, o crescimento tem de ser harmonioso, progressivo, por áreas geográficas…Tudo seria muito bonito se, de cada vez que colocasse-mos em plena utilização um centro comercial, avançassemos para outro, mas o problema foi que num curto espaço de tempo cresceram dez centros comerciais e nenhum deles ficou em plena utilização", comentou Joaquim Covas, vereador na Câmara de Valença e presidente da União Empresarial do Vale do Minho (UEVM), justificando: "Na década de 80 tudo se construía, tudo se vendia".

(...)



No JN.


* Parece quase uma notícia inventada por mim. Depois de passar alguns meses denuciando a falta de planeamento estratégico da CP, que prefere flutuar ao sabor das manias e desmandos do Governo, eis que a realidade vem dar-me razão. Juro que preferia que não fosse o caso, que na realidade a CP fosse uma empresa a sério e que eu não passasse de uma pessoa alheada da realidade e com princípios de esquizofrenia. Mas afinal não:

CP condenada a pagar 20 mil € a 'emprateleirado'

Assédio moral foi provado no caso de um técnico que passou nove anos sem ter o que fazer

(...)

Em 1992, era Chefe do Serviço de Estudos Estratégicos da CP. Até então, diz o tribunal, era reconhecido como um "técnico de altíssima craveira intelectual", mas isso não impediu a CP de o manter "apenas nominalmente" ao serviço, já que, a partir daí, não "recebeu qualquer ordem, instrução, orientação ou directiva. Por isso, viveu num "estado permanente de desgosto, ansiedade, frustração e revolta".



No JN. Sugestão do Nuno.


* Sempre à frente, esses espanhóis:

Ferrovias: Espanha vai acabar com "bitola ibérica"

O Ministério do Fomento, em Espanha, encomendou um estudo para acabar com quase 12 mil quilómetros de via férrea com especificação da designada "bitola ibérica", também utilizada em Portugal.

Segundo o jornal El Economista, o estudo (incluído no Plan Español de Infraestructuras y Transporte) deverá estar pronto até final do ano. A alteração da infra-estrutura deverá representar investimentos estimados num mínimo de 5 000 milhões de euros.

A ideia do governo do país vizinho visa acabar de vez com o uso da bitola ibérica (distância entre carris), que actualmente mede 1 668 milímetros, subsituindo-a pela europeia (1 435 mm), de modo a homologar a rede ferroviária pela bitola internacional.

A alteração perspectivada não afectará os 1 563 quilómetros rede de alta velocidade, já construída pela bitola internacional.



No Díário Digital, via Vítor Silva.


* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários já tem as ligações a funcionar (basta carregar em cada título). Nuno, obrigadinho pelo jeito.


* Mais um camarada a juntar-se ao pleito:

(...)

Francisco José Viegas, nosso cronista de segunda a sexta-feira na secção de Cultura & Espectáculos, inaugura na sua intervenção de amanhã a nova grafia conforme ao Acordo Ortográfico.

(...)



No CM, via blogtailors.


* Opção B! Opção B! Opção B!

(sugestão da M)


* Uma mulher: Catarina Wallenstein





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BLOGADO ÀS 02:18:56

29-05-2009

PORTURARIDADE, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 28/5/09

* O que nos tentam vender em Portugal como PIN, ou como projeto gerador de empregos ou de desenvolvimento (como desculpa para atropelos ambientais ou urbanísticos) é tratado na Suécia da seguinte maneira:

(...)

Hans Wradhe termina uma descrição das intermináveis exigências ambientais que precedem cada novo investimento na Suécia. Um dos nove jornalista europeus presentes naquela pequena sala do enorme edifício da Agência para a Protecção do Ambiente (APA), em Estocolmo, tem uma dúvida: um projecto que não cumpra todos os requisitos pode ser autorizado, com o pretexto de um, digamos, potencial interesse público? O conselheiro sénior da APA não entende e pede para o jornalista se explicar melhor. Nova tentativa: nunca são abertas excepções com a justificação dos postos de trabalho e da riqueza que determinado projecto gera? O especialista faz uma pausa para mastigar bem a pergunta, que, nota-se, lhe soa ligeiramente ridícula. «Claro que não!».

(...)

Na Visão.



* Henrique Oliveira Sá fala sobre a ferrovia (artigo muito extenso e completo). Alguns excertos:

(...)

Se tivermos acesso ao Portal deste ministério, poderemos ler: “A linha de AV entre Lisboa e Madrid tem como tempo de percurso objectivo as 2h 45 m para a ligação directa de passageiros entre as duas capitais, cumprindo-se a ligação entre Évora e Lisboa em 30 m e os 167 km do troço Poceirão-Caia em menos de 29 m.”.

Uma simples regra de três simples leva-nos à conclusão que a velocidade média comercial entre Poceirão e Caia será de 345,5 km/h. E, sendo assim, batemos largamente todos os recordes mundiais de velocidade numa linha de exploração comercial. Incrível.

(...)

Portugal, com cerca de 92.000 km de superfície dispõe, actualmente, 30,6 km de linhas de cf. por 1.000 km2 de superfície; com a agravante dos seus traçados, muito antigos, não corresponderem em muitos casos às necessidades reais.

A Bélgica e a Holanda, por exemplo, com áreas muito inferiores, apresentam-se com 113,8 e 67,5 km de linhas por 1.000 km2, a Áustria com 74.9 e a Dinamarca com 47,5.

(...)




* Regionalização, cada vez mais premente:

(...)

Foram precisos dois anos para a Administração Central autorizar a linha da STCP entre Vila d'Este (Gaia) e Boavista (Porto). Finalmente, o aval chegou. Na mega-urbanização, 17 mil pessoas, sente-se a falta de transportes.

(...)



No JN.



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BLOGADO ÀS 01:23:27

21-05-2009

OCORRÊNCIAS, TERRA, FERROVIÁRIO, GRANDE PORTO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 20/5/09

* O estudo prévio da quadruplicação do troço Contumil-Ermesinde está em consulta pública:

Ampliar Linha do Minho obriga a demolir 14 casas

A ampliação de duas para quatro vias da Linha do Minho entre as estações de Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo) condena à demolição 14 habitações e algumas oficinas e armazéns. A maioria das casas fica em Rio Tinto.

A intervenção da Refer, que decorrerá ao longo de seis quilómetros, ocupa logradouros de casas e áreas verdes públicas e contempla a supressão de todas as passagens de nível, substituídas por ligações pedonais e rodoviárias por cima ou por baixo da linha férrea. A obra contribuirá para a melhoria da segurança no eixo Contumil-Ermesinde, onde se sucedem os acidentes mortais com transeuntes e passageiros quando tentam cruzar a via. Pondo fim aos atravessamentos, os seis quilómetros da Linha do Minho (nos concelhos do Porto, Gondomar e Valongo) serão vedados.

(...)

No momento em que a capacidade do troço está praticamente esgotada, a construção de mais duas vias resolverá o "estrangulamento de exploração das linhas do Douro e do Minho", beneficiando, em particular, as ligações a Braga e a Guimarães. No estudo prévio, refere-se que, numa segunda-feira normal, passam 110 composições naqueles seis quilómetros, sendo 98 de passageiros (a maioria (75) é de serviços urbano e suburbano) e 12 de mercadorias. A ampliação manterá a linha férrea à superfície, apesar dos pedidos de enterramento na zona de Rio Tinto. A análise comparativa das duas soluções data de 2007, tendo-se concluído que a manutenção da via à superfície é "globalmente mais vantajosa".

(...)



No JN. Esta é uma obra crucial para a redução dos tempos de viagem atuais entre Guimarães/Braga/Marco e o Porto, assim como para a futura ligação em Velocidade Elevada entre o Porto e a raia galega. As novas linhas a introduzir, imagino, terão não só travessas polivalentes como também já três carris, de modo a assegurar bitola ibérica e europeia.



(grande)


* A minha Lista de Prémios, Concursos e Bolsas Literários foi parar ao blogtailors.



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BLOGADO ÀS 00:47:06

06-05-2009

FERROVIÁRIO, NORTE, MULHERES, BRAGA - VALE DO AVE, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 5/5/09

*

Utentes da Linha de Guimarães são poucos, mas cada vez mais

Menos de dois milhões de pessoas utilizam anualmente a ligação, mas esta é uma das linhas responsáveis pelo crescimento dos urbanos da CP

(...)

A Linha de Guimarães, que a 14 de Abril comemorou 125 anos, reabriu em 2004, depois de ter beneficiado de obras de electrificação e reconversão do traçado para via larga - mas não dupla. Antes da intervenção, que custou mais de 100 milhões de euros, circulavam mensalmente cerca de 30 mil passageiros naquela ligação. Hoje o número de utilizadores mais do que quintuplicou.

(...)

No entanto, o investigador reconhece que seria expectável que o eixo vimaranense valesse mais do que 10 por cento do tráfego dos urbanos do Porto. Manuel Tão admite que Guimarães tenha "uma capacidade de geração de tráfego inferior" à das outras cidades. Mas não tem dúvidas de qual é o principal problema da ligação: "Há algumas reservas perante o serviço relativamente à cadência e velocidade, que ficam aquém do que seria desejável."

Os problemas estruturais da linha decorrem da sua reconversão. Originalmente, a ligação entre Lousado e Guimarães fazia-se por via métrica e, apesar da mudança de bitola, mantiveram-se as curvas e as limitações de velocidade ditadas pelo traçado original. O excesso de curvas impediu, por exemplo, a introdução do serviço Alfa Pendular. As composições chegaram a fazer testes na linha, mas o serviço mostrou ser inviável face às condições do traçado.

Estas limitações tornam o tempo de viagem bastante longo, cerca de uma hora e quinze minutos. A CP diz que é "o tempo de trajecto possível de acordo com as capacidades da infra-estrutura", adiantando que é objectivo da empresa "reduzi-lo, a partir do momento em que estejam reunidas as condições necessárias".

Mas isso só acontecerá em 2013 depois de resolvido o constrangimento na Trofa - com a abertura da variante ferroviária no próximo ano - e estiver concluída a quadruplicação de vias no atravessamento de Ermesinde.

No Público.

Em jeito de resposta a pessoas arrogantemente ignorantes, como Maria João Avillez, que há pouco tempo criticava o investimento nas linhas de via estreita do Douro por terem, neste momento, pouca utilização. Vamos lá: na Linha de Guimarães, em 33 qms, gastaram-se 100 milhões de euros, o que dá 3 milhões de euros por quilómetro. Através deste investimento, a utilização da linha quintuplicou. Nas Linhas do Douro referidas, o investimento será de 1 milhão de euros por qm. Se o número de passageiros também quintuplicar, os números passarão para 750 passageiros por dia na Linha do Tâmega e 250 por dia na Linha do Corgo. Isto, claro, se a modernização for bem feita, e numa previsão terrivelmente pessimista. É claro, senhora Maria João Avillez, que os números serão infinitamente superiores a isto. O número de passageiros irá ser multiplicado por dez ou por vinte. No mínimo.

Especialista defende prolongamento até Braga

Manuel Tão afirma que só assim a Linha de Guimarães será eficiente

Para Manuel Tão, a Linha de Guimarães só será eficiente quando for prolongada até Braga. O investigador não tem dúvidas de que a melhor solução para a rede ferroviária a norte do Porto era ligar estas duas "pontas soltas" do Minho. "Pela realidade da região, seria um investimento essencial", reitera. Manuel Tão antecipa que essa ligação "teria um tráfego próprio, até por causa da Universidade do Minho, que tem um pólo em cada cidade", mas seria capaz de gerar um tráfego suplementar associado à alta velocidade. "Braga terá uma estação de alta velocidade e faz todo o sentido que as linhas convencionais distribuam esses fluxos", sustenta o investigador.

A ligação entre Braga e Guimarães está a ser tida em conta na revisão dos PDM dos dois concelhos. Mas ainda não há um projecto em concreto. Manuel Tão entende que a concretização da linha depende mais "de uma questão política do que de disponibilidade de fundos". O preço unitários por quilómetro de ferrovia é semelhante ao da construção de uma auto-estrada, com a vantagem de que o caminho-de-ferro consome menos um terço de terreno. Em 2003, o Estado investiu 75 milhões de euros nos 17 quilómetros da A11 que ligam as duas cidades. Tão acredita que com a mesma verba era possível ligar as duas principais cidades do Minho por comboio.

Os constrangimentos da Linha de Guimarães preocupam a câmara local. Numa reunião recente, o vereador do PSD Rui Victor Costa pediu ao executivo para estudar formas de melhorar o serviço urbano, exigindo a introdução de ligações rápidas e a articulação com os horários dos serviços de longo curso Porto-Lisboa. A proposta foi apoiada pela vereadora da CDU. A maioria PS anunciou que vai pedir à CP os números de utilização da linha, para avançar com uma proposta.

Também no Público.


* Esta seria a pinta da rede ferroviária britânica se as ideias de Richard Beeching tivessem avançado, nos anos 1960. Muitas linhas acabaram por fechar nas décadas seguintes, num total de 6.500 quilómetros. A ideia subjacente ao plano era a redução do número de linhas e estações, numa tentativa de poupança nos gastos com a rede. Este projeto coincidiu com um enorme crescimento da rede rodoviária do país, o que fez o Governo Britânico rever as suas prioridades. A asneira é um conceito universal, é o que eu digo sempre.


* Uma mulher: Shara Worden




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BLOGADO ÀS 01:09:34

01-04-2009

FOTOS, LÍNGUA, FERROVIÁRIO, PORTUGAL ESPERTO, MULHERES, ENTRE-DOURO-E-MINHO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 31/3/09

* Ponte de Lima tem, aparentemente, uma pessoa razoável a presidi-la:

(...)

Observando que "qualquer dos traçados que vier a ser escolhido trará consigo consequências negativas", Campelo mostra-se esperançado na melhoria do projecto definitivo, assim como na superação dos aspectos negativos pelos positivos. A saber: "o aumento da competitividade territorial, através da criação de possível ponto de embarque de pessoas e mercadorias, assim como a redução dos níveis de poluição, pela opção por um meio de transporte mais saudável". Quanto ao primeiro ponto, o autarca limiano assinalou que em equação pela RAVE está a utilização da futura via também por comboios que não de alta velocidade, composições que poderão vir a ter uma paragem no concelho limiano.

Tem todo o sentido - já que o troço Porto-Vigo não será em Alta Velocidade e a linha é mista, poderão haver serviços semelhantes ao InterCidades atual a fazer paragens em Famalicão, Braga, Ponte de Lima e Valença / Tui. Se não for este o caso, uma paragem em Valença num comboio rápido entre Braga e Vigo é uma ideia estúpida.

No JN.


* O crime compensa:

Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, condenado por tentar corromper o vereador Sá Fernandes, foi nomeado presidente da empresa intermunicipal “Braval”. A Braval é a empresa de tratamento de resíduos sólidos do Baixo Cávado, que engloba os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras do Bouro e Vieira do Minho.




* Google é reintegracionista:

(...)

Mas Google, aplicando o sentido comum, para conseguir um tradutor automático entre o galego e inglês, francês, alemão, etc, que fijo? Apanhar corpus de português, converter no que puido a ortografia internacional a ortografia espanhola (galego) e construir automaticamente um tradutor estatístico de galego a outras línguas. Google demonstra que galego e português são variantes da mesma língua e marca qual a sorte e a estratégia que tem de ser para a língua. E se não acreditam nisto ponham a traduzir a palavra "galego" em http://translate.google.com/?hl=pt-BR de galego a inglês, e vejam para Google o que é o galego: portuguese.




* Uma mulher: Lisa Hannigan





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BLOGADO ÀS 01:08:59

05-03-2009

FERROVIÁRIO, NORTE, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 4/3/09

* Foram consignadas obras na linha do Douro, entre o Marco e a Régua. Coisa pequena, 4,5 milhões de euros. Substituição de travessas de madeira, algumas reparações no balastro e nos carris, alteamento de plataformas em duas estações.

O que concluir desta obra? Sei lá. Por exemplo, que esta é uma obra de manutenção, louvável, num troço que não terá grandes alterações nos próximos anos. E visto que a obra não inclui o troço Caíde-Marco da mesma linha, será presumível que este troço terá finalmente a duplicação / eletrificação / modernização prometida? É esperar para ver. Eu espero aqui, sentado.

Enquanto que no Marco se gastam menos de 5 milhões de euros, em Évora gastam-se 50 milhões.


* E, bom, mais umas considerações avulsas. Neste caso, a Alta Velocidade e cidades servidas. Na minha monomania recente centrada nos caminhos-de-ferro, produzi um diagrama da rede portuguesa (a publicar proximamente) que, partindo de um diagrama semelhante da ferrovia na Grã-Bretanha, retrata a triste condição dos caminhos-de-ferro em Portugal. Um eixo apenas (Lisboa-Braga), ainda com deficiências, e uma série de ramais que fazem tudo menos constituir uma rede. Um conjunto enorme de linhas de via estreita (todas no norte), que duplicam a condição infeliz dos ramais, eliminando a continuidade das ligações.

O que mais me chocou foi concluir que a rede existente não está otimizada. Se se conclui que houve melhorias significativas nos últimos anos - os tempos dos alfas/intercidades entre Lisboa e Braga, a chegada do intercidades a Évora - há situações em que a situação piorou. E muito.

Deixou de existir intercidades entre a Régua e Lisboa, e entre (imagino) Leiria e Lisboa. Aliás, entre Leiria e Lisboa é necessário apanhar dois comboios. A linha do Tua fechou por várias vezes já e a perspetiva futura é negra - com ou sem barragem. O ramal da Figueira fechou para obras, bem-vindas. É ver o que acontece lá.

O Governo propalou que até estar a funcionar a rede de Alta Velocidade / Velocidade Elevada, não haveria investimentos na rede convencional. Ora, sabendo que em qualquer sítio do mundo a rede de AV se alimenta principalmente da rede convencional, e a nossa rede convencional é pouco mais que paupérrima, depreende-se que o interesse do Governo em fazer funcionar o futuro investimento é muito reduzido. Ou então é apenas incompetente a gerir a coisa.

Investimentos como a ligação entre Guimarães e a (nova?) estação de Braga devia ser considerada tão essencial como a própria linha nova. Ou de ligar desde já Viseu à rede convencional. É que se Viseu é a maior cidade da Europa sem caminho-de-ferro, qual o sentido de lhe dar (seja lá quando for - 2030?) a Alta Velocidade sem a cidade ter ligação à rede? E, já que este é um projeto para as calendas, pelo menos assim os viseenses teriam comboio antes de 2030.

E apesar de eu criticar a ligação Lisboa-Madrid pelo Alentejo (seria muito mais lógica apenas uma ligação à Meseta, Aveiro-Salamanca, o tal T deitado), consigo perceber uma ligação em Alta-Velocidade entre Lisboa e o Porto. E compreendo a estação em Leiria. O que não compreendo é como uma cidade como Leiria, que teve nos últimos anos tamanho desinvestimento na ferrovia vá ter AV sem ter sequer ligação à linha do norte, sendo ainda necessário apanhar 3 comboios para ir até Lisboa. E Évora? Sem desmerecer a cidade, a única ligação ferroviária de que Évora dispunha até há poucos anos (3? 4?) era uma automotora que a ligava a Casa Branca a 30 km/h. Neste momento tem ligação a Lisboa com intercidades, mas quase não tem regionais. E também vai ter AV. O concelho de Évora tem 55.000 habitantes e vai ter AV. E mais não digo. Até a Póvoa tem mais população que Évora.


* Wikimapa, para estas e outras loucuras vossas.



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BLOGADO ÀS 00:37:43

02-03-2009

GALIZA, FERROVIÁRIO, NORTE, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 1/3/09

* No rio Douro existe apenas uma ponte (São João) a fazer a ligação ferroviária entre o norte e o resto do país. Com a Alta Velocidade a situação mantém-se, já que a ponte utilizada é a mesma. Ninguém percebe o errado de tudo isto.

E entre Lisboa e o Porto existe em quase toda a sua extensão duas linhas paralelas de caminho-de-ferro. Agora será construída uma terceira linha, sem que a linha contínua existente (linha do norte) tenha sido otimizada e sem que a(s) outra(s) linha(s) (linha do oeste + ramal da Figueira da Foz + linha do vouga) tenham ganho continuidade e uso real. Fico sempre com a ideia que dava para fazer muito mais trabalhando com o que já existe gastando muito menos dinheiro. O que se vê é o infeliz contrário.


* Medo.



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BLOGADO ÀS 11:53:33

14-02-2009

IMAGENS, IMPRENSA, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 13/2/09

* A Velocidade Elevada começa na Trofa:

Governo quer inaugurar variante da Trofa em 2010

Trata-se da construção de 3,5 quilómetros de ferrovia, num prazo previsto de 15 meses, com um troço em viaduto e outro em túnel, que encurta em 500 metros o traçado. Uma empreitada no valor de 24,5 milhões de euros, incluindo a construção da nova estação da Trofa que, para além de uma área comercial, terá também estacionamento para 170 veículos e interface para metro, autocarro e táxis.

A primeira fase da intervenção passa pela construção de um túnel de 800 metros, iniciada em Janeiro de 2008. Segundo Ana Paula Vitorino, nesta altura faltam ainda 200 metros de túnel e o mesmo deverá completar-se "em Janeiro de 2010". No total, e conforme os números avançados pela governante, as primeira e segunda fases vão custar cerca de 65,7 milhões de euros.

Ana Paula Vitorino salientou os benefícios que esta obra trará às linhas do Minho e de Guimarães e ao ramal de Braga. "Melhora a regularidade e os horários, reduz os tempos de percurso e aumenta a oferta de comboios", sintetizou. Também os trofenses vão sentir melhorias, segundo a secretária de Estado: "Permite a requalificação urbana e reforça drasticamente a intermodalidade e a qualidade da mobilidade urbana."

Já no plano nacional e internacional, esta obra terá um papel decisivo na concretização do projecto de alta velocidade que o país quer colocar nos carris em 2013. "A melhoria das condições operacionais da Linha do Minho, viabilizadas pela variante da Trofa, são também imprescindíveis para assegurar a concretização da primeira fase da ligação de alta velocidade Porto-Vigo", explicou Ana Paula Vitorino. A governante lembrou que a ligação entre estas duas cidades do Noroeste peninsular passará a demorar uma hora, em vez das actuais três horas e meia.

(negrito meu)

É bom ver que a nova estação da Trofa será intermodal com o metro, que chegará nos próximos anos. De lembrar que a ferrovia a implantar será eletrificada e terá travessas polivalentes, o que significa que suporta os comboios atuais (bitola ibérica) e os comboios futuros (bitola europeia). A Linha do Minho entre o Porto e Nine e a ligação desta a Braga serão reaproveitadas (através da substituição das travessas e de obras pontuais) para a nova ligação ferroviária Lisboa-Corunha. É o único troço desta ligação que irá utilizar linhas existentes.

Noticiado no Público. O mesmo, no JN.





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BLOGADO ÀS 07:31:26

30-01-2009

LÍNGUA, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, NORTE, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 30/1/09

* Acordo Ortográfico em Portugal:

O ministro da Cultura, quer que o Acordo Ortográfico, "o mais tardar em 1 de Janeiro de 2010", seja aplicado "a nível oficial e em todos os meios de comunicação social".


* Lista dos participantes no Correntes d'Escritas


* O traçado do troço Braga-Valença da linha de Alta Velocidade / Velocidade Elevada Lisboa-Corunha (em Diário da República) (via norteamos)



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BLOGADO ÀS 20:09:22

14-01-2009

GAMANÇOS, LÍNGUA, CARTAZ, GALIZA, ACORDO ORTOGRÁFICO, FERROVIÁRIO, IMPRENSA, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 13/1/09

* No PGL:

O presidente da Junta, Emilio Pérez Touriño, reuniu-se hoje com José Sócrates, chefe do Executivo português, umha juntança na qual anunciou que a CRTVG reforçará a sua presença informativa em Portugal para que os cidadãos e cidadãs da Galiza podam ter informações de além Minho com maior freqüência.



* O FERVE reúne-se:

Na próxima quinta-feira, dia 15 de Janeiro, às 21h45, decorre uma reunião do FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes, que terá lugar no café/livraria Gato Vadio, situado na Rua do Rosário, número 281, no Porto (Rua paralela à Rua de Cedofeita).

Todos/as quantos/as queiram podem comparecer, trazendo ideias, contributos e um amigo/a também!

Pelo FERVE;

Cristina Andrade



*Acordo Ortográfico em Lisboa:

Jornal desportivo Record já aplica novo acordo ortográfico


* No Arrastão:

Olmert, que se afastou do cargo de primeiro-ministro por suspeitas de corrupção, explica como ordenou aos Estados Unidos que não votassem a favor da resolução que eles próprios formularam. A arrogância explica porque pode Israel fazer tudo o que lhe dá na gana e nem se importa de envergonhar com a sua basófia o seu principal aliado:

Olmert disse que exigiu falar com Bush apenas dez minutos antes da votação no Conselho de Segurança da resolução à qual Israel se opôs. “Quando vimos que a secretária de Estado, por razões que não percebemos, queria votar a favor da resolução… Procurei entrar em contacto com o Presidente Bush e eles disseram-me que ele estava em Filadélfia a fazer um discurso”, disse Olmert. “Disse-lhes: ‘não me interessa. Tenho de falar com ele agora’.”

O primeiro-ministro israelita caracterizou Bush como um “amigo sem paralelo” de Israel. “Eles tiraram-no do palco, levaram-no para outra sala e eu falei com ele. Disse-lhe: ‘não pode votar a favor desta resolução’. E ele respondeu-me: ‘Escute, eu não sei nada sobre isso, não o vi, não estou familiarizado com a forma como está formulado’.” Olmert contou que disse então a Bush: “‘Eu estou familiarizado com ele. Não pode votar a favor’. “Ele deu a ordem à secretária de Estado e ela não votou a favor – a resolução que ela própria concebeu, formulou, organizou e manobrou para ser aprovada. Ela ficou bastante envergonhada e absteve-se na resolução que ela própria criou.”



* Galiza em Coimbra:

Coimbra Inovação Parque (iParque) e Parque Tecnológico da Galiza são, agora, aliados com os olhos postos na internacionalização. A rede de parques de ciência e tecnologia torna o eixo Centro de Portugal/Galiza promissor.

* Vem aí comboio novo:

O concurso público internacional para a construção do troço da rede ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo será lançado este Verão, garantiu, ontem, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, após uma reunião com o presidente da Junta da Galiza.


(nota: até Valença, o que está previsto do lado português é Velocidade Elevada - até 250 qm/h - e não Alta Velocidade - até 350 qm/h)

E mais:

Com a entrega do respectivo processo na Agência Portuguesa do Ambiente, no dia 7 de Janeiro, teve início a avaliação de impacte ambiental da quadruplicação do troço Contumil-Ermesinde, da Linha do Minho.

BLOGADO ÀS 00:35:38

30-12-2008

GAMANÇOS, FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, FERROVIÁRIO, IMPRENSA, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 29/12/08

* Daniel Oliveira:

Morreram ontem 282 pessoas no Médio Oriente. Não, não se assustem os analistas, não se indignem os comentadores, não se comovam os jornalistas. São apenas palestinianos. Israel prepara uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Trata-se, como sabemos, de um direito adquirido. Só quando são os outros é que chamamos de terrorismo.



* António Lobo Antunes:

Os portugueses vivem tão mal e os livros são tão indecentemente caros!



* Uma proposta de ligações ferroviárias em Alta Velocidade entre Porto, Lisboa e Madrid utilizando o problema de Steiner:




* Apesar do nome manhoso e dos textos fraquinhos, aqui está o blogue da associação dos utentes de comboios de portugal.


* O terrorismo chegou à Burela:




* A malta entende-se e junta-se e isso é bom de ver. Mr. Esgar juntou-se ao valter na casadeosso.




* Uma mulher: Selma Hayek

BLOGADO ÀS 00:52:03

05-12-2008

PORTURARIDADE, FOTOS, OBSESSÕES, IMAGENS, AMIGOS, FERROVIÁRIO, PLANEAMENTO MACADAME, CENTRALISMO, MULHERES, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

Atualizações 04/12/08

* O valter escreve agora no pnetliteratura. Pelo que dá a entender, falará de livros que leu. Está muito bem.


* Esqueci-me de referir que acompanho o blogue de José Saramago. Com nível, sim senhor. Haviam de lhe dar um nobel.


* Apesar de por vezes eu achar o contrário, os arquitetos não são magos nem têm a cura para todas as doenças. Tirando o Siza. Mas os arquitetos, não sendo magos, têm razão no diagnóstico da crise urbana portuguesa. Vou dar dois exemplos, a ver se chego lá. Quando um arquiteto (merda, estou farto desta palavra). Quando um ventríloquo (arquiteto) propõe a redução dos carros na cidade ou a paragem das expansões urbanas dos concelhos limítrofes das grandes cidades, não é por mania. Reduzir o número de carros, e com isso desimpedir passeios e desanuviar o tráfego, traz os peões de novo à rua, e todos os outros peões (de bicicleta e de motoreta e de triciclo e de monociclo) saem também. Parar a expansão urbana, ou rurbana (ou banana com kiwi como se chama na terra do meu pai às coisas que não se percebe bem), não significa tirar as pessoas que moram em Valongo e pô-las a morar mais perto do centro do Porto. Não implica obrigar ninguém a fazer nada. Mas implica criar condições para que os filhos e os netos dessas pessoas não sejam obrigadas morar em terra assim esquecida como Valongo ou ainda mais longe. São ideias pelo bem comum.

Nós somos amigos. Nós estamos cá para ajudar. Quando vir um ventríloquo (arquiteto) pela rua, não hesite!, pague-lhe um doce e leve-o o a passear.


* Pergunta número um: porque é que se vai construir uma linha de Alta Velocidade ferroviária no Alentejo? Olhem bem para o mapa. Bem mesmo. Como se fosse uma mulher bonita e vocês a quisessem reduzir a caramelo. Ou um gajo bom e. Bem. Olhem.


Atentem na linha Aveiro - Salamanca. E reparem nessa bela linha alentejana. Para quem quer ir de Lisboa a Madrid, será que a diferença é assim tão grande? Não, não é. Então porque se vai construir a linha alentejana, passando pela zona menos densa do país? Porque o dinheiro de Bruxelas passa por Lisboa antes de chegar ao resto do país. E, como um bebé tamanho gigante, eles acham que uma linha pelo Alentejo é uma coisa gira.


* Segunda pergunta: porque se vai construir uma nova ponte? Ou então: porque é que a ponte Vasco da Gama foi construída sem considerar a Alta Velocidade? Se até a ponte 25 de Abril deixou aberto um espaço para a ferrovia. Não é que os assuntos de Lisboa me atraiam especialmente, mas quando se trata de um assunto a custar mil milhões de euros, que por acaso é de todos nós, assim, parabéns, conseguiram a minha atenção.

E mais uma coisinha. Na minha última visita-relâmpago por lá, perdi-me exatamente pelos lados onde irá desembocar a futura ponte. Chelas e tal. Sabem o que vi por lá? CARROS. A sério. Carros e carros. Acho que passei mais tempo andando sobre a rua que sobre o passeio, tantos os carros. E sabem o que vai ter a nova ponte, para além de comboios? CARROS. Mesmo.


* Uma mulher: Ana Bacalhau

BLOGADO ÀS 00:52:14

24-11-2008

INSTANTÂNEOS, FERROVIÁRIO, NORTE, GRANDE PORTO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

actualizações ferroviárias 24/11/08

* António Pérez Babo dizia há alguns dias, na reunião da Ordem dos Engenheiros, que achava que ainda não havia um ‘estrangulamento’ no eixo Senhora da Hora – Trindade. Lembre-se que é pelo suposto ‘estrangulamento’ desse eixo, onde convergem quatro linhas (Trofa, Póvoa, Aeroporto e Matosinhos) que agora se discutem alternativas. Uma das alternativas, aparentemente consensual, ligará a Senhora da Hora ao Hospital de São João, passando por São Mamede de Infesta. A outra alternativa ligará Matosinhos à Boavista, desenhando um arco a sudoeste. A proposta da Junta Metropolitana, através do estudo de Paulo Pinho, coloca-a na Avenida da Boavista. Ou seja, partilha a linha existente entre o Senhor de Matosinhos e Matosinhos Sul, e daí segue sobre o Parque da Cidade até à Avenida da Boavista, subindo até à Rotunda para depois (segundo o novo projecto) engatar na Linha Circular Subterrânea (pelo menos) até São Bento. A proposta da Metro do Porto, delineada por Álvaro Costa, propõe o mesmo percurso em Matosinhos mas, chegando à Avenida, a linha cruza-a continuando pela futura Via de Nun’Álvares, cruzando a Praça do Império e seguindo pela Rua de Diogo Botelho. Quando esta Rua encontra a do Campo Alegre, em frente ao Hotel Ipanema, mergulha no subsolo e, seguindo (imagino) o eixo da Rua do Campo Alegre servirá a zona das Faculdades e da Cordoaria, acabando, também, em São Bento. Em ambas as propostas existe também uma (ou duas) ligações a Gondomar e a nova ligação a Gaia, assim como o prolongamento da Linha Amarela para Sul, até Vila d’Este. Uma diferença crucial está na proposta da Junta, que propõe uma linha circular entre o Pólo Universitário / Rotunda da Boavista / São Bento / Campanhã, e das quais a linha da Boavista, a nova linha para Gaia e a linha de Gondomar seriam ramais, ou braços.

A primeira falácia, e como referia Pérez Babo, é a do ‘estrangulamento’ do eixo Senhora da Hora – Trindade que necessita de ‘urgente solucionamento’. Não sei se, de facto, esse eixo estará neste momento ‘estrangulado’, e se será assim tão urgente o seu solucionamento. Passo a explicar. O que se conseguirá com as futuras linhas Matosinhos Sul / Boavista / São Bento e Senhora da Hora – São João, sejam quais forem os seus percursos, não será nunca o ‘aliviar’ do referido eixo. Estas linhas percorrerão zonas em que o metro ainda não passa e o mais provável é provocarem um aumento do número de utilizadores do metro. Isto acontecerá, obviamente, nas linhas referidas e nas outras. É o 'efeito de rede'.

Voltando atrás, não consigo perceber bem a ideia do ‘medo’ a esse pretenso ‘estrangulamento’. O que se quer é ter mais e mais pessoas a utilizarem o metro. E, por mais que possa existir este 'estrangulamento', não é nada que a introdução de mais carruagens não possa resolver nos próximos tempos. É fácil perceber que nas horas de ponta sobram canais horários para mais ligações, e as novas carruagens para as linhas da Trofa e da Póvoa, mais rápidas e com mais capacidade, ajudarão a resolver por agora o pretenso ‘problema’.

O desenvolvimento do sistema, neste momento, não deve passar pela criação de novas linhas radiais, mas pela extensão das atuais linhas para zonas onde o metro teima em não chegar. A extensão da Linha Amarela mais para sul e para norte, a extensão de uma das linhas (por exemplo, a Azul) para Rio Tinto e outra (pode ser a Vermelha) para Gondomar, por Valbom. Sem inventar muito, otimizar o sistema existente. A única linha nova que defendo de raiz, e que serve também para otimizar o sistema existente, é a linha circular.


* Sobre a nova polémica de São Bento, de quererem transformar a estação num centro comercial, Teófilo M. diz que “Quanto à estação em si, temo que, com a abertura da linha do Metro para a Trofa, a quantidade de passageiros decrescerá”. Este é um tipo de raciocínio que, apesar de bastante recorrente, carece de lógica. Como já referi atrás, existe uma coisa chamada ‘efeito de rede’. Quando os pontos se ligam, no mínimo, triangularmente, começam a sentir-se outros resultados. Deixa de existir uma linha para começar a funcionar uma rede. Aquela ideia de apanhar o metro aqui para trocar ali para chegar a algum sítio. Isso beneficia todos os pontos da rede, mesmo os mais esquecidos. Assim será quando o metro chegar à Trofa: ninguém da Trofa, Famalicão, Guimarães, Santo Tirso, Barcelos ou Braga que já utilize o comboio para se deslocar para o Porto passará a utilizar o metro. Só pessoas que vivam na área da estação da Trofa e que por alguma razão prefiram o percurso para o Porto através da Maia a utilizarão, ou então pessoas das outras cidades pela mesma razão ou para se deslocarem expressamente à Maia. Não que esteja a criticar o prolongamento da Linha até à Trofa, pelo contrário, parece-me bastante lógica, mas é óbvio que quem usa a Linha do Minho até São Bento continuará a fazê-lo.

Isto porque me parece crucial a existência de ‘Estações Centrais’ (como as Hauptbanhoff alemãs) que sirvam o centro das cidades de ligações ferroviárias de médio e longo curso. Em Lisboa aconteceu o insólito – o metro chegou finalmente a Santa Apolónia, algo de extremamente importante para a manutenção desta Hauptbanhoff no centro, e pouco tempo depois o Presidente da Câmara, António Costa, propôs a sua transformação em outra coisa qualquer do que uma estação de comboios. Um terminal de cruzeiros ou outra idiotice semelhante. Espero que Manuel Salgado evite tal marotice. A Estação do Oriente parece-me demasiadamente desviada do centro para ser a única alternativa, e as Estações do Cais do Sodré, do Rossio e da Via de Cintura são estações com ligações suburbanas.


* As minhas inquirições junto da REFER deram finalmente resultado. Informam-me eles que a Variante da Trofa terá linha dupla, eletrificada e com travessas polivalentes, assim como a ligação ao Porto de Aveiro, mas neste caso em via simples. Coloquei-lhes estas questões por certos equívocos veiculados pelos mídia e por falta de informação na página. A ligação ao Porto de Aveiro é bastante importante pois garante a ligação de mais um porto português à rede ferroviária. A Variante da Trofa também, pois liberta o centro da cidade do espartilho da atual linha e moderniza-a. É de relembrar que o projeto low-cost de ligação ferroviária à Galiza preconiza a adaptação da atual linha existente entre o Porto e Braga para a Velocidade Elevada. E tirando algumas obras necessárias em Contumil, o troço da Trofa é o único com via simples, sem ter ainda sofrido a modernização.

E aí reside o busílis das minhas perguntas à REFER. De modo a transformar a linha do Minho em linha de Velocidade Elevada, todos os carris e travessas existentes terão de ser substituídos, pois as futuras carruagens utilizarão a bitola (distância entre carris) europeia, mas continuarão a circular comboios com a bitola ibérica (suburbanos e regionais), sendo necessário carris triplos. Assim, é crucial que a Variante da Trofa utilize travessas polivalentes, assim como a ligação ao Porto de Aveiro. O que parece ser o caso. É razão para nos congratularmos por, pelo menos desta vez, a REFER estar a antecipar as necessidade futuras sabiamente.

Agora resta saber onde será a futura Estação da Trofa, e como será a ligação ao metro. Esta estação servirá os tais suburbanos e regionais, e não a Velocidade Elevada.

BLOGADO ÀS 22:39:22

03-06-2008

GAMANÇOS, REGIONALIZAÇÃO, ALTA VELOCIDADE ELEVADA

aeroporto gerido por lá

"Governo vai alienar a maioria do capital da ANA

O Público noticia que o ministro Mário Lino, em entrevista à Reuters, anunciou que o governo vai privatizar 60% da ANA. A notícia não é esclarecedora quanto ao futuro da Aeroporto Sá Carneiro. Mas desconfia-se que não haverá qualquer tratamento diferenciado, o governo vai fazer ouvidos moucos, e hipocritamente nem sequer dará continuidade à resposta ao desafio lançado pelo próprio 1º ministro para que a região apresentasse interessados em gerir de modo autónomo o ASC – o que ela fez."




Notícia do Público, via Norteamos.

É óbvio o interesse do Norte (e das Beiras, e da Galiza) em ter um aeroporto com gestão própria. O novo aeroporto de Lisboa só será rentável mantendo o Sá Carneiro como aeroporto secundário. Logo, e como o Governo não quer construir um aeroporto deficitário, prefere manter o Norte sem as ligações internacionais (essenciais). E já que nos vão obrigar a ir até Alcochete, aproveitam para rentabilizar a rede de Alta Velocidade.

BLOGADO ÀS 21:09:13
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