Tonto

Eu senti-me um pouco
Tonto
Sem saber o que fazer
Talvez fosse a tua
Imagem
Talvez fosse por
Querer

Ao certo abriste-me a
Porta
Mas eu não queria entrar
Só queria uma miragem
Só queria naufragar

Faz tanto tempo
Tanto tempo
E eu não esqueci

E tu chegaste tão perto
Que te apertei no meu peito
Já não era uma miragem
Era a serio eras Tu
Era a serio eras Tu

Faz tanto tempo
Tanto tempo
E eu não esqueci

Tonto - Pedaço de tema de Xutos e Pontapés

Negro - branco - negro - banco

Dormir dormir en ti

O mejor despertar

            Abrir los ojos

En tu centro

     Nebro blanco negro

Blanco

    Ser sol insomne

Que tu memoria quema

      (Y

La memoria de mi en tu memoria

Disse Octavio Paz e eu confirmo. Há, com efeito, uma memória de mim numa memória. Há uma memória sua e eu durmo, durmo, durmo nela. Negro branco negro branco. Negro. Tudo como que quer voltar, porque ficar é impossível. Tudo se move avança para o seu fim o que quer que seja outro começo branco. Negro branco negro. Branco. E entre o ir e o voltar, há este latejo que confirma que eu não sou sem vontade. Este latejo negro. Este latejo branco que queima na memória que queima. Dormir negro branco negro. Ou melhor acordar no centro - branco negro branco - de todos os latejos. De TODOS os latejos -branco- E amar a vida...

Aqui e agora - 2

Tenho memorizados os semáforos de caminho à casa.

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