às vezes penso isto

    • Os esqueletos não têm sexo, mas na mesma fazem amor quando nós fazemos. (20-10-2012)
    • Salvação é uma palavra gorda e avelhentada. (23-09-2012)
    • Comemos com a fome dos nossos avós. /  Estudamos com a vontade de aprender / dos nossos pais. Será... (19-07-2012)
    • A realidade é a memória da existência (26-05-2012)
    • Decir ‘amor’ es fácil, pero expresarlo… (19-05-2012)
    • É difícil seguir a natureza, mas continuá-la é inevitável. (10-05-2012)
    • A verdadeira compreensão é uma expressão (11-04-2012)
    • Esta euforia não me pertence (18-03-2012)
    • nem o amor nem deus nem a beleza: nada que eu crie é maior que eu próprio (11-03-2012)
    • Apartar a vista da verdade nunca é bonito (09-03-2012)

powered by b2evolution free blog software
anotação - 4

Um sentimento não explica outro. Apenas as carências explicam sentimentos. O universo das paixões nasce de um vácuo primigénio. Tudo tende para o nada. A história da humanidade resume-se num horror vacui. Por isso de todas as paixões o amor está por cima, ou por outras palavras, não é uma paixão. Nele a carência não condiciona o sentir, mas ao contrário. Porque a entrega é uma vontade, e é assim que o amor nos faz humanos. A medida de todas as coisas.

Afinal vai ser verdade que há quem leia estas coisas. O Óscar insiste que escreva, apesar da minha felicíssima pregiça. Já disse nalguma ocasião que os meus silêncios são as minha alegrias, e é verdade. Fiquem apenas com isto: sou feliz. O Pichel até ri de tudo isto (bom, e do resto também): se quero saber de ti, vou ao blogue, e se estiver parado, já sei que estás bem.. Não sei se devia fazer um resumo do que me aconteceu neste tempo todo, mas faço na mesma: eu e Bàrbara voltámos e quero estar com ela, coisa que me resulta mais importante que qualquer outra. Pronto. Tá-se a ver que as alegrias não se me dão bem. Sou mais de tristezas, suponho. Daí que hoje, pensando e pensando, lembre do Rubém, aquele rapaz tão simpático que me apresentou o Bruno no dia do meu aniversário. Estava no Avante, em Compostela, é claro, e quando me foi apresentar, ele disse qualquer coisa como, tu estás a dar aulas em Alacant? É que leio o teu blogue. Afinal vai ser verdade que há quem leia isto, já digo. E pergunto-me como será conhecer em pessoa um lamúrias como eu e de copos.

O pior dos medos

Nalgum lugar do mundo, uma criança balbuciante de língua não românica junta inconscientemente e por acaso, deitando mão daqueles fonemas que consegue pronunciar por fim, uns sons que formam algo como a palavra "amor". O mundo circundante, no entanto, fica na mesma. Os pais que estão ao seu lado nem sequer se olham extranhados, nem a avó, nem o tio, nem o ursinho fofo que tem abraçado. É que, realmente, a coitada da criança não disse rigorosamente nada.

Já me tenho sentido alguma vez assim.

<< 1 ... 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 >>