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CASTANHAS E CABAÇAS... O SAMAÍN É NOSSO

CASTANHAS E CABAÇAS... O SAMAÍN É NOSSO

30-10-10

Na tradiçom galega com toda segurança o Magusto provém do Samain celta.
Para os celtas, o primeiro de Novembro marcava a data do fim do ano, a passagem do verao ao inverno, da época na que a vida se realizava no exterior à época na que a vida se fazia no interior da morada ao pe do lume da lareira. Em quanto ao culto ás mortas ,a porta do Sidh (Alem), abria-se essa noite para que os mortos puidessem comunicar -se cos vivos.

A chegada do cristianismo provocou umha grande adaptaçom das velhas crenças à nova situaçom, havendo focos de resistência espiritual e surgindo um cristianismo autóctone e singular como o representado aqui por Prisciliano.

Coa festa do Samhain aconteceu que derivou na festa que nós conhecemos com o nome de Todos os Santos ou Dia de Defuntos onde o culto à morte muda de forma mas nom de fundo.
Assim o druída ou druidesa passa-se a ser considerado um bruxo ou bruxa do novo ponto de vista, servidor das forças do mal,etc.

Originariamente o ritual implicava a exposiçom de cabezas cortadas dos inimigos coa finalidade de afogentar os espíritos malvados. Esta prática perdurou durante toda a Idade Média vendo-se substituida a tétrica cabeza cortada do inimigo por cabezas de animais
num princípio e posteriormente outras simbólicas feitas pedra que acabaram sendo a origen, mais tarde das gárgolas que aparecem em monumentos religiosos com funçons protectoras. Logo isto dá o passo a colocaçom das cabaças.

Os Suevos acabariam aceitando o catolicismo e o Samhain passaria a ser a nova festividade de Todos os Santos numha transiçom que seria vista polo povo como umha continuaçom por adaptaçom aos novos tempos dos seus rituais pagaos originados na sua idiosincrasia particular.

Passada já a Idade Média leva-se a cabo a reforma do calendario juliano em vigor para outro mais adaptado à época. No novo calendário gregoriano o dia 1 passaria a celebrar-se o dia 11 de novembro.

Na Galiza denominará-se a festa Magusto , conservando umha também velha parafernália pagá incluída Santa Companha, comida com castanhas implicando a salvaçom dumha ânima por cada castanha ingerida, e cabaços simulando crânios com os quais os rapazes metiam medo aos adultos colocando-as nos campossantos com umha velinha acessa para causar impressom aos caminhantes. Enquanto esta velha tradiçom conservava a sua data originária do dia 11, a festividade de Todos os Santos cristá cindiria-se da festa pagá para ser celebrada o dia 1º .Ao nome de Magusto têem-se-lhe dado várias orígenes etimológicas dentre elas a de “MAGNUS USTUS” que vem significar al assim como “grande fogueira”.

A tradiçom do “Halloween” é conhecida pola hegemonia cultural e económica dos Estados Unidos transladada polos emigrantes irlandeses no século XIX Na tradiçom galega com toda segurança o Magusto provém do Samhain celta empobrecido reduzido à tradiçom gastronómica das castanhas, vinho novo e chouriço (as matanças) como protagonistas, mas também a tradiçom dos cabaços é própria e autóctone tendo-se manifestado em lugares da Galiza preferentemente marinheiros, como por exemplo Cangas, Mugia ou Cedeira.

O mestre de Cedeira, Rafael López Loureiro, foi um dos principais responsáveis da recuperaçom da festa tradicional do Samain na nossa cultura. Boa parte do seu trabalho recolhe-o no livro "As caliveiras de melom".

Escrito às 13:05:54 nas castegorias: actividades
por SCMadiaLeva Email , 532 palavras, 694 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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