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    A CRISE É O CAPITAL. MANIFESTO LUCENSE DE INDIGNAÇOM ANTICAPITALISTA.

    A CRISE É O CAPITAL. MANIFESTO LUCENSE DE INDIGNAÇOM ANTICAPITALISTA.

    13-06-11

    A CRISE É O CAPITAL
    MANIFESTO LUCENSE DE INDIGNAÇOM ANTICAPITALISTA

    O pior que lhe poderia acontecer ao movimento cívico que percorre o estado, e também a Galiza, seria desligar a justa indiginaçom, que constitui a súa característica definitória, da crise geral do sistema social e produtivo no que vivemos. Animados por essa conviçom, un grupo de luguesas e lugueses temos a intençom de contruibuirmos ás actuais mobilizações diárias, na nossa cidade, agrupando-nos baixo a tese geral de que A CRISE É O CAPITAL. Consideramos, pois, que a crise actual é estrutural e non algo conjuntural que poida ser superado mediante a melhora do capitalismo. Longe disso, pensamos que qualquer rebeliom cívica com vontade emancipatória deve consolidar-se como a consciência práctica de estarmos num final de linha, no final dumha época. Sem essa consciência, as consequências da crise vam ser, em vez da emacipaçom social, o que estamos hoje a conhecer: corrupçom geralizada, degradaçom da democracia, e recorte de direitos básicos. Esta ideia é o que nos une, sendo persoas de diversas procedencia ideológica, e o que queremos que identifique e articule o noso contributo a este movimento e, en coerência com ela, manifestamos o seguinte:

    1.- Nom renunciaremos aos nossos direitos. Nem aos individuais (expresom, reuniom, participaçom...), nem aos sociais (educaçom, sanidade, igualdade...) nem tampouco aos colectivos (médio ambiente, língua, autodeterminaçom). Os direitos conseguem-se, e defendem-se, na rua.
    2.- Nom estaremos nunca conformes com umha forma de vida, governada por estruturas patriarcais, que posterga socialmente á metade da populaçom e que fai discriminações, injustificáveis, entre as diversas maneiras de entender a afectividade e a sexualidade.
    3.- Nom é inevitável o actual processo de contínua precarizaçom laboral, social e psicológica. Outras formas de organizaçom social e produtiva som possíveis.
    4.- Negamo-nos a viver na sociedade autoritária da represom laboral, os mestres-policia ou as leis e tribunais excepcionais, como a lei de partidos e a Audiência Nacional.
    5.- Nom permitiremos que o nosso território seja sometido a depredaçom do urbanismo selvagem e à imposiçom dumhas infraestruturas públicas tam faraônicas como desnecessárias. Galiza nom se vende.
    6.- Nom é admissível que um direito básico, como o direito á vivenda, seja utilizado para encadear as persoas mediante créditos, durante toda a sua vida, aos destinos dum sistema bancário irracional. Nom se pode consentir a criminalizaçom de quem nom tem para pagar.
    7.- Nom aceitaremos um futuro sem soberania alimentar e sem o reconhecimento e a diginificaçom da vida campesinha. Nom podemos ser utilizadas, mediante o consumo, para destruir povos e formas de vida em todo o planeta.
    8.- Nom queremos viver no Lugo dos corruptos, os traficantes de persoas, os proxenetas e os especuladores. Que se vaiam já das nossas vidas.
    9.- Nom é justo que se reduzam as pensões das persoas para pagar a dívida dos governos e as empresas. Revogaçom imediata da reforma das pensões.
    10.- Nom somos mercadorias, mas somos tratadas como tais por um um sistema eleitoral amanhado que nos reduze a mercadoria política, por um sistema financieiro que secuestra as nossas vidas como mercadoria hipotecária; por um sistema mediático, informativo e publicitário, desenhado para mercantilizar as nossas consciências e, sobretudo, por um sistema produtivo que fai da exploraçom do nosso trabalho a principal matéria prima de todas as mercadorias.

    Todos estas negações implicam umha afirmaçom: hai vida além do mercado. Fagamos, portanto, da nossa justa indignaçom o primeiro passo dum caminho que nos leve, transcendendo as fronteiras do capital, á verdadeira democracia.

    Escrito às 11:19:27 nas castegorias: actividades
    por SCMadiaLeva Email , 563 palavras, 196 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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