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DEBATE DEFENSORES E DETRATORES DO DECRESCIMENTO.

DEBATE DEFENSORES E DETRATORES DO DECRESCIMENTO.

20-12-11

Com motivo da última mesa-redonda celebrada no centro social sobre o decrescimento recuperamos para a nossa secçom de opiniom distintos artigos que se fôrom publicando na rede entre partidários do decrescimento, nomeadamente o colectivo Véspera de Nada, e detratores do mesmo.(O Ateneu Proletário Galego)

Publicados no Galiza Livre.

Filho dum debate cum decrescentista. Ugio Stajanov. Ateneu Proletário Galego.

Certos debates tenhem a virtualidade de colocar no centro do debate as questons fulcrais, principais. Porém, na maior parte dos casos encontramo-nos debates superficiais e sem substáncia. Quando debatemos politicamente com um pequeno-burguês o normal é ter que superar umha barreira infranqueável: o seu idealismo e subjectivismo.

Este é o caso cos decrescimentistas em geral. O último exemplo temo-lo em Manuel Casal Lodeiro. Com el tivemos um debate em Boiro organizado pola Escola Popular Galega. Filho deste debate encontramos estes dias um artigo publicado no blogue deste senhor. Este artigo pode exemplificar bem a profunda inconsistência e o carácter reaccionário destas posturas.

Esse artigo defende três teses básicas, que serám as que contestemos:

- que a civilizaçom actual é de todos e todas nós por igual. O consumo individual iguala-nos e é o que nos caracteriza na sociedade (portanto nega ou como mínimo relega as classes sociais e o seu papel contraditório e antagónico);

- que é papel de todos e todas as humanas, como consumidoras individuais, a responsabilidade de consumir menos para assi salvarmos o planeta (a salvaçom polo ascetismo);

- que nesse caminho pola salvaçom do planeta a consigna deve ser: decrescede!

Pretender que está nas maos da “cidadania”, dos consumidores, deter a irracional fugida cara nengures do capitalismo, é nom entender nada. Os interesses que temos os “consumidores” variam e contradim-se dependendo da nossa situaçom na produçom (a nossa classe social). Nom existe nem existirá nunca essa cidadania nem esses consumidores como agente político unitário, como sujeito político. A sociedade continua a estar dividida em classes, e sem entender isto e o que implica significa que nom poderemos entender nem a sociedade nem os seus mecanismos de mudança, evoluçom e revoluçom. As classes exploradoras vivem do trabalho das exploradas, marcam as regras do jogo, regem o sistema económico e imponhem os valores e modos de vida ao resto da sociedade. O problema nom está em quem realiza um determinado tipo de consumo, senom em quem o fomenta e impom.

O nosso querido decrescimentista di-nos que o decrescimento é a única opçom possível ante o colapso da “nossa civilizaçom industrial”. Esta civilizaçom, que ele chama industrial, como se a indústria fosse algo negativo em si mesma, nom é nossa. Igual que os obreiros nom temos pátria, porque no-la roubárom (e continuam a roubar), tampouco temos civilizaçom. Esta civilizaçom nom é nossa, é dos capitalistas. Nossas nem som as cadeias que nos atam à produçom embrutecedora e ao consumo irracional. As políticas, as decissons, nom as tomamos nós, senom a oligarquia. A classe obreira nom somos responsáveis da irracionalidade do capitalismo. Ao contrário, somos os maiores prejudicados deste sistema explorador e assassino.

Nom está nas maos do nosso povo porque ainda nom temos o poder político e portanto nom podemos impor as políticas racionais que beneficiem à maioria e nom a umha ridícula minoria. Qualquer consigna que nos aparte deste objectivo é errada e reaccionária. Por isso qualquer alternativa que nom tenha como objectivo a consecuçom do poder político por parte da maioria social mediante a luita de classes é contrária às nossas necessidades. Fugir da questom do poder político por parte dos decrescimentistas leva-nos a nom questionar o sistema de produçom capitalista e com ele as bases do sistema. Vem o hiper-consumo como algo individual e cultural, que hai que convencer à gente para mudarem os seus hábitos por outros menos prejudiciais para o meio, e implorar à burguesia umha substituiçom dos seus meios de produçom por outros mais respeitosos ecologicamente.

O senhor Casal estranha-se em que insistamos em que decresçam os ricos. Em que mundo vive este homem? Por muito que pretenda mudar o mundo a base de consignas desligadas dos interesses imediatos do povo, a realidade é um muro co que baterá e baterá sem remédio. A realidade nom muda com consignas. Muda coa mente, os braços e os fusis. Se nom se discute o poder à burguesia, se nom nos erigimos em contra-poder, qualquer consigna fica reduzida à mais absoluta intrascendência. Ante as nossas perguntas, no debate de Boiro, de como poderiam implementar a sua “revoluçom decrescimentista”, este senhor só podia responder algo parecido a um: suplicando à burguesia! (a burguesia nom se sacrifica se nom se vem obrigados). Mil vezes reaccionário, mil vezes sem sentido prático nengum! As consignas só servem para tentar centrar o debate público onde nos interessar, pôr o foco nas contradiçons mais sangrantes, mais ferintes, da nossa sociedade, e assi poder fortalecer os movimentos populares. E isto só se consegue com trabalho organizativo e consignas acertadas.

A nossa sociedade é de seres humanos, nom de baleas nem protozoos. E os nossos maiores problemas, ainda que nom lhe entre na cabeça a quem come quente e dorme bem, som o desemprego, a falta de vivenda, as desigualdades, a injustiça, a miséria, a fome… Insistir numhas consignas tam pouco úteis para mudar a sociedade como as suas claro que é reaccionário. Reaccionário e absurdo. Levam quarenta anos avisando-nos da fim iminente do petróleo, umha das teimas obsessivas do autor do artigo. Temos que esperar que se esgote? Encarecerá-se, acabará por esgotar-se a longo prazo, mas a indústria nom desaparecerá. Se nom existem alternativas que permitam um aumento contínuo da produçom o capitalismo poderá cair nas suas próprias contradiçons, mas nom mudará o substancial. Nós continuaremos a ser os produtores escravizados e os consumidores do que nos dêem. O problema segue a ser o mesmo: quem decide, quem tem o poder político.

Ele que insista nas suas consignas e verá como algum outro pequeno-burguês lhe fai caso. Mas, e a classe obreira, a maioria da sociedade galega, fará caso a umhas consignas tam longe das suas necessidades? Nom cremos necessário respostar, pois já o fai a experiência histórica.

O capitalismo quer um proletariado submisso como produtor e compulsivo como consumidor. As organizaçons obreiras em geral, e comunistas em particular, sempre destacárom polos seus altos valores morais. Fai parte da nossa melhor tradiçom a vida consciente, desalienada, em que os fetichismos nom dominem a nossa vida nem o consumo irracional e egoísta os nossos actos. Estes novos ascetas da pequena-burguesia nem nos descobrem nada novo nem tenhem legitimidade nengumha para pontificar moralmente nada ao proletariado galego. As nossas contradiçons superaremo-las nós, coas nossas organizaçons, coas nossas forças, e defendendo os nossos interesses como classe explorada, oprimida e dominada polo capitalismo.

Insistimos na nossa consigna: que decresçam os ricos, porque som os ricos os que se beneficiam deste sistema, porque nós nom temos o poder dentro deste sistema. E esse é o cerne do assunto. Os obreiros nom somos livres para escolher a nossa vida. É de um subjectivismo que fede a liberal, a Esperanza Aguirre e a galiciabilingüe! Este senhor, como os seus amigos, seguro que nom se atrevem a culpabilizar as mulheres que som vítimas dumha violaçom. Seguro que nom fam sisudos tratados de como devem vestir, falar, andar, para nom ser violadas e mesmo assassinadas. Porém, os decrescimentistas atrevem-se a insultar a nossa dignidade e inteligência querendo responsabilizar-nos às vítimas dos desmáns e abusos do agressor.

Os comunistas temo-lo claro: os problemas ecológicos que está a causar o capitalismo só tenhem soluçom se o proletariado do mundo, junto coas demais classes interessadas numha superaçom do capitalismo, tomam o poder e construem o socialismo. Umha economia planificada, racional, com controlo democrático, é a única garantia para a salvaguarda do nosso planeta. No entanto, o movimento decrescimentista é incapaz de plantejar um outro modelo de sociedade, a sua alternativa som quatro lugares comuns, princípios morais, súplicas à burguesia e mudanças parciais e superficiais ao sistema capitalista.

Vivemos certamente tempos de crise civilizacional. O capitalismo senil e decadente está a agonizar, e de passo fai-nos agonizar aos povos do mundo e pom em risco a mesma sobre-vivência da espécie humana. E tamém impom o medo à pequena-burguesia, aterrorizada pola sua proletarizaçom, aterrorizada porque o seu mundo feliz está a tambalear-se. Resultados desta situaçom psicológica som o fascismo, os milenarismos, as “saídas” místicas e reaccionárias à crise, etc. A nós nom nos importam se estes resultados som produto de boas intençons ou nom, senom o papel que jogam objectivamente na manutençom dum sistema social injusto e opressivo.

Acabamos esta pequena contestaçom respondendo a umhas palavras do Casal Lodeiro: já sabemos que nom vas denunciar aos “plutocratas”, porque nem queres nem podes.

Tomado da página do Ateneu Proletário Galego.

RESPOSTAS COLECTIVO VÉSPERA DE NADA.

Réplica ao Ateneu Proletário Galego. Xoán Doldán

Por onde comezar a responder a tal morea de despropósitos e lugares comúns.

Primeiro, dicir pequeno burgués diante do que se anuncia unha resposta reflexiva é o mesmo que se nun debate teolóxico falamos de herexía mesmo antes de calquera reflexión sobre o tema en cuestión.

Despois segue unha descrición do capitalismo prendida dun esquematismo e superficialidade que non diría eu que é digna dunha análise marxista (ortodoxa ou heterodoxa). As clases antagónicas, proletariado e burguesía, seguen a ter senso nunha análise da sociedade actual, porque a propiedade dos medios de produción está en mans de quen está, hiperconcentrada, mentres unha chea de persoas asalariadas (con contrato legal ou non, malpagadas ou maltratadas) non teñen máis propiedade que as súas mans e a súa forza para traballar (por veces maltreita). Os pequeno burgueses (non no senso dado no post, mais a penas no que aparece en moitas análises marxistas), propietarios de medios de produción e, en moitas ocasións, sen asalariados e, tamén, coa forza de traballo que lle ven dada polo seu propio esforzo, deixan de ter, malia todo, un papel fulcral no capitalismo actual. A denominación (pequena burguesía) é, con certeza, axeitada cando se tratar de falar da actitude reaccionaria que moitas das persoas desta clase teñen ao identificarse non coa clase obreira senón coa burguesía, identificación que parte da súa idiosincrasia pero á que ten (temos) axudado ademais aqueles que insisten (insistimos) permanentemente nesa condición. Canto máis os identificamos como parte (cativa) da burguesía tanto máis se identifican eles coa mesma.

Mais cabería considerar que o papel do capital é múltiple como tamén o é a forma en que se manifesta (produtivo, financeiro, comercial…) e as transformacións sufridas no sistema capitalista, aínda non mudando algúns dos elementos fundamentais, teñen sido o suficientemente importantes para que non poidamos analizar de igual modo (aínda que utilicemos os mesmos instrumentos analíticos) o capitalismo do século XIX, con un papel central nos países europeos, EE.UU. ou Xapón e, en menor medida noutras partes do mundo, ao capitalismo no século XXI, onde as empresas (particularmente as transnacionais), as clases (burguesía e proletariado), os mercados (monopolizados e/ou ologopolizados), o papel do diñeiro (dos diñeiros cabería dicir, polas formas que acada e a capacidade de xerar novas forma de diñeiro por entidades bancarias e financeiras) son radicalmente diferentes ás doutros tempos, mesmo cando se manteña na base económica unha lóxica semellante. Onde, por exemplo, o proletariado mundial manifesta o seu verdadeiro papel non no que sucede con unha empresa nun país concreto, senón en como se traduce a actuación dunha mesma empresa en diversos países e onde a explotación laboral se organiza cruzando mercados, utilizando organizacións internacionais e onde a incapacidade das persoas para controlar o seu proceso produtivo, a finalidade do produto e as canles de extracción do excedentes é case absoluta.

Do mesmo xeito a pequena burguesía foi convertida en grande parte do mundo nunha forma perversa de proletarización de facto sen conciencia de clase e, por veces, con condicións de explotación que poden exceder ás de boa parte do proletariado convencional. Non afirmo con isto máis que estaríamos diante dunha proletarización sui generis xa que non hai relación contractual de tipo salarial, mais existe un xeito de extracción de excedente que se obtén a través do endebedamento financeiro, dese endebedamento eterno que fai que o excedente obtido na actividade produtiva pase a mans do capitalismo monopolista financeiro.

Outro dos temas do debate. A industria non é mala en si mesmo, certamente. Na verdade, unha actividade industrial, a transformación á que se someten certas materias primas ou produtos semielaborados para a obtención de novos obxectos transformados baixo unhas condicións e organización determinada que identificamos como propia da industria (por exemplo, a manufactura) non ten que ser, per se, mala. Outra cousa é a industrialización como categoría que se estende e aplica á grande parte dos procesos de transformación e que condiciona grande parte da vida social e económica. É imposíbel, repito, imposíbel, falar de capitalismo hoxe sen afirmar a construción dunha sociedade industrial. Isto non ten que ver co peso maior ou menor do valor da produción industrial no PIB, pero si o ten co facto de que mesmo naqueles lugares onde o peso sectorial dos servizos é predominante (en termos de emprego ou valor monetario) a lóxica é de tipo industrial. A actividade agraria ou pesqueira non se pode entender sen esa lóxica industrial, o transporte de mercadorías non se podería entender se non vemos que o que se move son produtos industriais ou materias primas para a obtención de produtos industrias, e moitos dos outros servizos (ou da dotación de infraestruturas) teñen un transfundo industrial indubidábel, ou son servizos directamente relacionados coa actividade industrial. A propia actividade comercial e as redes comerciais xiran fudamentalmente ao redor de produtos industriais. Estamos, de facto, diante dunha sociedade hiperindustial. Nese senso podemos falar de “civilización” industrial e podemos afirmar que esta é mala. Mala polos efectos que provoca: a nivel laboral, a nivel social, a nivel económico, a nivel ecolóxico…
É posíbel unha industria a escala humana? Si, é posíbel, mais claramente non poderá ser capitalista, e claramente non poderá ser universal, nin poderá ter o caracter dominante que a industria ten na actualidade. Pensar que un papel dominante da industria podería manterse porque a propiedade da industria pasase de mans privadas a mans colectivas ou públicas, sen transformar radicalmente todo o sistema produtivo, na forma de producir (non só de quen detenta a propiedade dos medios de produción), sen cambiar o modo de utilizar os recursos naturais, de transformalos ou de xerar ou devolver os residuos á natureza, seguindo a aumentar a produción de recursos naturais e de enerxía… pensar todo isto resulta dunha candidez que raia no delirio e que parte ou dunha inocencia (ignorante) difícil de crer ou é un pensamento que só pode basearse nun dogma de fe que, como tal, non pode acreditarse con evidencias científicas e empíricas minimamente serias. E se falamos de dogmas de fe… de que lado fica entón a mensaxe inconsistente e reaccionaria?

Por outra banda, moi trabucados andamos se confundimos a crítica a unha forma de producir é a necesaria transformación da mesma onde a vida comunal (comunista se preferides) resultará imprescindíbel, con identificar que ese outro modo de produción evitará os problemas ecolóxicos.

Lamento contrariarvos pero a nosa sociedade é de seres humanos pero, tamén, de baleas e de protozoos. Unha sociedade humana construída sobre a nada é NADA, é unha NON SOCIEDADE. Os seres humanos (os divinos son outra cousa) non viven nin poderán vivir do ar (polo menos non só do ar, aínda que algúns respiracionistas poidan afirmalo). Necesitamos ar, para respirar, necesitamos auga, para beber e para que poidan darse toda unha sorte de reaccións químicas no noso organismo e que nos permiten vivir, e necesitamos alimentos, que nos fornecen de toda unha serie de elementos materiais que permiten que funcione o noso organismo. Os seres humanos somos, semella que hai que lembralo, seres vivos, non unha sociedade de defuntos que se pasean na eternidade como a Santa Compaña. E esa vida non é posíbel de non se manter unhas determinadas condicións no ambiente en que vivimos e do que vivimos, ambiente do que somos parte e do que tamén obtemos outras materias primas que usamos para outras necesidades sociais. Non é posíbel esa sociedade no longo prazo de non se manter no longo prazo certas condicións que permitan fechar os diferentes ciclos naturais. Podemos non facelo e seguir vivindo en sociedade pero só a costa de reducir as súas capacidades de supervivencia e permanencia. Esa é a nosa sociedade, a de seres humanos que forman parte dunha natureza como (e con) as baleas ou os protozoos, e aí (non no limbo) onde organizamos tamén a vida económica.

Ademais, por se fica algunha dúbida, non existe produción material sen materia. E isto lévanos á termodinámica, esa que tamén nos leva a falar do petróleo. A única forma de (re)utilizar a materia unha e outra vez é mediante o uso de enerxía. A única forma de loitar contra a dispersión material incesante que provocamos é mediante usos crecentes de enerxía. Esa enerxía é limitada agás no caso das enerxías renovábeis, refírome á enerxía primaria. Pero resulta que de forma esmagadora usamos enerxías non renovábeis (esgotábeis por definición, aínda que a algúns non guste falar de iso dos corenta anos, dos que, porén, xa falaremos), e as renovábeis algunhas son esgotábeis (a biomasa, se non repectamos os ritmos de reposición) e todas, unhas e outras, están limitadas pola tecnoloxía, pola taxa de retorno enerxético, polo espazo dispoñíbel, polos materiais dispoñíbeis… é dicir cando pasamos esa enerxía primaria a unha forma dispoñíbel hai límites. Hai límites enerxéticos, tecnolóxicos e, por tanto, materiais. A produción material poderá medrar si… pero até un límite.

Non busquedes no decrecentismo unha teoría política como no marxismo. Non a hai. Non busquedes unha mensaxe de liberación. Non a hai. O que si hai é denuncia. Denuncia das ideoloxías que se basean na fe no crecemento continuo. Ollo!, non no crecemento continuo do consumo senón no crecemento continuo da produción. Porque o que se denuncia é iso: non podemos construír unha economía sobre o crecemento continuo da produción. E o que se pide é iso: reducir a produción a un nivel que non poña en perigo esta e as próximas xeracións (de persoas en xeral e, se queredes, de proletarios en particular), como xa está a acontecer. O contrario si que sería facerlle o xogo á burguesía: soster o sono dun crecemento económico ilimitado, é precisamente facerlle o xogo onde se atopa unha das súas contradicións principais.

O do consumo ven despois. Ou é que no capitalismo a produción vai destinada a ser exposta como pezas de museo (ver e non tocar)?. Non, o destino é que esa produción sexa consumida. Porque (de novo a análise marxista) a plusvalía xérase na esfera da produción pero é na esfera da circulación onde se materializa a apropiación desa plusvalía ao vender o produto que a incorpora. É na venda onde esa plusvalía pasa a unha forma monetaria e fica en mans dos propietarios dos medios de produción. Sen ese consumo non se podería reproducir e ampliar o capital, manter a explotación da clase traballadora, esa mesma que deberá converter o seu salario en bens salariais a través do consumo, facendo que, de novo, ese diñeiro retorne a mans dos capitalistas. E, evidentemente, os consumos non son todos iguais, como non o son as rendas nin a súa orixe, e, evidentemente, as responsabilidades non son todas iguais, porque quen ten o poder económico é capaz de crear dinámicas contra as que a penas poden loitar os demais e menos aínda mudar. Pero tampouco poderiamos afirmar a ausencia de responsabilidades asociada a unha clase proletaria que, renegando da súa condición, procura a súa liberación a través do consumo. E teñen razón aqueles que piden que decrezan os ricos porque o decrecemento non significa que todos deban reducir o seu consumo nun 10%, por exemplo, senón que uns deberían facelo nun 40%, outros nun 30%, outros nun 10% e outros, quizás, aumentalo nun 7%. Pero non só é unha cuestión de clases, burquesía-proletariado, senón tamén de pobos, de estados… porque, guste ou non, moitos proletarios dos EE.UU., por caso, teñen un consumo material que para si quixeran 100 proletarios doutros países, e o peor que ese consumo material ás veces é por expropiación xa que moita desa produción consumida é grazas ao que ser furtou en terceiros países (por mans da burquesía, claro está). A solidariedade de clase tamén debería pasar por concienciarse do papel que o consumo material dun país ten na explotación dos outros, mesmo cando todo isto obedece á lóxica de acumulación capitalista. Sabémolo, a alienación da clase traballadora por mor da existencia dunha propiedade privada dos medios de producion causa estas cousas. Mais, deberemos agardar a liberación proletaria mundial para manifestar esa solidariedade?. Non son estas denuncias formas de facer ver as contradicións do sistema?

Nunha sociedade onde todos fósemos conscientes do papel que xogamos, de como funcionan as cousas, do tramado de relacións sociais e económicas, etc, posibelmente non sería necesario apelar ao comportamento individual. Nesas circunstancias tampouco sería necesario, por exemplo, que existisen piquetes informativos nas folgas, ou facer proselitismo para aumentar o número de persoas afiliadas en organizacións políticas ou sindicatos de clase. Mágoa, non é esa a sociedade na que estamos.

E se hai demasiadas mostras do descoñecemento sobre do que tratan as propostas decrecentistas, as denuncias de que estas son algo reaccionario xa configuran lugares comúns nos que participan moitos que, finalmente, acaban por utilizar os mesmos argumentos que esa burguesía e eses capitalistas aos que se afirma combater. O peor e que moitos deses argumentos e lugares comúns non se soportan máis que en prexuízos e erros de vulto. Eis o caso do petróleo e o seu “famoso” esgotamento: “levan corenta anos dicindo que o petróleo se vai a acabar e non se dá acabado”, máis aínda “hai corenta anos dicían que había petróleo para corenta anos e agora seguen a dicir que hai para corenta anos, sempre a mesma cantiga, poñer medo e despois nada”. Non vou perder o tempo en diferenciar recursos e reservas porque esa labor de documentación deberían facela aqueles que tanto utilizan o argumento anterior, pero, por dar unha pista, ese argumento falaba de reservas non do recurso, e por iso mesmo non hai contradición, aínda que o pareza, nesa afirmación ano tras ano. Pero no que teima Casdeiro, e outros que andamos nestas lerias, e un bo número de xeólogos, non é en que se “esgota” o petróleo, máis aínda, afirmamos que non se vai esgotar porque deixaremos de extraelo mesmo antes de que se esgote, no que teimamos é en dicir que estamos a entrar nunha etapa de redución do nivel de extraccións do petróleo por motivos físicos, tecnolóxicos e económicos (descubrimentos cada vez menores, extraccións que superan os novos descubrimentos, petróleo de peor calidade e máis difícil e caro de refinar, petróleo a maior profundidade e en lugares de máis difícil acceso e máis caro de extraer, aumento da cantidade de enerxía necesaria para a procura de novo petróleo, á súa extracción e refinamento, redución, por tanto, da taxa de retorno enerxético…), de modo que esa reducción significa o principio do fin dun modelo enerxético baseado no petróleo (ao que seguirán fenómenos semellantes no gas natural ou no carbón), e insistimos en que a conversión dese modelo enerxético é inevitable e dado que é o motor do capitalismo actual, e que nos dous últimos séculos, baseouse nesta dispoñibilidade crecente de enerxía abundante e barata (unha simple ollada a calquera estatística enerxética é suficiente para acreditalo), o crecemento da produción material tal e como a vivimos até agora chega ao seu fin, polo que se obrigará a un decrecemento desa produción material.

Decrecer, decrecemos, ou si ou si que diría o compañeiro Manuel Amigo. Nós queremos que esa transformación inevitable se faga de forma democrática e colectiva, algúns mesmo nos atreveríamos a dicir que de forma comunista. E por iso falamos de decrecemento, para sacudir as conciencias, non para pedir sacrificios fatuos senón para dicirlle á xente que debe tomar e esixir o control das cousas e non agardar solucións máxicas de ningún tipo, que o mundo non volverá a ser como era, e que non se transformará só por desexalo, porque é hora de tomar o poder: o poder para tomar decisións democráticas, para decidir como queremos que se organice esa sociedade que vai vir e que non é a promesa dun paraíso proletario onde reinará a felicidade, senón a que xa se está a construír. Non estamos diante, hai que dicilo?, de cambios eventuais e pasaxeiros, estamos diante dun auténtico programa de reorganización social e económica que xestione este cambio sen a participación dos pobos. Podemos seguir múltiples camiños, agardar a facernos co control de todo, por exemplo, ou podemos ir construíndo redes, xuntando experiencias, facendo nacer desde abaixo esa nova sociedade á imaxe do que nos parece mellor e procurar que se vaian sumando máis e máis persoas a ese proceso. Non se trata, pois, da procura de solucións individuais senón colectivas, mais consideramos que os individuos terán que ter conciencia de si mesmos e dos problemas que están a suceder, e convencerse da necesidade de xuntar forzas para colectivamente construír, coa urxencia que se require, este novo mundo. Como tamén diría o compañeiro Manuel Amigo, sen necesidade de que a colectividade sexa pastoreada.

E, por certo, de ascetas nada de nada, decrecer no que é necesario non significa que non poidamos, mesmo debamos, crecer todo o que queiramos en moitas cousas pracenteiras (mesmo no pracer carnal), en falar, compartir e gozar coas nosas amizades, en gozar da paisaxe, da veciñanza, na axuda mutua, na solidariedade, no respecto cos demais e coa natureza, etc.

E si, todos acabarán por bater no muro. Aí veremos a realidade do qué necesario e o que non. Algunhas persoas cremos firmemente que é mellor irse preparando para que o impacto sexa menor ou mesmo ir construíndo armas para esboroar o muro ou para axudar a saltalo.

*Este artigo foi tomado da página web do colectivo Véspera de Nada, com motivo da polémica aberta entre partidários e detratores do decrescimento dessatado a partir das mesas redondas organizadas pola Escola Popular Galega. Mantemos a versom original do autor, em grafia ILG, com o objectivo de fazer um seguimento ágil do debate.

RÉPLICA AO ATENEU PROLETÁRIO GALEGO (II) Manuel Amigo

O meu nome e Manuel Amigo, son un dos pequenos burgueses que participa en Véspera de Nada e gustaríame facer algunhas matizacions a este post.

Veredes, dame a impresión de que Casdeiro non conseguiu transmitirvos a verdadeira dimensión do problema ao que se enfronta a humanidade. Vou tentar resumilo: a civilización industrial actual rexida pola burguesia explotadora e soportada polo proletariado (escaso e magnificamente aburguesado mediante o crédito trampa no primeiro mundo) e por meros escravos no terceiro, sen unha achega constante e crecente de petróleo é sinxelamente inviable e colapsará, dá igual se a xestiona un magnifco director xerente formado en Harvard ou o camarada formado en Cuba.

Eso supón que cerrarán millóns de empresas, a inmensa maioría pequenas empresas de pequenos burgeses (mandando ao paro a millóns de proletarios burgueses a crédito impagábel), quedarán as grandes corporacións que en realidade son quen goberna o mundo e teñen acceso directo aos recursos, pero imporán a eficiencia e productividade nos seus sistemas produtivos automatizando procesos mediante máquinas (e mandando máis proletarios burgueses a crédito á puta calle) xerando así ademais un mercado de traballo arruinado, endeudado e afamado que traballará no que lle manden, como llo manden e polo que lle manden e será inmensamente afortunado comparado cos que xamais voltarán ter traballo.

A miña pregunta é: un paisano que o boten á puta calle cando peche a Peme de turno, a auxiliar asteleira, a asteleira ou mesmo a Citroen, cando leve 20 anos sen voltar a ter traballo porque é fisicamente imposible que volte a haber traballo ¿é un proletariado? ¿é clase obreira? ou e sinxelamente un ser humano?

O decrecemento non e unha opción nesta situación: o decrecemento vai ser si ou si. Pode ser como o están a facer os ricos desmantelando o estado de benestar ou podería ser feito pola plebe de xeito voluntario e organizado, e aí e donde o Comunismo tería o seu sitio, Cuba pasou polo que estamos empezando a pasar cando estoupou a URSS e se pechou o grifo do petróleo o mesmo que Corea do Norte. En Cuba espabilaron e escomenzaron a cambiar os sistemas productivos, aplicaron a permacultura, reforzaron os servizos sociais e decreceron, conqueriron sobrevivir e darlles unha calidade de vida boa os cubanos. En Corea morreron que se saiba 3 millóns de parroquianos a fame e iso que eran todos proletarios e non tiñan burgueses esplotadores.

Pero claro vós o que queredes e o mesmo que queren todos: chegar á punta da pirámide pastoreando unha revolución e unha vez alí arreglar o mundo, e o mundo non ten arreglo dese xeito, o mundo ten arreglo dende abaixo, dende cada persona, primeiro asegurando a supervivencia física alimentaria de cada un (que está nas mans de multinacionais) mediante profundos cambios que deben facer que a produción de alimentos sexa local, que a produción de enerxía sexa local, que os servizos básicos se cubran de xeito local e comunitario e reducir a dependencia tanto de empresas como de gobernos que moi posiblemente quebrarán porque ás transnacionais non lle fan falla.

Non estamos no momento de andarse a preguntar si son galgos ou son podencos: o burgués Casdeiro mercou unha casa no rural e está a traballar nuha horta, eu son un burgués, teño unha Peme e estou a traballar dende fai dous anos unha horta. Vós deberiades facer urxentemente unha excursión a Cuba, recabar toda canta información poidades e voltar de alí cunha alternativa que non pase pola manida loita obrera e maila revolución del proletariado.

Con cariño e dende a afinidade.

Manuel Amigo

*Este artigo foi tomado da página web do colectivo Véspera de Nada, com motivo da polémica aberta entre partidários e detratores do decrescimento dessatado a partir das mesas redondas organizadas pola Escola Popular Galega. Mantemos a versom original do autor, em grafia ILG, com o objectivo de fazer um seguimento ágil do debate.

RÉPLICA AO ATENEU PROLETÁRIO GALEGO (III) Casdeiro.

Alédome de que poidamos continuar o debate na Rede. Porén, comezades o artigo cunha calificación que non sei se chamar descalificación que me renxe un tanto:

Quando debatemos politicamente com um pequeno-burguês o normal é ter que superar umha barreira infranqueável: o seu idealismo e subjectivismo.

Este é o caso cos decrescimentistas em geral. O último exemplo temo-lo em Manuel Casal Lodeiro.

Debo entender que me chamades pequeno-burguês? En virtude de que exactamente me calificades así? Estaría ben sabelo.

Esse artigo defende três teses básicas

Menos mal que poñedes a ligazón para que a xente o poida ir ler e sacar o seu propio resume, porque desde logo o voso é sumamente incorrecto.

O problema nom está em quem realiza um determinado tipo de consumo, senom em quem o fomenta e impom.

Tentarei explicárvolo unha vez máis. Existen 2 tipos de problemas, ou máis ben 2 niveis. Un o político, o social, fica ben explicado coa vosa teorización das clases. Evidentemente existen e unha impón á outra uns condicionantes no modo de vida, de produción e de consumo moi fortes. Pero existe outro nivel de problema, por baixo da capa político-social-económica, que é o substrato físico. Aí temos un consumo excesivo de materiais e enerxía como civilización, mesmo como especie. Ese é un problema. Outro nivel de problema aparece cando queremos analizar por que existe ese problema, cómo chegamos a el, e como liberarnos del, se é que podemos. Aí loxicamente temos que mirar cara a como está organizada a sociedade, e efectivamente aí todos os dedos acusadores apuntan ao Capitalismo como sistema e aos seus rexedores como suxeitos de máxima responsabilidade. Xa que logo o problema moral, está nese nivel. Pero o problema xeral, como especie do consumo, témolo todos. Non por sermos máis ou menos culpables, que como é lóxico, hai graos e sería inxusto repartir culpabilidade por igual. Senón que temos o problema porque ese consumo que facemos, sexa por gusto ou por imposición máis ou menos sutil do sistema, condiciona a nosa existencia de tal maneira que nos custaría moitísimo vivir sen ese nivel de consumo. Xa que logo, temos un problema se a enerxía e os materiais comezan a non chegar para todos. Isto foi algo que vos tentei explicar no debate e que espero que os asistentes entenderan algo mellor ca vós.
Fugir da questom do poder político por parte dos decrescimentistas leva-nos a nom questionar o sistema de produçom capitalista e com ele as bases do sistema.
Vexo que non me escoitastes nin lestes. Polo menos nós en Véspera de Nada non fuximos da cuestión do poder político, non sei outros decrecentistas. Na medida en que vemos que este sistema é suicida, apostamos pola súa substitución e polo artellamento de estruturas de poder popular. Como que non cuestionamos o sistema capitalista? Vamos, compañeiros, lede cun chisco de atención o que din aquelas persoas coas que debatedes. Coido que facedes por ver inimigos cando en realidade temos tantas coincidencias que poderiamos ben ser aliados.

Ante as nossas perguntas, no debate de Boiro, de como poderiam implementar a sua “revoluçom decrescimentista”, este senhor só podia responder algo parecido a um: suplicando à burguesia! (a burguesia nom se sacrifica se nom se vem obrigados).
Ben, iso é simplemente falso. E calquera que asistira ao encontro pode dar testemuña. Tamén tedes os meus textos e mais os publicados en http://www.VesperaDeNada.org para comparar con esa presunta afirmación miña tan ridícula. Ogallá para a próxima os compañeiros da Escola Popular Galega poidan gravar as intervencións. Quedan como testemuña da miña posición real os meus textos, non só os publicados na rede, senón os que a Escola Popular ha editar acerca da cuestión e que usei de base na miña intervención convosco.

Se non estades seguros do que dixen (…responder algo parecido a um…), preguntade, que para iso estamos. O como vos dicía antes, lede.
A revolución polo decrecemento ten que vir desde abaixo porque non podemos contar coa burguesía, co capitalismo, xa que para eles é anatema falar de non crecer perpetuamente. Presuntas solucións ou amaños como o capitalismo verde, o desenvolvemento sustentable e andrómenas polo estilo só serven para estirar un pouco máis a súa carreira cara ningures.

Levam quarenta anos avisando-nos da fim iminente do petróleo, umha das teimas obsessivas do autor do artigo.
Como xa teño repetido en máis dunha ocasión, coido que tamén en Boiro, eu non podo darvos explicacións de por que eses supostos avisos (podedes dar algunha referencia concreta, de nivel científico ou de institucións internacionais dun mínimo prestixio?) fallaron, primeiro porque non os coñezo e segundo porque o feito de que fallaran non ten que ver para que os avisos do teito do petróleo fallen. De feito estanse demostrando e as gráficas que vos levei a Boiro están aí para quen as queiras ollar: a produción extracción leva estancada desde o 2005 e todo apunta a que non se poderá recuperar.

Temos que esperar que se esgote?
Como xa vos dixen en Boiro o petróleo non se esgotará nunca. Simplemente chegará un punto en que o que quede será tan custoso enerxéticamente de extraer, procesar, refinar e poñer a disposición da maquinaria económica mundial, que simplemente non se fará. E iso será bastante antes de que a súa enerxía neta sexa 0.

Encarecerá-se, acabará por esgotar-se a longo prazo, mas a indústria nom desaparecerá. Se nom existem alternativas que permitam um aumento contínuo da produçom o capitalismo poderá cair nas suas próprias contradiçons, mas nom mudará o substancial.
Ben, con dicilo non abonda. Hai que demostrar ou propoñer como o fará, como é posible que unha máquina que consome millóns de barriles diarios de unha determinada substancia, e que está absolutamente feita a medida desa substancia e de ningunha outra presente ou futurible, pode seguir a funcionar cando esa substancia non lle chegue na cantidade precisa (fluxo, non reservas, como vos lembrei). Como é posible un capitalismo industrial sen petróleo? Ninguén foi capaz de responder a iso ate o de agora. Podedes vós?
Insistimos na nossa consigna: que decresçam os ricos, porque som os ricos os que se beneficiam deste sistema, porque nós nom temos o poder dentro deste sistema.

Coido que seguedes sen entender o que é o decrecemento nin cal é o problema que trata de afrontar. En serio lestes o meu post? Lendo cousas coma esa certamente chego a dubidalo.

Como o decrecemento dun pequeno tanto-por-cen da poboación (os ricos) poderá solucionar algo que é consecuencia do consumo dos centos de millóns de persoas dos países industriais? Que soluciona iso? Que ten que ver o decrecemento con quen se beneficie do sistema? Cada un beneficiarase en certa medida, desde logo eles máis ca nós. Pero todos nos beneficiamos dun sistema que nos pon comida nos supermercados, medicinas nas farmacias, médicos nos hospitais e gasolina no depósito do coche cando queremos ir a traballar ou a actividades de lecer. E son eses beneficios os que non poderá salvar o decrecemento duns poucos, por moi ricos que sexan. Seguedes teimudos a misturar enerxía e diñeiro, e por ese camiño imos como borregos, guiados pola visión ortodoxa da economía neoclásica, cara o abismo, cara o colapso.
Este senhor, como os seus amigos, seguro que nom se atrevem a culpabilizar as mulheres que som vítimas dumha violaçom. Seguro que nom fam sisudos tratados de como devem vestir, falar, andar, para nom ser violadas e mesmo assassinadas. Porém, os decrescimentistas atrevem-se a insultar a nossa dignidade e inteligência querendo responsabilizar-nos às vítimas dos desmáns e abusos do agressor.

Esa comparanza é directamente ridícula e insultante.

Somos vítimas do capitalismo, efectivamente. E ningún decrecentista culpabiliza a ningunha vítima do capitalismo. É máis, ofrécelle a maneira de liberarse del, de desfacerse das consecuencias desa opresión, aprendendo a vivir cun consumo mínimo, que como vós dicides uns parágrafos máis enriba é precisamente o que non quere o capitalismo, pois o precisa para a súa acumulación e para que o sistema funcione. Sen atraparnos no consumo non pode obrigarnos a producir, etc. Todos sabemos cómo funciona esa roda tola de hamsters!

A estratexia da toma revolucionaria do poder é outra estratexia, perfectamente válida, e mesmo diria que compatible e complementaria coa decrecentista. Pero ollo! Tomar o poder para que? Para seguer a producir e consumir como se fai hoxe? Porque se un sistema socialista non recoñece que vivimos nun planeta finito, acabará chocando cos mesmos límites có capitalista. Non se trata só de trocar de conductor o coche que corre cara o precipicio senón de pisar o freo ou virar a tempo.

Acabamos esta pequena contestaçom respondendo a umhas palavras do Casal Lodeiro: já sabemos que nom vas denunciar aos “plutocratas”, porque nem queres nem podes.

Se vos referides a esta frase miña: “No podemos lavarnos las manos y acusar a los plutócratas, porque su cuota de consumo personal es ridícula comparada con la del conjunto de la sociedad.” estades a manipular as miñas palabras ou é que non entendestes nada do meu post.

Refírome a que non podemos acusar aos plutócratas do consumo mundial porque aínda que en última instancia sexan quen controlan o sistema capitalista, non son quen efectúan o consumo. Si que o sistema coa súa publicidade e os modos de vida que promove, incita ás masas a un consumo desenfreado, pero nós temos un grao de liberdade para dicirlles NON. E cando un traballador gasta gasolina nunha viaxe de lecer prescindible, ou usa unha batedoira eléctrica para preparar unha comida, non pode botarlle a culpa ao patrón, por citar un só de tantos actos que realizamos nas sociedades consumistas occidentais. Por iso dicía non podemos lavarnos as mans e botar culpa DISO aos plutócratas. Temos conciencia e temos unha certa liberdade para negarnos a ese nivel de consumo, e iso e non outra cousa é o que propón o Decrecemento.

Loxicamente podemos acusar aos plutócratas de moitas cousas, pero non os vou acusar do MEU consumo. Vós acusádelos do VOSO?


*Este artigo foi tomado da página web do colectivo Véspera de Nada, com motivo da polémica aberta entre partidários e detratores do decrescimento dessatado a partir das mesas redondas organizadas pola Escola Popular Galega. Mantemos a versom original do autor, em grafia ILG, com o objectivo de fazer um seguimento ágil do debate.

Escrito às 19:47:15 nas castegorias: actividades
por SCMadiaLeva Email , 6738 palavras, 540 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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