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        O ESTADO DE EXCEÇOM E NÓS.

        O ESTADO DE EXCEÇOM E NÓS.

        03-12-12

        O estado de exceçom e nós.Antom Santos.
        Do livro coletivo Por uma democracia radical. Vozes subalternas contra o estado de exceção, publicado por Estaleiro Editora.
        Texto de debate no grupo de estudos do centro social para o dia 7-12-2012.

        A geraçom de quem hoje beiramos os trinta anos debutou no independentismo com umha ênfase mui especial na crise capitalista. Decorriam os finais dos anos 90 e manejavam-se como textos de referência várias versons divulgativas da obra de Immanuel Wallerstein. O norteamericano, que líamos sem demasiada escrupulosidade, apontava nos seus escritos a entrada numha fase terminal da sociedade que conhecíamos. Em poucos anos, dizia-se-nos, veríamos desabar tudo aquilo que constituía o modelo de vida ocidental, e o sólido ?agora si, e depois de muitas profecias de esquerda? esvaeceria-se de vez no ar. Além dos consabidos ciclos económicos e das referência às crises de superproduçom que inçavam os livros de marxismo, o sociólogo dava novos passos que alumiavam um futuro convulso e sinistro. O derrubamento aproximava-se em forma de crise ambiental e demográfica, de injustiças agravadas e de multiplicaçom incessante das massas de excluídos. Umha das tentativas mais conhecidas de popularizaçom deste autor no âmbito hispano intitulava-se Comunismo ou caos e assinava-o o militante basco Justo de la Cueva. Apoiado na tese forte dum colapso generalizado, que se consumaria para nós ao perdermos o colchom económico das nossas famílias, o autor chamava à juventude à insurreiçom aberta. Textos como estes eram o nosso combustível moral e os decálogos obrigados para argumentar contra aquele estado de cousas.

        E porém, devemos perguntar-nos se daquela existia umha convicçom firme. Fora do entusiasmo com que se vivia a luita estava interiorizada tal noçom de crise? Hoje podemos dizer que nom. Primeiro, porque seria muito aguardar umha leitura teórica atenta de moços e moças de quinze, dezoito ou vinte e um anos, por muito que se adentrassem daquela nas aulas universitárias ou frequentassem cursos de formaçom militante; e também e sobretudo porque o nosso dia a dia encarregava-se de demonstrar ?ainda que só fosse através de manifestaçons superficiais e ao cabo enganadoras? que tal fatalismo parecia umha prediçom alucinada. A primeira juventude destes militantes decorria baixo o grande boom da economia do crédito, o cume da desagrarizaçom e a crença na superaçom do atraso galego através de infraestruturas rodoviárias. A polícia política apertava ?que nom afogava?, os colchons económicos familiares continuavam aí, aliviando a precariedade, e a proposta do reformismo galaico ?autonomismo? somava votos e apoios sinceros um pouco por toda a parte. Era possível, pensava muita gente, umha via branda de negociaçom com Espanha que evitasse os traumas da luita e nos permitisse tê-lo quase todo ao mesmo tempo: dissidência e oficialidade, militáncia e bem-estar material, inquedança nas elites e benevolência dos meios comerciais.

        Desta maneira, o ativismo decorria sobretudo guiado por impulsos ideológicos e morais: luitava-se por um programa que se cria o mais acaído, face as ambiguidades de outros; e luitava-se polo que se considerava eticamente mais justo. Porém, o mundo que suportava todo o prédio da injustiça prosseguia mais ou menos vigoroso: a invasom de mercadorias de baixo custo rebaixava a tensom de sabermo-nos explorados ou precários; e Espanha também permitia certas cousas: a legalidade de partidos e organizaçons subversivas, ou a teórica igualdade do nosso idioma ao carom do castelám.

        Aquele era o certo equilíbrio de forças em que vivíamos, umha constelaçom de relativa normalidade contra a que pulava o arredismo, para dizer a verdade, com mais pena que glória. Constelaçom que agora, no prazo curto de tempo desde que estoupou a crise mundial das finanças, vem de ser anulada. As origens nom estám em nengum movimento social organizado, como é sabido, senom num processo de barbarizaçom guiado polas elites que procuram salvar sem entraves a sua expansom. Sobre este fenómeno gerárom-se dúzias de polémicas professorais e militantes que procuram esclarecer o momento primeiro da crise, ou mesmo a sua causa última. Longe desta motivaçom, que daria para umha reflexom de seu, interessa reparar no momento em que a ideia de decadência, e mesmo de fim de linha, prende na consciência social. Um pequeno repasso histórico levará-nos finalmente aos últimos três anos, em que imos focar a atençom mais cuidadosamente.

        A crise da consciência e a consciência da crise

        Dos horrores da primeira industrializaçom, as correntes revolucionárias históricas soubérom tirar um potencial de otimismo que levava a agir com alegria no contexto mais adverso. O escravo moderno, concentrado numhas megaestruturas impessoais e inumanas, anunciava desde a sua coveira lúgubre o parto do mundo novo. Esta esperança nutriu e nutre geraçons de militantes, até o ponto de ser umha das convicçons que explicam a perseveráncia ativista ao longo dos séculos.

        Ao seu carom, e porém, logo abrolhou umha ideia mais trágica e pessimista. As contradiçons sociais multiplicavam-se levando primeiro à maturidade do fruto e, mui logo, à sua putrefacçom, sem que a mudança tam ansiada figesse ato de presença. Como se o comboio do socialismo já passasse e nos deixasse sós na plataforma da estaçom (por tomarmos emprestadas estas palavras tam recorridas), as crises conduziam às augas estagnadas da decadência coletiva, à genreira de todos contra todos, à adesom brutal à autoridade, e finalmente à guerra.

        Já nos tempos da I Grande Guerra, Karl Kraus chamara a atençom sobre o emporcalhamento das relaçons sociais e a perversom da linguagem que conduzia os proletários europeus a se massacrarem nos campos de batalha; pouco tempo mais tarde, Hanna Arendt estudou a transformaçom das classes sociais em massas entregadas ao fascismo, num processo de atrofia da personalidade que chamava «abandono de si». E mais recentemente, acompanhando a descolagem desarrolhista da segunda pós-guerra, floresceu toda umha escola do pessimismo que punha em causa os sonhos da razom e se distanciava dumha Ilustraçom em processo autodestrutivo. A preocupaçom polo bem-estar material já nom era, como nos bons velhos tempos do movimento obreiro, a preocupaçom polas bases físicas dumha vida digna sem frio e sem fame, senom a ánsia sem fim polos prazeres físicos através de mercadorias; a livre discussom na ágora fora substituída pola informaçom industrializada e a confusom entre ser e parecer; e também o controlo de grandes processos de engenharia social por parte de especialistas (da economia ao urbanismo, passando pola medicina) furtava ao povo o governo das condiçons da sua vida. Sociedade administrada, sociedade de consumo, sociedade do espetáculo, sociedade do simulacro, sociedade da mercadoria. Fôrom muitos os termos para se referir em última instáncia ao mesmo fenómeno, cada um com os seus acentos peculiares.

        Em algum sentido, o que fora intuiçom privilegiada de círculos eruditos longe do alcanço da gente do comum, tem-se espalhado nas últimas décadas em direçons inéditas. A consciência da crise, da decadência do modelo social ou, directamente, dumha catástrofe em curso, enchoupa já parte dos meios empresariais, da intelectualidade obediente e de muitas camadas de técnicos e especialistas. Também se fam lugares comuns, a pé de rua, assuntos noutrora confidenciais, como o avançado do colapso ambiental, a incapacidade da casta política para gerir qualquer assunto relevante ou a liquidaçom sem paliativos de direitos sociais longamente consagrados. É certo que muitas destas críticas som alentadas pola extrema direita, para favorecer umha saída autoritária à crise; como também é certo que o formato notícia em que chegam os feitos mais arrepiantes (como tantos pensadores venhem analisando) funciona de narcótico eficaz, amolece o dramatismo dos conteúdos e permite um convívio dormitado com a descomposiçom deste nosso mundo. Seja como for, e admitindo estes matizes, todos somos cientes de que aquela anterior atitude da sociedade, crédula, entusiasta e inconsciente, está a ser substituída por umha contemplaçom céptica e apesarada dos tempos que aí venhem.

        Além do moralismo

        O fim das vagas radicais da década de 70 postara as minorias militantes frente o muro, aparentemente insalvável, da democracia e o mercado. Na Galiza o processo foi ainda mais intenso, dado que aqueles setores sociais que alentavam o movimento nacional, ou eram acomplexados e impotentes, ou vinham da «transiçom» debilitados e dispersos. As classes médias ilustradas nom soubérom mais que tomar reservas educativas e editoriais, desenhar o pinheirismo em pequenas indústrias culturais, ou bem artelhar um autonomismo político que nom infundia respeito nem temor. Tampouco o proletariado que nutria as fileiras arredistas deu representado umha classe que estava a ser atomizada, nivelada formalmente polo consumo e ao final conforme com ceder a sua voz às grandes burocracias. O resultado fôrom pequenas trincheiras, políticas e armadas, onde se cultivou umha experiência valiosa e efémera, aginha esvaecida por umha mistura de repressom, cissionismo e abandonos. A questom social nom aboiava e a causa galega, como vinha acontecendo nos últimos dous séculos, tinha que subsistir em reorganizaçons sucessivas guiadas por minorias testalás.

        A dia de hoje, umha luita com baseamentos fundamentalmente moralistas está pronta a tocar o seu fim. Havia nela muito de encomiável, mas também evidenciava os seus limites. Qualquer pessoa podia desenvolver a sua militáncia a umha intensidade média e, no amplo espaço da vida pessoal, refugiar-se da melhor maneira possível, com a quase plena confiança de poder cumprir umha folha de rota aceitável. Agora a realidade está a petar cada vez com mais força nas nossas portas. Quebrados os planos vitais por um contexto económico cada vez mais adverso, situados na precariedade laboral, no desgaste emocional e na confusom respeito a qualquer futuro, semelha evidente que umha aposta na via militante deve carretar bem mais que umha simples opçom de tempo livre. Pode-se argumentar, sensatamente, que tal abalar das condiçons de vida nom chegou para todos, e que ao nosso mundo opulento ainda lhe sobram colchons familiares, espaços de normalidade onde habilitar biografias tranquilas, refúgios toleráveis e centos de distraçons a bom preço. Sendo isto certo, tampouco devemos menosprezar os efeitos dumha consciência de insegurança e incerteza crescente que se estende também entre as pessoas materialmente mais afortunadas.

        De partida, começamos a transitar um cenário onde alguns atores clássicos, que críamos eternos, desaparecêrom sem dar muitos sinais de vida. O reformismo político agia como um amplo pacificador social e um grande tranquilizador de consciências e agora, ante a sua ausência, vai ser um importante contingente de pessoas o que tenha que decidir-se a intervir sem demasiadas tutelas nem guias pré-fixados. Os direitos, que o partido da ordem considera luxos (das pensons ao idioma, passando polo ensino) estám a ser varridos sem tam sequer um reformismo que os defenda. Umha boa parte da ambiguidade e intermitência das movimentaçons populares dos nossos dias, da defesa da língua ao fenómeno dos «indignados», tem que ver com este terreno inédito que se abre, de resultados incertos. Conquistas sociais que considerávamos renúncias gratuitas, e que nos aproximavam em certa medida a umha vida boa, esmorecêrom dum simples sopro ante a passividade de burocracias e a suposta crise dos orçamentos: a imprensa em galego nom militante, por darmos um bom exemplo, fijo-se história, e os desejosos de ler na sua língua terám que fazer mais algo que aguardar umha porçom de galego nos quiosques. Mas também nos nossos espaços mais próprios e domésticos a militáncia tem muito a dizer. Enfraquecidos tantos espaços de sociabilidade e cooperaçom nesta nossa sociedade líquida, onde tanto custa fazer e reafirmar relaçons tam elementares como a amizade, o amor ou a vizinhança, a velha expressom «ajuda mútua» pensamos que vai cobrar um significado importante. Neste sentido, e sem escrever umha só linha, já se tenhem expressado maciçamente os centros sociais que florescêrom pola nossa geografia no último lustro. O possível aumento do deterioro material, que os mesmos vozeiros do poder reconhecem, ainda faria esta necessidade muito mais incitante.

        As energias da subsistência e a «guerra civil molecular»

        Fala-se mui razoavelmente da vaga de fenómenos regressivos e atitudes reaccionárias que, também na nossa terra, sacodem a sociedade ao alento da crise das finanças. Nom sabemos se a desproporçom de forças permite desenhar perspectivas optimistas; porém, si temos claro, e levando ainda mui presente a experiência europeia da década de 30, que a ambiguidade, a passividade e a indolência políticas podem conduzir para becos sem saída que logo se pagariam tremendamente caros. E ante esta ameaça nom resta mais que trabalhar com esforço, com dedicaçom e esmero neste âmbito de relaçons, de projetos e de resistência coletiva que denominamos «movimento galego».

        Maiormente composto por mocidade precarizada, proletariado manual ou de serviços, e pessoas sobrequalificadas mal inseridas no mercado de trabalho, este movimento está a padecer em carne própria as condiçons da crise que tratamos. Para além de reflexons de certo calado que podamos fazer sobre as implicaçons estratégicas do momento que vivemos, partamos do mais singelo e do mais imediato: a crise pode tanto radicalizar umha minoria como enfraquecer e dispersar umha maioria de ativistas. A pressom pola procura do trabalho, os apuros económicos, a mobilidade geográfica da mao de obra e o corte de direitos, o peso histórico que no nosso país tem jogado e joga a vocaçom funcionarial canalizam umha energia valiosíssima que, em circunstáncias menos duras, poderia dirigir-se para as dúzias de projetos sociais e combativos que tenhem abrolhado na Galiza. Umhas convicçons sólidas salvam estes e outros obstáculos, sempre que forem convicçons bem arraigadas nuns coletivos saudáveis e umhas firmes práticas solidárias. Existem ?e ainda admiram? rechaços radicais à submissom e à escravitude laboral livrados na mais pura soidade, mas qualquer pode intuir que nom som extensíveis ao conjunto dum movimento popular. Se um tem forças, é porque o que está ao carom lhas forneceu; se um enfrenta a incompreensom superficial, é porque há compreensom profunda à sua beira; e se um é valente, é porque se sabe acompanhado de valentias semelhantes. Nesta altura histórica na nossa naçom, ainda nengum movimento fora do sindicalismo clássico (e salvando pequenas e honrosas exceçons) conseguiu perfeiçoar as condiçons materiais de vida da comunidade que o sustenta, ou no mínimo amolecer os padecimentos económicos mais duros que nos impom o desemprego ou o trabalho assalariado. Seja polas razons que forem, isto nom empece equilibrar novamente a balança, descarregando na ajuda mútua parte do peso que agora recai na desesperaçom individual que tantos suportam nestes dias. Militar e sobreviver nom deveriam ser duas opçons dilemáticas senom complementares.

        A tarefa nom é árdua apenas pola escasseza material que podemos enfrentar. Criados em andares-colmeia, mobilizados em carros individuais, fragmentados em contratos temporais e jornadas parciais, apressados polas ruas e sem vida nas praças, comprimidos os nossos gostos, as nossas neuroses e as nossas ánsias num mp3 ou no ecrá dum computador, padecemos enormemente para erguer movimentos coletivos perduráveis e fecundos. É certo que, como galegos, ainda temos memória, temos devanceiros, temos paisagem, temos terra que pisar e uns ritmos rurais que nos salvam da voragem. Porém, a questom da irmandade (que é antes de mais umha irmandade de espaços e de desejos partilhados) ainda nom foi abordada a fundo nos movimentos populares. Também a tradiçom histérica, intriguista e conspiradora da esquerda radical (com poucas exceçons) nom ajuda a dar passos certos nesta direcçom. Sabemos aonde conduzem acumulaçons de tensons, frustraçons e degaros insatisfeitos, como os que alimenta umha sociedade como a nossa, ao se combinar com a soidade e a incomunicaçom: ao arredamento insalvável entre as pessoas ou, no pior dos casos, ao que se chamou «guerra civil molecular», umha soma de pequenas hostilidades inacabáveis que permitem a omnipotência de Espanha e o capital até a porta da nossa morada.

        A incerteza

        Consultarmos o autor ou corrente que consultarmos, dos muitos que se amoream na cabeceira dos ambientes militantes, o diagnóstico coincide. Aproximamo-nos dumha etapa de emergência ou, dito com o título deste livro, a um estado de exceçom. Crise energética ou limites internos do capital, insensibilizaçom social e democracia antiterrorista, exploraçom somada a desamparo e agonia identitária galega. Podemos tomar cada elemento isoladamente ou podemos pensar nos efeitos da sua preocupante combinaçom: todo aponta a que, ao longo das vindouras décadas, veremos chegar os contornos escuros daquilo que líamos, sem tomá-lo a sério, na nossa adolescência militante. Avondam os diagnósticos e faltam as propostas acabadas porque, como umha leitura materialista desprende, as propostas nascem da praxe social. E a umha praxe social desgastada e errática corresponde um futuro, no mínimo, incerto e preocupante.

        O independentismo nom pode oferecer grandes vitórias; pode, pola contra, presumir modestamente dos seus méritos. A experiência em condiçons adversas e umha certa determinaçom para intervir fam parte desse património indígena das nossas minorias resistentes. Assim, ninguém teme ser afouto, porque os tempos sempre fôrom maus para o arredismo, e a afouteza precisou-se para qualquer das conjunturas onde houvo que luitar. Se os encontros de reflexom ?f ísicos ou, como neste caso, em letra impressa? servem para mancomunar esforços, que sirvam também para dispor os ânimos ao que aí vem. O estado de exceçom impele-nos a todos, e sem ânimo firme nom haverá reflexom que nos ponha de novo nas ruas da Galiza.

        Nota: este texto fai parte do livro coletivo Por uma democracia radical. Vozes subalternas contra o estado de exceção, publicado por Estaleiro Editora, e que se pode consultar em PDF na seguinte ligaçom: http://estaleiroeditora.blogaliza.org/catalogo/por-uma-democracia-radical-vozes-subalternas-contra-o-estado-de-excecao/

        Na introduçom do livro sinala-se o seguinte: "Depois da última campanha mediático-policial contra o independentismo, Estaleiro Editora não se esquece de Antom Santos que está a sofrer na sua própria carne o excecionalismo que tenta analisar este livro: desrespeito da presunção de inocência, conculcação do direito à imagem pública, criminalização, prisão preventiva, isolamento, dispersão... A ele e a todas as pessoas que estão a sofrer a sua situação queremos mandar um imenso abraço, pois este livro é uma defesa da fraternidade, da sororidade e, ao mesmo tempo, um grito de Nunca Mais".

        Escrito ?s 12:44:43 nas castegorias: opinióm
        por SCMadiaLeva   , 2917 palavras, 919 views     Chuza!

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