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        ENTREVISTA À SEMENTE LUGO

        ENTREVISTA À SEMENTE LUGO

        28-04-20

        Entrevista a Semente Lugo.

        Desde o seu começo o Mádia Leva! vem sendo um espaço de encontro onde tecer redes e compromissos conjuntos entre organizaçons e associaçons populares que operam em diferentes âmbitos da esfera social,dumha perspetiva emancipadora e consequente com a realidade cultural, linguística e política do país. O nosso local está temporalmente fechado, mas o nosso compromisso segue ativo. Nos próximos dias iremos publicando diversas entrevistas com coletivos lugueses para conhecer de primeira mao asituaçom do movimento associativo no atual contexto de crise pandémica.
        Da nossa parte, hoje mais do que nunca, teimamos na necessidade de fortalecer os vínculos das organizaçons populares, pois desta, ou saímos todas ounomsaenengumha.
        Começamos pois com as companheiras da Semente, a comissom organizativa da Semente Lugo responde as questons que lbes colocamos.


        Qual era o estado da Semente Lugo antes do surto do Covid-19, que atividades estávades a desenvolver para além da atividade educativa regular?

        Além das aulas com as crianças das sócias, e as atividades regulares que desenvolvemos como música em família, a crise sanitária e o estado de alarme apanhou-nos em plena campanha de pré-inscriçom de matrícula para o curso que vem. Por sorte, este ano adiantamos a jornada de portas abertas, a primeira de várias que tínhamos programado, umha jornada que é fundamental para a continuidade do projeto porque, para além de ser umha atividade mais, das tantas que realizamos, de convívio entre ativistas, sócias e famílias, também aparecem famílias novas interessadas numhaeducaçom em galego e transformadora. Desta vez, para além da apresentaçom do projeto educativo e a posta em comum do trabalho quotidiano que desenvolve a nossa educadora, visitou-nos Anxo Moure para contar uns contos às crianças, figemos o jantar coletivo no próprio centro, e desfrutamos dum passeio polo entorno natural da aldeia de Barbaim.

        Como vos afeta o período de confinamento no trabalho que desenvolvedes?

        Como é óbvio, as aulas presenciais com as crianças da Semente fôrom suspendidas, continuamos com o desenvolvimento do projeto educativo através das aulas virtuais, com as limitaçons que esse formato tem, claro. As atividades que a educadora propom diariamente estám orientadas à continuidade do trabalho que se vinha desenvolvendo nas aulas presenciais, mas também desenvolvemos atividades que permitam às crianças refletir sobre aquilo que estám vivendo em relaçom à crise sanitária, através do jogo e procurando formas acessíveis para elas.É paradoxal que justo na semana antes da declaraçom do estado de alarme, as crianças da Sementerecebérom a visita de duas enfermeiras da sanidade pública para mostrar-lhes o seu trabalho, os materiais que empregam, ou recursos básicos para os primeiros auxílios como vendar corretamente umha ferida, e esta era umha atividade mais dentro do projeto em que andavam a trabalhar junto com a educadora, dedicado ao estudo do corpo humano. Gostava de destacar a vocaçom destas companheiras, o seu sentido do bem coletivo, da necessidade de fazer pedagogia sanitária, e que hoje estám em primeira linha fazendo frente à pandemia, apesar da precariedade à que som condenadas polos poderes públicos; É pena que estas atividade nomfagam parte dos currículos do ensino público cujo vírus veu evidenciar as graves carências do sistema educativo público da Galiza apesar do esforço de uma parte do professorado envolvido conscientemente num ensino galego e de qualidade.
        Umha outra cousa que gostava de destacar é que, se o envolvimento das famílias e do tecido social no projeto educativo é básico nos postulados da Semente, nestes momentos a participaçom de todas está sendo fulcral para seguir adiante..
        Tínhamos ainda mais projetos em andamento e vimo-nos na obriga também de adiar as Jornadas de Formaçom da Semente Lugo que vínhamos desenvolvendo com a colaboraçom de diversas entidades, o Mádia Leva entre elas. As jornadas de formaçom, cujo formato combina palestras de debate com ateliês participativos, pretendem ser um espaço de reflexom e aprendizagem para ativistas, docentes e agentes normalizadores interessados num modelo de educaçom próprio e transformador; no ano passado dedicamo-las àeducaçom feminista, e neste, que se corresponderia com a quarta ediçom,e que estava agendado para 18 de abril, a focagem ia dirigida àeducaçom emocional. Tínhamos previsto também a realizaçom do acampamento de primavera dedicado àobservaçom das mudanças produzidas nesta estaçom do ano, e tínhamos agendas sessons semanais das Sementinhas dedicadas às famílias com bebés até aos 2 anos. Mas temos a certeza de que esta experiência servirá para aprofundar ainda mais nas nossas reflexons.


        Como enfrentades o futuro mais imediato?

        Pois acho que, como todas as associaçons autogeridas, a situaçom para o futuro mais imediato é mais bem incerta. Para nós o verao, como para muitas outras associaçons é tempo de intenso trabalho, pois percorremos uns 10 festivais e eventos culturais da província para visibilizar o nosso projeto e trabalho realizado durante o ano, e onde costumamos ganhar sócias novas para o projetoe nom sabemos o que vai acontecer, embora a hipótese mais realista nom convide para o otimismo. Também o acampamento de verao da Semente é umha ferramenta mui necessária para a continuidade do projeto e para ajudar àconciliaçom da vida laboral e familiar das nossas sócias e a dia de hoje parece difícil assegurar a sua realizaçom, embora nomcoloquemos de lado qualquer cenário. Portanto, estamos a trabalhar na procura de alternativas que poidam, ainda que seja parcialmente, contribuir para blindar a viabilidade e continuidade dum projeto, que a dia de hoje, achamos ainda mais necessário para enfrentar um mundo envolvido numha crise global cujas consequências nom chegamos ainda a imaginar. Porém a grave crisesanitária que padecemos nomfixosenom confirmar a importânciadestetrabalho de base e a necessidade de continuar tecendo redes populares de solidariedade para fortalecer a comunidademuitasvezes desamparada polos poderes públicos.

        Finalmente o esforço e a implicaçom acaba por dar os seus frutos, e podemos confirmar o aumento de pré-inscriçonspara o próximo curso.

        Obrigadas Mádia Leva por nos dar voz e avante neste caminho que nos toca andar!

        Escrito ?s 19:40:00 nas castegorias: album
        por SCMadiaLeva   , 965 palavras, 14 views     Chuza!

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