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        DISCURSO XV ANIVERSÁRIO

        DISCURSO XV ANIVERSÁRIO

        20-11-22

        Leitura do 24 de setembro de 2022 na festa do XV Aniversário

        Celebramos quinze anos e, a verdade, depois de dous anos de restriçons e pandemia, a vontade de celebrar é-vos bem grande. Muitas das nossas melhores experiências fôrom paralisadas polo Covid em 2020 e 2021. Literalmente houvo gente que nom voltamos ver depois destes dous anos, a muita outra vimo-la menos do que gostariamos. Muitos projetos sociais levou-nos por diante esta crise e ainda nom voltarom .O mundo virtual das redes sociais substituiu, ainda mais, o necessário contato direto. Foi todo mui confuso.
        Mas nem todo foi mau. Percebemos melhor que antesa necessidade de espaços comunitários. As redes virtuais nunca vam ser um verdadeiro sustituto. Por isso é tam importante abrir e manter o centro social.
        Somos o que somos e nunca fomos enganando a ninguem. Podes gostar do que pensamos ou nom fazê-lo. Nom temos medo à censura, ao politicamente correto, a criminalizaçom e ao silenciamento. Já o sofremos estes 15 anos e seguimos em pé.
        Temos fé no nosso povo, tratamos de lembrar às suas gentes boas, humildes e luitadoras. Delas aprendemos e tomamos impulso para botar a caminhar por onde já havia pegadas. Helena Talho, Susana do Páramo, Xacobe de Sárria ou Martinho som alguns exemplos.
        Sabemos qual é a nossa família. Nela nos apoiamos como irmãs. Que as vezes discutem mas permanecem fieis e unidas. Ombro com ombro. Nesse sentido levamos quinze anos pulando por contruir um Lugo rebelde visibilizando a pluralidade de projetos , sempre respeitando as diferenças e criando laços comunitários com outros coletivos, eí-lo Lume Novo ou o Sam Froilam Associativo.
        Nestes quinze anos houvo momentos duros marcados pola repressom, como aquela fatídica noitinha, de dezembro do 2011, que nos levarom a Maria e a Antom diante dos nossos olhos. Esse dia marcou-nos a todas e forma parte essencial desta história. O lixo mediático e os ataques doerom-nos, sim; mas figerom mais forte a nossa solidariedade, até torna-la irmandade. Novamente em 2015 levarom a Borja e a outras companheiras no país, e no 2017 repete-se a mesma história por receber às nossas companheiras que saiam da cadeia. Por isso, por essa solidariedade -moralmente óbvia- também nos imputarom: porque para eles é enaltecer o terrorismo. Também tivemos que ver como julgavam a mais companheiras por defender o nosso rio Minho, ou a língua frente às hordas supremacistas de Galicia Bilingüe.
        Podemos dizer que, seguindo a nossa humilde história, que a melhor maneira de fazer frente aos reptos e problemas que se nos apresentarom foi sempre a solidariedade. Frente a repressom, frente a crise ou frente ao virus.
        Mas se pensamos que só nos meterom hóstias, esqueceriamos que as vitórias, que também as houvo : quando se paralisarom as obras do Parque Rosalia, quando depois de vários anos se erradicarom as últimas touradas de Sárria, quando se parou a ordenança mordaça, ou quando se eliminou aquele dique do Minho. Ou nas históricas manifestaçons e greve de mulheres dos últimos 8 de março coas mulheres do Madia lá também presentes , na orgulhosa resposta de dignidade que demos ao mitim fascista de Vox em plena pandemia, lá também estivemos presentes. E entre estas vitórias a chegada a Lugo, por primeira vez da mao do Mádia, do Apalpador, em 2008; e o enorme sucesso na recuperaçom da bilharda e na criaçom dumha liga popular e autogestionada; ou , como nom, o impulso que demos ao fermoso projeto dumha Escola Semente em Lugo.
        Amamos à nossa Terra e sofremos quando ousam agredi-la. Mas esse sentimento quigemos transforma-lo em raiva organizada, ânimo comunitário e energia positiva. Disso se trata o Mádia Leva! Porque como dizia o poeta, ?a força do nosso amor nom pode ser inútil? e , dia a dia, o Mádia prova que - de facto- nom é inútil em absoluto.
        É no Mádia onde atopamos a força e a seguridade para sentirmo-nos, sempre e em qualquer situaçom, orgulhosas do que somos, do que sentimos e do que defendemos. É no Mádia onde atopamos a calma e o carinho necessários nos momentos de incompreensom e, mesmo, de frustraçom que a diário vivemos no trabalho, na escola ou na nossa vida pessoal. O Mádia, em fim, nom é só um local, este espaço físico, o Mádia sodes vós, nós, a nossa gente, a tribo na que apoiar-nos, na que aferrar-nos, a família que nos ajuda a resistir as treboadas.
        Este é um jantar de agradecimento a todas vós. Por estar aí quando é preciso, por ajudar a que Pardinhas saia sempre tam bem, por estar ai quando é preciso, por ser parte deste projeto que é o Mádia; o qual, em realidade, apenas é um capítulo mais desse outro projeto maior que se chama povo galego.

        Escrito ?s 13:20:00 nas castegorias: album
        por SCMadiaLeva   , 773 palavras, 7 views     Chuza!

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