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    GRUPO DE ESTUDOS: COMO SURTE O FASCISMO. ALFRED SOHN-RETHEL.

    GRUPO DE ESTUDOS: COMO SURTE O FASCISMO. ALFRED SOHN-RETHEL.

    26-02-26

    A ECONOMIA E A ESTRUTURA DE CLASSES DO FASCISMO ALEMÁM: O TESTEMUNHO DE ALFRED SOHN-RETHEL.

    Por que nasce o fascismo e como se reproduz? Recentemente, o deputado de Bildu, Oskar Matute,recuperou a teoria mais difundida, e clássica, entre a maioria do antifascismo: a teoria Novecento. Matute citou Olmo, o personagem encarnada por Depardieu na fita de Bertolucci: os fascistas nom som como os fungos que nascem numa noite. Forom os patrons os que plantarom os fascistas, quiserom-nos e pagarom-nos. É, realmente, esta a explicaçom do fascismo? Seja ou nom, seguramente é a opinião mais extendida entre o antifascismo desde há décadas. Alfred Sohn-Rethel escreveu um livro, A economia e a estrutura de classes do fascismo alemám, para explicar que as cousas nom foram exactamente assim, ainda que parecessem.

    A base do livro que vamos comentar é um cativante capítulo biográfico na vida do seu autor, naquela altura em plena formaçom intelectual. O pensador alemám tivo a oportunidade de viver, em primeira pessoa, como se gestou o sucesso político do nazismo nos primeiros anos 30 do passado século. Segundo ele nos conta, não foi uma conspiração, nem consequência da vontade planificada duma classe ou colectivo social alemám, nom foi um serviço squadrista pago pola patronal? O que foi então? A tese do livro é que a, a causa do fascismo, não devemos procura-la no quem mas no que, não nas pessoas, mas nas cousas. Nom numa classe social, mas no sistema social e na sua lógica interna.

    Botaremos umha olhada à historia da Alemanha no tránsito de século e princípios do XX. Que aconteceu na Alemanha do primeiro terço do século XX? Como influiram na evoluçom política daquel país, a derrota na primiera guerra mundial e as draconianas condições do Tratado de Versalhes? Tirou alguma lição, a oligarquia alemã, da revoluçom russa ou do levante espartaquista do 19? Quais forom as consequências políticas da hiperinflaçom dos anos 20? Aproveitou eleitoralmente, Hitler, a profunda recesão dos 30 que conhecemos como a Grande Depressão?

    No ano 1931, o nosso autor entrou a trabalhar, como pesquisador em Berlim, no quartel geral do poder económico germano e pudo presenciar qual foi o papel da grande burguesia, e a aristocracia rural, no triunfo político do nazismo. O livro que temos diante é a historia, em primeira pessoa, da Alemanha daqueles anos decisivos, escrita da mão dum dos mais relevantes, e desconhecidos, marxistas do s. XX. Novamente vivemos tempos infelizmente favoráveis para o fascismo e, a
    perplexidade que está a causar o seu avanço, deveria ser um estímulo para ler e comentar o apaixonante testemunho de Alfred Sohn-Rethel.
    Indústria pesada, siderúrgia, carvom? as concas do Ruhr e do Rhin como territórios da primeira revolução industrial na estreia política do Reich. O Fracaso histórico das aspirações coloniais germánicas no câmbio de século. Gasolina sintética, fertilizantes, electrificaçom expressa da Europa e da América? puxeram a república de Weimar no mapa da segunda revolução industrial. Entre umhas cousas e outras foi-se conformando o cenário-fetiche propício para o sucesso dum movemento político que hoje parece renascer: o nazifascismo.

    Nas páginas de A economia e a estrutura de classes do fascismo alemám descubrimos, num momento dramático da história recente, as consequências do agir cego e implacável do sujeito automático que o velho Marx describira:
    O valor passa constantemente de uma forma (mercadoria) a outra (dinheiro), sem se perder nesse movimento, e, com isso, transforma-se no sujeito automático do processo.
    MARX, K. O Capital. Livro I, secção 2ª. Capitulo 4

    Escrito ?s 20:05:00 nas castegorias: album
    por SCMadiaLeva   , 571 palavras, 62 views     Chuza!

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