O FACHO: APELIDOS GALEGO-PORTUGUESES NO MUNDO, por José-María Monterroso Devesa

O FACHO: APELIDOS GALEGO-PORTUGUESES NO MUNDO, por José-María Monterroso Devesa

23-10-2025

O FACHO: APELIDOS GALEGO-PORTUGUESES NO MUNDO, por José-María Monterroso Devesa

Desde a Agrupación Cultural O Facho vos comunicamos a celebración do seguinte acto, dentro das Palestras públicas do cuarto trimestre de 2025.

O vindeiro día 28 de outubro o escritor José-María Monterroso Devesa impartirá unha palestra co título: ?APELIDOS GALEGO-PORTUGUESES NO MUNDO?

Data: 21 de outubro, martes

Hora: ás 8 do serán

Lugar: Portas Ártabras - Rúa Sinagoga 22 baixo. Cidade Vella - A Coruña

?Já temos dito que inda morto un idioma, perduraría (tal na toponímia) na onomástica dos indivíduos que integraram o povo e/ou a naçom originarias. Porque muitos dos nomes de família da Galiza formam parte, por mor da secular emigraçom que nos desangra, do acervo humano e cultural de multitude de países do mundo?.

José-María Monterroso, nado na Corunha, viveu no Uruguai dos antepassados maternos, dos 6 aos 19 anos, os primeiros 11 na cidade de Tacuarembó, cerca da fronteira brasileira, onde culminou os estudos de piano e de bacharelato, iniciando, a continuaçom, os de Direito na Universidade da República (Montevidéu). Ingressou na funçom pública (onde cumpriu 33 anos de serviços), sendo destinado sucessivamente a Madrid, Cáceres, Xixón e Corunha, onde ficou desde 1973.

Escritor, poeta, articulista e activista cultural, Monterroso destaca pelo seu labor na recuperaçom da memória histórica e na divulgaçom do património galego. Como ele mesmo lembra, ?..no meu retorno à Terra eu vinha procurando A Corunha... e podo dizer que descobrim a Galiza, a começar pola nossa fala?.

É um dos principais investigadores da genealogia galega na emigraçom, especialmente na Argentina e o Uruguai, e membro do Patronato da Cultura Galega de Montevideu. Promotor de iniciativas como os itinerários literários do cemitério de São Amaro, também desenvolveu um amplo labor na rádio, imprensa e ámbitos académicos, sempre tendendo pontes entre Galiza e o Uruguai, países que partilha como fogar.

Foi presidente da A.C. O Facho e co-fundador da AELG e da AGAL. Desde a poesia (assinada como José Devesa) foi evoluindo cara ao ensaio (passando muito fugazmente pola narrativa curta), nos últimos anos concretado à ciência genealógico-onomástica. Entre os premios recibidos cómpre sinalar os de conto, em Guimarães (1975, Associaçom Convívio), de ensaio, em Montevidéu (1986, Patronato da Cultura Galega), como animador cultural, na Corunha (1993, Associaçom de Livreiros) e pola trajectória, em Montevidéu (2004: Vieira de Prata, Patronato da Cultura Galega).

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Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d?A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Henrique Harguindey, André Salgueiro, e Xosé Luis Carneiro; respondendo ao seu chamamento posteriormente somárom-se entre outros: Eduardo Martínez, Henrique Iglesias, X. Alberte Corral, Xosé L. Rodríguez, etc... É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadaos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade. O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defesa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussons políticas que se podia fazer. A defesa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d?O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura. Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua com apoio de alguns exemplares da ?Gramática do idioma galego? de Manuel Lugrís Freire. Estes cursos tivérom umha importância mui grande na Corunha;. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade ?bem pensante?, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarellos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários. O seu grupo de teatro criado nas primeira datas de existência da Agrupaçom do quem eram responsáveis Manuel Lourenzo, e Francisco Pillado, foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...). Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste. d’A Corunha.
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