CONCURSO LITERARIO ?CARLOS CASARES? - O Facho

22-01-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

CONCURSO LITERARIO ?CARLOS CASARES? CONVOCADO POLA ASOCIAÇOM CULTURAL O FACHO

Com o objectivo de recuperar os prémios literários que desde os anos sessenta convocou O FACHO e nos que participarom ou ganharom muitos dos escritores e escritoras que hoje fam possível com a sua obra umha literatura galega de qualidade e de grande importância nas letras universais, convoca-se este Concurso Literário sob o nome de Carlos Casares e em afectuosa homenagem ao primeiro ganhador do Certame de Literatura Infantil no ano 1968 com a sua formosa obra ?A galinha azul? que acadaria a honra de ter sido o fito fundacional da bem viçosa Literatura Infantil e Juvenil Galega contemporánea.

BASES DO CONCURSO:

1.- Poderám participar todos os rapaces e raparigas em idade de escolaridade obrigatória que apresentem as suas obras em língua galega. Os trabalhos apresentados deveram serem originais e inéditos em toda a sua extensom.
2.- O prazo de admissom de originais finaliza ou dia 31 de março de 2008 ás doze dá noite.
3- .A apresentaçom de originais para ou Concurso fará-se por correio postal dirigido a sé da Associaçom Cultural O FACHO, R/ Federico Tapia,12-1º, 15005 A Corunha. Podendo fazer-se individualmente ou por médio do centro onde curse os seus estudos.
4.- No caso em que sejam nos centros escolares os que apresentem os originais ao Concurso, deverám fazer umha pre-seleçom de um máximo de dous trabalhos por categoria, qualquer outro terá que ser apresentado individualmente.
5.- As obras haverám de serem relatos originais e nom estarem editados por nenhum procedimento impresso ou electrónico nem terem sido premiados em qualquer outro concurso ou certame literário e em condiçoes para que os seus dereitos de publicaçom podam serem cedidos a Associaçom Cultural O FACHO por um período de três anos contados a partir do dia do falha do júri.
6.- Estabelecem-se três categorias:
Categoria A: Nenos e nenas de 6 a 8 anos.
Categoria B: Nenos e nenas de 9 a 12 anos.
Categoria C: Rapaces e raparigas de 13 a 16 anos.
7.- As quantias dous prémios serám as que seguem:
Categoria A: 1º- Um lote de livros por valor de 150?
2º- Um lote de livros por valor de 150?
Categoria B: 1º- 200? em efectivo
2º - 200? em efectivo
Categoria C: 1º - 300? em efectivo
2º - 200? em efectivo.
8.- A cada autor só poderá apresentar umha obra atendo-se aos seguintes limites de extensão: Categoria A Um máximo de três fólios Categoria B Um máximo de cinco fólios Categoria C Um máximo de dez fólios
9.- As obras terám-se que apresentar manuscritas ou mecanografadas, encadernadas ou grampeadas e levarám por detrás do último folio os seguintes dados: Nome e apelidos do autor/a. Endereço e telefone. Correio electrónico (se ou tem). Centro onde cursa os seus estudos. Categoria na que participa. 10.- Os prémios serám elegido por um júri nomeado pola Associaçom Cultural O FACHO em falha que se fará público no mês de maio.
11.- O júri poderá declarar deserto um ou vários dois prémios do concurso e será ou que deverá resolver aquelas situações que se apresentem e que nom estejam contempladas nestas bases, bem como as dúvidas na sua interpretaçom.
12.- A participaçom neste Concurso implica aceitaçom das presentes bases.

Economia e História - Perspectivas da Economia Galega

12-01-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Federico Tápia, n.12.1º
A Corunha

A Agrupaçom Cultural ?O Facho? d?A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.

Palestra:

O dia 16 de janeiro, o Economista e Professor, Xoaquín Fernández Leiceaga falará dentro do Ciclo, Economia e Historia. A sua charla versará sobre: Perspectivas da economia galega.
Xoaquín Fernández Leiceaga (Noia, A Corunha, 1961) é Doutor em Ciências Económicas, na que exerce como professor titular de Economia Aplicada desde 1992. Actualmente é Vice-portavoz do Grupo Parlamentário Socialista, no que ademais ocupa a portavocía de Economia e Fazenda. Assim mesmo foi Vice-reitor de Assuntos Económicos da Universidade de Santiago de Compostela (1990-94) e Director do Instituto de Desenvolvimento e Investigaçom de Galiza (IDEGA) entre 1998 e 1999.
Realizou a sua tese de doutoramento sobre ?O processo de transnacionalizaçom de capitais e os seus efeitos nas economias periféricas?, dedicando especial atençom ao caso galego entre 1959 e 1988. Os seus trabalhos, publicados em revistas, publicações especializadas e obras colectivas, abrangem moi diferentes aspectos da economia ou da estrutura social galega, o comportamento das multinacionais em expansom e na crise actual, ou a política económica do monte galego. Entre os seus livros sulinhamos:
?Catro ensaios sobre a esquerda. nacionalistas?, ?Capital estranxeiro e industrialización de Galiza?, ? Estructura econômica de Galiza? este último junto a Edelmiro López Iglesias.

Dia: 16 de janeiro 2.008
Hora: 8 do serão - Local: Fundaçom Paideia
Praça de Maria Pita - A Corunha

José Alberte Corral Iglesias
Secretário d?O Facho

O FACHO: Naçom, Coesom social e Língua

20-12-2007

07-12-19 ? O Facho ? Literatura e Naçom
Corral Iglesias, J. Alberte

?Naçom, Coesom social e Língua?

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado Língua e Naçom? e com a finalidade de conversar em dialogo aberto com os assistentes, Elias Torres Feijóo, Professor titular das Filologias Galego e Portuguesa da USC, compartilhou as suas reflexões. Nesta ocasiom o tema tratado foi ?Naçom, Coeson social e Língua? .

No inicio da sua exposiçom, Elias Torres, afirma com rotundidade que toda acçom social deve incrementar a qualidade de vida tanto do colectivo como dos indivíduos. Entendendo a qualidade de vida nom só no aspecto económico, pois isto seria nom compreender ao homem como umha totalidade complexa e aberta, senom em todos os eidos que o estruturam.

A partires desta premissa desenvolve umha diatribe contra a leitura essencialista da categoria Naçom, ao definir que? Naçom é o que um grupo é capaz de impor à comunidade?. O caso do espanhol é um episódios mais rigoroso de imposiçom, caia quem caia. Um dos feitos mais paradigmático desta concepçom é, segundo Torres, a fabricaçom e imposiçom da ideia de naçom espanhola a partires do século XIX com a criaçom de mecanismos de memória colectiva, ilustrando esta asseveraçom com a interiorizaçom no îmago colectivo dos espanhóis que cada um tem em si, um pouco de Quixote e um pouco Sancho, algo que em particular esta bem renhido com o carácter colectivo dos galegos.

Continuando com a sua exposiçom, o conferencista, arrazoou que é na coesom social onde se joga a partida do Ser ou nom Ser galego. E ao seu entender existem mecanismo de maior relevância que a Língua para nos construir, entre os que salientou a Terra, a geografia, a paisagem, até a gastronomia. Pois é preciso possuir umha boa despensa de recursos para fazer possível a coesom social. A Língua tem-se que perceber como útil, como precisa, para que cumpra a sua funçom de coesom, esta utilidade tem que ser parte da urdime da conformaçom da própria identidade como cidadão e nom deve ser identificada só no espaço económico ou financeiro. Um discurso essencialista nom é um que-fazer para a vitoria senom para a derrota. Todo pensamento libertador tem que ser nutrido com elementos de contraste com a realidade, deve ser dialéctico. Sem abandonar nem esquecer que o referente colectivo nom pode ser outro que o galego, mas tem que ser vencelho para ligar nom para desactivar. Mas algo nom vai bem quando nom se discute, quando todo é aceitado ?per se?, sem medir a eficácia dos instrumentos e recursos financeiros postos a dispor em acadar nom só a normalizaçom da Língua e senom também a coesom social torno a nossa construçom como Naçom.

Ao findar a exposiçom, houve um longo e interessante debate de concepções entre o conferencista e a cidadania assistente.

Elias Torres n'O Facho

17-12-2007

Agrupaçom Cultural O Facho
A Corunha

A Agrupaçom Cultural ?O Facho? d?A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.

Palestra:

O dia 19 de Dezembro, o Vice-reitor da USC e Professor da U.S.C., Elias Torres Feijóo falará dentro do Ciclo, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Naçom, Coesom social e Língua
Elias Torres Feijóo, é Doutor em Filologia, Professor titular das Filologia Galega e Portuguesa da U.S.C. Prémio Extraordinário de Doutorado USC 1996. Investigador convidado nas Universidades; Paris III, U. do Minho, U. Nova de Lisboa. Vice-presidente da Associação Internacional de Lusitanistas. Investigador convidado a vários congressos internacionais. Publicaçons na esfera da teoria e metodologia da literatura e da cultura; relaçons culturais galego-portuguesas, literatura portuguesa, literatura galega, etc. Investigador Principal de vários Projectos de Investigaçom; Director do Grupo de Investigaçom GALABRA (nos sistemas Culturais Galego, Luso, Africanos de Língua Portuguesa e Brasileiro. Ex-vicepresidente da Mesa (1989-1993)

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d?O Facho

Dia: 19 de Dezembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24
A Corunha

Literatura e Naçom: literatura e ensino?

14-12-2007

07-12-12 ? O Facho

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado ?Língua e Naçom?, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom do imaginário colectivo dos galegos. Nesta ocasiom o tema tratado foi ?Literatura e Ensino? sendo o relator convidado o professor de E. Secundário e coordenador do Arquivo Documental de Burela, Bernardo Penabade Rei.

O conferenciante encetou a sua palestra com duas anedotas. A primeira foi sobre a descoberta de um ?recordatorio? de primeira comunhão em galego nos anos setenta e do autor do seu texto. A grande surpresa obtida quando as indagações o conduz a um antigo Guarda Civil como o criador do mesmo. Na segunda mostrou ao auditório a experiência vivida junto a um dos seus alunos em Viveiro com a leitura dos ?Caminhos da vida? de O. Pedrayo. Como este rapaz que refugava da novela como o gato da auga, com umha leitura compartida, professor e aluno, das dez primeiras páginas levou a este último a engolir o resto com olhada ambiciosa.

Na sua exposiçom, o conferencista, defendeu que os Projectos de Leitura nos centros de Educaçom infantil e de ensino secundário deveram ser, ?realistas; flexíveis; progressivos; e ham de resultar operativos e deveram primar a qualidade na selecçom e tratamento das leituras?.

Aludindo aos critérios de flexibilidade e progressividade, diferenciou diversos tipos de obras de leitura: as ?de saída? ou ?iniciáticas?, as ?de tránsito? e as ?de chegada?. Entre as primeiras, as obras que estimulam o gosto pola leitura mencionou ?Un home xaceu aquí?, novela negra de Aníbal Malvar; e ?Fumareu?, de Xurxo Souto. Referindo-se ao actual Chefe de Programaçom da Radio Galega, Penabade referiu-se á importância da aproximaçom entre escritores e público e puxo como exemplo o dinamismo de Souto nos actos de lançamento dos livros: ?em Viveiro tocou o acordeom Manolo Maseda e cantou umhas repichocas; depois falou do libro e dedicou um a um os exemplares. A concorrência toda acabou cantando e batendo palmas. Foi um acto intenso, emotivo, desses que nem professores nem alunos esquecem?.

Trás citar numerosas obras ?de tránsito?, entre as que situou O Sol do verán, Carlos Casares, Scórpio, Carvalho Calero, e O lapis do Carpinteiro, Manuel Rivas; o relator centrou-se nas obras ?de chegada? ?aquelas que necessitam um maior reforço educativo durante o processo de leitura e que, umha vez superadas, já marcam a finalizaçom do processo de aprendizagem regrada. Entre estas citou Os Caminhos da Vida, Otero Pedraio e Por tras dos meus olhos, Nacho Taibo.

Para o relator, a literatura ademais de servir como fonte de conhecimento transversal, a literatura é um maravilhoso instrumento para reforçar as capacidades de compreensom e expressom; e, asseverou, a literatura e a leitura som magníficos instrumentos de integraçom de alunado com determinadas atitudes problemáticas.

Como conclusons finais, o relator mostrou a sua esperança en que o Projecto de Leitura sirva para levar a todas as aulas os obradoiros de animaçom à leitura: ?É o momento de que se assentem as estratégias de leitura compreensiva, dentro dos centros de ensino; de que se recupere a leitura en voz alta e a declamaçom. É absolutamente necessário que se recuperem as actividades orais e escritas de compressom e expressom, tomando como base as obras literárias?. A modo de desejo, seguindo o critério aplicado na matéria de Língua e Literatura Castelá, indicou que na matéria de Língua e Literatura Galegas se ofreza ao alumnado umha panorámica da dimensom internacional da Língua: ?O mesmo que en castelám existe atençom á literatura do continente americano, as aulas de Língua e Literatura som o lugar idóneo para introduzir no país, en ediçom original, obras do mundo da ?Galeguía? como: O Evangelho segundo Jesus Cristo, Saramago, A manhã submersa, Vergilio Ferreira, Emigrantes (Ferreira de Castro); Mayombe (Pepetela); O Alquimista (Paulo Coelho).

Por último, Bernardo Penabade mostrou-se favorável a um dobre reconhecimento entre escritores galegos. Segundo a sua opiniom, os foros literários deben aglutinar o património reintegracionista; a literatura feita por escritoras e escritores galegos, com idênticos dereitos e deveres; os reintegracionistas, pola sua parte, deben assumir a Literatura Galega como un produto genuíno do povo; como um tesouro colectivo. Neste sentido, destacou o bô labor realizado pola Associaçom de Escritores en Língua Galega (AELG) e pola Fundaçom Via Galego, que ??além de retoricismos protocolares- sabem aglutinar no seu seio representaçom plural de todas as tendências?.

Ao findar a palestra, houve um longo e interessante debate, ilustrado com múltiplas experiências vividas polas pessoas presentes no acto.

Dionisio Pereira González -: A repressom franquista no mar: A Corunha

28-11-2007

A Agrupaçom Cultural ?O Facho? d?A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.

Palestra:

O dia 28 de novembro, o Economista e Historiador, Dionisio Pereira González falará dentro do Ciclo, Economia e Historia. A sua charla versará sobre: A repressom franquista no mar: A Corunha

Dioniso Pereira González é historiador especializado na investigaçom dos movimentos sociais na Galiza Contemporánea. Nos últimos anos tem trabalhado assim mesmo no eido da historia e a cultura marítima de Galiza.
Exerceu entre 2002 e 2007 como assessor do Centro Tecnológico do Mar, Fundaçom CETMAR (Bouças-Vigo), na realizaçom do ?Museu do Mar de Galiza? (Vigo) e no projecto ?Carpintaria de ribeira: estratégias inovadoras?. Actualmente é membro do Conselho Assessor do devandito ?Museu do Mar de Galiza?, do Conselho da Memória?, organismo assessor da Conselheria de Cultura no apartado da memória histórica. É membro fundador do Grupo Etnográfico ?Mascato? de Cambados e da Federaçom Galega Pola Cultura Marítima e Fluvial.
Como historiador tem publicado junto outros historiadores ou em solitários, entre outros livros salientamos:

Com Eliseo Fernández:
O Anarquismo na Galiza. Apontes para unha enciclopédia (1870-1970)?, Edições Positivas, Santiago, 2004. O Movimento Libertário em Galiza (1936-1976), Ed. A Nosa Terra, Vigo, 2006.
Galeões de Arousa, Caderno de a bordo: Cultura Marítima e Medio Ambiente, Edición do Grupo Mascato
Em solitário:
A CNT na Galiza (1922-1936), Edições Laiovento, Santiago, 1994. Sindicalistas e Rebeldes: Anacos da historia do Movimento Obreiro na Galiza, Edições A Nosa Terra, Vigo,1998. Imagens da fatiga: Crónica gráfica do trabalho na Galiza, Edições A Nosa Terra, Vigo,1999. A Sociedade La Protección Obrera de Porto do Son, Colección Cartafol da Memoria nº1, Concello de Porto do Som, 2003.
Como estudioso da Historia e a Cultura Marítima de Galiza tem innumeraveis ensaios em revistas, entre outras: A Trabe de Ouro, Ardentía, Le Chasse-Marée de Dournenez (França), ),Itxas Memoria do Museo Naval de Donostia.

Dia: 28 de novembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24
A Corunha

Manuela Álvarez Lozano: A novela histórica galega.

22-11-2007

07-11-21? O Facho ? Literatura e Naçom

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado ?Língua e Naçom?, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom da consciência nacional galega; a catedrática Manuela Álvarez Lozano, professora do I.E.S. Maria Solinho de Cangas do Morraço, partilhou ontem, dia 21 do mês que corre, com um interessado auditório a sua palestra A novela histórica galega. Salientou a importância da ideologia neste género literário e da relevância da novela histórica na conformaçom da consciência nacional dos distintos Estados europeus.
No inicio da sua exposiçom, Manuela Álvarez Lozano mostra ao público assistente como o modelo de novela histórica nasce com Walter Scott com a sua obra ?Ivanhoo? a começos do século XIX, fixando em certa medida os cânones deste género literário. Podendo-se considerar ao coengo António López Ferreiro o primeiro autor da novela histórica galega; ainda que em castelám já tinham escrevido tanto Vicetto, Murguia, e outros intelectuais do Ressurgimento. A. López Ferreiro pode-se considerar como o melhor novelista galego do século XIX.
Foi catedrático de Arqueologia Sagrada no Seminário de Compostela. A pesares da sua ideologia carlista e clerical, s suas inquedanças históricas leváro-no a manter umha funda amizade com Martínez Salazar e outros pessoeiros da intelectualidade galega naqueles anos.
O seu deveço pola historia está reflectida na sua obra literária (composta polos romances A tecedeira de Bonaval (1894), O castelo de Pambre (1895) e O ninho de pombas (1905), ambientadas nos séculos XVI, XIX e XII respectivamente Toda a sua novelista teme como finalidade a construçom de umha consciência histórica do ser galego, seguindo as pautas ideológicas da literatura histórica em todo o século XIX em Europa.
Entre os escritores da Generaçom Nós, podemos destacar a Otero Pedrayo com o seu romance, Os camiños da vida e Carvalho Calero com Xente da Barreira. Actualmente entre outros muitos escritores temos que salientar a Dario X. Cabana com a sua novela, Galván de Saor. companheiro de Artur nos reinos da Bretanha, viaja mais alá da geografia e do tempo Também Xosé Miranda com a sua obra, História de um paraguas azul. Com este romance o autor racha em certa medida o jeito de escrever novela histórica, ao fazer continuamente um jogo com os distintos tempos históricos; a segunda guerra irmandinha com o pressente. Até o mesmo título da obra é um chiscar de olhos ao leitor que segue com as crónicas da cidade murada de Liunamore (Lugo), nome tomado prestado de umha das obra de Cunqueiro.
Ao findar a exposiçom, houve um longo e interessante debate entre a conferencista e os assistentes.

A novela histórica na literatura galega.

16-11-2007

A Agrupaçom Cultural ?O Facho? d?A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.

Palestra:

O dia 21 de Novembro, Manuela Álvarez Lozano falará dentro do Ciclo, Língua e Naçom. A sua charla versará sobre: A novela histórica na literatura galega.

Manuela Álvarez Lozano é Licenciada em Filologia Hispânica e Catedrática de Língua Galega e Literatura não IES M.ª Solinho de Cangas do Morraço. Colaborou na História dá Literatura Galega, publicada pola AS-PG d?A Nossa Terra, sendo autora do fascículo 16, que leva por título: A crise finisécular. A narrativa de López Ferreiro. À par que encarregada dá ediçom de O castelo de Pambre, do mesmo autor.

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d?O Facho

Dia: 21 Novembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Paideia
Praça de Maria Pita
A Corunha

Literatura e Naçom - C. Quiroga

09-11-2007

07-10-02 ? O Facho

Corral Iglesias, J. Alberte

Contacto português e consciência galeguista no século XX ( O caso Manuel Maria)

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado ?Língua e Naçom?, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom da consciência nacional galega; o escritor e professor Carlos Quiroga partilhou ontem, dia 2 do mês que corre, sobre a presencia na consciência galeguista do século XX, em particular a influencia na obra e no pensamento do poeta Manuel Maria. A sua palestra ?Contacto português e consciência galeguista no século XX?, assim como debate posterior com o público assistente aconteceu num dos locais da Fundaçom Caixa Galiza d? A Corunha.

No inicio da sua exposiçom, Carlos Quiroga, de soslaio comenta a confusom, fomentada polo pensamento politicamente correcto, entre sistema linguistico e variedades do mesmo, para aginha encetar a conferência em si, mostrando como na conformaçom da consciência galeguista tem muito a ver com o contacto com Portugal. Sendo a experiência literária do poeta Manuel Maria um dos eixos da reflexom.

O poeta da Terra Chá junto com outros autores galegos começou o seus contactos com Portugal na década dos 60, com as suas colaborações na Revista Céltiga editada por Oliveira Guerra em Porto, elo de ligaçom galego-portuguesa. Esta publicaçom nom tivo longa existência devido aos receios salazaristas. Mas nom foi até o ano 1969 quando Manuel Maria se achega fisicamente a Portugal, entrando em contacto com escritores e intelectuais portugueses o que fai possível a publicaçom no ano 1972 em português do livro, ?99 poemas de Manuel Maria?. É de salientar o seu encontro com o Professor Rodrigues Lapa em Coimbra, depois do regresso deste último do seu exílio. Na altura daqueles anos Manuel Maria é o escritor galego mais conhecido, o que lhe serve para publicar em português dous livros mais e dar recitais poéticos por todo Portugal.

O conferenciante sublinha o grande o interesse do intelectual Rodrigues Lapa pola questom galega ao longo do século XX e a sua influencia intelectual nas mocidades galeguistas na década dos 30 e posteriormente no grupo fundacional de Galáxia, até o extremo de conceder-lhe a esta editora a publicaçom da sua máxima obra, Cantigas de escarno e maldizer, investigaçom cobiçada por todas as Universidades do planeta; sendo importante salientar que naqueles momentos o investigador nom estava sobrado de dinheiro. Generosidade tal vez hoje incompreensível dada a avidez na que se desenvolve muito do chamado mundo cultural e intelectual galego, mostra do mesmo é a deserçom do reintegracionismo de escritores com o desejo de ter um posto no sol das subvenções.

Ao nascer A.G.A.L., Manuel Maria fai-se sócio da mesma e defende nom só o reintegracionismo senom que também publica dous livros baixo a norma Agal.

Escrever em galego significa algo mais que o singelo acto de escrever: é optar. Em Galiza hoje existe é umha opçom dupla, umha primeira que nos afasta do sistema linguistico ao que de origem e conformaçom pertence o galego que é o espaço conhecido internacionalmente como português e outra segunda que nos reintegra e nos veicula a grande extensom linguistica que é o galego-português, com as nossas diferenciações ou sub-sistema. Esta última escrita é proscrita quando nom vilipendiada polas instituições públicas galegas.

A existência de duas normativas; umha com a presencia, nom só simbólica do tardo-franquismo, ao fazer a escolha do alfabeto castelám para a escrita da nossa Língua. Ao ser a realidade editorial galega umha realidade cativa, pois é o ensino o maior consumidor, a necessidade de publicar para poder receber a subvençom fai de muitas destas pequenas editoriais umha pequena máquina de imprimir qualquer cousa.

Ao findar a palestra, houve um longo e interessante debate sobre a pertinência ou nom de escrever em galego, hoje, ilustrado com múltiplas experiências vividas polas pessoas presentes no acto.

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Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d?A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Henrique Harguindey, André Salgueiro, e Xosé Luis Carneiro; respondendo ao seu chamamento posteriormente somárom-se entre outros: Eduardo Martínez, Henrique Iglesias, X. Alberte Corral, Xosé L. Rodríguez, etc... É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadaos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade. O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defesa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussons políticas que se podia fazer. A defesa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d?O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura. Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua com apoio de alguns exemplares da ?Gramática do idioma galego? de Manuel Lugrís Freire. Estes cursos tivérom umha importância mui grande na Corunha;. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade ?bem pensante?, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarellos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários. O seu grupo de teatro criado nas primeira datas de existência da Agrupaçom do quem eram responsáveis Manuel Lourenzo, e Francisco Pillado, foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...). Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste. d’A Corunha.
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