«A economia galega, o seu desenvolvimento»

18-05-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha


A professora e doutora da Universidade de Santiago, Carme García Negro, enterveu no passado dia 22 de Abril no quadro do ciclo «Economia e História» organizado polo O Facho, com a sua conferencia intitulada «A economia galega, o seu desenvolvimento». A intervençom da conferencista foi seguida com grande interesse entre os assistentes, tal como demonstrou o prolongado e participado colóquio ao findar a palestrista a sua leitura da economia galega.
A professora encetou a sua exposiçom comunicando que ia fazer umha exposiçom provocadora da economia galega fundamentando-a com umha leitura nova. Com umha mudança de focalizaçom com respeito à tradicional localizaçom dos sectores produtivos a vez que sublinhava a relevância dos dados estatísticos aos contrastar com os das economias de outros Países. Com a expressom ?Pessimismos fora? afirmou que a economia galega hoje é umha economia industrial, de inovadores e fortes piares.
A conferencista chantou sua nova leitura da economia galega nestes três esteios: a) Mudança da composiçom dos sectores produtivos, incluindo no secundário ou industrial, o sector da pesca . b) Releitura da pirámide de povoaçom galega. c) As novas áreas de desenvolvimento industrial; Celeiro-Burela, Bisbarra do Deza.
Com a pergunta, É mau ter muitos anos? deu a conhecer às pessoas assistentes a esperança de vida dos galegos e a sua pirâmide de povoaçom salientando como o cimo da mesma corresponde com os países de economia mais desenvolvidas e superando a maioria dos mesmos. Segundo a palestrista, este dado estatístico é um activo importante da nossa economia e que deveria ser um elemento a considerar para redistribuir a carga de trabalho de um jeito diferente, pois seria possível alongar e modificar a intensidade da carga laboral. Também mostra que somos quem de obter um bom rendimento aos nossos recursos e por outra banda é um dos sinais certos da qualidade de vida na que vive a povoaçom galega no tramo da maior idade é comparável com a sueca, e ainda melhor que a de muitos outros países com o maior adianto social do planeta.
No percorrer da sua palestra, Carme Garcia Negro, seguiu debulhando a economia galega mostrando a sua consistência nos eidos da manufactura do peixe e da indústria naval. Considerando a primeira como um sector da indústria ao requerer os seus processos de produçom (extracçom, cultivo, conserva, comercializaçom) de conhecimentos, técnicas e médios que som próprio da indústria, para que o peixe como mercadoria está nas mans do consumidor.
Ao longo deste desenho a conferencista remarcou o êxito nos mares de todo o mundo das empresas do peixe galegas, tanto em volume de capturas, como espécies capturadas, sistemas de pesca empregados, tecnologia aplicada, sem esquecer as luitas ganhadas nos julgados devido os problemas legais que vam tendo afrontar (pesqueiros, limitaçom de capturas...), e mesmo os problemas derivados do transporte por e para todo o mundo. E ainda mais, é capaz de apresentar e ser aceitados produtos com marca de autóctones, sinónimo de alta qualidade, mesmo com elementos que passam um pouco de tempo nas nossas augas. Apostilou como Celeiro-Burela na Marinha do norte de Lugo, é um magnífico exemplo de como o sector pesqueiro é quem de dinamizar toda unha comarca, e como a vez facilita o surgir de outras empresas que o fornecem.
Seguindo com a defessa da sua tese que a economia galega está cimentada numha pujante industria e para compreender a mudança económica do interior do País, a professora Carmo Garcia Negro mostrou o modelo da bisbarra do Deza. Esta comarca tradicionalmente destinada à agricultura e gandeira, hoje podemos constatar a sua transformaçom numha grande área industrial polo nascimento dumha urdime de empresas que empregam um importante número de operários e profissionais diversos. É interessante a observaçom que algumha destas empresas tenhem entre as suas linhas da actuaçom o equipamento do sector pesqueiro.
Segundo o critério da conferencista o desenvolvimento económico das Terras do Deza e da Galiza em particular nom tem como piares as subvençom senom a consciência empresarial dos patronos e isso a pesar dos atrancos existentes no transporte tanto por terra como por mar, e da carência de energia posto que nem as augas nem o vento da Galiza som nossos senom Fenosa ou outras empresas radicadas em Madrid.
Sublinhou hoje na Galiza somos receptores de emigraçom e que isto é mostra outro aspecto positivo da economia galega pois é capaz de gerar postos de trabalho.
Esta última questom junto a da energia provocárom no findar da palestra um grande e intenso debate, ao questionar muitos dos pressentes a imagem idílica mostrada. Analisando as diferencias qualitativas e quantitativa das migraçons na Galiza, mentres a emigraçom galega hoje, por dúzias de milheiros cada ano, é de média e alta qualificaçom no seu capital humano até o extremo que o tecido industrial e de serviços do País nom tem um só buraco de emprego criado que poda absorver aos ?cérebros? que ao findar as suas licenciaturas fórom continuar a sua formaçom em Centros de alta qualificaçom em todo o planeta estando impossibilitados em retornar ao nom existir aqui as possibilidades de emprego para os mesmos sendo posteriormente empregados em empresas de fora do País; porém isto nom só afecta a mao de obra de altíssimo valor acrescentado senom também a maioria dos Licenciados e Titulados Médios que cada ano findam os seus estudos tenhem que fazer as malas, já que o pouco emprego gerado aqui pola patronal retribui mal em estabilidade e dinheiro aos trabalhadores. Mentres a recebida é pola características de emprego das empresas galegas, de baixa qualificaçom: cuidar doentes, assistentes, marinheiros, etc.; e tampouco nunca o seu número quantitativo, nom som dúzias de milheiros cada ano, chega equilibrar a emigraçom de autóctones.

? 5 olhadas com presbitia?

16-05-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha


Por Dores Valcárcel Guitiám

Agrupaçom Cultural o Facho abriu umha convocatória pública para um curso de fotografia, e fomos coincidir no mesmo umhas cantas pessoas que hoje expomos aqui parte do trabalho realizado sob o título ? 5 olhadas com presbitia?. Há afeiçons que, como os amigos mais fieis, nos acompanham ao longo da vida e suspeito que para alguns dos meus companheiros que impulsárom a iniciativa deste curso, esta é umha delas.

Alguns e algumhas que nele participamos somos ou recém pre-jubilados, ou jubilados ou estamos a piques de selo. Dum jeito ou doutro, todos somos filhos do século, que para nós fórom tempos virados para o País. Assim que, diante dum horizonte preciso e após algumha quimera e mais dumha batalha pessoal ou colectiva da nossa existência, o presente fai-nos evocar aquela decisom de Voltaire retirando-se, depois de tantos combates contra o poder, ao seu paço de Ferney e dando-se outro novo horizonte vital que rezava: ?cultivemos o nosso jardim.? Esta tessitura existencial nom nos vai meter na casa, mais joga um papel: fazer o que nom demos feito antes, agora que temos tempo.

A Helena viajava um dia com a radio acesa, quando escuitou umha entrevista com um professor alemám de fotografia e nom parou até que conseguiu que nos vinhera dar este curso: era Peter Scheneider quem na sua interlingua, rica de tantos ecos, nos explicou os conceitos teóricos e nos mandou ir aos espaços exteriores fechar e abrir o diafragma da nossa reflex. Com rigor alemám, fiz-nos rematar o processo da aprendizagem com esta exposiçom. Assim que começava a segunda parte do cursinho: buscar onde expor fotos comuns, de afeiçoados e neófitos. Agradecemos á Manoli e á Helena este trabalho penoso que consistiu em chegar, com a única tarjeta de cidadans, a petar em moitas e moitas portas até que, ao fim, a Concelharía de Cultura do Concelho de A Corunha ? a quem agradecemos vivamente esta atençom - nos permitiu a entrada a este fogar onde reinam os desterrados, os nossos custódios: os Casares Quiroga. Poucos sítios desta cidade nos teriam gostado mais do que esta casa.

Sabemos com canta sanha e vesânia o fascismo se aplicou a borrar a mais mínima traça da existência desta família corunhesa, o injustamente que o grande político, Santiago Casares Quiroga foi tratado até o de agora. Pessoa bondadosa, aberta e moi bem querida polas gentes humildes da cidade, também ganhara a confiança do mais afastado labrego do Val de Lemos, como a de tantos doutros lugares da Galiza.

Ao redigir estas palavras, pensava num título para este texto: Salutaçom, acçom de graças (?). Todo isso lhe-lo fazemos chegar a todos vostedes, assistentes. Mais imos ficar com este título:

Residentes privilegiados

Assim é como nos sentimos estes 15 dias que imos ficar aqui entre os Casares Quiroga. Mais também porque Résidente privilegiée é o título do único libro de Maria Casares publicado nos oitenta em Paris. Aquela foi a sua pátria. Desde esta casa na que ela brincou de nena e nom puído residir: In memoriam.

Celso Álvarez Caccámo conversou sobre o seu pai Xosé Maria Álvarez Blázquez

15-05-2008

Dentro das actividades organizadas polo Facho em comemoraçom do Dia das Letras o escritor e professor, Celso Álvarez Caccámo conversou no serám do dia 14 sobre Xosé Maria Álvarez Blázquez, o seu pai, a quem se dedica este Dia.
Na sua exposiçom, Celso, mostrou as múltiplas angueiras de Álvarez Blázquez em tanto que investigador, poeta, editor, e homem de bem que foi o homenageado; e dizer, um activista da cultura e língua galegas ao longo de toda a sua vida. Todo o acto foi seguido polo público assistente com um grande interesse.
Na Internet o documento máis amplo, rigoroso e actualizado sobre Álvarez Blázquez está na seguinte dirección : www.udc.es/dep/lx/cac/xmab.

Resoluçom do XL Concurso de Contos "Carlos Casares"

15-05-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Com o objectivo de recuperar os prémios literários que desde os anos sessenta convocou O FACHO e nos que participárom ou ganhárom muitos dos escritores e escritoras que hoje fam possível com a sua obra umha literatura galega de qualidade e de grande importância nas letras universais, convocou-se XL Concurso Literário de Contos de Nenos baixo o nome de Carlos Casares em afectuosa homenagem ao primeiro ganhador do Certame de Literatura Infantil no ano 1968 com a sua formosa obra ?A galinha azul? que acadaria a honra de ter sido o fito fundacional da bem viçosa Literatura Infantil e Juvenil Galega contemporánea.

O júri formado polos escritores Xosé Manuel Martínez Oca e Xabier P. Decampo e Soledade González Maside membro da Agrupaçom Cultural O FACHO, resolveu o seguinte:

A).- Declarar deserto o prémio para a Categoría A (Nenos e nenas de 6 a 8 anos)

B).- Premios da Categoría B (Nenos e nenas de 9 a 12 anos)

Primeiro prémio: ? O Sapo Saltón? de Iria Esperón Abril.
Aluna de 5ºcurso no CEIP Banho da Xanza
Valga- Pontevedra

Segundo prémio: ?A Avoa e eu? de Lorena Barrera López
Aluna do CEIP Vista Alegre
Burela- Lugo

C).- Premios da categoría C. (Rapaces e rapazas de 13 a 16 anos)

Primeiro prémio: ?A Caza da Quimera? de Brais Lamela Gómez
Aluno de IES Basanta Silva
Vilalba-Lugo

Segundo prémio: ?Narco? de Noelia Toja Mañón
Aluna do CPI de Zás
Zas- A Corunha

Parabéns a todos os ganhadores.

A Corunha a catorze de Maio de 2008.

Entrega de prémios. A Corunha a 23 de Maio de 2008

Iria Esperón Abril, primeiro premio categoría B

Brais Lamela Gómez, primeiro prémio categoría C

Noelia Toja Mallón, segundo prémio categoría C

Homenaxe a Curros Enriquez 2008

14-05-2008

Sob umha marmalha e como todos os anos a Agrupaçom Cultural O Facho fizo às 12 h , oferenda floral no monumento a Curros Henriques nos jardins de Méndez Núñez da Corunha em lembrança Xosé Maria Alvarez Bláquez a quem se lhe adica este ano o Dia das Letras. José Luís Rodríguez Pardo fizo um esboço do homenageado diante de dos assistentes. Posteriormente deu leitura a resoluçom do IX concurso de Contos de Nenos ?Carlos Casares?.

Semana das Letras Galegas

14-05-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Convidamo-vos assistir

O Facho com o galho da Semana das Letras Galegas manifesta a sua adesom a mesma convocando os seguintes actos:

Dia 14, quarta-feira, manhá
As doze (12 h.) da manhá oferenda floral no monumento a Curros Enríquez nos jardins de Méndez Nuñez da Corunha.
Comunicaçom da resoluçom do Concurso de contos de nenos ?Carlos Casares?

Dia 14, quarta-feira, serám
Conferencia sobre a figura de Xosé M. Álvares Blázquez. As oito (8 h) do serám na Fundaçom Caixa-Galiza, Cantons da Corunha polo escritor e ensaísta, Celso Álvares Cáccamo, Doutor e Professor de Linguística na Universidade da Corunha e filho de Xosé María Álvarez Bláquez, escritor homenageado este ano no dia das Letras Galegas.

Dia 15, quinta-feira, serám
As oito (8 h.) do serám na Casa Museu ?Casares Quiroga?, rua Panadeiras, n.º 12 da Corunha, inauguraçom da exposiçom de fotografia ?5 Olhadas com presbitia? do Obradoiro de fotografia d?O Facho, baixo a direcçom do fotografo e professor Peter Scheider. A mostra estará aberta desde 14 até o 31 de Maio.

Semana das Letras Galegas

13-05-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Convidamo-vos assistir

O Facho com o galho da Semana das Letras Galegas manifesta a sua adesom a mesma convocando os seguintes actos:

Dia 14, quarta-feira, manhá
As doze (12 h.) da manhá oferenda floral no monumento a Curros Enríquez nos jardins de Méndez Nuñez da Corunha.
Comunicaçom da resoluçom do Concurso de contos de nenos ?Carlos Casares?

Dia 14, quarta-feira, serám
Conferencia sobre a figura de Xosé M. Álvares Blázquez. As oito (8 h) do serám na Fundaçom Caixa-Galiza, Cantons da Corunha polo escritor e ensaísta, Celso Álvares Cáccamo, Doutor e Professor de Linguística na Universidade da Corunha e filho de Xosé María Álvarez Bláquez, escritor homenageado este ano no dia das Letras Galegas.

Dia 15, quinta-feira, serám
As oito (8 h.) do serám na Casa Museu ?Casares Quiroga?, rua Panadeiras, n.º 12 da Corunha, inauguraçom da exposiçom de fotografia ?5 Olhadas com presbitia? do Obradoiro de fotografia d?O Facho, baixo a direcçom do fotografo e professor Peter Scheider. A mostra estará aberta desde 14 até o 31 de Maio.

Fco. Fernández del Riego - Facho de Ouro

29-04-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Entrega d?O Facho de Ouro a D. Francisco Fernández del Riego


Comunicamos que o vindoira segunda-feira (luns), dia 5 de Maio, a Agrupaçom Cultural O Facho fará entrega a D. Francisco Fernández del Riego do ?FACHO DE OURO?, segundo foi acordado em Juntança da Directiva da Associaçom. O acto terá lugar no local da Fundaçom Penzol, sita na Praça da Princesa n.º 2, Vigo, às 1 ½. Para logo, ir jantar ao ?Restaurante Mosquito? e compartilhar com o homenageado uns momentos de companha.
Francisco Fernández del Riego foi um dos principais artífices da restauraçom cultural galega na post-guerra. Foi director da Real Academia Galega, entidade em que ingressara em 1960 com discurso intitulado Um país e unha cultura. A Idea de Galicia nos nosos escritores, e da Biblioteca da Fundaçom Penzol.
Autor dumha extensa obra, cultivou o ensaio sobre a cultura e a literatura galegas. Polo seu importante contributo á nossa cultura, Fernández del Riego foi reconhecido com numerosos galardons (Prémio Trasalba, Prémio Pedrom de Ouro, Medalha de Ouro da Cidade de Vigo, Prémio de criaçom Cultural da Junta de Galiza, etc.). Assim mesmo, foi nomeado Doutor Honoris Causa pola Universidade de Vigo e Galego Egrégio pola Fundaçom dos Prémios da Crítica.

José Alberte Corral Iglesias
Secretário d?O Facho

O Rexurdimento e António Fernandes Morales

26-04-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Sol González Maside/ J. A. Corral Iglesias

O escritor e professor da U. de V. Anxo Angueira Viturro entreviu o passado dia 8 de Abril dentro do ciclo «Língua e Naçom» organizado polo O Facho, a sua conferencia intitulada: O Rexurdimento e António Fernández Morales (Poeta berciano do século XIX).
A intervençom do conferencista espertou grande interesse entre o numeroso publico como demonstrou o prolongado e participado colóquio que seguiu á exposiçom do professor vigués.
O palestrista encetou a sua exposiçom afirmando a importância da obra de António Fernández Morales,?Ensaios poéticos em dialecto berciano?, no ámbito da nossa cultura. Esta genial obra poética foi publicada em 1861, dous antes que Rosália de Castro publicará ?Cantares Galegos?. Sublinhou da sua relevância, e ainda que Murguia nom o considera como um precursor, bem podemos considera-lo tal pois a sua obra nom desmerece a escrevida por Joam Manuel Pintos ou Francisco Anhom senom que é de maior transcendência, em opiniom do professor Anxo Angueira profundo conhecedor e divulgador da obra do poeta berciano.
O professor Angueira desbulhou a historia da cultura galega em três grandes ciclos: um primeiro de forte personalidade desde o seu xurdimento como entidade própria, até fins da Idade Media, um segundo período que vai desde fins da Idade Media hasta o século XIX (os séculos escuros), e um terceiro que se inicia co Rexurdimento e no que ainda estamos. No percorrer deste desenho histórico também fijo mençom a forte personalidade de Galiza como entidade colectiva diferenciada até o extremo que é a única Naçom que mantém o seu nome desde a sua origem romana, feito que nom acontece em nengum outra Naçom europeia.
Sublinhou a importância histórica do Rexurdimento, já que foi nesse período quando se forjárom os grande eixos nos que ainda hoje se pousa o quefazer político e social. A Defessa da identidade galega (língua, costumes, paisagens, etc..) , a construçom de um projecto político com fundas características de transformador social e nunca essêncialista; tendo como piares, o pensamento crítico, a democracia nom só jurídico política senom em forte urdime com o económico e social.
Ainda que coetáneo da geraçom dos Precursores, Fernández Morales comparte os ideais mais de vanguarda do Rexurdimento tanto na sua obra literária como na sua vida como cidadam é militar, sendo deputado em Cortes (1887) polo Partido Radical da época, que traduzido as coordenadas de hoje veria a ser como um deputado das concepçons mais avançadas no eido social como no político.

Para compreender a obra de António Fdez. Morales, temos que ter presente e nom esquecer que a actual raia administrativa amputadora do Berço do País Galego marcou-se no ano 1833 quando Madrid cria as provinciais actuais em funçom dos interesses da Corte e nunca em funçom da cidadania; e que este poeta da Galiza irredenta estivo residindo em Tui no primeiro terço do século XIX polo de certo conheceria a obra e o projecto dos escritores do País. A sua poesia reflecte muitas das características da obra rosaliana, a grande mestra. Como ela defende e dignifica a paisagem fronte a afrenta e vexame dos autores castelans e da Corte (Góngora, Quevedo, entre outros); o conferencista leio versos de Góngora confrontando os mesmos com os do poeta berciano mostrando como este último ao igual que Rosália utiliza a paisagem para louvar a Galiza em geral e o Berço em particular.
Na leitura dos poemas do autor do Berço: ? O Fiandom?, ? A Romaria?, ?O Entroido?, ?Caça Maior?, Angueira, destacou como o poeta baixa ao profundo do povo, a vez que descreve maravilhosamente os labores da vendima, a sega em Castela, todo mundo que contem a cultura de e baseada na castanha, etc. Na poética do vate de Cacabelos canta os costumes, as festas, os trabalhos... e sempre mantendo um pensamento crítico sobre a realidade que observa, a vez tem um tom retranqueiro com a doutrina e as cousas da Monarquia Sacerdotal com que a Eireja Católica sustenta o seu discurso ideológico para sujeitar ao seu critério às classes populares.
A obra de Fernández Morales é irónica, satírica, humana, próxima, tensa, desenfada, ágil no dialogo. Aportando sempre umha grande riqueza tanto léxica como etnográfica. É umha mostra da cultura galega mais lá dos lindes marcados pola a Vila e Corte; exibe como o Berço tira pola sua reintegraçom a Galiza mas Castela nom solta.

Ao findar a conferencia houvo um interessante debate entre os presentes.

Manuel Lourenzo, conversou sobre: O teatro galego hoje, perspectivas

15-04-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

J. Alberte Corral Iglesias


Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado ?Língua e Naçom?, o dia 26 de Março 2008, o escritor, actor, e dramaturgo, Manuel Lourenzo, conversou sobre: O teatro galego hoje, perspectivas.
O conferenciante encetou a sua palestra lembrando ter ganhado todos os prémios de teatro d?O Facho, a vez que ilustrou como junto como o seu companheiro de fatigas e angueiras, Pancho Pillado. Dos seus começos na andaina polo mundo do teatro no ano 1965. Do seu desconhecimento da existência de um teatro em galego e galego anterior a eles, tal era o silêncio de chumbo na que mergulhara o franquismo à cultura galega. No ano 1965, com o grupo de teatro O Facho encena a obra ?O cabalo do cabaleiro? de Carlos Múñiz na sociedade A Gaiteira d?A Corunha, ao findar a representaçom Leandro Carré Alvarellos acercou-se a eles e na conversa dos parabéns dá-lhes a conhecer o teatro que existira antes da longa noite de pedra franquista. ?Entom ouvirmos por vez primeira do movimento teatral da Escola da Corunha, das Irmandades da Fala, de como as mesmas propunham o teatro para espelho da sociedade e da fala?. Entom soubermos das obras de Cabanillas, Vilar Ponte, em outros muitos, da montagem de ?A man da santinha? no Teatro Lino d?A Corunha, de como nesta cidade a intensa actividade do movimento cultural fai agromar o primeiro teatro galego. O grupo teatral O Facho começa a ler traduçons e obras de Beiras, de X. Torres, etc.., assim como represetaçons, ?Orestes? de Arcádio Casanova, ? O senhor Bom homem e os incêndarios, de Max Frisch, ?As moscas? de Sartre, ainda que esta nom publicamente representada por proibiçom expressa do Governo. Nesta jeira estivérom implicados pessoas como actores, tradutores, directores, hoje longamente reconhecidas, Joam Maria Castro, Francisco Pillado Mayor, Manuel Lourenzo, Henrique Harguidey, etc.. A língua foi determinante no ressurgimento do teatro na Galiza, a sua utilizaçom é presente e consciente é o seu fundamento, o seu piar, é umha linguagem de volta e volta, obra e público.
Seguindo a sua exposiçom, o conferencista contrapôs aqueles inícios onde todo era umha luita pola dignidade de Nós, como povo e cultura, contra actual mentira dos médios mostrando uns retalhos da actual cultura subvencionada, onde em estúdios de dublagem de fitas para a televisom, nom é desacostumado atopar directores que exigem, me habláis en gallego de Valladolid
Os anos sessenta, som os anos da convulsom e da revoluçom no teatro galego e no espanhol, nascem os Grupos Teatrais de Teatro Independente, eram itinerantes, escapavam depois de findar a representaçom e o seu colóquio; daquelas sempre este último ia com e exibiçom das obras. Os Goliardos de Madrid, Les joglars de Catalunya, etc.. Este teatro chegou acabar com o teatro comercial da época.
Do Facho, Manuel Lourenzo passa a criar sobre o ano 1967 o Teatro-Circo no Sociedade Recreativa de Artesans d?A Corunha. Nessa época surgem novos também novos grupos de teatro independente galego: Entroido com García Bolaño, Troula, Artello. Mostras de teatro em Rivadavia, na Corunha.
A finais da década dos setenta, (1978), aparece a profissionalizaçom dos Grupos Teatrais. Hoje também é tempos de mudança, os câmbios familiares, dos jeitos de viver, a precarizaçom permanente, e também o andaço no que vivem desde séculos os galegos, a emigraçom para poder subsistir nom é alheia ao mundo do teatro. A barbárie neo-con também assolaga ao teatro galego hoje, o poderes públicos dam-lhe ao teatro um tratamento mercantil e nom cultural como um dos piares necessários para construçom de umha cultura e de um País.
Ao findar a sua palestra o conferencista manteve um interessante colóquio com a gente assistente a mesma.

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Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d?A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Henrique Harguindey, André Salgueiro, e Xosé Luis Carneiro; respondendo ao seu chamamento posteriormente somárom-se entre outros: Eduardo Martínez, Henrique Iglesias, X. Alberte Corral, Xosé L. Rodríguez, etc... É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadaos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade. O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defesa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussons políticas que se podia fazer. A defesa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d?O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura. Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua com apoio de alguns exemplares da ?Gramática do idioma galego? de Manuel Lugrís Freire. Estes cursos tivérom umha importância mui grande na Corunha;. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade ?bem pensante?, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarellos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários. O seu grupo de teatro criado nas primeira datas de existência da Agrupaçom do quem eram responsáveis Manuel Lourenzo, e Francisco Pillado, foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...). Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste. d’A Corunha.
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