O FACHO - CURSO DE LÍNGUA GALEGA

29-01-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º- C
15005 A Corunha



A Agrupaçom Cultural ?O Facho? d?A Corunha tem a bem convida-lo ao seu curso de Língua Galega que começara o dia 3 de Fevereiro.
O curso terá umha duraçom de 14 semanas, sendo as suas aulas 1 dia por semana de 1 horas de duraçom. O mesmo realizara-se no local social da Associaçom de 9 p.m. até as 10 p.m. nas terças-feiras (martes). Leccionara-se as duas normas dominantes na escrita da nossa Língua.

O custo do mesmo: Sócios: 5 ?
Nom sócios: 30 ?
Estudantes: 15 ?

Para se inscrever, pode-se fazer no endereço postal da Agrupaçom, arriba sublinhado o no correio electrónico:

o_facho_a_cultural@yahoo.com.br. Som precisos os seguintes dados:

Nome e apelidos, a sua pertença ou nom à Agrupaçom, endereço postal, correio electrónico (se o tem), e telefone.

Galiza, o berço dos celtas da Europa Atlantica

28-01-2009

O etnógrafo e arqueólogo André Pena Graña pronunciou umha animada e mui interessante conferência o passado dia 27 de Janeiro de 2009 sobre : Galiza, o berço dos celtas da Europa atlântica. ( Brigantia, Breogam, Berobreo e Hércules. Olhando trás-a lenda) dentro do ciclo ?Economia, História, e Realidade Social? organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho
Pena Graña, principiou a sua palestra afirmando que a cultura celta tinha como origem nos contrafortes dos Alpes é umha falácia como bem veu em demostrar a genética de povoaçom que estuda a dinâmica de povoaçom. Há uns 20.000 anos fugindo da do gelo toda a povoaçom da Europa abrigou-se no N.O. peninsular, e quando mencionamos toda a povoaçom, falamos de homens, animais e plantas, porque no gelo nom medra nada. Este assentamento durou uns 10.000 anos, quando já tinham instituçons de governo e poder e sabiam cultivar, ao se iniciar o degelo graças a corrente marinha do Golfo de México, as primeiras terras que se descongelam som as de Irlanda e inicia-se a dispersom; o que da nascimento a grande emigraçom celta e nasce a via de cultura atlântica. Todo o actual sistema indo-europeu é devedor do Atlântico.
Quando há uns anos na Universidade de Oxford fam um estudo genético da povoaçom actual de Inglaterra, atopam-se que o 90% do seu material é o mesmo que o existente na Galiza, Este achado nom é umha novidade, o Doutor Anxo Carracedo uns dos maiores geneticista do mundo já tinha chegado a mesma conclusom.

Posteriormente através de imagens mostrou diversas estelas funerárias atopadas na Galiza onde a sua escrita gravada na pedra afirma a pertença do morto e da família a umha tribo celta. Entom a pergunta que surge é o porquê dessa teimuda negaçom que na Galiza, no N.O. peninsular, houvo umha cultura céltica. Temos que saber que nada mais findar a guerra do 36 criou-se umha política cultural deliberada para negar, ocultar, e as vezes destruir, toda a investigaçom levada a cabo pola Geraçom Nós. Negar a identidade própria dos galegos e da Galiza foi umha razom de Estado.

O FACHO DE OURO - XOSÉ NEIRA VILAS

22-01-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

** F A C H O D E O U RO **

Entrega do Facho de Ouro a D. Xosé Neira Vilas

A Directiva da Agrupaçom acordou outorgar O Facho de Ouro ao escritor e homem de bem, D. Xosé Neira Vilas, como testemunha e reconhecimento a sua longa trajectória na defesa da dignidade e da cultura do País.

O acto cívico será acompanhado dumha ceia-homenagem que se celebrará o sábado, dia 31 de Janeiro, às 21 horas no Hotel Riazor d?A Corunha.

Preço por pessoa: 30 ?.

Para reservar lugar chamade a Rafael, telefone: 981.269.663-(tardes)
ou no correio electrónico: lobezan@yahoo.es

O trabalho no mar. A nova escravitude na pesca

22-01-2009

O sindicalista Xavier Aboi mantivo umha mui interessante palestra o passado dia 21 de Janeiro de 2009 sobre sobre : O trabalho no mar. Umha nova escravitude na pesca galega e espanhola, dentro do ciclo ?Economia, História e, Realidade Social? organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho.
Xavier Aboi, encetou a sua exposiçom comentando que o primeiro Acordo pesqueiro com Marrocos no qual obrigavam aos pesqueiros galegos ou espanhóis a enrolar a 5 tripulantes marroquís. No mesmo existia umha cláusula que independente da origem nacional dos marinheiros todos tinham o mesmo salário. Primava o principio de igualdade e razom, ?A igual trabalho, igual jornal?; é hoje inconcebível nos contratos de trabalho no mar.
Hoje, a través de empresas escravistas criadas por cidadáns galegos assentadas no Estado espanhol e com nomes ribombantes em inglês e que nascem com a única finalidade de traficar ?assim como soa- com seres humanos, com toda a impunidade mentres a Administraçom pública olha para a outra banda, e já nom digamos dos ?mass média? todos eles guardando silêncio ou arrevesando quando se atrevem escrever algo sobre o mesmo, mostrando com esta actitude o seu maior servilismo com a escravitude.
Mostrou copias de contratos onde empresas como Caypim Oriental, sediada em Parla, oferta fornecer pessoal indonésio por 200 ? mês, sem seguros nem seguridade social, etc. Umha das empresas escravistas assentadas em Vigo, onde umha tal Joaquina, que oficia de gerente, oferta aos armadores marinheiros sem nengum direito laboral e, até o jornal será o pactuado entre armador e marinheiro. Num dos muitos contratos expostos se expressa que o marinheiro nom cobraria nada nos três primeiros meses, por se entender que está em contrato de prova, e posteriormente tem que estar a livre disposiçom do capitam da nave, para horários de trabalho, para perceber o jornal, etc... Junto a todo isto, está que umha vez chegados a terra, nom tenhem permisso para desembarcar, se o fam considera-se falta e seriam castigados polo mesmo polo armador.

E ainda mais, as empresas traficantes de escravos da miséria do jornal percebido polos marinheiros ? nunca sobarda 200 ?/mês- recebem umha abundosa comissom, a vez que lhe cobram 50 ? por mês e homem aos armadores. Umha destas empresas escravistas chegou a facturar por ano mais de 1.700.000,.- ?, só tendo como pessoal contratado umha auxiliar administrativa. Nem a banca, nem o petróleo dam tam alta rendibilidade como o tráfico de seres humanos

Diante destes factos: Que fai a Fiscalia, nom sabe nem existe
Que fai a Inspecçom do Trabalho,nom sabe nem existe.
Que fam o Juizes, nom sabem nem existem.

** F A C H O D E O U RO ** - Entrega do Facho de Ouro a D. Xosé Neira Vilas

19-01-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

** F A C H O D E O U RO **

Entrega do Facho de Ouro a D. Xosé Neira Vilas

A Directiva da Agrupaçom acordou outorgar O Facho de Ouro ao escritor e homem de bem, D. Xosé Neira Vilas, como testemunha e reconhecimento a sua longa trajectória na defesa da dignidade e da cultura do País.

O acto cívico será acompanhado dumha ceia-homenagem que se celebrará o sábado, dia 31 de Janeiro, às 21 horas no Hotel Riazor d?A Corunha.

Preço por pessoa: 30 ?.

Para reservar lugar chamade a Rafael, telefone: 981.269.663-(tardes)
c. electrónico: lobezan@yahoo.es

Jenaro Marinhas: unmha testemunha por Galiza

15-01-2009

O dia 14 de Janeiro o político e professor da U.S.C. Pablo González Mariñas falou dentro do ciclo Literatura e Naçom. A sua charla versou sobre: Jenaro Marinhas: Umha testemunha por Galiza.

O político e professor Pablo González Mariñas pronunciou umha interessante conferência o passado dia 14 de Janeiro de 2009 sobre sobre : Jenaro Marinhas, intitulada "Umha testemunha por Galiza" dentro do ciclo ?Literatura e Naçom? organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho
González Marinhas, encetou a sua exposiçom sublinhando que a vida de Jenaro Marinhas, foi complexa e fértil. A sua infância na Corunha, onde nasceu no 1908, desenvolveu-se dentro de uns eidos profundamente nacionalista, o seu pai era membro das Irmandades da Fala, Tettamancy os irmaos Vilar Ponte eram cotians na sua casa. Esta realidade junto a influencia da sua mae na conformaçom de seu caracter, marcou para sempre a Jenaro Marinhas. Nom devemos esquecer que foi aluno de Viqueira, e foi grande amigo de Seoane, E. Pita, Lugrís, Dieste. A consideraçom por este último era tal que o nomeava ? O mestre?
Na escrita de Jenaro Marinhas observa-se umha grande semelhança tanto com Cessaré Pavese como com Albert Camus, sendo a vez um grande leitor de Husserl. A percepçom existencial do sobrevir do homem é fulcral na concepçom da sua literatura, até ao extremo de chegar afirmar na sua poesia:
A verdade nom me obriga,
Quem mais me obriga é amizade.

Falar de poesia em Jenaro Marinhas pode parecer surpreendente para quem nom o conhecera, e muito mais quando ele afirma que Galiza tem poetas dabondo; já que a sua presencia no universo literário galego é como dramaturgo. Pois foi o teatro a escritura na que verte e desenvolve a sua compreensom do homem, entendendo que é a principal ferramenta para ajudar a recuperar a consciência e a dignidade dum povo. Chegando afirmar: "nengúm povo vive sem teatro, é como auga necessária para ensamblar a nossa dispersom nacional". Em toda a sua obra a rebeldia como cerne para desintumescer ao povo galego. Há que lhe devolver a esperança. Na sua obra ?O Bosque? umha das personagens pronuncia: "tudo o que se inventa acaba por chegar". O teatro é para o nosso dramaturgo o médio mais eficaz para concientizar da necessidade da luita do povo galego para a defessa dos seus interesses.
No ano 1978 ingressou como académico na R.A.G. da que demite trala morte de Carvalho Calero. Ao lhe perguntar o porquê desta última decisom, sempre dava como resposta: "Porque nom imos para a mesma romaria". Pois por todos é bem conhecido a sua pertença a corrente linguistica que hoje se conhece como reintegracionismo.
Podemos asseverar que Jenaro Marinhas foi e é umha testemunha por Galiza.

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O FACHO: CONCURSO LITERÁRIO ?CARLOS CASARES? CONVOCADO POLA ASSOCIAÇOM CULTURAL ?O FACHO? (XLII CONCURSO DE CONTOS DE NENOS)

10-01-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
CIF G-15037021
Federico Tapia 12-1º

15011 A Corunha



CONCURSO LITERÁRIO ?CARLOS CASARES? CONVOCADO POLA ASSOCIAÇOM CULTURAL ?O FACHO? (XLII CONCURSO CONTOS DE NENOS)


Recuperados em 2008 os prémios literários que desde os anos sessenta convocou O FACHO e nos que participárom ou ganhárom muitos dos escritores e escritoras que hoje fam possível com a sua obra umha literatura galega de qualidade, de grande importância nas letras universais, faz-se a convocaçom para 2009 do Concurso Literário Carlos Casares e em afectuosa homenagem ao primeiro ganhador do Certame de Literatura Infantil no ano 1968 com a sua formosa obra ?A galinha azul? que atingiria a honra de ter sido o fito fundacional da bem viçosa Literatura Infantil e Juvenil Galega contemporânea.

BASES DO CONCURSO:

1.- Poderám participar nenos e nenas, rapazes e raparigas, que apresentem as suas obras em língua galega. Os trabalhos propostos deveram serem originais e inéditos em toda a sua extensom.

2.- O prazo de admissom de originais finaliza o dia 31 de Março de 2009 às doce da noite.

3.- A apresentaçom de originais para o Concurso fará-se-á por correio postal dirigido a sé da Associaçom Cultural ?O Facho? R/ Frederico Tapia,12-1º 15005 - A Corunha. Podendo fazer-se individualmente ou por meio do centro onde curse os seus estudos.

4.- No caso em que sejam os centros escolares os que pressentem os originais ao Concurso, deveram fazer umha prévia selecçom de um máximo de dous trabalhos por categoria, qualquer outro terá que ser apresentado individualmente.

5.- As obras terám de ser relatos originais e nom estarem editados por nenhum procedimento impresso ou electrónico nem terem sido premiados em qualquer outro concurso ou certame literário e em condiçons para que os seus direitos de publicaçom possam ser cedidos a Associaçom Cultural ?O Facho? por um período de três anos contados a partir do dia do veredicto do júri.

6.- Estabelecem-se duas categorias:
Categoria A: Nenos e nenas de 6 a 12 anos.
Categoria B: Rapazes e raparigas de 13 a 16 anos.

7.- As quantias dos prémios serám as que seguem:
Categoria A: 1º - 200 ? em efectivo.
2º - 200 ? em efectivo.
Categoria B: 1º - 300 ? em efectivo.
2º - 200 ? em efectivo.

8.- Cada autor só poderá apresentar umha obra atendo-se aos seguintes limites de extensom:
Categoria A: Um máximo de cinco fólios.
Categoria B: Um máximo de dez fólios

9.- As obras haverám de se apresentar manuscritas ou mecanografadas, encadernadas ou grampeadas e levaram por detrás do último fólio os seguintes dados:
Nome e apelidos do autor/a
Endereço postal e telefone.
Correio electrónico ( se o tem).
Centro onde cursa os seus estudos.
Categoria na que participa.

10.- Os prémios serám elegidos por um júri nomeado pola Associaçom Cultural ?O Facho? em veredicto que se fará público no mês de Maio.

11.- O júri poderá declarar deserto um ou vários dos prémios do concurso e será o que deverá resolver aquelas situaçons que se pressentem e que nom estejam contempladas nestas bases, assim como as dúvidas na sua interpretaçom.

12.- A participaçom neste Concurso implica a aceitaçom das presentes bases.


A Corunha, 8 de Janeiro do 2009

O Facho: Jenaro Marinhas: Umha testemunha por Galiza

09-01-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Frederico Tapia 12-1º-C
15005 A Corunha


A Agrupaçom Cultural O Facho de A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9

Palestra

O vindouro dia 14 de Janeiro, quarta-feira (mércores), o político e professor da U.S.C. Pablo González Mariñas falará dentro do ciclo, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Jenaro Marinhas: Umha testemunha por Galiza.

Pablo González Mariñas, é Doutor em Direito pola Universidade Autónoma de Madrid. Administrador Civil Superior do Estado. Professor de Direito Administrativo na USC.

Foi: Membro da Comissom de Transferencias das Deputaçons provinciais à Junta de Galiza, Vice-presidente da Comissom do Anteprojecto de Estatuto de Galiza (Estatuto dos Dezasseis) e representante de Galiza na Conferencia de Poderes Locais e Regionais do Conselho de Europa. Conselheiro da Presidência e Administraçom Pública (1987-90). Co-fundador e secretário geral do PNG-PG . Associaçom Internacional de Ciências Administrativas Presidente do Instituto Galego de Estudos Europeus e Autonômicos.

É autor de umha numerosa obra de temática jurídico administrativa. Recebeu os Prémios de Investigaçom Júrídica ?Manuel Colmeiro? e ?Castro Canosa? Também é membro da Secçom Jurídica do Conselho da Cultura Galega, da Associaçom Internacional de Ciências Administrativas, etc.

Dia: 14 de Janeiro do 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande ? A Corunha

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d?O Facho

O FACHO - Pilar Garcia Negro: Rosália, a primeira feminista da naçom galega.

18-12-2008

O FACHO - Pilar Garcia Negro: Rosália, a primeira feminista da naçom galega.
O FACHO - Pilar Garcia Negro: Rosália, a primeira feminista da naçom galega.

J. Alberte Corral Iglesias/ Soledad González Maside

A Professora da Universidade d?A Corunha, Pilar Garcia Negro pronunciou umha interessante conferência o passado dia 17 de Dezembro de 2008 sobre Rosália de Castro, intitulada: Rosália, a primeira feminista da naçom galega dentro do ciclo ?Literatura e Naçom? organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho.
Garcia Negro encetou a sua charla afirmando que Rosália é sem nengumha dúvida a figura mais relevante e universal da literatura galega, a que com maior acerto estético e profundidade deu conta tanto da sua problemática de mulher e da mulher, assim como assumiu as razons existenciais das classes populares galegas. E com a sua escrita profética, entendida em sentido etimológico, transcendeu o tempo pola sua ousadia nom só por denunciar as hipocrisias dos poderes dominantes da Galiza ? clero e nascente burguesia comercial ? senom que também da nascimento a um feminismo profundamente solidário e radical tanto com as mulheres como com o conjunto das classes populares galegas. É a sua condiçom de mulher a que lhe fai transgredir a ordem social dominante e excludente, e esto pagou-no com a persecuçom tanto da sua pessoa como da sua obra por parte do poder ideológico dominante encabeçado pola Eireja Católica. O canto de Curros a Rosália na sua morte, conta-nos de um jeito lúcido este acosso.
Rosália em toda a sua obra literária sintetiza tanto no seu percorrido existencial como as aspiraçons de Galiza em tanto que Naçom. É tam rica a sua obra e pessoa que nom é casual que estudiosos nom galegos ? chineses, japoneses, norte-americanos, etc.- para entrar na semântica de Rosália, aprendam e estudem galego.
A conferencista continuou a sua análise mostrando como esses poderes excludentes que no século XIX lhe chamavam a tola para tentar conjurar e afastar a radicalidade da sua poética, som os que hoje a nomeiam com o de santinha para de novo arredar das gentes do povo e do comum a sua revolucionaria poética. Nom esqueçamos que Rosália na sua mocidade reivindica-se como Luzbel, o arcanjo negado por deus, pola sua luz e inteligência, e isto fai-no sendo mulher e a começos do século XIX. Quem posteriormente vai ser o seu marido, Murguia, numha crítica ao primeiro livro de Rosália, di que é mulher polos seus sentimentos e homem pola franqueza com que se expressa. Nesta percepçom de Murguia manifesta a tensom dialéctica na que se vai a desenvolver tanto a obra como a própria pessoa de Rosália .
Nos seus 48 anos de vida mortal, a autora publica quatro volumes de poesia, cinco novelas, um conto, vários ensaios e manifestos fundamentais ( dous deles, os prólogos a Cantares gallegos e Follas novas), artigos de prensa... Estamos, por tanto, perante unha escritora profissional, nom porque pudesse viver deste oficio (cousa à que aspirava), senom por vocaçom práctica continuada e vontade manifesta de intervençom social desde a literatura.
Ao findar a conferencia houve um interessante colóquio entre os assistentes.

O FACHO - Higinio Martins Estêvez na Corunha

17-12-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Frederico Tapia 12-1º
15011 A Corunha

O Facho tem a bem convida-lo ao lançamento do livro do Professor e Académico, o doutor Higinio Martins Estêvez.

Higinio Martins Estêvez é professor na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidad del Salvador da cidade de Buenos Aires, universidade onde realizara os seus estudos em Direito e, Filosofia e Letras. Encetou a sua actividade como docente encarregando-se primeiramente da cadeira de História da Língua Castelhana e mais tarde de Linguística Românica e Introduçom à Lingüística na predita Instituiçom. Em 1977 os membros do Instituto Argentino de Cultura Galega, dependente do Centro Galego, escolhêrom-no como professor coordenador dos cursos de língua e literatura a ditar-se nessa instituiçom.
Em 1996 finalizou a redacçom dum Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum, ainda inédito. Esta obra é o resultado de vários cursos teórico-práticos ditados polo próprio autor e nela recolhem-se, com carácter divulgativo, as noçons gramaticais do céltico acompanhadas dum vocabulário final e da traduçom de textos de conhecimento geral (v. gr. O Nosso Pai). Outras obras som Estudos Célticos e Românicos em Campo Galego, a traduçom directa da Táin! Bó Cúalnge ao galego (segundo o Livro de Leinster) e tem em preparaçom Nomina Gallaeciae - Anmana Kallaikias (Léxico Toponímico da Galiza). Hoje em dia o professor Higinio Martins E. está considerado com umha das máximas autoridades em linguistica do céltico antigo do Mundo
Outra boa amostra do seu trabalho erudito som as ediçons críticas da obra galega rosaliana. Publicados os Cantares Galegos pola Caixa Ourense, tem aperfeiçoado essa ediçom à vez que tem também ultimada umha ediçom com características semelhantes de Folhas Novas. Da mesma autora traduziu Nas Ribas do Sar.
Em ?Tribos Calaicas?, o professor Martins Estêvez trabalha com a toponímia e os dados linguísticos galegos para investigar e aprofundar no conhecimento das épocas mais longínquas e primordiais do nosso País. Para além da exaustiva pesquisa e informaçom fornecida nos textos, eles vam acompanhados de um mapa explicativo que recolhe as conclusons às que chega o professor Martins Estêvez na sua investigaçom.

Dia: 18 de Dezembro de 2008
Hora: 8,30 do serám. Local: Livraria Couceiro
Praça do Livro (Enrique Dequit) n.º 12 - A Corunha

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Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d?A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Henrique Harguindey, André Salgueiro, e Xosé Luis Carneiro; respondendo ao seu chamamento posteriormente somárom-se entre outros: Eduardo Martínez, Henrique Iglesias, X. Alberte Corral, Xosé L. Rodríguez, etc... É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadaos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade. O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defesa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussons políticas que se podia fazer. A defesa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d?O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura. Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua com apoio de alguns exemplares da ?Gramática do idioma galego? de Manuel Lugrís Freire. Estes cursos tivérom umha importância mui grande na Corunha;. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade ?bem pensante?, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarellos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários. O seu grupo de teatro criado nas primeira datas de existência da Agrupaçom do quem eram responsáveis Manuel Lourenzo, e Francisco Pillado, foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...). Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste. d’A Corunha.
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Agrupaçom Cultural O Facho
Apartado de Correios n.º 46, Oficina Principal da Coruña
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