Os alunos e alunas do IES Saturnino Montojo, com a docente Antia Cortiças

Foi unha experiencia interesante e moi produtiva, para o meu gusto. Sorprendeume moito que, ao falar a monitora en portugués, non tiveramos ningún tipo de problema á hora de entendela, agás algunha palabra da que deducimos o seu significado polo contexto. Aprendemos moito sobre a cultura portuguesa e sobre a súa relación coa cultura galega. Tamén nos ensinaron que saber galego nos dá unha gran vantaxe sobre o resto de persoas que queren aprender portugués, xa que se falamos portugués, castelán e inglés podémonos comunicar coa maioría de persoas do mundo e que non só nolo din os nosos mestres para que non deixemos de lado o galego, senón que é unha realidade.

Historia da lingua
Eu creo que dar a historia da lingua galega dende a súa orixe ata a actualidade foi unha idea moi boa, porque, aínda que sabemos falar a nosa lingua, precisamos saber a súa historia, as súas dificultades, os seus defensores e as razóns da súa opresión... e é que a historia da nosa linga forma parte de nós e da nosa familia e se non a coñecemos, non nos coñecemos a nós mesmos.

Este foi un ano moi interesante, com cousas novas que aprendemos. Este ano intereseime máis polo galego fóra da escola e houbo unha frase que me gustou moito e coa que quero rematar o meu comentário: ?EU NUNCA SEREI YO?

María Prieto Saavedra,
na revista Nós Tamén do Equipo de Normalización Linguística
do IES Saturnino Montojo

Este curso foi moi interesante e aprendín moito. Unha das cousas que más me gustou foi a clase de portugués que tivemos.

Aprendemos moitas cousas sobre este idioma e ademais, graza á rapaza que nolo deu, puiden escoitar de boca dunha presoa de fóra o útil que é o galego para o noso futuro laboral. Aínda que xa o escoitara anteriormente é distinto cando o di unha persoa que vive fóra de Galicia á que de verdade lle serviu de moito.

Definitivamente foi um curso moi bo e paseino moi bem. Debo agradecer aos meus compañeiros e aos profesores este curso tan fantástico.

María Prieto Solano,
na revista Nós Tamén do Equipo de Normalización Linguística
do IES Saturnino Montojo

alunos LousameAnabel Novo (*) - O Valentim R. Fagim deu com grande sucesso um ateliê de língua portuguesa em 4 horas (LP4) às turmas de 3º ESO do CPI ?Cernadas de Castro?, em Lousame, dentro do qaudro do projeto do EDL do nosso centro. Aliás, o professor não foi apenas ministrar uma aula de português, mas foi fazer com que meninos e meninas de 14 anos comecem a olhar o mundo a partir da sua língua, o galego.

Mostrou-nos as caras do português, portanto mostrou-nos a potencialidade natural do galego, língua-chave para atravessar a porta que temos na frente, dar só um passo, e entrar num mundo de 250 milhões de pessoas com quem podemos comunicar.

O LP4 acerta no alvo do objetivo principal de qualquer Projeto de Dinamização Linguística, já que reforça a dimensão comunicativa do galego em relação com contextos vivos e internacionais e ajuda as gerações mais novas a perceberem a utilidade da língua galega.

O ateliê esteve dividido em 4 horas. Na hora 1 o Valentim, a falar em português de Portugal e do Brasil, fez uma breve introdução histórica e uma aproximação às culturas lusófonas remarcando que a nossa vantagem como galegos e galegas era a nossa riqueza linguística. Desde o início os adolescentes ficaram maravilhados, pois para muitos era a primeira vez que sabiam da existência do português nos continentes africano e asiático.

Na hora 2, depois de ver as dicas de leitura da ortografia portuguesa, fez uma atividade em que envolveu ativamente os meninos e meninas: um concurso musical. Eles adoraram, e houve prémio para a equipa ganhadora, um manual Do Ñ para o NH.

Já de tarde, depois do almoço, vieram as horas 3 e 4. Nelas o professor centrou-se no léxico e na gramática marcando o quanto sabiam já os alunos só pelo facto de serem galegos e galegas. Depois, advertiu dalgumas diferenças morfossintáticas a respeito do galego, léxico diferente e falsos amigos.

Finalmente, ensinou-nos como utilizar e aplicar muitos dos recursos que temos disponíveis na Internet para os alunos e alunas aprenderem sozinhos e sozinhas.

Este tipo de atividades são necessárias porque para muitos rapazes e raparigas galego-falantes, e também para os que não o são, foi a primeira vez a perceber que o galego os posiciona numa situação de vantagem dentro do mercado laboral para um futuro cada vez mais competitivo.

Agora os alunos e alunas de Lousame são conscientes de que se o galego e o português tivessem mais contato, poderia ser benéfico para o galego. Quase todos assinalam que se a escola ofertasse o português como matéria optativa, não duvidariam em a escolher.

Alguns alunos colocaram o seu parecer sobre o ateliê no nosso blogue: Blog da Silva - Ás voltas co portugués.

(*) Professora da ENDL do CPI Cernadas de Castro.

O ateliê dura 100 minutos, duas aulas consecutivas de 50 minutos ainda que exista a possibilidade de as aulas serem alternas.
Unidade 1 Ler está ao alcance dos nossos olhos (ortografia)
Objetivos gerais:
  • Mostrar que as palavras e as letras podem ser lidas de diferentes formas.
  • Mostrar como se leem à galega as letras do alfabeto português não presentes na ortografia galega.
    Unidade 2 Temos muito a ganhar
    Objetivos gerais:
    • Mostrar a vantagem competitiva da Galiza em relação à Lusofonia.
    • Mostrar o que a Lusofonia representa em termos geográficos, culturais e económicos.
    • Tomar consciência do que sabemos e desconhecemos a respeito dos países que falam português.
    • Mostrar o que a população galega tem a ganhar sabendo português.
      Unidade 3 Sabemos muito mas não nos devemos confiar (léxico e gramática)
      Objetivos gerais:
      • Mostrar a nossa vantagem competitiva em termos de compreensão escrita (gramática e léxico)
      • Mostrar que a maioria do léxico é comum.
      • Advertir das dificuldades léxicas: sinónimos, falsos amigos, palavras modernas, anglicismos.
      Unidade 4 Podes aprender tu mesmo/a
      Objetivos gerais:
      • Fornecer recursos para que os alunos e alunas sejam autónomos na aprendizagem.
      • Fornecer recursos culturais (música, cinema, jornais, ebooks, jogos) para que se mergulhem no mundo em português.

      A pessoa responsável do ateliê vai expressar-se em português de Portugal ou do Brasil e vai-se incidir em que tal ação seria inviável em Madrid ou Barcelona. O objetivo é lembrar (Ops!) aos alunos e alunas que já sabem muito e que esse saber é a sua vantagem competitiva no quadro espanhol e europeu.

      A interação com os alunos e as alunas é alta facilitando o seu envolvimento para integrarem os diferentes aspetos e ideias-força da exposição.

      O número de alunos e alunas ideal estaria entre 20 e 40 podendo-se alargar até 60 mas tendo presente que quanto maior for o número de alunos e de alunas a interatividade, essência do ateliê, perde força.

      O suporte base serão várias apresentações em Office Impress para as unidades 1,2 3 precisando-se de uma sala com projetor, ecrã e acesso à Internet.

      Entre a unidade 2 e 3 ouviremos um tema musical e a turma terá de preencher os ocos que faltam na letra que lhe será entregue.

      A unidade quarta consistirá na mostra e interação com alguns dos sites recomendados em folha que se entrega ao estudantado.

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