O Conselho Comarcal do Berzo vem de editar um novo número da sua revista, "boletín informativo", o número 2, correspondente ao mes de Junho de 2005. A capa, como nom, umha grande foto do Presidente do Conselho Comarcal, o galego-falante Ricardo González Saavedra, com ZP na visita que este realizou há umhas semanas à nossa comarca.
Com calma, com calma...
Isso é o que lhe digo à gente que me pergunta nestes dias. E fago-lhes lembrar que Simancas nom governa na Comunidade Autónoma de Madrid.
Hoje que se celebra o aniversário do plebiscito do Estatuto de Autonomia de Galiza de 1936, nom estaria de mais lembrar que tal texto estipulaba que se poderiam " agregar a Galiza qualquer território limítrofe de características históricas, culturais, económicas e geográficas análogas, meiante os requisitos que as leis gerais estabeleçam".
Isto foi o aprovado no 36. Por suposto, o actual Estatuto de Autonomia da CAG nom di nada de nada sobre o tema. Sim o decia o proxecto de Estatuto, o conhecido como "Estatutdo dos 16" (de 7 de Abril de 1978). Foi aprovado por unanimidade pola sua Comissom Redactora, e remitido às Cortes Gerais (espanholas), onde, Martim Villa, da UCD, (leonés de Leom e conhecedor da galeguidade do Berzo e outras comarcas), consegui fazer desaparecer qualquer mençom sobre o tema.
Celebre-se, pois, sabendo o que se celebra.
Eu também resistim as 4 legislaturas de Fraga. Mas os últimos três anos fora da CAG...
Conseguimo-lo.
O que nom sei é se conseguiremos incorporar a voz "cacharela" ao vocabulário do Berzo... Fará-se tudo o possível : )
Sei que existem multidom de cousas
que nunca jamais serei quem de fazer
Mas sentiria
profundamente
ter vivido sem escalar a face norte da existência
ou sem ter feito o caminho a mao e sem permisso
Por isso sempre
nas reunions dos organismos de direcçom
voto a favor de que o universo seja infinito
e de que polas manhás tenhamos água quente
no quarto do hotel
Este Sábado, 25 de Junho, com certo retraso, mas mais val tarde que nunca, a Associaçom de Vizinhas e Vizinhos da Malhadina-Campabranca organizamos a Cacharela de Sam Joam 2005.
A partir das 21'00h. ficades todos e todas convidadas a passar-vos pola Campabranca e participar desta actividade lúdico-festiva, com a que contribuimos a recuperar as festas tradicionais ao tempo que fomentamos a convivência e as relaçons entre a vizinhança da aldeia.
Os votos da emigraçom som o grande calote, a grande mentira, a grande falsidade das eleiçons na Galiza. E nom só polos resultados do 19-J, mas também.
Os três grandes partidos do sistema na Comunidade Autónoma Galega tenhem aceitado, por activa e por passiva, um sistema eleitoral corrupto, injusto e absurdo. Nem fai sentido que agora o PSOE e o BNG critiquem umha realidade que nom propugérom mudar nos últimos quatro ou oito anos. Ambas as organizaçons, tal como o PP, sabem que essa é umha bolsa de votos que sempre vai apoiar o partido, ou partidos, governantes, e nom querem renunciar à sua existência por se num futuro tiverem que deitar mao dela. O voto emigrante representa actualmente 305.017 pessoas (há dezasseis anos representava tam só 45.887 pessoas), o que representa praticamente o mesmo número de votantes que os existentes na "província" de Lugo (308.349), e mais do que os registados em toda a "província" de Ourense (287.060). De facto, na província de Ourense um em cada cinco votantes é considerado como residente ausente, quer dizer, emigrante, constituindo um total de 67.720 pessoas nom residentes com direito a voto.
A Junta de Castela e Leom, anuncia na imprensa nestes dias os seus "Premios Internet Castilla y León 2005", inscritos dentro do Plano Direitor de Infraestruturas e Servizos de Telecomunicaçons 2004-20006.
Com um primeiro prémio de 12.000 euros, um segundo de 6.000 e um terceiro de 3.000, estabelecem quatro categorias: Empresa, Iniciativa, Municípios e, alucinem todos e todas as leitoras deste humilde blog de operário, Promoçom do Espanhol.
Por suposto, da Promoçom do Galego, ou da Promoçom do Leonés, línguas igualmente existentes no território da CACyL, e com bem mais necessidades de promoçom, nada de nada.
Isso é o que há. Isso é o que podemos aguardar da CACyL. Nada de nada. Ou menos.
Ignoram o galego, porque ignoram o Berzo.
A Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo, tem-se dirigido ao Instituto de la Lengua de Castilla y León, com ocasiom da celebraçom por parte do mesmo de vários cursos, alguns deles no Berzo, para realizar ante essa instituiçom, mais umha vez, diversas demandas relacionadas com a língua e a cultura galegas da comarca arraiana.
Começa o seu escrito Fala Ceive lembrando que na actualidade, no território administrado baixo a Comunidade Autónoma de Castela e Leom (CACyL) existem em várias línguas em contacto, e em conflito, entre elas a língua galega, presentes nas comarcas do Berzo, a Cabreira e a Seabra, reclamando portanto que as administraçons públicas se impliquem na protecçom e fomento das outras realidades lingüísticas nom espanholas.
Os Estatutos do Instituto de la Lengua de Castilla y León nom fam referência nengumhas à realidade lingüística desta comunidade autónoma, falando única e exclussivamente da língua espanhola, como se esta fora a única existente em todo este extenso território, e ignorando a realidade das comarcas do Berzo, a Cabreia ou a Seabra. A política cultural do ILCyL incentia unicamente o espanhol, dicriminando injustamente aos galego-falantes da CACyL, excluindo o galego (e também o leonés) das suas actividades periódicas. Considera FC que já é hora de que o Director do ILCyL supere a política de subjectivas declaraçons públicas de boas intençons e demostre o seu activismo a prol do idioma galego com factos concretos e de forma activa.