
Há umha certa luz incompreensível na distáncia
Semella un alvor chegado doutro mundo
umha mensagem do interior das palavras e a língua
um gatilho de sílabas usadas
a reviver a morte dos silêncios esquecidos
e o louco caminho das inquedanças
Tem um certo desespero oculto
unha mirada negra con transparencias de ágata
Igor Lugris
Xavier Queipo
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Concha Rousia
Igor Lugris
Emma Pedreira
Chelo Suárez

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
Semella un alvor chegado doutro mundo
umha mensagem do interior das palavras e a língua
um gatilho de sílabas usadas
a reviver a morte dos silêncios esquecidos
a percorrer no branco espaço o espelho côncavo da memória
Mas, o verso racional obscureceu o intenso desejo sentimental.
Descifra-os na pálida manhã de abril
Quando a chuva arranque as suas cores ao sol
Na sinfonia harmônica dessa mistura
de cores e sons surge o inesperado:
acende a luz da memória quase apagada
com o ardor desse desejo oculto, mas
aplacado com a chegada do arco-íris
num côncavo colorido e iluminado,
apontando a direção do novo...
Do inusitado... Do quase nada...
Igor Lugris
Xavier Queipo
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Concha Rousia
João Vasco Henriques
Paulo Marcelo Braga
Solange Durães
Concha Rousia
Lilibeth Taucei
Para acompanhar as leituras dos Cadáveres, umha boa música.
Hoje, sai no Diário de Leom umha breve muito breve nota sobre a celebraçom da Expo Cadáver, junto com três ou quatro notícias mais. Lamentavelmete nom vos podo oferecer a ligaçom, porque ainda que a primeira hora da manham aparecia essa breve no seu web, agora, ao meiodia, já tirarom essa notícia da sua página, assim que só o poderedes ver na ediçom impresa.

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
que encha as nosas bocas co agre da desfeita
Não há sentido certo. Há côncavas
visões onde distorcemos espélhos chorados
sem memória
apuramos o sopro, viramos o lente
non caemos, miramos para o chan
poo, panasco, lápida – apousa os pés amodo
Igor Lugris
eduardo estévez
mario regueira
elvira riveiro tobío
Celso Álvarez Cáccamo
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
lara do ar
María do Cebreiro

Há umha certa luz incompreensível na distáncia,
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
coa voz desacougante e cálida das lumias
Se a liberdade aniña na flor de refugallo
Se remontamos temporal por entre a herba indiscutida
e nom ficamos cingidos nas estátuas do desalento
chegaremos a tempo a ver o desastre, e teremos onde decoser
Igor Lugris
eduardo estévez
Mario Regueira
Gaspar Domínguez
elvira riveiro tobío
Oscar Antón Pérez
manuelanxo
joao

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos.
É a solidificaçom da metáfora, a imposiçom da verdade
unhas mans novas onde aplicar a lima
encarnadas ou negras as unllas, de sangue ou de terra
de sangue vivo ou terra morta
que reclamam o seu território e o seu horário
que moldeam constantes a matriz da dor
num imaginario desenho de futuros incertos
que som as paredes de este armario
desenhos outros na alma
Igor Lugris
eduardo estévez
Mario Regueira
Marcos Abalde Covelo
Xiana Arias
O Leo
Lara Rozados
Igor Lugris
Ramiro Vidal Alvarinho
Concha Rousia
Artur Alonso

Os últimos preparativos da Expo Cadáver coincidem com as primeiras limonadas. No Bierzo, para além de existir as frutas da época, ou as verduras da época, também existem as bebidas da época: e na época das férias de Primavera (chamadas polos integristas católicos, Semana Santa), a bebida da época no Bierzo é a limonada. É importante nom confundir esta bebida com nada que tenha a ver com zume de limom.

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
como umha porta de cristal fechada
uma palavra no abismo da língua
ou uma papoila, talvez, de livro aberto
como dous olhos fechados fitando-me
E a interrogação surge:
O que desejas?
o silêncio abrange todo o espaço
Igual que as nuvens habitam o ceu
o espazo abrangue silencio e nubes
o baleiro espera a contracción da paisaxe
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
Eugénio Outeiro
Miguel R. Penas
Oscar Mourave
Débora Monnerat
Miguel R. Penas
Igor Lugris
Eduardo Estévez
Baldo Ramos

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
como umha porta de cristal fechada
uma palavra no abismo da língua
tócate, sen sabelo, esvara
o conto é decidir cando acabar
un home do sur preguntoulle se quería viaxar
ao lugar onde o seu nome significase "flor da cerdeira"
toda agricultura modifica o entorno
toda gramática prescribe no lugar da floración
e a viaxe imaxinada devén gramática do abismo
Não sei porque parei junto da margem
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
lara do ar
María do Cebreiro
Xiana Arias
Mario Regueira
Arsenio Iglesias Pazos
Baldo Ramos
eduardo estévez
José Carlos Soares

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
que enche as nosas bocas co agre da desfeita
há um arco-íris morto no interior de um búzio vermelho
O grito da distáncia rabunha o horizonte
arrombado em ecos de tragédia
naufraga num oceano agónico
Igor Lugris
eduardo estévez
mario regueira
elvira riveiro tobío
Xavier Vásquez Freire
Ramiro Vidal Alvarinho
Miguel Vento
Ramiro Vidal Alvarinho