22-03-2007

  01:05:20, por Lugris   , 228 palavras  
Categorias: Um cadáver na rede

Cadáver #10

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
como umha porta de cristal fechada
uma palavra no abismo da língua
ou uma papoila, talvez, de livro aberto
como dous olhos fechados fitando-me

E a interrogação surge:
O que desejas?
o silêncio abrange todo o espaço

Igual que as nuvens habitam o ceu
e teus olhos polos que elas fogem
cingem ramalhos de metal,
assim crescem os oceanos
com teus berros secos
pedindo umha oportunidade
aos neurónios desarmados
de poder.

Foi quando aquele outro calou,
esmagado pola pouta do urso;
pola unha do galo
polo bico do gorgolo
polo som que só sou
que decidi agarrar-me à luz por decifrar
e recitar negrumes pelos gargalos do riso

Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
Eugénio Outeiro
Miguel R. Penas
Oscar Mourave
Débora Monnerat
Miguel R. Penas
Igor Lugris
Concha Rousia
José Manuel Barbosa
Paulo Meraio
Concha Rousia
Eugénio Outeiro

Siguem a medrar os cadáveres. Há cinco dias estabilizaram-se em 56, mas hoje chegaram outros três novos, dos que eu nom tinha notícia, com o que já chegamos aos 59: falta um para umha cifra tam redonda como 60.
Quanto à Expo Cadáver, avança a bom ritmo, e resoltas algumhas questons de intendência, parece que todo decorrerá bem e segum o previsto.
Veremo-nos o dia 31 em Ponferrada? Aguardo que sim!

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