29-03-2007

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Categorias: Um cadáver na rede

Cadaver #35

Há umha certa luz incompreensível na distáncia,
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
coa voz desacougante e cálida das lumias
Se a liberdade aniña na flor de refugallo
Se remontamos temporal por entre a herba indiscutida
e nom ficamos cingidos nas estátuas do desalento
chegaremos a tempo a ver o desastre, e teremos onde decoser


Igor Lugris
eduardo estévez
Mario Regueira
Gaspar Domínguez
elvira riveiro tobío
Oscar Antón Pérez
manuelanxo
joao

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