29-03-2007

Link permanente 23:58:17, por i (gor) Email , 99 palavras   Português (GZ)
Categorias: Um cadáver na rede

Cadaver #42

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
que encha as nosas bocas co agre da desfeita

Não há sentido certo. Há côncavas
visões onde distorcemos espélhos chorados
sem memória
apuramos o sopro, viramos o lente
non caemos, miramos para o chan

poo, panasco, lápida – apousa os pés amodo

Igor Lugris
eduardo estévez
mario regueira
elvira riveiro tobío
Celso Álvarez Cáccamo
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
lara do ar
María do Cebreiro

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